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  • Mais de 80% dos homens com câncer de cabeça e pescoço são ou foram fumantes

    Mais de 80% dos homens com câncer de cabeça e pescoço são ou foram fumantes

    Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, na zona oeste da capital paulista, mostra que 75% (7 em cada 10) dos casos de câncer de cabeça e pescoço atingem o público masculino. Desses pacientes, 83% são ou foram fumantes.
     
    Dentre as diversas neoplasias que podem ser desenvolvidas devido ao consumo de cigarros e produtos fumígenos estão as que se manifestam na região da cabeça e pescoço. Dos pacientes tratados nesse setor, 60% são vítimas de tumores localizados na boca e 40% na faringe ou laringe. O estudo aponta ainda que as ocorrências são mais frequentes em homens acima de 50 anos.
     
    Além do tabagismo, o etilismo (consumo excessivo de álcool) também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer. “O álcool, assim como o tabaco, tem uma relação expressiva com a doença. Quase 60% dos nossos pacientes são etilistas”, alerta o médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe da Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp.
     
    Ainda segundo o especialista, o Instituto do Câncer realizou no ano de 2013 cerca de 3.500 consultas no setor. O número mostra que, embora os tumores sejam passíveis de detecção precoce, por estarem em regiões visíveis, muitas vezes os sintomas passam despercebidos.     
     
    Sintomas x prevenção
     
    O câncer de cabeça e pescoço compreende um grupo de neoplasias classificadas por localização, em áreas diretamente envolvidas com as funções de fala, deglutição, respiração, paladar, olfato e outros.
     
    Entre os sintomas manifestados estão: manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.
     
    Apesar do grande número de casos, o potencial de prevenção da doença é alto, devido a sua relação inerente com o tabagismo e etilismo.
     
    Medidas simples como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de dar preferência a alimentos pobres em gordura e ricos em fibras, ajudam a evitar o desenvolvimento dos tumores.
     
    Especialistas orientam também que as pessoas se habituem a examinar sua boca regularmente, já que, se detectadas na fase inicial, as neoplasias apresentam até 80% de chances de cura.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Caso raro de transmissão de HIV entre mulheres é divulgado nos EUA

    Caso raro de transmissão de HIV entre mulheres é divulgado nos EUA

    Mulher que tem parceira fixa foi infectada pelo vírus, diz governo americano.
    Caso é raro, pois, em geral, a fonte da transmissão é difícil de rastrear.
     
    Um caso raro de possível transmissão do vírus HIV entre mulheres foi anunciado nesta quinta-feira (13) por autoridades de saúde dos Estados Unidos. Uma mulher, de 46 anos “provavelmente adquiriu” o vírus da Imunodeficiência Humana em uma relação sexual com sua parceira, portadora do HIV, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).
     
    A paciente, que não teve o nome revelado, já teve relações heterossexuais anteriormente, mas não nos dez anos anteriores à infecção. Sua companheira, que tem 43 anos e foi diagnosticada em 2008, foi sua única parceira sexual nos seis meses antes do teste positivo do vírus causador da Aids.
     
    A mulher não apresentou nenhum dos outros fatores de risco, como drogas injetadas através de agulha, transplante de órgão, acupuntura, ou sexo desprotegido com mais de um parceiro. Além disso, o vírus tinha 98% de semelhança genética com o de sua parceira, divulgou o CDC em seu relatório semanal.
     
    O casal disse não ter recebido informações sobre práticas de sexo seguro e contou que mantém relações sem proteção rotineiramente. “Elas descreveram seu contato sexual como algumas vezes intenso, chegando a levar ao sangramento de uma delas”, explica o texto do CDC.
     
    “Elas também informaram terem sexo sem proteção durante seu período de menstruação”, completou a nota.
     
    A mulher infectada desde 2008 tinha recebido prescrição de medicamentos antirretrovirais em 2009, mas parou de tomá-los em novembro de 2010.
     
    Segundo o CDC, apesar de casos como esse serem raros, “transmissão entre mulheres são possíveis porque o HIV pode ser encontrado no líquido vaginal e no sangue da menstruação”.
     
