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  • Dor na coluna pode ser causada por erros de postura; saiba como evitar

    Dor na coluna pode ser causada por erros de postura; saiba como evitar

    Cerca de 80% das pessoas têm esse incômodo em algum momento da vida.

    Por isso, é importante tomar alguns cuidados, como fazer atividade física.

     

    Dor na coluna é um problema bastante comum, geralmente causado porque as pessoas passam muito tempo sentadas ou com má postura ao sentar ou andar.

    Estima-se, inclusive, que cerca de 80% da população, principalmente as mulheres, tem ou terá essa dor em algum momento da vida e, por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitá-la e tratá-la, como explicaram o ortopedista Djalma Pereira Mota e o ginecologista José Bento no Bem Estar desta sexta-feira.

    A grande maioria dos casos de dor, no entanto, exigem nada mais do que um simples analgésico ou uma atividade para reposicionar ou fortalecer a coluna. Segundo um estudo recente, cresceu em 50% os pedidos de tomografias e ressonância magnética, na maior parte das vezes, desnecessários, o que mostra que um bom diagnóstico é essencial para evitar esses exageros em relação aos tratamentos.

    Entre as causas, estão as hérnias, desgastes nas articulações, problemas nos músculos ou ligamentos ou deformidades, porém a principal delas é a postura – de acordo com o ortopedista, a coluna no formato da letra ‘J’ é a mais próxima da ideal.

    No entanto, existem alguns problemas que podem provocar desvios e, em graus mais avançados, causar dor, como a cifose (mais comum nos meninos), a escoliose (mais comum nas meninas) e a hiperlordose, que leva o bumbum para trás (mais rara).

    Nesse último caso, quando a bacia fica muito à frente ou para trás, a coluna fica mal posicionada, sendo que o correto é ficar em uma posição neutra quando a pessoa senta. Além disso, a forma correta é sentar em cima dos ossos do fim da bacia, sempre com a coluna reta, como alerta a instrutora da técnica de postura 'Alexander', Regina Camargo Vieira. Ao ficar em pé, é importante também que o corpo esteja alinhado já que a coluna funciona como um “eixo”, ou seja, se está boa, o resto do corpo acompanha; porém, se está torta, tudo fica torto também.

    Durante a vida, podem ocorrer alguns fatores que contribuem para a postura incorreta, principalmente no caso das mulheres. Por exemplo, na adolescência, a menina costuma projetar a coluna e os ombros para a frente para disfarçar o crescimento das mamas, como explicou o ginecologista José Bento – nesse caso, a dica é usar um sutiã.

    Quando ela cresce e começa a usar salto alto, o bumbum já é projetado para trás, o que causa uma hiperlordose – a dica, portanto, é evitar sapatos muito altos. Ao engravidar, com o aumento dos seios e do útero, o ganho de peso e a retenção de líquido, a coluna é uma das partes do corpo que mais sofre e a tendência é a grávida intensificar a extensão para conseguir manter o equilíbrio postural, o que pode causar certos desconfortos.

    O problema pode piorar ainda mais no frio, quando os músculos se contraem mais, ou também na terceira idade, quando ocorre perda de massa muscular e óssea, fazendo com que a coluna perca sustentação.

    Para evitar que isso aconteça, a recomendação é ingerir a quantidade adequada de cálcio – três copos de leite por dia – e fazer também atividade física leve, como uma caminhada, alongamentos e até exercícios como pilates ou ioga. De acordo com o ginecologista José Bento, até mesmo a acupuntura ou fisioterapia também podem ajudar, inclusive durante a gravidez.

    Palmilhas

    Muita gente usa palmilha achando que vai melhorar a dor no pé, mas em alguns casos, elas podem até atrapalhar. Segundo o ortopedista Rafael Barban, mostrado na reportagem da Marina Araújo, a indicação da palmilha passa primeiro pela avaliação de um médico e, depois do diagnóstico, será definido se o tratamento será feito com a palmilha ou outro tipo de solução terapêutica.

    No entanto, existem diversos tipos de palmilha, cada um para um problema, como pé chato, dores na frente dos pés ou até para quem tem uma perna maior que a outra. Por isso, cada produto deve ser feito sob medida para cada paciente, como explicou o sapateiro ortopédico José Lourenço Rodrigues, que trabalha em uma oficina mantida pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Usp.

    Fonte: Bem Estar

  • Estudo mostra que açúcar, mesmo em doses consideradas normais, pode fazer mal à saúde

    Estudo mostra que açúcar, mesmo em doses consideradas normais, pode fazer mal à saúde

    Quando alimentados com uma dieta rica em açúcar, camundongos apresentaram uma taxa de mortalidade maior e se reproduziram menos

    Diversos estudos já mostraram que açúcar em excesso é prejudicial à saúde, mas uma nova pesquisa fornece evidências que ele pode ser tóxico também em quantidades consideradas normais por organizações de saúde. Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, analisaram os efeitos do consumo de açúcar equivalente a três latinhas de refrigerante por dia, acompanhadas de uma dieta saudável e balanceada, em um grupo de camundongos.

