O CRF-AL comunica que a partir do dia 01 de agosto, o horário de funcionamento será das 09:00 as 12:00 e das 13:00 as 18:00h. Nesse mês de Julho funcionaremos ao público das 13:00 as 18:00h, pois o período da manhã será para organização interna. Desde já agradecemos a compreensão de todos.
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HPV pode aumentar 22 vezes a propensão ao câncer de garganta
Pesquisadores norte-americanos descobriram que a prática de sexo oral sem proteção pode levar à infecção pelo vírus HPV-16 (papilomavírus humano tipo 16), o que faz as pessoas terem uma propensão 22 vezes maior de ter um câncer de garganta potencialmente fatal.O HPV é bem conhecido por sua relação com o câncer de colo de útero, mas, nos últimos anos, muitos estudos vinham apontando a ligação entre o vírus e tumores na região do pescoço e da cabeça, o que inclui a boca e a garganta. A porta de entrada para o micro-organismo, nesse caso, é o sexo oral.O estudo, realizado por pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, é o primeiro a mostrar de forma conclusiva que a presença do HPV na boca leva ao desenvolvimento do câncer de orofaringe, o mesmo tipo que acometeu o ator Michael Douglas há alguns anos.O trabalho, publicado no periódico Jama Oncology, avaliou quase 97 mil pessoas que tinham vestígios desse tipo de HPV na boca. Eles foram acompanhados por cerca de quatro anos. No final do período, foram identificados 132 casos de câncer de cabeça e pescoço. O grupo de controle, ou seja, com indivíduos saudáveis, continha quase 400 pessoas.Para os pesquisadores, liderados por Ilir Agalliu e Robert Burk, os resultados sugerem que exames simples de esfregaço bucal, em que se esfrega um cotonete ou uma lâmina dentro da boca para analisar no microscópio, poderiam ser usados para prever o risco de alguém ter câncer de cabeça ou pescoço.De qualquer forma, o estudo chama atenção para o fato de que sexo oral também tem de ser feito com proteção. Além do HPV, várias outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) podem ser adquiridas dessa forma.Fonte: Uol Saúde -

Hormônio que estimula empatia pode ser usado para tratar autismo
Washington, 21 jan (EFE).- Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos localizou o hormônio que estimula a empatia em animais, abrindo uma nova linha de pesquisa para o tratamento de doenças de transtorno da personalidade em humanos, como o autismo, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”.Além do autismo, o avanço dos pesquisadores da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), pode ser aplicado à esquizofrenia.Provar que os animais são sensíveis às emoções dos demais seres vivos e capazes de controlá-las era a hipótese dos cientistas quando o estudo teve início. A pesquisa demonstrou, efetivamente, que eles realizam ações por empatia e não só para saciar suas próprias necessidades egoístas.O inesperado para a equipe que fez o trabalho, porém, foi conseguir ir além na pesquisa em um curto período de tempo e conseguir identificar o hormônio que causa o impulso emocional.“Os mais complexos traços humanos se originam em processos cerebrais fundamentais, que se encontram também em outras espécies”, explicou Larry Young, um dos principais autores do estudo.O experimento foi realizado com uma espécie de camundongos capazes de identificar os laços entre pais e filhos, mantendo relações monogâmicas para toda a vida.O estudo demonstrou, pela primeira vez, o comportamento de consolação em roedores, terminando assim com a crença de que os humanos são os únicos seres empáticos.A consolação foi considerada pelos cientistas da Universidade de Emory como o “contato dirigido a um indivíduo para acalmá-lo”. Quando um camundongo detectava a aflição, angústia ou medo em outros de seus companheiros, se aproximava e se esfregava perto dele para consolá-lo, da mesma forma que um humano abraça ou beija.Estabelecida a lógica, os pesquisadores se dedicaram a alterar o hormônio da empatia para comprovar que, ao estimulá-la, os comportamentos empáticos aumentam e, se bloqueado, desaparecem.Por isso, além dos sentimentos animais, os neurologistas focarão agora em aplicações válidas das descobertas para os humanos, como o tratamento de doenças psiquiátricas.