Prezados Colegas,
Com a proximidade das eleições, vale lembrar que os cadastros, particularmente os endereços, devem ser atualizados, assim como os pagamentos dos débitos porventura existentes junto ao CRF (anuidades e taxas diversas).
Isabel C. C. Bulhões
Presidente da CER
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Atualização de cadastros
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Brasil adotou licença compulsória para combate à Aids
Considerado referência mundial no combate à Aids, o Brasil adotou licença compulsória em 2007 para o medicamento Efavirenz, desenvolvido pela Merck, para combater a doença. A licença compulsória significa suspensão temporária do direito de exclusividade do titular de uma patente, permitindo a produção, uso, ou importação do produto sem a autorização do titular da patente. Mas a medida só pode ser adotada pelo governo, após esgotadas as negociações com a dona da patente, para comprar ou produzir a versão genérica da droga para atendimento da demanda interna.A decisão do governo brasileiro de aplicar esse instrumento está prevista nas regras internacionais, inclusive no acordo sobre aspectos de direitos de propriedade intelectual da Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida adotada pelo Brasil foi histórica e inédita na América Latina, embora já tivesse ocorrido em outros países como Canadá, Tailândia e Itália.“O direito que se dá na concessão da patente são de monopólio, de exclusividade comercial. No entanto, se houver abuso no uso do direito, existe a possibilidade de licença compulsória, que é uma matéria conhecida da sociedade”, disse o diplomata Otávio Brandelli, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). No Brasil, segundo ele, o único caso de licença compulsória foi no caso do Efavirenz. “Eu participei, àquela época, do grupo de licença compulsória”, disse.AmeaçasAntes de 2007, o Brasil utilizou a ameaça de licença compulsória para pressionar a redução do custo de medicamento protegido por patente em três ocasiões. A primeira foi em 2001 para a droga Nelfinavir, da Roche, para Aids, mas voltou atrás quando a companhia concedeu desconto no preço. Dois anos depois, tentou usar a medida para o mesmo produto. Em 2005, tentou com o Kaletra, da Abbott. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Fonte: Uol Saúde -

Extensão de prazo para patentes divide indústrias
As indústrias brasileiras produtoras de genéricos e de defensivos agrícolas afirmam que têm, juntas, um “passivo” represado de pelo menos R$ 500 milhões que poderiam ser revertidos em receita. Os cálculos são feitos com base nos medicamentos e agrotóxicos que terão a extensão da patente garantida pelo parágrafo único do artigo 40, estabelecido pelas regras de propriedade intelectual da lei nacional 9.279/1996.Esse dispositivo foi incluído como uma salvaguarda em caso de uma eventual ineficiência do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) no processo de concessão das patentes. Essa salvaguarda não está no acordo tríplice internacional da Organização Mundial do Comércio (OMC). O que era para ser exceção pode virar regra, argumentam as entidades que representam essas indústrias.No Brasil, a análise de uma patente demora entre nove e 14 anos. O Inpi quer reduzir o prazo de análise para a média global, que é de cinco anos. O direito à exclusividade é de 20 anos, a partir de depósito do produto.Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina) aponta uma lista de 58 produtos, entre medicamentos e agroquímicos, que terão a patente estendida por essa salvaguarda.Entrave. Esse mecanismo da lei das patentes representa um entrave para a indústria, uma vez que atrasa o lançamento de genéricos, argumenta Telma Salles, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). “Os prejuízos para a sociedade são enormes.No caso dos medicamentos, interfere no lançamento dos genéricos”, disse. Por lei, os genéricos têm de ser, no mínimo, 35% mais baratos que o produto de referência. “O consumidor já poderia ter acesso antes.” A Pró Genéricos elencou cinco produtos considerados emblemáticos que, se mantida a regra do parágrafo único do artigo 