    Apesar de não poderem ser diretamente transpostos para os seres humanos, os resultados são preocupantes: as fêmeas que receberam a dieta açucarada apresentaram uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que o normal. Entre os machos, não houve mudança na expectativa de vida, mas sua capacidade de manter territórios e se reproduzir foi afetada. Os resultados foram descritos em um estudo publicado nessa terça-feira no periódico Nature Communications.

    Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores dividiram 158 camundongos em dois grupos. Os dois foram alimentados de forma balanceada e saudável, mas um dos grupos recebeu 25% das calorias em forma de açúcar – metade glicose e metade frutose.

    Wayne Potts, professor de biologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo, explica que o Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos recomenda que não mais do que um quarto das calorias consumidas deve vir de açúcar adicionado – aquele que é acrescentado aos alimentos durante o processo de fabricação. Não entram nessa conta os açúcares naturais, presentes em frutas e outros alimentos não processados. De acordo com o pesquisador, de 13% a 25% dos americanos consomem a dose de açúcar utilizada no estudo, que equivale, por dia, ao açúcar presente em três latas de refrigerante.

    Instinto natural – Um detalhe importante deste estudo é o fato de que ele não foi feito com animais de laboratório. Como muitos ratos vivem dentro de casas, eles acabam compartilhando de certa forma os hábitos alimentares dos humanos, o que os torna um bom modelo para estudos relacionados à alimentação. “Eles têm vivido com o mesmo tipo de alimentação que nós desde a revolução agrícola, 10 000 anos atrás”, diz Potts.

    Os camundongos de laboratório em geral vêm de longas linhagens de animais criados em cativeiro, o que faz com que eles não tenham a mesma necessidade de explorar territórios como a encontrada em camundongos que vivem em liberdade. Por esse motivo, os pesquisadores utilizaram no estudo camundongos descendentes de animais “selvagens”, e não animais de laboratório, como acontece na maior parte das pesquisas.

    O instinto de explorar território era uma característica necessária devido à configuração do estudo. Os ratos foram colocados em uma sala apelidada de “estábulo de camundongos”, contendo diversas caixas que serviam como ninhos. A ideia era criar um ambiente mais próximo da realidade do que as pequenas gaiolas em que eles costumam viver durante experimentos científicos. Dessa forma, os animais puderam competir naturalmente por parceiros e territórios, revelando então os efeitos da dieta em seu desempenho.

    “Eles são muito competitivos no que se refere a comida, ninhos e território”, afirma Potts. “E essa competição demanda um grande esforço físico, então, se existe um defeito em algum sistema fisiológico, eles tendem a se sair pior na competição”, explica o pesquisador.

    Antes de serem colocados no “estábulo” para o experimento, os animais foram mantidos em gaiolas por 26 semanas, durante as quais receberam a alimentação designada para o grupo ao qual pertenciam – com ou sem o açúcar adicionado. Quando foram colocados no ambiente de teste, todos passaram a receber a alimentação açucarada, de forma que o estudo avaliasse apenas as diferenças causadas pelas dietas diferentes durante aquelas 26 semanas anteriores.

    Resultados – Após 32 semanas no “estábulo”, 35% das fêmeas que estavam no grupo da dieta com açúcar morreram – quase o dobro do número de mortes entre fêmeas do grupo que recebeu a dieta saudável, que foi de 17%. Já entre os machos, não houve diferença no número de mortes entre aqueles que receberam ou não o açúcar extra.

    Em compensação, os machos que foram alimentados com mais açúcar conseguiram 26% menos territórios do que os demais e se reproduziram 25% menos.

    Os pesquisadores não encontraram diferenças entre os dois grupos no que se refere a obesidade e níveis de insulina, glicose e triglicérides em jejum. “Nosso estudo mostra que os efeitos negativos de uma dieta rica em açúcar adicionado não poderiam ser detectados por testes convencionais”, afirma Potts.

    Fonte: Veja Saúde

  • Estudo encontra origens comuns a diferentes tipos de câncer

    Estudo encontra origens comuns a diferentes tipos de câncer

    Pesquisa britânica identificou 21 mutações genéticas que podem explicar o surgimento dos principais tipos de tumores

    O câncer é uma doença causada por mutações no DNA das células de uma determinada parte do corpo. Pouco se sabe, no entanto, sobre as mutações específicas de cada tipo de tumor, ou mesmo quais são os fatores que levam a essas alterações no DNA. Isso significa que a medicina ainda sabe muito pouco sobre o câncer – apenas alguns tipos chegam a ser completamente conhecidos.

