Author: admin

  • Morre aos 95 o farmacêutico dr. Paulo Queiroz Marques

    Morre aos 95 o farmacêutico dr. Paulo Queiroz Marques

    Faleceu nesta quinta-feira, 2 de junho, aos 95 anos de idade, o dr. Paulo Queiroz Marques, um dos farmacêuticos mais influentes e com mais tempo de atividade no país. Dono do registro profissional do CRF nº 16, foi vice-presidente, diretor-tesoureiro e conselheiro do CRF-SP por mais de dez anos, além de um dos fundadores da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag).
     
    Dentre os diversos prêmios e homenagens recebidas em vida, em setembro do ano passado o dr. Paulo Queiroz Marques foi contemplado com a outorga da Comenda do Mérito Farmacêutico Paulista, uma honraria concedida pelo CRF-SP a profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da Farmácia.
     
    Na ocasião deixou um belo depoimento sobre a sua trajetória e dedicação à profissão: “Tenho feito da farmácia o meu oxigênio, a minha razão de ser. Vivo em função da paixão pela farmácia brasileira, sou um autêntico farmacêutico de farmácia pública, gostava muito de manipulação, essa foi a verdadeira farmácia que eu exerci, tenho uma gratidão muito grande e orgulho de ser farmacêutico”.
     
    O dr. Paulo Queiroz Marques foi responsável por muitos dos passos que o setor magistral deu em prol da profissionalização e do fortalecimento frente à sociedade e aos poderes constituídos. Pioneiro, acreditou em um sonho e mobilizou profissionais de todo o país em torno dessa causa. 
     
    Farmácia no gene
     
    A Farmácia sempre esteve no gene familiar de dr. Paulo. O pai, Joaquim Marques da Silva era boticário autodidata. Por conta disso, os quatro filhos seguiram pelo mesmo caminho. Ele e os irmãos Álvaro, Ariovaldo e Cícero também nos se tornaram farmacêuticos. Crescido nos balcões da farmácia do pai em Itapeva, interior paulista, dr. Paulo formou-se pela USP em 1944, em uma turma de apenas 12 farmacêuticos. A seguir, foi trabalhar no laboratório Paulista de Biologia, ao lado do professor (e cientista) Antônio Carini. Depois, foi durante 15 anos sócio do irmão mais velho em uma farmácia em Higienópolis.
     
    Volta às origens
     
    Nascido em Itaberá (SP) em 04/02/1921, dr. Paulo orgulhava-se de sua vivência associativa em órgãos de classe. Foi conselheiro do CRF-SP durante 10 anos – sua carteira é no. 16 –, tesoureiro e até vice-presidente. E aproveitava seu cargo para “pregar” a volta às origens. Iam em grandes caravanas para o interior, para ensinar os farmacêuticos novos a manipular.
     
    Apaixonado pela história da Farmácia, dr. Paulo dedicou-se ao Museu da Farmácia (que ele próprio criou, dentro da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo) e à Associação Brasileira Para a Preservação da Memória da Farmácia, outra iniciativa sua. Também escreveu o livro “Memória da Farmácia no Brasil”.
     
    Fonte: CRF-SP
  • Discussão sobre sistema nacional para rastrear medicamentos será adiada

    Discussão sobre sistema nacional para rastrear medicamentos será adiada

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu adiar nesta quarta-feira (1º) a avaliação sobre uma nova proposta de regulamentação para a criação de um sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos.
     
    A decisão por adiar os debates foi tomada após o diretor-presidente, Jarbas Barbosa, pedir vistas do processo. O tema estava pautado para reunião nesta quarta, quando os diretores avaliariam a possibilidade de que uma nova proposta fosse colocada em consulta pública.
     
    Conforme a Folha publicou nesta quarta-feira, o sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, projeto que visa controlar o caminho dos remédios da indústria até o consumidor e previsto inicialmente para ser implementado neste ano, deve ficar mais tempo no papel.
     
    Até então, uma resolução anterior da agência definia que o sistema, conhecido como “RG” dos remédios, começasse a funcionar em dezembro deste ano. Agora, a agência estuda uma nova regulamentação do tema, o que deve adiar o início do sistema.
     
