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  • Congresso mundial de Farmácia reúne 2 mil profissionais e estudantes em Gramado (RS)

    Congresso mundial de Farmácia reúne 2 mil profissionais e estudantes em Gramado (RS)

    Detentor da maior biodiversidade do planeta, com um mercado em franca expansão tanto para a atuação do farmacêutico em Saúde Estética quanto para a Farmácia Clínica, áreas já regulamentadas, o Brasil sediará, de 8 a 10 de novembro, em Gramado, o XII Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa. Promovido pela Associação Brasileira de Países de Língua Portuguesa (AFPLP), o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Fundação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, com o apoio de várias entidades, o evento terá como tema “Vida em equilíbrio: saúde, beleza e bem-estar”. 

    Realizado simultaneamente a outros quatro eventos – V Simpósio de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Sistema Público de Saúde, Congresso Brasileiro de Fitoterapia, I Congresso Brasileiro de Farmácia Estética e I Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos – o congresso reunirá 2 mil participantes. Estarão presentes, farmacêuticos e estudantes de todos os estados brasileiros e também de Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e Brasil.

    “Será uma oportunidade o debate sobre áreas em forte ascensão dentro da Farmácia, como Estética, Fitoterápicos e Nutracêuticos. Será, ainda, um momento de integração de farmacêuticos de diferentes regiões do mundo, tanto para conhecermos os avanços da profissão em cada um dos países representados, como as dificuldades enfrentadas no exercício da sua profissão”, comenta o presidente do congresso, presidente da AFPLP e vice-presidente do CFF, Valmir de Santi.

    No centro do Congresso Mundial da AFPLP as discussões estarão voltadas para a área clínica, que tem registrado grandes avanços no mundo inteiro. Cada vez mais os farmacêuticos estão assumindo funções que os colocam mais focados no cuidado ao paciente, não se restringindo mais ao medicamento. Uma mesa redonda, no início do evento, apresentará um panorama das doenças crônicas no mundo e qual o papel do farmacêutico que atua no acompanhamento e manejo de pacientes crônicos.

    Esse eixo temático também contará com duas mesas redondas para demonstrar as experiências da atuação em farmácia clínica que tiveram êxito em nível nacional e internacional. Na mesa nacional, serão apresentados casos de sucesso de farmácias ou hospitais que implantaram serviços de acompanhamento em vários municípios brasileiros. Na mesa internacional, profissionais de Língua Inglesa apresentarão experiências de desenvolvimento e de atuação do farmacêutico em área clínica em seus países de origem. Assim como, sobre a prescrição farmacêutica, como funciona a área da farmácia e a atuação profissional nos sistemas de saúde daqueles países.

    A abordagem da Fitoterapia será voltada, principalmente para a área pública, com o debate sobre os papeis dos diferentes órgãos do governo em questões como o financiamento de projetos na área. Os participantes terão oportunidade de assistir apresentações sobre modelos internacionais e também de visitar um arranjo produtivo na região de Nova Petrópolis, próximo a Gramado, onde agricultores e indústria mantém uma relação próxima, que vai da produção à utilização da planta medicinal transformada em fitoterápico. Da programação fará parte uma Reunião do Comitê Temático da Farmacopeia Homeopática Brasileira.

    O Simpósio de Nutracêuticos abordará o atendimento direto ao paciente e a prescrição farmacêutica desses produtos, de suplementos, de nutricosméticos e de alimentos. Também enfocará a atuação dos farmacêuticos na indústria, na formulação dos produtos, na comercialização e nos treinamentos para os profissionais que atuam na área.

    Na área da Saúde Estética, a intenção é divulgar conhecimento e oportunizar o contato de farmacêuticos que já atuam ou pretendem atuar nessa área com novas técnicas, equipamentos e produtos. Durante o Congresso, deverá ser criada a Sociedade Brasileira de Estética e Cosmética.

    “Esse evento ocorre em um momento de plena ascensão e expansão da profissão, em que as práticas clínicas se consolidam, resgatando o papel do farmacêutico como profissional do cuidado integral à saúde, perante a saúde pública e a sociedade”, assinala o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João.