    Sabe-se, por exemplo, que os componentes químicos presentes no cigarro podem causar mutações genéticas nas células do pulmão e, assim, desencadear um câncer. Ou mesmo que os raios ultravioletas provocam alterações no DNA das células da pele capazes de causar o câncer de pele. Porém, os fatores que impulsionam as mutações relacionadas aos demais tipos de tumores continuam desconhecidas.

    Jogada de mestre ­— Um novo e importante estudo publicado nesta quarta-feira na revistaNature fornece pistas importantes sobre a origem dos trinta tipos mais comuns de câncer. Segundo a pesquisa, existem 21 tipos de mutações no DNA capazes de desencadear a doença e explicar a origem de praticamente todos os tipos de câncer. O trabalho foi coordenado pelo Instituto Wellcome Trust Sanger, na Grã-Bretanha, e contou com a colaboração de especialistas de centros de pesquisa de todo o mundo.

    Nesse estudo, os pesquisadores conseguiram explicar a causa de dez dessas mutações: entre elas, idade avançada, exposição a raios ultravioletas, cigarro e uso de uma droga chamada temozolomida. Como o estudo avaliou todos os tipos de câncer de maneira geral, acredita-se que, no futuro, em estudos específicos, todas essas mutações genéticas sejam associadas a suas respectivas causas.

    Em outras palavras, isso quer dizer que os dados levantados pela pesquisa podem tornar possível que o DNA de um paciente com qualquer tipo de câncer revele qual foi a origem da doença. Com isso, os médicos poderão descobrir mecanismos de prevenir todas as formas da doença e de encontrar os melhores tratamentos para cada paciente a partir do seu material genético.

    Leia também: Pesquisa identifica possível origem do câncer de mama

    Análise — A pesquisa avaliou o genoma de 7.042 pessoas que sofriam algum câncer e que, juntas, apresentavam quase 5 milhões de mutações genéticas. Descobriu-se que essas 5 milhões de mutações no DNA dos milhares de pacientes se enquadram em apenas um dos 21 grupos de padrões de alterações.

    Esses padrões foram estabelecidos de acordo com a forma como a mutação ocorreu nas células dos pacientes — ou seja, de que forma e em que intensidade os nucleotídeos que compõem o DNA são trocados. “As mutações que levam ao câncer não são aleatórias, elas seguem padrões que parecem estar relacionados às causas das próprias mutações. O envelhecimento, por exemplo, causa uma mutação genética que é diferente da observada no câncer de um paciente fumante e jovem”, disse, em entrevista ao site de VEJA, Victor Piana Andrade, patologista do Departamento de Anatomia Patológica do Hospital A. C. Camargo.

    Os pesquisadores descobriram que há no mínimo dois e no máximo seis padrões de mutação genética relacionados a cada tipo de câncer. Por exemplo, apenas duas alterações genéticas são capazes de desencadear o câncer de ovário — o que não significa que toda mulher com a doença tenha, necessariamente, as duas mutações. São elas a alteração classificada como 1B, que é provocada pelo envelhecimento, e a classificada como 3, que diz respeito à mutação no gene BRCA 1 ou 2. Essa mutação, a mesma encontrada no DNA da atriz Angelina Jolie, também foi identificada em pacientes com câncer de pâncreas e de mama, confirmando biologicamente que essa alteração aumenta o risco desses três tipos de tumores. Os cânceres de estômago e de fígado, por outro lado, são exemplos de tumores que podem ser causados por seis diferentes tipos de mutação genética.

    Avanço — A pesquisa também observou que apenas cinco dos trinta tipos de câncer analisados não estão relacionados com mutações genéticas provocadas por processos envolvidos no envelhecimento. Entre eles estão o câncer de tireoide e o melanoma.

    “Por meio de uma análise detalhada, podemos começar a usar uma imensa quantidade de informações no DNA do câncer em nosso benefício em termos de compreender como e por qual motivo os tumores aparecem”, diz Serena Nik-Zainal, cientista do Instituto Wellcome Trust Sanger, da Grã-Bretanha, e uma das autoras do estudo. “Nosso mapa de eventos que causam a maioria dos cânceres em humanos é um importante passo para descobrir os processos que levam à formação desses tumores.”

    Fonte: Veja Saúde

  • Técnica mede consciência em pacientes com dano cerebral

    Técnica mede consciência em pacientes com dano cerebral

    Imagine a aflição do jornalista francês Jean-Dominique Bauby ao acordar, após 20 dias em coma, e descobrir-se todo paralisado –com exceção da pálpebra esquerda. Não haveria outro meio, sem o bater da pálpebra, de estabelecer se ele estava consciente ou não. Mas isso pode mudar, graças ao trabalho de um físico brasileiro publicado hoje na revista “Science Translational Medicine”.

    Foi do gaúcho Adenauer Girardi Casali, 35, a ideia que levou a um novo método para medir o nível de consciência de pessoas com dano cerebral grave, como Bauby. Mediado só por aparelhos, ele independe de movimentos do paciente e de sua interpretação pelo médico.

