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  • País já registra 71 mortes por H1N1; destas, 55 ocorreram em SP

    País já registra 71 mortes por H1N1; destas, 55 ocorreram em SP

    O Brasil já registra 71 mortes por complicações pelo vírus da gripe A (H1N1), segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (4). Deste total, 55 ocorreram em São Paulo, Estado que registra um avanço de casos graves ligados ao vírus ainda antes do inverno, segundo autoridades de saúde. Os dados foram contabilizados até o dia 26 de março. O número de mortes por H1N1 neste ano já é quase o dobro do registrado em todo o ano de 2015, quando houve 36 óbitos após complicações dos sintomas. Em 2014, foram 163.
     
    Além de São Paulo, também houve mortes registradas em Santa Catarina (três casos), além de Ceará, Bahia e Minas Gerais (dois casos cada). Também houve mortes no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Pará (um registro cada).
     
    Em nota, o Ministério da Saúde diz que está monitorando os casos de H1N1 nestes Estados junto com as vigilâncias locais.
     
    CASOS GRAVES
     
    Ao todo, o país já registra 444 casos de Srag (síndrome respiratória aguda grave) ligada ao H1N1, que ocorre quando há complicações dos sintomas da gripe, como falta de ar.
     
    O número representa um aumento de 45% em relação ao último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, com dados até 19 de março, quando havia 305 registros.
     
    No país, São Paulo concentra o maior número de registros destes atendimentos na rede de saúde -foram 372 pacientes até 26 de março.
     
    A notificação dos casos de gripe no país é feita por meio de dois tipos de monitoramento. Um deles é a vigilância sentinela, modelo que monitora os tipos de vírus da gripe em circulação por meio de amostras coletadas de uma parte dos pacientes atendidos em hospitais de referência.
     
    Hoje, não há uma notificação obrigatória de casos de gripe no país, devido à impossibilidade de registrar todos os casos, segundo o governo. Um segundo monitoramento, assim, ocorre apenas para os casos graves, a chamada Srag, quando o paciente é internado com complicações dos sintomas. A orientação é que todas as internações por esse motivo sejam informadas pelos hospitais às secretarias de saúde.
     
    Além de São Paulo, há registros de casos graves por H1N1 em outros 13 Estados e no Distrito Federal. São eles: Santa Catarina (22), Bahia (9), Paraná (7), Pernambuco (5), Goiás (5), Distrito Federal (5), Minas Gerais (3), Ceará (3), Pará (3), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (2), Mato Grosso (2), Mato Grosso do Sul (1) e Espírito Santo (1).
     
    VACINAÇÃO
     
    Apesar dos registros, ainda não é possível falar em uma situação de avanço do H1N1 em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. Em entrevista à Folha na quinta-feira (31), o diretor de doenças transmissíveis da pasta,Cláudio Maierovitch, lembra que há casos e mortes registradas por H1N1 todos os anos. “A questão é observarmos um aumento na quantidade de casos nos Estados”, afirma.
     
    Entre os Estados que já confirmam esse aumento está São Paulo e Santa Catarina, por exemplo. O Distrito Federal também informa estar em “alerta” para um possível aumento de casos.
     
    Neste ano, a campanha de vacinação contra a gripe está programa para ocorrer entre 30 de abril e 20 de maio no país. Em São Paulo, a vacinação será antecipada e inicia nesta segunda-feira, com a imunização de profissionais de saúde. Em seguida, devem ser vacinados a partir do dia 11 outros grupos prioritários: crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, gestantes e idosos.
     
    Para prevenir os casos, o Ministério da Saúde recomenda que sejam adotadas medidas de higiene como lavar as mãos com frequência e evitar locais com aglomeração de pessoas.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Alternativa ao transplante

    Alternativa ao transplante

    Células- tronco regeneram órgão com insuficiência. Dose diária de vitamina D faz coração fraco funcionar melhor. Uma nova possibilidade de tratamento com células-tronco pode dar esperança a quem sofre de insuficiência cardíaca grave, quando, muitas vezes, nem o transplante de coração é uma saída. O maior estudo já realizado sobre o tema foi apresentado ontem no encontro anual do Colégio Americano de Cardiologia, nos EUA, e mostra que, ao longo de um ano, um tratamento feito com células-tronco retiradas da medula óssea do próprio paciente reduziu em 37% o número de mortes e hospitalizações, em comparação com um grupo de pessoas tratadas com placebo.
     
