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  • Hipertensão e colesterol alto são uma associação comum e mal tratada

    Hipertensão e colesterol alto são uma associação comum e mal tratada

    Menos de um terço dos pacientes portadores de hipertensão arterial e colesterol elevado obtém um controle adequado de ambas condições, fato que poderia reduzir especificamente o risco da doença arterial coronariana (DAC) em 50% ou mais. Esta é a constatação principal de um estudo norte-americano. A DAC caracteriza-se pela formação de placas de gordura na parede das artérias do coração, sendo a principal causa do infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco).

     

    Um levantamento realizado nos Estados Unidos entre 1988 e 2010 demonstrou que mais de 60% das pessoas com hipertensão arterial também apresentavam colesterol elevado, mas apenas 30% dos participantes deste estudo apresentavam as duas condições controladas adequadamente. O uso de estatinas (medicamentos redutores de colesterol) e anti-hipertensivos (medicamentos para reduzir a pressão arterial) foram os únicos preditores significativos do controle simultâneo das duas condições.

    “Cerca de dois terços dos pacientes hipertensos apresentam anormalidades do colesterol. É fundamental que as estratégias de prevenção das doenças cardíacas contemplem o controle destes dois fatores de risco cardíaco”, disse a Dra. Brent M. Egan, da Medical University of South Carolina.

     

    Aproximadamente 30% dos adultos nos Estados Unidos têm hipertensão arterial, fato que duplica o risco de uma doença cardíaca. A maioria dos adultos hipertensos têm colesterol elevado concomitantemente. O tratamento eficaz da hipertensão arterial reduz o risco cardiovascular em cerca de 25%, e vários estudos têm demonstrado que o tratamento das anormalidades do colesterol em indivíduos hipertensos reduz o risco em cerca de 35%.

     

    Fonte: Uol Saúde

  • Drogas ficaram mais potentes nos últimos 20 anos, diz estudo

    Drogas ficaram mais potentes nos últimos 20 anos, diz estudo

    Relatório de centro canadense sugere novas estratégias para lidar com a produção, consumo e comércio de drogas ao redor do mundo.

     

    Uma pesquisa realizada no Canadá revelou que as drogas tornaram-se mais baratas e mais puras ao redor do mundo nos últimos 20 anos, sugerindo um “fracasso” dos esforços para conter a produção, consumo e tráfico de entorpecentes.

    O estudo do International Centre for Science in Drug Policy (Centro Internacional para a Ciência em Políticas de Drogas) foi publicado na revista científica British Medical Journal Open e avaliou programas de contenção e vigilância de governos de diferentes países.

    De acordo com os responsáveis pela pesquisa, os governos deveriam passar a considerar o uso de drogas um aspecto de saúde pública, e não um assunto para a Justiça. “Nós deveríamos procurar implementar políticas que colocam a saúde e a segurança no topo das nossas prioridades, e considerar o uso de drogas como um aspecto de saúde pública, ao invés de um problema para a Justiça criminal”, diz Evan Wood, um dos responsáveis pelo estudo.

    “Com o reconhecimento do improvável sucesso dos esforços para reduzir o fornecimento de drogas há uma necessidade clara para aumentar o tratamento do vício e de outras estratégias para diminuir de forma efetiva os danos relacionados ao uso de drogas”, complementa.

    Preços, pureza e disponibilidade

    De forma geral, os números compilados pelo centro canadense mostram que entre 1990 e 2010 os preços das drogas caíram, enquanto a pureza e a potência aumentaram.

    Na região andina (PeruBolívia e Colômbia) a apreensão de folhas de coca aumentou em quase 200% entre 1990 e 2007, mas isso não levou a uma grande redução do consumo de cocaína em pó nos Estados Unidos, colocando em xeque as políticas públicas focadas na contenção do fornecimento de entorpecentes.

    Na Europa, o preço médio das drogas à base de ópio e da cocaína, reajustados de acordo com a inflação e o grau de pureza, diminuíram em 74% e 51% respectivamente entre 1990 e 2010. Além disso, as drogas estão mais puras e mais disponíveis ao redor do mundo.

