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  • Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde apresentou, em reunião realizada nos dias 27 e 28 de janeiro, o projeto Viva Melhor Sabendo, que está implementando o teste rápido por fluido oral para aids. Para a execução do projeto, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entregou 26.600 testes de reativos para diagnóstico do HIV – que fazem a detecção em cerca de 20 minutos. O site da Fundação Oswaldo Cruz informa que os testes estão sendo conduzidos por representantes de 40 ONGs capacitadas pelo D-DST a realizar o procedimento.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Resultado tinha sido recebido com entusiasmo pela comunidade científica.
    Estudo propunha método simples e barato de obtenção de célula-tronco.
     
    Uma pesquisa japonesa publicada no final de janeiro na revista “Nature” – que anunciou a descoberta de um método extremamente simples para transformar células maduras em células pluripotentes – está sob investigação.
     
    Os resultados do estudo foram recebidos com entusiasmo pela comunidade científica, pois as células pluripotentes têm um grande potencial terapêutico, podendo se transformar em quase qualquer outro tipo de célula do corpo humano.
     
    Se, antes, se acreditava que a obtenção desse tipo de célula a partir de células maduras só era possível por meio de complexos processos de manipulação genética, o estudo concluiu que a simples exposição dessas células a um ambiente ácido faria com que elas obtivessem o caráter pluripotente. Os cientistas chamaram esse novo método de reprogramação celular de Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo (STAP, na sigla em inglês)
     
    A investigação está sendo conduzida pelo Centro de Biologia do Desenvolvimento Riken, no Japão, onde trabalha a principal autora dos dois artigos que descrevem a técnica revolucionária, a bióloga Haruko Obokata.
     
    A técnica proposta por Haruko foi posta em dúvida depois que cientistas encontraram problemas em algumas imagens do trabalho, que aparentam estar duplicadas, e também depois que outros cientistas relataram não terem conseguido reproduzir os resultados.
     
    O anúncio de que o trabalho está sob investigação foi tema de reportagem da própria “Nature”, que publicou os artigos originais.
     
    Apesar dos relatos de que vários pesquisadores não conseguiram chegar ao mesmo resultado que o grupo japonês, mesmo seguindo os passos descritos nos artigos, cientistas ouvidos pela “Nature” ponderam que é prematuro emitir qualquer julgamento. 
     
    A pesquisadora Haruko Obokata não tem respondido aos pedidos de entrevista nem aos e-mails com dúvidas sobre o trabalho enviados por seus colegas cientistas. Outros pesquisadores que participaram do estudo afirmaram que os erros em relação às imagens podem ter resultado de uma “confusão” e que não comprometem o resultado final do trabalho, segundo declarações dadas à “Nature”.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Um novo estudo sugere que o risco de ter um filho com asma pode aumentar caso a gestante fique gripada com frequência durante a gestação.
     
    Pesquisadores da Alemanha acompanharam 526 crianças de uma zona razoavelmente abastada de Munique. Eles entrevistaram os pais em três momentos: durante a gestação, quando as crianças tinham entre 3 e 12 meses e aos 5 anos de idade. As perguntas foram sobre os sintomas da asma e outras alergias, o histórico médico geral e fatores ambientais e socioeconômicos. O estudo foi publicado na edição de fevereiro do periódico “Annals of Allergy, Asthma & Immunology”.
     
    Após o controle dos fatores alergia e tabagismo paternos, existência de animais e presença de irmãos mais velhos no ambiente familiar, bem como outros fatores que se acredita possam ter efeito sobre o risco de asma, os pesquisadores descobriram que esse risco aumentou em relação à quantidade de gripes contraídas.
     
    A probabilidade de ter um filho com asma na idade de 5 anos mais que dobrava para as gestantes que ficaram gripadas mais de três vezes. A ingestão de antibióticos ou de Tylenol pelas mães não teve efeito protetor nem causou outros efeitos.
     
    Sabina Illi, principal autora do estudo e pesquisadora do Hospital Infantil da Universidade de Munique, deixou claro que o estudo é observacional e não clínico, e, por essa razão, não pôde comprovar que a gripe durante a gestação cause asma nas crianças. “É a infecção nas vias respiratórias superiores o que realmente afeta as crianças? E se a gestante evitar pegar gripe?  Não sabemos se isso contribui.”, afirmou.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Experimentos feitos com macacos apresentaram resultados promissores.
    Foco é obter vacina que proteja humanos que contraírem o vírus da Aids.
     