40, só chegarão ao mercado como genéricos tempos depois, por conta da salvaguarda.O medicamento mais badalado da lista é o Victoza, da Novo Nordisk, para tratar diabetes. O produto, que teve a patente depositada em agosto de 1997, deveria ter seu vencimento expirado em agosto de 2017. No entanto, deverá ser lançado como genérico em 2023. O Janúvia, da MSD, também para diabete, teve a patente depositada em abril de 2002, mas sua análise foi concluída em abril de 2014.Portanto, terá proteção até abril de 2024. O inibidor de fumo Champix, da Pfizer, teria sua patente vencida em novembro de 2018, mas entrará no mercado em 2020. Dois produtos para tratar câncer – Nexavar (fígado), da Bayer, e Tykerb (mama), da GSK – entram, respectivamente, em 2020 e 2021.A venda desses cinco medicamentos movimentou cerca de R$ 250 milhões no ano passado, de acordo com dados da Pró Genéricos, com base no levantamento da consultoria IMS Health, No caso de defensivos, Pedro Barbosa, advogado da Abifina, citou três insumos – o herbicida clomazone (usado em canaviais para combater pragas) e os inseticidas bifentrina e fipronil (usados, sobretudo, em lavoura de soja) – como produtos, que movimentam cerca de R$ 300 milhões, ainda protegidos.Direito à exclusividade. Se por um lado, essas indústrias questionam a salvaguarda – a Abifina entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), que ainda vai ser apreciada pelo ministro relator Luiz Fux -, por outro as detentoras de patente querem preservar seu direito de negociar com exclusividade seu produto, sem prejuízo no prazo que é devido. “É bom lembrar que apenas 1 em cada 140 mil moléculas pesquisadas vai para o mercado. O produto tem de ser seguro e os gastos com pesquisas são altos”, diz Roberto Sant`Anna, consultor jurídico da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que representa as indústrias detentoras de patente.Segundo Antonio Britto, presidente da Interfarma, que reúne as indústrias farmacêuticas de inovação, a saída para que o Brasil funcione melhor em patentes é dotar o Inpi de pessoas e infraestrutura para que o órgão possa cumprir sua função.O Inpi não está alheio a essas questões. Ao Estado, o diplomata Otávio Brandelli, presidente do Inpi, disse que o histórico do Inpi é de muito fluxo e pouca gente.Segundo ele, isso está mudando. “Temos autorização de concurso para mais 100 examinadores para patentes. A gente já tem cerca 300 (dos quais 212 são examinadores para patentes.” No caso de examinadores de marcas, por exemplo, o órgão está com quase 100 pessoas e terá mais 40. “A ideia é dar maior eficiência ao órgão para que não demore mais de dez anos para se conceder as patentes. Se eu não demoro mais de dez anos, não se aplica a salvaguarda.” O diplomata foi empossado no fim do ano passado.Segundo Brandelli, a quantidade de pedidos de patente aumentou muito nos últimos anos. Entre 2007 e 2013, o crescimento de demanda por análise da patente cresceu 38%, enquanto a de marcas 52%. “Isso é um fenômeno mundial.” Revisão da lei. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz coro às indústrias nacionais que querem derrubar o parágrafo único do artigo 40.“Entendemos que o dispositivo premia as empresas que querem prorrogar o direito à patente”, disse Dirceu Barbano, presidente da agência. Segundo Barbano, a Nelson Brasil, presidente da Abifina, é mais enfático. Segundo ele, esse dispositivo foi aprovado “na calada da noite”, sem discussão. Otávio Brandelli, presidente do Inpi, rebate. Brandelli participou à época, em 1996, das discussões para a criação da lei da patente. “O projeto que foi discutido na Câmara não previa esse dispositivo. O artigo 40 foi incluído no Senado. Depois, foi discutido em plenário e em várias comissões. Não dá para dizer que foi na calada da noite”, afirmou.Fonte: O Estado de S.Paulo -

USP testa composto da maconha para parkinson