    Em outras palavras, a invenção do grupo de Marcello Massimini na Universidade de Milão, onde Casali fez doutorado, abre uma janela para espiar o cérebro preso no escafandro, como Bauby descreveu a síndrome no livro “O Escafandro e a Borboleta”.

    Não é trivial determinar se uma pessoa se encontra em estado vegetativo permanente, se tem um nível mínimo de consciência ou se está consciente e só não consegue responder. Nada menos que 68% dos que se mantêm no nível mínimo recuperam a consciência em um ano.

    Uma equipe da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, afirma “conversar” com pacientes usando ressonância magnética funcional, que registra áreas em atividade no cérebro. Fazem perguntas, registram imagens da atividade cerebral e comparam com as de pessoas normais.

    O teste de Massimini e Casali dispensa essa interação. “É entusiasmante trabalhar com coisas que podem ajudar pessoas assim”, conta o brasileiro. Mas ele ressalva que a inovação ainda precisa ser validada com mais pessoas.

    Batizado de PCI (índice perturbacional de complexidade), o método pode ser comparado com um radar.

    Pulsos de ondas magnéticas são aplicados numa área de 10 cm² da cabeça –a “perturbação”. Um eletroencefalograma mapeia então o que acontece no córtex cerebral.

    O método matemático de Casali comprime os sinais dessa resposta cerebral e extrai deles um valor da quantidade de informação envolvida (o PCI), que depende do número, das áreas e da maneira como os neurônios “disparam”. O PCI capta, assim, a complexidade da conversa entre as regiões do cérebro.

    SINFONIA CEREBRAL

    O conceito-chave é o de complexidade. Ele parte da noção de que a consciência se baseia em dois fatores: diferenciação (padrões variados de disparo) e integração (duração e quantidade de comunicação entre as partes ativadas do cérebro).

    Pense numa sinfonia. O cérebro inconsciente seria como as passagens em que poucos instrumentos tocam uma só melodia, simples. A consciência corresponderia aos trechos em que toda a orquestra produz sequências diferentes de notas, porém sob a batuta do regente.

    Até aqui, havia meios experimentais de sondar o nível de consciência captando uma coisa ou outra, não as duas simultaneamente.

    Dos 52 participantes do estudo de Massimini e Casali, 32 eram pessoas saudáveis. Seus PCIs foram medidos quando estavam acordadas, dormindo e inconscientes após anestesia. Os outros 20 tinham dano cerebral e diferentes níveis de consciência.

    A comparação mostrou que o PCI discrimina os estados, do vegetativo profundo à vigília, e torna possível dizer se o córtex mantém o grau de diferenciação e integração necessários para que o cérebro volte a abrigar a consciência –e, portanto, ajustar o tratamento em função do prognóstico.

    Além da validação do método por mais equipes, será preciso acomodar os aparelhos usados para gerar o PCI num console que caiba numa UTI. “Hoje é um trambolhão”, diz Casali. O grupo trabalha em protótipos com a empresa finlandesa Nexstim.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • ” avisa médico quando é ingerido por paciente

    ” avisa médico quando é ingerido por paciente

    Uma empresa americana criou um medicamento que avisa a médicos e familiares quando é ingerido.

    A tecnologia, desenvolvida pela companhia de saúde digital Proteus, baseada na Califórnia, tem como objetivo ajudar no tratamento de pacientes com doenças crônicas, que precisam tomar remédios regularmente.

    “Seres humanos não são robôs e, quando têm de tomar remédios ou fazer outras coisas que requerem muita rotina, sempre acham difícil”, diz Andrew Thomson, diretor da Proteus.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% das pessoas não tomam medicamentos corretamente, ao passo que 50% dos remédios não são prescritos ou vendidos adequadamente.

    A Proteus pretende disponibilizar comprimidos com um sensor eletrônico embutido. Quando o medicamento chega ao estômago, envia uma mensagem a um adesivo colado ao braço do paciente e, de lá, segue em forma de alerta para um celular, tablet ou PC.

    Thomson explica que o sensor funciona como uma “bateria de batata”.

    “Se você colar um pedaço de cobre e um de magnésio em uma batata e conectá-los, é possível acender uma lâmpada”, diz ele.

    Segundo Thomson, isso é possível por um princípio da química que diz que dois metais diferentes conectados em uma solução iônica, como a batata, criam uma carga elétrica.

    “O que fizemos foi unir dois minerais presentes na dieta de qualquer pessoa –cobre e magnésio–, colocá-los em um grão de areia que tem menos de milímetro quadrado e combiná-lo ao medicamento”.

    Ao ser engolido, o sensor entra em contato com os ácidos gástricos, que são um meio iônico capaz de criar a voltagem necessária para ativá-lo. O chip, então, entra em contato com o adesivo, que também monitora sinais vitais do paciente, como movimento e sono.