“Temos a oportunidade de explorar com detalhes os mecanismos neurais que enfatizam as respostas empáticas”, disse Young.O estudo rejeita a concepção que a empatia implique mecanismos cerebrais muito complexos, razão pela qual animais mais simples que os primatas são capazes de experimentar esse sentimento.Por outro lado, relaciona diretamente a consolação com os cuidados maternais recebidos no início da vida, que ficam gravadas nos cérebros dos animais.Fonte: Uol Saúde -

Resultados de pesquisa sobre `pílula do câncer` são apresentados ao governo
Os primeiros resultados dos testes com a fosfoetanolamina (FOS), a chamada “pílula do câncer”, foram apresentados ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Os testes com a molécula estão sendo conduzidos pelo Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lassbio).Os especialistas do Lassbio experimentaram a substância cedida pela Universidade de São Paulo (USP), além de seguir os passos de desenvolvimento da fosfoetanolamina com base na patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpe) e de sintetizar a substância pura. Nos próximos dias serão divulgados os resultados consolidados desta primeira etapa da pesquisa.Com esses elementos, em breve se inicia a fase de testes clínicos em células cancerígenas e em animais, a ser conduzida pelo Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP) e pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC). Esta etapa servirá para avaliar uma possível toxicidade da fosfoetanolamina para o uso humano.“Vamos trabalhar com a análise dessas substâncias pelo CIEnP e pelo NPDM e vamos trabalhar com a parte de análise de células, usando células humanas e também animais de laboratório. Isso está dentro da nossa expectativa, de no prazo mais curto possível ter a resposta de que tenhamos, ao menos, a segurança de que ela não é tóxica para o uso humano”, explicou Celso Pansera.No total, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai investir, em três anos, R$ 10 milhões nos estudos da fosfoetanolamina.PortalO Ministério lançou um site sobre os estudos realizados com a fosfoetanolamina, que vai informar as etapas das pesquisas desenvolvidas pelos institutos credenciados e divulga os relatórios do Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo Ministério da Saúde, para acompanhar o andamento das pesquisas e eficácia da substância no tratamento do câncer.Um cronograma foi definido para a conclusão de 80% dos estudos pré-clínicos em sete meses, a partir da distribuição de amostras da molécula aos laboratórios credenciados, o que ocorreu em dezembro de 2015.Fonte: Portal Brasil -

Cientistas apoiam decisão da Anvisa sobre fosfoetanolamina
Um grupo de seis cientistas, com destacada atuação nacional e internacional em pesquisas na área de saúde publicou uma moção de apoio à decisão da Anvisa de exigir estudos clínicos para a fosfoetanolamina, como condição prévia ao pedido de registro.O grupo formado pelos cientistas Carlos Gil Moreira, Fábio Bucaretchi, Lenita Wannmacher, Mauro Martins Teixeira, Mayana Zatz e Paulo Marcelo Gehm Hoff faz parte da Comissão Científica em Vigilância Sanitária (CCVisa), nomeada pelo Ministro da Saúde em 2013.“A aprovação de toda medicação para uso humano deve passar por fases regulamentadas internacionalmente que visam determinar a segurança, a dose adequada e eficácia. A disponibilização em massa de produtos ainda não testados pode trazer riscos ainda não previsíveis à população”, justifica a moção de apoio. “Para o momento, não se aplica a disponibilização do produto para acesso expandido e uso compassivo”, sustentam os cientistas da comissão.A concessão do registro para novos medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos constitui um instrumento de controle sanitário e regulação, sendo a realização de ensaios clínicos, dentre outras exigências, condição indispensável para fins de comprovação da segurança e eficácia para o uso a que se propõem.A CCVisa assessora a agência na avaliação e regulação de novas tecnologias de interesse da saúde e nos temas e discussões estratégicas de cunho técnico-científicono campo de atuação da Anvisa. Os membros dessa Comissão possuem notório saber técnico-científico, sendo a participação na CCVisa considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.Fonte: Anvisa -

