Author: admin

  • Laserterapia: farmacêutica alagoana é a primeira a usar técnica no Estado

    O farmacêutico tem se mostrado um profissional de saúde multidisciplinar e Maria das Graças, é a primeira farmacêutica do Estado a aplicar a técnica de laserterapia. De acordo com ela, este é mais um serviço que pode ser ofertado aos pacientes que tem acompanhamento farmacêutico. “Além do acompanhamento clínico, a gente traz este serviço como um diferencial complementando o nosso atendimento tradicional”, pontuou.

    Maria explica que este tipo de terapia traz resultados promissores e em seu caso, ela tem cuidado de pacientes portadores de pé diabético que muitas vezes tem indicação médica para amputação e com a terapia, na maioria da vezes, é possível reverter a indicação médica. “A gente trata todo tipo de ferida que não fecha porque a pele não tem elasticidade, além de ajudar no tratamento de estresse, no uso de antidepressivos, ansiedade, desintoxicação do organismo e a fissura mamária que ajuda na amamentação da criança”, revelou.

    Para a farmacêutica os benefícios deste tratamento podem acontecer em até seis meses trazendo uma melhor qualidade de vida para estas pessoas. “A laserterapia estimula a regeneração do tecido, ajudando a acelerar a cicatrização. Hoje ele pode ser usado no fechamento de feridas abertas, úlceras e feridas pós-operatórias, alívio da dor; tanto em pontos gatilhos quanto em pontos de acupuntura e em lesões de tecidos moles – tendões, ligamentos e músculos”, falou.

    Mesmo durante esse momento de pandemia, Maria não tem deixado de fazer o atendimento aos seus pacientes. Eles têm acontecido de forma domiciliar já que fazem parte do grupo de risco e com todos os protocolos de segurança.

    O tratamento

    O laser de baixa potência tem sido usado como recurso para o tratamento da dor, de inflamações, lesões musculoesqueléticas, na cicatrização dos tecidos e controle de infecções de pele superficiais. Ele produz efeito anti-inflamatório, analgésico, estimulante celular e modulador do tecido conjuntivo na regeneração e na cicatrização de diferentes tecidos.

    Atualmente o uso do laser encontrou aplicabilidade na aceleração seletiva de diversos processos e funções celulares, entre os quais a cicatrização e o reparo de feridas.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Atendimento diário presencial acontece somente por agendamento

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa que retornou aos atendimentos diários presenciais nesta terça-feira, 04 de agosto, por agendamento. O agendamento para atendimento presencial só pode ser marcado através do telefone 9925-0066. Existe também a opção de atendimento virtual pelo telefone: 9 9971-0247 somente por whatsapp, caso você não queria se dirigir até a nossa sede.

    Em Arapiraca, o atendimento presencial está suspenso pelo período de 15 dias sendo realizado apenas pelo telefone 9999-8625 ou pelo email: [email protected]

    Lembrando que o horário de funcionamento do CRF/AL continua do horário de 10 às 16h. Os atendimentos presenciais são destinados preferencialmente para registro de empresas e profissionais. Os outros serviços podem ser feitos de forma online acessando o site wordpress.crf-al.org.br/ indo na aba de serviços e clicando no CRFWEB ou por meio dos e-mails acima citados.

    Neste momento de pandemia, o CRF/AL não tem medido esforços para atender as solicitações com agilidade, resguardando a saúde dos seus colaboradores.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • 329 farmácias em Alagoas auxiliam no combate à violência doméstica

