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  • AL registra maior taxa de mortalidade infantil do país e SC, menor, diz IBGE

    AL registra maior taxa de mortalidade infantil do país e SC, menor, diz IBGE

    Em 30 anos, índice no Brasil caiu 75,8%, segundo o instituto.

    Pesquisa de Tábuas de Mortalidade foi divulgada nesta sexta-feira (2).

     

    Alagoas registra a maior taxa de mortalidade infantil do país, com 30,2 mortes de crianças com idades menores que 1 ano em 2010. Já Santa Catarina tem o menor índice: 9,2 óbitos.

    As informações fazem parte das Tábuas de Mortalidade, que usam dados do Censo de 2010 do IBGE, de estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde referentes a 2010. As tábuas, que são divulgadas todos os anos, foram recalculadas a partir de um recorte regional. Os dados de 2010 por estado foram divulgados pela primeira vez pelo instituto.

    No Brasil, o índice de mortalidade infantil caiu 75,8% entre 1980 e 2010. Em 1980, eram registrados no Brasil 69,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada grupo de mil nascidos vivos. Já em 2010, a taxa era de 16,7 óbitos, segundo o IBGE.

    O Sudeste do país foi a região com maior redução em pontos percentuais – queda de 78,1% nas últimas três décadas (de 57,7 para 12,6 por mil nascidos vivos).

    Já o Nordeste foi o que apresentou a maior redução absoluta do índice, de 97,1 para 23 por mil nascidos vivos, o que equivale a 76,3%. Ainda assim, segue sendo a região com mortalidade mais alta.



    Todas as regiões e estados do país registraram queda na taxa de mortalidade infantil. No Norte, a diminuição foi de 65,2%, enquanto que no Centro-Oeste houve decréscimo de 64,3% nos óbitos de crianças com menos de um ano de vida.



    O Sul, que teve queda de 78,0%, apresenta o menor índice absoluto: 10,1 óbitos a cada mil nascidos vivos.

    De acordo com o instituto, o declínio é resultado de vários fatores, como aumento da escolaridade feminina, elevação do percentual de domicílios com saneamento básico adequado, diminuição da desnutrição infanto-juvenil, além de um maior acesso da população a serviços básicos de saúde, como atendimento pré-natal.

    Morte antes dos 5 anos

    O IBGE divulgou também a probabilidade de morte de crianças antes dos 5 anos. Em 1980, segundo o instituto, a taxa era de 84 óbitos para mil nascidos vivos. Já em 2010, este número caiu para 19,4 mortes, uma redução de 76,9%.



    O Nordeste registrou o maior decréscimo de óbitos neste quesito. Caiu de 120,2 mortes de menores de 5 anos para 26 óbitos – uma redução de 78,3%, segundo o instituto.

    Fonte: G1

  • Mioma pode provocar sangramento, cólica e dificuldade para engravidar

    Mioma pode provocar sangramento, cólica e dificuldade para engravidar

    No entanto, médicos lembram que há casos que mioma não dá sintoma.

    Risco é maior em mulheres acima do peso e que nunca tiveram filhos.

    O mioma é um tumor benigno que surge quando uma célula do útero da mulher começa a se multiplicar de forma desordenada. No entanto, ele só aparece depois da menstruação e, caso apareça, pode crescer para dentro ou para fora da cavidade uterina. Por mais que a palavra “tumor” assuste, é importante saber que o mioma é benigno e há diversas maneiras de tratá-lo antes de recorrer à histerectomia, que é a retirada do útero, como alertaram os ginecologistasJosé Bento e Rodrigo Aquino Castro no Bem Estar desta sexta-feira (1).

    Em relação aos sintomas, é preciso tomar cuidado já que em alguns casos, o mioma pode não dar nenhum sinal – nesse caso, o médico orienta apenas o acompanhamento e nenhum tipo de tratamento.

    Porém, vale lembrar que a cólica pode ser também sinal de diversos outros problemas, como pólipos, infecções, ferida no útero, cisto e até mesmo endometriose – por isso, caso a cólica não passe com remédio, ela deve ser investigada.

    Em outros casos, o mioma pode causar também dor pélvica, sangramento uterino anormal e, quando ele se instala na entrada das tubas uterinas e impede a passagem do espermatozóide, pode causar também dificuldade para engravidar.