    — Este é o primeiro ensaio de terapia celular que mostra como isso pode ter um impacto significativo na vida dos pacientes com insuficiência cardíaca. Nos últimos 15 anos, muitos têm falado sobre o que a terapia celular pode fazer, e agora nossos resultados sugerem que ela realmente funciona — afirma o principal autor do estudo, Amit Patel, diretor de Medicina Regenerativa Cardiovascular da Universidade de Utah.
     
    Os pesquisadores coletaram dois tipos de células- tronco da medula óssea: mesenquimais e macrófagos M2. Estas foram cultivadas e expandidas em laboratório e, depois, injetadas por meio de cateter — sem cirurgia — diretamente no coração de 60 pessoas com insuficiência cardíaca em fase terminal. Outros 66 pacientes foram tratados com placebo, sendo todos escolhidos de forma aleatória. O total de 126 participantes foi encontrado em 31 hospitais espalhados pelos Estados Unidos. Todos desenvolveram insuficiência a partir de doenças isquêmicas, como as que surgem após um infarto do miocárdio, por exemplo.
     
    MENOS DE DUAS HORAS DE PROCEDIMENTO 
     
    Em média, o procedimento por cateter levou menos de duas horas, e os pacientes que não tiveram complicações receberam alta no dia seguinte. Além de um número menor de mortes nos 12 meses que se seguiram à injeção de células- tronco, o estudo indica uma redução na necessidade de assistência hospitalar. Entre os pacientes que não fizeram o tratamento, 82% precisaram ir ao hospital nesse mesmo período. Enquanto isso, apenas 51% dos que fizeram a terapia celular tiveram essa necessidade.
     
    Publicada na revista “Lancet”, a pesquisa utilizou as células mesenquimais e macrófagos M2 porque estudos pré-clínicos sugeriram que elas têm a capacidade de remodelar o coração: aumentam o tecido cardíaco e diminuem sua inflamação.
     
    De acordo com o médico do Hospital Pró-Cardíaco e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Evandro Tinoco, que está nos EUA participando do congresso, os resultados se mostram promissores.
     
    — O tratamento padrão hoje, para quem está em estágio avançado de insuficiência, é o transplante. Mas muitas pessoas buscam uma alternativa, por não serem candidatas a transplante devido à idade ou outras condições. Este estudo mostra que existe uma boa alternativa, aparentemente viável — diz o cardiologista — Não há dúvida de que seja essa a expectativa dos médicos a longo prazo: substituir o transplante por terapias regenerativas, com célulastronco. Há alguns anos não temos uma notícia realmente boa e promissora como a que esta pesquisa traz. 
     
    150 MIL MORTES POR ANO NO BRASIL 
     
    A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear corretamente o sangue. Reverter esse quadro é essencial: 23 milhões de pessoas no mundo — e cerca de três milhões no Brasil — sofrem de insuficiência. As doenças do coração são responsáveis por um terço das mortes de brasileiros, e, entre elas, a insuficiência cardíaca aparece como terceira principal causa. Estimase que 150 mil pessoas morram por ano no Brasil devido a insuficiência.
     
    — Os dados que temos mostram que menos de um quinto dos brasileiros que têm insuficiência cardíaca estarão vivos daqui a cinco anos. É uma mortalidade muito alta, maior do que a de muitos cânceres em estágio avançado — afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Bolívar Malachias, que também está no encontro americano. — Os resultados desta nova pesquisa são interessantes, mas não definitivos. Ao longo das últimas duas décadas, vimos muitas pesquisas, inclusive no Brasil, indicando resultados bastante erráticos, como terapias que funcionavam bem para alguns pacientes, mas que não faziam efeito em outros do mesmo perfil. Agora, abre- se a possibilidade de um novo tratamento, mas ele ainda está longe de ser uma realidade.
     
    Para alcançar resultados mais consistentes, o estudo liderado pela Universidade de Utah segue agora para a fase 3 de pesquisa, na qual buscará um grupo maior de participantes.
     
    Fonte: O Globo
     
     
     
  • Genéricos se consolidam na crise

    Genéricos se consolidam na crise

    Levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health, demonstram claramente que os consumidores vem substituindo produtos de referência pelos sem marca. “Os genéricos superaram obstáculos como desconfiança por parte de médicos e pacientes e se tornam agora aliados das famílias brasileiras nestes tempos difíceis”, afirma Telma Salles, presidente executiva da entidade.
     
