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  • CRF/AL orienta foliões sobre uso de medicamentos durante o carnaval

    Faltando poucos dias para o carnaval, os preparativos já estão sendo organizados: fantasia, bebidas, comidas e o conhecido “kit antiressaca”, que normalmente contém medicamentos isentos de prescrição médica. A automedicação é uma realidade presente em 77% dos brasileiros, por isso, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas alerta os foliões para os perigos causados pela ingestão destes medicamentos.

    Entre os itens mais procurados estão analgésicos, antiácidos e hepatoprotetores. A farmacêutica Mariana Oliveira, explica que o ideal é um trabalho de prevenção. “Não é o medicamento que vai curar a ressaca, existem outras medidas que devem ser tomadas pelo folião para evitar os efeitos indesejáveis do uso excessivo de bebida alcoólica”, falou.

    Uma das orientações é que entre um gole de bebida e outro, haja o consumo de água para que o corpo se mantenha hidratado. “Não adianta beber um litro de água antes de dormir, se você não se hidratou durante a festa, a ressaca vai aparecer. O consumo de água antes, durante e depois de beber auxilia na redução da toxicidade do álcool”, informou.

    Mariana ressalta que se alimentar bem faz toda diferença já que o álcool é corrosivo para a mucosa do estômago, sendo assim esse órgão precisa de uma atenção extra. Comida rica em amido, vegetais, alimentos com glicose ajudam a proteger o organismo. “O ideal é se alimentar também enquanto ingere álcool e se possível revezar a bebida alcóolica com outros líquidos como água ou refrigerante”, recomendou.

    Caso, o folião queria levar seus medicamentos, Mariana orienta que eles sejam utilizados com cautela. “Recomenda-se o AAS para dor de cabeça, e algum medicamento pra enjoo. Deve-se evitar dipirona e paracetamol, pois são tóxicos para o fígado, podendo aumentar a toxicidade produzida pelo álcool”, alerta.

    A farmacêutica alerta que os medicamentos para enjoo após a bebedeira, podem ocasionar mais sono e deve-se ter cuidado principalmente se for dirigir. “A minha sugestão é que para curar o mal estar o folião tome um delicioso caldo de cana e uma xícara de café”, pontuou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Anvisa reavalia segurança do medicamento lorcasserina

    O produto Belviq (lorcasserina) está registrado no Brasil desde 19 de dezembro de 2016. No momento da concessão do registro, foram avaliados os dados de segurança e eficácia disponíveis à época e que demonstraram um perfil positivo de benefício-risco para o medicamento.

    O atual detentor do registro é a empresa Eurofarma Laboratórios S.A. A empresa, de forma ativa, emitiu uma nota nesta sexta-feira (14/2) informando que a comercialização e a distribuição do referido medicamento estão suspensas até que se reavalie a segurança do produto.

    O comunicado é resultado da decisão recente da agência reguladora norte-americana, FDA, que, após avaliar os resultados do estudo de pós-comercialização conduzido com mais de 12 mil pacientes, determinou que a empresa Eisai retirasse o produto do mercado norte-americano.

    Com isso, e considerando a missão central da Anvisa de promover e resguardar a saúde da população, bem como alicerçada no princípio da precaução, a Agência decidiu reavaliar os dados de segurança do medicamento, para subsidiar a decisão sobre a permanência ou não do produto no mercado brasileiro.

    Fonte: Ascom Anvisa

  • Ministério da Saúde lança projeto para teste rápido de leptospirose

    O Ministério da Saúde e a Fiocruz Bahia lançam, na quinta-feira (13), projeto para avaliar a implantação de teste rápido para diagnóstico de leptospirose. O projeto tem como objetivo verificar a efetividade do TR DPP® Leptospirose para auxílio na conduta diagnóstica e manejo clínico da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os resultados do teste serão comparados com os demais métodos já existentes na rede.

    O teste identifica, em sangue total, soro ou plasma, anticorpos para a leptospirose, apresentando resultado em até 20 minutos. É uma ferramenta de fácil uso para diagnóstico em campo ou laboratório, com a vantagem de ser uma opção portátil, simples e rápida. O teste foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Bahia a partir da parceria com Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz nacional. Os primeiros testes com o kit já foram realizados em Salvador (BA).