    Como o mioma é alimentado pelo hormônio estrogênio, isso interfere nos grupos de risco – de acordo com os médicos, a probabilidade de ter o problema é maior em mulheres com mais de 35 anos, com excesso de peso, negras, que não tomam pílula anticoncepcional e que nunca tiveram filhos – e sse último caso se justifica porque as que já tiveram filhos menstruaram menos e assim produziram menos estrogênio para alimentar o tumor. O mesmo acontece com as fumantes já que o cigarro atrapalha a produção desse hormônio. Por isso que, ao entrar na menopausa, com a redução nos níveis hormonais, se a mulher tiver mioma, ele pode diminuir ou até mesmo desaparecer.

    Caso o problema precise de tratamento, o médico pode orientar a melhor opção, que depende da idade da paciente e do tamanho e quantidade de tumores. Geralmente, a primeira opção é uma injeção que reduz a produção de estrogênio para que o mioma não seja alimentado e não cresça – nesse caso, a menstruação pode até mesmo se estabilizar. Depois, há a possibilidade de colocar um DIU com hormônio para cessar o fluxo menstrual, mas nesse caso, a mulher para de ovular enquanto está com o DIU e não engravida.

    Em casos mais avançados, o médico pode realizar uma miomectomia, um procedimento delicado que pode fazer a mulher perder o útero, dependendo do tamanho do mioma.

    Vale lembrar também que, após a miomectomia, o mioma pode voltar e, por isso, caso a mulher queira engravidar, ela deve tentar em menos de 1 ano após o procedimento. Como última opção, é feita a histerectomia, que é a remoção total do útero. Esse procedimento só é feito quando nenhum dos outros tratamentos funciona e a mulher estiver com dores ou hemorragia.

    De qualquer maneira, ao primeiro sintoma, é importante procurar um médico. Se não houver nenhum desconforto, em uma consulta de rotina, o ginecologista pode perceber algo errado com o útero e pedir um exame de ultrassonografia transvaginal, que consegue detectar e diagnosticar o mioma.

    Fonte: Bem Estar

  • Lei que dá pílula do dia seguinte a vítimas de estupro é publicada

    Lei que dá pílula do dia seguinte a vítimas de estupro é publicada

    Presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto sem vetos.

    Para religiosos, texto pode ampliar aborto; governo nega.

     

    O governo publicou no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (2) a lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual. A presidente Dilma Rousseff sancionou o texto sem vetos na quinta. Segundo a lei, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”.

    O trecho que se refere à “profilaxia da gravidez” é alvo de polêmica entre religiosos. As entidades religiosas pediram veto ao inciso por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto.

    O ministro da saúde, Alexandre Padilha esclareceu em entrevista nesta quinta que, “se uma vítima de violência sexual for amanhã [sexta] a um hospital, o hospital já tem que cumprir todas essas recomendações” devido à portaria que está em vigor desde 2008. “Daqui 90 dias, quando a lei entra em vigor, esse hospital passa a também ser questionado de uma forma ainda mais intensa, porque não é mais apenas uma recomendação, mas uma lei do país”, afirmou.

    A presidente Dilma também vai encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto aprovado pelo Congresso. Uma delas é sobre o conceito de violência sexual e a segunda estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro.

    “É importante a correção porque esse texto é exatamente o que é recomendado pelo Ministério da Saúde para vítimas de estupro, ou seja, usar a medicação até 72 horas para se evitar gravidez de vítimas de estupro. A oferta de medicação no tempo adequado para evitar gravidez de vítimas de estupro”, disse Padilha.

    Pela atual legislação, em caso de gravidez resultante de estupro, é permitido à vítima realizar o aborto, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.



    Com a lei sancionada, as vítimas também terão direito a diagnóstico e tratamento das lesões no aparelho genital; amparo médico, psicológico e social; profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, realização de exame de HIV e acesso a informações sobre seus direitos legais e sobre os serviços sanitários disponíveis na rede pública.

    Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, as medicações  “na hora certa” vão evitar abortos.

    “É um projeto que, ao evitar a gravidez com e medicações corretas, precisas, na hora certa, ele também evita possíveis abortos caso a mulher resolva fazê-lo. É um projeto que está dentro da conduta do nosso governo e deixará, amenizará definitivamente o sofrimento de crianças, mulheres e pessoas portadoras de deficiências e de meninas que sofrem o estupro e a violência sexual”, disse.

