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  • Governo amplia faixa etária de vacinação contra HPV

    Governo amplia faixa etária de vacinação contra HPV

    O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (18), que vai ampliar a faixa etária das meninas que receberão a vacina contra o vírus HPV pela rede pública de saúde.

    A previsão inicial –dada em julho deste ano, quando a vacina foi anunciada– era imunizar, em 2014, meninas de 10 e 11 anos; e, a partir de 2015, apenas as meninas de 10 anos. O esquema vacinal seria de três doses, com a segunda dose sendo dada um mês após a primeira, e a terceira dose aplicada seis meses após a primeira.

    A decisão agora tomada, e anunciada nesta quarta, é a de vacinar, em 2014, garotas de 11 a 13 anos; e, a partir de 2015, as meninas de 9 a 11 anos.

    Para tanto, o governo fez um espaçamento maior entre as três doses. Agora, a segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira; e a terceira deve ser dada cinco anos depois da primeira.

    Segundo a Saúde, o novo formato tem respaldo de estudos e práticas internacionais; e, dada cinco anos após a primeira, a terceira dose pode funcionar como reforço.

    “O Ministério da Saúde decidiu adotar o esquema estendido baseado em estudos recentes que comprovam a eficácia desta medida. Além disso, a estratégia segue recomendação da Opas (Organização Pan Americana de Saúde) e foi discutida com especialistas brasileiros que integram o Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Vale ressaltar que o esquema já é utilizado por países como Canadá, México, Colômbia, Chile e Suíça”, argumenta nota do ministério.

    A vacina será oferecida no SUS a partir de março de 2014. Ela pode prevenir contra o vírus HPV, responsável por 95% dos casos de câncer de colo uterino, além de estar ligado a outros tipos de câncer e verrugas sexuais.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Moradores farão festa para receber profissionais cubanos

    Moradores farão festa para receber profissionais cubanos

    Os municípios que receberão profissionais cubanos a partir do dia 23 já preparam as recepções de boas-vindas àqueles que, em alguns casos, serão os únicos médicos locais após muitos anos.

    Em Passira (PE), a prefeitura já planejava para este fim de semana um almoço ou jantar para recebê-los.

    Mas a recepção teve que ser adiada depois que o Ministério da Saúde adiou em uma semana a estreia dos cubanos nos municípios.

    Enquanto isso, a secretária local da Saúde vai às rádios informar sobre o atraso.

    Em Santa Maria do Cambucá (PE), a dúvida é em relação ao idioma dos médicos. Essa questão, porém, não preocupa mais a técnica de enfermagem Girleide Medeiros, que trabalha no posto onde o médico atenderá.

    Ela disse que já teve contato com uma médica cubana tempos atrás. “Ela não falava brasileiro [sic]. Tinha coisa que era meio enrolada, mas dava para entender. O que não dava, ela fazia um gestinho, e a gente se entendia.”

    Na zona rural de Frei Miguelinho (PE), morar em frente ao posto de saúde não foi suficiente para que as irmãs Maria Agripina, 50, e Terezinha de Souza, 42, soubessem da chegada de um cubano.

    Na unidade Nova Esperança, só há médico às segundas-feiras. Na última, por exemplo, ele não apareceu.

    “Tanto faz de onde eles vêm, onde se formaram. Ruim é não ter médico”, afirmou Terezinha. “Se tiver um passamento [passar mal] agora, tem que alugar um carro [R$ 60] e ir para a cidade”, disse Maria Agripina.

    Na Bahia, os municípios de Araci e Tucano também planejam recepções aos cubanos. Eles irão para postos da zona rural e cuidar sozinhos dos atendimentos locais.

    Em Prudente de Morais (MG), haverá festa no distrito Campo de Santana: recepção preparada pelos funcionários da equipe de saúde, com salgadinhos e refrigerantes.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Pesquisa mostra que 33% dos pais não falam com filhos sobre álcool

    Pesquisa mostra que 33% dos pais não falam com filhos sobre álcool

    Estudo que ouviu mil pais brasileiros foi feita por companhia de bebida.