    Fonte: CFF

     

     

  • Infarma publicará resumos dos Simpósios Iberoamericanos de Plantas Medicinais e de Investigação em Câncer

    Infarma publicará resumos dos Simpósios Iberoamericanos de Plantas Medicinais e de Investigação em Câncer

    Os editores do boletim Infarma – Ciências Farmacêuticas participaram do VIII Simpósio Iberoamericano de Plantas Medicinais e do III Simpósio Iberoamericano de Investigação em Câncer, que aconteceram simultaneamente de 24 a 27 de outubro, em Itajaí (SC). De acordo com a editora do Infarma, Dâmaris Silveira, o periódico publicará os resumos dos simpósios, que promoveram a atualização, a integração e a reflexão de docentes, pesquisadores, estudantes e profissionais.

    Foram quatro dias de palestras, minicursos e pôsteres, com a presença de renomados pesquisadores de diferentes países Ibero-Americanos. Foram abordados diversos temas que envolvem a pesquisa multidisciplinar com plantas medicinais e novos agentes anticâncer, obtidos a partir da biodiversidade e da síntese química.

    O evento foi uma das principais atividades formativas da Rede Ibero-Americana de Estudo e Aproveitamento Sustentável da Biodiversidade Regional de Interesse Farmacêutico (RIBIOFAR) e da Rede Ibero-Americana de Investigação em Câncer (RIBECANCER), apoiadas pelo CYTED e CNPq.

    Na foto, a editora do Infarma, Dâmaris Silveira; o presidente dos Simpósios, prof. Dr. Valdir Cechinel Filho, da Universidade Vale do Itajai (Univali); e o vice-presidente dos Simpósios, prof. Dr. Arturo San Feliciano, da Universidade de Salamanca.

     

    Fonte: CFF

  • Exame da próstata não faz o homem viver mais, artigo, por Cláudia Collucci

    Exame da próstata não faz o homem viver mais, artigo, por Cláudia Collucci

    Novembro mal começou e o bombardeio de informações sobre o câncer de próstata e a importância do PSA (antígeno prostático específico) está a todo vapor. De shoppings center a planos de saúde, todos estão mobilizados em torno da campanha Novembro Azul.

    Há uma sucessão de equívocos nessa iniciativa. Primeiro porque parece que a saúde do homem se resume a essa glândula localizada na parte baixa do abdômen. Perde-se aí uma ótima oportunidade para discutir outras coisas que realmente terão impacto na saúde masculina, como prática de atividade física, os maus hábitos (uso de álcool e outras drogas, tabaco etc), os acidentes de trânsito e a checagem dos níveis da pressão arterial e da glicemia.

    O outro equívoco é ainda mais sério. Cada vez mais as evidências científicas contraindicam a realização do PSA de rotina, em qualquer idade. Mas parece que, por desconhecimento ou interesses outros, as campanhas têm ignorado esse fato. Por aqui, há poucas vozes discordantes, uma delas é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que distribuiu nota à imprensa sobre o assunto.

    Para começar, a SBMFC explica o conceito do rastreamento e porquê ele não se aplica ao exame da próstata. Rastreamento significa uma ação feita para identificar uma doença (ou fator de risco) antes que ela se manifeste ou piore, com o objetivo de diminuir o adoecimento e a mortalidade. Ou seja, fazer as pessoas viverem mais e melhor.

    É o que acontece, por exemplo, quando a pessoa faz uma sorologia de HIV ou uma coleta de papanicolau. Mas não é o que ocorre com o câncer da próstata e com o foco da campanha Novembro Azul.

    A campanha diz que “a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce”, e recomenda que todos os homens com mais de 50 anos (ou 45, no caso de negros e parentes de primeiro grau de indivíduos que tiveram a doença) procurem anualmente um urologista para fazer o exame de toque retal e a dosagem de PSA no sangue.

    A SBMFC lembra que essa não é a recomendação de respeitadas instituições nacionais e estrangeiras. Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens americanos de qualquer idade.

    Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a essa prática, “por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício”.

    Outras entidades reconhecidas internacionalmente, como o Canadian Task Force on Preventive Health Care, o American Academy of Family Physicians e o United Kingdom National Screening Comittee, fazem recomendações semelhantes.

