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  • Além do medicamento: farmacêuticos usam práticas integrativas no tratamento de doenças

    As Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s) estão presente em aproximadamente 54% dos municípios brasileiros contemplando cerca de quatro mil cidades. Ofertada pelo Sistema Único de Saúde as PIC’s contemplam 29 tipos de serviços entre eles, terapias florais, fitoterapia, homeopatia, acupuntura e outros.

    Nilson Leita, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, explica que essa prática é desenvolvida por profissionais de saúde desde que eles estejam habilitados para este serviço. De acordo com ele, os farmacêuticos tem apostado neste novo tipo de tratamento. “É muito bom saber que os profissionais farmacêuticos estão entendendo que existem doenças que podem ser tratadas sem o uso de medicamentos e as PIC´s permitem que a saúde seja levada aos pacientes sem o uso de fármacos”, pontuou.

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, pontua a instituição também tem apostado neste tipo de tratamento durante a pandemia. “Nós ofertamos aos farmacêuticos uma escuta terapêutica com colegas que já realizam este tipo de serviço”, revelou. Robert disse que a decisão foi tomada porque muitos profissionais relataram cansaço, ansiedade e medo durante a pandemia já que eles estavam na linha de frente.

    O que são as PIC´s?

    “Um trabalho feito tanto no âmbito corporal, emocional e espiritual” é assim que a farmacêutica Kristiana Mousinho define as práticas integrativas e complementares. De acordo com ela, o profissional faz o acolhimento, um vínculo terapêutico e promove a integração do paciente com o meio ambiente e a sociedade.

    Conforme Kristiana, os profissionais farmacêuticos já tem se utilizado destas práticas no tratamento de seus pacientes. Michelline Lemos é um exemplo: “há pouco mais de um ano fiz um curso de auriculoterapia e comecei os atendimentos aqui na minha farmácia”, comentou.

    Uma das dificuldades que enfrentada por ela é o desconhecimento por parte da população destas práticas integrativas, ainda que sejam milenares. “É como se houvesse um pouco de desconfiança, sobretudo com auriculoterapia. As pessoas pensam como é possível tratar uma dor no pé, por exemplo, através da orelha”, falou.

    Contudo, ela garante que os pacientes que optaram por esse tipo de tratamento tem sentido os resultados logo na primeira sessão. E assim, ela tem se tornado a farmacêutica de confiança de seus pacientes, mostrando que a atuação deste profissional vai muito além das farmácias e drogarias.

    Curso de especialização e formação

    Kristiana Mousinho explica que para atuar neste segmento é necessário que se façam cursos de formação e/ou especialização a depender da área que ele pretenda atuar. “Existem mais de 100 práticas integrativas disponíveis, mas ainda precisamos evoluir quanto a atuação do profissional farmacêutico neste segmento”, revelou Kristiana.

    Hoje muitos farmacêuticos tem utilizado as práticas integrativas no serviço público, em consultórios particulares, nas farmácias clínicas e comunitárias (farmácias comerciais).

  • CFF adere à declaração conjunta pela segurança do paciente

    No dia 17 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde para alertar para a necessidade de intensificar esforços para promover cuidados à saúde seguros. A celebração ganhou importância ainda maior neste ano diante da emergência sanitária da pandemia da Covid-19. Com o tema “Segurança do trabalhador da saúde: uma prioridade para a segurança do paciente”, a ideia é mobilizar a sociedade em torno da questão.

    No Brasil, a ação é conduzida pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) – e recebeu a adesão do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e de outras entidades e organizações da saúde. O presidente da SOBRASP, Victor Grabois, destacou a importância da participação dessas entidades, já que os trabalhadores da saúde são os maiores afetados por estarem na linha de frente no combate à Covid-19. “A segurança do paciente está diretamente ligada ao trabalho multiprofissional de saúde, do qual o farmacêutico é um elemento-chave para o cuidado efetivo e seguro”, afirmou Victor. “Questões importantes, como se a medicação está fazendo efeito, se a dose é correta e se as mãos estão sendo higienizadas nos momentos preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estão diretamente ligadas à segurança do paciente. É muito importante que o profissional da saúde esteja cuidado, acolhido e estimulado, já que assim, executará seu trabalho com mais segurança e, com isso, reduzirá a ocorrência de eventos adversos”, destacou o presidente da SOBRASP, em entrevista ao CFF.

