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  • Crianças sob risco de HIV devem fazer exame ao nascer, diz ONU

    Crianças sob risco de HIV devem fazer exame ao nascer, diz ONU

    Para diretor da Unaids, poucas crianças são diagnosticadas precocemente.

    No ano passado, 260 mil bebês entraram para as estatísticas do HIV.

     

    Mais de 250 mil crianças por ano nascem com o vírus da Aids, mas poucas estão sendo examinadas no prazo necessário para receberem tratamento e prolongarem suas vidas, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (20).

    Michel Sidibe, diretor-executivo da Unaids (agência da ONU para a Aids) afirmou que é preciso melhorar os kits de diagnóstico para a detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla em inglês) em recém-nascidos, além de reduzir seu preço, que hoje é de US$ 25 a US$ 50 por unidade.

    As crianças, segundo ele, são as vítimas “esquecidas” da epidemia da Aids, apesar de 260 mil bebês terem entrado para as estatísticas no ano passado, principalmente na África Subsaariana.

    “A despeito do tamanho do mercado, precisamos assegurar que os diagnósticos sejam disponibilizados às crianças”, disse ele em entrevista coletiva em Genebra por ocasião do Dia Mundial da Aids, em 1º de dezembro.

    “Tivemos muitos avanços nos últimos dois ou três anos em termos de tratamento, em termos de remédios, em termos de assegurar que as moléculas estão mais direcionadas para as crianças. Mas onde estamos fracassando também é em fazer diagnósticos precoces”.

    Os Laboratórios Abbott, dos EUA, e a fábrica suíça de medicamentos Roche estão entre os principais produtores de testes de HIV, segundo funcionários da Unaids.

    Cerca de 3,3 milhões de crianças com até 15 anos são soropositivas, mas apenas 1,9 milhão precisam de tratamento atualmente, segundo a agência, com sede em Genebra. Menos de 650 mil, ou 34% das 1,9 milhão receberam drogas antirretrovirais contra a Aids em 2012, o que mesmo assim representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior,segundo a Unaids.

    Cerca de 14 milhões de adultos com HIV precisam de tratamento, e 9 milhões deles, ou 64%, o recebem, uma cobertura bem superior à das crianças.

    A Unaids identificou 22 países prioritários para o controle das contaminações em crianças, sendo 21 deles na África Subsaariana, onde estão 90% das mulheres soropositivas. O outro país é a Índia.

    Fonte: Bem Estar

     
  • Duas vezes Nobel de Química, Frederick Sanger morre aos 95 anos

    Duas vezes Nobel de Química, Frederick Sanger morre aos 95 anos

    Somente quatro pessoas receberam duas vezes o prêmio Nobel.

    Ele é considerado na comunidade científica como o 'pai da genômica'.

     

    O bioquímico britânico Frederick Sanger, duas vezes ganhador do prêmio Nobel de Química – em 1958 e em 1980 – morreu nesta terça-feira (19) aos 95 anos, informou nesta quarta-feira a emissora pública de televisão BBC.

    Nascido em Gloucestershire, na Inglaterra, em 13 de agosto de 1918, Sanger foi uma das quatro pessoas que receberam duas vezes o prêmio Nobel, ao lado de Marie Curie, Linus Pauling e John Bardeen.

    Considerado na comunidade científica o “pai da genômica”, Sanger trabalhou até os 65 anos, quando se aposentou. Sua primeira pesquisa a receber o Nobel foi sobre a estrutura da insulina e a segunda foi a respeito do DNA.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Fabricantes tentam seduzir público com cigarro eletrônico

    Fabricantes tentam seduzir público com cigarro eletrônico

    No início do século passado, fumar era uma alternativa aceita a mascar tabaco para os homens; para as mulheres, era ousado. Então, em meados do século, tornou-se a norma. Conforme os perigos do tabaco –e o comportamento escandaloso das companhias de cigarro em esconder esses perigos– tornaram-se impossíveis de ignorar, fumar assumiu uma nova identidade, como um mal social.

    Hoje os fabricantes de cigarros eletrônicos tentam conquistar a aceitação pública do “vaping” [algo como “vaporização”], como é conhecido o uso de seu produto. Mas alguns profissionais de saúde temem que aprovar o cigarro eletrônico possa desfazer décadas de trabalho de demonização do próprio hábito de fumar.

