Author: admin

  • Brasil tem 1º caso de sucesso em terapia celular contra doença de Crohn

    Brasil tem 1º caso de sucesso em terapia celular contra doença de Crohn

    Um procedimento similar ao transplante de medula óssea para tratamento de linfoma conseguiu pela primeira vez no Brasil salvar uma paciente com doença de Crohn, transtorno autoimune que causa inflamação intestinal.
     
    O procedimento foi realizado por médicos da Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto (SP) após a paciente conseguir uma liminar autorizando o tratamento.
     
    O método, tecnicamente um transplante de células-tronco sanguíneas, ainda não foi aprovado por autoridades regulatórias brasileiras. Apesar disso, já esta sendo usado para casos mais graves da doença em hospitais nos Estados Unidos e Europa.
     
    Os médicos de Rio Preto afirmam que procuraram fazer o transplante de células-tronco nesse caso porque a paciente não reagiu bem a nenhum dos tratamentos disponíveis para a doença de Crohn, que é considerada um problema crônico, sem cura.
     
    “Ela já tinha sido submetida a uma retirada de parte do intestino fino e do grosso, já havia sido tratada com dois medicamentos diferentes e, quando chegou aqui, tentamos uma terceira alternativa de medicação”, conta Roberto Kaiser Jr., proctologista da Beneficência Portuguesa que a acompanhou. O que o levou a buscar uma alternativa foi uma reação alérgica à última droga, que fez a paciente sofrer parada respiratória.
     
    “Chegou um ponto em que a gente não tinha mais o que oferecer para ela”, diz o médico. Kaiser então procurou um hematologista do hospital, Milton Ruiz, que o apresentou a um médico do Memorial Hospital de Chicago, uma das instituições com mais experiência para o tratamento de células-tronco contra a doença de Crohn.
     
    O americano Richard Burt foi então a Rio Preto, onde ajudou Ruiz e Kaiser a estabelecerem um protocolo para o lidar com o caso.
     
    Antes de ser submetida ao transplante em outubro do ano passado, Giselle Idalgo, 29, situava-se entre os casos mais graves de Crohn.
     
    “Tive que parar de trabalhar, parar a faculdade, parar tudo”, conta. “Precisava de ajuda em casa até para pentear o cabelo e tomar banho, porque não tinha mais força.”
     
    Na fase mais crítica da doença, que avançava desde 2010, a paciente de 1,78 m chegou a pesar 35 kg. Após breve período de alívio antes de a medicação de último recurso provocar uma reação alérgica, ela voltou a sofrer dores abdominais, diarreia, sangramentos e náusea.
     
    Depois de submetida ao transplante -um processo que ao todo resultou em 40 dias de internação-, Giselle começou a melhorar progressivamente e, hoje, sem precisar tomar medicações, está fazendo cursinho e recuperou parte do peso.
     
    Ruiz compara o procedimento ao botão “reiniciar” de um computador. Um processo que estava funcionando mal no organismo pode ser corrigido, desde que retomado desde o início. A Beneficência Portuguesa diz agora que já está habilitada a repetir o procedimento, quando houver autorização judicial.
     
    Flávio Steinwurz, do hospital Albert Einstein de São Paulo, diz que são recentes as evidências clínicas de que o transplante pode beneficiar alguns pacientes de Crohn. O Einstein planeja agora um ensaio clínico para a técnica. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus

    EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus

    Autoridades de saúde dos EUA lançaram hoje (14) diretrizes oficiais que recomendam que americanos com maior risco de contrair o HIV tomem uma pílula diária que previne a infecção pelo vírus.
     
    Caso seja seguida, a recomendação aumentaria em 50 vezes o número de prescrições do medicamento Truvada -de 10 mil por ano para 500 mil. A droga custa US$ 13 mil por ano, e a maioria das seguradoras de saúde no país cobrem o valor.
     
