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Estudos de neurociência superaram a psicanálise
Com 60 anos de carreira, 22.794 citações em periódicos, 60 premiações e 710 artigos publicados, Ivan Izquierdo, 78, é o neurocientista mais citado e um dos mais respeitados da América Latina. Nascido na Argentina, ele mora no Brasil há 40 anos e foi naturalizado brasileiro em 1981. Hoje coordena o Centro de Memória do Instituto do Cérebro da PUC-RS.Suas pesquisas ajudaram a entender os diferentes tipos de memória e a desmistificar a ideia de que áreas específicas do cérebro se dedicariam de maneira exclusiva a um tipo de atividade.Ele falou à Folha durante o Congresso Mundial do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu esta semana, em Buenos Aires. Izquierdo foi o homenageado desta edição do congresso.Na entrevista, o cientista fala sobre a utilidade de memórias traumáticas, sua descrença em métodos que prometem apagar lembranças e diz que a psicanálise foi superada pelos estudos de neurociência e funciona hoje como mero exercício estético.É possível apagar memórias?É possível evitar que uma memória se expresse, isso sim. É normal, é humano, inclusive, evitar a expressão de certas lembranças. A falta de uso de uma determinada memória implica em desuso daquela sinapse, que aos poucos se atrofia.Fora disso, não dá. Não existe uma técnica para escolher lembranças e então apagá-las, até porque a mesma informação é salva várias vezes no cérebro, por um mecanismo que chamamos de plasticidade. Quando se fala em apagamento de memórias é pirotecnia, são coisas midiáticas e cinematográficas.O senhor trabalha bastante com memória do medo. Não apagá-las é uma pena ou algo a ser comemorado?A memória do medo é o que nos mantém vivos. É a que pode ser acessada mais rapidamente e é a mais útil. Toda vez que você passa por uma situação de ameaça,a informação fundamental que o cérebro precisa guardar é que aquilo é perigoso. As pessoas querem apagar memórias de medo porque muitas vezes são desconfortáveis, mas, se não estivessem ali, nos colocaríamos em situações ruins.Claro que esse processo causa enorme estresse. Para me locomover numa cidade, meu cérebro aciona inúmeras memórias de medo. Entre tê las e não tê-las, prefiro tê-las, foram elas quem e trouxeram até aqui, mas se pudermos reduzir nossa exposição a riscos, melhor. O problema muitas vezes é o estímulo, não a resposta do medo. Mas algumas memórias de medo são paralisantes, e podem ser mais arriscadas do que a situação que evitam.Como lidar com elas?Antes parado do que morto. O cérebro atua para nos preservar, essa é a prioridade. Claro que esse mecanismo é sujeito a falhas. Se entendemos que a resposta a uma memória de medo é exagerada,podemos tentar fazer com que o cérebro ressignifique um estímulo. É possível, por exemplo, expor o paciente repetidas vezes aos estímulos que criaram aquela memória, mas sem o trauma. Isso dissocia a experiência do medo.Isso não seria parecido com o que Freud tentava fazer com as fobias?Sim, Freud foi um dos primeiros a usar a extinção no tratamento de fobias, embora ele não acreditasse exatamente em extinção.Com a extinção,a memória continua, não é apagada, mas o trauma não está mais lá. Mas muitos neurocientistas consideram Freud datado. Toda teoria envelhece. Freud é uma grande referência, deu contribuições importantes.Mas a psicanálise foi superada pelos estudos em neurociência, é coisa de quando não tínhamos condições de fazer testes, ver o que acontecia no cérebro.Hoje a pessoa vai me falar em inconsciente? onde fica?Sou cientista, não posso acreditar em algo só porque é interessante. Para mim, a psicanálise hoje é um exercício estético, não um tratamento de saúde. Se a pessoa gosta, tudo bem, não faz mal, mas é uma pena quando alguém que tem um problema real que poderia ser tratado deixa de buscar um tratamento médico achando que psicanálise seria uma alternativa.E outros tipos de análise que não a freudiana?Terapia cognitiva, seguramente. Há formas de fazer o sujeito mudar sua resposta a um estímulo.O senhor veio para o Brasil com a ditadura na Argentina. Agora, vivemos um processo no Brasil que alguns chamam de golpe, é uma memória em disputa. O que o senhor acha disso enquanto cientista?Eu vim por conta de uma ameaça. Não considero um golpe, mas é um processo muito esperto. Mudar uma palavrares significa toda uma memória. Há de fato uma disputa de como essa memória coletiva vai ser construída. A esquerda usa o termo golpe para evocar memórias de medo de um país que já passou por um golpe. Conforme essa palavra é repetida, isso cria um efeito poderoso. Ainda não sabemos como essa memória será consolidada, mas a estratégia é muito esperta.Fonte: Folha de S.Paulo Online -