    O instituto reforçou que pessoas com HIV precisam ficar sob atenção médica e fazer uso dos remédios prescritos, para reduzir o risco de infectar o parceiro.
     
    Poucas ocorrências desse tipo já foram documentadas, e a confirmação “tem sido difícil pelo fato de outros fatores de risco quase sempre estarem presentes, ou de ser impossível eliminá-los”, informou o CDC.
     
    Fonte: Bem Estar
  • FDA é questionada por aprovar analgésico opioide

    FDA é questionada por aprovar analgésico opioide

    A comercialização de um potente novo analgésico nos Estados Unidos tem gerado polêmica entre médicos e grupos de defesa do consumidor, que temem o agravamento da crescente dependência de opiáceos, responsável por 125.000 mortes por overdose no país nos últimos 10 anos.
     
    O remédio Zohydro, do laboratório Zogdnix, foi aprovado pela FDA (agência reguladora de medicamentos norte-americana) em outubro de 2013.
     
    Num fato pouco usual, o analgésico recebeu sinal verde da agência mesmo depois que um comitê de especialistas independentes recomendou sua não aprovação. A FDA geralmente segue o conselho dos comitês, ainda que não seja obrigada a fazê-lo.
     
    A decisão tem mobilizado muitos médicos e organizações que lutam contra o abuso desses analgésicos – reunidos no grupo “Fed up” (“De saco cheio”, em tradução livre) – “para acabar com a epidemia de opiáceos”. Em carta dirigida à diretora-geral da FDA, a médica Margaret Hamburg, o grupo pede a revisão desta autorização.
     
    A permissão para comercializar o Zohydro “tem potencial para piorar nossa epidemia nacional de abuso destes medicamentos – alguns dos quais ilegais – porque este analgésico será o único a conter hidrocodona pura, um narcótico opioide cinco a dez vezes mais forte do que os analgésicos à venda que contêm esta substância”, ressaltam médicos e ativistas.
     
    “Aprovar um medicamento que vai agravar o problema do vício é muito chocante”, disse o médico Andrew Kolodny, presidente da Associação de Médicos pela Prescrição de Opiáceos de Maneira Responsável, que assinou a petição.
     
    Círculo vicioso
     
    A FDA “determinou que o Zohydro ER respeita os requisitos reguladores e que seus benefícios superam os riscos quando usado da maneira correta”, garantiu um porta-voz da FDA em um comunicado enviado por e-mail.
     
    Analgésicos como o Zohydro são perfeitos para o tratamento da dor poucos dias depois de uma cirurgia ou em pacientes com doenças terminais, como câncer, que estão em sofrimento, explicou Kolodny à AFP.
     
    Mas estes opiáceos “são medicamentos muito ruins” para as pessoas com dores crônicas, como dores nos ombros ou enxaquecas, explicou o médico, que ressaltou que 100 milhões de norte-americanos se encaixam nesta categoria, principal alvo dos laboratórios farmacêuticos. Estima-se que este mercado movimente nove bilhões de dólares nos Estados Unidos.
     
    Por serem altamente aditivos, o uso destes analgésicos por períodos prolongados demanda o aumento da dose para que o efeito seja mantido, criando um vício perigoso, acrescentou Kolodny.
     
    Para o médico, a decisão da FDA de autorizar o Zohydro e os problemas causados pela dependência de opiáceos nos últimos 15 anos reflete a “influência, talvez grande demais, das empresas farmacêuticas nas decisões tomadas pela FDA, especialmente na divisão de analgésicos”.
     
    Em outubro, o jornal Washington Post publicou uma série de e-mails mostrando que as empresas farmacêuticas pagaram dezenas de milhares de dólares a alguns centros médicos universitários para assistir a reuniões internas da FDA durante as quais foram decididos os critérios de aprovação de novos analgésicos, lembrou Kolodny.
     
    Dois senadores norte-americanos iniciaram uma investigação e convidaram a FDA a dar maiores explicações sobre seus motivos numa carta conjunta enviada em 26 de fevereiro, em que descrevem a acusação como “muito preocupante”.
     