    Os números do relatório mostram que houve um aumento significativo em diversos países com relação à apreensão de cocaína, heroína e maconha, conforme os registros governamentais desde 1990.

    Para o centro baseado em Vancouver, a análise mostra que o foco baseado na contenção do fornecimento e criminalização tem falhado, e que outras estratégias, como a descriminalização, deveriam ser apreciadas.

    Polêmica

    A divulgação do estudo ocorre dois dias após um policial britânico de alto escalão ter dito que drogas como cocaína, crack, ecstasy, LSD e metadona deveriam ser descriminalizadas, e que os usuários deveriam receber cuidado e tratamento, ao invés de serem vistos como criminosos.

    Para Mike Barton, a descriminalização eliminaria os rendimentos dos traficantes, destruindo seu poder. Outro aspecto positivo seria a criação de um “ambiente controlado”, em que medidas para lidar com o assunto poderiam ser mais bem sucedidas.

    Em resposta, o governo britânico disse que as drogas eram ilegais por serem perigosas. “Nós devemos ajudar os indivíduos que são dependentes com tratamento, ao mesmo tempo em que devemos garantir que a lei proteja a sociedade através da interrupção do fornecimento e do combate ao crime organizado que está associado ao comércio de drogas”.

    Entre os especialistas ouvidos pelo International Centre for Science in Drug Policy está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nos últimos anos vem defendendo novas estratégias para lidar com o assunto. “Em resposta a um estudo como este, os governos em geral dizem que “as drogas são perigosas e por isso devem ser mantidas ilegais”, diz.

    “O que eles não consideram é que assim como esta e outras pesquisas já sugeriram, as drogas são mais danosas à sociedade, aos indivíduos e aos contribuintes – precisamente pelo fato de serem ilegais. Alguns países europeus já tomaram passos para descriminalizar várias drogas, e estes tipos de políticas também deveriam ser exploradas na América Latina e na América do Norte”, avalia.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Mais 2.000 cubanos chegam ao país esta semana para 2ª etapa do Mais Médicos

    Mais 2.000 cubanos chegam ao país esta semana para 2ª etapa do Mais Médicos

    Nesta segunda-feira (30) até o final desta semana chegam ao Brasil mais 2.000 médicos cubanos para a segunda etapa do programa Mais Médicos. Hoje, os primeiros 135 profissionais de Cuba desembarcam em Vitória.

    Na próxima segunda-feira (7), os 2.000 cubanos iniciam o módulo de avaliação que tem duração de três semanas com aulas sobre língua portuguesa e o sistema brasileiro de saúde pública. As informações são do Ministério da Saúde.

    Além dos 2.000 cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Mais Médicos iniciam o módulo de avaliação no dia 7. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte.

    Na primeira fase do programa Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Médicos ficam satisfeitos com nariz que cresce na testa de chinês

    Médicos ficam satisfeitos com nariz que cresce na testa de chinês

    'Esperança aumenta', diz médico que lidera tentativa de cirurgia reparadora.

    Xiao Lian, de 22 anos, ficou mutilado durante acidente de carro em 2012.

     
    Os integrantes de uma equipe médica chinesa disseram estar satisfeitos com o crescimento de um nariz na testa de um paciente desfigurado por um acidente automobilístico, indicou a imprensa nesta segunda-feira (30). O nariz será posteriormente transplantado para o lugar correto.
     

    Graças ao desenvolvimento dos tecidos desse segundo nariz, “a esperança aumenta”, declarou o médico Guo Zhihui, que dirige essa inusitada tentativa de cirurgia reparadora, à agência oficial de notícias Nova China.

    No ano passado, Xiao Lian saiu vivo de um violento acidente, mas seu rosto ficou mutilado. A equipe do hospital de Fuzhou, no sul do país, precisou amputar o nariz dele, o que provocou o desespero do jovem.

    Depois, os médicos tomaram a decisão de fazer crescer um nariz substituto, tirando fragmentos de cartilagem de costelas do paciente e colocando-os sob tecidos cutâneos em forma de nariz.