    O adesivo, por sua vez, envia todas as informações para um aplicativo localizado em um sistema de computação em nuvem que pode ser acessado por profissionais de saúde e parentes por meio de seus telefones e computadores.

    A aplicação também controla os efeitos dos remédios, avaliando se a dosagem está correta ou se está surtindo efeito.

    A tecnologia está sendo testada na Grã-Bretanha na rede de farmácias Lloyds. Pacientes recebem uma cartela de remédios, sendo que um dos comprimidos contém o sensor.

    Fonte: BBC Brasil

  • Anvisa publica novas regras para medicamentos em teste

    Anvisa publica novas regras para medicamentos em teste

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou ontem (13) novas regras para o uso de remédios ainda em desenvolvimento pela indústria farmacêutica.

    O objetivo da norma, publicada no “Diário Oficial da União”, é oficializar práticas já desenvolvidas pelas farmacêuticas. Uma das regras, por exemplo, deixa estabelecida a obrigação de continuar a entregar remédios experimentais aos pacientes após o fim da pesquisa de que participaram.

    Também há a garantia de entrega de medicamentos após o fim da pesquisa ao grupo de “acesso expandido” –pessoas que têm perfil semelhante ao das que foram escolhidas para participar do estudo, mas que acabaram sendo excluídas.

    Segundo a norma, “deverá ser garantido o fornecimento do medicamento autorizado nos programas de acesso expandido, uso compassivo e fornecimento de medicamento pós-estudo nos casos de doenças crônicas enquanto houver benefício ao paciente, a critério do médico”.

    Fonte: Anvisa

  • Primeiro mês do Mais Médicos tem 1.096 profissionais brasileiros e 522 do exterior

    Primeiro mês do Mais Médicos tem 1.096 profissionais brasileiros e 522 do exterior

    O primeiro mês do Programa Mais Médicos teve  um total de 1618 profissionais –1.096 brasileiros e 522 formados fora do país – inscritos. O número representa 10% da demanda dos munícipios por médicos. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (14) em Brasília.

     

    Segundo o secretário do Ministério da Saúde Mozart Sales, do total de inscritos, 761 médicos vão para regiões consideradas de alta vulnerabilidade. Sales também informou que 68% dos participantes possuem registro profissional no Brasil, 58% são homens, e 71% se formaram nos últimos 10 anos.

    Dos 522 médicos inscritos com registro fora do país, 164 deles são brasileiros formados em outros locais, como Espanha, Cuba, Argentina e Portugal. Destes, 56% irão para a periferia e 44% para regiões de alta vulnerabilidade. Estes médicos vieram de 32 países; 63% deles são homens e a maioria está no primeiro terço da carreira. Muitos dos médicos de fora do Brasil vieram de regiões de fronteira com outros países, segundo o secretário.

    O programa irá atender 579 municípios e 18 distritos sanitários indígenas, o que representa apenas 16% dos que fizeram inscrição para receber médicos. Desses, mais da metade está em situação de extrema pobreza. Dos 3.511 municípios inscritos, 703 não foram selecionados por nenhum médico. 

    O Nordeste foi a região com maior contingente de vagas preenchidas, com um total de 547 médicos. No Centro-Oeste, 158 homologaram as inscrições. No Sudeste, houve 371 homologações e, no Sul, 103.

    Os profissionais inscritos vão receber uma bolsa de R$ 10 mil reais. Segundo o edital, quem desistir nos primeiros meses do programa terá que reembolsar os valores recebidos a título de ajuda de custo e passagens. O mesmo vale para médicos que exercerem a profissão fora do SUS. No caso de estrangeiros, o profissional ainda terá seu visto cancelado.

    O ministro da Saúde Alexandre Padilha frisou que o resultado desse primeiro mês de inscrições mostra que faltam médicos para atuar em regiões carentes do país. 

    Padilha lembra que em 19 de agosto o sistema será reaberto novamente para inscrição de municípios e, depois, haverá uma nova seleção no final do ano. “Queremos evitar troca de médicos e impedir que profissionais troquem os vínculos com a prefeitura onde atuam para entrar no programa. É o Mais Médicos e não o 'troca de médicos'”.

    O ministro disse que ainda há médicos de dentro e fora do país interessados no programa. “Vários que concluíram a formação agora em julho expressaram interesse. E há também profissionais de outros países, que estavam de férias, também interessados”.

    Para ele, o mais importante é que “6 milhões de pessoas passarão a ser atendidos a partir de setembro e 95% do municípios que solicitaram médicos executaram ou estão executando melhorias na infraestrutura”

    Estrangeiros

    Entre 15 a 18 de agosto, há um contigente de profissionais que terá de fazer a validação final de sua documentação para que seja emitida a passagem, o que acontecerá após verificação de todos os dados. Já entre 23 e 25 agosto, os médicos estrangeiros receberão um curso de acolhimento para iniciar sua atuação no território brasileiro.