    Os estudos que levaram a essas recomendações acompanharam milhares de homens por mais de dez anos, e mostraram que fazer PSA com ou sem toque retal não diminui a mortalidade geral dos homens, e muda muito pouco a mortalidade específica por câncer de próstata. Em outras palavras, lembra a SBMFC, homens que fazem o exame não morrem mais velhos, e morrem muito pouco menos de câncer de próstata.

    Esse pequeno benefício não compensa os potenciais malefícios, quase sempre relacionados à realização desnecessária de biópsia prostática (um procedimento que pode provocar sangramentos, febre, infecção prostática e retenção urinária), o impacto psicológico causado por um resultado falso positivo, e as sequelas do tratamento (é muito comum que os homens tenham incontinência urinária ou impotência sexual após a retirada da próstata).

    Isso acontece porque o exame não consegue diferenciar cânceres graves e mortais de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem, ou seja, muitos acabam tendo os malefícios desnecessariamente, explica a nota.

    “A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade considera que os homens, de fato, precisam dar e receber mais atenção à sua saúde, mas as evidências científicas mais recentes deixam claro que isso não deve ser feito através da dosagem do PSA ou realização de toque retal em pessoas que não apresentam qualquer sintoma. Médicos e médicas devem, por uma questão ética, fornecer todas as informações relevantes para que seus pacientes possam decidir de forma esclarecida sobre questões relacionadas à própria saúde.”

    A manifestação da SBMFC é uma ótima oportunidade para que as entidades melhorem o nível de campanhas que visem a educação em saúde. Omitir esses dados na campanha Novembro Azul é um desserviço aos homens, às suas famílias, e aos sistemas de saúde, que desperdiçam recursos que poderiam estar sendo mais bem usados em ações efetivas de prevenção e promoção à saúde.

    Fonte: INCA

  • CRF/AL e SBFFC convidam farmacêuticos e estudantes para degustação de cursos

    CRF/AL e SBFFC convidam farmacêuticos e estudantes para degustação de cursos

    O Conselho Regional de Farmácia e a SBFFC Regional de Alagoas convidam para a sessão especial de degustação dos cursos da turnê internacional CONEXÃO EUROPA X BRASIL, da SBFFC Nacional que acontece na próxima segunda-feira, 14, às 19hs na sede do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL).

    De acordo com o presidente do CRF/AL, a ideia é que os interessados em participar do evento possam conhecer um pouco do que será ministrado nos dias 16 e 17 de novembro. “O palestrante, João Pedro Matos, fará uma síntese sobre o conteúdo dos dois cursos que irá ministrar nestes dois dias, para acadêmicos, farmacêuticos e gestores de farmácia”, comentou.

    O objetivo da sessão de degustação a programação é promover essa interação do palestrante com os participantes interessados em fazer o curso nos dias 16 e 17. João Pedro Matos estará à disposição de todos para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o conteúdo que será ministrado.

    Participe e concorra a duas inscrições, uma para cada curso. Quem desejar, poderá fazer sua inscrição no local.

    Para saber mais acesse aqui

     

    Confira a agenda:


    16/11 – 09 às 18 h -Curso para Acadêmicos


    17/11 – 09 às 18 h – Curso para Farmacêuticos e Gestores de Farmácia

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Presidente do CRF/AL será o conferencista no II Congresso Multiprofissional da Saúde

    Presidente do CRF/AL será o conferencista no II Congresso Multiprofissional da Saúde

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Alexandre Correia, será conferencista do II Congresso Multiprofissional de Saúde no próximo sábado, 12. O tema apresentado por ele será Perspectivas da profissão farmacêutica frente os avanços tecnológicos.

    O Congresso inicia nesta quinta-feira, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, e traz como tema principal a “Qualidade de vida, tecnologia e inovações”, o evento reúne enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas e radiologias, em um amplo debate sobre as temáticas mais atuais da saúde.

    A palestra de abertura acontece às 18hs com o conferencista Dr. Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito (UFPE), fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional que vai tratar o tema: “Empreendedorismo na área da Saúde”.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CRF/AL realização ação de combate ao diabetes em Maceió

    CRF/AL realização ação de combate ao diabetes em Maceió

    Em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas com o apoio dos estudantes de farmácia da Universidade Maurício de Nassau realizaram na manhã desta segunda-feira, 14 a ação de combate ao diabetes.