    Está em jogo um mercado que cresceu em poucos anos para cerca de US$ 4 bilhões em todo o mundo. Isso é pouco comparado com os US$ 90 bilhões do mercado de cigarros só nos Estados Unidos. Mas um analista de Wall Street projeta que os cigarros eletrônicos vão superar os comuns na próxima década.

    A NJOY foi uma das primeiras empresas a vender cigarros eletrônicos. Hoje existem 200 tipos nos EUA. No ano passado, as grandes companhias de cigarros entraram no jogo quando a Lorillard adquiriu a Blu, uma marca de cigarros eletrônicos, e demonstrou seu poder econômico. Em poucos meses a Blu deslocou a NJOY como líder de mercado.

    Craig Weiss, executivo-chefe da NJOY, ainda considera que sua empresa tem uma vantagem –ao fabricar cigarros eletrônicos com visual, sensação e funcionamento semelhantes aos da coisa real. É uma estratégia diferente da de produtos concorrentes, que parecem longos tubos prateados ou canetas finas e reluzentes.

    “Estamos tentando fazer algo muito desafiador: mudar um hábito que não apenas está arraigado, mas que as pessoas se dispõem a levar para o túmulo”, disse Weiss. “Para realizar isso, temos de estreitar o máximo possível a ponte para a familiaridade. Temos de facilitar para que os fumantes a cruzem.”

    Para alguns na saúde pública, uma preocupação é que tornar novamente aceito um comportamento semelhante a fumar, em vez de levar ao abandono, acabe reanimando o hábito e provoque novos casos de enfisema, doença cardíaca e câncer de pulmão.

    “A característica que poderia torná-los eficazes também é seu maior risco”, disse o doutor Tim McAfee, diretor do Departamento de Fumo e Saúde nos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

    O NJOY King, que custa US$ 7,99, é descartável e tenta entregar tanta nicotina quanto um maço de 20 cigarros. Outros tipos de cigarros eletrônicos são recarregáveis, e seus refis de nicotina fluida custam cerca de US$ 3 ou US$ 4.

    No interior do tubo de policarbonato do NJOY, há um circuito integrado, um pequeno chip de computador. Depois há uma bateria de íons de lítio e um pavio enrolado em algodão embebido em nicotina, glicerina e propilenoglicol. A bateria é ligada quando o usuário dá uma tragada no tubo, aquecendo o interior do dispositivo a cerca de 65 graus centígrados e transformando a nicotina em vapor.

    O eCigs da Blu, maior concorrente da NJOY, são tubos pretos finos com pontas que brilham em azul, não vermelho-brasa.

    Murray S. Kessler, presidente da Lorillard, descreveu seu visual como “moderno” e “bacana” e disse que a aparência lhe dá uma maior probabilidade de ser um “substituto completo” do cigarro.

    Os acionistas “não se importam se vendemos cigarros ou cigarros eletrônicos”, disse ele, desde que a companhia dê lucros.

    A Lorillard disse que vai gastar US$ 40 milhões neste ano em marketing, orçamento que representa 35% dos US$ 114 milhões em vendas da Blu no primeiro semestre deste ano.

    Duas outras empresas de cigarros estão explorando o mercado. O MarkTen, da Altria, pode ser recarregado e está sendo vendido em Indiana como teste. O Vuse, da R. J. Reynolds Tobacco Company, é um modelo prateado longo, que está sob testes no Colorado.

    Nos EUA, o departamento federal que administra remédios e alimentos (DEA), que tem o poder de regulamentar, mas não de proibir, os produtos de tabaco, disse que pretende emitir em breve regras preliminares para comentário público sobre a regulamentação do cigarro eletrônico. No mês passado, o Parlamento Europeu endossou limites para o patrocínio e a publicidade de cigarros eletrônicos e sua venda para menores, mas evitou regulamentos mais duros que os teriam classificado rigidamente como equipamentos médicos.

    A maioria das autoridades de saúde parece concordar que os níveis de toxinas dos e-cigarettes são muito mais baixos que os dos cigarros tradicionais. Mas elas também dizem que se sabe muito pouco sobre os aspectos potencialmente malignos de determinadas marcas e se há danos para os “fumantes passivos”. Um estudo publicado em setembro na revista médica britânica “The Lancet” descobriu que, após seis meses fumando cigarros eletrônicos, 7,3% dos usuários tinham parado de fumar tabaco. (O índice de eficácia dos adesivos de nicotina foi 5,8%.)