    Proposta preliminar, a qual a Folha teve acesso, sugere que a implementação ocorra em três etapas.
     
    Na primeira delas, empresas teriam mais um ano para apresentar três lotes-piloto de medicamentos rastreáveis para testes. Em seguida, a Anvisa teria oito meses para avaliação do processo e correção de impasses. Após as duas primeiras etapas, o setor teria três anos para a implementação do sistema.
     
    Com isso, caso a nova proposta seja aprovada pela agência, a estimativa é que o início do sistema possa ficar apenas para 2021. Diretores, no entanto, ainda podem sugerir alterações após as contribuições de consulta pública ou novas propostas.
     
    O novo prazo em estudo é semelhante a um projeto de lei do Senado, de 2015, e que hoje tramita na Câmara.
     
    RASTREABILIDADE
     
    Criada por meio de uma lei federal de 2009, a rastreabilidade prevê que cada embalagem de remédio contenha um código bidimensional e um número único de identificação, próximos à data de fabricação e do número do lote, o que permite obter o monitoramento dos produtos.
     
    A estimativa é que 3,9 bilhões de embalagens circulem por ano no país e sejam atingidas pela medida, que ajudará a evitar falsificação e contrabando, além de agilizar o recolhimento de produtos em caso de falhas. O controle dos dados deve ser feito pela Anvisa.
     
    Essa não é a primeira vez que o sistema de rastreabilidade dos remédios é adiado. Inicialmente, a previsão era que fosse implementado três anos após a lei, mas o processo foi suspenso.
     
    Em 2013, a agência editou uma nova resolução que definia que o sistema passaria por testes em 2015 e começaria a funcionar em 2016.
     
    Parte da indústria e varejo, no entanto, alega que o prazo é insuficiente diante dos custos necessários para investimento nos testes.
     
    Após pressão do setor, a primeira etapa acabou suspensa. O prazo final, no entanto, ainda era mantido.
     
    Segundo o diretor Ivo Bucaresky, relator da proposta, a necessidade de contratação de um banco de dados público, o que evitaria o compartilhamento de informações, uma das principais preocupações do setor, já torna inviável que o sistema comece a funcionar ainda neste ano.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Governo federal anuncia R$ 65 mi para novas pesquisas sobre o vírus da zika

    Governo federal anuncia R$ 65 mi para novas pesquisas sobre o vírus da zika

    O governo federal anunciou nesta quinta-feira (2) um novo edital que prevê a liberação de R$ 65 milhões para pesquisas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus da zika.
     
    Os recursos, que fazem parte do Plano de Enfrentamento à Microcefalia, lançado em dezembro, devem ser liberados por meio dos ministérios da Saúde, Ciência e Tecnologia e Educação. A ideia é selecionar propostas para desenvolvimento de testes capazes de detectar o vírus, vacinas, repelentes e tecnologias para combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus.
     
    Do total, cerca de R$ 20 milhões são do Ministério da Saúde, R$ 30 milhões da Capes, agência que regula a pós-graduação no país, e R$ 15 milhões do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
     
    Pesquisadores poderão encontrar o edital na página do CNPq. Os estudos devem ser concluídos em até quatro anos. Questionado, o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), negou que a medida ocorra de forma emergencial. “É necessária”, disse.
     
    ATRASO NOS REPELENTES
     
    Em meio a críticas pelo atraso na distribuição de repelentes contra o mosquito Aedes aegypti, medida esperada para o início deste ano, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a pasta deve fazer em breve a compra de produtos para distribuir às gestantes da rede pública.
     
    Barros, no entanto, evitou dar prazos de quando deve ocorrer a compra e a distribuição. Inicialmente, a previsão era que os repelentes estivessem disponíveis até fevereiro, ainda durante o período de maior proliferação do mosquito e, com isso, de maior transmissão do vírus.
     
    Até agora, porém, o produto ainda não foi adquirido pelo governo. “Vamos tentar de forma muito definitiva agora a compra dos repelentes que serão distribuídos a toda a rede pública para as populações de risco, especialmente as gestantes”, afirmou ao fim do evento de lançamento do edital.
     