    Na comparação entre fevereiro de 2015 e 2016, as vendas de genéricos apresentaram um salto de 19,9%. Foram vendidos em fevereiro de 2016 80,9 milhões de unidades, contra 67,5 milhões no mesmo mês do ano passado. “Trata-se do maior salto de crescimento registrado nos últimos 3 anos pelo setor e reflete diretamente o momento do país, em que a queda na renda e no consumo ditam as regras na economia”, analisa Salles.
     
    No acumulado do ano o crescimento em unidades foi de 13,91%. Nos 2 primeiros meses do ano passado foram comercializadas 139,5 milhões de unidades sendo que neste ano as vendas atingiram a marca de 162,2 milhões.
     
    Insuficiente
     
    As vendas de genéricos em fevereiro de 2016 movimentaram R$453,9 milhões, contra R$406,4 no ano anterior, o que representa uma evolução de 11,7%. “Se considerarmos o impacto do dólar nos custos de produção de medicamentos, aumentos significativos na energia, custos de mão de obra e uma inflação acumulada de praticamente 11%, estamos andando de lado. Infelizmente a indústria começa a rever novos projetos, investimentos em pesquisa, lançamentos de medicamentos e, em alguns casos, a cortar mão de obra”, ressalta a executiva.
     
    Para a executiva, embora o reajuste de medicamentos seja importante para dar fôlego ao setor, a dificuldade do consumidor em absorver novos custos pode fazer com que o mesmo seja inócuo. “O reajuste pode ter um efeito paliativo, representar mais combustível para o setor a médio prazo, mas não deve se sustentar ao longo do ano e deveremos ter dificuldades se nada de positivo ocorrer”, conclui.
     
    Fonte: Portal Snif Brasil
  • USP fecha laboratório da

    USP fecha laboratório da

    O laboratóriodo IQSC-USP (Instituto de Química de São Carlos, da USP) no qual estava sendo produzida a fosfoetanolamina, suposta “pílula do câncer”, foi fechado nesta sexta-feira (1º).
     
    A medida foi tomada pela universidade porque o único funcionário responsável por sintetizar a molécula foi deslocado temporariamente para um laboratório de Cravinhos (SP), onde serão produzidas remessas das pílulas que servirão para testes preliminares de sua eficácia em seres humanos.
     
    A USP afirmou que a patente da fosfoetanolamina é de propriedade de um professor aposentado da universidade — o químico Gilberto Chierice—e do servidor antes mencionado, “de modo que a USP não pode produzir a substância, sob pena, inclusive, de responsabilização penal dos envolvidos”.
     
    A universidade afirmou ainda, em nota, que “não é um aindústria química ou farmacêutica e que não tem condições de produzir a substância em larga escala”.
     
    A Folha apurou que apenas três pessoas conheciam bem o processo de produção da“fosfo”, como ficou conhecida a substância: Chierice e dois técnicos que trabalhavam com ele. Um deles aderiu ao programa de demissões voluntárias da USP e não está mais na universidade.
     
    O outro,Salvador Claro Neto, que fez seu doutorado em química sob orientação de Chierice, era o responsável por abastecer a demanda pela molécula gerada pela onda de decisões judiciais que surgiu a partir de 2015.
     
    Diversas liminares passaram a determinar que a USP fornecesse a fosfoetanolamina a pacientes com câncer, mesmo sem dados científicos que corroboras sem sua eficácia e segurança como medicamento contra a doença.
    Desde então,tanto o governo federal quanto o do Estado de São Paulo se mobilizaram para tentar testar cientificamente a ação da pílula.
     
    Já o governo paulista determinou que o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) conduzisse ensaios clínicos com a molécula num grupo inicial de dez pacientes humanos, que poderá ser ampliado caso haja bons resultados.
     
    Para que esses testes possam começar,a Secretaria de Saúde de São Paulo remanejou Claro Neto temporariamente para o laboratório PDT Pharma, em Cravinhos, que ficará responsável por produzir a “fosfo”utilizada nos ensaios clínicos. Segundo a assistência técnico-administrativa do IQSC, depois que o químico auxiliar o laboratório nesse processo, poderá voltar a produzir a molécula em São Carlos.
     
