Author: admin

  • Casos de microcelafia já ultrapassam 3 mil e atingem 21 Estados

    Casos de microcelafia já ultrapassam 3 mil e atingem 21 Estados

    Brasília – O avanço da microcefalia no País persiste. Dados divulgados nesta terça, 5, pelo Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semana, alcançado a marca de 3.174 registros, ante os 2.975 casos apresentados na semana passada. 
     
    A doença também se espalha em território nacional. Menos de dois meses depois de o Ministério da Saúde decretar estado de emergência nacional em virtude do aumento de nascimento de bebês com o problema em Pernambuco, os casos já alcançam 21 Unidades da Federação. 
     
    Apenas os Estados de Acre, Amapá, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Rondônia não tiveram até o momento registros de bebês com suspeitas da síndrome, que em 90% leva os bebês a ter deficiência mental. O número de cidades com casos chega a 684.
     
    O maior número de casos continua a ser apresentado por Pernambuco: 1.185, o equivalente a 37,33% do total registrado em todo o País. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118). 
     
    Nesta semana, um caso suspeito de microcefalia foi identificado no Amazonas, o primeiro desde que o acompanhamento começou a ser realizado por autoridades sanitárias.
     
    A explosão do número de nascimentos de bebês com microcefalia foi relacionada pelo Ministério da Saúde à infecção do feto, ainda durante a gestação, pelo zika. O vírus, transmitido pelo mesmo vetor da dengue e da chikungunya, o Aedes aegypti, chegou ao País em 2015 e provocou uma epidemia nos Estados do Nordeste. Exames em fetos com microcefalia identificaram a presença do vírus no líquido amniótico de dois fetos.
     
    O ministério recomenda que gestantes mantenham o acompanhamento e consultas de pré-natal e que adotem medidas para tentar evitar picadas do mosquito: uso de blusas de manga longa e calças, a aplicação de repelentes e, se possível, colocar telas em portas e janelas. 
     
    “O uso de roupas de manga longa é desafiador, diante do calor feito no País”, reconheceu o professor de saúde coletiva da Universidade Federal de Goiás, João Bosco Siqueira Filho. “E telas as casas representa um investimento que nem todos podem arcar. Mas são medidas que podem ajudar”, completou.
     
    Diante do aumento de casos, o governo formou uma força-tarefa, integrada por 19 ministérios, para combater o Aedes aegypti. Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o País.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Líder da Unaids elogia Brasil e diz que 2016 é `crucial` para fim da epidemia

    Líder da Unaids elogia Brasil e diz que 2016 é `crucial` para fim da epidemia

    O vice-diretor executivo do Unaids, o programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids, destacou, nesta segunda-feira, o papel do Brasil na resposta à doença e disse que 2016 é um ano “crucial” no caminho para o fim da epidemia. Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o brasileiro Luiz Loures, que é um dos líderes da Unaids desde 2012, afirmou que espera que o Brasil “continue tendo a presença que sempre teve do ponto de vista internacional”.
     
    — O Brasil foi o primeiro entre os países em desenvolvimento, os países do Sul, a tratar a epidemia, propor uma resposta integral, uma resposta baseada em direitos humanos e acesso universal à ciência para todos que necessitavam. Esse papel que o Brasil teve historicamente nos permitiu avançar e hoje ter uma perspectiva global de chegar ao fim da epidemia. O que nós esperamos? Que o Brasil siga em frente, siga inovando. Inovação é fundamental para que avancemos, e o Brasil vai seguir com seu papel de liderança na comunidade internacional.
     
    Um dos principais objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável é que a epidemia de Aids seja erradicada nos próximos 14 anos. A Agenda foi adotada por todos os Estados-membros da ONU em setembro e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016.
     