    O enxerto teve êxito e, segundo Zhihui, Xiao Lian está cada vez mais feliz, observando seu futuro nariz tomar forma na testa. O médico não informou, porém, quando o novo nariz será colocado no lugar adequado.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Câncer de próstata diagnosticado no início pode ter 90% de chance de cura

    Câncer de próstata diagnosticado no início pode ter 90% de chance de cura

    Se detectado em estágio avançado, chances de cura são de 10% a 20%.

    Por isso, é importante que os homens façam acompanhamento médico.

     

    Homens costumam se preocupar muito menos com a saúde do que as mulheres. Muitos deles deixam de ir ao médico por vários motivos, inclusive medo, e em 70% dos casos são arrastados por insistência delas.

    No entanto, essa demora para procurar ajuda pode trazer riscos para a saúde, especialmente de problemas como câncer de próstata, como alertaram os urologistas Miguel Srougi e Luciano Nesrallah.

    De acordo com os médicos, esse é o tipo de câncer mais comum entre os homens e pode ser diagnosticado através de um exame de sangue, chamado PSA, combinado ao exame de toque retal. Segundo o urologista Miguel Srougi, se diagnosticado no início, as chances de cura são de 80% a 90%; se detectado em estágio avançado, essas chances diminuem para 10% a 20%.

    A maioria dos casos são de câncer dentro da próstata, o que facilita muito as chances de recuperação; porém, em 30%, onde a doença já se instalou nos nervos ou ossos, por exemplo, essas chances reduzem drasticamente.

    Por isso, é muito importante que os homens façam o rastreamento da doença a partir dos 40 anos de idade, se houver casos na família, ou a partir dos 45 anos, se não houver, como alertou o urologista Luciano Nesrallah.

    Se o paciente descobre o câncer, ele pode tratar com radioterapia ou retirar totalmente a próstata com uma cirurgia. Porém, muitos têm medo da impotência sexual ou incontinência urinária depois da operação – de fato, as duas coisas podem acontecer, mas dependem de muitos fatores.

    Se a cirurgia for feita do jeito certo, as chances de incontinência são de 3% a 5%; já a impotência vai depender da idade do paciente e da experiência do cirurgião. Hipertensos, fumantes ou diabéticos podem também ter mais chances de disfunção erétil após a retirada da próstata.

    Depois da cirurgia, pode acontecer também do nervo responsável pela ereção ficar por um tempo adormecido, mas na maioria dos casos, ele logo volta a se recuperar. Porém, se os nervos forem totalmente afetados, o homem pode ficar impotente e precisar de medicamentos. Esse é um dos usos indicados para o uso de remédios para disfunção erétil, mas muitos ainda costumam utilizá-los sem necessidade.

    A repórter Renata Ribeiro mostrou depoimentos de jovens que confessaram ter se medicado  apenas para experimentar a sensação. Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Pedro Eduardo Menegasso, o uso desses remédios pode causar dependência psicológica ao ponto do paciente não conseguir mais ter relação sexual sem ele.

    De acordo com o especialista, o medicamento é um vasodilatador e, assim como todos os outros, tem efeitos adversos, como vermelhidão no rosto, dor de cabeça e congestão nasal, por exemplo.

    Na teoria, ele só é vendido com prescrição e receita médica, mas na prática, não é bem assim e o acesso pode até ser simples. Porém, o uso indiscriminado traz riscos e não é recomendado, como alertaram os urologistas.

    Além disso, não é recomendado combinar remédios para disfunção erétil com outros remédios vasodilatadores, que podem causar queda de pressão, levando a desmaios e até parada cardíaca. Medicamentos fitoterápicos para disfunção erétil também não têm comprovação científica de que funcionam e, para muitos, podem ter o efeito contrário.

    Os urologistas explicaram ainda que o paciente pode ter desejo sexual, mas por um problema de disfunção erétil, não conseguir ter ereção. Isso porque a libido vem da cabeça e está relacionada aos hormônios, não à próstata.

    O hormônio responsável pelo desejo sexual é a testosterona, mas ele diminui com a idade – a partir dos 40 anos de idade, acredita-se que a testosterona cai em média 2% ao ano. Nesse caso, o homem pode recorrer à reposição hormonal, que deve ser feita sempre com acompanhamento médico para evitar efeitos colaterais, como crescimento dos mamilos, aumento do colesterol e diversas outras consequências graves.