    Em comunicado, a FDA disse “levar essas preocupações muito a sério”, mas afirmou “não ter conhecimento de nenhuma irregularidade”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo gene da obesidade é identificado

    Novo gene da obesidade é identificado

    São Paulo – Mais de sete anos de estudos e cerca de mil trabalhos publicados no mundo em torno de um gene conhecido por ser fortemente relacionado à obesidade podem não ter trazido ainda frutos para o combate ao problema por um motivo simples: eles estavam olhando para o gene errado. O desafio foi proposto por um novo trabalho liderado por um brasileiro radicado nos EUA. O estudo mostra que mutações no badalado “gene gorducho” (FTO), conhecido como o mais forte elo genético com a obesidade, têm impacto na produção de proteínas de outro gene, localizado a longa distância dele no genoma, o IRX3.
     
    As mutações no FTO funcionam como um interruptor da atividade do IRX3, apontam os autores na pesquisa, publicada ontem na revista científica Nature. Apesar de estarem longe um do outro, essa interferência é possível porque as fitas de DNA não são lineares, mas se enovelam dentro das células. “Distâncias enormes podem ser desprezíveis. Com as dobras, um gene acabou ficando do lado do outro, e a interferência ocorre pelo contato”, afirma o geneticista Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago, principal autor do estudo.
     
    Ao nocautearem a expressão desse gene em camundongos, os pesquisadores observaram que, mesmo com uma dieta gordurosa e sem atividade física, eles ficaram 25% a 30% mais magros do que os que tiveram a mesma alimentação, mas sem alteração no IRX3. “Os camundongos com o nocaute tiveram metabolismo muito mais rápido. A explicação que encontramos é que o cérebro ativou o metabolismo”, diz Nóbrega.
     
    Segundo o pesquisador, mutações no IRX3, no FTO e em mais de 70 genes relacionados à obesidade em geral se expressam mais no cérebro de pessoas que têm obesidade. “No final das contas, é o cérebro que regula a base genética da obesidade, não o tecido adiposo”, diz. Ele lembra que em condições normais, pessoas com mutações no FTO têm efeitos modestos. “Duas em cada três têm uma cópia das mutações. Uma em cada seis tem as duas cópias. Mesmo assim, quem as tem é somente cerca de 3 quilos mais gordo do que quem não tem.”.
    Tratamento. A pesquisa, no entanto, sugere que o potencial de tratamento é maior. “Ao nocautearmos o gene que tem a expressão alterada por essas mutações, os camundongos perderam um terço do peso. O potencial do gene em regular o peso é muito maior”, afirma Nóbrega. O pesquisador admite que a descoberta ainda não tem aplicação direta no combate à obesidade. Para ele, o principal ganho é mostrar um novo caminho de estudos. “Centenas de laboratórios interessados em como FTO regula o metabolismo estavam provavelmente estudando o gene errado”, diz.
    Giovana Girardi
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Novo tratamento eleva sobrevida de paciente com câncer de colo do útero

    Novo tratamento eleva sobrevida de paciente com câncer de colo do útero

    Método aumenta em 4 meses a sobrevivência global de mulheres.
    Dados foram publicados em periódico científico nesta quarta-feira.
     
    Um novo tratamento desenvolvido e testado em um hospital de Barcelona, na Espanha, melhora a sobrevivência das pacientes com câncer de colo do útero e reduz em 30% a taxa de mortalidade por esse tipo de tumor. Os dados foram publicados nesta quarta-feira (12) na revista científica “The New England Journal of Medicine”.
     
    A oncologista ginecológica e coordenadora do estudo, Ana Oaknin, explica que os cientistas compararam “a eficácia do tratamento padrão baseado em quimioterapia” com outro ao qual acrescentaram “um novo agente, um anticorpo monoclonal, que inibe a angiogênese”, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos e o crescimento dos tumores.
     