    Segundo Padilha, a atual política do Ministério da Saúde já prevê “atendimento humanizado”.

    “Esse projeto transforma em lei aquilo que já é um política estabelecida em portaria do Ministério da Saúde que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, afirmou.

    As entidades religiosas também chegaram a pedir veto ao inciso sobre a “pílula do dia seguinte” por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu os críticos e disse que projeto diminui a incidência de aborto.

    “O que temos a dizer é que é exatamente um projeto que além de prestar o apoio humanitário essencial para a mulher que foi vítima de uma tortura, porque todo estupro é uma forma de tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é o aborto legal.  Sancionando um projeto que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, onde há uma cativa bancada da família, é corrigir esse projeto que vem do Congresso com uma ambiguidade que, sim, poderia abrir essa brecha.  Apoiamos esse projeto sem abrir nenhuma porta para a prática do aborto e diminuindo a incidência do aborto legal”, disse.

    Algumas entidades religiosas também pediram veto ao trecho que trata do fornecimento de informações pelos hospitais às mulheres vítimas de violência sexual. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) chegou a protocolar na Presidência da República, no mês passado, um ofício argumentando que não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica,  responsabilidade que seria apenas das delegacias de polícia e outras autoridades, segundo o parlamentar.

    Termo

    O projeto de Lei que será enviado pela presidente com o objetivo de corrigir imprecisões na lei altera o termo “profilaxia da gravidez” por “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”. O texto informa que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.



    Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.

    A presidente também propõe a substituição do artigo 2º da lei, que da forma como foi aprovado no Congresso, considera violência sexual “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. O projeto que será enviado considera “todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas em legislação específica”. De acordo com Padilha, a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.

    “O texto aprovado inicialmente é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei”, informa o projeto.

    Estupro

    Segundo dados encaminhados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, estima-se que, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em cinco anos os registros de estupro no Brasil aumentaram em 168%: as ocorrências subiram de 15.351 em 2005 para 41.294 em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os estupros notificados cresceram 157%; e somente entre janeiro e junho de 2012, ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.

    Fonte: G1

  • Mãe cria sistema pedagógico para filho autista

    Mãe cria sistema pedagógico para filho autista

    Jake foi diagnosticado com autismo quando tinha três anos. Sua mãe, Kristine Barnett, ouviu dos especialistas que ele nunca seria capaz de ler e que, com sorte, amarraria os próprios sapatos aos 16 anos.

    Aos poucos, tratado como uma anomalia e isolado do mundo, ele se tornava cada vez mais distante. Barnett, contrariando a opinião dos profissionais e do marido, decidiu tirá-lo da educação especial e prepará-lo sozinha.

    A intenção dela era colocá-lo em uma escola convencional para que ele tivesse uma vida mais próxima do normal, do comum.

    Em duas semanas Jake aprendeu cálculo matemático sozinho. Aos nove anos, desenvolveu uma teoria revolucionária em astrofísica e tornou-se pesquisador remunerado em física quântica aos 12. O garoto revelou uma memória fotográfica e QI mais alto do que o de Albert Einstein.

    O que faltava para Jake era o estímulo correto, alguém que procurasse com atenção as suas habilidades obscurecidas pelo diagnóstico de autismo.

    “Brilhante: A Inspiradora Historia de uma Mãe e seu Filho Gênio Autista”, escrito por Kristine Barnett, conta como a mulher que mantinha uma creche na garagem de sua casa estimulou o desenvolvimento intelectual do filho de um modo sem precedentes.

    Elogiado pelo jornal “The Washington Post” como um “relato incrível”, o título chega ao Brasil pela editora Zahar.

     

    “Brilhante”
    Autor: Kristine Barnett
    Editora: Zahar
    Páginas: 272
    Quanto: R$ 33,90 (preço promocional*)
    Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

    Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

    Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • Governo publica e suspende portaria sobre mudança de sexo em menos de 24h

    Governo publica e suspende portaria sobre mudança de sexo em menos de 24h

    Em vigor há menos de 24 horas, a portaria do Ministério da Saúde que muda as regras para a mudança de sexo no SUS será suspensa, informou a pasta.