    O projeto deverá contar com participantes de todas as regiões do país. A região Sudeste foi sugerida para iniciar o projeto devido às chuvas acentuadas que vem atingindo Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pois as inundações favorecem a ocorrência de casos de leptospirose. Uma das formas de transmissão da doença é o contato com a água contaminada por urina de animais infectados. Posteriormente, as demais regiões serão contempladas pelo projeto.

    O kit de diagnóstico será usado em ambiente hospitalar, para auxiliar e dar oportunidade ao tratamento específico da doença. A partir de sua disponibilização, os médicos terão em mãos mais um subsídio para iniciarem o tratamento, mesmo sem confirmação diagnóstica laboratorial em padrão ouro, que pode demorar cerca de um mês, fortalecendo a conduta clínica e reduzindo as chances do paciente evoluir com gravidade e possivelmente ao óbito.

    O lançamento será realizado na Bahia, em evento que prossegue até sexta-feira (14), e contará com dois representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde: o diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, Julio Croda; e o coordenador-geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), André Luiz de Abreu.

    Também participam das atividades o coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio; o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma; a diretora do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN/BA), Arabela Leal; e a presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS/BA), Stella Souza.

    Como parte da programação do evento, a sessão científica intitulada “Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública: desafios e perspectivas” será ministrada por André Luiz de Abreu. A palestra é aberta ao público e será realizada no dia 14 de fevereiro, às 9h.

    Os representantes da SVS visitarão, ainda, o Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3) da instituição e realizarão reuniões com os pesquisadores da Fiocruz Bahia, com a diretoria do LACEN/BA e do COSEMS/BA.

    Fonte: Ascom Ministério da Saúde

  • Farmacêutico desenvolve app para simplificar diagnóstico de anemia ferropriva e talassemia menor

    O farmacêutico alagoano, Fernando Minervo, desenvolveu um aplicativo chamado calculadora para simplificação diagnóstica entre anemia ferropriva e talassemia menor em pacientes com microcitose. Ele revela que em setembro de 2019 submeteu um manuscrito para uma revista médica e logo após surgiu a ideia de criar uma calculadora no formato de um App para facilitar os profissionais de saúde no diagnóstico.

    “Em parceria com o analista de sistema Adailton Pimentel Reis, submetemos o App para registro de patente na Universidade Federal de Alagoas – UFAL e recebemos nossa certificação de Registro em janeiro de 2020”, comemorou.

    E por que criar um app? Fernando explica que as anemias microcíticas são muito comuns na prática clínica e laboratorial e que a anemia ferropriva e talassemias menores são as mais prevalentes. Por conta do alto custo que os testes geram para confirmar o diagnóstico, ele desenvolveu essa ferramenta que permite um resultado mais rápido e de menor custo.

    “Os testes demandam muito tempo e são caros, o aplicativo faz o uso de índices discriminantes que utilizam parâmetros do eritrograma, que fornecem simplificação diagnóstica entre Anemia Ferropriva e Talassemias Menores”, pontuou Fernando. Ele ressalta que a calculadora não faz diagnóstico confirmatório, ela apenas simplifica.

    O app já está disponível na playstore para android, no valor de R$ 14,99. “Estamos trabalhando na versão IOS para que todos os profissionais de saúde possam ter acesso a esta ferramenta”, afirmou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Convênio com administradora de plano de saúde dá desconto para farmacêuticos

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas tem um convênio firmado com a Cacss-  administradora de benefícios de planos de saúde e odontológicos coletivos – desde julho de 2016, oferecendo aos farmacêuticos alagoanos um benefício especial para quem for adquirir os planos de saúde Unimed e Uniodonto.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, ressalta que este convênio foi firmado para facilitar o acesso aos profissionais farmacêuticos ao plano de saúde. “A assinatura do convênio com a Cacss foi feita para permitir que os farmacêuticos possam pagar um plano de saúde com valor acessível”, falou.

    Antônio R Soares Neto, gerente de projeto e processos da Cacss, explica que neste tipo de modalidade o beneficiário tem o mesmo direito de coberturas de um plano individual, contudo, ele acaba por sair mais barato porque as regras são diferentes. “No contrato assinado entre a operadora e o Conselho de Farmácia toda responsabilidade financeira é da administradora, a fatura é em nome da Cacss, nós que pagamos o contrato com a operadora, nós assumimos o risco”, pontuou.

