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  • Vacinação de meninas contra o HPV começa nesta segunda-feira

    Vacinação de meninas contra o HPV começa nesta segunda-feira

    Dose ajuda proteger contra o câncer de colo de útero.
    Público-alvo serão as meninas de 11 a 13 anos.
     
    A partir desta segunda-feira (10), o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) para meninas de 11 a 13 anos, em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo o país.
     
    A dose, que ajuda a proteger contra o câncer de colo do útero, estará disponível nos 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, de acordo com o ministério. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos.
     
    Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida, em três doses. A segunda aplicação deve ser feita 6 meses depois da primeira e a terceira, 5 anos depois.
     
    Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país.
     
    Ao todo, há mais de cem tipos de HPV, vírus transmitido principalmente por meio de relação sexual, pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas. A vacina que será aplicada no Brasil protege contra os quatro tipos mais recorrentes de HPV: 6, 11, 16 e 18 – os dois primeiros ligados a 90% das verrugas genitais e os dois últimos, a 70% dos casos de câncer de colo do útero.
     
    Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência dessa doença, o terceiro câncer mais comum entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e colorretal. Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo têm HPV. 
     
    Vacinação nas escolas
     
    Para ser vacinada na escola, a menina precisará da autorização da família e apresentar o cartão de vacinação ou um documento de identificação. O Ministério da Saúde vai orientar as secretarias estaduais e municipais para que tracem suas estratégias de imunização no ambiente escolar.
     
    Fonte: Bem Estar
     
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    Cientistas americanos dizem que teste pode indicar, três anos antes, que doença vai se desenvolver.
     
    Um exame de sangue pode prever com precisão o aparecimento da doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores americanos.
     
    Eles mostraram que testes de nível de 10 gorduras no sangue permitiria detectar – com 90% de precisão – o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos.
     
    Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, agora passarão por testes clínicos maiores.
     
    Especialistas dizem que os resultados ainda precisam ser confirmados, mas que tal exame seria 'um verdadeiro passo em frente.'
     
    Há 44 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050.
     
    A doença ataca o cérebro 'silenciosamente' por mais de uma década antes que os sintomas surjam. Os médicos acreditam que tratamentos com remédios estão falhando porque os pacientes estão sendo submetidos a eles tarde demais.
     
    É por isso que a descoberta de um teste que prevê o risco de demência é uma das principais prioridades para o campo.
     
    Pistas no sangue
     
    Cientistas da Universidade de Georgetown, em Washington D.C., analisaram amostras de sangue de 525 pessoas com idade superior a 70 anos, como parte de um estudo de cinco anos.
     
    Eles compararam os exames de 53 deles que desenvolveram Alzheimer, ou algum comprometimento cognitivo leve, com os de 53 que permaneceram mentalmente ágeis. Os pesquisadores encontraram diferenças nos níveis de lipídos, ou 10 gorduras, entre os dois grupos.
     
    E quando a equipe olhou as outras amostras de sangue, esses 10 marcadores de Alzheimer permitiam prever em quem era provável que o declínio mental surgisse nos anos seguintes.
     
    Howard Federoff, professor de neurologia na Universidade de Georgetown, disse à BBC: 'Há enorme necessidade de um exame como este. Mas temos de testar com um maior número de pessoas antes que possa ser utilizado na prática clínica.'
     
    Agora os pesquisadores estão investigando se o exame funciona para prever a doença com ainda mais antecedência do que três anos. Não está claro exatamente o que está causando as mudanças de gorduras no sangue, mas poderia ser um resíduo das primeiras mudanças no cérebro.
     
    Desafios éticos
     
    Um teste bem sucedido para a doença de Alzheimer pode transformar a pesquisa médica e permitir testar tratamentos com medicamentos em um estágio muito anterior da doença.
     
    Segundo Federoff, abrandar o ritmo da doença pode ter um enorme impacto: 'Mesmo um pequeno atraso de sintomas já terá um benefício econômico tremendo só em termos do custo do atendimento.'
     
    Simon Ridley, médico de uma ONG que pesquisa a doença no Reino Unido, disse que os resultados foram encorajadores.
     
    'Para testar a eficácia de potenciais novos medicamentos, é importante ser capaz de recrutar pessoas para ensaios clínicos nas fases iniciais da doença, quando esses tratamentos são potencialmente mais eficazes'.
     
    Doug Brown, médico da Alzheimer's Society's, outra instituição britânica especializada no tema, disse que o teste poderia representar desafios éticos.
     