    Em setembro, esses médicos com registro do exterior, inclusive brasileiros, irão se concentrar em oito capitais para avaliação e acolhimento. Serão três semanas iniciais para avaliação da língua portuguesa e instruções sobre doenças tropicais. Além disso, os profissionais vão passar por avaliações e receberão conteúdos das instituições vinculadas ao programa. Aqueles que forem aprovados chegarão em 1º de outubro aos municípios escolhidos.

    “Eles não farão a revalidação do diploma. Quem irá avaliar a qualidade desses profissionais são as universidades federais vinculadas ao programa. Eles serão acompanhados durante três semanas e queremos um profissional com dedicação total ao SUS, à periferia ou ao interior, não que venha para abrir sua clínica”, explicou Padilha.

    Fonte: UOL Sáude

     

  • Filho de mãe obesa tem risco 35% maior de morrer mais jovem

    Filho de mãe obesa tem risco 35% maior de morrer mais jovem

    Quem tem mãe com sobrepeso também é prejudicado: risco aumenta 11%.

    São necessárias estratégias de controle de peso antes de gravidez.

     

    Os filhos de mães obesas têm 35% mais risco de morrer prematuramente na idade adulta, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pelo “British Medical Journal” (BMJ), que alerta sobre a crescente epidemia de obesidade.

    Os pesquisadores analisaram, na Escócia, 37.709 filhos de 28.540 mulheres nascidos entre 1950 e 1976. Durante o estudo, estas pessoas tinham entre 34 e 61 anos, e 6.551 já haviam morrido, por diferentes causas.

    No momento de dar à luz, 21% das mães tinham sobrepeso (índice de massa corporal – IMC – entre 25 e 29,9) e 4% eram obesas (IMC igual ou superior a 30).

    Segundo os pesquisadores, o risco de morte prematura aumenta em 35% entre os adultos nascidos de mães obesas e em 11% no caso de mães com sobrepeso em relação ao grupo nascido de mães com peso normal.

    Os adultos nascidos de mães obesas têm 42% mais probabilidade de ser hospitalizados por problemas cardiovasculares que os demais, destaca o estudo. “É necessário se criar urgentemente estratégias de intervenção para controlar o peso antes da gravidez”, advertem os autores, lembrando que uma a cada cinco mulheres grávidas na Grã-Bretanha é obesa.

    Nos Estados Unidos, cerca de 64% das mulheres em idade fértil têm sobrepeso, incluindo 35% de obesas, e a tendência é similar na Europa.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,4 bilhão de pessoas com mais de 20 anos tinham sobrepeso em 2008, incluindo 300 milhões de mulheres e 200 milhões de homens obesos.

    Os casos de obesidade têm se multiplicado em escala mundial desde 1980, quando o percentual de mulheres obesas na hora do parto era de 4%, lembra a professora Rebecca Reynolds, autora do estudo.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Consumo em excesso de certos alimentos aumenta o risco de câncer

    Consumo em excesso de certos alimentos aumenta o risco de câncer

    A ligação entre alimentação e o surgimento ou agravamento de doenças está cada dia mais evidente. E o oposto também: cada vez mais estudos provam que alguns alimentos podem melhorar a saúde.

     

    No caso do câncer, não só o consumo em excesso e por longos períodos de alguns alimentos, como até mesmo o modo de prepará-los, pode colaborar para que a doença surja. Neste grupo entrariam gorduras e frituras, por exemplo.



    Os apreciadores da carne bem passada e escura do churrasco correm riscos, pois este tipo de carne tem a presença de nitrosaminas, compostos químicos cancerígenos. Comer alimentos com excesso de sódio também pode provocar o aparecimento de câncer de estômago.



    “Já sabemos que a alimentação tem forte relação com câncer de intestino, estômago, próstata e da mama”, conta o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Núcleo de Câncer Colorretal do A. C. Camargo, . Porém, ele admite que ao tentar modificar o fator dieta dos pacientes, não viu grandes impactos.

    “A alimentação não age sozinha. Quando falamos em prevenção de doenças, é preciso pensar no comportamento geral, sendo que o sedentarismo é um fator importante. A doença surge quando não há um equilíbrio no metabolismo, o que causa obesidade, sobrepeso e diabetes, por exemplo”, diz o oncologista.

    O oncologista clínico Hezio Jadir Fernandes Jr., diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), conta que entre 50% e 60% dos casos de câncer surgem por alteração ambiental: “Dentro dessas alterações estão os hábitos alimentares. Eles podem ser nefastos e há aqueles que podem ser chamados de protetores”.

    Ele inclui na classe de nefastos os alimentos gordurosos, aqueles com excesso de proteína, pobres em fibras vegetais e vitaminas. Os protetores seriam os ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes. Mas o médico avisa: “Semear o pânico é pior que a doença em si. A pessoa não pode pensar 'vou comer isso e terei câncer'. Graças aos avanços tecnológicos, estamos conseguindo detectar subpopulações com risco de desenvolver a doença”.