    E o que é um plano de saúde coletivo? É aquele contratado por uma empresa, conselho, sindicato ou associação junto à operadora de planos de saúde para oferecer assistência médica e/ou odontológica às pessoas vinculadas a essa empresa e aos dependentes dessas pessoas por um preço diferenciado. No caso do CRF/AL, o Plano de Saúde Coletivo por Adesão foi firmado junto com a Unimed Metropolitana do Agreste – Arapiraca em favor de sua categoria classista, conseguindo um PREÇO 64% ABAIXO do Plano Individual.

    Segundo Antônio para aderir a modalidade de plano de saúde coletivo o farmacêutico precisa da carteira de trabalho, comprovante de pagamento da anuidade do Conselho e o pagamento de uma taxa de adesão de R$ 25,00. “Ao assinar o contrato, ele terá isenção de carência para consultas e exames simples. Hoje a Cacss consegue fazer a adesão de novos planos somente para moradores da área de cobertura da Unimed Arapiraca”, informou.

    O plano de saúde contempla o titular (Beneficiário Inscrito no CRF), dependente conjugue, dependente filho até 35 anos de idade, dependente genro e nora até 35 anos de idade e dependentes netos até 18 anos, podendo ser até de cobertura nacional. “Em parceria com o CRF estamos em negociação com outras operadoras de Maceió para que os farmacêuticos da capital também possam ser beneficiados com todas as vantagens do plano de saúde coletivo”, revelou Antonio Neto.

    Uniodonto Maceió

    Para o plano odontológicos, o produto é de cobertura nacional e o valor é de R$55,00, a mensalidade. Os serviços contemplados são: diagnóstico – exame clínico /urgências e emergências/ perícias, cirurgias; dentística (RESTAURAÇÕES); Endodontia (CANAL); Periodontia (GENGIVA); Prevenção em saúde bucal, odontopediatria, radiologia e prótese.

    Os farmacêuticos de Maceió, Maragogi, Jacuípe, Japaratinga, Porto Calvo, Porto de Pedras, Jundiá, Campestre, Novo Lino, Colônia Leopoldina, Matriz de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Passo de Camaragibe, Ibateguara, Joaquim Gomes, Flexeiras, São Luiz do Quitunde, Barra de Santo Antônio, Paripueira, São José da Lage, União dos Palmares, Murici, Messias, Branquinha, Santana do Mundaú, Capela, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Chã Preta, Viçosa, Cajueiro, Atalaia, Pilar, Marechal Deodoro, Pindoba, Barra de São Miguel, Roteiro, Quebrangulo, Paulo Jacinto, Mar Vermelho, Maribondo, Boca da Mata, São Miguel dos Campos, Jequiá da Praia, Anadia, Palmeira dos Índios, Minador do Negrão, Estrela de Alagoas, Igaci, Coruripe, Teotônio Vilela e Tanque D’Árca podem fazer o plano.

    Informações pelos telefones: 82 3522 3309 / 82 3221 8482 Cel: 82 99696 4041

     

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Palestra sobre uso medicinal da Cannabis encerra semana do farmacêutico

    Encerrando as atividades da Semana do Farmacêutico, em alusão ao dia nacional do farmacêutico, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu no dia 25 de janeiro um bate papo sobre o uso medicinal da Cannabis, sob o ponto de vista legal e dos resultados que este tipo de terapia tem apresentado e da prescrição do produto.

    A farmacêutica Letícia Ravelly explica que o mais importante é que os profissionais de saúde vejam a Cannabis como uma planta mesmo, deixar de lado o preconceito e trocar conhecimento. “A sociedade precisa receber a informação correta sobre a planta, é uma obrigação dos profissionais de saúde mostrar os benefícios que a planta tem proporcionado para quem opta por este tratamento”, pontuou.

    No seu dia a dia, Letícia tenta quebrar o preconceito da Cannabis vista como uma droga e mostra que a planta é benéfica para a saúde. “Quando a gente tem argumento, cortamos qualquer preconceito”, afirmou. Ela elogiou a iniciativa do CRF/AL que abriu as portas para discutir um assunto tão importante e relevante, sem preconceitos e de portas abertas.