    As diretrizes dos CDCs (Centros de Controle de Doença e Prevenção) pedem que médicos considerem a prescrição da profilaxia pré-exposição para homens gays que fazem sexo sem preservativo, heterossexuais com parceiros de alto risco, como bissexuais e usuários de drogas injetáveis, pacientes que regularmente fazem sexo com alguém que esteja infectado e pessoas que compartilham agulhas ou usam drogas injetáveis.
     
    Em 2012, o órgão já havia recomendado, em diretrizes provisórias, que médicos considerassem a prescrição do Truvada para homens gays e para mulheres e homens heterossexuais com maior risco de contrair o vírus. Naquele ano, o governo americano aprovou a venda do Truvada como medida preventiva para homossexuais e homens bissexuais saudáveis com alto risco de contrair o HIV.
     
    Apesar de não haver garantias de que homens gays vão adotar a profilaxia, autoridades dizem que algo precisava ser feito, já que o uso da camisinha tem caído. Numa pesquisa recente, o número de homens gays que admitiram que fizeram sexo desprotegido recentemente subiu 20% de 2005 para 2011.
     
    O Truvada é o único antirretroviral aprovado para prevenir o HIV nos EUA. Ele é considerado relativamente seguro com poucos efeitos colaterais, como dor de cabeça, de estômago e perda de peso. Efeitos raros, mas sérios, incluem danos hepáticos e renais.
     
    Oficialmente, os CDCs estão endossando a profilaxia em conjunto com a camisinha. Mas autoridades de saúde dizem estar conscientes de que as pessoas vão parar de usar o preservativo, o que aumenta o risco de contrair outras doenças, como sífilis e gonorreia.
     
    Desde 2010, três estudos separados com o Truvada mostraram que, quando usado diariamente, pode reduzir bastante as chances de infecção. Isso se mostrou verdade para homens gays, casais heterossexuais e usuários de drogas injetáveis.
     
    As novas diretrizes dizem que as pessoas devem fazer um teste de HIV antes de usar a droga para prevenção, para se certificarem de que não estão infectadas. Os usuários da profilaxia devem ainda fazer o teste novamente a cada três meses para checar se ainda estão livres do vírus e de outras doenças sexualmente transmissíveis e se não estão desenvolvendo efeitos colaterais.
     
    Enquanto muitos especialistas em Aids endossam a profilaxia pré-exposição, a prática ainda não é comum entre os médicos.
     
    Uma pesquisa com 1.175 infectologistas nos EUA e no Canadá mostrou que 74% apoiavam o regime, mas apenas 9% realmente o prescreviam.
     
    Além disso, a profilaxia ainda não “pegou” entre homens gays, que ainda são o grupo de maior risco.
     
    BRASIL
     
    No Brasil, não há aprovação de medicamentos para a prevenção do HIV. O governo anunciou no ano passado que, neste ano, iniciaria um estudo de profilaxia pré-exposição para prevenir a transmissão do HIV entre grupos prioritários, que incluem gays, profissionais do sexo e usuários de drogas. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Depressão é a doença mais frequente na adolescência, alerta a OMS

    Depressão é a doença mais frequente na adolescência, alerta a OMS

    Relatório diz ainda que o mundo não dedica atenção à saúde dos jovens.
    Dados divulgados foram recolhidos em 109 países.
     
    A depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um documento que destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade: acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio. Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo.
     
    Esta é a primeira vez que a agência das Nações Unidas publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou dados fornecidos por 109 países.
     
    Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência. “O mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”, declarou a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS.
     
    Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS.
     
    Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento. O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ANS anuncia nova suspensão de 161 planos de saúde de 36 operadoras

    ANS anuncia nova suspensão de 161 planos de saúde de 36 operadoras

    Punição é por descumprimento de prazos e negação de atendimento.
    Suspensões valem a partir desta sexta-feira (16), por três meses.
     
    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quarta-feira (14) a suspensão da venda, por três meses, de 161 planos de saúde administrados por 36 operadoras. As suspensões valem a partir desta sexta-feira (16).
     