” falha em mais um teste
A fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, teve mais um resultado negativo na série de testes encomendada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O trabalho, divulgado nesta sexta-feira (17), mostrou que a substância não é capaz de combater câncer de pâncreas e melanomas nem em alta concentração. O composto também mostrou desempenho desanimador em células de câncer de pulmão.Feito com fosfoetanolamina produzida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), trata-se do sétimo estudo com resultados pouco animadores sobre o potencial da substância no tratamento do câncer. A reportagem apurou que o resultado foi considerado tão desanimador que, em reunião realizada com o grupo de especialistas no MCTI, foi sugerida até a interrupção dos trabalhos.A proposta, no entanto, não foi aceita. Parte dos integrantes do grupo considera necessária a realização de outros estudos para indicar se a fosfoetanolamina tem de fato algum tipo de ação no organismo. “Pode haver até uma ação anti-inflamatória ou analgésica. Mas os trabalhos mostram que, para os tipos de câncer avaliados até agora, ela não é eficaz”, afirmou um integrante do comitê, sob condição de anonimato.Diretor-geral do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo, o oncologista Paulo Hoff afirma que o resultado, por si só, não é suficiente para interromper os estudos. “Temos de construir um prédio, estamos ainda nos alicerces”, avaliou.Sem milagresHoff reconheceu, no entanto, que os resultados até agora reunidos indicam que o produto não é milagroso como alguns pacientes avaliavam ser. “O debate sobre essa substância é ainda muito carregado de emoções. Precisamos dar um passo atrás. E observar que, estudos pré-clínicos, laboratoriais, em animais, apresentam limitações”, completou.Consultados, Ministério da Saúde e MCTI afirmaram que pesquisas com a “pílula do câncer” vão continuar e os resultados obtidos até o momento são iniciais. O governo federal não é o único a fazer pesquisas.Hoff, por exemplo, deverá conduzir uma avaliação, um misto de exames fase 1 e fase 2, para avaliar o impacto da substância em pacientes com câncer. O trabalho será com um número pequeno de voluntários. “O grupo já está formado”, contou. A pesquisa aguarda apenas a chegada da fosfoetanolamina, sintetizada pelo laboratório PDT Pharma. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)Fonte: Uol Saúde -

Em busca de um modelo sustentável
A sustentabilidade dos sistemas de saúde é hoje um desafio mundial e, em especial, para o Brasil que vive várias transições (epidemiológica, nutricional, tecnológica e demográfica) e um subfinanciamento crônico.No campo epidemiológico, o país tem uma tríplice carga de doenças: infecciosas (como dengue e zika), crônicas (cardiovasculares e câncer) e de causa externa (acidentes e ferimentos a bala).A transição demográfica (em 2030 haverá mais brasileiros acima de 60 anos do que abaixo de 14 anos) e o aumento da obesidade,além dos custos crescentes, impõem a busca por novos modelos.Há uma unanimidade no setor de que é preciso uma mudança na atenção à saúde, hoje focada na doença e não na prevenção,ena forma de remunerar os prestadores de serviços. Os sistemas público e privado remuneram pela quantidade de procedimentos e não pela qualidade.Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em vários países há sistemas públicos de saúde eficazes. Em geral, eles investem até três vezes mais que o Brasil, cujo gasto público em saúde corresponde a 4,7% do PIB.PAÍSESO Canadá, por exemplo, possui um gasto público em saúde correspondente a 8% de seu PIB. Os médicos do “SUS” não são funcionários públicos, apesar de pagos pelo governo. A maioria dos atendimentos financiados pelo sistema é oferecida na iniciativa privada. Quase não existe competição entre o sistema público e o privado, já que os planos não podem oferecer os mesmos serviços ofertados na rede pública.O Reino Unido possui um gasto público em saúde correspondente a 8,2% de seu PIB. O sistema do país, criado na Segunda Guerra, é considerado um exemplo de atenção à saúde básica.Para ira um especialista, é preciso passar antes por um clínico geral, que é a referência do paciente dentro do sistema e que resolve até 90% dos casos. Esses médicos podem ganhar um dinheiro extra se os pacientes permanecerem saudáveis.Já a França possui um gasto público em saúde correspondente a 9,3% do PIB. A cadeia montada para gestantes, quedá incentivos financeiros para que pessoas de baixa renda busquem acompanhamento médico regular, é um exemplo internacional.O SUS francês mistura seguro público com contribuições na folha de salários. Em boa parte dos casos, o atendimento não é gratuito, mas o governo reembolsa a despesa.Fonte: Folha de S.Paulo -