    Em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo no interior do Estado,Claro Neto declarou que deverá passar cerca de um mês fora de São Carlos. “Nós estamos num vácuo. A ida para Cravinhos equivale a parar de fazer para 400 pessoas para fazer para 13 mil”, disse ele.
     
    Impurezas Enquanto isso, porém, a USP não está mais cumprindo as ordens judiciais de fornecer as pílulas aos pacientes. Isso fez com que doentes, seus advogados e familiares tentassem obter a fosfoetanolamina indo diretamente ao laboratório do IQSC nos últimos dias, sem sucesso.
     
    Embora Chierice tenha afirmado que o método de produção das pílulas desenvolvido por seu grupo permite obter a “fosfo” com “altíssimo grau de pureza”,não foi isso o que mostraram avaliações independentes das pílulas, realizadas por pesquisadores da Unicamp a pedido do governo federal.
     
    Segundo tais análises, as pílulas não possuem a massa indicada (supostamente seriam 500 mg, mas a média real fica em torno de 300 mg) e seu conteúdo é uma mistura de componentes—a fosfoetanolamina propriamente dita corresponde a apenas uns 30% do que está presente na pílula.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • ” contra vírus H1N1

    ” contra vírus H1N1

    São Paulo – Após aprender a conviver com os cuidados para evitar a contaminação com o vírus zika, as gestantes ganharam uma nova preocupação: prevenir-se do surto antecipado de H1N1. Repelente e álcool em gel viraram itens do dia a dia das grávidas, que fazem parte do grupo de risco para as duas doenças. Para evitar a gripe, que já fez 55 vítimas no Estado de São Paulo, elas também enfrentam a saga para conseguir a vacina, em falta em várias clínicas.
     
    No fim do ano passado, a empresária Catarina Leite de Macedo, de 35 anos, deixou de ir ao casamento da cunhada e de visitar os parentes em Pernambuco com medo da zika.”Cancelei a passagem e meus pais vieram para cá. Só saio na base do repelente, meu médico mandou usar blusa de manga, roupas claras.” Com a chegada fora de época da gripe, ela recebeu novas orientações. “Meu médico começou a mandar mensagem para todas as pacientes para a gente se vacinar. Saiu alertando.” 
     
    Foi quando começou a peregrinação para conseguir o imunizante. “Fui em seis clínicas de vacinação e só consegui na última. Fiquei quase três horas. Já tinha ligado para mais três e não tinha conseguido.” A indicação foi tomar a vacina tetravalente, mas só estava disponível a versão trivalente. Mesmo assim, ela tomou. “É o meu primeiro filho. Já perdi (bebês) duas vezes e essa gestação está sendo supermonitorada. Fiz cirurgia de tireoide e tenho de fazer consultas e ultrassons a cada 15 dias. Acontece isso só eu para ficar mais amedrontada.”
     
    Ao saber que estava grávida, a hoteleira Fernanda Guerreiro Dourado, de 29 anos, deixou de visitar os pais em Águas de São Pedro, no interior paulista, por medo dos casos de gripe em Piracicaba, cidade próxima. “Meus pais vêm todo mês para me ver. A minha filha é prioridade”, diz.
     
    Mas ela ainda não conseguiu tomar a vacina. “Entrei duas vezes na lista de espera, mas não fui vacinada. Se a clínica abre às 8 horas, as senhas já acabam uma hora antes. Tem de chegar muito cedo.” Fernanda diz que a gestação tem sido diferente do que ela imaginava. “Achei que ia andar de vestidinho. Não tenho problema, não tive enjoo, mas tenho de me preocupar com essas coisas.”
     
    Para evitar o estresse em um período que deveria ser especial, a hoteleira optou por evitar acompanhar as notícias sobre as doenças. “No começo, eu pesquisava e ficava paranoica. Agora, procuro me informar sobre os cuidados.”
     
    Orientações
     
    Ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Paola Fasano diz que as grávidas devem seguir as recomendações para evitar a contaminação tanto pelo vírus zika quanto pelo H1N1, mas sem criar uma situação de pânico. “O estresse nunca é bom. Sabemos que a informação corre rápida e de maneira descontrolada, leva a um medo. A gestação é um momento de muita expectativa e as grávidas devem conversar com o obstetra que vai colocá-las a par de tudo sobre a gestação.”
     