    'Se isso se desenvolver no futuro, deve ser dada às pessoas a possibilidade de escolha sobre se gostariam de saber, compreendendo plenamente as implicações'.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Anvisa proíbe a venda de 20 lotes de suplementos de proteína

    Anvisa proíbe a venda de 20 lotes de suplementos de proteína

    Agência recebeu denúncias de pessoas que fizeram uso e engordaram.
    Um dos produtos tinha 1000% a mais de carboidrato do que o informado.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de 20 lotes de suplementos alimentares usados por quem faz exercícios físicos. A agência recebeu denúncias de consumidores que compraram o produto e engordaram, segundo reportagem do Bom Dia Brasil.
     
    Ao analisar os suplementos, a Anvisa descobriu que um dos suplmentos, por exemplo, tinha 1000% a mais de carboidrato do que informava o rótulo.
     
    As maiores diferenças foram encontradas no Whey NO2 Pro, que tem 1104% a mais de carboidrato, no Fisio Whey Concentrado NO2 e no 100% Ultra Whey.
     
    Em outros produtos, a proteína, que deveria ser o ingrediente principal, está em quantidade menor que a informada. Em alguns casos, a  Anvisa identificou que o suplemento contém ingrediente que o rótulo não informa – caso da soja.
     
    Além da soja, em 11 produtos faltava a informação sobre a existência de amido, milho e fécula de mandioca.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Segundo estudo, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver desde autismo a comportamento suicida.
     
    Uma pesquisa realizada por cientistas americanos e suecos sugere que a paternidade tardia está ligada ao aparecimento de inúmeros problemas de saúde em crianças.
     
    Segundo os pesquisadores, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, transtorno de bipolaridade, esquizofrenia e comportamentos suicidas.
     
    Além disso, essas crianças também seriam mais propensas a um maior consumo de entorpecentes.
     
    O estudo sugere que a razão disso estaria em mutações nos espermatozoides que ocorrem com o avanço da idade nos homens.
     
    No entanto, especialistas afirmam que benefícios trazidos pela idade avançada dos pais, como um relacionamento mais estável, poderiam 'compensar' o revés biológico.
     
    Conduzida na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e no Instituto Karolinska, na Suécia, a pesquisa foi descrita como uma das maiores e melhor planejadas já feitas sobre o tema.
     
    Para conduzir o estudo, cientistas analisaram dados de 2,6 milhões de pessoas, incluindo irmãos e irmãs nascidos do mesmo pai.
     
    Os pesquisadores também investigaram fatores externos, como a educação dada pelos pais às crianças, no surgimento desses problemas de saúde.
     
    Ao comparar filhos de pais de 45 anos com aqueles de pais de 24 anos, o estudo constatou nos primeiros que:
     
    – O risco de desenvolver autismo triplicou.
    – O risco de desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade aumentou 13 vezes.
    – O risco de desordem psicopática dobrou.
    – O risco de desenvolver desordem bipolar aumentou 25 vezes.
    – O risco de desenvolver comportamento suicida ou problemas com drogas elevou 2,5 vezes.
    – O desempenho escolar era mais baixo.
     
    Os cientistas salientaram, entretanto, que o risco geral permaneceu baixo. Ou seja, mesmo que o risco de desenvolvimento de uma desordem rara dobre ou triplique em filhos de pais mais velhos, atinge apenas uma pequena parcela dessa população.
     
    Entretanto, um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Brian D'Onofrio, afirmou que ficou chocado com as descobertas, que sugeriram um risco mais elevado do que o previamente estimado.
     
    'O estudo chama a atenção da comunidade médica, dos pais e da sociedade sobre os riscos da paternidade tardia'.
     
    Espermatozoide
     
    O espermatozoide é produzido constante durante a vida de um homem. E, ao passo que o mecanismo de produção envelhece, também cresce o número de defeitos e mutações no espermatozoide.
     
    Mas, para o professor James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria do Reino Unido, os homens 'não devem decidir se e quando querem ter filho baseados em um único estudo'.
     
    Ele reiterou que os riscos envolvendo filhos de pais mais velhos, apesar de mais elevados, afetam somente uma pequena parcela desse grupo.
     
    'É claro que que esses casos isolados acabam se tornando mais numerosos quando observando a população como um todo', ressalvou MacCabe.
     
    Ele acrescenta que pais mais velhos trazem muitos benefícios às crianças, como relações mais estáveis e maior renda, o que 'provavelmente compensa' tal revés biológico.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    23 voluntários comeram 500 g da fruta diariamente por um mês em testes.
    No período, houve redução do nível do mau colesterol e triglicérides.
     