    A medida foi tomada por descumprimento de prazos estabelecidos para atendimento médico e realização de exames e internações, além de negativas indevidas de cobertura. Veja todos os prazos máximos para atendimento na tabela abaixo, à esquerda.
     
    De acordo com a ANS, 26 operadoras do país continuam com a suspensão desde o ciclo anterior, divulgado em fevereiro, e 10 novas empresas entraram na lista – oito delas tiveram os planos suspensos pela primeira vez.
     
    Este é o 9° ciclo de monitoramento anunciado pela agência, que faz suspensões a cada três meses, há mais de dois anos. De acordo com a agência, as operadoras que apresentaram avanços no atendimento às reclamações dos consumidores podem voltar a comercializar seus planos. No ciclo atual, 21 operadoras foram totalmente e 16 parcialmente reativadas.
     
    Segundo as regras, são punidas com a suspensão das vendas todas as operadoras que atingiram, por dois trimestres consecutivos, um índice de reclamação superior a 75% da mediana do setor apurada pela ANS. A determinação dura três meses, até que um novo relatório seja divulgado.
     
    Além da proibição, é aplicada multa de R$ 80 mil por descumprimento da norma para cada reclamação comprovada. Se for um caso de urgência ou emergência, a multa sobe para R$ 100 mil.
     
    A suspensão das vendas feita pela agência, porém, não afeta o atendimento às pessoas que já usam os planos de saúde atingidos – apenas impede a inclusão de novos clientes. Segundo o órgão, o objetivo da suspensão não é simplesmente punir as operadoras, mas levá-las a oferecer produtos com maior qualidade.
     
    “Não dá para as operadoras se acomodarem, [pois] a metodologia busca a indução de mudança de comportamento. Nós temos feito fiscalização ativa: todas as operadoras montaram uma central fixa de monitoramento para [que seja feita] a fiscalização da ANS”, disse o presidente da agência, André Longo Araújo de Melo, em coletiva de imprensa realizada em Brasília pelo Ministério da Saúde e pela ANS.
     
    Neste ciclo, o órgão diz que as suspensões de planos são resultado de 13.079 reclamações recebidas entre 19 de dezembro de 2013 e 18 de março de 2014, a respeito de 513 operadoras. Desse total, a agência obteve 86,3% de resolução na mediação de conflitos entre consumidores e empresas, sem a necessidade de abertura de processos administrativos.
     
    “Temos que olhar para aquilo que não se resolveu, para poder indicar problemas importantes de ofertas de serviços, que merecem fiscalização intensa”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na coletiva.
     
    Como são as suspensões
     
    As supensões dos planos de saúde feitas pela ANS ocorrem com base em uma resolução normativa publicada em dezembro de 2011, que estabelece um prazo máximo para a marcação de exames, consultas e cirurgias. O período entre o agendamento e a consulta com um clínico geral, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de uma semana.
     
    Para verificar o cumprimento da resolução, a agência vem monitorando as operadoras por meio de reclamações feitas em seus canais de relacionamento. E, a cada três meses, publica um novo relatório.
     
    Em janeiro de 2013, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão de novos critérios para a suspensão de vendas por operadoras, como o caso em que os planos se negam a liberar o atendimento aos clientes, quando há irregularidades na exigência de carência e em situação de não pagamento de reembolsos.
     
    As reclamações devem ser solucionadas pelas operadoras em até cinco dias úteis, a partir do momento em que as queixas são registradas na agência. Na sequência, o consumidor tem até 10 dias úteis para informar se seu problema foi resolvido ou não.
     
    A agência diz que esse processo garante maior agilidade à resolução de eventuais problemas assistenciais que podem afetar os 50,3 milhões de consumidores de planos de assistência médica e 20,7 milhões de clientes de planos odontológicos no país.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Laboratórios britânicos fecham acordo sobre pesquisa em animais

    Laboratórios britânicos fecham acordo sobre pesquisa em animais

    Empresas da área médica vão divulgar mais dados de testes com animais.
    Acordo sobre transparência foi divulgado nesta quarta-feira.
     