    Nos EUA, 40 secretários de Justiça pediram a regulamentação federal de “um produto viciante cada vez mais disseminado”. Eles destacaram um comercial de televisão do NJOY em que o produto é exatamente igual a um cigarro.

    Weiss não vê o problema: “Queremos que ele pareça ao máximo com um cigarro porque é assim que vamos fazer os fumantes mudarem de comportamento”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • País tem 682 cidades em situação de risco ou alerta para epidemia de dengue

    País tem 682 cidades em situação de risco ou alerta para epidemia de dengue

    O Ministério da Saúde informou na manhã desta terça-feira (19), em Brasília, que 157 municípios brasileiros estão em situação de risco de sofrer uma epidemia de dengue neste verão, enquanto outros 525 se encontram em situação de alerta. Os dados são do Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (Liraa), que mediu o índice de infestação pelo mosquito em 1.315 cidades entre 1º outubro e 8 de novembro.

    As cidades em situação de risco ou alerta representam 52% das que participaram do levantamento. A região Nordeste é a que concentra a maior parte dos municípios em situação de risco.

    Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em Saúde do ministério, foram encontradas larvas do mosquito em duas a cada 100 casas pesquisadas para o levantamento.  A maioria em depósitos domiciliares: água parada em pratos de plantas, caixas de água abertas, por exemplo.

    O levantamento também revelou que três capitais estão em situação de risco: Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho. Outras 11 – Boa Vista, Manaus, Palmas, Salvador, Fortaleza, São Luís, Aracaju, Goiânia, Campo Grande; Rio de Janeiro e Vitória –  apresentaram situação de alerta e seis estão com índices satisfatórios (Macapá; João Pessoa; Teresina; Belo Horizonte; Curitiba e Porto Alegre). Sete capitais – Belém, Maceió, Recife, Natal, São Paulo e Florianópolis – ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do Lira.

    Casos triplicam

    Em 2013, foram notificados 1.476.917 casos suspeitos de dengue. O número é quase três vezes maior que o do mesmo período do ano passado, quando foram registrados 537 mil casos. A Região Sudeste teve o maior número de casos de dengue, sendo responsável por 63,4% deles. Em seguida aparece o Centro-Oeste, com 18,4%.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, creditou o aumento do número de casos a dois fatores: as transições nos governos municipais e a proliferação do vírus tipo 4 da dengue, que aumenta a quantidade de indivíduos suscetíveis. Esse sorotipo afetou bastante a Região Sudeste – em especial Minas Gerais e Rio de Janeiro – além de Goiás, segundo o ministro.

    Apesar do aumento, o governo reforçou o fato de que houve diminuição de mortes e casos graves pela doença. “O número de internações teve redução de 30% em relação a 2010”, afirmou Barbosa. “Com melhoria de assistência, país conseguiu evitar 394 mortes por dengue este ano”, informou. Algo que tem a ver muito mais com o preparo de médicos na identificação precoce da doença do que com o combate ao mosquito.

    Segundo o ministério, o Brasil apresenta um dos menores índices de mortalidade por dengue nas Américas: 0,03 mortes para cada 100 notificações, metade da taxa registrada na Colômbia, por exemplo.

    Mais Médicos

    Padilha afirmou que está confiante no papel que os profissionais inscritos no Mais Médicos devem exercer na identificação precoce e redução de casos graves e mortes pela doença no ano que vem. “Mais de 80% dos médicos que vieram de fora têm vasta experiência no combate à dengue”, disse, citando o exemplo de Cuba, que teria apresentado um dos menores índices de letalidade ao enfrentar epidemia.

    Na próxima quinta-feira (21), equipes do Ministério da Saúde farão uma videoconferência para os médicos do programa focada na identificação e tratamento da dengue.

    Campanha

    Além de divulgar os resultados do Liraa, o Ministério da Saúde lançou hoje a campanha de mobilização nacional contra a doença, que conta com o ex-capitão da Seleção Brasileira Cafu como garoto-propaganda. O mote é “Não dê tempo para a dengue”.

    “Como a campanha mesmo diz, bastam 15 minutinhos, um intervalo de jogo, para fazer nossa parte e combater a dengue”, declarou Cafu na coletiva de imprensa.

    A ideia é aproveitar o envolvimento do brasileiro com o futebol e a Copa do Mundo e usar esse espírito para conscientizar a população sobre a prevenção do Aedes aegypti. “Hoje estamos iniciando o campeonato contra a dengue”, comparou. Padilha elogiou a atuação de capitão de Cafu e fez uma analogia ao combate à doença:  “São lideranças que precisamos em cada município, em cada bairro”.