Adultos podem desenvolver deficit de atenção, diz pesquisa brasileira
Não é só durante a infância que podem surgir sintomas do transtorno do defict de atenção e hiperatividade (TDAH), de acordo com um novo estudo brasileiro.A pesquisa aponta que, ao contrário do que estabelece o DSM, manual de psiquiatria americano usado como referência em diversos países, o TDAH poderia surgir em adultos que não apresentaram sintomas até a puberdade.O estudo, publicado em maio no “Journal of the American Medical Association – Psychiatry”, acompanhou mais de quatro mil pessoas dos 11 aos 18 anos de idade. No início da pesquisa, 8,9% dos participantes foram diagnosticados com TDAH. No fim, aos 18 anos, 12,2% tinham o transtorno.Excluindo indivíduos que apresentavam fatores que podiam influenciar no resultado, como por exemplo o abuso de drogas, os pesquisadores chegaram a um total de 6,3% de adultos com TDAH.O interessante é que somente 17,2% das crianças com o transtorno continuaram apresentando sintomas na idade adulta e apenas 12,6% dos adultos com o problema o tinham na infância. A preponderância de meninos com deficit de atenção também se inverteu na idade adulta, quando o problema acometeu mais mulheres.MÉRITO DOS PAISMuita coisa pode explicar essa disparidade. É possível, por exemplo, que pais cuidadosos e estímulos ambientais amenizem um defict de atenção na infância. Já na idade adulta, quando a cobrança aumenta, seria mais difícil mascarar os sintomas.“Mas também é possível que estejamos diante de dois problemas distintos. O TDAH adulto pode ser independente do infantil”, explica Luis Augusto Rohde, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um dos autores do estudo.Rohde foi o único brasileiro convidado pela Associação de Psiquiatria Americana para elaborar a última versão do DSM. Ele falou à Folha durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, que aconteceu nesta semana, em Buenos Aires, na Argentina.Longe das obrigações escolares, o defict de atenção ganha contornos mais graves. “Pesquisas apontam que adultos com TDAH se envolvem em mais acidentes de trânsito, brigas, são mais propensos a serem presos, a contraírem doenças sexualmente transmissíveis, a largarem os estudos. São, em suma, pessoas mais impulsivas e com dificuldades em lidar com as exigências da vida adulta”, diz o psiquiatra Ernesto Martínez, da Universidad del Norte, na Colômbia.“Talvez o maior problema do adulto com esse tipo defict seja a dificuldade em prospectar consequências futuras e em sentir prazer com planos”, diz o neurologista André Palmini, da PUC do Rio Grande do Sul. “Pesquisas mostram que um adulto normal pode ter seu sistema de recompensa ativado diante da possibilidade de conquistar algo. Quem tem TDHA só sente prazer quando o prêmio de fato chega”.Isso tornaria os portadores da síndrome mais imediatistas. Vivendo mais “da mão para a boca”, por assim dizer. “É como se o cérebro dessa pessoa fosse eternamente adolescente”, conclui Palmini.O tratamento para adultos é semelhante ao das crianças. Envolve medicamentos (sendo a Ritalina o mais difundido) e práticas complementares como treinamento cognitivo e meditação, usados para diminuir a dispersão.DOPING INTELECTUALMas será que todo mundo que acha que tem defict de atenção de fato tem? Será que não estamos vivendo em um mundo propenso a distrações e com expectativas irreais de produtividade?Com certeza, diz Rohde. “Há dez anos, era raro eu atender um paciente que achasse que tinha a síndrome e não tinha de fato. Hoje, se me chegam dez pessoas, três ou quatro devem ter um problema real”.Para ele, o mito da produtividade plena e a expectativa de que sejamos multitarefa faz com que muitos busquem tratamento para doenças inexistentes.