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  • Vacinação de meninas contra vírus HPV começa em 10 de março no SUS

    Vacinação de meninas contra vírus HPV começa em 10 de março no SUS

    Vacina estará em 36 mil postos e faixa etária será ampliada aos poucos.
    Meta é imunizar 80% dos 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos até 2016.
     
    O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) a partir de 10 de março para meninas de 11 a 13 anos, em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo o país, informou nesta quarta-feira (22) o Ministério da Saúde.
     
    A dose, que ajuda a proteger contra o câncer de colo do útero, estará disponível nos 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, de acordo com o ministério. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos.
     
    Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida, em três doses. A segunda aplicação deve ser feita 6 meses depois da primeira e a terceira, 5 anos depois.
     
    Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa faixa etária foi escolhida porque, nela, a produção de anticorpos contra o HPV tem maior eficácia.
     
    “Além disso, na grande média da população brasileira, meninas nessa idade ainda não tiveram início da atividade sexual, que é quando essas futuras mulheres estarão sob risco do vírus HPV. Então, estamos garantindo proteção para quando essas meninas tiverem vida sexual ativa”, explicou Padilha.
     
    Ao todo, há mais de cem tipos de HPV, vírus transmitido principalmente por meio de relação sexual, pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas. A vacina que será aplicada no Brasil protege contra os quatro tipos mais recorrentes de HPV: 6, 11, 16 e 18 – os dois primeiros ligados a 90% das verrugas genitais e os dois últimos, a 70% dos casos de câncer de colo do útero.
     
    Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência dessa doença, o terceiro câncer mais comum entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e colorretal. Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo têm HPV. 
     
    De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, a vacina que será usada pelo SUS tem eficácia de 98,8% contra o câncer de colo do útero. A imunização, porém, é preventiva e não dispensa o uso de camisinha durante a relação sexual.
     
    “A vacinação contra o HPV é uma precaução do câncer de colo do útero. Não é terapêutica, portanto, deve ser recomendada como uma medida preventiva, e não curativa. A vacina não substitui a realização do exame preventivo [papanicolau] nem o uso de preservativos”, disse Carla.
     
    Vacinação nas escolas
    Para ser vacinada na escola, a menina precisará da autorização da família e apresentar o cartão de vacinação ou um documento de identificação. O Ministério da Saúde vai orientar as secretarias estaduais e municipais para que tracem suas estratégias de imunização no ambiente escolar.
     
    “O Ministério da Saúde estimula as secretarias a fazer uma grande campanha de vacinação durante o período de aplicação da primeira dose dentro das escolas públicas e privadas”, afirmou Padilha. “Caso o município ache interessante, a segunda dose também poderá ser aplicada na escola”, completou o ministro.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • CONVOCAÇÃO

    CONVOCAÇÃO

    A Diretoria do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas – CRF/AL, no uso de suas atribuições legais e regimentais. Convoca Vossa Senhoria para participar dos eventos que serão realizados em comemoração ao dia do Farmacêutico em Alagoas, conforme programação abaixo:
     
    MACEIÓ :
     
    Dia 19/01 – Caminhada na praia de Pajuçara.
    – Concentração em frente ao Clube Alagoinhas a partir da 7:00hs da manhã-
    – café da manha;
    – Caminhada com distribuição de panfletos sobre Hipertensão e Diabetes e cartilha sobre o uso correto de protetor solar
     
    Dia 20/01 – Campanha no Shopping Parque Maceió das 10:00hs as 18:00hs
    – Verificação de Glicemia Capilar;
    – Distribuição de Panfletos sobre Hipertensão e Diabetes;
    – Serviços de Assistência Farmacêutica.
     
    Dia 20/01 – Campanha no Shopping Maceió das 10:00hs as 22:00hs
    – Verificação de Glicemia Capilar;
    – Distribuição de Panfletos sobre Hipertensão e Diabetes;
    – Serviços de Assistência Farmacêutica.
     