    Carne vermelha

    A nutricionista Renata Souza Alvim, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), conta que não é correto dizer que determinados alimentos fazem mal, pois todos são importantes para o funcionamento adequado do organismo e devem ser consumidos moderadamente.

    Ela enfatiza que as carnes podem ser fontes valiosas de nutrientes, em particular proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. Porém, também alerta que o consumo em excesso das vermelhas ou processadas é causa comprovada ou provável de alguns tipos de câncer: “Padrões alimentares com elevados níveis de gordura animal são fontes ricas de energia, aumentando o risco de ganho de peso e, em consequência, doenças. Pessoas que comem carne vermelha regularmente devem consumir menos de 500g por semana, incluindo pouca ou nenhuma quantidade da versão processada”.

    A nutricionista Thais Manfrinato, do Hospital A. C. Camargo, concorda: “O excesso de peso e a obesidade também são considerados fatores de risco para cânceres de mama, intestino, próstata e endométrio. Por isso, alimentos gordurosos, como frituras, leite e derivados na forma integral e molhos prontos devem ser evitados, pois facilitam o aumento do peso. Assim como doces, que levam à obesidade mais facilmente”.

    Porém, Manfrinato afirma que ao falarmos de alimentação e câncer, devemos tomar muito cuidado com as informações que são passadas, pois nem sempre o que se propaga por aí é algo que já foi comprovado cientificamente.  

    Agentes cancerígenos

    Manfrinato conta que já está bem comprovado que o consumo excessivo de carne vermelha cozida por semana aumenta em 35% o risco de câncer de intestino grosso e o consumo excessivo de embutidos (presunto, linguiça, salsicha) aumenta o risco em cerca de 50% de desenvolver este mesmo tipo de câncer.

     “Os embutidos ainda aumentam risco de câncer de esôfago e estômago, por conterem nitrito como conservante. Também é bem elucidado que o consumo de fibras auxilia na prevenção de vários tipos de câncer e é bem relacionado com a prevenção do câncer de intestino e mama”, afirma ela. Nitritos e nitratos, muitos utilizados como conservantes, são conhecidos como agentes cancerígenos.

    Samuel Aguiar Júnior diz que as nitrosaminas são usadas como conservantes, especialmente da carne processada, e que mesmo sendo perigosas, não há como tirá-las da indústria alimentícia: “O certo é evitar o consumo em excesso”.

    As nutricionistas concordam que se deve manter não somente hábitos alimentares saudáveis, mas também um estilo de vida saudável, incluindo a prática de atividade física, a baixa ingestão de bebidas alcoólicas e a exclusão do fumo. “Quando falamos em prevenção do câncer, temos que lembrar que é uma somatória de diminuição da exposição aos fatores de risco, como os citados acima”, diz Manfrinato.

    Frutas & verduras

    Ela também afirma que uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e pobre em açúcares, doces,  gorduras e carne vermelha previne vários tipos de câncer. Sobre os vegetais, Aguiar Júnior acrescenta: “Pode usar e abusar, apesar dos agrotóxicos”.

    Alvim dá algumas dicas práticas: “Lave as mãos e utensílios com água e sabão antes de iniciar o preparo dos alimentos, lave bem todas as frutas e verduras que for ingerir cruas, deixe-as de molho em solução clorada por 20 minutos (um litro de água com uma colher de sopa de água sanitária) ou utilize produtos industrializados para desinfecção (hipoclorito) sempre seguindo as instruções do rótulo. Por fim, aumente a ingestão de água, tomando pelo menos dois litros por dia, sempre filtrada”.

    Suplementos

    Samuel Aguiar Júnior frisa que consumir fibras para contrabalançar o excesso de ingestão de carne vermelha não funciona. O mesmo vale para suplementos, e faz um alerta: “As pessoas não devem se apegar aos suplementos, pois estes não irão compensar uma má alimentação. Isso não acontece e sabemos bem”.  

    Ele cita um estudo com pacientes da cidade de São Paulo com câncer de intestino feito pelo Hospital A. C. Camargo, onde atua, sobre o consumo de folato.  “Uma aluna minha de pós-graduação fez este trabalho. Estávamos procurando deficiências de ácido fólico e não encontramos. Pelo contrário. Muitos pacientes usavam ácido fólico sem indicação médica”.

    O oncologista diz que isso não pode ser considerado a causa da doença, mas que não é algo positivo para a saúde. “Podemos dizer que não há deficiência de ácido fólico na população da cidade de São Paulo. Porém, o correto é consumi-lo apenas com indicação médica”.

    Vinho e genética

    Hezio Jadir Fernandes Jr. conta que estudos já demostraram que o vinho, por ser rico em flavonoides, protege contra algumas doenças coronárias. E agora, parece que seus efeitos benéficos também poderiam prevenir o câncer. “Isso graças a ação dos antioxidantes no organismo”, explica o médico.