    — O ano de 2016 é o começo da jornada para chegar ao fim da epidemia. Queremos um 2016 com 16 milhões de pessoas em tratamento e temos que chegar a 30 milhões até 2020. Sem dúvida, estamos construindo no progresso, no conhecimento, na ciência e na mobilização mas temos que acelerar e acreditar que podemos chegar ao fim da epidemia. É um ano crucial — ressaltou ele.
     
    Loures destacou ainda que a Assembleia Geral das Nações Unidas está convocando uma reunião de alto nível para se “restabelecer novos compromissos” que, segundo ele, “vão, sem dúvida, levar ao fim da epidemia” da Aids.
     
    Fonte: O Globo / Site
  • Depressão muda relógio biológico. Veja o que se sabe sobre rotina cerebral

    Depressão muda relógio biológico. Veja o que se sabe sobre rotina cerebral

    Durante todo o dia, um relógio faz tique-taque em nosso corpo. Ele nos acorda de manhã e faz com que possamos dormir de noite. Aumenta e diminui a temperatura de nosso corpo e, nas horas certas, regula a produção de insulina e de outros hormônios.
     
    O relógio circadiano influencia até nossos pensamentos e sentimentos. Psicólogos mediram alguns dos efeitos no cérebro pedindo que as pessoas fizessem testes cognitivos em horas diferentes do dia.
     
    Constatou-se que o final da manhã é a melhor hora para fazer tarefas como contas aritméticas de cabeça, que demandam a manutenção de várias peças de informação na mente ao mesmo tempo. Mais tarde é a hora de tentar tarefas mais simples, como procurar por uma letra em uma página de rabiscos.
     
    Outra pista sobre o relógio em nossos cérebros vem de pessoas com condições como depressão e transtorno bipolar. Quem tem esses problemas geralmente sente dificuldade de dormir à noite ou se sente zonzo durante o dia. Algumas pessoas com demência ficam confusas ou agressivas no final do dia.
     
    “Os ciclos de sono e atividade desempenham um papel importante nas doenças psiquiátricas”, afirma Huda Akil, neurocientista da Universidade de Michigan.
     
    Ainda assim neurocientistas lutam para entender exatamente como o relógio circadiano afeta nossas mentes. Afinal, os pesquisadores não podem simplesmente abrir o crânio de um sujeito e monitorar suas células cerebrais durante cada período do dia.
     
    Alguns anos atrás, Huda Akil e seus colegas tiveram uma ideia.
     
    A Universidade da Califórnia em Irvine guarda cérebros doados para a ciência. Alguns de seus antigos donos morreram de manhã, alguns durante a tarde e outros de noite. Huda e colegas se perguntavam se havia diferenças nos cérebros dependendo da hora do dia em que seus doadores faleceram.
     
    “Talvez seja uma ideia simples, mas ninguém havia pensado nisso.”
     
    Ela e seus colegas selecionaram cérebros de 55 pessoas saudáveis cujas causas de morte foram súbitas, como batidas de carro. De cada cérebro, os pesquisadores fatiaram tecidos de regiões importantes para o aprendizado, para a memória e para as emoções.
     
    No momento em que cada um morreu, suas células cerebrais estavam produzindo proteínas de certos genes. Como os cérebros foram preservados rapidamente, os cientistas ainda podiam medir a atividade desses genes na hora da morte.
     
    A maioria dos genes que examinaram não mostrou nenhum padrão regular de atividades no curso do dia, mas descobriram que mais de mil deles seguiam um ciclo diário. As pessoas que morreram na mesma hora do dia estavam produzindo os mesmos níveis de proteínas daqueles genes.
     
    Os padrões eram tão consistentes que os genes podiam agir como um marcador de tempo.
     
    “Poderíamos perguntar: 'A que hora do dia essa pessoa morreu?', e daria para apontar, após uma hora, o momento real da morte”, diz Huda.
     
    Ela e seus colegas então fizeram a mesma análise nos cérebros de 34 pessoas que tiveram depressões fortes antes de morrer. Dessa vez, descobriram que o mesmo marcador de tempo estava bastante fora da ordem.
     