    ARAPIRACA:
     
    Dia 20/01 – Campanha na Praça Bom Conselho das 7:00hs as 11:00hs
    – Verificação de Glicemia Capilar;
    – Distribuição de Panfletos sobre Hipertensão e Diabetes;
    – Serviços de Assistência Farmacêutica
     
    Dia 25/01 – Campanha no Shopping Pátio Arapiraca das 10:00hs as 22:00hs
    – Verificação de Glicemia Capilar;
    – Distribuição de Panfletos sobre Hipertensão e Diabetes;
    – Serviços de Assistência Farmacêutica
     
    Atenciosamente
    Dr. Alexandre Correia dos Santos
    Presidente do CRF/AL
  • EUA querem limitar receita com paracetamol por lesões no fígado

    EUA querem limitar receita com paracetamol por lesões no fígado

    Os reguladores da área de Saúde nos Estados Unidos solicitaram aos médicos que não prescrevam medicamentos com mais de 325 miligramas por comprimido de acetaminofen (paracetamol), devido ao temor de que cause lesões ao fígado.
     
    As receitas de analgésicos comuns no país, como Vicodin e Percocet, contêm paracetamol e podem ser perigosos, se forem combinados com outros remédios, como Tylenol, ou com o álcool.
     
    “Não há dados disponíveis que mostrem que tomar mais de 325 miligramas de acetaminofen por dose proporciona benefícios adicionais que superem o risco aumentado de uma lesão do fígado”, afirmou a FDA, órgão que regula o setor de alimentos e remédios nos Estados Unidos.
     
    “Limitar a quantidade de acetaminofen por dose reduzirá o risco de feridas graves no fígado, devido a uma overdose não intencional de acetaminofen, que pode produzir insuficiência hepática, levar a um transplante de fígado, ou à morte”.
     
    A dose máxima diária para adultos é de 4.000 miligramas.
     
    Para evitar superar esse teto, o FDA pediu aos pacientes que não tomem mais de um remédio que contenha paracetamol por vez. Pede-se ainda que esses medicamentos sejam evitados em caso de ingestão de mais de três doses alcoólicas no mesmo dia.
     
    A FDA também recomenda que os profissionais de Saúde considerem receitar combinações de medicamentos com menos de 325 miligramas de acetaminofen, conhecido como paracetamol fora dos Estados Unidos e do Canadá.
     
    Em 2011, o FDA solicitou aos fabricantes de remédios que limitem a quantidade de paracetamol a até 325 miligramas em cada comprimido para proteger os consumidores. Em 14 de janeiro, mais da metade dos fabricantes que existem no país haviam cumprido a determinação, informou a agência.
     
    O problema é que as overdoses não intencionais – devido a combinações de remédios com esse princípio ativo – ainda são responsáveis por metade dos casos de insuficiência hepática relacionada ao paracetamol no país, alertou a agência.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
  • Governo quer que similares custem 65% valor do remédio de referência

    Governo quer que similares custem 65% valor do remédio de referência

    O Ministério da Saúde quer que medicamentos similares passem a custar no máximo 65% do preço do remédio de referência, uma regra que já é aplicada para os genéricos. A proposta será apresentada pela pasta à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), colegiado que fará a revisão do preço dos produtos.
     
    A mudança na política de preços, antecipada nesta quinta-feira, 16, pelo jornal O Estado de S. Paulo, integra uma transformação maior do mercado: a partir deste ano, essa classe de medicamentos passará a ter status semelhante ao de genéricos. Com isso, farmacêutico poderá indicar o produto como substituto ao remédio de marca para o consumidor. Uma prerrogativa atualmente restrita aos genéricos. 
     
    A política deverá ser regulada por uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cujo texto será colocado em consulta pública na sexta. Os similares passarão a ter uma nova embalagem. A exemplo do que ocorre com genéricos, vendidos em caixas com uma letra G em destaque, similares passarão a ser comercializados em embalagens com a inscrição “EQ”, símbolo de equivalente.
     
    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avalia que as mudanças trarão maior concorrência para o mercado e, em consequência, benefícios para os consumidores. O presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, está convicto de que a proposta vai impulsionar a venda de similares e genéricos. Ele acredita que em três anos, essas duas classes de medicamentos ficarão responsáveis por 80% do mercado. Hoje, representam 62%.
     
    A indústria farmacêutica, no entanto, não gostou da proposta. O presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, disse ter ficado surpreso com a fixação do teto. “Defendíamos a intercambialidade, mas em nenhum momento se discutiu a equiparação com preço de genéricos”, observou. Ele afirma que o assunto terá de ser novamente debatido com o governo. 
     