Dengue: Anvisa deu total prioridade à análise dos testes da vacina produzida pelo Butantan
Em face de informações divulgadas recentemente, a Anvisa vem reiterar que não houve qualquer atraso, por parte da Agência, na autorização para o Instituto Butantan iniciar o estudo de fase III da vacina contra a dengue. Esta é a última etapa necessária para que o Instituto protocole, ao final do estudo, o pedido de registro da vacina à Anvisa. O estudo clínico de fase III é essencial para que a qualidade, segurança e eficácia do produto sejam aferidos. A Agência ressalta que todo o desenvolvimento da vacina vem sendo acompanhado junto ao Instituto Butantan, o que contribui para que o processo de análise seja realizado dentro dos padrões internacionais de qualidade. O tempo de análise técnica necessário para esse tipo de estudo depende da qualidade das informações prestadas pelo solicitante.A Anvisa ressalta que a liberação de uma vacina para teste em milhares de pessoas, como ocorre na fase III, exige que se tenha absoluta certeza da segurança do produto. Por isso, a Anvisa, assim como as principais agências regulatórias do mundo, exige que o solicitante preste todas as informações necessárias para essa análise.O Instituto Butantan deu entrada no pedido para realizar o estudo de fase III da vacina da dengue em 10 de abril de 2015. O processo teve análise priorizada pela Anvisa, pela importância de que seja logo disponibilizada uma vacina segura e eficaz para a população, e já no dia 26 de maio foram enviadas as primeiras exigências técnicas ao Instituto, visando que este complementasse informações e dados essenciais, que não haviam sido incluídas no pedido.Por exemplo, não havia no processo, àquele momento, nenhuma informação sobre os resultados dos ensaios clínicos de fase II e tampouco o parecer de aprovação do Comitê de Ética. Porém, considerando a relevância da vacina da dengue, a Anvisa deu andamento à avaliação, enquanto aguardava a apresentação dessas informações.A Anvisa realizou, então, uma reunião com o Instituto Butantan, prestando orientações sobre os documentos técnicos que faltavam, principalmente considerando o fato de que se tratava de processo submetido nos trâmites de uma nova resolução de ensaios clínicos (RDC 09/2015), o que trouxe expressivas modificações na avaliação de ensaios desta natureza pela Anvisa. Naquela ocasião, foi informado pelo Instituto Butantan que o ensaio clínico fase II seria finalizado em junho de 2015.Em nova reunião, o Instituto Butantan informou que o ensaio clínico fase II sofreria atraso e que somente seria finalizado em julho de 2015. Neste mesmo mês, o Instituto Butantan enviou novos documentos à Anvisa. Porém, desta documentação não constavam:Dados completos a respeito da segurança da vacina, oriundos do ensaio clínico fase II, o que é essencial para suportar o início de um ensaio fase III;Dados de estabilidade suficientes para embasar a utilização da vacina após reconstituição.Comprovação da estabilidade e qualidade da vacina.Parecer do Comitê de Ética aprovando o estudo (esse documento somente foi enviado à Anvisa em agosto). Em outubro, a Anvisa solicitou novamente o status do estudo fase II. O Butantan informou que a previsão era que os dados de segurança dessa fase estariam disponíveis no início de dezembro de 2015. Já os resultados completos seriam apresentados no final de janeiro de 2016. O Instituto ainda informou que o atraso na finalização da fase II se deu por problemas de replicação dos Sorotipos 