    Estudantes de outros cursos bem como funcionários da instituição tiveram a sua disposição testes de glicemia que é o exame utilizado para medir o nível de açúcar no sangue, auxiliando assim na monitorização do tratamento do diabetes.

    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio que coordenou a ação explicou que esse contato com o público é importante porque fortalece a atuação do profissional farmacêutico, além de auxiliar os estudantes com atividades práticas. “De posse dos resultados que foram entregues na hora, a gente orienta procurar o médico caso seja necessário. Ações como esta são importantes porque a diabetes é uma doença que tem controle”, revelou.

    Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em abril deste ano mostrou que mais de 422 milhões de adultos em todo o mundo viviam com diabetes em 2014, quatro vezes mais do que em 1980. No Brasil, a prevalência da diabetes é de 8,1%, ligeiramente abaixo da média mundial, e é maior nas mulheres (8,8%) do que nos homens (7,4%).
    O excesso de peso afeta 54,2% dos brasileiros, a obesidade 20,1% e a inatividade física 27,2. A diabetes provoca a morte de 72.200 brasileiros com mais de 30 anos e representa 6% de todas as mortes. O excesso de glicose no sangue é responsável por mais 106.600 mortes por ano no Brasil.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Presidente do CRF/AL recebe comenda Maurício de Nassau

    Presidente do CRF/AL recebe comenda Maurício de Nassau

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Alexandre Correia, foi agraciado com a Comenda Maurício de Nassau na noite desta quinta-feira, 10. A solenidade de entrega aconteceu na abertura do II Congresso Multiprofissional de Saúde, que acontece no Hotel Ritz Lagoa da Anta.

    A comenda é concedida a instituições e personalidades nacionais e estrangeiras, que ou suas qualidades, destacam-se no campo educacional ou prestam relevantes serviços em prol da ciência e da tecnologia, do desenvolvimento econômico e social, do esporte, do ensino ou da cultura brasileira.

    Alexandre recebeu das mãos do vice reitor da instituição Pedro Guedes que elogiou a atuação do presidente nos serviços prestados aos profissionais de farmácia em Alagoas. O presidente do CRF/AL agradeceu a indicação dos alunos da instituição bem como aos professores do curso de farmácia e de biomedicina. “Essa premiação não é apenas minha, mas sim de todos os diretores e conselheiros do CRF/AL. Muito obrigado. Vamos continuar a nossa luta pela valorização dos profissionais da saúde, em especial aos farmacêuticos categoria que represento”, comemorou.

    Fonte: Ascom/CRF-AL

  • Projeto Farmácia Viva, apoiado pelo CRF/AL, concorre ao selo Unicef

    Projeto Farmácia Viva, apoiado pelo CRF/AL, concorre ao selo Unicef

    O projeto Farmácia Viva que recebe o apoio do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) participou do 2º Fórum para aprovação do Selo Unicef. O projeto foi escolhido porque desenvolve uma atividade educacional que integra os saberes tradicionais do campo no processo de ensino-aprendizagem.

    A coordenadora do projeto, a professora Ednalva Pinheiro, revelou que de trabalhar a saúde que vem da terra não só ajudou no desenvolvimento dos alunos, como também adquiriu uma dimensão mais ampla e afetou positivamente todo o município. “Nosso trabalho foi além da educação e chegou à área da saúde e assistência social”.

    Robert Nicácio, vice-presidente do CRF/AL, pontua que apoiar o projeto Farmácia Viva é tornar o trabalho de sucesso realizado pela escola mais profissional. “Temos uma profissional farmacêutica que acompanha a manipulação dessas medicamentos e isso traz mais segurança para os alunos e a população. Ficamos muito felizes com o convite da professora Nalva para participar desse projeto”, destacou.