    Para o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Nelson Mussolini, a nova regra não trará impacto no bolso do consumidor. “Na prática, fabricantes de similares já cobram preços mais baixos, justamente para poder competir com genéricos”, disse. “Com a padronização, o que teremos é a retomada da empurroterapia: quem vai decidir o remédio que o consumidor comprará será o balconista, que vai se esforçar para vender produtos que lhe ofereçam maior comissão.”
     
    O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, Antonio Brito, também tem dúvidas se a medida trará uma redução de preços. “Isso somente vai ocorrer se fabricantes e o comércio reduzirem ainda mais a margem de lucro.” A presidente da Pró-Genéricos, Telma Salles, também disse estar surpresa e que novas discussões precisam ser realizadas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Google desenvolve lentes de contato inteligentes para diabéticos

    Google desenvolve lentes de contato inteligentes para diabéticos

    O Google anunciou nesta sexta-feira (17) que trabalha no desenvolvimento de lentes de contato capazes de medir os níveis de açúcar presentes nas lágrimas, um dispositivo projetado para as pessoas que sofrem de diabetes.
     
    As lentes de contato inteligentes são equipadas com um chip sem fio e um sensor incluídos entre duas camadas de material.
     
    Segundo o Google, este dispositivo eletrônico em miniatura é capaz de detectar os níveis de glicose obtendo a informação das lágrimas humanas.
     
    Os protótipos estudados já podem gerar uma leitura dos níveis de glicose por segundo e a intenção da companhia californiana é que possam ser utilizadas como um sistema de advertência para o paciente diabético.
     
    “Estamos explorando a integração de luzes LED minúsculas, que poderiam se acender para indicar que os níveis de glicose estão acima ou abaixo de certos parâmetros”, explicou.
     
    O projeto ainda está em “seu início”, apesar de a empresa ter informado em seu blog oficial que já realizou diversos estudos de pesquisa clínica e que está trabalhando com a FDA, a organização americana encarregada da aprovação de remédios.
     
    “Ainda falta muito trabalho para ser feito antes que esta tecnologia se transforme em um sistema que as pessoas possam usar”, destacou a empresa.
     
    No entanto, o Google divulgou seus planos para atrair parceiros que possam comercializar as lentes de contato inteligentes e que possam desenvolver aplicativos para que tanto paciente como médico sejam capazes de manejar seus dados.
     
    As lentes de contato inteligentes nasceram no laboratório Google X, cujos engenheiros também são responsáveis pelo carro sem motorista, pelos Google Glasses e pelos balões projetados para levar internet a lugares remotos (Project Loon).
     
    Nascida como uma empresa de internet dedicada às buscas online, o Google diversificou sua pesquisa e seu negócio para áreas diversas que vão desde a mobilidade à energia, passando pela saúde.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Medicamento similar deve passar por testes de equivalência, propõe Anvisa

    Medicamento similar deve passar por testes de equivalência, propõe Anvisa

    Medida foi anunciada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16).
    Similar é medicamento que busca mesmo efeito do de referência.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (16) proposta para que todos os medicamentos similares passem, até o final deste ano, por testes que comprovem a equivalência aos chamados medicamentos de referência. Um rémedio de referência também é conhecido como “de marca” ou “inovador”, que foi primeiramente lançado no mercado. O similar é o medicamento produzido depois, que pretende ter os mesmos efeitos.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, os medicamentos similares já existiam antes dos genéricos e não passavam pelos mesmos testes para atestar que tinha os mesmos efeitos do remédio de referência. Agora os similares terão que ser submetidos aos mesmos procedimentos que os genéricos.
     
    Com a medida anunciada nesta quinta, o consumidor poderá usar a mesma prescrição médica que atualmente o permite optar entre o medicamento de referência e o genérico. O similar, portanto, passará a ser a terceira opção do consumidor.
     
    A Anvisa lançará nesta sexta-feira (17) consulta pública de 30 dias para ouvir o setor farmacêutico, a sociedade e os órgão de defesa do consumidor.
     
    Após esse prazo, uma resolução será publicada determinando que, até o final de 2014, os medicamentos similares deverão passar por três testes que comprovem o mesmo comportamento no organismo e as mesmas características de qualidade do medicamento de referência. Esses procedimentos são de bioisenção, equivalência farmacêutica e biodisponibilidade relativa / bioequivalência. Os testes deverão ser aprovados pela agência.
     