    A campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica já conta com a participação de 329 farmácias em 22 municípios de Alagoas. A distribuidora de medicamentos Asa Branca Farma e seus representantes viabilizaram a adesão de 233 estabelecimentos. Os outros 96 ingressaram por meio da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias).
    “Em contato com os farmacêuticos, percebemos interesse pela campanha. É importante que todos estejam juntos nesse trabalho de divulgação e conscientização”, afirmou o gerente de trade market da Asa Branca Distribuidora, Davi Garcia, ressaltando que, até a próxima segunda (3), deve haver a adesão de mais 60 estabelecimentos.
    Há farmácias participantes nos municípios de Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Ouro Branco, Maravilha, Santana do Ipanema, Olho D’Água das Flores, Penedo, Olho D’Água do Casado, Piranhas, Água Branca, Mata Grande, Coruripe, Cajueiro, Viçosa, Palmeira dos Índios, São Sebastião, Junqueiro, Craíbas, Rio Largo, São Miguel dos Campos e União dos Palmares. Os estabelecimentos podem ser identificados com cartazes na entrada ou em seu interior.
    A campanha
    Lançada em todo o país no início de junho, a campanha Sinal Vermelho tem como objetivo auxiliar mulheres a denunciarem seus agressores. As vítimas podem se apresentar nos estabelecimentos com um “X” escrito de batom ou outro material na palma da mão.
    O farmacêutico ou atendente conduzirá essa mulher até uma sala reservada, discará 190 e chamará a Polícia Militar. Caso a vítima sinta necessidade de deixar o local, o profissional da farmácia anotará o nome completo, endereço e telefone dela.
    A iniciativa é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com apoio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), da Asa Branca Farma, do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma/AL) e de outras entidades parceiras.
    Como participar
    As farmácias interessadas em auxiliar no combate à violência contra a mulher devem preencher o formulário de adesão e enviar para o e-mail [email protected]. Em caso de dúvida, podem ligar para (82) 4009.3048.
    Fonte: Dicom TJAL
  • Prescrição eletrônica e programa Farmácia Popular comprovam evolução do setor farmacêutico durante pandemia

    O brasileiro nos últimos meses deixou de frequentar muitos estabelecimentos devido à pandemia da Covid-19. Porém, as farmácias – muitas vezes a primeira escolha da população que precisa acessar os serviços e orientações relacionadas à saúde – continuam atendendo um fluxo grande de pessoas in loco, afinal, é justamente o segmento da saúde que acabou ganhando foco neste novo cenário mundial.

    Em comemoração ao Dia da Farmácia, 5 de agosto, confira as novidades da área, além de dicas e orientações para quem precisar frequentar esses locais durante a pandemia.

    Segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, o País, que possui mais de 220 mil farmacêuticos inscritos, conta com 80 mil farmácias e drogarias privadas, que precisaram passar por mudanças no ambiente físico e também na forma de atendimento à população para minimizar os riscos de contágio. Everton Prado, coordenador do curso de Farmácia na Anhanguera de São José dos Campos, não tem dúvidas que as grandes redes e também as farmácias locais estão fazendo o dever de casa nesse sentido e elenca ações exigidas que garantem a segurança da população. Confira:

    Prescrição eletrônica com assinatura digital

    A prescrição eletrônica com assinatura digital começou a ser emitida em caráter excepcional desde meados de abril em virtude da pandemia, emitida exclusivamente em meio eletrônico, e por profissionais médicos cadastrados em seus respectivos conselhos regionais de medicina. “Para realizar a dispensação deste tipo de receituário, o médico irá emitir a receita em meio eletrônico com a sua assinatura digital e encaminhar o arquivo por uma via de fácil acesso ao paciente, podendo ser e-mail ou aplicativo de mensagens, por exemplo” afirma Everton. O paciente vai repassar esse arquivo ao farmacêutico, que irá realizar a validação da receita através de chaves de acessos presentes no arquivo em plataformas digitais.

    “Por conta da chave de acesso, é de suma importância que o paciente repasse essa receita ao farmacêutico em sua forma digital e não impressa ou digitalizada, pois nesses formatos não há a possibilidade de efetuar a validação perante o sistema”, explica. Um dos pontos positivos dessa nova forma de prescrição é a veracidade da receita, diminuindo o risco de fraudes. É importante ressaltar que a receita eletrônica não está disponível para todos os tipos de medicamento.