    Depois dos 40 anos, é muito comum ainda que o homem tenha também hiperplasia benigna da próstata, um crescimento sem implicações graves, mas que pode comprometer bastante a qualidade de vida. A próstata aumentada pode estreitar a passagem da urina, o que pode dar vontade de ir ao banheiro a todo momento e até atrapalhar o sono do paciente. Esse problema pode ser apenas acompanhado, tratado com medicamentos (finasterida ou dutasterida) ou, em alguns casos, até cirurgia. Nos casos em que a próstata cresce, mas não causa problemas, o homem deve fazer exames de toque retal e PSA anualmente.

    Outras doenças

    Candídiase:
     na maioria das vezes, vem através da mulher, que tem um ambiente mais propício para a proliferação do fungo cândida, como explicou o infectologista 
    Caio Rosenthal. Por isso, é mais comum que o homem tenha depois de uma relação sexual com alguma mulher portadora da doença. Os sintomas podem ser manchas vermelhas na glande e prepúcio e também coceira. Em casos mais simples, o tratamento é feito com um antifúngico local e, em estágios mais avançados, oral.

    Sífilis: é transmitida pelo contato, apenas quando há ferida no órgão de contato, ou através da mãe para o feto. A bactéria pode se instalar na boca, garganta ou ânus e pode ter 3 fases: a primeira é uma úlcera na glande e prepúcio e uma íngua na virilha; na segunda, aparecem lesões avermelhadas pelo corpo, às vezes com escamas e sem contorno, especialmente na palma das mãos, antebraço e membros inferiores; na última fase, tudo isso desaparece, mas o paciente continua com a doença e o tratamento é feito com antibióticos. Apesar dessas reações, pode ocorrer também da sífilis não dar sintomas e, por isso, a melhor maneira de identifica-la é através de acompanhamento médico frequente.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Farmacêutico poderá prescrever remédios vendidos sem receita

    Farmacêutico poderá prescrever remédios vendidos sem receita

    Uma nova resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) autoriza os farmacêuticos a prescreverem remédios que não exijam prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

    A medida será publicada na próxima quarta no “Diário Oficial da União” e tem 180 dias para ser implantada.

    Com a norma, eles poderão tratar o que chamam de “transtornos menores”, como uma dor de cabeça ou diarreia. O cliente que chegar ao balcão da farmácia para comprar um analgésico poderá passar por uma “consulta” e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

    A prescrição, no entanto, não será obrigatória.

    Outra ideia, mas que ainda depende de acordos para vigorar, é que os farmacêuticos possam renovar receitas médicas em casos de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

    O paciente passaria pelo médico, receberia o diagnóstico e a primeira receita. A partir daí, o farmacêutico poderia orientar e assumir os cuidados do doente (medir a glicemia ou a pressão arterial) e, se tudo estiver bem, repetir a receita do médico.

    A medida é polêmica e deve provocar reação das entidades médicas. “A lei do Ato Médico abriu brecha para qualquer um prescrever medicamentos. É bem complicado”, reagiu Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

    A lei, aprovada em junho, deixou de prever como exclusivo do médico o ato de prescrever tratamentos após os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff.

    Para Azevedo, o diagnóstico de “qualquer doença” e os respectivos tratamentos são atribuições exclusivas do médico. “Uma simples aspirina pode matar. Pode causar reação alérgica, sangramentos. De quem será a responsabilidade legal por esse doente?”

    Do farmacêutico, garante o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Estamos tendo essa coragem de dar mais responsabilidade ao farmacêutico. Ele não é profissional só do medicamento, ele também tem que cuidar do paciente.”

    Segundo ele, tendo um papel mais ativo, o farmacêutico poderá reverter a cultura da automedicação do brasileiro. “O Brasil é o quinto país que mais se automedica no mundo. E isso resulta em muitos casos de intoxicação por medicamentos.”

    REPETIR RECEITA

    Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias), discorda do argumento. “Isso é bobagem. Só 3% das intoxicações são por automedicação. Prescrever receita para medicamentos isento de prescrição é um paradoxo. São drogas seguras, de baixíssimo risco”, diz.