    Eles consideram os filhos muito novos ou têm vergonha de abordar tema.

     
    Uma pesquisa realizada pela companhia de bebida Ambev – que reúne 17 marcas de cerveja – concluiu que 33% dos pais e mães brasileiros não falam com seus filhos sobre o consumo de álcool. Além do Brasil, o estudo foi realizado também na Argentina, Bélgica, Canadá, China, Alemanha, México, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.



    Foram ouvidos mil pais de cada um dos países. No Brasil, a principal razão para os pais não terem essa conversa é considerar que o filho ainda é muito jovem: 48% dos entrevistados alegaram esse motivo. Outros 22% disseram que não têm certeza de como começar a conversa; 15% confiam que os filhos tomarão a decisão certa e 9% têm vergonha de discutir o assunto.



    Apesar disso, 98% dos pais brasileiros concordam com a afirmação de que é importante que os pais conversem com seus filhos sobre o consumo de álcool. Eles consideram que essa conversa começa a ser importante a partir dos 9 anos de idade.



    Na Alemanha, Argentina e Bélgica, a conversa sobre bebidas alcoólicas entre pais e filhos é mais frequente do que no Brasil, segundo os dados levantados pela pesquisa. Já os pais americanos, canadenses, chineses, mexicanos, britânicos, russos e ucranianos abordam o assunto com menos frequência do que os pais brasileiros.



    Os dados foram coletados no ano passado em entrevistas por telefone, pela internet ou pessoalmente. Entre os pais entrevistados, pelo menos 25% têm filhos com idades entre 5 e 17 anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Governo do Rio confirma três casos de pacientes detectados com superbactéria

    Governo do Rio confirma três casos de pacientes detectados com superbactéria

    A Secretaria de Estado de Saúde do Rio informou nesta terça-feira (17) que três pacientes foram detectados com uma superbactéria, a NDM-1, em hospitais da capital, norte do Estado e Baixada Fluminense.

    Apesar de estarem com a bactéria na pele e serem capazes de transmiti-la, nenhum dos pacientes foi infectado (não desenvolveram sintomas).

    A superintendência de vigilância em saúde da Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde), está verificando as unidades por onde passaram os três pacientes. Um dos hospitais é o Hemorio, no centro da capital. Os nomes das outras instituições não foram divulgadas porque eles não fazem parte da rede estadual de saúde.

    A secretaria também informou que a bactéria foi encontrada só nos pacientes, não nas unidades de saúde, e que foram tomadas medidas para evitar que o micro-organismo se espalhe.

    “A direção do Hemorio esclarece que as internações na ala hospitalar do Instituto não estão suspensas e que todas as medidas de controle já foram tomadas”, diz a secretaria, em nota.

    Em março, dois casos da superbactéria foram detectados em um hospital de Porto Alegre (RS). O micro-organismo foi descrito pela primeira vez em 2009, quando um paciente sueco esteve hospitalizado na Índia.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH, mostra estudo

    Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH, mostra estudo

    Especialistas que tratam jovens com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão, em breve, ganhar um aliado inusitado: o videogame.

    Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com o departamento de Medicina Molecular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e com a Duke University, dos Estados Unidos, estão desenvolvendo um jogo cujo objetivo principal é treinar, nos jogadores, o controle inibitório – habilidade cerebral responsável por frear respostas inadequadas a estímulos ambientais, que normalmente é falha nos portadores da doença.

    “Quando o controle inibitório não está bem desenvolvido, muitos problemas podem acontecer, como abuso de substâncias, sexo sem proteção, brigas e acidentes”, explicou o neuropsicólogo Thiago Strahler Rivero, autor de pesquisa de doutorado apoiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e orientada por Orlando Francisco Amodeo Bueno, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.

    Segundo Rivero, o treino do controle inibitório é importante principalmente na adolescência, fase em que a impulsividade está naturalmente exacerbada e em que as estatísticas de envolvimento em situações de risco ligadas ao TDAH são mais alarmantes.