    Já Samuel Aguiar Júnior lembra que o vinho tem dois lados. O bom, as uvas e o ácido tânico, e o ruim, que seria o álcool. “Seu maior consumo é citado nos países ao redor do Mediterrâneo e sempre associado à famosa dieta mediterrânea, que inclui uma ótima alimentação, sem esquecer das atividades físicas”.  Assim, ele recomenda que a bebida seja apreciada com moderação.

    Muito importante, na opinião de Fernandes Jr., é que pessoas com histórico familiar da doença, além dos cuidados alimentares, fiquem atentas aos possíveis sinais e façam os exames preventivos, sempre com acompanhamento médico.

    Fonte: Uol Saúde

  • Revisitar lugares que trazem boas memórias ajuda a relaxar, segundo pesquisas

    Revisitar lugares que trazem boas memórias ajuda a relaxar, segundo pesquisas

    Com coisas que vão de um parquinho de diversões antigo até uma corrida de zumbis apocalípticos, adultos acrescentam saudades da infância à diversão do verão.

    Pesquisadores dizem que isso é saudável. Constantine Sedikides, professor de psicologia social e de personalidade na Universidade de Southampton, na Inglaterra, falou que pensar nos velhos tempos, nos velhos amigos e nas partidas de basquete da universidade o ajuda a relaxar. “Eu não conseguia deixar de pensar no passado”, contou ao “NYT”. “A nostalgia me fazia sentir que minha vida tinha raízes e continuidade.”

    Sedikides disse que as pesquisas constataram que essas recordações são importantes para nós. “A nostalgia nos faz um pouco mais humanos.”

    Para algumas pessoas “nostalgizar”, como diz Sedikides, significa voltar aos lugares onde verões foram desfrutados na infância. Bruce Feiler levou suas filhas num fim de semana para conhecer acampamentos de férias no Maine, e a viagem incluiu um acampamento que ele frequentou quando era menino.

    “Assim que pisei sobre as agulhas de pinheiros, caminhei pela margem do lago e vi os jarros de refresco, uma onda de nostalgia tomou conta de mim”, escreveu no NYT. “Fui carregado de volta para um tempo de cantorias em volta da fogueira.”

    Gritos tomaram o lugar de cantorias em Nova Jersey quando Jen Gresh, 41, realizou com amigas uma de suas fantasias de adolescência: combater um apocalipse de zumbis.

    Ela e suas amigas do colégio se reencontraram anos depois da época em que faziam festas de pijama e assistiam a filmes de zumbis, nos anos 1980. Agora, tiveram que fugir de atores fortemente maquiados representando zumbis, todos participando de uma corrida de cinco quilômetros.

    “Sempre visualizávamos que, no apocalipse dos zumbis, as garotas da classe de 89 ficariam juntas”, contou uma das amigas de Jen, Tina Durborow, 42.

    De acordo com Sedikides, a experiência de fugir dos zumbis pode acrescentar um toque de nostalgia aos sonhos mortos-vivos das amigas.

    “Eu não perco uma oportunidade de construir memórias que um dia serão motivos de nostalgia”, falou o professor, que começou a pesquisar a “nostalgia antecipatória”. Ele disse que vai buscar e criar momentos dos quais, no futuro, possa se recordar sorrindo. Assim, está preparando sua nostalgia futura.

    Existem outras maneiras de curtir um pouco de diversão infantil neste verão (no hemisfério norte). Uma delas é um parquinho de diversões que proporciona aos visitantes um gostinho do século 19.

    Régis Masclet levou o Fête Paradiso de Rennes, na França, para Nova York. Há dois brinquedos com barcos balançantes (um para crianças e um para adultos), um carrossel de bicicletas de 1897 e um carrossel de cavalinhos de 1850.

    “Prefiro ter os brinquedos ao ar livre e não em um museu. Quero que estejam num lugar onde pessoas de todo tipo possam se reunir e se divertir com eles”, disse Masclet ao “NYT”, falando de seus cavalinhos de madeira esculpidos manualmente.

    Ele passou um fim de semana de verão na ilha Governors, em Nova York, com seus dois filhos e sete outros franceses, preparando brinquedos antigos para serem visitados. Hoje os brinquedos funcionam com eletricidade, mas, no passado, vapor era impelido por mastros ocos para mover muitos dos carrosséis. Mas, desde os cavalos até os dragões, quase todas as partes móveis dos carrosséis são “vintage”.

    Depois que o parquinho deixar Nova York, em setembro, organizadores esperam levá-lo para outras cidades americanas. Masclet não tem receios quanto ao sucesso de seu parque de diversões “vintage”. Quando ele promoveu algo semelhante em Rennes, em 2011, foi um sucesso.

    Fonte: New York Times