    O ministro ainda anunciou destinará mais de R$ 363 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle da doença. No ano passado, foram transferidos R$ 173,3 milhões. Em contrapartida, os municípios precisam cumprir metas como assegurar a quantidade adequada de agentes de controle de endemias, garantir a cobertura das visitas domiciliares pelos agentes e realizar o Liraa.

    Os recursos vão incrementar os investimentos realizados nas ações de vigilância em saúde, que somam R$ 1,2 bilhão.

    Fonte: Uol Saúde

  • Droga promete a cura da hepatite C

    Droga promete a cura da hepatite C

    Determinado a se livrar da infecção por hepatite C que ia lentamente destruindo seu fígado, Arthur Rubens tentou sucessivos tratamentos experimentais. Nenhum funcionou, e a maioria causava efeitos colaterais como febre, insônia, depressão, anemia e uma urticária que “dava a impressão que a pele estava pegando fogo”.

    Mas, neste ano, Rubens, professor da Universidade da Costa do Golfo da Flórida, em Fort Myers, entrou no teste clínico de um novo comprimido contra a hepatite C. Após três meses de tratamento, o vírus havia sido eliminado do seu corpo.

    “Fiz aniversário em setembro”, disse Rubens, 63. “Disse à minha mulher que não queria nada. Iria destoar da magnitude desse presente.” A medicina pode estar perto de virar o jogo contra a hepatite C, que mata anualmente mais americanos do que a Aids e é a principal causa de transplantes hepáticos. Se o esforço der certo, será uma rara conquista contra uma epidemia viral sem o uso de vacinas.

    “Não há dúvida de que estamos prestes a eliminar a hepatite C”, disse Mitchell Shiffman, diretor do Instituto do Fígado Bon Secours, da Virgínia.

    Nos próximos três anos, devem chegar ao mercado novas drogas capazes de curar pacientes com o vírus, em alguns casos com apenas um comprimido diário em oito semanas, e com efeitos colaterais mínimos.

    As atuais terapias curam cerca de 70% dos pacientes recém-tratados, mas exigem de 6 a 12 meses de injeções e acarretam efeitos colaterais terríveis.

    Os tratamentos com as novas drogas devem custar no mínimo US$ 60 mil, podendo chegar a mais de US$ 100 mil. O acesso poderia ser um problema nos países em desenvolvimento. Não há organismos internacionais nem entidades beneficentes que adquiram medicamentos contra a hepatite C, como acontece no caso de remédios contra o HIV e a malária.

    Estima-se que 150 milhões de pessoas no mundo estejam contaminadas com a hepatite C -três a cinco vezes o número de portadores do HIV. A maioria das pessoas infectadas não sabe disso. O vírus pode levar décadas para danificar o fígado a ponto de causar sintomas. Muita gente infectada com a hepatite C jamais sofre problemas sérios.

    A hepatite C é transmitida principalmente pelo compartilhamento de seringas, mas também pode ser contraída durante o sexo ou por transfusões de sangue. Nos EUA, o exame de sangue doado começou em 1992. Rubens, o paciente curado recentemente, acredita que foi contaminado há muito tempo, quando trabalhava como paramédico.

    O principal tratamento tem sido o interferon alfa, administrado em injeções semanais durante 24 ou 48 semanas, junto com cápsulas diárias de ribavirina. A combinação cura cerca de metade dos pacientes, mas os efeitos colaterais -anemia, depressão e sintomas semelhantes aos da gripe- podem ser debilitantes.

    As novas drogas foram concebidas para inibir as enzimas usadas pelo vírus da hepatite C na sua replicação, a mesma abordagem adotada no controle do HIV. Como no caso do HIV, duas ou mais drogas contra a hepatite C serão usadas juntas para impedir que o vírus desenvolva resistência.

    Se nenhum vírus for detectado no sangue 12 semanas após o fim do tratamento, praticamente não há chance de que o vírus regresse, e o paciente é considerado curado. O fígado danificado pode então se recuperar parcialmente, segundo os médicos.

    No entanto, pessoas que estiveram infectadas podem ter um risco maior de câncer hepático, especialmente se houver se estabelecido uma cirrose.