2 e 3 dos vírus contidos na vacina. A Anvisa ainda fez novos questionamentos em relação à estabilidade da vacina ao Instituto.A Anvisa ainda fez novos questionamentos em relação à estabilidade da vacina ao Instituto, que solicitou formalmente autorização para início do estudo da fase III apenas com os resultados de segurança da etapa anterior.O Butantan cumpriu essas exigências em novembro. Após a avaliação das respostas, a Anvisa realizou nova reunião com a instituição no dia 26 daquele mês, visando a complementação das informações enviadas para que a Agência pudesse se manifestar com a maior brevidade possível.O Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) a respeito da vacina contra a dengue foi enviado pelo Instituto Butantan à Anvisa no dia 08/12/15. Desse dossiê, constavam os resultados dos ensaios clínicos fase II, além do cumprimento de uma série de exigências feita pela Agência em torno da segurança do produto. A documentação possibilitou que a Anvisa autorizasse o Instituto Butantan para iniciar o estudo de fase III, o que foi realizado já no dia 11/12/15.Os fatos demonstram o total comprometimento da Anvisa com o desenvolvimento da vacina contra a dengue e que a Agência tem atuado com o rigor e a celeridade necessários para garantir a segurança dos ensaios clínicos realizados no país, mantendo prazos de análise compatíveis com os observados nas agências regulatórias dos países desenvolvidos.Fonte: Anvisa -

Associação farmacêutica da Venezuela lista 150 medicamentos em falta no país
A Federação Farmacêutica Venezuelana (Fefarven) listou 150 medicamentos que estão em falta no país. Entre os produtos listados estão remédios para o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão, e de diversos tipos de câncer. Por causa da grave escassez de remédios para atender a uma população de 29 milhões de pessoas, a Venezuela está sofrendo “uma crise humanitária” e requer ajuda internacional rápida, de acordo com a associação.“O governo nacional precisa aceitar que estamos numa crise humanitária no setor de saúde, com pacientes morrendo no nosso território por falta de remédios”, disse o presidente da associação, Freddy Ceballos, em comunicado. “É necessário ativar todos os mecanismos de ajuda internacional para a saúde para resolver essa crise o quanto antes”, acrescentou ele, sem especificar que ajuda deveria ser buscada.O presidente da Fefarven informou que há cerca de 7 milhões de unidades de medicamentos disponíveis nas drogarias do país atualmente, a maioria para doenças de baixa ocorrência, e que para atender às necessidades venezuelanas, as farmácias deveriam estar abastecidas com ao menos 45 milhões de medicamentos, grande parte para as doenças mais comuns.Atualmente, o governo chavista centraliza todas as importações, mas é incapaz de assumir a dívida com a indústria farmacêutica, que já excede 5 bilhões de dólares, cerca de 20 bilhões de reais. Já a produção nacional, como os outros setores do país, não recebe as matérias primas que necessita.Em dezembro, o caso de um menino de 3 anos que morreu pela falta de um remédio voltou a chamar a atenção para a crise. Ricardo Medina, que sofria com um câncer no pulmão, precisava urgentemente de um medicamento chamado cardioxane, um protetor cardíaco para pacientes que fazem quimioterapia. A família da criança chegou a fazer pedidos e reclamações desesperadas nas redes sociais, mas o hospital não conseguiu o remédio e Ricardo acabou morrendo. “Não conseguiram o medicamento. Graças a esse governo maldito. Meu sobrinho de 3 anos morreu nessa madrugada”, escreveu a tia do menino, Adriana Medina, em sua página no Twitter no dia 14 de dezembro.Fonte: Veja Online -

Campanha incentiva aproximação de idosos com o farmacêutico