    Ainda segundo o ministro, a pasta deve acompanhar a situação de outros bebês cujas mães foram infectadas pelo vírus da zika na gestação para verificar “reflexos tardios” do vírus além do quadro de microcefalia.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Estudo prova ser possível criação de vacina anticâncer folha

    Estudo prova ser possível criação de vacina anticâncer folha

    São Paulo – Cientistas da Alemanha e da Holanda descreveram uma nova estratégia de vacinação contra o câncer capaz de atacar os tumores, colocando em ação mecanismos do sistema imunológico que normalmente são acionados contra infecções virais. 
     
    O estudo, publicado na quarta-feira, 1º, na revista Nature, mostra que a vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado. Segundo os autores, a estratégia é um grande passo para o futuro desenvolvimento de uma vacina universal para tratamento imunoterápico de câncer. 
     
    A vacina tem por base nanopartículas de RNA tumoral, isto é, os cientistas injetaram nos pacientes moléculas de RNA do tumor criadas em laboratório e envoltas em uma membrana de gordura. Depois de entrar nas células, as nanopartículas liberam o RNA tumoral, que funciona como um antígeno, ou seja, disparam o mecanismo que defende o corpo humano de invasões virais, redirecionando-o para identificar e atacar as células tumorais. As nanopartículas carregam o RNA tumoral diretamente para os glóbulos brancos que protegem o corpo de micróbios invasores, acionando as células T, que induzem células tumorais à autodestruição.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Rastreamento de medicamentos deve ser adiado e ficar para 2021

    Rastreamento de medicamentos deve ser adiado e ficar para 2021

    Previsto inicialmente para ser implementado neste ano, o sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, projeto que visa controlar o caminho dos remédios da indústria até o consumidor, deve ficar mais tempo no papel. A Folha apurou que um novo prazo é estudado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Assim, a regras teria início em 2021.
     
    Até então, uma resolução anterior da agência definia que o sistema, conhecido como “RG” dos remédios, começasse a funcionar em dezembro deste ano. Agora, a agência prepara uma nova regulamentação do tema.
     
    Criado por meio de uma lei federal de 2009, a rastreabilidade prevê que cada embalagem de remédio contenha um código bidimensional e um número único de identificação, próximos à data de fabricação e do número do lote, o que permite obter o monitoramento dos produtos.
     
    A estimativa é que 3,9 bilhões de embalagens circulem por ano no país e sejam atingidas pela medida, que ajudará a evitar falsificação e contrabando, além de agilizar o recolhimento de produtos em caso de falhas.
     
    NOVOS PRAZOS
     
    O prazo inicial para o modelo operar, porém, tem sido questionado por parte das indústrias farmacêuticas, distribuidoras e farmácias. Diante do impasse, a Anvisa pretende apresentar uma nova proposta para ser colocada em consulta pública. O tema será discutido em reunião da diretoria colegiada nesta quarta-feira (1º).
     
    Segundo a Folha apurou, a nova proposta em estudo prevê três etapas. Na primeira delas, empresas teriam um ano para apresentar três lotes-piloto de medicamentos rastreáveis para testes. Em seguida, a Anvisa teria oito meses para avaliação do processo e correção de impasses. Caberá também à agência reguladora criar um banco de dados para centralizar as informações e impedir o compartilhamento de dados. 
     
    Na terceira etapa,o setor teria três anos para a implementação do sistema. Os prazos passam a valer assim que a regulamentação da Anvisa for aprovada —daí a estimativa que, se isso ocorrer ainda neste ano, o sistema pode ficar apenas para 2021. A proposta é semelhante a um projeto de lei do Senado, de 2015, e que hoje tramita na Câmara.
     
    Essa não é a primeira vez que o sistema de rastreabilidade dos remédios é adiado. Inicialmente, a previsão era que fosse implementado três anos após alei,mas o processo foi suspenso. Em 2013, a agência editou uma nova resolução que definia que o sistema passaria por testes em 2015 e começaria a funcionar em 2016. Após pressão do setor, a primeira etapa acabou suspensa. O prazo final, no entanto, ainda era mantido.
     