    As novas drogas que estão chegando ao mercado podem ser usadas em tratamentos de 12 a 24 semanas, possivelmente menos. Tom Espinosa, de Oakland, Califórnia, tem toda a pressa do mundo para que os novos tratamentos sejam oferecidos. Espinosa, 59, tem cirrose avançada e alguns pontos no fígado que podem indicar um câncer. Ele já tentou todos os tratamentos disponíveis, e nada funcionou, o que lhe deixa com inveja dos pacientes que foram curados.

    Mas muitas das combinações de novas drogas ainda não foram amplamente testadas. E as drogas provavelmente não irão funcionar bem em pacientes com cirrose severa ou que também estejam infectados com o HIV.

    Essas novas drogas, de empresas como Gilead Sciences, AbbVie e Bristol-Myers Squibb, provavelmente irão alterar o protocolo a respeito de quem recebe o tratamento e de quando. Muitos médicos estão incentivando seus pacientes a pararem seus tratamentos até que as novas drogas sejam aprovadas.

    “De maneira alguma irei colocá-los em um regime de interferon se estamos a um ano de termos regimes sem interferon”, disse Scott Friedman, chefe do departamento de doenças hepáticas da Escola de Medicina Icahn, do hospital Mount Sinai, em Nova York. Com os tratamentos mais toleráveis, faz sentido, segundo alguns especialistas, tratar a doença no estágio preliminar para evitar a cirrose e o risco de câncer hepático.

    O regime totalmente oral pode também tornar mais viável o tratamento de pessoas com maior propensão a espalhar o vírus -usuários de drogas injetáveis, moradores de rua e presos, muitos dos quais também portadores de problemas de saúde mental. “Não posso tratar um paciente instável de forma segura com interferon”, disse a médica Diana Sylvestre, de Oakland, na Califórnia. “Mas posso com total certeza lhe dar alguns comprimidos.”

    Fonte: New York Times

  • Cirurgiões usarão impressão 3D para reconstruir rosto de paciente

    Cirurgiões usarão impressão 3D para reconstruir rosto de paciente

    Cirurgiões britânicos anunciaram que vão usar a técnica de impressão em 3D para reconstruir o rosto de um paciente destruído em um acidente de moto.

    Uma equipe do Hospital Morriston, no País de Gales, utilizou imagens de tomografias computadorizadas para projetar implantes de titânio, a fim de fabricá-los com uma impressora que usa a nova tecnologia.

    Acredita-se que essa será uma das primeiras tentativas de usar a impressão em 3D para reparar danos causados por lesões.

    Por se tratar de um projeto inovador, a operação –que ainda não tem data– virou tema de uma exposição no Museu de Ciências de Londres.

    TRAUMAS

    Implantes customizados de titânio já foram usados para corrigir problemas congênitos, mas não se tem notícia de seu uso para reparar traumas causados por acidentes.

    “O paciente sofreu múltiplas lesões no corpo, incluindo algumas graves no rosto”, disse o especialista em reconstrução Peter Evans, de uma instituição galesa que participa do projeto. “Ele passou por uma cirurgia de emergência na época, mas agora chegamos ao estágio em que podemos fazer uma reconstrução apropriada do seu rosto.”

    Evans e o cirurgião consultor maxilo-facial do Hospital Morriston, Adrian Sugar, planejam reposicionar os ossos faciais do paciente.

    Com uma tomografia, eles conseguiram criar uma imagem espelhada do lado do rosto do paciente que não foi afetado pelo acidente.

    “A simetria racial do paciente será restaurada, então ele deverá ter seu aspecto visual de volta”, completou Evans.

    Após a tomografia, os especialistas desenharam guias para cortar e posicionar os ossos de maneira precisa, além de usar implantes projetados especificamente para o paciente.

    Os implantes de titânio, de origem belga, estão sendo produzidos por uma das poucas empresas do mundo especializadas em impressão 3D.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Estudo mostra alto uso da pílula do dia seguinte entre jovens

    Estudo mostra alto uso da pílula do dia seguinte entre jovens

    São Paulo – Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com 800 jovens mostrou que quase 60% delas já usaram a pílula do dia seguinte pelo menos uma vez na vida. O porcentual surpreendeu pesquisadores. “Estudos anteriores em regiões metropolitanas indicavam taxas menores, em torno de 50%”, afirma Ana Luiza Borges, professora da Escola de Enfermagem e coordenadora do trabalho apresentado na Conferência Internacional de Planejamento Familiar, na semana passada, na Etiópia.