    “Fazer um adolescente aderir ao tratamento e mantê-lo motivado é uma de nossas maiores dificuldades na clínica. Por isso optamos pelo videogame”, contou Rivero.

    Project Neumann

    O jogo, batizado de Project Neumann, está dividido em quatro partes. Cada uma delas representa um reino diferente e está diretamente relacionada aos diversos sintomas presentes na falta de controle do impulso. Heróis auxiliam o jogador na luta contra o inimigo principal: o próprio TDAH.

    “Os quatro heróis coadjuvantes representam algumas das características mais prevalentes do transtorno: dificuldade de focar a atenção, dificuldade de controlar impulsos motores, dificuldade para ignorar distrações e dificuldade no controle do planejamento, que é a incapacidade de moldar as ações do presente pensando nas consequências futuras”, explicou o pesquisador.

    Treinar essas capacidades nos jogadores, porém, é apenas um dos objetivos do Project Neumann, contou Rivero. “Também queremos testar se o jogo pode ser uma ferramenta de avaliação dessas habilidades e, para isso, estamos comparando com as escalas de avaliação consideradas padrão-ouro na literatura. Essas escalas ajudam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento”, explicou.

    Uma terceira meta dos pesquisadores é a psicoeducação. A ideia é que, ao jogar, os portadores de TDAH aprendam sobre a doença, adquiram consciência de suas próprias dificuldades e conheçam estratégias para superá-las.

    “Estudos mostram que o treino cerebral feito de forma isolada traz poucos resultados. A psicoterapia, isoladamente, colabora na construção de uma compreensão dos sintomas e de seu impactos, mas estudos demonstram que, no longo prazo, a eficácia não é tão grande. Tratar apenas com medicação até tem uma boa eficácia, mas não possibilita o aprendizado de habilidades importantes para a vida adulta. Por essas razões, o consenso é de que o tratamento do TDAH deve ser multimodal”, afirmou Rivero.

    Personagens

    O desenvolvimento dos personagens e do enredo foi, de acordo com Rivero, baseado em teorias da psicologia, da neuropsicologia e da neurociência.

    “Com nossos parceiros do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas da UFMG, que são especialistas no estudo da impulsividade no Brasil, em especial meu co-orientador Leandro Maloy-Diniz, delimitamos regiões do cérebro que, de acordo com a literatura, precisam ser estimuladas para melhorar o controle inibitório”, afirmou o pesquisador. “Então criamos tarefas a serem cumpridas pelos jogadores baseadas nessas teorias”, disse.

    Um sistema que permite gerar gráficos e relatórios de desempenho no fim de cada fase foi desenvolvido para ajudar a monitorar a evolução dos jogadores. No momento, o jogo está na fase de refinamento do game e de validação.

    “Já fizemos três rodadas de testes com voluntários. Inicialmente, eles apenas ajudaram a avaliar características como diversão, capacidade de fazer o jogador se envolver com a história e jogabilidade. Na última rodada já coletamos alguns dados e agora estamos comparando com as escalas de avaliação padrão ouro para ver se há correlação e fazer a validação estatística”, contou Rivero.

    Parcerias internacionais

    Outra forma de avaliar se, de fato, cada parte do jogo está estimulando a habilidade proposta é por meio da ressonância magnética funcional. “Pretendemos colocar os voluntários para jogar dentro do equipamento para ver se as regiões do cérebro que são estimuladas no exame são as que queremos estimular. Para isso, estamos firmando uma parceria com a University of Southern California, dos Estados Unidos”, contou. A equipe também envolve colaboradores da área de design e desenvolvimento de games.

    Os resultados preliminares foram apresentados por Rivero durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado no fim de junho em São Paulo. O trabalho também foi apresentado na E3, principal feira de games do mundo, após o grupo ficar em terceiro lugar na competição de jogos independentes Indies Crash, em que concorreram 677 jogos de todo o mundo.

    “Embora o jogo seja focado no tratamento do TDAH, nossa ideia é criar um método que depois possa ser aplicado para autismo, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos”, afirmou Rivero.