    Para ele, os farmacêuticos deveriam concentrar esforços para poder renovar o receituário médico, função que já desempenham nos EUA.

    “Lá eles podem, inclusive, mudar a dosagem de um remédio prescrito pelo médico. O farmacêutico brasileiro precisa ser mais bem visto. Ele é muito desvalorizado, especialmente pelos médicos.”

    Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informa que “aguardará a publicação da norma e tomará a providências cabíveis”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • ” eleva procura por cirurgia

    ” eleva procura por cirurgia

    Cirurgiões plásticos têm registrado um aumento do número de mulheres saudáveis querendo retirar as mamas como prevenção do câncer.

    Para eles, a motivação tem nome: “efeito Angelina Jolie”. Em maio, a atriz revelou, em artigo publicado no jornal “New York Times”, ter se submetido ao procedimento, após descobrir uma mutação genética que a torna propensa a desenvolver tumores nas mamas e nos ovários.

    Não há números sobre esse aumento da demanda, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirma que seus afiliados têm relatado o dobro da procura que tinham antes da revelação de Jolie.

    “É uma coisa assustadora, mas compreensível. A maioria dos casos não tem indicação cirúrgica. São aquelas mulheres que ouviram o galo cantar e querem cantar junto. Há muita desinformação”, diz o presidente da SBCP, José Horácio Aboudib.

    O assunto será discutido amanhã pelos cirurgiões em um encontro no Rio.

    A cirurgia é indicada para mulheres com forte histórico familiar (mãe, irmã ou avó com câncer de mama ou de ovário antes da menopausa) ou com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que as tornam mais predispostas a desenvolver a doença.

    “Foi uma cancerofobia. Começaram a aparecer muitos casos sem pertinência nenhuma para a cirurgia, como de mulheres cujas avós tiveram câncer aos 70, 80 anos”, afirma o cirurgião plástico Alexandre Munhoz, coordenador da câmara de reconstrução mamária da SBCP.

    A advogada Cristiane Barbosa de Lima, 38, se encaixa nisso. Como a avó e a tia morreram de câncer (de mama e de pulmão), ela pensou que pudesse ter mais riscos e cogitou retirar as mamas.

    “Já estava pensando em colocar silicone e eu achei que fossem cirurgias parecidas. Mas meu médico não recomendou porque não existia risco genético”, conta.

    ASPECTOS ÉTICOS

    Segundo Aboudib, o encontro será importante para discutir os aspectos técnicos e éticos do procedimento. “É ético retirar duas mamas saudáveis?” Ele acha que sim.

    “Meu pai teve câncer de próstata. Com isso, tenho duas vezes mais risco de ter. Se pudesse fazer uma prostatectomia [retirada da próstata] sem sequelas, eu faria.”

    Para ele, a decisão pela mastectomia bilateral profilática não é muito diferente de quando se opta por uma cirurgia plástica estética. “Você não opera para colocar prótese ou fazer lipo? Se, após receber informações adequadas, a paciente decide por isso, temos que atender.”

    Só 10% dos tumores têm origem genética; 0,2% da população carrega mutações nos genes BRCA 1 e 2.

    Para José Luiz Bevilacqua, presidente do departamento de cirurgia da mama da Sociedade Brasileira de Mastologia, pode estar havendo exagero nas indicações de mastectomia profilática.

    Mas não é só isso. Segundo ele, em nome da estética, alguns cirurgiões plásticos têm descuidado do rigor oncológico. “Não é cirurgia estética. Se a técnica não for realizada com o enfoque oncológico, pode ser uma tragédia a longo prazo porque permanece o risco do câncer.”

    Esse rigor, explica o cirurgião plástico Gustavo Duarte, implica na retirada de bastante tecido mamário, deixando a pele da mama fina.

    “O resultado estético tende a não ficar bonito.” Isso sem contar os riscos como perda da sensibilidade, necrose da pele e infecção.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Ministério publica diretrizes sobre a prática de eutanásia em animais

    Ministério publica diretrizes sobre a prática de eutanásia em animais

    Regras são aplicadas a animais de experimentação, feridos ou idosos.

    Normas visam a diminuir o sofrimento dos bichos na hora da morte.