    O farmacêutico Carlos Espínola, que faz parte da Abrace Esperança, que é um Organização não-governamental que dá apoio aos pacientes que utilizam a Cannabis como tratamento médico. Ele conta que os profissionais de saúde, assim como a sociedade desconhecem os benefícios deste tratamento e a ideia, segundo ele, foi orientar os profissionais de saúde como isso acontece.

    “Em algumas doenças, como por exemplo, a epilepsia, Alzheimer que não possuem um medicamento que traga eficiência no tratamento, a Cannabis vem sendo usada e apresentado resultado muito positivos e para algumas doenças, só ela basta”, garantiu.

    Ele diz que os farmacêuticos alagoanos levam a informação e conhecimento deste medicamento no tratamento de outras doenças. E alguns casos, ela pode ser um tratamento complementar, como nos pacientes com câncer. “Temos que abrir a mente, colocar a mão na massa, ter pessoas quem comprem a briga, que façam pesquisas e divulguem os resultados clínicos que são muitos”, revelou.

    Para o farmacêutico, o CRF/AL foi pioneiro na discussão do tema preparando os profissionais para trabalharem junto com os médicos na utilização da cannabis medicinal. “Nós temos um papel importante, no controle, na doses a serem usadas e na observação das reações que venham existir. Essa iniciativa é muito importante e espero que ela seja replicada pelos demais conselhos de profissionais de saúde”, comemorou.

    O médico Freedy Seleme que atua na saúde mental que fez o seu relato sob a prescrição da cannabis falou que o conhecimento não pode ser restrito só para uma classe e esta iniciativa deveria ser obrigatória porque a promoção de conhecimento é fundamental para a população. “O nível das palestras foram altíssimos e sinto-me honrado em ter feito parte deste momento”, disse.

    Ele que tem experiências positivas com o uso da cannabis medicinal diz que esse olhar mais delicado para outras portas de tratamento, e aí, não apenas do uso da cannabis mais de um tratamento mais humanizado e completo é que traz as respostas para as limitações que existem nas doenças neurodegenerativas. “Aos poucos a sociedade tem mudado o seu olhar sob o tratamento mais natural, o conhecimento tem sido mais socializado”, informou.

    O presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, comemora o sucesso das ações. “Tivemos atividades diversas desde prestação de serviços de saúde, orientando a população como conhecimento técnico para os profissionais trazendo um assunto inovador que tem sido muito discutido pelos profissionais de saúde”.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CRF/AL faz homenagem a primeira turma de farmacêuticos do Estado de Alagoas

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas homenageou na noite de terça-feira, 04, a primeira turma de farmácia do Estado de Alagoas pelos seus 20 anos de formação. A solenidade aconteceu no auditório do CRF/AL e os farmacêuticos receberam um certificado parabenizando pela conquista.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, ressaltou a importância que a turma trouxe para o reconhecimento da profissão. “Estamos hoje reconhecendo e valorizando a importância de vocês para a profissão dentro do nosso Estado, você são a primeira turma genuinamente alagoana, jamais poderíamos deixar de fazer essa homenagem a vocês”, pontuou.

    Alexandre Correia, vice-presidente do CRF/AL, falou da abertura de mercado que estes profissionais trouxeram para as próximas turmas. “Com a chegada de vocês ao mercado de trabalho houve mudanças, principalmente ao assumirem a Responsabilidade Técnica com qualificação e de forma efetiva em diversos estabelecimento, abrindo espaço para quem estava chegando depois de vocês. Essa é uma homenagem muito justa”, reconheceu.

    O secretário-geral do CRF/AL, Daniel Fortes, lembrou que esta turma foi referência para a qualificação dos cursos de farmácia. “A faculdade não tinha laboratório e sei que vocês faziam toda uma peregrinação para ter as aulas práticas e hoje conseguimos ver que os novos farmacêuticos encontram nas faculdades uma estrutura adequada para sua formação, graças a vocês”, comentou.