    “Submeter isso a consulta pública é postergar um debate que já ocorre há sete anos. É absurdo continuar adiando”, afirma o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto.
     
    Já para Nelson Mussolini, do Sindusfarma, sindicato que reúne as principais empresas farmacêuticas do país, o prazo inicial era muito curto diante dos custos para adequação das empresas. “Os investimentos não são pequenos. A indústria quer fazer a rastreabilidade, mas queremos fazer da forma certa”, afirma. A Anvisa não comentou os novos prazos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Aprovados medicamentos inéditos para câncer e diabetes

    Aprovados medicamentos inéditos para câncer e diabetes

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (30/5), o registro de mais um medicamento genérico inédito. Trata-se do medicamento Temozolomida, da empresa Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A. O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
     
    De acordo com a bula, o Temozolomida é indicado no tratamento de pacientes com tumor cerebral chamado glioblastoma multiforme, recém-diagnosticado, em tratamento combinado com radioterapia, seguido de tratamento com temozolamida isoladamente (monoterapia). Também é indicado para glioma maligno, tal como glioblastoma multiforme ou astrocitoma anaplásico, que apresenta recidiva (que acontece de forma recorrente ou repetitiva) ou progressão após tratamento padrão, após terapia padrão. É indicado, ainda, no tratamento de pacientes com melanoma maligno metastático em estágio avançado.
     
    Combate à diabetes
     
    A Agência também concedeu registro de Medicamento Novo NESINA PIO® (benzoato de alogliptina + pioglitazona) na forma de comprimido. O medicamento é indicado como segunda ou terceira linha de tratamento em pacientes adultos com 18 anos ou mais com diabetes mellitus tipo 2.
     
    O novo medicamento NESINA PIO® será fabricado pela empresa Takeda Pharma Ltda, localizada em Osaka, Japão, e será importado e comercializado pela própria Takeda Pharma no Brasil, localizada em Jaguariúna, São Paulo.
     
    Fonte: Anvisa
  • Testes em ratos mostram que “pílula do câncer” não faz mal, mas é ineficaz

    Testes em ratos mostram que “pílula do câncer” não faz mal, mas é ineficaz

    Os testes mais recentes para medir a eficácia e a toxicidade da fosfoetalnolamina sintética, principal composto da chamada “pílula do câncer”, em organismos vivos indicam que a substância, apesar de não ser tóxica, não possui nenhuma eficácia no tratamento do câncer. Os estudos foram realizados no tratamento de tumores de ratos em laboratórios em Santa Catarina e no Ceará, com patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (que foi fundido ao Ministério das Comunicações).
     
    Em março, outro relatório do grupo de estudo já indicava que a pílula não tinha efeitos contra o câncer em células em laboratório. Na época, defensores do composto diziam que ele agia no metabolismo de um organismo vivo e, por isso, não teria efeito in vitro.
     
    De acordo com os experimentos realizados no Ceará, a fosfoetanolamina foi incapaz de inibir o crescimento de tumores nos animais. Em comparação feita durante a pesquisa, a substância ciclofosfamida, comumente empregada em tratamento de cânceres, apresentou resultados positivos nos ratos. Nos testes feitos em Florianópolis a fosfo não apresentou efeitos tóxicos em genes e células do organismo dos roedores.
     
    Os testes sobre a eficácia no tratamento de tumores foram feitos pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará. A eficácia da fosfoetanolamina foi testada em dois tipos diferentes de tumores inoculados nos ratos: o Carcinossarcoma 256 de Walker e o Sarcoma 180. As células tumorais utilizadas seguem padrão mundial de pesquisa oncológica em fase que antecede testes clínicos, segundo o relatório do estudo.
     
    A fosfoetanolamina utilizada nos testes foi fornecida pelo governo federal, e as doses, de 1g/kg, foram ajustadas ao longo dos 10 dias de pesquisa de acordo com o peso dos animais. Ao todo, 45 camundongos inoculados com células tumorais participaram dos testes, divididos em grupos de tratamento e controle, para comparação de resultados.
     