    A pesquisa marca, segundo a cientista, a primeira vez que um tratamento médico consegue prolongar a sobrevivência dessas pacientes mais de 12 meses. Segundo Oaknin, o novo tratamento aumenta em 4 meses a sobrevivência global, em uma doença que tem uma incidência baixa mas que afeta sobretudo a mulheres de entre 30 e 40 anos.
     
    Até agora, quando fracassava o tratamento padrão (cirurgia em estágios iniciais e uma combinação de quimioterapia e radioterapia em estágios avançados), as pacientes com câncer de colo do útero tinham como única opção a quimioterapia convencional, mas sua sobrevivência era de aproximadamente um ano.
     
    Testes clínicos
     
    O estudo foi realizado com 452 pacientes que tinham câncer de colo do útero em 164 hospitais americanos e espanhóis. Segundo Oaknin, “até 2009, ano em que começou o teste clínico, era muito difícil que essas pacientes vivessem mais de um ano, mas conseguimos prolongar sua sobrevivência 17 meses”.
     
    Uma das pacientes que já provou o novo tratamento é Stania García. Ela conta que após receber o anticorpo se sente “bem, em geral com muita energia” e que pode “sair de casa, correr e passear”. “Me sinto muito melhor, porque com o tratamento anterior estava muito cansada”, compara a paciente.
     
    O câncer de colo do útero é diagnosticado a cada ano em cerca de 500 mil mulheres no mundo, das quais a metade morre, 90% delas nos países em desenvolvimento.
     
    Embora o câncer de colo de útero seja a principal causa de morte em mulheres jovens, as taxas desse tipo de doença nos países desenvolvidos diminuíram drasticamente graças ao rastreamento que se realiza através de citologia (estudo das células) e dos teste de vírus do papiloma humano (HPV).
     
    Fonte: Bem Estar
  • Injeção de óleo ou silicone industrial no braço pode matar, diz médico

    Injeção de óleo ou silicone industrial no braço pode matar, diz médico

    Goiano morreu após uso de silicone; pedreiro de PE injetou óleo nos braços.
    Substâncias podem mudar de lugar e entrar na corrente sanguínea.
     
    O uso de injeções de óleo mineral e álcool ou a aplicação de silicone industrial para aumentar o tamanho de partes do corpo, como os braços, são técnicas caseiras condenadas por médicos, que classificam os métodos como perigosos por oferecem risco à saúde. O uso desses métodos pode até matar, segundo os especialistas.
     
    Dois casos recentes de pessoas que recorreram aos procedimentos estéticos caseiros foram registrados apenas este mês no Brasil.
     
    Em Goiânia (GO), o analista de laboratório Marcos Paulo Batista dos Santos morreu aos 34 anos após injetar silicone industrial nos braços. Santos ficou internado 12 dias em um hospital após ele mesmo aplicar um produto no corpo que, segundo a Polícia Civil, é normalmente usado na limpeza de carros e na impermeabilização de azulejos.
     
    Em Olinda (PE), o pedreiro Arlindo de Souza, 43 anos, teve sua história contada pelo site “Huffington Post” e foi apelidado de “Popeye da vida real” pelo jornal on-line britânico “Daily Mail” após mostrar seus bíceps de 73 centímetros “moldados” com a ajuda de injeções de óleo mineral e álcool.
     
    Segundo o médico infectologista Paulo Olzon, presidente da associação dos médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambos os métodos podem causar consequências graves aos usuários.
     
    Ele explica que as substâncias podem invadir a corrente sanguínea e provocar embolia pulmonar, quando há obstrução de artérias ou veias do pulmão.
     
    Além disso, é alto o risco de infecção, com chances de o membro sofrer algum tipo de trombose – o que pode causar até uma amputação.
     
    Efeito da gravidade
     
    No caso das injeções de óleo mineral nos braços, as substâncias procuram espaços existentes entre os músculos e a pele, permanecendo nesses locais. “A tendência futura é que o líquido vá para partes mais baixas do corpo por efeito da gravidade”, explicou Olzon.
     