    Os trabalhadores da saúde estão entre os principais infectados pelo novo coronavírus. O presidente da Sobrasp atribui como complicador o nível de pressão sofrido por esses profissionais, o que pode contribuir para descuidos em relação à própria segurança.“Procedimentos simples e rotineiros ganharam nível de importância e necessidade de atenção redobrada. Esses elementos podem provocar fadiga, perda do foco e desatenção, ocasionando um impacto direto na segurança do paciente. Não se trata apenas da transmissão intrahospitalar e no âmbito do serviço de saúde, mas também sobre as condições em que o profissional da saúde exerce o seu trabalho de cuidado e de atenção ao paciente”.

    No total, 32 entidades da área da saúde, que representam milhões de profissionais, assinaram a Declaração Conjunta pelo Dia Mundial da Segurança do Paciente. A ação ocorre pelo mundo todo. No Brasil, a ideia é que no dia 17 de setembro monumentos públicos e hospitais sejam iluminados. A sede do CFF, em Brasília, já providenciou sua iluminação. Os organizadores também incentivam o uso de acessórios de cor laranja, como camisetas, máscaras, e que as pessoas façam vídeos curtos em homenagem aos profissionais da saúde. Victor Grabois ressaltou a importância da adesão do CFF na campanha. “A presença do Conselho Federal de Farmácia é fundamental porque, além da representatividade da entidade em todo o Brasil, o órgão representa os farmacêuticos brasileiros, membros essenciais na equipe multiprofissional de saúde. O direcionamento adequado da equipe da Farmácia, não só do farmacêutico, mas também os técnicos, garantindo processos educativos, oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, suporte e valorização são fundamentais para a

    SOBRASP convida farmacêuticos para se associarem à entidade que é multiprofissional. Para mais informações acesse o site da sociedade no endereço: www.sobrasp.org.br

    Confira a declaração na íntegra clicando aqui.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CRF realiza fiscalização em hospitais de Alagoas

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas continua realizando as fiscalizações, incluindo os hospitais. As fiscais Daiana Melo e Andrezza Casimiro estiveram na tarde de hoje no Hospital da Mulher. A unidade hospitalar recém construída tem no seu corpo técnico 24 farmacêuticos, sendo um deles coordenador.

    Segundo as fiscais, essa primeira visita foi de orientação por se tratar de uma unidade nova. “É importante informar todos os procedimentos que devem ser adotados pela farmácia, desde a documentação, número de profissionais e estrutura física para o armazenamento e dispensação dos medicamentos”, falou Daiana.

    Robert Nicácio, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, ressalta que todas as unidades de saúde sejam elas hospitalares ou não serão fiscalizadas. “A fiscalização é o instrumento mais forte para garantir que o profissional farmacêutico ocupe o seu lugar de trabalho”, afirmou.

    Segundo o presidente, é por meio da fiscalização que a população tem a garantia de uma prestação de serviço de qualidade e por um profissional capacitado.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Covid-19: Ministério da Saúde institui incentivo financeiro federal

    O Ministério da Saúde instituiu, na sexta-feira, 04/09, o incentivo financeiro federal de custeio para a execução de ações de rastreamento e monitoramento dos contatos de casos de Covid-19, no contexto da emergência de saúde pública de importância nacional e internacional decorrente do coronavírus.
    Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a portaria nº 2358, de caráter excepcional e temporário, contempla o farmacêutico e abrange municípios de alguns os Estados da Federação. Para participar o profissional deve estar cadastrado nos códigos do Sistema Nacional de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de estabelecimentos de saúde da administração pública com a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), conforme trata o Anexo I, cumprindo, no mínimo, 20 horas semanais.
    A publicação exige que o profissional de saúde registe as ações de rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19 no sistema de informação do Ministério da Saúde, e-SUS Notifica.
    “A portaria vai dar aos municípios um incentivo financeiro importante para as ações de rastreamento e monitoramento da Covid-19. O Ministério da Saúde reconhece a ação e a  atuação dos farmacêuticos nas ações integradas da atenção primária quanto e da vigilância em saúde no enfrentamento a pandemia. O incentivo é muito importante para os municípios principalmente ao final da competência anual. É um grande passo da nossa profissão diante do Ministério e certamente é consequência do engajamento do Conselho Federal de Farmácia em demonstrar onde atua o farmacêutico, o que faz e quais as ações do farmacêutico dentro da equipe de saúde multiprofissional.” Afirma o farmacêutico Coordenador da Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, Leonel Almeida.