    Os genéricos já passam por esses mesmos testes antes de serem colocados no mercado e, assim como o similar, pode ser considerado uma “cópia” do medicamento de referência, segundo informou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. A diferença é que os similares possuem nome comercial ou marca, enquanto o genérico possui a denominação genérica do princípio ativo, não possuindo nome comercial.
     
    Os similares, após aprovados nos testes, passarão a ser chamados de medicamentos “equivalentes” e receberão em sua embalagem uma faixa amarela com o símbolo “EQ”, semelhante a dos remédios genéricos.
     
    “O símbolo vai ajudar os consumidores e os médicos a saberem que aquele produto tem comprovação de equivalência e têm a exata mesma função terapêutica que os medicamentos de referência”, explicou o diretor da Anvisa.
     
    A expectativa do Ministério da Saúde é de que até o final de 2014, todos os medicamentos similares sejam tecnicamente iguais aos produtos de referência.
     
    “Estamos estendendo as mesmas exigências de qualidade que foram estabelecidas pelos genéricos. A partir do final de 2014, nenhum medicamento similar que não tenha os teste de equivalência não poderão ser comercializado no país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
     
    Redução de preços
    O Ministério da Saúde espera redução do preço dos medicamentos equivalentes, que, assim como os genéricos, serão obrigados a registrarem valor 35% mais barato que os produtos de referência.
     
    “Quando existir o medicamento equivalente, ele também vai ser obrigado a ter um registro de preço 35% menor que o medicamento de marca. Mas para o consumidor esse preço poderá ser ainda menor porque vai ter disputa, concorrência”, disse Padilha.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Agentes rejeitam EPIs e não retomam combate à dengue em Maceió

    Agentes rejeitam EPIs e não retomam combate à dengue em Maceió

    Categoria devolve coletes e botas para a Secretaria de Saúde da capital.
    Plano Integrado continua parado e não há previsão para retorno.
     
    O Plano Integrado de Controle e Combate à Dengue, aprovado há um mês, em uma reunião entre a Secretaria de Saúde de Maceió e o Ministério Público, ainda não tem previsão para ser executado. A categoria devolveu, na manhã desta quinta-feira (16), coletes e botas que receberam no kit de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), motivo alegado para não retornar às atividades.
     
    Os agentes deflagraram greve em outubro do ano passado. No dia 12 de dezembro, ela foi decretada ilegal pela Justiça. A categoria retomou aos postos de trabalho, mas não saiu às ruas para fazer o trabalho externo. Na ocasião, o material de proteção foi colocado como condição para o retorno das atividades.
     
    Após a reunião com agentes e representantes do MP, os gestores da Prefeitura de Maceió destacaram os detalhes do plano, elaborado pela SMS e afirmaram que o Município estaria viabilizando a demanda do material. Porém, quando o kit chegou, na última quarta-feira (15), foi recebido com reclamação por parte dos agentes, que recusam voltar aos trabalhos de campo.
     
    De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (Sindas/AL), Maurício Sarmento, os coletes não são adequados para o trabalho e as botas foram entregues sem palmilha. “Entregamos o material porque ele é inadequado para o serviço. O ideal é o que o Ministério da Saúde recomenda, com bolsos e uma outra blusa para ser usada por baixo. Não vamos nos expor ao ridículo. Vamos comunicar o fato ainda hoje ao Ministério Publico Estadual e ao Ministério do Trabalho”, informou.
     
    O diretor de Vigilância e Saúde, Celso Tavares, disse que tudo que havia sido combinado na reunião com o Ministério Público foi cumprido pela secretaria. “Já realizamos a compra dos EPIs e os coletes foram feitos dessa forma para dar mais conforto ao agente. Sabemos que o trabalho deles é fundamental para a população e buscamos dar as condições para que isso aconteça”, afirmou  o diretor, ao comunicar que haverá uma reunião com gestores da pasta ainda nesta quinta para discutir a situação.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas evitam cegueira graças a terapia genética

    Cientistas evitam cegueira graças a terapia genética

    Cirurgiões de Oxford, na Grã-Bretanha, usaram uma técnica de terapia genética para melhorar a visão de seis pacientes que, caso contrário, teriam ficado cegos.
     