    Fonte: Uol Saúde

  • Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

    Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

    Agência FDA está analisando Perjeta e tomará decisão em 31 de outubro.

    Medicamento já é aprovado para tratar subtipo agressivo, com metástase.

     
    A agência americana Food and Drug Administration (FDA), que regula medicamentos e alimentos nos EUA, emitiu um comentário favorável sobre uma nova droga contra o câncer de mama produzida pela farmacêutica suíça Roche. Se aprovado, o remédio Perjeta (cujo princípio ativo é o anticorpo pertuzumabe) pode se tornar em breve a primeira opção para tratar a doença ainda em estágio inicial, antes da cirurgia para remoção do tumor, destacou a agência Associated Press (AP) nesta quarta-feira (11).
     

    Segundo os cientistas da FDA, que publicaram um parecer na internet, as mulheres analisadas que receberam o Perjeta como tratamento inicial para o câncer de mama se mostraram mais propensas a estar livres da doença no momento da operação, em relação às voluntárias que receberam combinações de drogas mais antigas, como o Herceptin, também da Roche.

    Embora os resultados venham de testes ainda em estágio intermediário, os cientistas da FDA recomendaram que seu processo de aprovação seja acelerado. Isso porque o produto se enquadra na categoria de medicamento inovador indicado para tratar doenças com risco de vida – como câncer, HIV e outras enfermidades letais.

    O Perjeta foi aprovado pela primeira vez há cerca de seis meses para tratar pacientes com um subtipo de câncer de mama que tenha sofrido metástase, ou seja, se espalhado para outras partes do corpo. Agora, a empresa de biotecnologia Genentech – comprada pela Roche em 2009 e responsável por desenvolver o medicamento – espera que a droga seja aprovada para uso em fases mais precoces do câncer, logo após o diagnóstico.

    Atualmente, o uso de remédios contra o câncer antes da cirurgia ainda é experimental, mas muitos médicos acreditam que isso ajude a encolher os nódulos, tornando-os mais fáceis de remover. No caso de um câncer de mama, esse processo poderia permitir que as mulheres mantivessem seus seios, em vez de tê-los totalmente retirados.

    Painel e decisão final

    Nesta quinta-feira (12), a FDA vai pedir a criação de um painel independente de especialistas em câncer para avaliar se os benefícios do Perjeta superam seus riscos no tratamento em estágio inicial. O grupo deverá analisar um estudo com 417 mulheres feito pela Genentech e ver se o medicamento é capaz de aumentar a sobrevida das pacientes.

    No dia 31 de outubro, a FDA então tomará sua decisão, que não será obrigatoriamente a mesma dos painel, mas muitas vezes segue essa linha, como visto em outros casos. Se a agência aprovar o Perjeta, outros laboratórios poderão estudar drogas contra o câncer para uso em fase inicial.

    A FDA reforça, porém, que as pesquisas da Genentech ainda são preliminares e deverão ser confirmadas em trabalhos futuros. Também deverão ser avaliados fatores como reincidência do câncer e sobrevida final das mulheres.

    Em 2011, a agência retirou do mercado o Avastin, outra droga da Genentech contra o câncer de mama. Isso porque as promessas do medicamento não se confirmaram em pesquisas posteriores, e a FDA concluiu que o remédio não ajudava as mulheres a viver mais tempo, e seus benefícios não compensavam os perigosos efeitos colaterais. Hoje, o Avastin continua aprovado para tratar câncer colorretal e outros tipos de tumores.

    Câncer de mama no mundo

    O câncer de mama é o tipo mais comum e letal entre o sexo feminino no mundo, com cerca de 1 milhão de novos casos por ano. Nos EUA, essa é a segunda forma mais letal de câncer entre as mulheres (atrás apenas do de pulmão), e deve matar mais de 39 mil pacientes este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) do país.

    No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de mortes de mulheres por tumor. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

    Em 2012, foram registrados 52,6 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).

    A sobrevida média das pacientes após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Se detectada precocemente, a doença pode ser tratada e as chances de sobrevivência são grandes.

    Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública. No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos estimados em 2012.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Governo inclui vacina contra coqueluche para grávidas na rede pública

    Governo inclui vacina contra coqueluche para grávidas na rede pública

    A decisão de incluir, na rede pública, a vacina contra a coqueluche para gestantes foi oficializada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11), via portaria publicada no “Diário Oficial” da União.

    A pasta pretende oferecer a vacina a partir de 2014, em cronograma ainda a ser fechado.

    Com a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes, o governo busca dar imunidade, indiretamente, aos bebês. Dados oficiais indicam que 70% dos casos de coqueluche em 2011 foram em crianças menores de um ano, e 92% em bebês de até sete meses de idade.

    Em 2011, o país registrou 55 mortes pela doeça –todas entre crianças menores de seis meses de idade.

    O esquema vacinal da criança contra a coqueluche começa com uma primeira dose de vacina aos dois meses de idade; a segunda é dada aos quatro meses, e a terceira aos seis meses. Dois reforços são dados: um aos 15 meses e um aos quatro anos de idade.

    Na avaliação do ministério, crianças menores de seis meses de idade são as mais vulneráveis à doença, por não terem completado o esquema básico de vacinação, com as três primeiras doses.

    Assim, ao vacinar as mães, o governo pretende ampliar a imunidade da criança e evitar um canal de transmissão ao bebê.

    “A vacinação de gestantes poderá contribuir tanto para a diminuição da transmissão da doença para o lactente precoce, como poderá oferecer proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida, quando a criança ainda não teve a oportunidade de completar o esquema vacinal”, diz um dos relatórios do governo feitos no processo de autorização da vacina no SUS.

    Segundo o relatório, a coqueluche teve redução importante de casos na década de 90. Desde 2011, porém, registra o documento, o país tem “observado um aumento progressivo do número de casos, ultrapassando o limite superior esperado”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Senado aprova projeto que proíbe venda de cigarro em supermercado

    Senado aprova projeto que proíbe venda de cigarro em supermercado

    A proibição da venda de produtos de tabaco em posto de combustíveis, estabelecimentos de venda ou consumo de alimento, supermercado, loja de conveniência e banca de jornal avançou nesta quarta-feira (11) no Senado. O assunto tem de um lado a pressão da indústria que questiona a medida e os impactos econômicos da restrição inclusive sobre a arrecadação do governo e, de outro, um grupo de parlamentares que alertam para os riscos do produto para a saúde.



    Momentos antes da aprovação do texto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o autor do projeto de lei, senador Paulo Davim (PV-RN), disse que a decisão reflete interesse de saúde pública. “O mundo inteiro vê que quanto mais obstáculo forem criados entre o usuário e o produto, menor será a adesão e o surgimento de usuários de cigarro.”



    Segundo o parlamentar, mais de 100 mil pessoas morrem anualmente no país por doenças relacionadas aos produtos tabagistas. “O cigarro corresponde a uma guerra civil no tocante ao número de vítimas que faz”, alertou. Davim ainda comparou estatísticas, destacando que os casos de homicídios no Brasil matam 42 mil pessoas e que os acidentes de trânsito fazem 35 mil vítimas por ano.



    O projeto ainda vai ser analisado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Davim pretende reforçar a posição em resposta aos temores do setor produtivo. Segundo ele, a arrecadação do país com os impostos recolhidos sobre a venda do produto não cobrem um terço dos investimentos em saúde que o governo precisa fazer para tratar pessoas afetadas por doenças relacionadas ao tabagismo.



    “O governo arrecada R$ 6 bilhões com [as vendas de] cigarro e gasta com doenças provocadas pelo cigarro cerca de R$ 21 bilhões. Ou seja, o que arrecada não é a metade do que gasta. Dados do Inca [Instituto Nacional do Câncer] mostram que 90% dos cânceres de pulmão são provocados pelo cigarro e 30% de doenças coronarianas [também]”, explicou.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Fabricantes de medicamentos contínuos terão que informar fim de produção

    Fabricantes de medicamentos contínuos terão que informar fim de produção

    As empresas fabricantes que decidirem suspender a produção de determinado medicamento contínuo – usado principalmente no tratamento de doenças crônicas e ou degenerativas, como diabetes e alteração de pressão -, terão que informar os consumidores seis meses antes de a fabricação ser suspensa.