    A norma foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (31).

    As principais novidades agregadas pela portaria eram: redução da idade mínima para a realização de cirurgias para troca de sexo dos atuais 21 anos para 18 anos; a redução da idade mínima para o início da terapia hormonal para mudança de sexo de 18 anos para 16 anos e a inclusão de novos procedimentos a serem cobertos pela rede pública, como mastectomia (retirada das mamas), retirada de útero e ovários e tratamento hormonal para transexuais masculinos.

    Em nota divulgada no final da tarde desta quarta, o ministério afirma que suspendeu os efeitos da portaria “até que sejam definidos os protocolos clínicos e de atendimento no âmbito do processo transexualizador”.

    “O Ministério da Saúde convidará representantes dos serviços de saúde que já realizam este processo e especialistas na matéria para definir os critérios de avaliação do indivíduo, de obtenção da autorização dos pais e responsáveis, no caso de faixa etária específica, e de acompanhamento multidisciplinar ao paciente e aos seus familiares, considerando-se, inclusive, o Parecer CFM nº 8/2013, que trata do tema”, diz a nota.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Anvisa libera aditivos ao cigarro que não afetam sabor e cheiro

    Anvisa libera aditivos ao cigarro que não afetam sabor e cheiro

    Em decisão que atende a parte do pleito da indústria tabagista, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou temporariamente a utilização de um número de aditivos ao cigarro, desde que não afetem o sabor e o cheiro do produto.

    A agência analisou, nesta terça-feira (30), três pedidos feitos pela Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo): autorizar o uso de cerca de 180 aditivos tidos como “essenciais” à produção do cigarro, mudar a forma de medir a quantidade do açúcar adicionado ao fumo no processo de fabricação e prorrogar em seis meses o prazo de entrada em vigor da resolução da Anvisa que baniu os aditivos de sabor.

    Em março de 2012, a agência baniu uma série de substâncias que são adicionadas para dar sabor ao cigarro, como mentol e cravo. Em setembro deste ano, a indústria já deve estar adaptada, mas os produtos em desacordo com a resolução podem ficar no mercado até março de 2014.

    A Abifumo alega que, frente à indefinição sobre substâncias específicas que podem ou não ser usadas, as empresas não conseguirão se adequar em tempo hábil.

    Em decisão nesta terça, por maioria, a Anvisa decidiu liberar temporariamente o uso dos aditivos que não influenciam em sabor e odor conforme pedido da Abifumo, até que um painel independente tome uma decisão definitiva sobre a questão. O grupo terá um ano para fechar as conclusões.

    Por outro lado, a agência manteve o veto aos aditivos como mentol e cravo e os prazos originais para entrada em vigor da regra. A decisão de 2012 sobre açúcar também foi mantida. Assim, só pode ser adicionado ao fumo o açúcar que, comprovadamente, foi perdido durante a cura do tabaco –a indústria pedia a fixação de um percentual-padrão de adição do açúcar, sem ter que avaliar caso a caso as quantidades perdidas.

    A decisão de liberar pelo menos parte dos aditivos e pelo prazo de um ano contraria os pareceres técnicos da Anvisa. A área técnica sugeriu negar o pedido, argumentando que alguns aditivos não conferem sabor extra ao tabaco, mas servem para tornar o produto mais palatável de diferentes formas.

    Para Paula Johns, diretora-executiva da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), houve um recuo com relação ao texto original. “A norma foi alterada, sim, por pressão da indústria do fumo. É fato que a norma [original] previa vetar todos os aditivos.”

    O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, nega que tenha havido a flexibilização da resolução adotada em 2012. “Essas substâncias terão que ser estudadas. Não temos condições de dizer se devem estar fora ou dentro da regra, porque os elementos não nos permitem tomar essa decisão. Não flexibiliza a regra, viabiliza a implementação da regra no que é essencial.”