    “Era como se as pessoas estivessem no horário do Japão ou da Alemanha”, conta ela.
     
    Huda e seus colegas publicaram os resultados em 2013, inspirando pesquisadores na Escola de Medicina da Universidade de Pittsburg a tentar replicá-los.
     
    “Era uma coisa que antes pensávamos que não poderíamos fazer”, explica a neurocientista Collen A. McClung.
     
    Collen e seus colegas fizeram uma versão ampliada do estudo, examinando 146 cérebros coletados no programa de doações da universidade. Os pesquisadores publicaram seus resultados no The Proceedings of the National Academy of Sciences.
     
    “Encontramos ritmos muito consistentes. Realmente parece uma foto de onde o cérebro estava na hora da morte”, afirma Collen.
     
    Huda ficou grata que outra equipe de pesquisadores se esforçou para apoiar seu resultado.
     
    “Existe uma série de coincidências que fazem com que você acredite que algo realmente está acontecendo ali”, explica ela.
     
    Mas Collen e seus colegas também fizeram o que ninguém havia tentado. Eles compararam os padrões da expressão genética do cérebro de jovens e velhos e descobriram diferenças intrigantes.
     
    Os cientistas esperavam encontrar pistas para explicar por que o ciclo circadiano das pessoas mudava à medida que elas envelheciam. “Quando envelhecem, seus ritmos tendem a se deteriorar e se adiantar”, diz Collen.
     
    Ela descobriu que alguns dos genes que estavam ativos nos ciclos diários fortes em pessoas jovens diminuíram naqueles com mais de 60 anos. É possível que alguns idosos parem de produzir as proteínas em seus cérebros necessárias para manter os ritmos circadianos.
     
    Para sua surpresa, no entanto, os pesquisadores também descobriram alguns genes que se tornam ativos nos ciclos diários apenas em pessoas de mais idade.
     
    “Parece que o cérebro pode estar tentando compensar ligando um relógio extra”, afirma Collen.
     
    Huda imagina que a habilidade do cérebro de forjar um relógio de apoio pode proteger alguns idosos de doenças neurodegenerativas.
    “Pode ser a diferença entre a deterioração ou não”, diz ela.
     
    Talvez um dia seja possível nos voltarmos para nossos relógios de apoio como maneira de tratar uma gama de doenças relacionadas com o ciclo circadiano.
     
    Huda diz que encontrar genes conduzidos pelo relógio poderia ajudar os cientistas a fazer experiências em animais para descobrir o que esses genes estão fazendo.
     
    “Ao invés de sentar em seu laboratório imaginando quais genes podem ser importantes, você se inspira no cérebro e pensa: 'O que ele está tentando nos dizer?'.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Tire suas dúvidas sobre a vacina da dengue

    Tire suas dúvidas sobre a vacina da dengue

    1 – Pessoas com menos de nove anos e mais de 45 podem tomar a vacina?
     
    A vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade. Os limites de idade foram determinados com base, principalmente, nas informações de segurança da vacina, obtidas durante a realização dos estudos clínicos. Para crianças com menos de nove anos, o risco de complicações mais sérias ainda não foi determinado; para aqueles com mais de 45 anos de idade, não há dados suficientes para garantir a segurança da vacina.
     
    O médico responsável poderá avaliar o risco/benefício de se utilizar a vacina em idades diferentes das recomendadas no texto da bula.
     
    2 – Se eu tiver acabado de fazer 46 anos, posso tomar a vacina?
     
    Como esclarece a pergunta anterior, vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade. O uso em idades diferentes das recomendadas no texto de bula deve ser discutido com o médico, que avaliará o risco/benefício da utilização da vacina.
     
    3 – Minha filha, filho, sobrinho etc. ainda vai ter oito anos quando lançarem a vacina, mas completará nove anos logo em seguida. Ela(e) pode ser imunizada(o)?
     