A campanha promovida este ano pelos conselhos federal e regionais de Farmácia para marcar o Dia do Farmacêutico, comemorado em 20 de janeiro, tem como protagonista a atriz Maria Gualberto, de 81 anos. O tema escolhido foi “Dúvidas sobre medicamentos não têm hora, mas têm solução”. Isso porque pacientes geriátricos estão expostos, com maior frequência, a Problemas Relacionados com Medicamentos (PRMs), o que exige estratégias de prevenção dos danos relacionados a esses produtos.“Nesse contexto, o farmacêutico deve estar sempre preparado para atender às condições próprias dessa população e a trabalhar mais próximo do médico e dos demais membros da equipe que cuida dos idosos.” É o que afirma Cassyano Correr, doutor em Medicina Interna e pós-doutor em Farmácia Social pela Universidade de Lisboa, Portugal, e um dos autores de artigo sobre o tema, publicado na Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, há alguns anos.Estudos e experiências recentes na área dos cuidados farmacêuticos mostram que em torno de 30% das pessoas com mais de 65 anos utilizam 5 medicamentos ou mais, e próximo de 15% destes são considerados inapropriados para serem utilizados nesta população. Além disso, a adesão ao tratamento costuma ser um problema comum, que requer gerenciamento por parte do farmacêutico.No serviço de farmácia clínica de Curitiba, por exemplo, mais de 80% dos pacientes atendidos mostravam algum problema de adesão ao tratamento, incluindo omissão de doses, interrupção do tratamento, uso incorreto, entre outros. A proporção de pessoas com mais de 65 anos cresce rapidamente no Brasil e estima-se que, até 2050, haverá, no país, mais idosos do que crianças e jovens até 18 anos.O pesquisador acredita que a tendência é de que esta área de atuação envolva cada vez mais o farmacêutico. “Não há dúvida que a geriatria é um campo promissor de trabalho para o farmacêutico e que seu conhecimento técnico-científico pode somar muito à qualidade do tratamento”, reitera.O presidente do CFF, Walter Jorge João, destaca que a campanha focou no idoso, mas pessoas de todas as idades devem buscar os serviços farmacêuticos. “No mundo todo, o farmacêutico vem assumindo cada vez mais o papel de corresponsável pelos resultados em saúde, colaborando para o uso racional de medicamentos, a otimização da farmacoterapia, a prevenção de doenças e a promoção da saúde”, comenta. “A prática clínica dos farmacêuticos tem sido avaliada por meio de estudos e os resultados obtidos a partir de indicadores clínicos, econômicos e humanísticos comprovam o impacto positivo desta atuação na saúde das pessoas.”Sobre a campanha – O material produzido pelo CFF inclui um vídeo institucional de 30 segundos e peças como spot para rádio, e-mail marketing, outdoor, posts para redes sociais e anúncio de revista e jornal. E, além de ressaltar a importância do cuidado farmacêutico aos idosos, a campanha enumera serviços e procedimentos que os farmacêuticos estão aptos a realizar, mas que muita gente ainda desconhece. Entre estes estão orientar quanto ao uso correto, seguro e racional dos medicamentos; fazer consulta e prescrever certos tipos de tratamentos; prevenir, detectar e ajudar a resolver problemas como reações adversas, interações indesejáveis e intoxicações e contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas.“Contamos com os colegas para curtir, divulgar e compartilhar a campanha, para que possamos ampliar o alcance da nossa mensagem”, conclama o vice-presidente do CFF, Valmir de Santi. O vídeo está disponível no site e redes sociais do CFF e está sendo veiculado em emissoras de TVs abertas e por assinatura, permanecendo no ar até o dia 21 de janeiro em todas elas.Fonte: Comunicação do CFF -

CRF-AL convoca voluntários para ações sociais, nos dias 20 e 21 de janeiro
O dia é do farmacêutico, mas quem ganha é a população. O CRF-AL vai promover uma série de ações sociais pelo Estado no próximo dia 20 de janeiro (Maceió) e 21 de janeiro (Arapiraca). Haverá atividades em Maceió e Arapiraca.No evento, a população contará gratuitamente com serviços como aferição de pressão arterial, verificação de glicemia capilar, verificação de IMC e circunferência abdominal, recebimento de medicamentos vencidos para descarte, além de receber orientação farmacêutica. Todos os farmacêuticos e acadêmicos estão convidados a participar e, assim, contribuir para o reconhecimento da profissão. Os interessados devem enviar um e-mail para a assessoria técnica do Crf ou para a seccional em Arapiraca, informando o nome completo, telefone e nº do CRF-AL (no caso dos profissionais).Locais das ações sociaisPraça dos Martírios, Centro, MaceióHorário: 7h às 13hPraça Luiz Pereira Lima (Antiga Praça da Prefeitura), Centro, ArapiracaHorário: 7h às 13h -