    Pesquisadores brasileiros deram mais um passo para a obtenção de uma vacina anti-HIV.
    Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) testaram em primatas uma vacina com 18 fragmentos do HIV (causador da Aids) e constataram que o sistema imunológico dos primatas – parecido com o dos humanos – conseguiu se fortalecer para combater o vírus.
     
    Segundo o pesquisador Edécio Cunha-Neto, do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, ligado à USP, o resultado é considerado positivo, pois se mostrou mais eficaz  que os experimentos feitos com camundongos que tiveram o DNA modificado para imunologia similar à dos seres humanos.
     
    “A pior e a melhor respostas obtidas nos testes com macacos foram de quatro a dez vezes maiores que os resultados com os camundongos”, disse o especialista ao G1.
     
    Na prática, o sistema imunológico dos primatas, mais parecido com o dos humanos, ficou mais fortalecido para combater o vírus da Aids em caso de contaminação.
     
    O objetivo dos pesquisadores é chegar o mais próximo da realidade humana, até que os testes clínicos com pessoas, previstos para começar em três anos, tenham início.
     
    Projeto de longo prazo
     
    O desenvolvimento desta vacina começou em 2002 e se baseia premissas jamais pesquisadas no mundo. O imunizante contido nela, batizado de HIVBr18, foi desenvolvido e patenteado pela USP.
     
    Para criá-la, os pesquisadores resolveram identificar fragmentos do HIV que pudessem desencadear uma reação ao vírus no corpo humano, por meio de um software. Foram encontrados 18 e todos eles foram embutidos na vacina de DNA.
     
    Em testes feitos com camundongos, e agora com os macacos, esses fragmentos, chamados de peptídeos, se mostraram eficazes em gerar uma reação para combater o vírus HIV.
     
    A próxima etapa dos testes deve acontecer com outros 28 primatas ao longo de 24 meses. Eles serão divididos em quatro grupos e receberão duas ou três doses da vacina, com diferentes combinações de três vetores virais (adenovírus 68, que causa resfriados em chimpanzés; vírus da vacina da febre amarela e um derivado da vacina da varíola).
     
    A equipe acredita que os fragmentos de HIV contidos na vacina já sejam suficientes para o hospedeiro (macaco) combater uma infecção.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Cem pessoas vão passar por diversos testes nos Estados Unidos.
    Pesquisa sobre bem-estar deve iniciar no próximo mês.
     
    Cem pessoas concordaram em emprestar seus corpos para a ciência em um estudo inovador que vai pesquisar como melhorar a saúde pessoal, anunciaram cientistas na última semana.
     
    O projeto “The Hundred Person Wellness” (O bem-estar de cem pessoas), que começa em março, vai demandar um acompanhamento detalhado dos voluntários, que devem gozar de boa saúde no início do estudo.
     
    Os cientistas começarão decodificando o DNA inteiro de cada participante. Nos 25 anos seguintes, farão medições regulares de seus padrões de sono, ritmo cardíaco, bactérias estomacais, proteínas que marcam a saúde dos órgãos, amostras de sangue e atividade das células imunológicas, entre outras variáveis.
     
    “O que é único dos humanos é a sua individualidade”, afirmou Leroy Hood na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que ocorreu em Chicago até este domingo (17).
     
    A ideia é “realmente acompanhar a transição do coração, do cérebro e do fígado da saúde à doença”, explicou Hood, presidente do Instituto de Sistemas Biológicos (ISB) com sede em Seattle, Washington (noroeste dos EUA).
     
    O foco do programa piloto de nove meses, cujo objetivo é se expandir para 100 mil pessoas nos próximos quatro anos e continuar seu acompanhamento durante três décadas, é melhorar o bem-estar individual tomando como base a constituição única de cada pessoa.
     
    Medicina personalizada
     
    Hood disse que os cientistas tentarão buscar “oportunidades de ação para cada indivíduo”, como por exemplo, mudar sua nutrição para melhorar sua saúde ou evitar certo tipo de remédios potencialmente perigosos devido à composição genética.
     