    Como a vacina está aprovada para uso pediátrico e adulto, dos nove aos 45 anos de idade, não deve ser administrada em crianças com menos de nove anos de idade Isto porque os dados clínicos disponíveis não são suficientes para concluir sobre o risco/benefício da vacinação nesta faixa etária. O uso da Dengvaxia® em idades diferentes das recomendadas no texto da bula deve ser discutido com o médico, que avaliará o risco/benefício da utilização da vacina.
     
    4 – A vacina também imuniza contra a Chicungunya e contra o Zica vírus, transmitidos pelo Aedes aegypti?
     
    A vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.
     
    A Dengvaxia® é uma vacina utilizada para ajudar a proteger contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. A vacina é aplicada em adultos, adolescentes e crianças dos nove aos 45 anos de idade que moram em áreas endêmicas (áreas em que a dengue esteja sempre presente).
     
    5 – Se eu tomar duas doses da vacina e esquecer de tomar a última, estarei imunizado?  se eu tomar apenas uma dose, a vacina vai fazer efeito?
     
    O esquema de vacinação aprovado consiste de três injeções a serem administradas em intervalos de seis meses.
     
    A vacina começa a fazer efeito a partir da primeira dose. No entanto, a eficácia só foi demonstrada após a aplicação das três doses.
     
    6 – Qual deve ser o intervalo entre as doses da vacina?
     
    O esquema de vacinação consiste de três injeções a serem administradas por via subcutânea, em intervalos de seis meses.
     
    7 – A vacina é contra indicada para pessoas com algum tipo de alergia?
     
    A vacina é contraindicada para uso por pessoas que são alérgicas (hipersensíveis) aos princípios ativos ou qualquer outro ingrediente da Dengvaxia® e por pessoas que desenvolveram uma reação alérgica após a administração prévia da Dengvaxia®. Os sinais de uma reação alérgica podem incluir urticária, encurtamento da respiração e inchaço do rosto e da língua.
     
    8 – Eu já tive dengue. Posso tomar a vacina?
     
    Sim, pode. A vacina foi aprovada tanto para pessoas que nunca tiveram dengue  como para aquelas que já tiveram a doença.
     
    9 – Se eu estiver com dengue, posso tomar a vacina?
     
    Não. A vacina não trata a doença, ela a previne. Com o restabelecimento da saúde, a vacinação pode ser considerada, após avaliação do médico.
     
    10 – Grávidas podem tomar a vacina?
     
    Não, essa é uma contraindicação da vacina. Dengvaxia® é uma vacina de vírus vivo atenuado e contraindicada a grávidas. As grávidas não foram avaliadas nos estudos clínicos.
     
    11 – A vacina dá febre? Quais os principais efeitos colaterais?
     
    É possível que a vacina provoque febre e outros efeitos adversos, embora isso não ocorra com todas as pessoas. As reações adversas mais frequentes observadas nos estudos clínicos foram febre, dor de cabeça, dor no local da injeção, mal-estar e dor muscular. Outras reações comuns foram reações no local da injeção, como vermelhidão, hematoma, inchaço e coceira. Reações mais raras foram: endurecimento no local da injeção, doença semelhante à gripe, dor no pescoço, dor nas articulações, vermelhidão intensa, urticária, náusea, dor na boca e garganta, tosse, nariz escorrendo, tontura, enxaqueca, inchaço dos linfonodos (linfoadenopatia) e infecção do trato respiratório superior (nariz, boca, faringe e laringe).
     
    12 – Posso doar sangue depois de tomar a vacina?
     
    Como a vacina contra a dengue é uma vacina com vírus vivos atenuados, é necessário aguardar um período de quatro semanas após a vacinação para realizar a doação de sangue.
     
    13 – Quanto dias depois de tomar a vacina estarei imunizado e protegido contra a dengue?
     
    Como o esquema de vacinação consiste de três doses que devem ser administradas em intervalos de seis meses, a proteção contra a doença será atingida após a administração do esquema completo de três doses, ou seja, um ano depois da administração da primeira dose.
     