    Desta forma, com o passar do tempo (meses ou até anos), o líquido pode descer para a mão, por exemplo, e formar um volume que dificilmente poderá ser diminuído com ajuda médica. “O líquido fica espalhado e há dificuldade para drená-lo”, explica Olzon.
     
    De acordo com o médico João Morais Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pessoas que buscam esse tipo de método precisam de ajuda psicológica. Segundo ele, eles podem estar sofrendo de dismorfismo corporal, transtorno caracterizado por uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente na aparência.
     
    'Popeye pernambucano'
     
    O pedreiro Arlindo de Souza, popularmente conhecido com Arlindo Montanha, se orgulha de manter braços com 73 centímetros, moldados com a ajuda de musculação e injeções de óleo mineral e álcool, que lembram os braços do personagem marinheiro Popeye.
     
    Em entrevista ao “Huffington Post”, publicada nesta terça-feira (11), as injeções foram aplicadas pelo próprio “Montanha”. Ele afirmou no vídeo distribuído pela agência Barcroft que sabe que a estratégia é perigosa, citando inclusive a perda de um amigo após sofrer com problemas pelo excesso de aplicações das substâncias. Na cidade, o pernambucano virou atração turística, mas sua família teme pela sua saúde.
     
    Procurado pelo G1, Arlindo não quis dar entrevista.
     
    José Carlos de Oliveira, amigo do “Popeye pernambucano”, responsável por gravar e publicar na internet um vídeo que mostra os músculos artificiais do brasileiro. Ele conta que conheceu Arlindo quando ele tinha um corpo normal. “Era bem malhado, mas depois, começou a fazer isso”, disse.
     
    Segundo Oliveira, Montanha chegou a misturar o óleo com anabolizantes. “Ele é gente boa, mas por não ter conhecimento acaba fazendo uma coisa que não deveria”, explica. “Somos amigos até hoje, mesmo sendo muito diferentes. Vou na casa dele, ele vem na minha”, diz Oliveira.
     
    A intenção de Arlindo, segundo Oliveira, é ser mais forte do que todo mundo. Mas o amigo enxerga o risco: “Aquilo não é músculo. Tenho um amigo que morreu por injetar assim. Aqui é muito comum malhar, algumas pessoas usam esse tipo de anabolizante, mas é errado”, diz o vigilante.
     
    Fonte: Bem Estar
  • AMB lança site para receber denúncias sobre mau atendimento médico

    AMB lança site para receber denúncias sobre mau atendimento médico

    Brasília – A Associação Médica Brasileira (AMB) e sociedades de especialidades lançaram nesta quarta-feira, 12, uma plataforma para receber denúncias sobre falhas de atendimento em unidades do SUS ou em instituições particulares. No projeto, batizado de Caixa Preta da Saúde, interessados podem enviar fotos, vídeos ou informações sobre problemas encontrados. O site para envio das informações é http://www.caixapretadasaude.org.br/.
     
    Ao entrar no site, interessados indicam o Estado, a cidade e a unidade de saúde onde o problema foi encontrado. Não será necessário se identificar. O presidente da AMB, Florentino Cardoso, afirmou que as informações apresentadas serão checadas por uma equipe. Somente depois poderão ser consultadas no portal. “Todos terão acesso. Queremos dar transparência, mas com compromisso com a verdade.”
     
    A equipe ficará encarregada também de verificar reincidência dos problemas. “Vamos ter um contato direto com o Ministério Público”, completou. Gestores também poderão prestar informações, caso os problemas denunciados já tenham sido corrigidos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas vinculam câncer de ovário ao sobrepeso

    Cientistas vinculam câncer de ovário ao sobrepeso

    As mulheres com sobrepeso ou obesidade têm mais possibilidades de desenvolver câncer de ovário que as que mantêm um peso saudável. É o que revela um estudo do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês).
     
    Até agora os cientistas tinham relacionado a obesidade ou o excesso de peso a outros tipos de cânceres como o de útero, mama ou cólon, mas os especialistas dessa organização britânica associaram também os de ovário após avaliar 128 estudos realizados sobre a doença.
     