    O instituto de Hood orçou em US$ 10.000 o custo por participante e está financiando a pesquisa através de doações privadas, segundo um relatório divulgado na revista “Nature” desta semana e que descreveu o projeto como “incomumente exaustivo”.
     
    Também desafiou muitas convenções dos testes clínicos por não prever grupos de controle com os quais comparar os resultados e por se propor a intervir pessoalmente com os indivíduos à medida que o estudo se desenvolve.
     
    Como exemplo de como uma intervenção assim pode funcionar, Hood citou o caso de um amigo que de repente se deu conta de que sofria de uma grave osteoporose aos 35 anos.
     
    Foi feita uma análise de DNA e descobriu-se que ele tinha uma grave deficiência em um dos principais transportadores de cálcio, relatou Hood. Pouco depois, começou a tomar suplementos de cálcio e agora está com boa saúde. “Se alguém tem este transtorno, gostaria de saber antes de desenvolver a osteoporose”, disse o pesquisador.
     
    Dados anônimos
     
    As primeiras cem pessoas selecionadas para o projeto foram eleitas entre “locais e amigos”, afirmou. Mas são necessários muitos mais representantes de todos os âmbitos da vida para a nova fase do estudo, à medida que este evoluir. A diversidade é uma parte “incrivelmente importante disso tudo”, explicou Hood.
     
    Os dados serão anônimos e colocados à disposição de pesquisadores qualificados para que possam determinar pela primeira vez qual marca na realidade um bom estado de saúde.
     
    Um objetivo-chave é coletar grande quantidade de dados para analisar a transição de bem-estar à doença, prestando atenção às primeiríssimas mudanças que possam indicar o surgimento de uma doença.
     
    Em um momento em que o monitoramento da saúde pessoal através de diversos dispositivos eletrônicos está no auge, Hood previu que os dados de seu projeto serão uma bênção para os investidores. “Será uma oportunidade como a do Vale do Silício”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • País tem a 2ª maior prevalência de hanseníase, diz pesquisa

    País tem a 2ª maior prevalência de hanseníase, diz pesquisa

    O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de hanseníase, aponta estudo de Lilian Pinheiro, fisioterapeuta do Ambulatório Souza Araújo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Os dados foram expostos em palestra promovida pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). 
     
    “A hanseníase é um problema de saúde pública e possui um alto potencial incapacitante”, disse a especialista, fazendo questão de lembrar que, apesar de ser infectocontagiosa, a doença tem tratamento e é curável. 
     
    A fisioterapeuta explicou, segundo o site da Fundação Osvaldo Cruz, que muitos dos efeitos da hanseníase podem ser evitados com o diagnóstico precoce da doença e o tratamento imediato. As pessoas em tratamento podem levar uma vida normal no trabalho, na família e na sociedade. “A hanseníase é transmitida por via respiratória (tosse e espirro) e convívio prolongado. Ela não se passa por abraços ou apertos de mão. Além disso, existem ainda formas não-contagiosas”, afirmou Lilian.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Em guia alimentar, Ministério recomenda consumo de produtos naturais

    Em guia alimentar, Ministério recomenda consumo de produtos naturais

    O novo Guia Alimentar da População Brasileira (edição 2014), elaborado pelo Ministério da Saúde, orienta os brasileiros sobre os cuidados com a saúde e como manter uma alimentação saudável e balanceada: a recomendação é pelo consumo de alimentos frescos, de procedência conhecida e utilizando como base da dieta alimentos in natura (de origem vegetal e animal), como carnes, verduras, legumes e frutas. O manual também recomenda que as pessoas optem por refeições caseiras e evitem a alimentação em redes de fast food.
     
    A população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública no site até o dia 7 de maio www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão fazer parte do documento final.
     
    De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade. A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.
     
    O manual foi elaborado com linguagem acessível e destina-se tanto ao cidadão como a educadores e profissionais de saúde. O documento foi formulado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Universidade de São Paulo) e da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), ligada à OMS (Organização Mundial de Saúde).
     