    Paola diz que, no caso da gripe, é importante que as gestantes evitem locais com aglomeração, mantenham as mãos higienizadas e não tenham contato com pessoas contaminadas. “O H1N1 pode ser mais perigoso no segundo e no terceiro trimestre da gestação, pois a mulher está com o abdome aumentado, o que diminui a expansão pulmonar. Se ela tiver febre, tosse e dificuldade respiratória, deve procurar um médico imediatamente”, alerta. A ginecologista afirma que já tem recomendado para pacientes máscaras ao frequentar ambientes com aglomeração e o uso do álcool em gel, além da vacinação.
     
    Graciela Morgado, ginecologista da Maternidade Pro Matre Paulista, recomenda ainda que as mulheres invistam em bons hábitos alimentares para aumentar a imunidade. “É importante ter uma dieta saudável, alimentando-se de três em três horas e se mantendo hidratada.” Ela também fala sobre a importância de não se desesperar. “A gestante deve se acalmar e não precisa ficar enclausurada.” 
     
    Desde a terceira semana de gravidez, a assessora de imprensa Carla Caroline, de 28 anos, colocou uma regra em casa: as janelas não podem ficar abertas. Usa repelente diariamente e evita roupas que deixem as pernas ou os braços expostos.
     
    A ida e a volta para o trabalho ganharam cuidados especiais. “Ando de transporte público, quando alguém tira o lenço do bolso ou espirra, entro em pânico. Faço três baldeações no metrô. Fico mais tempo na plataforma para pegar um vagão mais vazio. E saio mais tarde de casa para pegar um horário mais tranquilo.”
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Tire suas dúvidas sobre a gripe H1N1

    Tire suas dúvidas sobre a gripe H1N1

    Mortes relacionadas ao vírus cresceram rapidamente no início de 2016
     
    O aumento de casos de gripe H1N1 desde o fim do ano passado colocou população e os governos em estado de alerta, principalmente no Estado de São Paulo. Para tentar combater a propagação da doença, a campanha de vacinação foi antecipada para 11 de abril na Grande São Paulo, quando poderão ser imunizados idosos, crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos e gestantes. Os profissionais de saúde passam a receber a dose da vacina no dia 8.
     
    A infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Riba, Dra. Ana Freitas Ribeiro, esclarece algumas dúvidas:
     
    1 – Qual é a diferença entre os sintomas da gripe H1N1 em relação à gripe comum?
     
    Os sintomas gerais das gripes são febre, dor de garganta, cabeça e no corpo, coriza, mal estar e tosse seca, com início súbito. As crianças também podem apresentar náuseas e vômitos. A gripe H1N1 apresenta sintomas semelhantes aos outros tipos de gripe, mas com mais chance de complicações, como pneumonia viral ou bacteriana, sinusite, otite ou piora de condições pré-existentes, como doenças cardíaca ou pulmonar.
     
    2 – Quando deve-se procurar o médico?
     
    Todos os pacientes que apresentem quadro de gripe e façam parte do grupo de risco – gestantes, puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz), portadores de doenças crônicas, obesidade (especialmente a mórbida), síndrome de Down, doenças neurológicas e do desenvolvimento, crianças menores de 5 anos e idosos – devem procurar atendimento precocemente, preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
     
    Para os demais pacientes, as unidades de saúde devem ser procuradas imediatamente caso apareçam sintomas como falta de ar, cansaço, piora de doença crônica, persistência ou aumento da febre por mais de três dias.
     
    3 – Como é feito o tratamento?
     
    Inicialmente, o tratamento é realizado com medicamentos que aliviem alguns sintomas, repouso e líquidos. Para os pacientes com sinais de agravamento e com condições de risco para complicações, é indicada a utilização de antivirais, em especial oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu.
     
    4– Se o paciente não iniciar o tratamento rapidamente, ele corre mais riscos?
     
    De acordo com a Dra. Ana, um estudo realizado em 2009 mostrou benefício na redução de óbitos por H1N1, com o tratamento antiviral iniciado até 72 horas após o início dos sintomas.
     
    5 – Qual principal tese para o surto precoce de H1N1 em 2016?
     
    O deslocamento de viajantes para regiões onde a circulação de influenza é alta durante o inverno, principalmente países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos e Canadá, é apontado como razão para o H1N1 ter chegado com força durante o verão brasileiro. Fenômeno parecido foi registrado em 2013.
     
    6 – Quem deve tomar a vacina?
     