    Fonte: Comunicação do CFF com informações do Diário Oficial da União (DOU)

  • Farmacêutica desenvolve cosméticos à base de café no sul de MG

    Imagina aproveitar o café para produzir cosméticos? Foi o que fez a farmacêutica Vanessa Vilela. Fundadora de uma inovadora marca de cosméticos à base de café, ela decidiu aliar o sonho de ter uma empresa de cosméticos com a história da família com este grão. Vanessa nasceu e mora no Sul de Minas Gerais, numa das maiores regiões produtoras de café do mundo. Formada em Farmácia, ela conta que trabalhou por quase sete anos com manipulação farmacêutica. Após se especializar nesta área, há 12 anos, colocou em prática a criação de uma linha de cosméticos. “Por ter gerações da família ligadas ao café e toda uma história com esse grão, que representa tanto para o nosso país, a gente desenvolveu um estudo pioneiro sobre as propriedades do café para nossa pele e toda uma pesquisa, e vimos que o grãozinho verde do café, antes da torra, é extremamente rico e benéfico para a nossa pele. E foi a partir daí que surgiu a ideia de desenvolver uma empresa exclusivamente de cosméticos à base de café”, relembrou Vanessa.

    Ao longo dessa trajetória, a farmacêutica vem desenvolvendo estratégias para se destacar nesse mercado amplamente competitivo. Os desafios são combustíveis para a farmacêutica desenvolver fórmulas cada vês mais inovadoras e atraentes e conquistar clientes e premiações. Em 2011, a empresa de Vanessa venceu o Prêmio Nacional de Inovação, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a FINEP, na categoria competitividade. “Tem toda uma linha ambiente que recebeu o Prêmio Nacional de Inovação. Tem uma versão dela feita com flor de café, para quem não conhece, o cafezal floresce praticamente uma única vez ao ano, e essa florzinha fica aberta 24 a 48 horas, e nós desenvolvemos toda uma logística para coleta dessas flores para a produção da nossa linha ambiente de perfumes com flores de café”, destacou.

    Vanessa aposta na qualidade dos produtos e na inovação do modelo de negócio. Ao longo desses anos, desenvolveu um modelo de operação e de loja que reúne dois negócios numa mesma estrutura de custos, que é de uma cafeteria e loja de cosméticos juntos. “Então, a proposta dessa operação é uma imersão no universo do café, nosso slogan é, o café como você nunca viu, e ali você vai descobrir, na cafeteria, diferentes tipos de grãos, você vai degustar café especiais, entender um pouco mais sobre as notas aromáticas presentes nessa bebida, os diferentes métodos de preparo, e na loja você vai poder experimentar e sentir, na pele, toda energia dos nossos produtos”.

    De acordo com a farmacêutica, para empreender no Brasil, é preciso ter uma postura dinâmica, estar sempre inovando, para atender as necessidades do consumidor. “O mercado em si é muito competitivo. Apesar de nós estarmos em dois mercados que são mercados muito promissores, mercados muito grandes no nosso país, que é o mercado de cosmético – o Brasil é o terceiro maior mercado de consumo de cosméticos – e o mercado de café, no qual o Brasil é o primeiro em produção e o segundo em consumo, então são mercados gigantes e competitivos”.

    Vanessa explica que os desafios são muitos, mas para ganhar frente nesse mercado, competindo com empresas gigantes, a proposta inovadora das diversas frentes em que a empresa trabalha são os diferenciais. “Na questão de sustentabilidade, nós oferecemos para o nosso cliente final, por exemplo, um programa de reciclagem das nossas embalagens a cada seis embalagens que ele não retorna, ele ganha um novo produto; a questão da rastreabilidade da nossa principal matéria-prima, então, nós fornecemos toda a cadeia produtiva do café que foi utilizado para fabricar o produto que ele tem em mãos através do lote dele, ele sabe qual que é a variedade, como ele foi colhido, como foi plantado, os seus filhos de quem colheu vivem moradias dignas, têm seus direitos trabalhistas respeitados; enfim, e a qualidade também dos produtos, todos os nossos produtos são riquíssimos em ativos naturais, são produtos dermatologicamente testados, livre de parabenos, muitas formulações veganas”.