O canabidiol (CBD), um dos compostos da maconha, pode ajudar a aliviar agitações do sono associadas ao mal de Parkinson, mostra estudo da USP de Ribeirão Preto.Usado no Brasil de forma experimental para a epilepsia, o CBD teria efeito benéfico sob outras doenças que afetam o cérebro.“O CBD provê qualidade do sono e pode proteger neurônios”, diz Marcos Hortes, psiquiatra e autor do estudo. As evidências vêm de casos com quatro pacientes descritos no “Journal of Clinical PharmacyTherapeutics”.Em um deles, um homem de 61 anos registrava queixas de alterações de sono (fala, pontapés e socos). A agitação já machucou a esposa. Ao ser tratado com 75 mg de CBD todos os dias por seis semanas, ele não teve mais distúrbios no sono.Em outros dois casos, as crises também desapareceram; em um paciente, houve um episódio por semana.Essas agitações são comuns no parkinson e o tratamento delas é feito com clonazepam, remédio controlado. “O medicamento é eficaz, mas causa sonolência durante o dia”, diz Egberto Barbosa, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.O estudo foi supervisionado por José Alexandre Crippa, psiquiatra que comanda estudos com o CBD no Brasil. Ele diz que o CBD não está disponível para uso clínico e que mais dados são exigidos para mostrar sua eficácia.Fonte: Folha de S.Paulo -

Hospital das Clínicas faz transplante de cinco órgãos ao mesmo tempo pela primeira vez
O Hospital das Clínicas de São Paulo realizou nesta quinta (22) o primeiro transplante multivisceral do SUS. Foram transplantados cinco órgãos do sistema digestivo–fígado, intestinos delgado e grosso, pâncreas e estômago.O paciente é o segurança José Cícero Lira da Silva, 33, de Maceió (AL). Ele tinha um tumor que ocupava quase todo o pâncreas –apesar de ser de baixa malignidade, ele havia se infiltrado para outros órgãos, como estômago.A cirurgia demorou 12 horas e envolveu 23 profissionais, entre eles dez cirurgiões e quatro anestesistas. Foram necessárias 35 bolsas de sangue para conter a hemorragia durante o procedimento.Os órgãos doados vieram de uma criança de dez anos que morreu em um acidente.É o segundo transplante do gênero no país. O primeiro foi realizado no hospital Albert Einstein em abril de 2012, mas a paciente morreu após a cirurgia, por infecção.Segundo Luiz Carneiro D'Albuquerque, diretor do serviço de transplantes e cirurgia do fígado do HC, os próximos dias serão cruciais para Silva. “A parte mais difícil começa agora, com os riscos de infecção e rejeição.”Ele diz que, que se tudo ocorrer bem, o paciente deve ficar um mês no hospital. As chances de rejeição no primeiro ano variam entre 20% e 30%. A taxa de sobrevida é de 70%, em média, segundo estatísticas dos centros norte-americanos.Nos Estados Unidos, a cirurgia é feita há uma década e pode custar US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões).Estima-se que de 300 a 400 brasileiros necessitem desse tipo de transplante. Nos últimos anos, ao menos seis deles fizeram a cirurgia no exterior e acionaram, judicialmente, o governo ou os planos de saúde para o reembolso das despesas.Tanto o transplante multivisceral feito no Einstein quanto o realizado no HC fazem parte de um protocolo experimental autorizado pelo Ministério da Saúde e que prevê a realização de dez cirurgias em cada instituição.Após esse teste, o ministério vai avaliar os resultados, os custos e decidir se a cirurgia será feita como rotina.DOENÇASegundo a mulher de José da Silva, Rosilda Lúcia da Silva, o marido teve o câncer diagnosticado em abril de 2012. “Ele ficou amarelo, tinha vômito, diarreia e coceira por todo o corpo. Em um ano, teve três hemorragias.”Há um ano, os médicos disseram que só um transplante de pâncreas e fígado salvaria Silva. Ao se mudar para São Paulo, há nove meses, a família teve mais uma surpresa: cinco órgãos teriam de ser transplantados.“Bateu o desespero. Meu marido começou a chorar. Nem sabíamos que existia transplante de dois órgãos, imagina de cinco!”, contou Rosilda, enquanto aguardava o fim da cirurgia no HC.Os meses que antecederam o transplante também foram tensos. “Fomos chamados sete vezes, mas os órgãos não eram compatíveis. A última vez foi na terça. Já não aguentávamos mais esperar.”Ontem, depois que a cirurgia estava concluída e o paciente suturado, houve momentos de tensão. Silva apresentou um distúrbio de coagulação e teve de ser aberto novamente para estancar a hemorragia. Depois, foi estabilizado e levado para a UTI.Fonte: Folha de São Paulo -