     
    O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, divulgou nesta quinta-feira (26) as diretrizes que devem ser seguidas na prática de eutanásia em animais de experimentação ou animais gravemente feridos, com doença terminal ou idosos.



    O objetivo das regras é estabelecer procedimentos que provoquem o mínimo de dor e de sofrimento para os bichos. Segundo a resolução, o método de eutanásia deve ser específico para cada animal e, em todos os casos, um médico veterinário deve ser consultado para determinar a técnica mais adequada.
     
    Ao discorrer sobre os métodos de eutanásia, as diretrizes afirmam que um método adequado “deve garantir a perda de consciência de forma rápida, irreversível e desprovida de experiência emocional ou física desagradável” para que o animal não apresente dor, estresse, apreensão ou ansiedade.



    A resolução determina todos os métodos autorizados para a eutanásia no Brasil, como a exposição a determinados gases, a injeção de anestésicos ou outras substâncias, além de métodos físicos como o deslocamento cervical ou o tiro por arma de fogo.  Métodos que não aparecem citados no texto não são permitidos.



    As normas determinam inclusive que os animais devem ser mortos em ambiente silencioso, limpo e longe de outros animais: um animal não deve assistir à eutanásia do outro.

    As diretrizes abordam ainda o sofrimento do profissional que realiza o procedimento de eutanásia e determinam que, para realizar o procedimento, “é preciso ter qualificação específica, formação técnica, ética e humanitária”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Ministério diz que 19% dos registros médicos provisórios foram entregues

    Ministério diz que 19% dos registros médicos provisórios foram entregues

    Profissionais formados no exterior precisam do documento para trabalhar.

    Conselhos regionais têm pedido dados adicionais para poder fiscalizar.

     

    O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (25), que, até o momento,122 registros provisórios de profissionais formados no exterior e selecionados pelo Mais Médicos foram entregues pelos conselhos regionais de medicina, o equivalente a 19% do total de 644 pedidos protocolados, alguns deles ainda com prazo de entrega a vencer. Foram emitidos 2 registros no Acre, 19 no Rio Grande do Sul, 29 no Ceará, 31 na Bahia, 11 em Pernambuco, 10 em Goiás, 10 na Paraíba e 10 no Tocantins.

    Segundo o ministério, a concessão de registros tem sido atrasada por exigências dos conselhos além daquelas elencadas na MP que criou o programa Mais Médicos. Parecer da Advocacia Geral da União publicado no dia 16 reafirma que os documentos que poderiam ser exigidos são: declaração de participação do profissional no Mais Médicos, fornecido pela coordenação do programa;  formulário da coordenação do programa com foto; cópia de documento que comprove nome, nacionalidade, data e lugar do nascimento, filiação; cópia da habilitação profissional para o exercício de medicina e cópia do diploma expedido por instituição de educação superior estrangeira.

    Vários dos conselhos regionais vêm pedindo também o nome do tutor e o local de trabalho dos médicos com diploma estrangeiro contratados pelo programa, pois afirmam que terão de fiscalizar a atuação desses profissionais.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Como vive quem não consegue memorizar nenhum rosto

    Como vive quem não consegue memorizar nenhum rosto

    Imagine do dia para a noite não conseguir mais reconhecer seus pais, filhos ou parentes mais próximos. Você pode vê-los, mas não sabe quem são, nem se estão rindo ou franzindo a testa. Foi o que aconteceu com o britânico David Bromley. Após sofrer uma lesão no cérebro, ele passou a apresentar um transtorno pouco conhecido, a 'cegueira de feições'.



    Bromley, de 67 anos, convive com a desordem, cujo nome verdadeiro é prosopagnosia, desde os 11 anos. As pessoas com esse problema enxergam, mas são incapazes de identificar rostos. Ou seja, veem olhos, nariz e boca, mas não reconhecem nem a si mesmos nem a seus interlocutores, bem como gestos ou emoções.



    “Eu posso reconhecer minha esposa se eu for para casa, pois parto do pressuposto de que será ela quem estará lá. Mas se a encontrar na rua por acaso, não vou reconhecê-la”, disse ele à BBC.



    Segundo médicos, a 'cegueira de feições' afeta milhares de pessoas no mundo que, no entanto, não sabem que são portadoras do transtorno.