    Pesquisadores da Itália e da Espanha sugerem em estudo que comer morangos ajuda a reduzir significativamente índices do mau colesterol e do triglicérides. As conclusões foram publicadas nesta terça-feira (25) no “Journal of Nutritional Biochemistry”.
     
    Segundo a investigação científica, 23 voluntários saudáveis adicionaram, cada um, 500 gramas de morango por dia à dieta alimentícia por pouco mais de um mês. Foram colhidas amostras de sangue antes e depois do consumo da fruta para comparar diversos índices.
     
    Os resultados apontaram que a quantidade total de colesterol caiu 8,78%, os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, também conhecido como colesterol ruim) caíram 13,72% e a quantidade de triglicérides caiu 20,8%. Já o HDL (colesterol bom) permaneceu inalterado.
     
    De acordo com cientistas, o consumo de morango também melhorou outros índices como o de biomarcadores antioxidantes. Todos os parâmetros retornaram aos valores iniciais após os voluntários “abandonarem” o tratamento com a fruta.
     
    De acordo com Maurizio Battino, pesquisador da Universidade Politécnica de Marche, é a primeira vez que um estudo mostra o papel protetor de compostos bioativos presentes em morangos.
     
    O pesquisador admite que não há evidência direta de quais componentes da fruta têm efeito benéfico, mas, segundo Battino, todos os estudos epidemiológicos feitos apontam para as antocianinas, um corante natural que dá a cor vermelha à fruta.
     
    Outras pesquisas realizadas pela mesma equipe apontam ainda que os morangos ajudam a proteger o corpo da radiação ultravioleta, reduz os efeitos do álcool no estômago e ainda fortalece as células vermelhas do sangue, aumentando sua capacidade de antioxidação.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Alteração gênica reduz índices de tumor em células-tronco, mostra estudo

    Alteração gênica reduz índices de tumor em células-tronco, mostra estudo

    Pesquisadores do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) conseguiram reduzir de forma significativa o desenvolvimento de tumores em células-tronco embrionárias a partir do silenciamento (redução da expressão) de um gene específico. Trata-se do gene E2F2, que se manifestava de forma aberrante em diversos tipos de cânceres.
     
    O coordenador da pesquisa, Oswaldo Keith Okamoto, é professor do IB e pesquisador do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-tronco (CEGH-CEL). Desde 2003, seu grupo estuda tumores e, em 2008, passou também a estudar células-tronco embrionárias.
     
    Os resultados do projeto “Fator de transcrição E2F2 e expressão de proto-oncogenes em células-tronco embrionárias humanas” foram divulgados em janeiro deste ano na revista Stem Cells and Development. Ele teve verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os estudos foram desenvolvidos no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB.
     
    As células-tronco embrionárias têm como característica a pluripotência, isto é, a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de célula dos tecidos biológicos. Porém, o professor Okamoto ressalta: “as células pluripotentes também têm capacidade de gerar tumores”.
     
    Do total de genes presentes nas células humanas, normalmente, apenas um conjunto deles encontra-se ativo. “O comportamento aberrante de um gene é dado, por exemplo, pelo fato de ele estar ativo quando não deveriam estar, ou estar inativo quando deveria ter atividade”, diz ele. Essa alteração de expressão gênica forma um padrão completamente anormal e acaba afetando o comportamento celular, podendo desencadear a geração de um tumor.
     
    Durante os estudos sobre câncer, observou-se que células com maior grau de malignidade em tumores cerebrais agressivos, do tipo glioblastoma, apresentavam alta expressão do gene E2F2. A partir disso, o grupo desconfiou que o gene poderia também estar relacionado à capacidade tumorigênica das células-tronco embrionárias. Estas costumam desenvolver teratomas, que são tumores em geral benignos, mas que podem, sim, apresentar malignidade.
     
    Metodologia
     
    Após obter um resultado positivo in vitro, os pesquisadores testaram o efeito em camundongos imunossuprimidos, pois assim não haveria rejeição, por parte do sistema imunológico, às células humanas. Metade deles recebeu células-tronco embrionárias comuns e a outra metade, células modificadas (com o gene E2F2 silenciado).
     
    Em todos os momentos observados, os camundongos que foram inoculados com células modificadas tiveram incidência menor de tumores.
     
    Após esse primeiro êxito, o grupo passou a analisar se as células modificadas ainda teriam a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de tecido. “Na literatura, todos os trabalhos que estudam pluripotência a correlacionam com potencial tumorigênico”, afirma Okamoto. Porém, após serem estimuladas in vitro a se diferenciarem em células dos três tipos de folhetos germinativos (endoderma, mesoderma e ectoderma), observou-se que tal capacidade não foi afetada. Foi possível notar, ainda,  a preservação da expressão de fatores de pluripotência.
     