Hospital de SP testa implante de eletrodo contra depressão
Um tratamento para a depressão que utiliza eletrodos implantados sob a pele para estimulação elétrica foi testado pela primeira vez no Brasil. O procedimento cirúrgico foi realizado nesta quarta-feira (21) no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.Os eletrodos são implantados na região da testa e ligados a um marca-passo. O objetivo é estimular o nervo trigêmeo, que confere sensibilidade à face e é uma via importante de acesso ao cérebro, de acordo com a neurocirurgiã Alessandra Gorgulho, uma das responsáveis pela pesquisa.A ideia de testar essa via veio de uma pesquisa com estimulação externa no nervo trigêmeo realizada na UCLA (Universidade da Califórnia) para tratar epilepsia.Durante o experimento, diz Gorgulho, que não participou diretamente dele mas trabalhava na universidade americana na época, os pacientes relataram melhora no humor.O resultado levou os pesquisadores a testar o mesmo procedimento, um adesivo com eletrodos usado durante a noite, em pacientes deprimidos, obtendo bons resultados. A ideia agora é saber se a estimulação contínua traria mais benefícios.“Se levarmos em conta o desenho da pesquisa, o número de pacientes envolvidos e o tempo durante o qual eles serão acompanhados um ano, o nosso estudo é muito mais robusto”, diz Gorgulho.Os pacientes que participarão do experimento 20 no total têm depressão moderada refratária, ou seja, não responderam ao tratamento convencional, baseado em drogas e psicoterapia.Esse contingente, explica o psiquiatra Ricardo Moreno, chefe do grupo de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, e que colabora com o experimento, representa cerca de 20% das pessoas que têm depressão.Isso não significa que as abordagens convencionais serão abandonadas. Os pacientes, concomitantemente à estimulação, vão continuar com os tratamentos que já vêm recebendo.A paciente que foi submetida à cirurgia no HCor tem cerca de 50 anos e luta contra a depressão há cinco. Nesse período, passou por vários tratamentos, sem sucesso.COMPLEMENTOMoreno diz que a estimulação poderá servir como um complemento ao tratamento clássico. “Os resultados da neuromodulação são promissores, mas a área ainda não está muito consolidada.”Gorgulho diz que há atualmente uma grande procura por novas alternativas, reversíveis e minimamente invasivas para tratar a depressão.“Acho que é menos assustador usar uma estimulação elétrica que pode ser interrompida a qualquer momento do que combinar, por exemplo, cinco drogas, durante anos, para descobrir depois o que acontece.”Outros experimentos que também têm o nervo trigêmeo como alvo, mas com eletrodos colocados sobre a pele, sem necessidade de cirurgia, vêm sendo realizados também pelo HCor e pela Santa Casa para tratar depressão.Fonte: Folha de S. Paulo -

Dupla mastectomia após câncer é feita sem indicação em 70% dos casos
Mulheres optam por procedimento por medo de reincidência, diz estudo.Procedimento só é indicado para quem tem histórico familiar ou mutação.A maioria das mulheres que optam por fazer uma dupla mastectomia depois de serem diagnosticadas com câncer de mama não têm indicação clínica para fazer o procedimento. Esta é a conclusão de um estudo americano publicado na revista “JAMA Surgery” nesta quarta-feira (21).A possibilidade de retirar as duas mamas após o diagnóstico de câncer é apresentada principalmente a mulheres com histórico familiar da doença ou com mutação genética que determina maior risco de o câncer vir a aparecer nas duas mamas. Apenas para esse pequeno grupo há evidências científicas de que a retirada dos dois seios prolonga a sobrevida livre da doença. Mas, de acordo com a pesquisa, 68,9% das mulheres que optam pelo procedimento não se enquadravam nesse perfil.Pesquisas anteriores mostram que, ao redor do mundo, a ocorrência da chamada mastectomia profilática contralateral (MPC) – quando a mama não afetada pelo câncer também é retirada como forma de prevenir o surgimento da doença – tem aumentado, o que traz preocupações de que essa opção esteja sendo adotada de forma indiscriminada.