” para espalhar zika, alertam infectologistas
A passagem de milhares de turistas por capitais com tradicionais carnavais de rua em Estados com alto número de casos de bebês nascidos com microcefalia e suspeita de ligação com o zika vírus pode representar um “coquetel explosivo” e ajudar a espalhar ainda mais a doença pelo país, alerta a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Até o momento há 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em 21 Estados.Para os especialistas, o Carnaval reúne fatores de risco preocupantes para o aumento da transmissão do zika, num momento em que a epidemia ainda se encontra em curva de ascensão no Brasil.O alerta se soma a um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, escritório regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde), que nesta segunda-feira relatou aumento de casos da síndrome de Guillain Barré em países com epidemias de zika. Em julho de 2015, 42 pessoas foram confirmadas com a doença, que causa problemas neurológicos, na Bahia.O “coquetel explosivo” do Carnaval inclui, segundo os infectologistas, as grandes aglomerações de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika), possibilidade de chuvas, maior quantidade de lixo nas ruas e por consequência mais chance de potenciais criadouros do mosquito.Isso se soma ao maior número de relações sexuais sem proteção e risco de gestações indesejadas justamente nos locais de maior incidência do vírus relacionado à má formação fetal, dentre outras consequências ainda pouco conhecidas.Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, dos 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em todo o país, 1.236 estão em Pernambuco, primeiro Estado a identificar o aumento do problema, onde foi decretado o estado de emergência desde novembro. Em segundo está a Paraíba, com 569 casos, e em terceiro a Bahia, com 450 ocorrências. O Rio de Janeiro fica em 9º lugar, com 122 casos.A BBC Brasil ouviu infectologistas sobre os alertas e a preocupação com o potencial de aumento da epidemia, e questionou como estão os esforços de prevenção e contenção do problema junto ao Ministério da Saúde e às prefeituras de Recife, João Pessoa, Salvador e Rio de Janeiro – capitais com expressivos carnavais de rua que atraem milhares todos os anos e onde há forte presença do Aedes aegypti e de casos de microcefalia.Alerta, riscos e 'coquetel explosivo'Nancy Bellei, coordenadora de virologia clínica da SBI, cita a preocupação com a transmissão sexual devido a um estudo de 2011 que teria documentado como um cientista americano vindo do Senegal, que passava por um surto de zika, teria transmitido a doença para a mulher, nos Estados Unidos, através do sêmen.“Ainda precisamos de mais estudos sobre a relevância epidemiológica dessa forma de transmissão, mas até pouco tempo também não sabíamos da ligação entre o zika e a microcefalia. É uma doença nova, sobre a qual ainda não se sabe muito. Não precisamos esperar para nos protegermos. Não se pode descartar a chance de termos até um aumento de casos de zika após o Carnaval justamente pelo contato sexual”, diz.Nancy explica que o potencial de propagação do zika devido ao Carnaval também depende da existência do mosquito nos locais de origem dos turistas.