    Dessa forma, 15 animais receberam fosfoetanolamina por via oral, 15 receberam soro fisiológico e outros 15 receberam a substância ciclofosfamida, amplamente utilizada no tratamento do câncer. Os procedimentos seguiram protocolos dos EUA e do Brasil. Foram mensurados os tumores e utilizados métodos estáticos para a conclusão.
     
    O resultado dos testes não indica diferenças entre os tamanhos dos tumores dos ratos tratados com a fosfoetanolamina e dos que receberam o soro fisiológico. Já os animais tratados com ciclofosfamida apresentaram resultados diferentes dos que receberam a fosfo e o soro fisiológico, com inibição significativa do volume do tumor e com pouca alteração do número de glóbulos brancos (células de defesa). 
     
    Testes em humanos
     
    Os primeiros testes clínicos da fosofetanolamina sintética, quando há participação de seres humanos, devem ser realizados no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro nos próximos meses. A “pílula do câncer”, desenvolvida pelo Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos, vem sendo usada há mais de 20 anos sem nunca ter sido testada. Ela era distribuída gratuitamente para pessoas interessadas pela equipe coordenada pelo professor aposentado Gilberto Chierice, sem nunca ter tido uma comprovação científica de que combate o câncer.
     
    Uma determinação da USP, no entanto, impediu a distribuição, o que fez com que muitos pacientes entrassem na Justiça para conseguir acesso ao medicamento. Muitos doentes garantem ter detectado efeitos positivos ao usar a pílula, mas análises iniciais não comprovaram sua eficácia.
     
    Após diversos protestos e decisões judiciais, uma lei foi aprovada pelo Congresso Nacional permitindo a comercialização e uso da substância mesmo sem registro da Anvisa. Contudo, o STF (Supremo Tribunal Federal), em decisão liminar, suspendeu a lei. Ela pode ser considerada inconstitucional no julgamento definitivo do mérito por passar por cima de regras de avaliação e liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
     
    Enquanto isso, alguns centros pesquisam sobre a eficácia da substância. Um laboratório já foi autorizado a produzir a fosfoetanolamina sintética para análises clínicas. Até o momento, foram manufaturados 35 quilos para serem testadas em pacientes de hospitais em um trabalho coordenado pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
     
    Em um primeiro momento, o estudo definirá a dose a ser ministrada em dez pacientes. Também serão analisados efeitos colaterais graves. Não havendo problemas, 21 voluntários passarão a tomar a substância. Entre outros, estarão envolvidos doentes com tumores no pulmão, próstata, fígado e estômago. A intenção é ir ampliando o número de pacientes até chegar a 1 mil.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uma vacina em constante mutação

    Uma vacina em constante mutação

    Todo ano uma vacina inteiramente nova é produzida para combater uma mesma doença: a gripe. E o motivo desse trabalho incessante é a “inteligência” do Influenza, um dos vírus que mais passam por mutações, gerando uma série de subtipos e linhagens, como o H1N1 e o H3N2, ambos pertencentes ao tipo A. Entre um inverno e outro — época em que há mais disseminação dos vírus —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica quais foram as três ou quatro estirpes mais comuns em circulação na temporada anterior e, a partir dessas cepas, desenvolve a imunização. Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, defende o uso de sequenciamento genético para encontrar os padrões de mutação dos vários subtipos do vírus da gripe e, assim, preparar a melhor vacina para proteger contra a versão atualizada deles.
     
    Dada a velocidade das mutações do Influenza, é comum surgir uma cepa nova em cima da hora, sem que dê tempo de incluí-la na elaboração da vacina. Isso aconteceu na temporada de gripe de 2015, quando a imunização utilizada mostrou eficácia inferior a 20%, índice muito aquém das expectativas.
     
    Publicado na revista “Nature Microbiology”, o estudo que propõe o novo método de produção aposta que, uma vez identificados os padrões, seria possível prever as futuras mutações do Influenza. O virologista Yoshihiro Kawaoka, líder da pesquisa, analisou o H1N1 — uma nova versão do mesmo vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e a gripe russa em 1977 —e o H3N2, que surgiu na gripe de Hong Kong, em 1968, e vem passando por mutações desde então.
     