    Mais de 70 instituições da área médica com atuação na Grã-Bretanha, incluindo grandes empresas farmacêuticas como Pfizer, GlaxoSmithKline e AstraZeneca, assinaram um compromisso para serem mais abertas sobre o uso de animais em experimentos científicos.
     
    O Acordo sobre Transparência em Pesquisa Animal foi publicado nesta quarta-feira (14) após longas negociações entre cientistas, universidades, ONGs médicas, companhias farmacêuticas, jornalistas e pessoas do público geral.
     
    O acordo cobre atividades apenas na Grã-Bretanha, mas foi assinado por 72 organizações britânicas e internacionais, como a norte-americana Pfizer – a qual busca comprar a AstraZeneca.
     
    “Este amplo apoio por abertura demonstra a mudança de atitude que temos visto no setor de ciências da vida nos últimos anos”, disse Geoff Watts, que presidiu o grupo coordenador que esboçou o acordo.
     
    Apoio com restrições
     
    Os britânicos de modo geral apoiam amplamente o uso de animais em experimentos, mas com condições estritas e apenas quando não há alternativa.
     
    Uma pesquisa Ipsos MORI conduzida em 2012 descobriu que cerca de 80% das pessoas questionadas sobre “condições de aceitação” para o uso de animais em pesquisas científicas aprovaram a prática para propósitos médicos, sob boas condições.
     
    Mas cerca de 20% dos britânicos estavam insatisfeitos com o uso de animais em pesquisas. Muitos disseram que gostariam de saber mais sobre o que acontece em laboratórios onde os experimentos são conduzidos. Cerca de 4 milhões de experimentos foram realizados em animais na Grã-Bretanha em 2012, a vasta maioria (74%) em ratos.
     
    O acordo obriga os signatários a “serem mais claros sobre quando, como e por quê” animais são usados, e melhorar as comunicações com a imprensa e o público sobre tais trabalhos.
     
    Há também o compromisso de serem “proativos no fornecimento de oportunidades para o público tomar conhecimento sobre pesquisas que utilizam animais”, e relatarem a cada ano o progresso e as experiências.
     
    A lei da Grã-Bretanha obriga os novos tratamentos médicos a serem testados em animais antes de seguirem para testes em humanos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Para prevenir câncer de mama, mulheres devem evitar substâncias químicas

    Para prevenir câncer de mama, mulheres devem evitar substâncias químicas

    Cientistas americanos identificaram as substâncias químicas mais cancerígenas presentes no ambiente cotidiano que as mulheres devem evitar para diminuir o risco de câncer de mama, uma pista importante para a prevenção da doença.
     
    O estudo, publicado nesta segunda-feira (12) na revista Environmental Health Perspectives, também confirma que os produtos químicos que provocam tumores cancerígenos nas glândulas mamárias dos ratos também estão vinculados ao câncer de mama nos humanos.
     
    O estudo elaborou uma lista de substâncias cancerígenas prioritárias porque provocam tumores mamários nos animais, às quais muitas mulheres estão expostas.
     
    São produtos cancerígenos presentes na gasolina, no diesel e em outras substâncias que emanam dos veículos, assim como ignífugos, solventes, corrosivos de pinturas e derivados de desinfetantes usados no tratamento de água potável, entre outros.
     
    “Esta pesquisa fornece elementos para prevenir o câncer de mama identificando produtos químicos prioritários aos quais as mulheres estão expostas com mais frequência e mostra também como controlar esta exposição”, explica o médico Ruthann Ruden, diretor de pesquisa no instituto Silent Spring de Newton (Massachusetts, nordeste), co-autor da pesquisa.
     
    “Estas informações guiarão os esforços para diminuir o contato com estas substâncias ligadas ao câncer de mama e ajudarão os pesquisadores a estudar como as mulheres são afetadas”, acrescenta.
     
    As pesquisas realizadas até agora sobre o câncer de mama não levavam em conta a exposição de mulheres a uma grande quantidade de produtos químicos, sobretudo pela falta de informação sobre os produtos que deveriam ser analisados.
     