    14 – Mesmo depois de tomar a vacina devo continuar usando repelente contra o mosquito?
     
    Sim. a vacinação não é um substituto para a proteção contra as picadas de mosquitos. Devem ser tomadas as precauções apropriadas para prevenção das picadas de mosquito, incluindo o uso de repelentes, roupas adequadas e redes de proteção contra mosquitos. A vacina apenas oferece proteção contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus da dengue. O mosquito transmissor da dengue é ainda responsável pela transmissão de outros vírus, como o Zika e Chikungunya, para os quais a vacina contra a dengue não oferece proteção.
     
    15 – Quem não deve usar a vacina?
     
    Crianças com menos de nove anos, mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pessoas alérgicas aos componentes da vacina, pessoas que tenham fenilcetonúria e aquelas com um sistema imunológico enfraquecido ou que recebam orientação médica específica.
     
    16- A vacina pode causar dengue hemorrágica?
     
    Não. Nos estudos clínicos, a vacina reduziu consideravelmente os casos de dengue grave e de febre hemorrágica da dengue.
     
    17 – Qual a composição da vacina?
     
    A vacina é constituída por vírus vivos atenuados obtidos por tecnologia de DNA recombinante, combinando o vírus atenuado da febre amarela e os quatro sorotipos dos vírus da dengue.
     
    18 – Posso tomar outras vacinas junto com a vacina contra a dengue?
     
    A Dengvaxia® não deve ser administrada com nenhuma outra vacina ou produto farmacêutico injetável.
     
    Nenhum estudo específico foi realizado sobre a administração concomitante da vacina contra a dengue e de qualquer outra vacina ou produto farmacêutico.
     
    Após a avaliação médica, caso seja necessário administrar concomitantemente alguma outra vacina ou produto farmacêutico, devem ser usadas seringas e agulhas diferentes, e  a aplicação deve ser feita em diferentes partes do corpo.
     
    Nos estudos clínicos, a vacina reduziu consideravelmente os casos de dengue.
     
    Fonte: Anvisa
  • Anvisa bate recorde de registro de medicamentos

    Anvisa bate recorde de registro de medicamentos

    O registro de genéricos também bateu recorde no ano passado, com a aprovação de 342 produtos, o dobro em relação a 2014.
     
    Além disso, houve a concessão de licença para a comercialização de medicamentos que modificaram positivamente a terapia da hepatite C, o registro dos primeiros produtos biossimilares e da primeira vacina contra a dengue. 
     
    Os resultados alcançados refletem as ações de governança e de gestão, alinhadas a mudança de processos e ao empenho dos servidores.  
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Pedido para último teste de vacina da dengue está parado há 8 meses

    Pedido para último teste de vacina da dengue está parado há 8 meses

    Oito meses depois de o Instituto Butantan pedir autorização para avançar à última fase de testes da vacina contra a dengue, ainda não há uma data definida para essa etapa da pesquisa ocorrer.
     
    A solicitação foi feita à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 10 de abril. O objetivo era ter o aval para a fase 3 da pesquisa clínica, etapa em que será analisada a eficácia do produto contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
     
    Na época, o instituto ainda não havia completado a segunda fase de estudos, mas o avanço da doença -que chegou a 1,5 milhão de casos no país neste ano- fez com que o governo de São Paulo pedisse para que a pesquisa fosse agilizada.
     
    Inicialmente, a ideia era que os testes começassem ainda na metade deste ano, com 17 mil voluntários. Disso depende a entrada da vacina no mercado, atualmente sem previsão para ocorrer.
     
    Até agora, porém, o instituto não conseguiu obter o aval da Anvisa, a quem cabe a regulação do processo.
     
    Segundo o presidente da agência, Jarbas Barbosa, faltaram informações nos documentos enviados à equipe técnica. Entre elas, diz, estavam dados sobre segurança.
     