    Esse conjunto de diferenciais contribuem para que a empresa tenha espaço no mercado e cada vez mais possa crescer e atender às necessidades dos consumidores. “Então, essas são algumas dicas que eu deixo para quem quer empreender. As vezes não precisa necessariamente você inventar a lâmpada ou uma coisa muito complexa, mas olhar para o seu entorno e aproveitar essas oportunidades, oferecendo um produto diferenciado que atenda as demandas do mercado, cada vez mais agregando valor e diferenciais ao seu produto. Acredito que isso, com certeza, ajuda em muito o êxito de uma empresa e da atividade empresarial”.

    O conselheiro federal por Mato Grosso, José Ricardo Amadio, foi professor de Vanessa na Universidade de Cuiabá (Unic). Ele lecionou a disciplina Estágio Supervisionado de Dispensação e relatou o orgulho de ver uma ex-aluna empreendendo e ganhando cada vez mais espaço no mercado. “Desde acadêmica, Vanessa sempre buscou a excelência no conhecimento técnico e já demonstrava um espírito empreendedor. Esse exemplo deixa a todos os estudantes e farmacêuticos uma lição, de buscar sempre o conhecimento técnico e desenvolver outras habilidades como o empreendedorismo. Desejo a ela muita saúde e sucesso em sua vida pessoal e profissional”.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Com fake news, discurso antivacina se espalha nas redes

    Os enredos são desconcertantes. Nos Estados Unidos, uma adolescente de 14 anos – virgem, frisa a mensagem – teria engravidado após ser vacinada contra a gripe. Numa outra versão do relato, as meninas são mexicanas e têm entre 11 e 17 anos. Nesse caso, a culpa pela gravidez é atribuída à vacina contra o HPV. Com variações, narrativas falsas como essas – sem nenhuma comprovação científica – se disseminam pelas redes, dando sustentação ao discurso do movimento antivacina. No entanto, um estudo que investigou as postagens sobre vacina com maior engajamento nas redes sociais mostra a predominância de vozes favoráveis aos imunizantes.

    Os resultados apontam que há majoritariamente uma disposição pró-vacina (87,6%) e um forte interesse em temas ligados à saúde, ao desenvolvimento científico e às políticas de saúde. As fake news representaram 13,5% dos links com maior engajamento, o que, segundo os pesquisadores, é um dado preocupante relativo à desinformação sobre as vacinas. “As fake news em saúde são, atualmente, um problema extremamente grave, pois prestam um desserviço à população”, avalia a pesquisadora Luisa Massarani, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), uma das autoras do estudo. “É necessário estar atento a esse tipo de conteúdo, uma vez que as redes sociais podem ser usadas para reverberar as vozes de movimentos antivacina”, adverte.

    Publicados em agosto na revista Cadernos de Saúde Pública, os resultados foram obtidos a partir da análise dos links mais compartilhados, curtidos e comentados no Facebook, Twitter Pinterest e Reddit no intervalo de um ano a partir de maio de 2018. Das cem páginas identificadas por meio de uma ferramenta de monitoramento digital (BuzzSumo), 11 estavam fora do ar no momento da análise, o que reduziu a amostra válida para 89 links.

    Ainda que os dados indiquem uma menor prevalência das notícias falsas nos posts de maior engajamento ao longo do período analisado, Massarani alerta que elas podem estar presentes de uma maneira mais ampla nas redes sociais e, por isso, merecem atenção. Além disso, observa a pesquisadora, o problema das fakes news parece ter se intensificado com a pandemia da Covid-19, conforme mostram outros estudos em andamento.

    “O movimento antivacina pode estar atuando prioritariamente em grupos fechados no Facebook e no WhatsApp, e não em espaços públicos do Twitter e do Facebook. Nesse sentido, é necessário direcionar novas pesquisas que levem em consideração esses outros espaços midiáticos”, pondera Massarani, que conduziu o estudo ao lado de Tatiane Leal e Igor Waltz. Os três pesquisadores fazem parte do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT).