    Até agora se conheciam como fatores de risco do câncer de ovário a idade e o histórico familiar.
     
    Os especialistas do chamado Projeto Contínuo de Atualização, área de pesquisa do WCRF, avaliaram os 128 estudos junto com outras 25 análises sobre o câncer de ovário e o IMC (Índice de massa corporal), que mede o conteúdo de gordura corporal em relação à estatura e ao peso de uma pessoa.
     
    As mulheres que têm um IMC abaixo de 18,5 são consideradas magras, enquanto entre 18,5 e 24,9 são índices normais, mas quando é superior a 25 é sobrepeso.
     
    De acordo com os pesquisadores, quando o índice de massa corporal é de 30 ou superior, a mulher está obesa.
     
    “Há provas de uma associação entre a gordura (fixada pelo IMC) e o câncer de ovário. Uma maior gordura é uma causa provável de câncer de ovário nas mulheres”, afirmou a chefe do departamento de pesquisa do WCRF, Rachel Thompson.
     
    “Agora podemos dizer com certeza que estar com sobrepeso ou obeso aumenta o risco de desenvolver câncer de ovário, assim como é com outros cânceres, como mama, útero ou cólon”, acrescentou.
     
    Segundo Thompson, conhecer este vínculo pode ajudar que as mulheres possam fazer mudanças em seu estilo de vida.
     
    A estimativa é que a cada ano são diagnosticados 7.100 novos casos de câncer de ovário no Reino Unido e 4.300 mulheres ao ano morrem por esta doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Médicos alertam sobre fatores de risco da doença cardiovascular na mulher

    Médicos alertam sobre fatores de risco da doença cardiovascular na mulher

    A Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado Rio de Janeiro) promove nesta terça-feira (11), em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), uma campanha de prevenção da saúde cardiovascular da mulher. O evento ocorre no Largo do Machado, na zona sul da cidade, a partir das 8h, e se integra à programação do  Dia Internacional da Mulher, comemorado no último sábado (8).
     
    Segundo a cardiologista Ana Patricia Nunes de Oliveira, do Departamento  de Cardiologia da Mulher da Socerj, o objetivo do evento é esclarecer a população sobre os fatores de risco da doença cardiovascular. Ana Patricia disse que, além  das causas genéticas, que não podem ser  modificadas, existem fatores de risco em que, se houver uma intervenção, pode-se reduzir a incidência de casos de doença cardiovascular. Entre eles, citou a hipertensão,  diabetes, sobrepeso, obesidade e hábitos como tabagismo e  alcoolismo.
     
    “Se a gente consegue controlar esses fatores  em pessoas que são de risco, a gente consegue ter um controle mais efetivo. Observamos isso nos países mais desenvolvidos”, disse a médica. Ela acrescentou que a doença cardiovascular responde por até 30% da mortalidade nesses países, com a mesma proporção em mulheres em decorrência das mudanças de hábitos de vida e da inserção cada vez maior no ambiente de trabalho.
     
    Ana reiterou que onde ocorre um controle mais rigoroso dos fatores de risco, os novos casos da doença são amenizados. Segundo ela, no Brasil, a assistência primária à saúde é muito precária. Por isso, alertou que não se deve apenas tomar o remédio contra a hipertensão. “Precisa tomar  o remédio de hipertensão e ter a pressão bem controlada, nos níveis ditos normais de 12 por 8. É preciso ter o controle adequado da glicemia, dos níveis de colesterol; orientação nutricional, orientação da perda e manutenção da perda de peso. São fatores muito básicos, de atenção primária à saúde, mas que precisam ficar muito bem esclarecidos, porque é a manutenção dos valores no longo prazo que vão começar a ter impacto na redução das doenças cardiovasculares”.
     
    Além  de mais barata e eficaz, a prevenção é ainda mais importante entre as mulheres, nas quais a incidência dessas doenças é mais precoce, advertiu a cardiologista, “devido à epidemia de obesidade, por uso de métodos contraceptivos, por toda essa atmosfera propícia em que a mulher está se envolvendo”.
     