    O novo guia orienta os brasileiros a desfrutarem a alimentação, e evitar à refeição assistir televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais, além de privilegiar o preparo da própria refeição sempre que possível. Para a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, precisamos resgatar e valorizar a culinária, planejar as nossas refeições, trocar receitas com amigos e envolver a família na elaboração das refeições.
     
    O guia também recomenda a utilizar com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar. Produtos industrializados devem dar lugar aos alimentos in natura. Isso porque os produtos processados têm adição de sal ou açúcar para torná-los mais duráveis, palatáveis e atraentes. Segundo Jaime, neste caso, o recomendado é sempre que possível evitar o consumo de produtos industrializados e fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evitar aqueles que só vendem produtos prontos para consumo.
     
    Conheça a diferença entre alimento e produto alimentício
     
    Alimentos in natura: são essencialmente partes de plantas ou de animais. Ex: carnes, verduras, legumes e frutas.
     
    Alimentos minimamente processados: quando submetidos a processos que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Ex: arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho de tapioca ou de trigo e massas frescas.
     
    Produtos processados: são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Ex: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum de latinha, queijos e pães.
     
    Produtos ultraprocessados: são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • MAMOGRAFIAS ANUAIS NÃO REDUZEM MORTES MAIS QUE EXAMES FÍSICOS

    MAMOGRAFIAS ANUAIS NÃO REDUZEM MORTES MAIS QUE EXAMES FÍSICOS

    As mamografias anuais realizadas de forma preventiva a mulheres entre 40 e 59 anos não reduzem a mortalidade por cancro da mama mais do que os exames físicos ou cuidado habitual, indica um estudo publicado hoje pelo British Medical Journal. 
     
    A investigação levada a cabo por uma equipa do Estudo Nacional de Mamografias do Canadá num período de 25 anos revelou, também, que 22% dos cancros detectados por mamografia eram na realidade inofensivos e não teriam causado sintomas ou a morte das pacientes.
     
    Uma em cada 424 mulheres que se submeteram a mamografias para este estudo foi vítima de um sobrediagnóstico, segundo as conclusões dos cientistas.
     
    Em muitos países são realizadas mamografias anuais de prevenção a mulheres de diferentes idades para reduzir a mortalidade por cancro da mama.
     
    Ainda que as mulheres com pequenos cancros não palpáveis detetados por mamografia tenham melhores expectativas de sobrevivência do que as mulheres com cancros palpáveis, os cientistas apontam que não está claro que essa diferença se explique pelos controlos mamográficos rotineiros e periódicos.
     
    Especialistas sublinham que estes resultados não podem ser extrapolados para todos os países, mas recomendam aos governos a reverem os seus programas de mamografias anuais dentro de suas estratégias nacionais de combate ao cancro da mama.
     
    Na opinião dos cientistas, embora a educação, diagnóstico precoce e excelente atendimento clínico deva continuar, as “mamografias anuais não contribuem para reduzir a mortalidade em mulheres entre 40 e 59 anos”, mais do que os exames físicos.
     
    Fonte: Zap.aeiou
  • NOTA DE DESAGRAVO

    NOTA DE DESAGRAVO

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) vem a público contestar e repudiar todos os dados relacionados ao número de estabelecimentos farmacêuticos ilegais do estado de Alagoas fornecidos pelo Instituto de Pesquisa e Pós Graduação do Mercado Farmacêutico e publicados, nos dia 20 e 21 de janeiro de 2014, nos telejornais da TV Gazeta de Alagoas filiada da TV Globo, em Alagoas, com o Título “Pesquisa revela que 97% das farmácias em Alagoas não possuem farmacêutico em tempo integral”.
     
    É citado na matéria que todas as farmácias e drogarias de Alagoas, cerca de 1400 estabelecimentos comerciais estão regularizados e funcionando de forma legal, com a presença do responsável técnico, um erro grave cometido pelo presidente afastado do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Alagoas (SINCOFARMA – AL), José Antônio Vieira. 
     
    Visto que, o CRF/AL realizou 4363 inspeções e detectou que  99 estabelecimentos comerciais estão atuando de maneira ilegal e sem a presença do farmacêutico, tendo sido estas autuadas e multadas várias vezes, inclusive a do presidente do Sincofarma. Esses dados são reais e apresentados pelo Conselho Regional de Farmácia de Alagoas e não foram fornecidos ao Instituto de Pesquisa e Pós Graduação do Mercado Farmacêutico. 
     