    Feito em Arujá em 2011, o trabalho entrevistou alunos entre 15 e 19 anos e seus resultados podem, segundo os pesquisadores, ser estendidos à região metropolitana de São Paulo. Do total, 307 jovens disseram ter vida sexual ativa. Entre os alunos de escolas públicas, 57,9% disseram ter usado a pílula e 57% dos estudantes das particulares também já recorreram ao método.



    A maioria das jovens comprou o produto nas farmácias: 74,6%. Apenas 6,8% obtiveram os contraceptivos em posto de saúde. A pílula é acessível e custa em torno de R$ 12. Para a professora, o comportamento tem um lado positivo: “Jovens conseguem tomar medidas para evitar gravidez indesejada”, diz. No entanto, a baixa procura por profissionais de saúde representa a perda de oportunidade de se repassar informações aos jovens.



    Ela destaca, por outro lado, que não é a maioria dos jovens que usa a pílula por diversas vezes. “O receio de que a pílula de emergência fosse usada indiscriminadamente não foi confirmado”, diz. Do total, 18,5% das jovens recorreram ao método mais de três vezes em um ano. 



    A professora observa que a maior parte (31,6%) recorre à contracepção de emergência por insegurança, por medo de não ter usado de forma adequada o contraceptivo. Mas um dado é preocupante: 19,8% não quiseram usar nenhum método para impedir a gravidez. “O aconselhamento é importante para todos os grupos”, enfatiza a pesquisadora. Remédio de emergência, a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual. O acesso ao medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi facilitado em abril deste ano.

     
    Uol Saúde
  • Produtos à base de plantas nem sempre são o que prometem

    Produtos à base de plantas nem sempre são o que prometem

    Os americanos gastam cerca de US$ 5 bilhões por ano em suplementos à base de plantas, sem efeitos comprovados e que prometem tudo, desde combater resfriados até reduzir as ondas de calor e aumentar a memória. No entanto, agora há um novo motivo pelo qual os consumidores de suplementos devem ter cuidado: os testes de DNA mostram que muitas pílulas rotuladas como ervas curativas são pouco mais do que arroz em pó e erva daninha.

    Usando um teste de código de barras de DNA, uma espécie de impressão digital genética que também tem sido utilizada para ajudar a revelar fraudes de rotulagem na indústria pesqueira comercial, pesquisadores canadenses testaram 44 frascos de suplementos populares vendidos por 12 empresas. Eles descobriram que muitos não eram o que diziam ser, e que suplementos rotulados como ervas populares eram muitas vezes diluídos – ou inteiramente substituídos – por substâncias baratas como soja, trigo e arroz.

    Defensores dos consumidores e cientistas afirmam que a pesquisa fornece mais provas de que a indústria de suplementos à base de plantas desenvolve uma série de práticas questionáveis. Representantes da indústria afirmam que os problemas não são generalizados.

    Para o estudo, os pesquisadores selecionaram ervas medicinais populares e, em seguida, compraram aleatoriamente diferentes marcas desses produtos em lojas e magazines no Canadá e nos Estados Unidos. Para evitar chamar a atenção para qualquer empresa específica, nomes de produtos não foram divulgados.

    Descobertas

    Dentre as descobertas, havia garrafas de suplementos de equinácea, usados por milhões de norte-americanos para prevenir e tratar resfriados, erva amarga triturada eParthenium hysterophorus, uma planta invasora encontrada na Índia e na Austrália, que tem sido associada a erupções cutâneas, náuseas e flatulência.

    Dois potes rotulados como erva de São João – que, segundo pesquisas, trata casos leves de depressão – não continham a erva medicinal. Em vez disso, os suplementos de um pote foram confeccionados apenas com arroz e, em outro, havia somente sene (Senna alexandrina), um arbusto amarelo egípcio que funciona como um laxante poderoso. Suplementos de Gingko biloba, promovidos como capazes de melhorar a memória, apareceram misturados a preenchedores e nogueira preta, um perigo potencialmente mortal para as pessoas que sofrem de alergia a nozes.

    Dos 44 suplementos à base de plantas testados, um terço mostrou que tinha pura e simplesmente substituído o produto designado no rótulo, ou seja, não havia nenhum vestígio da planta anunciado no pote – apenas outra planta em seu lugar.

    Muitos tinham sido adulterados com ingredientes não listados no rótulo como arroz, soja e trigo, que são usados como preenchedores. Em alguns casos, o preenchedor era a única planta detectada no pote – um risco para a saúde de pessoas com alergias ou que procuram produtos sem glúten, disse o principal autor do estudo, Steven G. Newmaster, professor de biologia e diretor botânico do Instituto de Biodiversidade de Ontário, na Universidade de Guelph.