    “Descobri que tinha esse problema quando fui a um encontro de amigos que não via há 30 anos. Dois deles tinham sido meus melhores amigos, fomos juntos a todos os festivais de música, viajamos juntos para a Espanha para trabalhar no verão. Éramos muito próximos, mas acabamos nos afastando pelos rumos diferentes que cada um tomou”, conta Bromley.



    Naquela ocasião, o britânico já estava se recuperando da lesão que havia sofrido no cérebro e pensava que a única sequela do acidente era a perda parcial de sua visão, que o impossibilitava de dirigir. Por essa razão, Bromley foi acompanhado do irmão ao encontro. A surpresa veio durante a conversa dentro do carro de volta para casa.



    “Quando estávamos retornando, lembro que disse a meu irmão: 'Frank e Miky não mudaram nada, continuam exatamente os mesmos', para logo em seguida, lhe perguntar: 'Os dois estavam vestidos com teentops, não?' (espécie de suéter que esteve na moda nos anos 70)”



    O que Bromley estava vendo, na verdade, era a memória que tinha de seus amigos daquela época. “Meu cérebro estava me dizendo que Frank e Miky estavam ali, mas a imagem que eu tinha deles não correspondia à realidade”.



    “Foi então que descobri que tinha cegueira para feições”.



    Congênita e adquirida



    Segundo a literatura médica, existem dois tipos de prosopagnosia: uma congênita, na qual a pessoa já nasce com o transtorno e outra adquirida, que ocorre normalmente após algum tipo de dano cerebral.



    Estima-se que 2% da população mundial apresentam o primeiro tipo do transtorno. No Brasil, estudos mostram que pelo menos 5 milhões de pessoas sofrem da desordem.



    Mas Bromley faz parte do segundo grupo, que é raro.



    “Esse segundo tipo é extremamente raro, já que a região do cérebro afetada é muito específica”, explica à BBC Ashok Jansari, especialista no transtorno e professor de Neuropsicologia Cognitiva da Faculdade de Psicologia da Universidade do Leste de Londres.



    “A verdade é que eu não sei o que é pior: nunca ser capaz de reconhecer as pessoas ou parar de reconhecê-las aos 56 anos, como aconteceu comigo”, questiona-se Bromley, para quem a doença é um constrangimento social.



    “Estávamos de férias em Cuba. Um dia eu comecei a conversar com um homem da Dinamarca , quando uma mulher se aproximou e disse 'Bom dia' , ao que eu respondi 'Olá, prazer em conhecê-la, pensando se tratar da esposa do dinamarquês, quando, na verdade, era a minha”, conta Bromley.



    Situações como essas já se tornaram frequentes em sua vida. “Em outra ocasião, estava em uma piscina quando vi uma mulher loira em uma jacuzzi. Assobiei pensando que era minha esposa, quando, de repente, ouvi uma voz atrás de mim: 'David, o que você está fazendo?' Eu estava assobiando para a mulher errada.”



    Bromley não é cego. O problema acontece quando ele volta a cruzar com uma pessoa 10 ou 15 minutos depois de conhecê-la.



    “Uma vez participei de uma reunião para um grande projeto. Tudo correu tranquilamente até que depois da reunião, fui ao encontro de outro cliente que trabalhava para a mesma empresa e com quem queria fechar um negócio. Ele me convidou para tomar um café quando um outro homem chegou e nos abordou. Eu lhe disse: 'Prazer em conhecê-lo'. A resposta dele foi: 'Mas nós nos vimos há 10 minutos na reunião!'”.



    Vergonha social



    Desde então, Bromley se vê obrigado a explicar seu problema: “Toda vez que vou ver um cliente, digo que tive uma lesão cerebral que me deixou incapaz de reconhecer rostos e adianto que, se ignorá-los, não estou sendo hostil.”



    Esse tipo de constrangimento social também afeta a britânica Sandra, que não quis ser identificada na reportagem. Há 14 anos, ela teve uma encefalite (infecção no cérebro) que evoluiu para uma cegueira de feições.



    Embora ela tenha desenvolvido uma versão mais branda da prosopagnosia, uma vez que pode reconhecer pessoas que conhecia antes de ter a desordem, prefere evitar o contato com elas.