    “É injusta qualquer suspeita de demora”, diz. “Como o estudo da fase 2 não estava finalizado, tivemos que pedir várias informações iniciais, até para acelerar”.
     
    Agora, enquanto o Butantan diz que a expectativa é iniciar os testes até o fim deste ano, a Anvisa evita dar prazos e diz que o aval depende da análise de novos documentos recebidos nesta terça (8).
     
    Caso faltem informações, a agência poderá fazer novas exigências.
     
    De acordo com o Butantan, a última fase da pesquisa será realizada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e em outros 13 grandes cidades do país. Os nomes delas não foram divulgados.
     
    Agentes do programa Saúde da Família, vinculado às unidades básicas de saúde, devem ajudar no recrutamento de voluntários.
     
    “Nosso objetivo era trazer o estudo o mais próximo possível da realidade de vacinação do país”, afirma o diretor de ensaios clínicos e farmacovigilância do Butantan, Alexander Precioso.
     
    Ele estima que a vacinação de todos os 17 mil voluntários leve até um ano.
     
    Além de adultos, também serão vacinados adolescentes e crianças com ou sem histórico de infecção anterior pelo vírus da dengue. Em seguida, é feita a coleta de exames para acompanhamento.
     
    Segundo Precioso, a chegada do verão, quando há aumento na proliferação do mosquito Aedes aegypti e de casos de dengue, não deve trazer prejuízo aos testes.
     
    “É fundamental que exista o vírus circulando para mostrarmos que há resposta imunológica”, diz.
     
    Além da imunização produzida pelo Butantan, uma outra vacina contra a dengue, já pronta e feita pela multinacional francesa Sanofi Pasteur, aguarda aval da Anvisa.
     
    Nesse caso, o pedido foi protocolado em 30 de março. Mas os baixos índices de eficiência do produto para alguns dos quatro tipos de vírus têm gerado impasse entre especialistas do setor.
     
    A média de eficácia da vacina é de 65,5%, de acordo com a empresa. Outro problema é a falta de proteção para menores de 9 anos e idosos, grupos mais vulneráveis.
     
    Sheila Homsani, diretora-médica da Sanofi, argumenta que o produto é mais eficaz para quem já teve algum tipo de dengue. “A memória imunológica faz aumentar a produção de anticorpos para proteção”, afirma.
     
    Segundo Jarbas Barbosa, da Anvisa, a previsão é que a análise da imunização da Sanofi seja finalizada no primeiro semestre de 2016.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Células-tronco podem reduzir uso de animais

    Células-tronco podem reduzir uso de animais

    O uso de células-tronco adultas vem sendo testado por um grupo de cientistas da Fiocruz Paraná para reduzir ou eliminar a necessidade do uso de animais em testes de medicamentos e fármacos, com bons resultados.
     
    Os biólogos abriram um pedido de patente da técnica em outubro. Caso ele seja aceito, a metodologia será de domínio público e poderá ser usada sem custos por outros pesquisadores no mundo.
     
    “O objetivo final é evitar completamente o uso de animais. Tudo caminha para isso”, diz o pesquisador Bruno Dallagiovanna, que coordena o Laboratório de Biologia Básica de Células-Tronco da Fiocruz Paraná.
     
    As células usadas na pesquisa vêm de clínicas estéticas, que cedem o material extraído de lipoaspirações e outros procedimentos com autorização dos pacientes.
     
    Essa célula, explica Dallagiovanna, por ser humana e adulta, reproduz de forma mais precisa os efeitos das drogas nos pacientes –até melhor do que ocorre nos testes com animais, afirma.
     
    “Elas são mais sensíveis e mais acuradas, têm um efeito mais real do que um teste com animal”, diz o biólogo.
     
    No experimento, realizado ao longo dos últimos dois anos, as células são submetidas a uma série de substâncias químicas já testadas em animais, com diferentes níveis de toxicidade.
     