“As mulheres parecem estar usando a preocupação em relação à reincidência do câncer para optar pela mastectomia profilática contralateral. Isso não faz sentido porque ter um seio não afetado removido não vai reduzir o risco de reincidência no seio afetado”, diz a pesquisadora Sarah Hawley, professora da Escola de Medicina da Universidade de Michigan e uma das autoras da pesquisa.O estudo avaliou 1.447 mulheres americanas diagnosticadas com câncer de mama, com idade média de 59 anos. Do total, 7,9% optaram pela retirada das duas mamas. Dentro desse grupo, 68,9% não tinham histórico familiar de câncer nem tiveram um exame genético positivo para a presença da mutação que determina um maior risco (BRCA1 e BRCA2).Os autores do estudo destacam que a maior parte dessas pacientes nem chegou a fazer o exame genético. Mas algumas delas, mesmo tendo o resultado negativo para a mutação, optaram pela dupla mastectomia. De acordo com os resultados, o medo do reaparecimento da doença observado nas participantes foi um fator importante para a tomada dessa decisão.“A taxa crescente da mastectomia profilática contralateral motivou alguns cirurgiões a questionar se realizar uma operação extensa que não é clinicamente indicada é justificável para reduzir o medo da reincidência da doença”, afirma o artigo.Tendência x riscosSegundo o cirurgião Ruffo de Freitas Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), realmente houve um aumento no número de cirurgias profiláticas da mama nos últimos anos.Ele cita que, em muitos casos, além do temor de que o câncer possa surgir na outra mama, as pacientes também levam em conta a questão estética para tomar essa decisão. “Se a mulher tem uma mama com prótese e a outra natural, dificilmente se consegue uma boa simetria”, diz o médico.Segundo Freitas Júnior, o caso da atriz americana Angelina Jolie, que resolveu passar por uma mastectomia total profilática por apresentar os genes BRCA1 e BRCA2, também contribuiu para a popularização da prática.Ele observa que a decisão final sobre fazer ou não o procedimento profilático é da paciente, mas que o médico deve deixar claro todos os riscos envolvidos.De acordo com o médico, ao retirar uma mama saudável, a paciente está aumentando seus riscos de ocorrência de infecção e de necrose. Existe o risco, inclusive, de ter de retirar a prótese, caso haja complicações. Além disso, é possível que haja a perda de sensibilidade da mama, o que pode afetar a sexualidade. Ele lembra ainda que a retirada total da mama reduz em, no máximo, 90% os riscos do aparecimento do câncer.Fonte: Bem Estar -

Setenta por cento da população dos EUA está infectada com HPV
Cerca de 70% dos americanos estão infectados com alguma cepa do vírus do papiloma humano (HPV), entre as quais apenas um pequeno número é responsável pelo desenvolvimento de algum tipo de câncer, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (20).Os cientistas detectaram 109 cepas deste vírus, das 148 conhecidas, em amostras de tecidos provenientes da pele, vagina, cavidade bucal e intestinos de adultos saudáveis, segundo trabalhos apresentados na conferência da Sociedade Americana de Microbiologia, realizada em Boston, nos Estados Unidos.Apenas 4 dos 103 homens e mulheres com DNA tornado público nos bancos de dados do governo federal apresentaram um dos dois tipos de HPV conhecidos por provocar a maior parte dos cânceres de colo de útero, garganta e também verrugas genitais.“A fauna microbiana do HPV em pessoas com boa saúde é surpreendentemente mais vasta e complexa do que pensávamos”, afirmou Yingfei Ma, pesquisadora da faculdade de Medicina de Langone, da Universidade de Nova York e principal autora do estudo.