    Dos cinco diretores, Agenor Álvares foi o único a votar com a área técnica, pela rejeição integral do pedido da Abifumo. “As pequenas indústrias do setor se adequaram à nova regra, por que não as grandes? Não conseguem ou querem apenas gerar incertezas ou mesmo atribuir à Anvisa algumas das mazelas mal resolvidas do setor, como a situação dos pequenos agricultores que plantam tabaco?”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Semana Mundial de Aleitamento Materno começa nesta quinta-feira

    Semana Mundial de Aleitamento Materno começa nesta quinta-feira

    Segundo pediatra, o ideal é que a amamentação ocorra até 6 meses de idade

    Começa nesta quinta-feira (1), a 22ª Semana Mundial de Aleitamento Materno. Com o tema Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno, a campanha ocorre até o dia 8. No Rio de Janeiro, a Soperj (Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro) e a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) promovem, na manhã de domingo (4), no Museu da República, uma série de atividades.

    Está programado o lançamento do Manual de Aleitamento Materno, destinado a profissionais de saúde. A pediatra Carmen Elias, presidente do Comitê de Aleitamento Materno da Soperj, disse que o objetivo é que esses profissionais possam transmitir o conhecimento e as informações aos usuários.

    A Soperj colocará à disposição do público, no período de 1º a 7 de agosto, o número (21) 9981- 5866 para tirar dúvidas sobre amamentação. O Disque-Amamentação vai funcionar das 9h às 16h. Pediatras da entidade darão esclarecimentos à população também durante os eventos programados para o dia 4, no Museu da República. Haverá atrações lúdicas para toda a família, ressaltando a importância do aleitamento materno, por meio da apresentação de bonecos e do grupo de teatro da ABP (Associação Brasileira de Pediatria).

    — O leite humano tem propriedades que a indústria hoje, com toda a tecnologia mundial, ainda não consegue fazer alguma coisa semelhante ou um substituto, principalmente na parte imunológica. O leite materno protege a criança de infecções. A gente sabe que o bebê nasce com zero proteção. É o leite da mãe que supre essa deficiência.

    Segundo ela, o ideal é que a amamentação ocorra até 6 meses de idade. Muitas empresas já liberam as mães para a amamentação pelo período de 6 meses. Além de reduzir o risco de câncer de mama, essas mães estabelecem um vínculo afetivo com o bebê muito grande, segundo a pediatra.

    — Hoje, cada vez mais, a gente está incentivando o aleitamento na primeira hora de vida [do bebê], se possível, na sala de parto. A gente já tem trabalhos, com evidências científicas, de que isso ajuda muito, depois, a continuidade do aleitamento até 6 meses ou mais.

    A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi criada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, do nome em inglês) e ocorre em 170 países, com a meta de aumentar os índices de aleitamento materno.

    Fonte: R7

  • Padilha critica protesto de profissionais de saúde contra o Mais Médicos

    Padilha critica protesto de profissionais de saúde contra o Mais Médicos

    Ministro diz que está com as portas abertas para ouvir sugestões

     

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o cancelamento de cirurgias e consultas em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde), como forma de protestar contra o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal.

    — O Ministério da Saúde está com as portas abertas para ouvir sugestões. Mas não concordo que se prejudique a população que às vezes espera meses por uma cirurgia ou para uma consulta.  Apresentem as propostas concretas, mas não partam para uma tática que prejudique a população. 

    O ministro informou que passou a manhã na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) ouvindo professores, representantes de estudantes e médicos, que apresentaram sugestões ao Mais Médicos. Segundo Padilha, o governo está aberto ao diálogo para aprimorar o programa.

    — Quem vier apresentar propostas, se manifestar e discutir soluções, elas [as propostas] serão muito bem-vindas. Não acho correto prejudicar a população, cancelando cirurgias e consultas por um programa que não baixa o salário de ninguém, não tira emprego de ninguém, pelo contrário, gera empregos e oportunidade para médicos brasileiros.

    O ministro deu as informações depois de participar, no centro do Rio, da inauguração do IEC (Instituto Estadual do Cérebro). O Ministério da Saúde vai custear 50% dos gastos de manutenção da unidade. Padilha assinou a portaria durante a cerimônia. O percentual corresponde a R$ 45,3 milhões por ano, que vai cobrir ainda os custos do Hospital Estadual Anchieta, instalado no Caju, zona portuária do Rio. A unidade vai prestar suporte clínico aos pacientes do IEC.