    A vacina disponível no serviço público deve ser tomada pelos grupos de maior risco e estará disponível a partir do dia 11 na capital paulista e região metropolitana de São Paulo. A campanha de vacinação de influenza anual é realizada nas unidades básicas de saúde e outros serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). As vacinas também ficam disponíveis em clínicas particulares.
     
    7 – Como acontece a transmissão?
     
    A transmissão ocorre pela via respiratória, por contato próximo com doentes de gripe, durante a fala, espirro e tosse. Há possibilidade também da transmissão ocorrer pelo contato da mão na boca e olhos, após a exposição à superfície contendo o vírus. O vírus pode começar a ser transmitido até um dia antes do início dos sintomas. O período de transmissão dura sete dias em adultos e até 14 dias em crianças.
     
    8 – Como se prevenir?
     
    A vacinação é a principal medida de prevenção. “É importante que os doentes fiquem em casa, evitem deslocamentos”, disse a infectologista. Os pacientes com gripe devem cobrir nariz e boca ao tossir e espirrar. Outros cuidados são: lavar cuidadosamente a mão com água e sabão ou com álcool em gel; e evitar tocar olhos, nariz e boca.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
  • USP faz representação criminal contra criador da pílula do câncer

    USP faz representação criminal contra criador da pílula do câncer

    A Procuradoria Geral da USP decidiu fazer uma representação criminal contra Gilberto Chierice, professor aposentado do IQSC (Instituto de Química de São Carlos, órgão da universidade) e coordenador dos estudos sobre a fosfoetanolamina, a suposta “pílula do câncer”.
     
    Segundo a USP, Chierice teria praticado dois crimes previstos no Código Penal ao distribuir a substância a pessoas com câncer durante mais de duas décadas. A investigação ocorre desde fevereiro.
     
    Chierice disse à Folha que não pretendia fazer comentários sobre o inquérito. De acordo com Geraldo Souza Filho, delegado assistente da Delegacia Seccional de Polícia de São Carlos, o professor argumentou, em seu depoimento, que não praticou curandeirismo, porque só fornecia as pílulas a pacientes que chegavam até ele munidos de receita médica, além de não se beneficiar economicamente com a prática.
     
    A reportagem também tentou entrar em contato com a Procuradoria Geral da USP por meio da assessoria de imprensa da universidade, mas não recebeu resposta até a conclusão desta edição.
     
    Para a procuradoria da universidade, Chierice deveria ser responsabilizado por curandeirismo (artigo 284 do Código Penal) e por expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente (artigo 132). As penas previstas para os delitos são detenção de seis meses a dois anos e detenção de três meses a um ano, respectivamente. No caso da pena por curandeirismo, pode ainda haver multa caso o condenado tenha lucrado com a prática.
     
    Souza Filho diz que já ouviu, além de Chierice, o atual diretor do IQSC, Germano Tremiliosi Filho, e o técnico Salvador Claro Neto, que foi orientando de doutorado de Chierice e ainda é responsável pela produção da “fosfo”.
     
    “Também devo ouvir ex-pacientes e pessoas que estão passando pelo tratamento hoje”, afirma Souza Filho. “Quem vai avaliar se ele está correto é a Justiça, não me cabe opinar”, diz o delegado. “Certamente é apenas o início de um processo muito longo.” Souza Filho estima que o inquérito esteja concluído dentro de 45 dias.
     
    APÓS DUAS DÉCADAS
     
    Apesar da representação criminal feita neste ano, a USP passou cerca de duas décadas (de meados dos anos 1990 até 2014) sem interferir na fabricação e distribuição das pílulas da “fosfo”.
     
    Um pesquisador do Instituto de Química que ainda está na ativa e prefere não se identificar diz que a prática era de conhecimento geral no instituto, mas que nunca houve um movimento para coibi-la por parte dos professores ou da direção do órgão.
     
    A proibição só veio com uma portaria de junho de 2014, após a aposentadoria de Chierice. Pacientes passaram a usar decisões judiciais em seu favor para exigir que a produção e distribuição da molécula continuasse.
     
    Hoje, a quantidade de processos sobre o tema que chegam à USP é tamanha que triplicou o volume de trabalho da procuradoria da instituição. Apesar de relatos favoráveis de pacientes, não há evidências científicas de que a “fosfo” seja eficaz contra tumores em seres humanos.
     