    Resultados

    Os resultados, publicados no periódico BMC Medicine, seguem uma série de pequenos estudos realizados nos últimos anos que têm sugerido que um percentual considerável de produtos à base de plantas não são o que dizem ser. Entretanto, como as últimas descobertas são corroboradas por um teste de DNA, elas oferecem as evidências talvez mais confiáveis até hoje de adulteração, contaminação e rotulagem incorreta na indústria de suplementos medicinais, uma área de rápido crescimento da medicina alternativa que inclui cerca de 29 mil produtos à base de plantas e substâncias vendidas em toda a América do Norte.

    “Isso sugere que os problemas são generalizados e que o controle de qualidade de muitas empresas, quer por ignorância, incompetência ou desonestidade, é inaceitável”, disse David Schardt, nutricionista sênior do Centro para a Ciência no Interesse Público, uma associação de apoio. “Diante desses resultados, é difícil recomendar quaisquer suplementos à base de plantas para os consumidores.”

    Representantes da indústria de suplementos disseram que apesar de ser legítima a preocupação com a rotulagem incorreta dos produtos, eles não acreditam que ela é tão frequente quanto sugere a nova pesquisa.

    Stefan Gafner, diretor científico do Conselho Americano de Botânica, um grupo sem fins lucrativos que promove o uso de suplementos à base de plantas, disse que o estudo tinha como falha o fato de que a tecnologia de códigos de barras utilizada nem sempre identificava ervas que haviam sido purificadas e altamente processadas.

    “No geral, eu concordo que o controle de qualidade é um problema na indústria de produtos à base de plantas”, disse Gafner, acrescentando: “Porém, eu acho que o quadro que está sendo representado é exagerado. Eu acho que a situação não é tão ruim quanto esse estudo faz parecer.”

    A FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos) usou a tecnologia do código de barras para advertir e, em alguns casos, processar quem comercializava frutos do mar “falsos”. A técnica de DNA também tem sido usada em estudos sobre chás de ervas, que mostraram que uma porcentagem significativa contém ervas e ingredientes que não estão listados em seus rótulos.

    Desafio

    Contudo, policiar a indústria de suplementos é um desafio especial. A FDA exige que as empresas testem os produtos que vendem para se certificar de que eles são seguros. Todavia, o sistema opera essencialmente com base em um código de honra. Ao contrário dos medicamentos, os suplementos são geralmente considerados seguros até que se prove o contrário.

    De acordo com uma lei de 1994, eles podem ser vendidos e comercializados com pouca supervisão regulatória, e geralmente são retirados das prateleiras apenas depois de queixas de lesões graves. A FDA realiza auditorias de um pequeno número de empresas, mas até mesmo representantes do setor dizem ser necessário intensificar a fiscalização.

    “Os regulamentos são muito apropriados e rigorosos”, disse Duffy MacKay, do Conselho para a Nutrição Responsável, um grupo comercial da indústria de suplementos. “Porém, precisamos de um regulador forte que aplique toda a força da lei. Os recursos do FDA são limitados e, portanto, a aplicação não tem sido historicamente tão rigorosa quanto poderia ser”.

    Uma porta-voz da FDA não respondeu a um pedido de comentário para esta reportagem.

    Genes

    A tecnologia do código de barras genético foi desenvolvida há uma década na Universidade de Guelph, em Ontario, Canadá. Em vez de sequenciar genomas inteiros, os cientistas perceberam que podiam examinar genes de uma região padronizada de cada genoma para identificar as espécies de plantas e animais. Essas sequências curtas podem ser rapidamente analisadas – de modo muito semelhante aos códigos de barras de produtos em um supermercado – e comparadas a outros em um banco de dados eletrônico.

    Uma biblioteca eletrônica de referência na Universidade de Guelph, chamada de Projeto Internacional do Código de Barras da Vida, contém mais de 2,6 milhões de registros de códigos de barras de quase 200 mil espécies de plantas e animais.

    A técnica de teste não é infalível. Ela é capaz de identificar as substâncias em um suplemento, mas não pode determinar a sua potência. E como a tecnologia se baseia na detecção de DNA, ela pode não ter como identificar os extratos químicos concentrados que não contêm o material genético, nem os produtos em que o material tenha sido transformado pelo calor e processamento.