    Fonte: R7

     

  • Farmacêuticas tentam conquistar mercado chinês a todo custo

    Farmacêuticas tentam conquistar mercado chinês a todo custo

    As companhias multinacionais de medicamentos hoje empregam mais agentes de vendas na China do que nos Estados Unidos, seu maior mercado. Várias delas, incluindo a Glaxo e a GlaxoSmithKline (GSK), estão fazendo grandes investimentos no país, que incluem a construção de centros de pesquisa e de desenvolvimento. Isso porque, em breve, a China deverá superar o Japão como o segundo maior mercado farmacêutico do mundo.

    Mas vender remédios e outros produtos na China é cada vez mais difícil, como demonstram acusações feitas neste mês de que a GSK subornou -com a ajuda de agências de viagens- médicos, hospitais e autoridades para reforçar as vendas da marca no país.

    As autoridades chinesas compararam as operações da companhia ao crime organizado e detiveram quatro executivos chineses para interrogatório.

    As autoridades chinesas disseram que estão investigando as políticas de preços de até 60 laboratórios estrangeiros e domésticos.

    A série de investigações mostra como o mercado farmacêutico tornou-se crítico para as companhias globais e para o governo chinês. Os chineses não escondem seu objetivo de transformar a indústria de medicamentos do país em uma concorrência mais direta aos principais fabricantes mundiais.

    Em consequência, as companhias globais podem esperar maior escrutínio, disse Tarun Khanna, professor da Escola de Administração de Harvard. “Práticas que talvez fossem aceitas algum tempo atrás passarão a ser detidamente analisadas”, disse ele, especialmente quando o governo chinês pretende passar de uma economia baseada em exportações para uma que também enfoque vendas a consumidores locais.

    Vários fatores contribuem para o boom de consumo chinês. O crescimento da economia deu origem a uma classe média que pode pagar por remédios ocidentais caros e tratar de doenças que poderiam ter passado antes despercebidas ou não ser medicadas.

    A China também expandiu a cobertura do seguro-saúde a centenas de milhões de novos pacientes -95% da população tinham seguro-saúde em 2011, comparados com 43% em 2006, segundo um relatório da empresa de consultoria McKinsey. Até 2020, os gastos da China em tratamentos de saúde deverão crescer para US$ 1 trilhão, contra US$ 357 bilhões em 2011, segundo a McKinsey. O setor médico do país investiu US$ 160 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em 2012, quase superando o Japão, segundo um relatório da Lux Research, de Boston.

    A GlaxoSmithKline vem lutando para reformar sua imagem, depois de uma multa de US$ 3 bilhões nos Estados Unidos no ano passado, em que a companhia admitiu promover de maneira inadequada seus antidepressivos e deixar de relatar dados de segurança sobre a droga contra diabetes Avandia. O executivo-chefe da empresa, Andrew Witty, proclamou repetidamente a companhia como líder global em práticas éticas e disse que ela abandonou seus lapsos anteriores.

    Investigadores chineses contaram uma história diferente no dia 15 de julho. Em uma entrevista coletiva em Pequim, eles disseram que representantes da GSK na China tinham organizado conferências fraudulentas, cobrado excessivamente por sessões de treinamento e simulado outros serviços para os quais agências de viagens emitiam falsos recibos.

    Com o dinheiro reembolsado pela GSK por esses “serviços”, eles pagavam propinas para inserir a empresa no mercado chinês.

    Como o negócio era lucrativo também para as agências de viagens, algumas delas chegaram a contratar prostitutas para satisfazer os diretores da GSK e tentar, assim, garantir o vínculo com a farmacêutica.

    O governo chinês disse que deteve quatro executivos graduados -todos chineses. Em 15 de julho, um dos executivos presos apareceu na televisão chinesa e admitiu grande parte da atividade, segundo reportagens. Na entrevista, Liang Hong, o vice-presidente de operações da Glaxo na China, reconheceu ter organizado conferências falsas e outras atividades e disse que os pagamentos feitos a médicos e autoridades contribuíram para aumentar os preços dos remédios da empresa na China.

    Em declaração, a Glaxo disse estar “profundamente preocupada” com as acusações, acrescentando que havia interrompido suas relações com as agências de viagens identificadas na investigação.

    No entanto, vários analistas disseram que, em certo nível, essas atividades são típicas de empresas estrangeiras que tentam fazer negócios em mercados emergentes.