    SELO UNICEF

    O Selo UNICEF – Município Aprovado é um reconhecimento internacional que o município pode conquistar pelo resultado dos seus esforços na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. A partir de um diagnóstico e de dados levantados pelo UNICEF, os municípios que se inscrevem passam a conhecer melhor sua realidade e as políticas voltadas para infância e adolescência. Com dados concretos e participação popular, o município tem condições de rever suas políticas e repensar estratégias de forma a alcançar os objetivos buscados, que estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações da Fundação Telefônica

  • Arapiraca: CRF/AL em parceria com a vigilância sanitária realiza curso para farmacêuticos

    Arapiraca: CRF/AL em parceria com a vigilância sanitária realiza curso para farmacêuticos

    No próximo dia 16 de novembro, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), seccional Arapiraca, em parceria com a Vigilância Sanitária de Arapiraca promovem uma palestra de orientação aos farmacêuticos, proprietários de farmácias e drogarias, bem como para balconistas sobre o uso de medicamentos controlados e os erros apresentados nas receitas. O evento acontece no Centro de Referência Integrada de Arapiraca (Cria), no bairro Santa Ediwiges, ao lado do Sesc, a partir das 19hs.
    De acordo com Saulo Sales, coordenador do projeto, o intuito é alinhar todos os profissionais que atuam na dispensação desses medicamentos aos pacientes. “É muito comum encontrarmos falsificação de receita, de carimbo de médicos, quantidade fora da permitida e exatamente para evitar que esses profissionais e estabelecimentos sejam atuados é que estamos promovendo essa palestra”, comentou.
    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, destacou a importância dessa parceria com a vigilância sanitária que faz esse trabalho no município de Arapiraca. “Além de orientar os profissionais de farmácia, nós também mostramos como é atuação da fiscalização do Conselho nos estabelecimentos. A ideia é que a gente possa garantir que a segurança dos pacientes com a presença do farmacêutico nestes locais”, revelou.
    Saulo disse que esse é um trabalho de prevenção, sobretudo com relação ao tráfico de drogas e caixa dois, já que esses medicamentos que necessitam de receitas são controlados. “A partir de janeiro se encontrarmos irregularidades vamos punir os estabelecimentos, desde o bloqueio dos armários das farmácias até a infração para as empresas”, garantiu.
    Para o representante da vigilância sanitária, a parceria do CRF/AL é fundamental para o sucesso dessa palestra. “O conselho é quem faz a convocação desses profissionais e nós precisamos dessa parceria para atingir o maior número possível de farmacêuticos”, pontuou.
    A palestra será aberta também para os estudantes que estejam nos dois últimos períodos do curso de farmácia.
  • Justiça reafirma legalidade das atribuições clínicas do farmacêutico

    Justiça reafirma legalidade das atribuições clínicas do farmacêutico

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região cassou liminar concedida às associações medicas Brasileira (AMB) e do Rio Grande do Norte que suspendia, no estado do Rio Grande do Norte, a Resolução do CFF nº 585/13. Com a decisão, a referida norma, que regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico, volta a vigorar naquele estado e, por conseguinte, plenamente no país inteiro. A decisão favorável é mais uma entre muitas obtidas pelo CFF desde a publicação desta normativa e também da Resolução CFF nº 586/13, que autoriza os farmacêuticos a prescreverem medicamentos. Todas as investidas das entidades médicas contra as duas resoluções até agora foram infrutíferas, sejam em instâncias federais ou regionais.

    Na decisão, o desembargador federal João Bosco Medeiros de Sousa, afirmou que não encontrou evidências de que a Resolução nº 585/13 resulte em extrapolação da previsão legal contida na Lei 12.842/13, do ato médico. Pelo contrário, “a norma impugnada apenas autorizou, no âmbito da farmácia clínica, a prescrição pelo farmacêutico de medicamentos isentos de receita médica ou que contenham prévia prescrição médica mediante protocolos adotados em programas de saúde”. A peça cita, ainda, as prerrogativas do farmacêutico de prover consulta farmacêutica em consultório apropriado; fazer a anamnese com o propósito de prover cuidado ao paciente, além de identificar, avaliar e intervir nas interações medicamentosas indesejadas e clinicamente significantes.