“Recebi um paciente que trabalhava no mercado financeiro e precisava acompanhar vários monitores ao mesmo tempo, com informações de diversos mercados. Às vezes ele perdia detalhes e isso acarretava em perdas milionárias. Mas ele nunca havia tido problemas de atenção anteriormente e não os tinha em outras atividades, era uma coisa localizada. Essa pessoa tem TDAH? Não, ela está se propondo a fazer uma coisa que poucos conseguiriam. Nossa capacidade de atenção é naturalmente limitada, e varia de pessoa para pessoa”, diz Rohde.Uma questão espinhosa é se seria ético tomar remédios para TDAH sem ter o problema, apenas para aumentar a produtividade. “Não há pesquisas conclusivas sobre o quanto essas drogas podem ajudar pessoas normais. É possível que muito do benefício seja placebo”, diz Rohde.“É claro que o trabalhador que toma Ritalina vai produzir mais, e isso pode não ser justo com aquele que não toma. Mas não é assim com outras coisas? Com cirurgia plástica, por exemplo?”, questiona Palmini. Para ele, se o médico explica os riscos, sobretudo ao coração, e o paciente decide tomar, não há problemas éticos em receitar.“Em medicina trabalhamos com uma equação de riscos contra benefícios. Em uma pessoa que tem o transtorno, os benefícios mais do que compensam os riscos. Em uma pessoa saudável, essa conta pode não fechar”, explica.“A questão é pensar até que ponto enquanto sociedade queremos ser máquinas de produtividade. O quanto isso não vai trazer mais sofrimento do que benefício”, conclui.Fonte: Folha de São Paulo -

Projeto brasileiro inicia mapa genético da zika e já detecta mutações
Pesquisadores brasileiros e ingleses concluíram nesta quinta-feira (16) a coleta de 1.200 amostras de sangue de pacientes de seis Estados para um estudo inédito do genoma do vírus da zika. O projeto-piloto vai realizar agora um mapeamento genético completo do vírus, que deve ter resultados até o final de julho.Com a análise do sangue coletado será possível saber a origem, entender as mutações ocorridas desde sua chegada e determinar, por exemplo, relações entre o vírus que circula no Brasil e os problemas neurológicos detectados, como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.Por quinze dias (entre os dias 2 e 16 de junho), o laboratório móvel de análise genômica visitou cinco Estados do Nordeste: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia. Além disso, também recebeu coletas de sangue do Mato Grosso.Segundo o pesquisador da Fiocruz e um dos coordenadores do projeto, Luiz Alcântara, o vírus foi detectado em 12% das 1.200 amostras coletadas, que vieram, na maioria dos casos, de laboratórios estaduais e foram colhidas de pacientes que tiveram exame clínico conclusivo de doença com exantemas (manchas vermelhas no corpo) e suspeita de zika.“Essas coletas foram feitas em pacientes apenas pelo perfil clínico, sem diagnóstico molecular. Os laboratórios centrais dos Estados ainda não têm como fazer esse diagnóstico molecular. Eles colhem o sangue e enviam para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, que não consegue atender a demanda”, disse.O projeto Zibra (Zika in Brasil Real Time Analysis, ou análises em tempo real do vírus da zika no Brasil, em tradução livre) é uma parceria entre Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Bahia, Instituto Evandro Chagas, Ministério da Saúde e duas universidades do Reino Unido. Pesquisadores australianos e dos Estados Unidos também colaboram.As primeiras conclusões serão apresentadas nesta sexta-feira (17) a especialistas durante simpósio internacional em Salvador, mas o pesquisador da Fiocruz já adiantou que o vírus que circula no Brasil agrupa-se com os identificados na Ásia, embora forme um grupo diferente.Agora estamos estudando a genética viral para entender a dispersão do vírus e saber se tem alguma alteração dessa sequência que explique a microcefalia e outras sequelas neurológicasVírus mutanteO professor de doenças infecciosas da Universidade de Oxford Nuno Faria, que também coordena a pesquisa, ressalta que o volume do material compilado também deve ajudar a conhecer melhor o vírus, conhecido por suas rápidas e constantes mudanças genéticas.