“Se a pessoa vai para uma capital com grande Carnaval de rua, é picada e infectada pelo zika e volta para sua cidade mas lá não há o mosquito, ela vai adoecer, se tratar, e tudo bem. Agora, se o local de origem tiver o Aedes, o mosquito pode picar essa pessoa, receber o vírus e introduzir a doença num local até então livre dela”, explica.Segundo a especialista, o Aedes é encontrado em todos os Estados, mas a região Sul estaria menos vulnerável, por ter clima mais frio e tradicionalmente apresentar menor incidência do mosquito.A pesquisadora Elaine Miranda, professora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, concorda que o alerta é oportuno e diz que, dadas as características de massa de um evento como o Carnaval, quando a capacidade de resposta das unidades de saúde tende a ser superada, é crucial que as cidades estejam preparadas para receber milhares de foliões em meio a uma epidemia em curso.“Medidas de controle já vêm sendo implementadas em todas as capitais referidas. No entanto, a complexidade do controle do mosquito e consequentemente da transmissão do vírus vai muito além de medidas pontuais e pensadas para eventos de massa, tais como o Carnaval”, avalia.A virologista Nancy Bellei, da SBI, diz que é primordial que se faça um alerta muito claro. “Eu acho um erro ignorar estes riscos e não fazer um grande alerta. O Brasil tem essa cultura, de que se você fala a verdade está disseminando o pânico. Em outros países é diferente”, diz.Para ela, é importante deixar claro que as pessoas estão viajando para uma área de alta infestação de Aedes aegypti, e que se voltarem para casa com febre sem nenhum outro sintoma de infecção precisam procurar atendimento médico para serem investigadas para dengue, chikunguya ou zika.Precaução e recomendaçõesNa visão das especialistas é importante que as pessoas tentem se proteger e tomem medidas de precaução durante o Carnaval. Elas também cobram medidas do Ministério da Saúde e das prefeituras de grandes capitais acostumadas a receber milhares de turistas.“Práticas educativas e de alertas para os foliões são tão bem-vindas como são estas mesmas práticas para a população em geral. Sem dúvida todos devem ser orientados a agir em seu próprio benefício suscitando assim, uma mudança de comportamento e consequente redução da vulnerabilidade”, diz Elaine Miranda, da Escola Nacional de Saúde Pública.Para os foliões, as principais recomendações são colaborar no controle do mosquito, evitando deixar água parada, além do uso de preservativos nas relações sexuais. O uso de repelentes pode ajudar, desde que o produto seja reaplicado conforme as orientações do fabricante. Usar calça e camisas compridas também pode ajudar, diminuindo a área exposta ao mosquito – algo difícil de ser colocado em prática em meio às altas temperaturas dos blocos de rua.Quanto às prefeituras, as especialistas recomendam ações intensificadas de controle do mosquito, além de uma preparação das unidades de saúde pública e cartilhas informativas, alertando sobre riscos e a necessidade de se proteger, além das orientações de procurar atendimento médico o mais rápido possível em caso de febre sem indicações claras de outras infecções.Consultado pela BBC Brasil, o Ministério da Saúde diz que tem fortalecido a capacidade de atendimento e articulação do SUS em cidades que recebem grande influxo de turistas e que o país está habituado a sediar eventos de massa com sucesso, tais como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo.Em nota, o ministério também destacou o site www.saude.gov.br/viajante, no ar desde maio de 2013, onde há dicas de prevenção e cuidados durante viagens para brasileiros e estrangeiros nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.O governo também cita um comunicado especial enviado pelo Ministério do Turismo no início de janeiro a 56 mil hotéis, bares e restaurantes, agências de viagens e transportadores turísticos em todo o país acerca dos cuidados com a proliferação do Aedes aegypti e os riscos da dengue, chikungunya e do zika vírus.