“São necessários mais controles e pesquisas para determinar como as cepas destes papilomas que não causam câncer interagem com as cepas responsáveis por tumores cancerosos, os genótipos 16 e 18, e explicar porque estas cepas causam câncer”, acrescentou.Enquanto a maior parte destes vírus parece até agora inofensiva e permanece “adormecida” durante anos, sua presença abundante no organismo sugere a existência de um delicado equilíbrio, no qual as cepas virais se neutralizam reciprocamente e evitam que outras, mais patogênicas, se multipliquem de forma incontrolável, explicaram os pesquisadores.As infecções por estes vírus parecem acontecer por meio do contato com a pele. O HPV continua sendo a fonte de infecção venérea mais frequente nos Estados Unidos. Segundo infectologistas, quase todos os homens e mulheres contraíram algum subtipo em um momento da vida.Os resultados da pesquisa, disseram, lançam luz sobre as fragilidades dos exames atuais para detectar o HPV, desenvolvidos para identificar apenas uma dezena de cepas, mais vinculada ao desenvolvimento do câncer de útero.Fonte: Uol Saúde -

Colesterol alto dificulta a gravidez
Para muitos casais, o desejo de ter um bebê pode significar uma angustiante e longa espera entre inúmeras tentativas, até laboratoriais, nem sempre com resultado positivo. O encontro entre óvulo e espermatozóide, nesses casos, pode não ser tão direto e simples. A estrada abriga uma gama praticamente infinita de fatores capazes de dificultar a fecundação. Nessa conta, uma substância mais famosa em outras especialidades médicas começa a ganhar a atenção especial: o colesterol. Um estudo feito por pesquisadores do National Institutes of Health, da Universidade de Buffalo, e da Universidade de Emory, ambas nos Estados Unidos, mostra que casais com níveis mais elevados de colesterol levaram mais tempo para conseguir engravidar que aqueles com taxas normais da substância.No trabalho, publicado hoje na versão on-line do Jornal de Endocrinologia e Metabologia Clínica, pouco mais de 500 casais com o desejo de engravidar foram acompanhados de 2005 a 2009. Eles faziam parte do Estudo Longitudinal de Investigação da Fertilidade (Life), criado para investigar a relação entre fertilidade e exposição a substâncias químicas ambientais e o estilo de vida. As voluntárias tinham entre 18 e 44 anos, e os homens mais de 18. Nenhum deles estava sob tratamento para infertilidade. Tinham em comum apenas o desejo de ter um bebê. O acompanhamento durou até a gravidez ou por um ano de tentativas. Foram fornecidas amostras de sangue regularmente para a medição do colesterol livre circulante.Diferentemente do que é feito em outros exames de colesterol, no caso da busca pela interferência da quantidade dele na fertilidade de indivíduos, não é necessário diferenciá-lo entre os seus tipos: o HDL (conhecido como colesterol bom), o LDL (o colesterol ruim) e os triglicerídios. Segundo os pesquisadores, o colesterol no sangue pode estar relacionado com a fertilidade devido à maneira que o corpo o utiliza para fabricar os hormônios sexuais, como a testosterona e o estrogênio. Por esse motivo, saber a função de cada partícula não faz diferença—quesito essencial na busca por fatores de risco para doenças cardiovasculares, por exemplo.Os cientistas calcularam a probabilidade de um casal conseguir engravidar levando em consideração uma estimativa entre a probabilidade da gestação a cada cinco ciclos e as concentrações de colesterol na corrente sanguínea. Entre os pares, 347 ficaram grávidos ao longo de 12 meses. Em média, os casais que não conseguiram iniciar a gestação também tinham as maiores taxas de colesterol livre. Quando apenas um dos membros do casal apresentava o colesterol alto, os maiores impactos estavam entre as mulheres. “Os nossos resultados sugerem que os casais que desejam alcançar a gravidez podem melhorar suas chances garantindo, primeiro, que seus níveis de colesterol estejam em uma faixa aceitável”, explica o principal autor do estudo, Enrique Schisterman, chefe de epidemiologia no Eunice`s Kennedy Shriver National Institute of Child HealthHuman Development (NICHD).Conclusão prematuraO colesterol é uma substância cerosa, semelhante à gordura encontrado em todas as células do corpo. É usado para fazer, por exemplo, hormônios e vitaminas. Altos níveis de colesterol arterial geralmente não causam quaisquer sinais ou sintomas, mas podem aumentar as chances de doenças cardíacas. Testes-padrão de colesterol”” solicitados pelos médicos normalmente avaliam a substância em termos de equilíbrio de HDL e LDL, sendo que uma baixa quantidade