    Não obstante, Newmaster enfatizou que apenas suplementos em pó e comprimidos foram utilizados na nova pesquisa, não extratos. Além disso, o teste do DNA quase sempre detectou algum outro material vegetal nas amostras – só que nem sempre a planta ou erva estava indicada no rótulo.

    Contaminação cruzada

    Alguns dos problemas de adulteração podem ter sido causados involuntariamente. A contaminação cruzada pode ocorrer em campos onde as plantas diferentes são cultivadas lado a lado e colhidas ao mesmo tempo, ou em fábricas onde as ervas são embaladas. Segundo Gafner, do Conselho Americano de Botânica, o arroz, o amido e outros compostos foram em alguns casos acrescentados ao suplemento durante a produção para impedir que as ervas em pó se aglomerassem, assim como colocamos grãos de arroz em saleiros.

    Contudo, isso não explica muitos dos resultados do teste de DNA. Por exemplo, o estudo constatou que um produto anunciado como cohosh preto – uma planta da América do Norte, remédio popular contra as ondas de calor e outros sintomas da menopausa – continha na verdade uma planta asiática parecida, Actaea asiatica, que pode ser tóxica para os seres humanos.

    Esses resultados refletem um estudo semelhante acerca de suplementos de cohosh preto realizados no Centro Médico da Universidade de Stony Brook no ano passado. O Dr. David A. Baker, professor de obstetrícia, ginecologia e medicina reprodutiva, comprou 36 suplementos de cohosh preto na internet e em grandes lojas. Os testes de código de barras genético mostraram que um quarto dos produtos não continha cohosh preto, mas uma planta ornamental da China.

    Para Baker, a regulamentação de suplementos é no momento uma “terra sem lei”. Segundo o professor, a maioria dos consumidores não tem ideia da carência de garantias quanto a esse tipo de produto. “Se você tivesse um filho doente e três entre cada dez comprimidos de penicilina fossem falsos, todos estariam em pé de guerra”, disse Baker. “No entanto, não se vê problema em comprar um suplemento sendo que três entre cada dez pílulas são falsas. Eu não entendo isso. Por que essa indústria não tem de se responsabilizar por isso?”

    Fonte: Uol Saúde

  • Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

    Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

    Neste Dia Mundial do Diabetes, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) informa que existem 371 milhões de diabéticos entre os adultos de todo o mundo. A maioria dos casos se refere ao tipo 2 da doença, passível de ser evitado com medidas como o combate a obesidade e o sedentarismo.

     

    Segundo a IDF, há 13,4 milhões de diabéticos no Brasil (tipo 1 e 2). O país ocupa o quarto lugar no mundo em número de casos, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente. Trata-se de um número alarmante, já que a estimativa era de que teríamos cerca de 12,7 milhões de brasileiros diabéticos somente em 2030.

    O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela IDF em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde), com o objetivo de dar respostas ao crescente interesse em torno da doença, além de alertar para o aumento de sua incidência no mundo.

    A data escolhida para a celebração é a mesma do nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Japoneses criam método para detectar câncer de pâncreas pela saliva

    Japoneses criam método para detectar câncer de pâncreas pela saliva

    Pesquisadores japoneses desenvolveram um novo método capaz de detectar o câncer de pâncreas por meio da saliva após conseguir um diagnóstico acertado em 84% dos casos, informou nesta quinta-feira (14) o jornal Nikkei.

    A equipe médica, que inclui cientistas da Universidade de Medicina de Tóquio e da Universidade de Keio – também na capital japonesa -, espera que o novo método sirva para realizar um diagnóstico prematuro da doença o que permitiria usar cirurgia, algo que neste tipo de câncer é incomum.

    Os experimentos foram realizados em quatro centros médicos com mostras de saliva proveniente de mais de uma centena de pacientes, entre eles doentes de câncer de pâncreas e pessoas saudáveis.

    Com os testes, o grupo de cientistas descobriu que a saliva dos doentes de pâncreas contém mais quantidade de uma substância que faz parte de uma enzima encarregada do desenvolvimento deste tipo de câncer.

    Os cientistas acreditam em poder encontrar em breve empresas interessadas em comercializar seu produto, à espera de que possa ser vendida em um ano, segundo o jornal.

    Geralmente o câncer de pâncreas é detectado em um estado avançado, fazendo com em que 80% dos pacientes a cirurgia seja algo ineficaz, por ele já ter se espalhado para outras células do corpo tais como os nódulos linfáticos e o fígado.

    Fonte: Uol Saúde