“Se tivermos amostras de pacientes infectados no mesmo dia, num mesmo lugar, podemos ter um vírus igual. Mas se foram colhidas com um mês de diferença ou em outro local é mais garantido que vamos encontrar mutações em relação ao vírus”, explicou.Segundo Faria, as mudanças nem sempre significam um vírus mais perigoso, mas demonstram uma capacidade comum aos vírus de se adaptar a novos ambientes. “Muitas dessas mudanças são deletérias, ou seja, como não vão servir para o vírus e serão eliminadas. Em questão de tempo, só ficarão as vantajosas. Ainda não sabemos exatamente como são essas mutações”, disse.Difundir testes rápidosOs pesquisadores usam o minION, um aparelho criado por uma empresa da universidade inglesa de Oxford, que faz o diagnóstico e sequenciamento do vírus da zika. Um dos objetivos do projeto é difundir o aparelho em larga escala e treinar pessoas para usá-lo permitindo que os laboratórios estaduais façam testes rápidos de zika.“É um aparelho barato, que custa US$ 1.000. Vamos mostrar a importância dele aos laboratórios e ao Ministério para que seja comprado”, disse Alcântara.Fonte: Uol Saúde -

Ministério estuda ampliar a vacinação contra HPV no País
Rio de Janeiro – O Ministério da Saúde estuda a ampliação do público-alvo para a vacinação contra HPV, vírus responsável pelo câncer de colo de útero, segundo tipo mais comum de câncer entre mulheres. Hoje, meninas de 9 a 13 anos e mulheres com HIV até os 26 anos são vacinadas na rede pública. O grupo de trabalho, que reúne técnicos do ministério, representantes de sociedades médicas e pesquisadores, define até o fim do ano quem serão os próximos beneficiários. Os integrantes do grupo revisarão resultados de estudos sobre o impacto da vacinação em meninos, homens com HIV e pacientes imunodeprimidos.“O grupo de trabalho começará a reunir-se em agosto para que possamos pensar, em curto prazo de tempo, quem deverá ser incluído como estratégia de saúde pública”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues. Ela participou, na manhã de ontem, do lançamento da campanha Onda Contra o Câncer, sobre a importância da vacinação contra HPV, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), realizada em São Paulo.Baixa adesãoA vacinação, neste ano, está abaixo do esperado. Em 2015, 92% das meninas tomaram as duas doses da vacina – para garantir a imunização, é necessário repetir a aplicação da vacina seis meses depois da primeira dose. Neste ano, 43% das meninas de 9 a 11 anos tomaram a segunda dose.O ministério vai propor que os municípios intensifiquem a campanha de vacinação nas escolas, uma vez que adolescentes frequentam menos consultórios médicos e postos de saúde. A vacinação nas escolas públicas e particulares é feita por profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e esbarra na dificuldade de logística para o deslocamento de funcionários e falta de pessoal. “Temos de buscar estratégias que melhorem a cobertura”, afirmou Carla.A preocupação é maior com a Região Norte, onde a cobertura é ainda mais baixa do que no restante do País. “São Estados com maior prevalência de HPV e onde as meninas iniciam a vida sexual mais cedo”, disse a coordenadora.Outra dificuldade é a resistência de pais e mães com a vacinação a partir dos 9 anos, já que as meninas estariam longe de iniciar a vida sexual. “É importante tomar a vacina quando ela é mais eficaz. Estudos mostram que quanto mais cedo a criança recebe a vacina, maior é a produção de anticorpos e mais ela estará protegida”, afirmou.Para a presidente da SBIm, Isabella Ballalai, é importante dissociar a ideia de que tomar a vacina tenha a ver com vida sexual precoce. “A primeira vacina que o bebê toma quando nasce é contra uma doença sexualmente transmissível, a hepatite B; 23% das meninas no início da atividade sexual com um parceiro já têm lesão no colo do útero, que dirá a infecção”, afirmou ela.ConscientizaçãoA SBIm lançou ainda a segunda fase da campanha Onda Contra o Câncer (www.ondacontracancer.com.br). Pelas redes sociais, serão divulgadas mensagens voltadas para o público jovem, famílias, professores e médicos. No ano passado, em apenas três meses de campanha, as menções positivas sobre a vacinação passaram de 17,5% das postagens para 34,5%.Fonte: Uol Saúde -

CRF/AL participa de Encontro Norte-Nordeste de Fiscalização
A diretoria do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) participou no último final de semana do Encontro Regional de Fiscalização (Eref) do Norte e Nordeste promovido pelo Conselho Federal de Farmácia. O evento que aconteceu em João Pessoa, no estado da Paraíba teve como tema “CFF e CRFs: Trabalhando na Excelência da Fiscalização – Vamos Construir Juntos”, e reuniu profissionais que atuam na fiscalização para alinhar os procedimentos adotados e discutir as melhores formas de colocá-los em prática.