de HDL e uma alta de LDL significam um aumento do risco de males do coração. Embora os pesquisadores americanos não tenham avaliado a relação entre esses dois subtipos de colesterol, Schisterman ressalta que os altos níveis de colesterol livre são suscetíveis a indicar uma razão desfavorável entre HDL e LDL Segundo a vice-presidente do Departamento de Endocrinologia feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Ruth Clapauch, a associação direta entre colesterol e fertilidade pode ser prematura, pois outros fatores devem ter influência nessa contagem. “Esse estudo analisou somente os dados do colesterol, mas não foi a fundo no motivo de essa taxa estar elevada”, pondera. Condições ; policísticos apresentam alteração do colesterol e triglicerídios com a dificuldade em engravidar. “A relação de causa e efeito não xar de engravidar, pode ser reflexo condição hormonal que tenha dificultado a gravidez. Também não vai ser suficiente resolver o colesterol para poder sanar o problema hormonal.” Clapauch explica que um aumento da circunferência abdominal feminina, uma característica da síndrome metabólica, pode estar associada à síndrome do ovário policístico. Isso porque a gordura do abdômen causa o aumento da insulina, que, por sua vez, aumenta os hormônios masculinos que causam o distúrbio. Por consequência, ela pode deixar de ovular. “No homem, a gordura aumenta a insulina que vai agir nos testículos, diminuindo os níveis de testosterona e a quantidade e a qualidade dos espermatozóides”, complementa.De acordo com o especialista em reprodução humana e diretor médico da clínica Primordia Medicina Reprodutiva, Isaac Yadid, ultimamente, a busca por fatores que possam interferir na fertilidade é muito intensa. “Sem dúvida nenhuma, o colesterol é um substrato para a produção dos hormônios e existe uma influência nos níveis de estrogênio e no perfil lipídico. Consequentemente, a produção desses hormônios pode ficar alterada, uma vez que o colesterol está alterado. Com isso, temos uma menor utilização do colesterol na produção deficitária dessas pacientes que estão tentando produzir hormônios”, descreve Yadid, integrante da equipe responsável pelo primeiro bebê de proveta brasileiro e membro da American Fertility Society.No entanto, o especialista também observa que, para provar que esse é um dos fatores que causam alterações deficitárias na ovulação, ainda é preciso de mais estudos. “O que a gente sabe é que as pacientes muito obesas ou sedentárias apresentam uma chance de desenvolver uma síndrome metabólica, mas porque sabemos que elas têm índice de massa corpórea extremamente elevado. Agora, existem outras condições que também alteram o perfil lipídico. No entanto, ele (o estudo americano) não fez essa avaliação.” Segundo Yadid, existem muitos fatores para essa confusão, mas o colesterol não é um dos exames usados para o diagnóstico rotineiro. “É uma luz que se acende, mas precisamos de um conhecimento mais largo disso. É preciso pesquisar nas pacientes na prática diária para saber se comprova ou não.”Fonte: Correio Braziliense -

França fecha laboratório após perda de amostra de vírus
Autoridades médicas da França ordenaram que um laboratório do Instituto Pasteur, uma das mais importantes instituições de pesquisa do país, suspendesse as suas atividades após a perda de mais de 2.000 tubos contendo amostras do vírus SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que infectou 8.000 pessoas em 2003, a maior parte na Ásia, e causou a morte de quase 800 delas.O instituto informou que os tubos foram perdidos no último mês em um de seus laboratórios, mas insistiu, em nota, que as amostras não apresentam risco de infecção.A instituição solicitou ainda à ANSM (Agência Nacional de Segurança Médica) para ser submetida a uma inspeçãoO inspetor-chefe da ANSM, Gaetan Rudant, disse nesta terça (20) que as amostras ainda não foram encontradas. Os inspetores da ANSM notaram, entretanto, falhas na forma como o laboratório rastreia o seu material.A ANSM ordenou que o laboratório suspenda todas as suas atividades e que o instituto produza um inventário de todo o seu material.Fonte: Folha de São Paulo