    Mesmo entre os links com viés favorável às vacinas, o estudo constatou a presença de notícias falsas. Enquanto que as fake news antivacina foram sustentadas pelo argumento da “gravidez vacinal”, as notícias falsas pró-vacinação traziam questões relacionadas a sociedade, ciência e saúde pública, como é o caso do artigo Cuba produz vacina contra o câncer – Mais de 4 mil pessoas já foram curadas por ela!, publicada no blog Papo Reto?. Apesar de o título falar na “cura” da doença, o corpo do texto indicava que, na verdade, o medicamento havia possibilitado a melhora de sintomas e o prolongamento do tempo de vida dos pacientes.

    Fact checking: preocupação com veracidade gera engajamento 

    Outra evidência da circulação de notícias falsas nas redes sociais, aponta a pesquisa, é a consequente presença de conteúdos de fact checking, que desmentem informações equivocadas. A análise identificou sete matérias com esse perfil, publicadas por órgãos de imprensa, sites especializados em checagem de fatos, além de uma página institucional e outra de comentário político. De acordo com os autores do estudo, essa constatação mostra que a preocupação com a veracidade e a correção das informações também é um fator de engajamento nas redes sociais.

    “Compreender como esses temas circulam e quais geram maior engajamento por parte dos diferentes públicos pode contribuir na implementação de iniciativas de divulgação científica que sejam mais atraentes e eficazes para os distintos setores da sociedade”, observa Luisa Massarani, atual coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde?da COC/Fiocruz e do INCT-CPCT .

    Anualmente, as vacinas são responsáveis por evitar de 2 a 3 milhões de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), todas as vacinas destinadas a crianças menores de dois anos de idade têm apresentado queda na cobertura desde 2011. Dados de 2018 indicam que a cobertura vacinal contra a poliomielite, por exemplo, foi reduzida para 86,3%. O país, que já foi considerado livre do sarampo, perdeu o certificado de erradicação da doença em 2019. Uma das causas é a queda da cobertura vacinal em 20%, aponta o MS.

    Institutos de pesquisa: índices de interação baixo ou nulo  

    De acordo com o estudo, 42,7% (38) dos links sobre vacinas que despertaram mais interesse dos usuários estavam relacionados a temas de saúde e ciência. Nessa categoria, a abordagem destacou, principalmente, pesquisas para novos imunizantes, novos usos para aqueles já conhecidos e a segurança dessas preparações. Outro campo com presença significativa foi o das políticas de saúde, com 28,1% (25 links), incluindo debates sobre promoção e ampliação da cobertura vacinal e as preocupações em torno das metas de vacinação.

    Apesar do engajamento significativo dos usuários a temas relacionados à pesquisa científica em saúde, poucas interações foram atribuídas aos institutos de ciência e saúde, apontou o estudo. Em relação aos órgãos governamentais ligados às áreas de ciência e tecnologia, o resultado foi ainda pior: páginas de ministérios, agências reguladoras, secretarias municipais e estaduais e entidades de fomento à pesquisa não foram identificados entre os links mais curtidos, comentados e compartilhados.

    “Vacinas e o desenvolvimento de novos imunizantes despertam interesse dos usuários das redes sociais, mas as instituições acadêmico-científicas têm uma participação limitada em pautar estas conversações de maior engajamento”, afirma Massarani.

    Veículos jornalísticos geram maiores interações sobre vacinas nas redes 

    O predomínio de conteúdo produzido por veículos jornalísticos foi outra constatação do estudo. Os links analisados indicaram a presença de um total 63 veículos na web, dos quais 45 foram classificados como “profissionais”, isto é, aqueles que possuem uma política editorial clara e identificável, dentre outras características. Desses, mais da metade eram órgãos de imprensa. Apenas três?links?coletados apontavam para?sites?de instituições acadêmico-científicas: um da área médica e dois educacionais.

    Massarani avalia que a presença de institutos de pesquisa no debate sobre vacinas nas redes pode ser ampliada, embora seja necessário investir recursos financeiros e humanos para iniciativas de qualidade que permitam alto engajamento. “Os órgãos de ciência e saúde e instituições governamentais devem investir em iniciativas neste âmbito para ampliar a interação com o público, já que possuem um papel relevante nesse diálogo entre ciência e sociedade”, destaca.