    “A maior parte das investigações de corrupção em grande escala se concentra no uso de intermediários”, disse Richard L. Cassin, editor do blog FCPA e advogado. Mas ele disse que a acusação de que a Glaxo canalizou até US$ 489 milhões por meio de mais de 700 agências de viagens torna esse caso excepcional.

    “Setecentas agências de viagens é um número surpreendente”, disse ele.

    Fonte: New York Times 

  • Coração artificial usa tecido bovino

    Coração artificial usa tecido bovino

    Há tempos, os cientistas procuram desenvolver um coração artificial durável, que possa funcionar de maneira tão eficaz quanto o oferecido pela natureza. Tentando cumprir esse objetivo, uma empresa francesa produziu um coração artificial que utiliza tecidos bovinos e que, em breve, será testado em pacientes humanos.

    As superfícies que entram em contato com o sangue humano nesse coração são feitas de tecido bovino, em vez de materiais artificiais como o plástico, que pode causar problemas como coágulos.

    “O modo como eles incorporaram superfícies biológicas nos pontos que entram em contato com o sangue é realmente uma grande vantagem”, disse o doutor Joseph Rogers, professor-associado na Universidade Duke em Durham, na Carolina do Norte, e diretor-médico de seu programa de transplante cardíaco e apoio circulatório mecânico. “Se eles acertarem esse desenho, poderão mudar o jogo, reduzindo a necessidade de remédios anticoagulantes.”

    Em desenvolvimento há 15 anos pela empresa Carmat, sediada em Paris, o coração foi aprovado para testes clínicos em centros de cirurgia cardíaca na Bélgica, na Polônia, na Arábia Saudita e na Eslovênia.

    Na França, onde o dispositivo ainda não foi liberado para implantação em humanos, os reguladores exigiram mais testes com animais, que estão sendo feitos.

    Esse é o primeiro coração artificial a usar derivados bovinos -especificamente, o tecido do saco pericárdico que envolve o coração dos animais. No passado, tecidos biológicos foram usados somente em válvulas de bombas de sangue mecânicas, disse o doutor Rogers.

    O coração artificial pode ajudar pacientes que esperam na (vagarosa) fila por um transplante de coração definitivo, que deve vir de outro ser humano.

    Por isso, um coração totalmente artificial para uso prolongado seria de grande valia, mas ainda é muito cedo para saber se o coração da Carmat, ainda não testado em humanos, será esse equipamento.

    O custo do dispositivo da Carmat seria de aproximadamente US$ 200 mil, disse o doutor Piet Jansen, diretor-médico da empresa. Ele não espera que o produto seja posto no mercado europeu antes do final de 2014.

    O coração da Carmat tem duas câmaras, cada qual dividida por uma membrana. Essa membrana tem tecido bovino de um lado, o que fica em contato com o sangue, e poliuretano do outro, que toca o sistema miniaturizado de bomba com motores e fluidos hidráulicos que modificam a forma da membrana. (O movimento da membrana empurra o sangue para o corpo.) A eletrônica e o software embutidos ajustam o ritmo do fluxo sanguíneo. Os pacientes podem portar as baterias em um coldre embaixo do braço ou em um cinto, entre outras opções.

    O tecido bovino também é usado em válvulas cardíacas artificiais que foram criadas pelo doutor Alain Carpentier, cirurgião cardíaco e pioneiro em reparo de válvula cardíaca, que também é fundador da Carmat e seu diretor-científico. O tecido bovino é tratado quimicamente para que seja estéril e biologicamente inerte.

    O equipamento é regulado por sensores, software e microeletrônica. Sua energia vem de duas baterias de íons de lítio externas.

    O projeto e o desenvolvimento do coração também contaram com estratégias de testes aeroespaciais da Companhia Europeia de Defesa Aeronáutica e Espacial (EADS, na sigla em inglês), uma das apoiadoras da Carmat, disse o doutor Jansen.

    Segundo o médico, uma das exigências do projeto do coração era que ele durasse cinco anos. A empresa vem fazendo testes de bancada para ver ele se consegue durar tanto.

    A doutora Lynne Warner Stevenson, diretora do programa de cardiomiopatia e falência cardíaca no Hospital Brigham e Feminino em Boston, está otimista como o novo equipamento. “Eu aplaudo os pioneiros que o desenvolveram”, disse.

    Fonte: New York Times