    O desembargador salientou que não houve “extrapolação das atribuições regulamentares do CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, uma vez que ele atuou conforme delegação prevista Lei nº 3.820/60 ao editar a Resolução CFF nº 585/2013”. Citando o artigo 6º, o desembargador destacou a previsão de o CFF deliberar sobre questões oriundas do exercício de atividades afins às do farmacêutico, ampliar o limite de competência do exercício profissional, expedir resoluções definindo ou modificando atribuições ou competência dos profissionais de Farmácia e zelar pela saúde pública, promovendo a assistência farmacêutica.

    O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, vê a decisão com a serenidade de quem tem a convicção de que as resoluções editadas pelo conselho são legais e pertinentes. Ele destaca que, em todas as decisões proferidas até agora, a Justiça tem reafirmado que as normativas se restringem ao propósito exclusivo de respaldar atribuições do farmacêutico, para as quais este está tecnicamente preparado, em favor da saúde da população. “Felizmente temos visto prevalecer a verdade, a despeito das calúnias, das mentiras e dos interesses corporativos de algumas entidades médicas”, comentou.

    Ao regulamentar as atribuições clínicas do farmacêutico e ao regular a prescrição farmacêutica, Walter Jorge João assinala que o CFF exerceu a sua atribuição legal, se limitando ao escopo de atuação do farmacêutico. “As normas se restringem aos direitos e os deveres do farmacêutico, ao prestar cuidado individual ou coletivo, e de forma colaborativa, sempre que necessário”, comenta. “Nenhuma resolução do CFF autoriza farmacêuticos a procederem ao diagnóstico nosológico ou ao tratamento de doenças. As resoluções em questão respaldam os farmacêuticos a atender consultas, solicitar e avaliar resultados de exames e prescrever medicamentos estritamente dentro do seu escopo de atuação”, salienta.

    A consulta farmacêutica prevista na Resolução CFF nº 585/13 tem a finalidade exclusiva de viabilizar o acompanhamento da eficácia e da efetividade dos tratamentos prescritos, além de sanar dúvidas sobre uso de medicamentos, reações adversas, precauções durante o uso e outras. Está explicitado nesta mesma resolução que o farmacêutico NÃO pode solicitar exames com finalidade de fazer diagnóstico nosológico. O farmacêutico está amparado a solicitar exames para identificar se os tratamentos prescritos ao paciente estão sendo efetivos e seguros. Em caso de falha, o farmacêutico deve encaminhar o paciente ao prescritor, para que este adote as providências necessárias.

    De acordo com a Resolução CFF nº 586/13, todo farmacêutico pode prescrever medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) para tratar sinais e sintomas que a população, de forma errada, trata por conta própria ou com indicação do amigo, do parente, do vizinho e do ator ou jogador de futebol que apareceu na propaganda da TV. Uma das finalidades da prescrição de MIPs é reduzir a automedicação naqueles casos em que o medicamento é contraindicado ou que o paciente tem um problema de saúde que exige diagnóstico médico.

    Apenas em colaboração com o médico, quando há diagnóstico nosológico prévio ou quando houver previsão em programa, protocolo ou diretrizes técnicas de instituições de saúde o farmacêutico pode prescrever medicamentos tarjados. Ou seja, a Resolução CFF n° 586/13 deixa claro que somente quando um médico optar por contar com a colaboração de um farmacêutico é que ele poderá prescrever medicamentos tarjados. E essa prescrição somente ocorrerá nos termos do acordo de colaboração que celebrarem. Além disso, a prescrição de tarjados não é facultada a qualquer farmacêutico. Ela está prescrição está condicionada à titulação de especialista profissional do farmacêutico na área clínica. O título deve validado pelo Conselho Regional de Farmácia de sua jurisdição.

    “A consulta, os pedidos de exame e a prescrição, nos moldes previstos nas resoluções do CFF, são atribuições do farmacêutico. É ele que tem o conhecimento e a expertise para avaliar os melhores resultados da farmacoterapia”, destaca o presidente do CFF. Diante do imbróglio jurídico que foi criado a partir de argumentos completamente equivocados e mentirosos, e das campanhas caluniosas orquestradas com o claro objetivo de confundir a opinião pública, a única certeza que resta é que a única preocupação das entidades médicas é a reserva de mercado, em detrimento do direito dos usuários de serviços da saúde a uma assistência multiprofissional e de qualidade.

     
    Fonte:CFF