    Fonte: Fiocruz

  • CRF/AL repudia declaração de médica sobre restrição da acupuntura

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas repudia a declaração dada pela médica acupunturista Lílian Espíndola em entrevista ao jornal Bom dia Alagoas, exibido pela TV Gazeta de Alagoas, na terça-feira, 01 de setembro de 2020 em que diz que a acupuntura é uma especialidade restrita aos profissionais médicos.

    Na legislação brasileira não existe nenhuma lei que regulamenta a acupuntura como exclusiva do profissional médico, tornado assim uma atividade livre para os demais profissionais de saúde, incluindo farmacêuticos.

    Segundo a resolução 516/2009 do Conselho Federal de Farmácia em seu artigo 1° o profissional farmacêutico está habilitado a realizar a técnica de acupuntura em espaço específico ou como membro de equipe multidisciplinar desde que ele apresente ao respectivo Conselho Regional de Farmácia, título, diploma, ou certificado de conclusão de curso em nível de pós-graduação lato sensu ou stricto sensu expedido por universidade, faculdade, instituição de ensino superior ou entidade de acupuntura reconhecida pelo CFF.

    Lamentamos o desconhecimento da médica acupunturista, e informamos que em Alagoas, existem profissionais farmacêuticos que utilizam a técnica e que são associados a instituições nacionais de acupuntura, passando regularmente por cursos de atualização sempre buscando ofertar um serviço de qualidade e segurança aos pacientes atendidos por eles.

    Confira aqui a entrevista.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Sindfal fecha parceria com plano de saúde e traz condições especiais para associados

    O Sindicato dos Farmacêuticos Alagoanos (Sindfal) firmou uma parceria com a operadora de planos de saúde Hapvida com condições especiais para os seus associados. Segundo Deives Galvão, vice-presidente do sindicato, os preços praticados estão abaixo dos valores de mercado.

    “Estamos trazendo condições diferenciadas para os farmacêuticos alagoanos e quem aderir até o dia 30 de setembro terá carência zero para urgência, emergência, consultas e exames”, garantiu.

    O plano de saúde está disponível para todos os associados. Aqueles que não associados e que desejarem fazer a adesão ao plano terão que se filar ao sindicato. O plano contempla filhos dependentes até 24 anos de idade, cônjuge ou companheiro (a) documentalmente comprovado.

    Para se filar ao sindicato, basta pagar a anuidade no valor de R$120,00 podendo ser parcelada em até seis vezes.

    Mais informações: 9 9676-1800 – Larissa

    Fonte: Ascom CRF/AL

     

  • Empresa cofundada por farmacêutico cria respirador mais em conta

    Investir em inovações tecnológicas para melhorar a vida das pessoas. Este é o principal objetivo da startup presidida pelo farmacêutico Ricardo Ferreira Nantes, cofundador da empresa responsável por criar uma versão mais econômica de um respirador pulmonar transitório que pode ajudar a salvar pacientes com covid-19 que estão em estado grave.

    O Equipamento de Suporte Respiratório Emergencial e Transitório é uma das tecnologias alternativas desenvolvidas pela empresa. Mas o farmacêutico começou a empreender na área da saúde desde pequeno. Ele conta que, com menos de dez anos, aprendeu a fazer garrafada com caroço de abacate e já fazia sucesso onde morava. “Eu via meu avô passando aquilo na perna e perguntava o que ele estava fazendo. Ele dizia que era muito bom para passar a dor e que se aquela mistura fosse vendida em farmácias daria muito dinheiro. A gente tinha um pé de abacate em casa e conhecia muitos idosos. Com a ajuda de um tio, comecei a vender aquilo para eles. Ao mesmo tempo em que eu ajudava, ganhava meu dinheirinho”, lembra.

    O anseio por ideias no sentido de melhorar a saúde, levou Ricardo Nantes a procurar o jovem cientista Luiz Fernando da Silva Borges, depois de ler uma matéria sobre uma de suas invenções, quando tinha apenas 17 anos, de um braço robótico que correspondia a micro sinais dos músculos. Os dois, por coincidência, moravam no mesmo estado, Mato Grosso do Sul, e iniciaram uma parceria. “O projeto do braço robótico não avançou, por conta de algumas burocracias. Então, a gente resolveu desenvolver uma máquina que pudesse fazer o falso paciente em coma se comunicar”. E, com apenas 20 anos, Luiz Fernando criou um computador capaz de ler as mentes dos pacientes.