    — Podemos identificar as mutações que irão ocorrer na natureza e tornar esses vírus disponíveis, em laboratório, no momento da seleção de cepas para a vacina — aspira Kawaoka.
     
    Para João Toniolo Neto, ex-diretor do Grupo de Vigilância Epidemiológica da Gripe (VigiGripe), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudo é promissor, mas precisa passar por mais testes e requer, além de uma integração com a OMS, um grande investimento em tecnologia. E alerta que esse método só conseguirá prever as mutações menores pelas quais os vírus passam todos os anos. Já as maiores, capazes de transformar o vírus, continuarão imprevisíveis, segundo ele.
     
    — O H1N1 do ano passado, por exemplo, se assemelha muito ao deste ano, porque só teve uma mutação menor. Isso faz com que a vacina atual seja muito segura, embora o cenário ideal fosse, é claro, colher esse vírus agora e preparar rapidamente uma vacina com ele, a tempo de usar já. Mas isso não é possível: uma vacina demora entre quatro e seis meses para ficar pronta — conta ele. — Por sequenciamento genético, só é possível prever mutações menores, mas são as maiores que provocam as pandemias. E essas nunca são previsíveis.
     
    LONGE DE UMA VERSÃO UNIVERSAL
     
    Alguns cientistas mundo afora investigam a possibilidade de uma vacina universal da gripe, que proteja contra todos os seus subtipos. No entanto, Toniolo Neto ressalta que esse horizonte ainda está distante. — A vacina universal ainda está muito longe de ser realidade. A ideia mais concreta, hoje, é que passemos a acrescentar cepas à vacina. Antes só tínhamos a trivalente, e este ano temos a tetra. Daqui a pouco devemos ter a pentavalente e assim por diante. Quanto mais cepas, mais as pessoas estarão protegidas — afirma ele.
     
    Diretora médica da Sanofi Pasteur na América Latina, Lucia Bricks explica que cultivar os vírus em laboratório, matálos e aplicar neles os reagentes recebidos pela OMS, chamados de antígenos — que induzem uma resposta imunológica —, é um processo demorado. Além disso, segundo ela, o risco de erro na previsão sobre as cepas que mais circularão é considerável. Estes aspectos tornam a elaboração e a logística da vacina da gripe “uma dor de cabeça anual”, diz Lucia.
     
    — Ninguém poderia ter certeza, ano passado, de que a cepa que mais circularia em 2016 seria o H1N1. Poderia ser outra, mas que bom que não foi — destaca. — Vírus como o H2N2 já causaram pandemias, mas ninguém sabe por onde ele anda hoje. Também há o H5N1, muito letal e para o qual já existe uma vacina, que só não é usada porque ele não está circulando. Pode sempre haver surpresas, por isso é essencial a cultura da vacinação.
     
    Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, a Olimpíada no Rio não deve ajudar a espalhar o H1N1. — Como este ano a temporada de gripe no Brasil começou muito antes do previsto, em janeiro, devemos terminar antes também, não pegando os Jogos Olímpicos. Isso diminui o risco — diz.
     
    Fonte: O Globo
  • Por que a vacina da dengue é tão cara?

    Por que a vacina da dengue é tão cara?

    Maior esperança no combate à doença no Brasil, a vacina contra a dengue deve custar tão caro que boa parte da população continuará sem usufruir de seus benefícios. Pior, o alto valor pode inviabilizar a adoção do medicamento pelo sistema público de saúde. O que era para ser alívio virou preocupação após o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, afirmar que cada dose pode chegar a R$ 400. Detalhe: são necessárias três para a imunização, o que dá um total de R$ 1,2 mil. Na esteira da declaração, o então ministro da Saúde de Dilma Rousseff, Agenor Álvares, afirmou que fica “praticamente impossível” incorporar o remédio ao programa nacional de vacinação. “Para o governo, o valor informado foi de 22 euros a dose (cerca de R$ 88). Mesmo com esse preço, o impacto é de R$ 10,5 bilhões ao ano, três vezes o orçamento do programa”, disse o ministro. “Sem dúvida, R$ 400 é impeditivo”, afirmou o infectologista Marcos Boulos, chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças de São Paulo, estado campeão de casos de dengue no Brasil. “É caro para o serviço público e muito provavelmente nós não vamos comprar nunca.”
     