    A farmacêutica Andrea Marques foi escolhida pelos colegas para falar sobre a homenagem feita pelo CRF/AL. “É uma emoção muito grande conseguir reunir parte da turma aqui depois de 20 anos de formado. E realmente houve uma mudança depois da nossa formatura, lembro que eu perguntava as pessoas quem era o profissional farmacêutico e a resposta era: é aquele que está no balcão da farmácia. Nós vencemos muitas barreiras e que bom saber que o nosso Conselho de classe reconhece a nossa importância. Hoje, só temos motivos para comemorar”, falou.

  • Governo investe em tecnologia para qualificar a saúde

    Aliar a tecnologia na solução de problemas da saúde é o intuito do Governo Federal para os próximos anos. Por isso, os Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram, nesta quinta-feira (30), a Câmara da Saúde 4.0, ambiente de discussões entre membros de instituições públicas e privadas para formular ideias de projetos que possam ajudar, no futuro, a saúde brasileira alinhado a estratégia da saúde digital para o Brasil, que já vem sendo construída por meio do Programa Conecte SUS.

    O anúncio foi feito pelos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o ministro do MCTIC, Marcos Pontes, em Brasília (DF), durante assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para criação da Câmara da Saúde 4.0. Esta é a quarta Câmara de discussões criada pelo Governo Federal. As outras três abordaram temas das áreas da indústria, agronegócios e infraestrutura (cidades inteligentes).

    O projeto faz parte das ações previstas no Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), lançado pelo MCTIC em 2019. O plano se se trata de uma revolução tecnológica com objetivo de conectar dos dispositivos utilizados no dia-a-dia à internet. A ideia é implementar e desenvolver a Internet das Coisas no Brasil, com base na livre concorrência e circulação de dados, observadas as diretrizes de segurança da informação, privacidade e proteção de dados pessoais.

    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que o Ministério já iniciou um projeto na concepção da Câmara da Saúde 4.0 – o Programa Conecte SUS. “A Câmara é onde todo setor irá dialogar entre todas as instituições públicas e privadas para soluções digitais para saúde”, pontuou. Mandetta explicou que o projeto irá iniciar com cinco dados básicos de todos os brasileiros, que são: a consulta na atenção primária, o resumo da atenção hospitalar, medicamentos entregues, exames laboratoriais e as vacinas.

    “Com esses cinco dados estamos fazendo um pequeno chassi de um carro. E depois disso iremos acoplando outras inúmeras informações dos pacientes que serão necessários para construirmos essa enorme magnitude de sistema para conectar os nossos 215 milhões de habitantes e não deixar ninguém para trás”, destacou o ministro da Saúde.

    COMO VAI FUNCIONAR

    A área da saúde é um dos temas prioritários identificados no Plano Nacional de Internet das Coisas, criando as câmaras da Indústria 4.0, Agro 4.0 e Cidades 4.0. A Câmara da Saúde 4.0 será coordenada pelo Ministério da Saúde estimulando a participação de membros das universidades, institutos de ciência e tecnologia, iniciativa privada e demais atores relevantes no cenário da inovação no contexto da saúde nacional, com a participação de estados e municípios.

    Uma das aplicações da internet das coisas, por exemplo, permite monitorar os pacientes de maneira remota por meio de dispositivos vestíveis, como roupas e relógios com sensores, e aplicativos de celular. Com o objetivo de identificar alterações com agilidade e diminuir a incidência de doenças graves, os dados coletados podem, em tempo real, alimentar o prontuário eletrônico em hospitais ou clínicas médicas auxiliando na tomada de decisão. A Câmara da Saúde 4.0 tem o prazo de um ano para apresentar trabalhos.

    “Os benefícios são inúmeros como a Telemedicina, pois em lugares de vazios assistenciais essa é uma ferramenta fundamental. Esses dados podem servir para pesquisa, para análise de situações e entendimentos sobre coberturas vacinais, enfrentamento de doenças. Será uma ferramenta muito importante. Essa será uma Câmara extremamente participativa para discussões de soluções”, afirmou o ministro da Saúde.

    Para o ministro MCTIC, Marcos Pontes, tem que aproveitar esse momento de ligação entre os Ministérios. “Quando se fala de Saúde, temos uma país grande, com locais de difícil acesso e isso através da tecnologia podemos ajudar a levar mais qualidade de vida para as pessoas”, destacou. “Tecnologia está em tudo que a gente olha praticamente. A tecnologia cresce de forma exponencial e isso tem que refletir na qualidade de vida das pessoas e na redução das diferenças. Com uso das tecnologias, teremos uma revolução na área da saúde”, completou Pontes durante o discurso.