    Foram realizados testes com doze substâncias químicas, e os resultados dos níveis de toxicidade foram os mesmos dos testes com animais.
     
    “Isso ainda não permite eliminar o uso dos animais. Mas já daria para utilizar uma quantidade muito menor deles”, diz Dallagiovanna.
     
    Novos testes com outros tipos de células-tronco, obtidas com modificações em laboratório, estão sendo conduzidos pelo grupo. A ideia é testar drogas para o coração, por exemplo, em células cardíacas, obtendo alto grau de precisão sobre seus efeitos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pesquisas de tratamento para zika podem levar até 2 anos

    Pesquisas de tratamento para zika podem levar até 2 anos

    Pesquisador do Laboratório de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, Rafael França estima que serão necessários pelo menos dois anos para que perspectivas de tratamento de infecções pelo zika comecem a ser delineadas. “Há ainda muitas questões a serem respondidas. A primeira tarefa é identificar o genoma do vírus”, afirmou.
     
    Diante do aumento de casos de infecções e da rápida dispersão do zika, uma rede de pesquisadores redobrou os esforços para tentar definir o mais rapidamente possível a sequência genética do que, até seis meses atrás, era considerado o “primo fraco da dengue”. A rede de vigilância genética busca, por exemplo, analisar se houve uma mutação do vírus, descrito pela primeira vez em 1947, mas que somente nos últimos anos começou a despertar a atenção de autoridades sanitárias.
     
    A experiência brasileira demonstra que a infecção pelo zika em gestantes tem correlação com a microcefalia. Os casos no País também ajudam a comprovar a suspeita de que o vírus pode atingir o sistema neurológico, aumentando o risco de doenças autoimunes como a síndrome de Guillain-Barré. 
     
    França afirma que a mutação pode não ser a resposta para o impacto que a infecção pelo zika vem provocando na população brasileira. “Há outros fatores que devem ser observados. Uma das suspeitas que precisam ser investigadas é se o vírus teria um impacto diferente entre pessoas que já têm anticorpos para dengue, um agente da mesma família que o da zika”, afirmou. 
     
    Organismo. Além da vigilância genética, pesquisadores têm como tarefa desvendar a forma de atuação do vírus no organismo. “Sabemos pouco sobre isso”, reconheceu França. As dúvidas não são apenas entre pesquisadores brasileiros. Há uma grande lacuna de conhecimento sobre zika em todo o mundo. “Por se tratar de um vírus novo e que até agora era tido como de pouco potencial de dispersão e de agressão no organismo, ele despertava pouca atenção.”
     
    França avalia que uma das estratégias mais promissoras para deter o avanço da doença consiste em desenvolver terapias que tenham como princípio anticorpos contra o vírus. Para isso, é preciso conhecer a estrutura do zika e desvendar os mecanismos que ele usa para invadir as células do corpo humano. “Uma vez descoberto o caminho usado por ele para ingressar na célula, a ideia é tentar colocar um obstáculo, algo que o impeça a invasão”, afirmou.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Brasil cria primeiro remédio biológico

    Brasil cria primeiro remédio biológico

    Uma droga de produção inédita no Brasil, que reduz os efeitos colaterais do tratamento do câncer, deverá chegar ao mercado no ano que vem, depois de ter sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    O Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil – e o primeiro da América Latina.
     
    Biossimilares são parecidos com medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo.
     
    Para se ter uma ideia, em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.
     
    Imunidade
     
    A nova droga é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela empresa Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000.
     
    Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico. O medicamento permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas.
     
    Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, o novo biossimilar, desenvolvido pela Eurofarma, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    Com a produção própria, o Ministério da Saúde diz esperar economizar R$ 9,3 milhões em cinco anos.
     
    Remédios biológicos
     
    Remédios biológicos como o Fiprima são muito mais complexos do que os remédios tradicionais justamente porque não são sintéticos. Ou seja, não dependem apenas de uma manipulação de substâncias químicas em laboratório para serem produzidos.
     