    Segundo estes pesquisadores, os grupos de consulta de especialistas da Casa Branca, o Instituto Americano de Medicina e o Comitê de coordenação para a pesquisa ambiental e o câncer de mama ressaltaram que as substâncias químicas presentes no ambiente cotidiano eram uma pista promissora para a prevenção de tumores malignos mamários.
     
    Reduzir a exposição a produtos químicos
     
    “Todas as mulheres nos Estados Unidos estão expostas a substâncias químicas que podem aumentar o risco de câncer de mama, mas lamentavelmente este vínculo é amplamente ignorado”, comentou Julia Brody, diretora-geral do Silent Spring Institute e co-autora do estudo.
     
    “Reduzir a exposição aos produtos químicos tóxicos pode salvar a vida de muitas mulheres”, considerou, acrescentando que “quando se fala ao povo do câncer de mama, não se pensa no risco que as substâncias químicas representam”.
     
    Finalmente, lamenta a pesquisadora, “os fundos direcionados à pesquisa sobre o vínculo entre o câncer de mama e os produtos químicos no ambiente só representam uma parte ínfima do total”.
     
    “É imprescindível que as indústrias e os governos atuem para reduzir a exposição às substâncias mais perigosas”, insistiu Kristi Marsh, autora de uma obra sobre o tema chamada “Little Changes”.
     
    Marsh foi diagnosticada com câncer de mama aos 35 anos e ela, que não tinha antecedentes familiares, o atribui a uma exposição a químicos cancerígenos.
     
    Para Dale Sandler, principal epidemiologista do Instituto Nacional americano de Ciências de Saúde ambiental (NIEHS), “esta pesquisa examina de maneira extensa e profunda os dados toxicológicos e os biomarcadores vinculados ao câncer de mama”.
     
    Também é uma “importante fonte de informação” para estudar o vínculo entre o ambiente e o câncer, diz.
     
    Os Institutos Nacionais da Saúde (NIH) irão incorporar recomendações do estudo ao mesmo tempo em que se preparam para testar amostras mamárias de 50.000 mulheres no âmbito de uma investigação sobre irmãs para determinar as causas do câncer de mama.
     
    O câncer de mama é a segunda causa de mortalidade por câncer entre as mulheres nos Estados Unidos, com 40.000 falecimentos estimados em 2014 e 232.670 novos casos diagnosticados, segundo o Instituto Nacional do Câncer, que estima que 2,89 milhões de mulheres sofrem atualmente deste tipo de câncer.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa cria registro para produtos tradicionais fitoterápicos

    Anvisa cria registro para produtos tradicionais fitoterápicos

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve publicar, nos próximos dias, norma que cria o Registro dos Produtos Tradicionais Fitoterápicos e que atualiza o registro dos medicamentos fitoterápicos.
     
    A partir da publicação, serão considerados produtos tradicionais fitoterápicos aqueles registrados com base em literatura que indique uso seguro do produto em seres humanos por, no mínimo, 30 anos. A substância só poderá ser indicada para doenças que possam ser tratadas sem médico e não poderão ser indicados para uso oftálmico, isso é, relativo aos olhos, ou injetável.
     
    Esses produtos também poderão receber notificação, em vez de registro, que é uma forma menos burocrática de liberar a venda de produtos que oferecem menos riscos à saúde. A norma só vale para produtos industrializados.
     
    A publicação ainda colocará entre os medicamentos fitoterápicos os que passaram por testes clínicos padronizados para avaliação de segurança e eficácia.
     
    A Anvisa publicará ainda as listas de registro simplificado, conhecida por “Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais fitoterápicos de registro simplificado”, englobando 43 plantas para quais a Anvisa reconhece a segurança, eficácia e efetividade, devido a uma grande quantidade de dados já existentes publicados sobre as espécies.
     