    “A vida com prosopagnosia é muito constrangedora, porque as pessoas me cumprimentam e eu não sei quem elas são. Caso seja alguém que esteja em seu local de trabalho (como o açougueiro ou o padeiro), posso adivinhar quem são. Mas se estão fora de contexto, não consigo reconhecê-las”, conta ela à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.



    Sandra dá aulas em uma escola, mas seus alunos não sabem de sua doença. “Se eu vir alguém todos os dias, posso reconhecê-lo. Mas se eu encontrar um dos alunos na rua e ele me cumprimentar, posso inferir que se trata de uma criança da escola, mas não necessariamente sei quem é.”



    “Eu não digo nada a meus alunos, tento fazer um esforço para memorizar seus rostos”, acrescenta .



    Especialistas entendem as frustrações de Bromley e Sandra. “Não reconhecer as pessoas pode causar um constrangimento social”, diz Jansari, que acompanhou o caso dos dois britânicos.



    “Hipoteticamente, se alguém tem prosopagnosia mas não sabe, e seu trabalho exige o reconhecimento de pessoas (como no caso de um guarda de segurança), então eles podem estar em maus lençóis. Mas duvido que esse tipo de situação ocorra, pois quem tem esse transtorno, mesmo sem saber, provavelmente vai dizer aos outros que “não é muito bom” em reconhecer rostos”, explica o especialista.



    No entanto, Jansari relata casos em que a pessoa teve de deixar o emprego por causa da doença. “Um exemplo aconteceu com um professor que estava tendo dificuldade em reconhecer seus alunos, o que estava causando problemas quando tinha de adverti-los”.



    Deficiência?



    Colegas de trabalho de Sandra sabiam que algo estava errado com ela. “Mas agora a maioria dessas pessoas já saiu e há pessoas novas que não sabem do meu problema.”



    “A razão pela qual não falo da minha doença não tem a ver com o fato de as pessoas pensarem que eu não sou capaz de realizar meu trabalho. Eu não quero me sentir envergonhada ou que elas pensem que há algo de errado comigo.”



    Enquanto a prosopagnosia não é reconhecida como uma doença, Jansari defende que alguns casos deveriam ser tratados como tal.



    A enfermidade não tem cura. “No caso da adquirida, uma vez que a parte danificada do cérebro não vai se recuperar, é impossível curar o problema”, diz o especialista .



    “Mas ainda não sabemos o que causa a prosopagnosia congênita. Mas, hipoteticamente, no futuro, se eles descobrirem que a causa é genética, isso talvez possa ser corrigido.”



    Para os que sofrem prosopagnosia, só resta uma coisa a fazer: melhorar suas estratégias para reconhecer as pessoas.



    “Se eu for às compras com a minha mulher, tento memorizar a jaqueta que ela está usando. Então, se eu vir alguém com uma jaqueta amarela e cabelos loiros, sei que se trata da minha esposa”, diz Bromley.



    O esforço que David depreende em estudar o rosto das pessoas que só vê uma vez fez com que ele passasse por um constrangimento certa vez em uma entrevista de emprego.



    “O entrevistador me disse que eu o estava olhando como se fosse um serial killer”.



    “Às vezes estudo o rosto das pessoas com tamanha intensidade que pode parecer intimidador. Tento encontrar uma característica de cada um, como uma cicatriz ou a cor dos cabelos, para poder me lembrar depois com quem conversei”, acrescenta.



    Mas essa estratégia não é 100% eficaz.



    Jansari, da Universidade do Leste de Londres, conta que, mesmo que David tente observar tudo noss mínimos detalhes, incluindo a linguagem corporal, viu certa vez uma foto de quem pensava ser o cantor George Michael “quando, na verdade, era minha, da época em que eu tinha barba comprida e usava brinco de ouro”.



    “É muito angustiante”, confessa David. “Todo o tempo eu tenho que me concentrar em pessoas e lugares, porque (a doença ) também afeta a minha percepção geográfica “.



    “Preciso melhorar minhas estratégias de reconhecimento”, diz ele.

     
    Fonte: BBC Brasil