    O tratamento, que envolve inserir um gene dentro das células dos olhos, é responsável por restaurar as células que detectam luz.
     
    Os médicos envolvidos acreditam que o tratamento pode, eventualmente, ser usado para tratar formas comuns de cegueira.
     
    Robert MacLaren, o cirurgião que liderou a pesquisa, disse que ele estava “muito contente” com o resultado.
     
    “Nós realmente não poderíamos pedir por resultado melhor”, disse ele.
     
    A BBC deu a notícia, exclusivamente, quando os testes clínicos começaram há dois anos. O primeiro paciente foi Jonathan Waytt, que na época tinha 63 anos.
     
    Wyatt tem uma condição genética conhecida como choroideremia, que resulta na morte gradual das células que detectam luz localizadas no fundo do olho.
     
    Visão melhorada
     
    Wyatt ainda enxergava um pouco quando fez a cirurgia. Sua esperança era de que o procedimento evitaria que sua visão continuasse deteriorando e salvaria a pouca capacidade de enxergar que lhe restava.
     
    Ele, assim como outro paciente que participou do teste clínico de MacLaren, descobriu que a cirurgia não apenas estabilizou, como também aperfeiçoou, sua visão. Os outros pacientes, que ainda viviam os primeiros estágios da cegueira, tiveram melhoras em sua capacidade de enxergar à noite.
     
    Wyatt é agora capaz de ler três linhas a mais em um teste de visão.
     
    “Eu me sentia na beira de um abismo”, ele disse à BBC.
     
    “Eu enxergava a escuridão. MacLaren bateu no meu ombro e disse 'venha por aqui, é possível enxergar novamente'.”
     
    A mulher de Wyatt, Diane, confirmou que a perspectiva de cegueira total o deixou muito deprimido.
     
    “Ele agora está muito otimista”, ela explicou.
     
    “Ele está mais independente, ele consegue encontrar coisas que não conseguia antes, consegue sair sozinho, e deixou de ser um incômodo!”
     
    Outro paciente que participou do tratamento, Wayne Thompson, disse que ele notou um resultado imediato depois da cirurgia.
     
    Vendo estrelas
     
    “Minha visão colorida melhorou. Árvores e flores parecem muito mais vivas, e eu consegui ver estrelas pela primeira vez desde que eu tinha 17 anos, quando a minha visão começou a deteriorar”, ele disse à BBC.
     
    Thompson disse que ele passou a vida conformado com o fato de que ficaria cego.
     
    “Eu vivi os últimos 25 anos com a certeza de que eu vou ficar cego, e agora (depois da operação) existe a possibilidade de continuar enxergando”, ele disse.
     
    Quando Thompson foi diagnosticado pela primeira vez, disseram que não conseguiria ver sua filha, que agora tem nove anos, crescer.
     
    “Eu agora espero conseguir ver meus netos crescerem”, disse Thompson.
     
    Se os pacientes continuarem a melhorar, o objetivo é oferecer o tratamento à pacientes mais jovens com choroideremia, para evitar que eles percam a visão.
     
    A condição é relativamente rara: acredita-se que mil pessoas são afetadas na Grã-Bretanha.
     
    Mas MacLaren acredita que o sucesso com os casos de choroideremia demonstra que a terapia genética pode ser usada para curar outras formas de cegueiras genéticas, incluindo a degeneração macular ligada a idade.
     
    Essa condição causa cegueira em 300 mil pessoas na Grã-Bretanha, e causa a deterioração na visão de uma em quatro pessoas com mais de 75 anos.
     
    “Os mecanismos da choroideremia, e o que estamos tentando fazer com o tratamento, seriam, provavelmente, aplicáveis a casos de cegueira mais comuns”, explicou MacLaren.
     
    “A choroideremia tem algumas similaridades com a degeneração macular, já que procuramos atingir as mesmas células. Nós ainda não sabemos quais os genes devemos atingir na degeneração macular, mas nós sabemos como fazer e como colocar os genes de volta.”
     
    Clara Aglen, do Royal National Institute of Blind People, também está, cautelosamente, otimista.
     
    Ela disse à BBC: “No momento, a terapia está em estágio inicial, mas oferece esperança para pessoas com condições genéticas, como a degeneração macular e glaucoma.”
     