    A ideia da interface “cérebro-máquina” foi muito divulgada pela mídia nacional e já passou pela aprovação da Comissão de Ética e Pesquisa. Porém, com a chegada do coronavírus, as pesquisas tiveram que ser suspensas. Foi aí que a equipe empregou toda a energia para desenvolver o respirador automatizado, que está entrando na fase final do processo de homologação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A gente já tem a autorização da Anvisa para fabricar correlatos. Agora, estão sendo feitos os testes em laboratório para pedir a anuência desse material, que vem em um momento propício para ajudar as pessoas com covid-19 no País”.

    O gestor diz que, apesar de repentina, a demanda para desenvolver o respirador automatizado foi atendida rapidamente: o produto foi construído em menos de cinco meses. “Nós conseguimos isso graças a equipe, formada por profissionais capacitados e interessados. Eu tenho experiência no que se refere à Anvisa porque já fui fiscal sanitário, lá atrás da minha carreira, faz 15, 20 anos. Então, muita coisa eu aprendi por lá. O Luiz é um grande cientista, premiado mundialmente, até nome de um asteroide recebeu. À equipe somamos Andressa Mauro, que já foi empreendedora, também na área de saúde, e abrimos o negócio, com o intuito de desenvolver tecnologias para salvar vidas”. Posteriormente, entraram na sociedade um médico anestesiologista e um investidor de São Paulo. “Consideramos a experiência de todos para a construção da empresa: gestão, pessoas capacitadas que pudessem fazer os projetos e a necessidade de salvar um número maior de vidas” completa Nantes.

    O respirador deve ser disponibilizado aos hospitais ainda no mês de setembro e poderá ser usado de forma transitória, em toda unidade em que estiver faltando o respirador convencional. O equipamento é basicamente um robô que faz a automatização do de um outro dispositivo que ajuda na respiração dos pacientes. “Ele consegue calcular o volume de ar que será liberado para o paciente, inclusive no modo controlado e no modo assistido”, explica.

    O empreendedor, que também já foi Conselheiro Federal de Farmácia pelo estado do Mato Grosso do Sul, destaca que, na área de negócios, toda empresa deve existir para resolver um problema, para resolver um desafio, seja lá o que for. “Quando a gente olha para o segmento da saúde, especificamente, vê que ele tem muito a caminhar, tem muita coisa a se resolver e a melhorar”. Ricardo espera que, após a produção do respirador, o projeto da máquina que proporciona a comunicação de pacientes em falso coma seja retomado. Além disso, ele adianta que a equipe já começou a rabiscar um terceiro grande projeto, que pode gerar uma revolução no tempo de análise de diagnóstico.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CFF proíbe que Conselhos Regionais registrem graduados em EaD

    O Conselho Federal de Farmácia (CFF) encaminhou um ofício circular proibindo os Conselhos Regionais de registrar graduados egressos de curso de graduação na modalidade de Ensino a Distância (EaD). A decisão do CFF foi tomada porque a formação nesta modalidade acontece de forma precária, não apresentando condições adequadas para o atendimento a sociedade.

    A orientação é para que os estudantes verifiquem junto a instituição de ensino a modalidade do curso para não ter problemas quanto ao registro profissional. Um alerta feito pelo órgão é quanto a nomenclatura semipresencial que tem sido utilizada de forma equivocada. Segundo o ofício, o Ministério da Educação (MEC) revogou a portaria que trata do ensino semipresencial, passando então, a ser uma modalidade de ensino não reconhecida.

    “As terminologias Flex, Híbrido e semipresencial ou qualquer outra utilizada para induzir uma modalidade diversa das reconhecidas pelo MEC (presencial ou Ead) podem ser interpretadas como má-fé ou intencionalidade de enganar os estudantes”, diz um trecho do ofício. Sendo assim, só poderão ter o registro profissional aqueles graduados na modalidade presencial.

    Fonte: Ascom CRF/AL