    O acordo de cooperação técnica entre o MS e MCTIC tem como objetivo trazer a discussão do uso desses dispositivos para melhorar a efetividade da assistência à saúde por meio do monitoramento contínuo dos pacientes e da adoção de soluções de IoT; aumentar a celeridade e eficácia na vigilância epidemiológica e eventuais riscos à saúde, promover a conectividade visando à integração do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Por Bruno Cassiano, da Agência Saúde, com informações do MCTIC

  • Lançado edital sobre registro de medicamentos similares

    A Anvisa publicou, na quinta-feira (30/1), o Edital de Chamamento 2/2020, destinado ao requerimento de informações sobre medicamentos similares com registro no país, mas que ainda não foram adequados às regras da  Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 134/2003.

    A resolução estabelece normas de adequação desses medicamentos (similares), exigindo das empresas o envio de provas de segurança e eficácia ou intercambialidade com os medicamentos de referência.

    Para atender ao chamamento, as empresas devem cumprir alguns requisitos, como possuir estudos de bioequivalência, equivalência farmacêutica e/ou bioisenção protocolados na Anvisa até a data de publicação do Edital e não estar com o pedido de renovação indeferido em fase de recurso. Outra exigência é a de que os estudos tenham sido realizados conforme as regras da RDC 134/2003.

    De acordo com a Agência, as empresas deverão protocolar aditamento específico ao processo de registro em até 60 dias após a publicação do Edital, divulgado na quinta-feira (30/1) no Diário Oficial da União (D.O.U.).

    Confira os detalhes do Edital de Chamamento 2/2020.

    Itens de avaliação

    Edital fornece um modelo do que deve ser descrito sobre os itens da avaliação aplicada ao lote de medicamentos utilizado nos estudos de equivalência ou bioisenção. De acordo com o modelo, as empresas deverão fornecer informações sobre registro ou alteração pós-registro, número do expediente no qual o estudo foi enviado, descrição resumida do processo produtivo e os equipamentos utilizados em cada etapa.

    Também consta no modelo a descrição do tamanho do lote analisado, além do nome e endereço do fabricante do insumo farmacêutico ativo (IFA) utilizado na produção do lote.

    Responsabilidade

    A empresa também deverá fornecer uma Declaração de Responsabilidade, na qual assegura a veracidade e a fidedignidade das informações prestadas, uma vez que é a responsável pela qualidade dos medicamentos.

    Ainda na declaração, a empresa concorda que quaisquer inconsistências das informações fornecidas poderão levar a medidas como recolhimento de lotes, suspensão de fabricação e de comercialização ou até cancelamento de registro.  

    Fonte: Ascom/Anvisa

  • Farmacêuticos alagoanos ministrarão curso de hematologia avançada em MG

    Os farmacêuticos alagoanos Humberto Medeiros, Valber Matias e Fernando Minervo estarão nos dias 24, 25 e 26 de abril na Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações, em Minas Gerais ministrando a 1ª Jornada Teórico-prática em Hematologia Avançada.

    Valber explica que este é um curso avançado de hematologia, onde serão discutidos casos com grau de dificuldade elevado. “Nós vamos fazer um curso de nivelamento com todo material teórico, posteriormente o curso presencial de três dias”, comentou. Segundo o professor a ideia é que estes alunos de posse destas lâminas consigam fazer a avaliação para liberação dos exames.

    “Cada aluno receberá uma caixa contendo 10 lâminas, com 10 casos clínicos que será o curso prático a distância. Eles terão que fazer a análise como se fosse um hemograma que eles receberam no laboratório e conferir o resultado na nossa plataforma”, informou.

    O farmacêutico reconhece que há uma carência deste tipo de preparação e uma prova disto é que no segundo semestre eles irão ministrar esta mesma jornada no Rio Grande do Sul. “É muito bom levar o nome de Alagoas para outros Estados, a gente se sente orgulhoso. A capacitação é contínua e essa troca de conhecimento é importante até porque temos na nossa turma biomédicos, médicos e farmacêuticos”, revelou.