    Para o futuro, Okamoto espera combinar suas pesquisas com os estudos sobre células pluripotentes induzidas, cuja sigla em inglês é IPS. Estas são obtidas a partir do próprio paciente e podem ser reprogramadas para gerarem outros tecidos.
     
    “Qualquer célula deste tipo seria geneticamente compatível com o paciente, o que diminui a chance de destruição pelo sistema imune”, diz ele. Interligar esses estudos seria um grande avanço no sentido de tratar doenças que hoje são de difícil tratamento, como lesões medulares, degeneração macular, diabetes, parkinson, alzheimer e distrofia muscular.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uso de analgésico na gravidez teria elo com risco de THDA em crianças

    Uso de analgésico na gravidez teria elo com risco de THDA em crianças

    Dados foram publicados em estudo científico feito nos Estados Unidos.
    Déficit de atenção e hiperatividade afeta 5% das crianças americanas.
     
    O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de desenvolvimento do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (THDA) em crianças, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (25) nos Estados Unidos.
     
    Serão necessários mais pesquisas para confirmar as descobertas.
     
    No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que poderiam ter transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severa de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção (THDA).
     
    A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida.
     
    Segundo a investigação, publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres grávidas que não tomaram o analgésico, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o THDA e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do THDA por volta dos sete anos.
     
    Pesquisas anteriores tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir no funcionamento normal dos hormônios e poderia afetar o desenvolvimento cerebral do feto. A pesquisa se baseou em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002. Mais da metade delas disse ter tomado acetaminofeno pelo menos uma vez durante a gravidez.
     
    Especialistas advertiram que os resultados da pesquisa não provam que o medicamento seja a causa do TDAH nas crianças, mas apenas um vínculo preliminar entre os dois fatores. “Os resultados deste estudo deveriam ser interpretados com cautela e não deveriam mudar as práticas habituais”, afirmou, em um editorial da revista, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff.
     
    Fonte: Bem Estar
  • ” da aids chega ao SUS em março

    ” da aids chega ao SUS em março

    O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País. 
     
    Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.
     
    A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.
     
    Parceria.
     
    Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.
     
    “Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. 
     
    O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Campanha contra Aids quer atingir 100 mil pessoas que não sabem ter o vírus

    Campanha contra Aids quer atingir 100 mil pessoas que não sabem ter o vírus

    Foi lançada nesta terça-feira (25) a Campanha de Carnaval deste ano do Ministério da Saúde com o slogan “Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha” que entra no ar na quarta-feira (26). Segundo Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde, a intenção é associar os momentos de alegria e a conscientização para que as pessoas não se esqueçam dos cuidados básicos. Para isso, serão distribuídos 104 milhões de preservativos até o final de março.
     
    Barbosa lembra que foi divulgado no final de 2013 que 340 mil pessoas estão em tratamento de Aids, com acesso aos medicamentos mais modernos. Porém, mais de 150 mil portadores do vírus HIV não sabem disso ou relutam em saber. Ele fala que, graças ao novo protocolo, com testagem e oferta de tratamento mais rápidos, ao invés de 40 mil pessoas entrando em tratamento em 2014, o Ministério da Saúde quer alcançar 100 mil das 150 mil pessoas que ainda não tomaram conhecimento de serem portadoras do vírus. “Queremos produzir uma redução efetivamente positiva nos casos”.
     
    “A ideia é que onde houver festa, levemos uma mensagem para as pessoas se cuidarem. Especialmente para adolescentes e jovens. Não vamos trabalhar a campanha só no Carnaval, mas durante o ano todo, pois temos Copa do Mundo, o que vai gerar 'carnaval fora de época' e também há as festas juninas”, conta Barbosa, lembrando que o país é o maior comprador de preservativos do mundo: “Compramos de uma fábrica brasileira em Xapuri (AC), mas também de todos os produtores mundiais”.
     
    Slogan que pega
     
    O Ministro da Saúde Arthur Chioro elogiou o slogan: “Ele pega fácil,  se comunica direto com a juventude. Gostei muito das peças da publicidade, por mostrarem as diferentes formas de organizações sociais. Temos de trabalhar com o conjunto da sociedade. Sem perder a dimensão do diagnóstico precoce e do tratamento”.
     