    As regras foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da Anvisa e aguardam publicação.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Planos de saúde ampliarão tratamento domiciliar contra o câncer

    Planos de saúde ampliarão tratamento domiciliar contra o câncer

    Os planos de saúde têm que fornecer oito grupos de medicamentos para controle dos efeitos colaterais da quimioterapia, no tratamento domiciliar de pacientes com câncer. Antes, os medicamentos só eram fornecidos nos hospitais.
     
    A Resolução Normativa 349, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, publicada nesta segunda-feira (12), traz as diretrizes para o uso dos medicamentos, que abrangem terapia contra anemia, infecções, diarreia, alguns tipos de dores, náuseas e vômitos.
     
    A distribuição dos remédios para efeitos colaterais poderá ser feita de modo centralizado pela operadora e distribuído diretamente ao paciente, ou o paciente poderá comprar o medicamento em farmácia conveniada, ou, ainda, comprar em qualquer farmácia com posterior ressarcimento.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Ministério prorroga campanha de vacinação contra gripe

    Ministério prorroga campanha de vacinação contra gripe

    Prevista para terminar nesta sexta-feira, 9, a campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada pelo Ministério da Saúde. Cada Estado e município definirá a nova data para o término da campanha. Na cidade de São Paulo, a vacinação estará disponível até o dia 23 de maio, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.
     
    A razão para a prorrogação foi a adesão insuficiente da população à imunização. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 53,6% do público-alvo havia procurado os postos de saúde até esta quinta-feira, 8. A meta é vacinar pelo menos 80% desse grupo. Devem se vacinar idosos, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, detentos, funcionários do sistema prisional, trabalhadores da saúde e portadores de doenças crônicas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientista paraibano cria site para financiar pesquisas científicas

    Cientista paraibano cria site para financiar pesquisas científicas

    Dodofunding.com, criado por Vinicíus Coutinho, financiará pesquisas.
    Crowdfunding já atende pesquisadores de oito países.
     
    Um cientista paraibano foi responsável por desenvolver o que pode se tornar a solução para a realização de futuras pesquisas científicas. Vinicíus Coutinho, doutor em Bioinformática, criou uma página na internet que permite uma ajuda financeira através do crowdfunding (financiamento coletivo). Batizado de dodofunding.com, o endereço permite que o interessado em colaborar tenha acesso às pesquisas que estão sendo desenvolvidas a partir das doações.
     
    A solução, ainda em fase final de desenvolvimento, tem vários projetos vinculados, entre eles o mapeamento genético da Cochonilha do Carmim, inseto largamente utilizado para extração de corante pela indústria, mas que está dizimando a Palma Forrageira – alimento importante para o rebanho bovino no nordeste brasileiro. O Dodo Funding já recebeu mais de 20 projetos de pesquisadores vindos do Chile, Brasil, México, Colômbia, França, Estados Unidos, África do Sul e Índia e estará pronto para receber doações ainda no mês de maio de 2014.
     
    O paraibano foi o representante brasileiro no primeiro encontro inter gerações em biotecnologia realizado no mês anterior na universidade de Cambridge, no Reino Unido. No encontro, líderes atuais da biotecnologia discutiram com os líderes do futuro os rumos da biotecnologia e as diferentes visões para abordar os desafios atuais da ciência.
     
    “Ainda enfrentamos sérios problemas como doenças, fome e falta de água em grande parte do mundo. São problemas que a ciência pode e deve resolver. Mas precisamos que as pessoas se envolvam mais e também possam participar e decidir o que é importante para elas e para a sociedade no desenvolvimento da ciência”, comentou.
     
    Vinicius lembra ainda que “cada vez mais a ciência tem se tornado colaborativa – é o conceito Citizen Science – onde pesquisadores amadores ou profissionais e também a sociedade podem colaborar com a pesquisa científica em larga escala. O Crowdfunding ou financiamento coletivo já é utilizado para realizar projetos culturais, para desenvolver novas tecnologias e produtos diversos. Por quê não para a ciência?”, concluiu.
     
    Fonte: G1 Saúde