    Aprovada pela Anvisa no fim de 2015, a vacina contra a dengue espera a definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed) – órgão composto por cinco ministérios que define o preço máximo dos remédios no País – para ser liberada, o que deve acontecer em meados deste ano. Apesar de o valor final ainda não estar definido, a declaração de Barbosa dá a tônica de quanto poderá ser preciso desembolsar caso se busque proteção contra a doença que mata centenas de brasileiros anualmente. Secretário-executivo da CMed, Leandro Safatle afirma que a precificação desta vacina é mais complicada porque se trata de um produto novo, sem referências. “Estamos desenvolvendo uma metodologia.”
     
    Como o combate ao mosquito Aedes aegypti é muito deficiente no Brasil, a vacina é considerada a melhor chance para vencer a doença. Pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) calculou que em cinco anos os casos poderiam cair até 81% se fosse feita campanha via Sistema Único de Saúde (SUS) entre pessoas de 9 e 40 anos. Mesmo no cenário considerado mais realista, o de distribuição apenas a jovens de 9 a 16 anos, o número de registros já cairia pela metade. “Mas se o governo não adotar a vacina, a resposta será baixa”, diz o médico Denizar Vianna Araújo, responsável pelo estudo. Com o preço alto, a perda para a dengue se dá não só em vidas, mas também em dinheiro público. O custo da doença para o País pode chegar a R$ 4,7 bilhões por ano, de acordo com levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) feito em 2015.
     
    Diretora brasileira de planejamento estratégico de dengue da Sanofi Pasteurs, a empresa que desenvolveu a vacina, Amanda Pinho afirma que o laboratório não recebeu um posicionamento oficial da Cmed, mas que prepara um relatório de custo-efetividade com a sugestão de preço do medicamento para venda ao Ministério da Saúde. A pesquisa leva em conta os custos de produção e desenvolvimento do remédio, mas também o quanto ele pode ajudar o governo a economizar no tratamento de doentes. E o valor será “menor” do que os R$ 400 anunciados pelo presidente da Anvisa durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Continuamos otimistas (na distribuição da vacina pelo SUS) porque sabemos o benefício que podemos trazer para a saúde pública”, diz Amanda. Procurados, tanto o Ministério da Saúde quanto a Anvisa ressaltaram que, apesar da declaração de Barbosa, o preço definitivo ainda não foi estabelecido.
     
    A boa notícia é que outras três vacinas contra a dengue estão em desenvolvimento e, quando começarem a chegar ao mercado (a partir de 2018, de acordo com os responsáveis), a concorrência deve fazer o preço cair, independentemente da avaliação da CMed.
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • CRF/AL participa de assembleia geral do sindicato dos farmacêuticos

    CRF/AL participa de assembleia geral do sindicato dos farmacêuticos

    O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Robert Nicácio participou da assembleia geral realizada pelo sindicato dos farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), no dia 20 de maio. As pautas de discussão foram: a contraproposta do Sincofarma, relacionada a farmácia comunitária/ manipulação e a deliberação a respeito da proposta do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais) com relação a farmácia hospitalar.
     
    Na reunião, os farmacêuticos colocaram em votação a contraproposta do Sincofarma (Sindicato das Fármacias) no percentual de 6% para o aumento de salário que acabou sendo rejeitada pela categoria. Após a discussão ficou definida uma nova reunião entre os sindicatos para rediscutir o novo percentual.
     
    Com relação a proposta para o setor de farmácia hospitalar não houve deliberação por falta de quórum. Uma nova reunião deve acontecer para construir uma proposta para apresentá-la.
     
    Participaram também da assembleia: os diretores do Sindfal Hugo Alexandre, Eline Baracho, Deives Galvão, Henrique Aciole e Lindomar Feitosa.
     
    Ascom/CRF