    Mudanças no programa Farmácia Popular do Brasil

    Com a emissão da Nota Técnica Nº 134/2020, o programa Farmácia Popular do Brasil passou a liberar ao paciente a quantidade de medicamentos e fraldas suficientes para atender 90 dias de tratamento. “Essa medida é importante, pois evita que o paciente ou seu responsável legal precise ir à farmácia mensalmente. Além disso, outra medida adotada foi o uso de uma procuração particular simples, sem a necessidade de reconhecimento de firma em cartório, com poderes para aquisição de medicamentos e/ou correlatos junto ao programa Farmácia Popular do Brasil, acompanhada da apresentação do documento oficial com foto e CPF do representante legal e do paciente”, completa o coordenador de Farmácia da Anhanguera de São José dos Campos. A princípio essas medidas são válidas por 6 meses.

    Ambiente das farmácias mais seguros

    O professor da Anhanguera também separou algumas dicas importante para quem precisar ir até à farmácia. Confira abaixo:
    • Uso de barreiras físicas entre os funcionários e clientes e entre os próprios clientes; onde o distanciamento mínimo seja de 1 (um) metro com uma atenção maior para as filas;
    • Controlar através da entrega de senhas a entrada de clientes na farmácia e drogarias, a fim de evitar aglomerações;
    • Uso de máscara;
    • Fornecer em local de fácil acesso, a clientes e equipe, insumos de proteção e prevenção tais como sabonete líquido, álcool 70% e equipamentos de proteção individual (EPI), para um atendimento seguro e adequado;
    • Intensificar a limpeza e desinfecção do balcão, utensílios e todo o estabelecimento;
    • Disponibilizar uma bandeja que permita desinfecção para que sejam colocadas as receitas dos pacientes e depois para a retirada dos medicamentos, evitando-se contato entre as mãos;
    • Fomentar e priorizar o atendimento por delivery;
    • Em caso de atendimento a cliente com sintoma respiratório de suspeita de Covid-19, deve-se realizar o atendimento de forma imediata e em local isolado e de fluxo diferente do restante do estabelecimento.
    • As farmácias estão aptas a realizar o teste rápido para a Covid-19, porém, sua realização não é obrigatória. As que optarem a fazer os testes devem se atentar a legislação vigente para esse fim.

    Fonte: Vale News

  • CRF/AL faz um balanço das ações que vem desenvolvendo durante a pandemia da Covid-19.

    Com intuito de prestação de serviço à sociedade, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas foi a imprensa tratar de diversos assuntos pertinentes ao momento que enfrentamos, como o uso de medicamentos sem estudos clínicos comprobatórios, orientação sobre os equipamentos de proteção individual, as diferenças entre os testes disponíveis no mercado e outros.

    Ao longo deste período mais de 16 temas foram sugeridos a imprensa como forma de orientar a população como proceder neste momento. Para se ter uma ideia foram veiculadas mais de 84 matérias em sites de notícias, 27 entrevistas em rádios, 4 matérias publicadas nos jornais impressos Gazeta de Alagoas e Tribuna Independente e 45 entrevistas em televisão.

    Robert Nicácio, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, revela que a população tem reconhecido a importância do profissional farmacêutico no combate ao vírus. “Nós somos profissionais de linha de frente, a imprensa juntamente com a população tem referendado o trabalho do farmacêutico e este é o nosso objetivo valorizar a profissão e os profissionais que tem se mostrado fundamentais neste processo de prestação de serviço à sociedade”, garantiu.

    Com o objetivo de conhecer quantos profissionais foram infectados no Estado, o CRF colocou à disposição de todos os farmacêuticos um questionário para que eles respondessem e diante das informações fossem encaminhados para o acompanhamento com o grupo de trabalho das práticas integrativas e complementares (PIC’s) que tem prestado este atendimento.

    Estoque de medicamentos e testes rápidos

    O CRF/AL criou em seu site um espaço para divulgação dos estoques de medicamentos indicados no protocolo da Covid-19 disponíveis por lojas em todo Estado de Alagoas, bem como um espaço informando quais as farmácias que estavam realizando testes rápidos.