Durante o encontro foram apresentados temas ligados a fiscalização sob o prisma jurídico, bem como as experiências das regionais do Norte ao Sul do país. “O encontro foi muito proveitoso. Nós tivemos treinamento, discussões de proposta e deliberamos uma série de pontos para melhorar o trabalho da fiscalização dos Conselhos de Farmácia”, pontuou o presidente do CRF/AL, Alexandre Correia.
Segundo o vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio o evento só fortalece a importância que os Conselhos tem para os profissionais, já que eles tem o papel de proteger a sociedade e os farmacêuticos empenhados no cumprimento das normas éticas. “Acredito que esse evento trouxe uma forma linear de se trabalhar com a fiscalização, claro que respeitando as particularidades de cada região. Temos que exigir o cumprimento da nossa legislação”, confirmou.
Fonte: Ascom/CRF-AL
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PÓS-GRADUAÇÃO EM FARMACOLOGIA CLÍNICA
O CRF-AL em parceria com o IBRAS, traz para Maceió a TERCEIRA TURMA de pós-graduação em Farmacologia Clínica com ênfase em PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA.O valor da pós será de 24 vezes de 320 reais (esse valor só poderá ser feito em uma turma com 50 inscritos). Em cima desse valor será aplicado o desconto de 30 reais para pagamento em dia e para quem for inscrito no CRF.As inscrições começam em Janeiro, no CRF-AL. O valor da matrícula será de 150 reais, mas para quem estiver em dia com o CRF-AL terá um desconto de 20% na matrícula.Caso não seja atingido o número suficiente de inscritos para a abertura da turma, o valor será devolvido integralmente.MAIORES INFORMAÇÕES ATRAVÉS DO NÚMERO 99603-9110(João Neto) -

Memento Fitoterápico estimula uso de plantas medicinais
A Anvisa vai publicar um documento específico para orientar a prescrição de fitoterápicos no Brasil. Nesta terça-feira (14/6), os diretores da Agência aprovaram o Memento Fitoterápico, que reúne informações sobre o uso terapêutico e características botânicas de plantas medicinais. O Memento é um dos Compêndios da Farmacopeia Brasileira e traz as informações que o profissional precisa para avaliar a necessidade de prescrição para o paciente.O documento contém 28 monografias com informações detalhadas sobre a família, nomenclatura popular e a parte utilizada da planta, além de contraindicações, precauções de uso, efeitos adversos, interações medicamentosas, vias de administração e posologia. Deste total, 17 monografias estão na Lista de Plantas Medicinais de Interesse do SUS (Renisus).A expectativa do diretor Ivo Bucaresky, relator da matéria, é de que o Memento se torne uma fonte de informação útil para a sociedade e, principalmente, para os profissionais da área de saúde, para orientar a prescrição. “Seu uso ampliará o espaço para os fitoterápicos enquanto alternativa terapêutica, de baixo custo e fácil acesso. Também apresenta importante impacto ambiental e social por promover o uso de recursos não madeireiros da flora brasileira”, explica Bucaresky.O Brasil é visto em destaque na questão dos fitoterápicos por possuir um terço da flora mundial, além do fato de a Amazônia ser a maior reserva de produtos naturais com ação fitoterapêutica do planeta. Esta intensa presença vegetal favorece as pesquisas e o próprio desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos no país.Fitoterápicos e desenvolvimentoDados extraídos do banco IMS Health/PPP mostram que o mercado de fitoterápicos brasileiro é economicamente relevante e apresenta potencial de crescimento. Em 2014, foram vendidas aproximadamente 56 milhões de unidades, faturando um total de R$ 1,1 bilhão de reais. Estes números representam 1,9% em unidades e 2,8% em faturamento da participação dos fitoterápicos no mercado total de medicamentos.A fitoterapia faz parte da agenda de politicas do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como uma de suas ações de maior destaque a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Desde 2006 o Ministério da Saúde disponibiliza opções terapêuticas e preventivas aos usuários do SUS, dentre elas o uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Um grande número de municípios e estados brasileiros já fazem uso da fitoterapia em suas redes de saúde.Fonte: Anvisa -

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