    Os primeiros testes independentes da molécula, conduzidos a pedido do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), cujos resultados foram divulgados neste mês, não tiveram êxito –a ação antitumoral da molécula parece ser nula ou muito fraca.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Zika sequestra proteína de célula-tronco

    Zika sequestra proteína de célula-tronco

    SÃO PAULO – Um grupo de cientistas americanos descobriu que a aparente atração do vírus zika por neurônios em formação é resultado de sua capacidade para sequestrar uma proteína encontrada na superfície das células-tronco neurais, usando-a como porta de entrada para a infecção. Segundo os autores, danos nesse tipo de células são coerentes com vários dos sintomas associados à zika nos fetos em desenvolvimento – incluindo a microcefalia. O estudo, cujos resultados foram publicados nesta quarta-feira, 30, na revista Cell Stem Cell, foi liderado por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (Estados Unidos). 
     
    A proteína AXL – um receptor normalmente envolvido na divisão celular – é altamente abundante na superfície das células-tronco neurais que dão origem aos tecidos do córtex, mas não em neurônios de um cérebro já desenvolvido, segundo o artigo. Essas células-tronco capazes de produzir a proteína AXL, dizem os autores, só estão presentes no organismo durante o segundo trimestre e gravidez.
     
    Os pesquisadores, no entanto, afirmam que a descoberta é um passo importante, mas ainda não fornece uma explicação conclusiva sobre como a zika seria capaz de causar a microcefalia. “Ainda que não seja de maneira alguma uma explicação completa, acreditamos que a expressão de AXL por esse tipo de célula é uma importante pista para descobrirmos como o vírus zika é capaz de produzir casos tão devastadores de microcefalia. Os resultados se encaixam perfeitamente nas evidências disponíveis”, disse o autor principal do estudo, Arnold Kriegstein, diretor do Centro de Pesquisa em Medicina de Regeneração Células-Tronco EliEdythe Broad.
     
    “O AXL é o único receptor que tem sido associado à infecção por zika, por isso agora precisamos passar a fase da `culpa por associação` e demonstrar que bloquear esse receptor específico pode prevenir a infecção”, Kriegstein.
    Assim que começou a epidemia atual de zika, segundo Kriegstein, os primeiros autores do estudo, Tomasz Nowakowski e Alex Pollen, perceberam, a partir de estudos anteriores, que vírus semelhantes ao da zika – como o da dengue – parecem usar a proteína AXL como ponto de entrada para a infecção. 
     
    Eles então fizeram uma série de análises de expressão genética para observar a presença do receptor AXL em diferentes tipos de células em cérebros de ratos, de furões, de organoides derivados de células-tronco cerebrais humanas e de tecidos humanos em desenvolvimento. Todos os modelos mostraram que o AXL era expresso por células da glia radial – aquelas que dão origem a uma variedade de células, como neurônios e astrócitos, que ajudam a construir o córtex cerebral.
     
    Os cientistas então utilizaram rastreadores de anticorpos em tecidos em desenvolvimento e organoides para descobrir onde é maior a probabilidade de encontrar o receptor AXL nas células-tronco neurais. Eles descobriram que o AXL se agrega em torno de áreas onde as células cerebrais em formação entram em contato com o fluido cérebro-espinhal e com os vasos sanguíneos. Essa posição única daria a um vírus como o zika um acesso fácil a um conjunto vulnerável de células hospedeiras.
     
    “Nós ainda não entendemos por que o zika, em particular, é tão virulento no desenvolvimento cerebral. Talvez esse vírus viaje mais facilmente através da barreira da placenta, ou que ele entre nas células mais rapidamente que os vírus causadores de infecções semelhantes”, afirmou Kriegstein.
     
    Enquanto esperam a confirmação de que o zika usa o receptor AXL para penetrar nas células-tronco, o grupo de Kriegstein trabalhará para investigar se essa proteína pode ser explorada para propósitos terapêuticos. Como o AXL é importante para a proliferação das células-tronco neurais, é improvável que bloquear esse receptor no cérebro dos fetos seja uma alternativa viável.
     