    Números da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que os problemas cardíacos respondem por  8,5 bilhões das mortes entre mulheres de todo o mundo. Um estudo da  Universidade Federal de Santa Catarina de 2011, citado pela Socerj, indicou que  as doenças cardiovasculares representam 36,9% das mortes em mulheres, contra  28,8% em homens. Outra pesquisa recente da American Heart Association mostra que 60% das mulheres desconhecem as doenças cardiovasculares.
     
    Ana Patricia explicou que  as doenças cardiovasculares causam mais mortes nas mulheres do que nos homens por uma questão anatômica. “As coronárias nas mulheres são mais finas. Elas são mais propensas a sofrerem alterações. Ou seja, você  vai ter uma menor proteção no leito coronariano da mulher”. Ela esclareceu que, até os 50 anos, a mulher tem uma proteção natural do estrógeno. Quando as mulheres entram  no período de menopausa, começam a aparecer casos de doença cardiovascular. A médica observou, porém, que, mesmo em mulheres mais jovens, isso pode ocorrer. “É o ambiente hormonal que protege a mulher e ela deixa de ter essa proteção fisiológica”.
     
    Fatores típicos da vida moderna, como estresse, sobrepeso, fumo e ansiedade contribuem para o aumento de casos de doença cardiovascular nas mulheres. O acúmulo de tarefas pelas pessoas do sexo feminino, dentro e fora de casa, faz com que as mulheres tenham uma resistência orgânica menor que os homens, embora elas tenham uma resistência física e psíquica maior. “Mas do ponto de vista anatômico, elas terminam sendo mais vulneráveis”. Há, ainda, a influência da gestação que pode resultar em doenças hipertensivas que aumentam a probabilidade de a mulher vir a se tornar hipertensa no futuro, “que está muito relacionada com o sobrepeso”, disse Ana Patricia.
     
    A Socerj estima que 250 mulheres participarão da campanha hoje, que oferecerá exames gratuitos durante toda a manhã, no Largo do Machado. Serão medidos peso, altura e circunferência abdominal das mulheres que comparecerem ao local, que terão verificadas também a pressão arterial, antes de serem submetidas à dosagem rápida de colesterol, triglicerídeos e glicose. Em seguida, elas  passarão por orientação de  médicos da Socerj e do INC. Além disso, o evento terá uma estrutura da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) que oferecerá informação sobre os direitos jurídicos da mulher.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Investimento em vacinas é chave para reduzir DSTs, afirma OMS

    Investimento em vacinas é chave para reduzir DSTs, afirma OMS

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, está chamando a atenção para a importância da pesquisa e do desenvolvimento de vacinas contra doenças sexualmente transmissíveis, DSTs.
     
    A agência da ONU calcula que ocorrem mais de 1 milhão de novas infecções todos os dias.
     
    Segundo a OMS, casos de herpes, gonorreia, clamídia, sífilis e HPV, são “um grande desafio de saúde”, porque são extremamente comuns e porque em muitos casos, os pacientes não apresentam nenhum sintoma.
     
    Câncer
     
    A agência da ONU afirma que o herpes pode aumentar o risco de HIV e lembra não haver cura para o vírus; já a gonorreia está cada vez mais resistente aos antibióticos. A transmissão da sifílis da mãe para o bebê pode causar morte neonatal e má formação do feto.
     
    Só a infecção por HPV causa 530 mil casos de câncer cervical a cada ano, enquanto clamídia e gonorréia podem contribuir para a infertilidade.
     
    Revolução
     
    Por isso, a OMS acredita que a imunização com vacinas seguras pode “revolucionar” o combate às DSTs. A agência diz já ser uma boa notícia a introdução, em vários países, de vacinas para prevenção da hepatite B e do HPV.
     
    No ano passado, a agência e especialistas em saúde desenvolveram um plano sobre vacinas contra herpes, clamídia, gonorréia, sífilis e tricomoníase. O projeto especifica o papel das áreas da ciência, epidemiologia, pesquisa e saúde pública, para que essas vacinas possam ser criadas.
     
    Fonte: Uol Saúde