    “É melhor saber se é portador do vírus. Qualquer pessoa de vida sexual ativa deveria fazer o teste. Com o novo protocolo, após o diagnóstico positivo, a pessoa começa a fazer o tratamento imediatamente. Do ponto de vista da saúde pública, quanto antes o paciente tomar medicamento antirretroviral, a chance de transmissão cai muito. É uma ferramenta de prevenção junto com o preservativo fará o número cair. Temos de facilitar o diagnóstico”, admite Barbosa.
     
    Em 2013, segundo o ministério, foram gastos R$ 600 mi e para este ano serão mais de R$ 1,2 bilhão voltados à Aids, seja em tratamentos como em publicidade. Só para esta campanha foram gastos R$ 15 milhões. Além dos 104 milhões de preservativos que serão distribuídos até março, estarão disponíveis 4,7 milhões de testes rápidos, mais os tradicionais, totalizando quase 9 milhões. “O teste de HIV deve ser pedido pelo médico sempre, fazendo parte da rotina”, conta Barbosa.
     
    Segundo o Ministério da Saúde,  este tipo de campanha não é algo comum em nenhum lugar do mundo. Chiro diz que o objetivo é que as redes de saúde ampliem a atenção básica ainda mais, graças ao Mais Médicos.
     
    Chioro frisa a importância do preservativo, pois a ideia da campanha é passar a mensagem 'use sempre camisinha”. Ele afirma que além disso, hoje há estrutura no país para se desenvolver o diagnóstico precoce da doença e um volume de recursos garantido para o tratamento. “Há um aspecto importante que nos reporta aos números mencionados, são 340 mil brasileiros em tratamento e 150 mil portadores do vírus que não têm noção de sua situação. A campanha vai chamar a população para o uso da camisinha, mas também para o diagnóstico precoce”.
     
    Ele lembra que os vídeos da campanha mostram o cidadão comum buscando um centro de saúde, não só nas grandes cidades. “As pessoas podem contar com uma rede pronta, qualificada, de forma segura, sigilosa e gratuita para o teste rápido, não só para o HIV, mas para sífilis, hepatites B e C. Em 30 minutos temos condições de dar o diagnóstico. Vamos chamar os brasileiros para que façam este teste. Há uma dimensão coletiva, sempre que tratarmos o usuário estamos interceptando a cadeia de transmissão das doenças. É um desafio ter uma rede que permita que os pontos do SUS (Sistema Único de Saúde) tenham capacidade de diagnóstico e orientação, para ganhar a segurança de jovens, adolescentes ou  idosos e se tornar uma ferramenta forte”, afirma o ministro.
     
    “É preciso integrar e qualificar a situação, com clareza e divisão de responsabilidades, não só para podermos enfrentar a Aids, mas outras doenças como a hepatite. E que a pessoa aprenda a lidar com seu corpo da forma mais solidária possível. A prevenção não pode ser só feita pelo poder público e pela imprensa, mas por cada brasileiro, é preciso ter responsabilidade e solidariedade, pois estamos falando da vida”, encaerra Chioro.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas do Japão criam recipientes portáteis para células-tronco

    Cientistas do Japão criam recipientes portáteis para células-tronco

    Protótipo permite conservação de células-tronco por 24 horas. 
    Dispositivos pesam de três a quatro quilos, o que facilita o transporte.
     
    A universidade japonesa de Kioto apresentou nesta segunda-feira (24) um protótipo de recipiente portátil para as células-tronco usadas na medicina regenerativa, que permite sua conservação durante 24 horas e facilita assim seu transporte por grandes distâncias.
     
    O projeto foi desenvolvido por pesquisadores dessa universidade do oeste do Japão em cooperação com 14 companhias privadas, entre elas alguns fabricantes eletrônicos, segundo informou a agência 'Kyodo'.
     
    O transporte de células-tronco por grandes distâncias 'é uma prática cada vez mais importante', devido à extensão da medicina regenerativa, assinalou a professora associada da universidade de Kioto, Tomoki Aoyama, em declarações ouvidas pelo mesmo veículo.
     
    Os recipientes permitirão conservar e transportar durante 24 horas as células-tronco mesenquimais, usadas habitualmente na regeneração de ossos e cartilagens.
     
    Os dispositivos têm peso de entre 3 e 4 quilos, o que facilita que sejam transferidos por apenas uma pessoa, e estão construídos com materiais que conservam o interior a uma temperatura estável e em condições assépticas.
     
    Embora tenham sido desenhados de forma específica para as células-tronco mesenquimais, os pesquisadores disseram que estão trabalhando no desenvolvimento de outros recipientes para células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), capazes de gerar a maioria dos tecidos.
     
    Fonte: G1 Saúde