    A medida foi aprovada nesta quarta-feira (11) pelos senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pode evitar que as pessoas sejam surpreendidas com a falta de abastecimento de um remédio essencial em farmácias e drogarias.

    O país já tem uma lei que obriga as empresas que decidirem deixar de fabricar determinada droga a comunicar a decisão ao Ministério da Saúde com antecedência mínima de 180 dias. Pelas regras atuais, a suspensão da produção ou o cancelamento de registro de medicamentos ainda depende de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    De acordo com a relatora, Vanessa Graziottin (PCdoB/AM), o projeto reforça o direito à informação e complementa as normas atuais. “[Com] a informação acerca da descontinuidade da produção de determinado medicamento, [o consumidor] terá tempo hábil para se precaver e adquirir unidades extras do produto antecipadamente, além de buscar um substituto com o seu médico”, destacou.

    Pelo texto, os fabricantes serão obrigados a incluir uma advertência sobre o encerramento da produção na embalagem do produto. O projeto, que ainda precisa ser aprovado na Câmara para passar a valer como lei, também define um piso mensal de fornecimento de medicamentos de uso contínuo ao mercado em quantidade igual ou superior à média de vendas do produto dos três meses anteriores, respeitada a demanda de cada município.

    Fonte: Uol Saúde

  • SUS incorpora novos tratamentos para doença falciforme e espondilite

    SUS incorpora novos tratamentos para doença falciforme e espondilite

    Crianças com doença falciforme passarão a ter opção oral de profilaxia.

    Teste para diagnosticar tuberculose e vacina também foram incluídos.

     

    O Sistema Único de Saúde passa a oferecer, a partir desta quarta-feira (11), penicilina oral como parte do tratamento para crianças com doença falciforme de até cinco anos e também metotrexato injetável para tratamento de pacientes com espondilite anquilosante.

    O acréscimo desses dois tratamentos foi determinado por portarias publicadas nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. Outras decisões divulgadas nesta quarta-feira são a incorporação de um teste rápido para diagnosticar tuberculose e da vacina contra coqueluche para gestantes.



    Tratamento oral

    De acordo com o relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) que determinou a inclusão da penicilina no tratamento da doença falciforme para crianças, o uso da penicilina e do ácido fólico em pacientes de até cinco anos de idade é a “essência do tratamento”.



    Até então, o SUS dispunha apenas da penicilina injetável para esses casos. A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pediu a inclusão do medicamento oral em 2012 para tornar o tratamento mais “humanizado” e mais fácil de ser tolerado pelas crianças.

    Espondilite

    O uso do medicamento metotrexato – incorporado nesta quarta-feira pelo SUS – como tratamento para a espondilite anquilosante já era previsto pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, apesar de ainda não constar na lista de tratamentos oferecidos pelo sistema público. A espondilite anquilosante é uma doença, ainda sem cura, que provoca inflamações das articulações da coluna, quadris, ombros e outras regiões.

    Coqueluche

    A inclusão da vacina que confere proteção contra coqueluche para as gestantes foi justificada pela Conitec pelo fato de que o Brasil apresentou, a partir de 2011, um aumento progressivo do número de casos de coqueluche.



    O grupo mais afetado são os menores de 6 meses de idade, que ainda não completaram o esquema básico de vacinação. Com base em estudos que demonstram que a mãe tem papel importante na transmissão da doença para os recém-nascidos, a comissão determinou a inclusão da vacina para as grávidas.



    Detecção precoce de tuberculose

    O SUS passa a oferecer também um teste mais rápido para diagnosticar precocemente a tuberculose. Chamado de Xpert, o teste foi capaz de aumentar a detecção de casos em 34%, em comparação ao teste atualmente utilizado, a baciloscopia, de acordo com estudo.

    Fonte: Bem Estar