    “Enquanto esse processo avança, existe a esperança de que pode ser usado, e prover a cura, para causas comuns de cegueira.”
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Remédios ganham usos além das indicações da bula

    Remédios ganham usos além das indicações da bula

    A história da medicina é rica em casos de medicamentos que foram desenvolvidos para uma finalidade e acabaram sendo benéficos para o combate de outras doenças.
     
    “Off label” é o termo em inglês usado para medicamentos que têm mais de uma aplicação, embora não sejam indicados na bula.
     
    Um exemplo bem antigo é o Dramin, ou dimenidrinato, que foi desenvolvido para combater náuseas e tonturas causadas pela gravidez ou durante viagens em navios ou aviões, mas acabou ganhando uso popular como indutor de sono (um de seus efeitos colaterais).
     
    Anti-histamínicos, remédios contra alergia, também já foram usados pelos insones. O abuso foi tanto que fabricantes alteraram a fórmula para que as drogas não causassem mais sono.
     
    Atualmente, a loratadina é vendida com uma formulação que inclui algum medicamento que impeça a sonolência, como a pseudoefedrina.
     
    Recentemente, outro medicamento que ganhou amplo uso off-label foi o Lyrica, ou pregabalina. Criada com finalidade analgésica, rapidamente a substância passou a ser observada por médicos como uma poderosa estabilizadora de humor. O medicamento hoje é usado também como um suave calmante em pessoas com dificuldades de sono.
     
    Outro medicamento que, no passado, ganhou duplo uso foi o antiepiléptico Tegretol (carbamazepina). Desenvolvido para combater convulsões e crises epilépticas, o remédio também mostrou utilidade no combate à síndrome de abstinência alcoólica e alguns distúrbios como TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e coadjuvante no tratamento de indivíduos com bipolaridade.
     
    O mesmo ocorreu com a gabapentina, um anticonvulsivo que passou a ser prescrito como coajuvante em tratamentos contra a depressão e abstinência de drogas.
     
    Segundo o psiquiatra Danilo Baltieri, do HC, o próprio topiramato foi estudado inicialmente para auxiliar no tratamento de portadores de alguns tipos de diabetes antes de ter suas propriedades anticonvulsivantes descobertas.
     
    Há também casos clássicos de mau uso “off label”, como o que tem ocorrido com a Ritalina, ou metilfenidato. Desenvolvido no combate ao deficit de atenção, o medicamento é usado por jovens em baladas ou para ficar ficar “ligadão”. Eles chegam a moer os comprimidos e aspirá-los.
     
    Um exemplo clássico de remédio que começou a ser desenvolvido com uma finalidade e ganhou outra completamente diferente é o popular Viagra. O laboratório Pfizer procurava uma substância que combatesse a angina, mas acabaram descobrindo que a substância provocava rapidamente a maior irrigação de sangue no pênis.
     
    Foi assim que o óxido nítrico salvou muitos relacionamentos e devolveu a vida sexual a muitos homens que havia anos se consideravam impotentes.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Farmacêutica vai explorar compostos naturais em busca de novos antibióticos

    Farmacêutica vai explorar compostos naturais em busca de novos antibióticos

    A fabricante francesa de medicamentos Sanofi fechou uma parceria com um centro alemão de pesquisas para encontrar novos antibióticos, destacando um interesse ressurgente em doenças infecciosas entre certas companhias farmacêuticas.
     
    A Sanofi afirmou nesta quarta-feira (15) que assinou um acordo com a Fraunhofer-Gesellschaft para identificar compostos biológicos ou quimícos naturais que possam ser usados como medicamentos para combater infecções.
     
    A penicilina é um exemplo de um antibiótico derivado de um produto natural. Nos últimos anos, porém, o fluxo de novos antibióticos desacelerou e o número de “superbactérias” resistentes tem aumentado, gerando preocupações sobre a oferta de remédios no futuro.
     
    Embora o novo “centro de excelência” que está sendo criado pelas duas parceiras vá dar foco prioritário a doenças infecciosas, a Sanofi disse que seu trabalho também pode se estender sobre outros males, como dores, diabetes e doenças raras.
     
    A empresa não deu detalhes financeiros sobre a parceria.
     
    Fonte: REUTERS