    Além disso, na matéria citada acima, a senhora apresentada como Evanize Amorim, não é a farmacêutica responsável pela farmácia da reportagem, se chama Rita e é auxiliar de enfermagem. A farmacêutica responsável encontra-se fazendo mestrado no Estado do Rio Grande do Norte e chama-se Evanizia Silva Amorim. Informamos que medidas cabíveis já foram tomadas em relação a responsável técnica da farmácia mencionada.
     
    A população, vem sendo testemunha da atuação deste conselho, entende a importância de exigir a presença do profissional dentro dos estabelecimentos comerciais.  Afinal, nosso maior fiscal é a sociedade.
     
    O CRF/AL informa que órgãos como Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Vigilâncias Sanitárias (Estaduais e Municipais) e Procon foram comunicados sobre o fato de muitos destes estabelecimentos estarem funcionando sem o devido responsável técnico, o que é crime.
     
    Por fim, a divulgação de dados falsos e prejudiciais à imagem configura em crime, usar identidade de outra pessoa, configura-se também em crime de falsidade ideológica. Diante disso, o CRF/AL adotará as medidas judiciais cabíveis em todas as mídias que repercutiram tal falácia, além de adotar medidas jurídicas contra os personagens da matéria.
     
    Alexandre Correia dos Santos
    Presidente Conselho Regional de Alagoas
     
  • Estudo sugere ser possível apagar memórias específicas

    Estudo sugere ser possível apagar memórias específicas

    Pesquisa holandesa usando terapia de eletrochoque conseguiu destruir a lembrança de uma situação criada em pacientes.
     
    Pesquisadores holandeses podem ter encontrado uma forma de apagar memórias indesejadas – uma façanha que até agora parecia ser restrita a filmes de ficção científica.
     
    Um novo experimento da Radboud University Nijmegen sugere que pode ser possível destruir memórias específicas do cérebro com a ajuda da terapia eletroconvulsiva ou de eletrochoques – tratamento psiquiátrico que conta com a aplicação de correntes elétricas no cérebro, provocando uma convulsão temporária.
     
    A terapia eletroconvulsiva, realizada normalmente em pacientes sob anestesia, é usada como tratamento psiquiátrico há mais de 75 anos, mas costuma ser vista como 'desumana' e 'antiquada'.
     
    Na Holanda, a prática é usada frequentemente como último recurso para tratar distúrbios como a depressão aguda. Para deixar a experiência o mais confortável possível para o paciente, os médicos usam relaxantes musculares e anestésicos.
     
    Mas para este estudo específico, os médicos usaram a técnica para destruir memórias que foram 'construídas' em pessoas que já faziam tratamentos eletroconvulsivos.
     
    Sem lembranças
     
    Os pacientes recebiam dois grupos de fotografias, cada um deles contando uma história diferente. Logo antes da sessão de eletrochoque, eles tinham que observar uma das duas histórias novamente, para reativar aquela memória específica.
     
    Os resultados da experiência foram impressionantes. Logo após o tratamento, eles haviam esquecido a história do grupo de fotos que tinham acabado de ver, pela segunda vez. A memória da outra história – que só havia sido vista uma vez – não foi afetada pela corrente elétrica.
     
    'Não me lembro. Sei que eles me mostraram alguma coisa, mas não lembro o que era', disse à BBC a holandesa Jannetje Brussaard-Nieuwenhuizen, que faz terapia de eletrochoque desde 1969 para tratar da depressão e participou do estudo.
     
    Seu depoimento encorajou os pesquisadores. Eles esperam que o estudo possa eventualmente ajudá-los a tratar distúrbios como o transtorno do estresse pós-traumático.
     
    Mesmo se a eficácia da técnica for cientificamente comprovada, ainda restam dúvidas sobre as justificativas e implicações de uma prática capaz de destruir memórias.
     
    Os pesquisadores também ressaltam que o estudo foi feito com memórias artificiais, mas as conexões profundas que existem sob as memórias reais podem ser mais difíceis de apagar.
     
    Fonte: BBC Brasil