    “Mas talvez se possa encontrar uma maneira de tratar mulheres sob risco com um inibidor de AXL, antes de mais nada, para impedir que o zika chegue no cérebro dos fetos em desenvolvimento”, disse o cientista.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • “Pílula do câncer” afronta rigor de pesquisas médicas

    “Pílula do câncer” afronta rigor de pesquisas médicas

    Desde a escola de Medicina de Hipócrates, na Grécia, estudos sobre o câncer e a busca por meios científicos de combatê-lo são uma obsessão da Humanidade. O desenvolvimento científico mundial — em especial, a partir do século XVIII, quando foram lançadas as bases da moderna anatomopatologia — estimulou impulsos quase exponenciais ao tratamento desse mal. No entanto, em pleno século XXI, a doença ainda representa grandes desafios para a Humanidade.
     
    Boa parte das variações carcinomatosas já tem cura, respostas eficientes de medicamentos aumentam de forma notável as chances de sobrevida das vítimas, mas o pesadelo continua assustando: a despeito dos avanços médicos, estima- se que, no mundo, a média de óbitos entre os 12,7 milhões de pacientes diagnosticados por ano com câncer seja de 7,6 milhões de pessoas. No Brasil, registram- se anualmente 500 mil casos, com 176 mil mortes provocadas pela doença.
     
    São números que dimensionam um drama não só vivido pelos doentes, mas compartilhado por suas famílias. Explicam o impacto na sociedade de quaisquer temas relacionados à cura definitiva da doença, mas não legitimam iniciativas que, alegadamente em nome de combater o fantasma da morte prematura, podem levar a graves prejuízos em pesquisas acadêmicas que, de fato, representem avanços nos tratamentos e nos benefícios reais para os pacientes.
     
    A discussão aberta no país sobre os supostos resultados terapêuticos da fosfoetanolamina sintética no tratamento de pacientes com câncer parece marcada menos pela obediência ao rigor científico e à prudência que pela paixão, elemento a ser evitado não só no debate, mas, principalmente, nas pesquisas médicas. Produzida no Instituto de Química da USP, em São Carlos (SP), e distribuída informalmente desde 2014, a substância pode estar a meio caminho de ser uma panaceia, mero placebo, ou, como querem aqueles que defendem sua preceituação, um remédio de fato eficaz contra o mal. Mas, por não ter sido submetida aos protocolares e rigorosos testes (de confiabilidade e contra efeitos colaterais) que antecedem a liberação comercial de produtos médicos, deve permanecer na gaveta dos experimentos curiosos.
     
    Ocorre que o debate deixou-se contaminar pela deletéria mistura de populismo e voluntarismo. A Justiça, arvorando- se conhecimentos que não lhe são próprios, tem dado liminares a favor da liberação da substância; no Congresso, um projeto autoriza a fabricação da “pílula do câncer”. Essas iniciativas invertem o protocolo: coloca- se em primeiro lugar o uso em larga escala e, em plano secundário, os testes necessários para eliminar riscos de que se esteja submetendo seres humanos ao uso de substâncias tóxicas ou ineficientes.
     
    Em entrevista ao GLOBO, o pesquisador Carlos Gil Ferreira sintetizou esse movimento: “A Anvisa (vigilância sanitária) está sendo humilhada pelo Congresso.” Mais do que isso, são precedentes que podem causar danos irreparáveis à ciência.
     
    Fonte: O Globo
  • CRF/AL participa de da Sexagésima segunda – LXII- reunião geral dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia.

    CRF/AL participa de da Sexagésima segunda – LXII- reunião geral dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia.

    Em atendimento a convocação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Alexandre Correia juntamente com o vice-presidente Robert Nicácio e a tesoureira Lizete Vitorino participam da Sexagésima segunda – LXII- reunião geral dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia.
          
    A reunião vai tratar dos mais diversos assuntos que regulamentam a profissão de farmacêutico no Brasil. Entre os temas debatidos estão a aplicabilidade da lei 13.021 no setor público: fiscalização e a inserção do farmacêutico, isenção de anuidade para o setor público, como está a situação da prescrição farmacêutica? e o Sistema do CRF – condução uniformizada para todos os conselhos regionais.
          
    Segundo Alexandre a reunião entre os conselhos é de fundamental importância para a atuação, sobretudo no que diz respeito as diretrizes que devem ser adotadas pelos conselhos regionais, sem esquecer as particularidades de cada região. “Estamos discutindo vários temas oriundo dos estados e encontros regionais, na intenção de uniformizar as ações e valorizar cada vez mais a profissão”, destacou o presidente.
          
    O encontro acontece nesta terça e quarta-feira, em Brasília e reúne representantes de todos os conselhos regionais de farmácia do Brasil.
     
    Ascom-CRF