    Os remédios biológicos são em geral proteínas produzidas por um organismo vivo – que pode ser uma bactéria, uma levedura ou uma célula de mamífero. Os cientistas alteram geneticamente esses organismos vivos para que passem a produzir exatamente aquela substância de que precisam e nada mais. Eles então cultivam os organismos para que eles se transformem em “fábricas” de proteínas.
     
    Fonte: Diário da Saúde
     
  • Teste de zika tem eficácia só até 5º dia de sintomas

    Teste de zika tem eficácia só até 5º dia de sintomas

    O exame que pode identificar o zika vírus só é eficaz se feito preferencialmente nos cinco primeiros dias de sintomas. Como os sinais de zika, dengue e chikungunya são semelhantes, o teste é a única maneira de esclarecer qual virose o paciente contraiu. Especialistas alertam que grávidas devem procurar atendimento médico ao perceberem os primeiros indícios. O Ministério da Saúde divulga nos próximos dias o protocolo de atendimento para zika.
     
    Para detectar o vírus após o período sintomático, seria necessário um exame de detecção de anticorpos, que ainda não existe para o zika, mas que já está sendo desenvolvido por diversos laboratórios públicos no país e deverá estar disponível nas próximas semanas.
     
    O exame que detecta a presença de zika no período de sintomas é o RNA PCR. Ele identifica, pelo sequenciamento genético do vírus, a presença do agente no organismo. “Depois dos primeiros dias de infecção, quando o organismo produz anticorpos, eles grudam no vírus e não se consegue mais encontrar o material genético. Isso é variável. Nem todos os organismos reagem ao vírus no mesmo tempo.
     
    Ele começa a passar para outras regiões e não se consegue detectar no sangue”, explica o patologista Hélio Magarinos Torres Filho, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica no Rio.
     
    O especialista diz que, em alguns casos, o material genético do vírus pode ser encontrado até o décimo dia, mas alerta que, se o resultado der negativo nesse período, não há garantia de que a pessoa não tenha sido infectada antes. A recomendação de fazer o exame até o quinto dia é defendida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
     
    O teste detecta a presença do ácido ribonucleico (RNA), responsável pela síntese de proteínas da célula. É feito em duas etapas: na primeira, identifica a presença de um vírus; na segunda, faz o sequenciamento genético para identificar qual dos agentes infectou o organismo. Nos laboratórios particulares pesquisados pelo Estado, o teste custa de R$ 1.198 a R$ 2.160. Nesta semana, outros laboratórios prometem iniciar a oferta do teste. No Fleury, por exemplo, o exame deverá custar cerca de R$ 300.
     
    Pré-natal
     
    “Se as pacientes com sintomas de zika estiverem no primeiro trimestre de gestação, o ideal é que façam o teste para afastar a hipótese de outras doenças, até mesmo para fazer pré-natal pormenorizado, caso seja zika. É o período em que há risco maior de acontecer má-formação”, diz a infectologista Bianca Grassi de Miranda, do Hospital Samaritano. O teste específico para zika deve ser feito depois dos exames de dengue e chikungunya, doenças mais comuns.
     
    A estudante Esthefany Souza, de 16 anos, grávida de 5 meses de Maria Júlia, não recebeu a recomendação de fazer o teste ao ser diagnosticada com zika em hospital particular da zona oeste do Rio. Ela teve sintomas como febre, dores e manchas vermelhas. “Fiquei com medo de passar para a bebê”, diz.
     
    A advogada Renata Vilhena, especialista em saúde, diz que os planos devem pagar pelo exame de zika, em caso de recomendação médica. “A operadora está recebendo para prestar serviço no lugar do Estado. Havendo pedido, o plano é obrigado a cobrir”, afirma. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa planos de saúde, informou que os procedimentos cobertos pelas operadoras são determinados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e definidos em contrato. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. *Colaborou Fabiana Cambricoli)
     
    Fonte: Uol Saúde