“No material estão listados as medidas que devem ser tomadas nos locais com potencial para proliferação do mosquito como jardins, quintais, cozinhas, depósitos, animais de estimação e banheiros. Como os meses de janeiro e fevereiro são de alta temporada no Brasil, o Ministério do Turismo também tem orientado o turista, antes de viajar, a ficar atento para evitar que a própria casa transforme-se em um criadouro para o mosquito. São informações como cuidados com a piscina, geladeira e caixa d'água”, acrescenta a nota.Saiba o que cada cidade planeja:1. RECIFEA capital do Estado mais afetado pelo zika até o momento, com 1.236 casos de microcefalia relacionados ao vírus e estado de emergência decretado desde novembro tem um dos carnavais de rua mais agitados do país. Em 2015 foram mais de 1 milhão de foliões, aumento de 17% em relação a 2014. A prefeitura informou as seguintes medidas à BBC Brasil:Intensificação do combate ao mosquito desde o primeiro semestre de 2015; reforço das Forças Armadas ajudou a controlar a epidemia em junho; índice LIRAa (Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti), de infestação vetorial, se encontra em 1,1 para cada cem casas, mais baixo para meses de janeiro em dez anos; mutirões para identificar focos do mosquito no circuito do Galo da Madrugada, centro do Recife e palcos da Prefeitura nos bairros; orientações e conscientização com 500 organizadores de blocos; panfletagem em todas as entradas e saídas da cidade e folder bilíngue orientando a procura do atendimento médico assim que apresentem qualquer sintoma; orientação do uso do preservativo e prevenção é parte das campanhas, evita também a gestação indesejada.2. JOÃO PESSOAEmbora não esteja entre os maiores carnavais do país, a Folia de Rua, projeto que agrega dezenas de blocos uma semana antes do Carnaval, reuniu cerca de 300 mil pessoas em João Pessoa em 2015. Capital do Estado com o segundo maior numero de casos de microcefalia relacionados ao zika (569), a cidade deve prepara as seguintes medidas:Controle de vetores e ações educativas; de 25 de janeiro a 19 de fevereiro, utilização do carro “fumacê” nas áreas de concentração e desfiles dos blocos, rodoviária e estação ferroviária, e em torno dos retiros religiosos; visitas e batidas de focos em ação conjunta com soldados do Exército Brasileiro; no último LIRAa registrou-se 0,3 para cada cem casas, indicando um baixíssimo risco de infestação do mosquito.3. SALVADORDe acordo com o governo baiano, o Carnaval de Salvador reuniu 700 mil foliões em 2015, e somente pelo aeroporto da cidade passaram mais de 35 mil pessoas por dia durante a festa. Capital do Estado com o terceiro maior número de casos de microcefalia relacionados ao zika (450), a cidade informou à BBC Brasil as seguintes medidas:Ações desde 4/12/2015, com início das festas, que só se encerram no fim do Carnaval; Call Center para receber denúncias de focos de mosquito e relatar sintomas, receber orientações (71 3208 1808); durante o Carnaval há borrifação de inseticida em torno de todas as UPAs da cidade; cidade conta com 60 máquinas portáteis de “fumacê”, 51 agentes e oito veículos; antes e depois do período do Carnaval faremos inspeção e borrifação de inseticida em torno dos palcos em alguns bairros e nos três circuitos oficiais Dodô (Ondina), Osmar (Avenida Sete) e Batatinha (Pelourinho), incluindo bocas de lobo; trabalho educativo em aeroporto, rodoviária e no circuito, distribuindo a “mãozinha da dengue”, que serve como um leque, com elástico, e traz diversas orientações; orientação do uso e distribuição de preservativos, além da fiscalização do descarte dos banheiros químicos; técnica do bloqueio, quando se envia uma equipe até a casa da pessoa infectada para borrifar inseticida e tentar bloquear transmissão para outras pessoas.4. RIO DE JANEIROO Carnaval do Rio levou 4,7 milhões de pessoas às ruas em 2015, 300 mil a menos do que os 5 milhões registrados em 2014. Destes, 977 mil eram turistas, segundo a Riotur. Os maiores blocos da capital do Estado em 9º no ranking de microcefalia relacionados ao zika, com 122 casos, costumam reunir de 350 mil a 1 milhão de pessoas.Consultada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa internacional da Prefeitura não informou as medidas de controle e prevenção do Aedes aegypti e das três doenças que ele transmite.Fonte: BBC Brasil