    Entrega de Kits 

    Os fiscais do CRF/AL tem atendido a resolução 684/2020 do Conselho Federal de Farmácia e feito a distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) aos profissionais que no ato da fiscalização estão sem eles. A entrega vem sendo realizada desde o dia 15 de abril. Foi criado um canal para que os profissionais que estivessem sem os EPI’s comunicassem ao Conselho para que fossem entregues pelos fiscais.

    Lives

    Obedecendo as regras de isolamento social, o CRF/AL realizou 12 lives com temas voltados a Covid-19 com o objetivo de trazer novos conhecimentos aos profissionais farmacêuticos que estão na linha de frente do combate a pandemia.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Prescrição médica de hidroxicloroquina cresce mais de 800% no Brasil

    Mesmo sem estudos clínicos conclusivos sobre a utilização de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, a prescrição médica destes dois medicamentos aumentou. Segundo um levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia nos cinco primeiros meses de 2020, o crescimento foi de 676,89% para cloroquina e 863,34% para hidroxicloroquina comparado ao mesmo período do ano passado.

    Em números, esse percentual quer dizer que a prescrição da cloroquina passou de 238 para 1.849 e da hidroxicloroquina de 1.978 para 19.055. O levantamento foi feito pela plataforma Memed usado por médicos para fazer prescrição digital ao paciente. A venda da hidroxicloroquina nas farmácias de todo Brasil aumentou em 49% de janeiro a junho deste ano, comparado ao mesmo período de 2019.

    Também foi registrado o aumento da prescrição de vitamina D, ivermectina, vitamina C, e nitazoxanida. Para ivermectina o crescimento das prescrições foi de 1.921,04% e da nitazoxanida de 42.256,52%. Houve registro de aumento também em medicamentos como paracetamol, ibuprofeno, dexametasona e outros.

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, apresenta preocupação quanto ao aumento nas vendas destes medicamentos. “Não podemos esquecer os efeitos colaterais. O momento nos força a ter uma resposta rápida e eficaz para combater o vírus, mas a prudência no uso destes medicamentos é fundamental para salvar vidas”, alertou.

    Lembrando que a hidroxicloquina, cloroquina, ivermectina e nitazoxanida só podem ser vendidas com retenção de receita, conforme a RDC 405/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações da Folha de São Paulo e CFF

  • Lei sobre validade indeterminada de receitas já está valendo

    Receitas médicas ou odontológicas de medicamentos sujeitos a prescrição e de uso contínuo agora passam a ter validade indeterminada, pelo menos enquanto perdurarem as medidas de isolamento para contenção do surto da Covid-19. Foi publicada nesta terça-feira, dia 28/07, a Lei nº 14.028/2020. A legislação se sobrepõe a eventuais legislações estaduais que fixam prazos para as receitas.

    “As novas regras não valem para medicamentos de controle especial – medicamentos regulados pela RDC/Anvisa nº 20/2011, Portaria SVS/MS – 344/1998 e RDC nº 405/2020, sobre os medicamentos relacionados à Covid-19 (Hidroxicloroquina, Cloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida) ”, explica o conselheiro federal de Farmácia pelo estado de Rondônia, Jardel Teixeira de Moura, que é membro do Grupo de Trabalho sobre Farmácia Comunitária, do Conselho Federal de Farmácia.

    A Resolução RDC nº 357/2020 aumenta temporariamente as quantidades máximas de medicamento permitidas em Notificações de Receita e Receitas de Controle Especial, ou seja, que poderão ser prescritas em tais receituários. Isso vale para as receitas digitais, ressaltando-se o casos em que as mesmas são permitidas – antimicrobianos (RDC/Anvisa nº 20/2011) e medicamentos controlados das listas C1 e C5 e dos adendos das listas A1, A2 e B1 (Portaria SVS/MS – 344/1998). Lembrando que, conforme Lei nº 13.732/2018 as receitas têm validade em todo o território nacional, independentemente da unidade federada onde foram emitidas.

    Foi vetado o trecho do projeto de lei que autorizava a retirada de medicamentos por terceiros, sem a presença do titular da receita, com a apresentação de uma declaração. Na justificativa para o veto, a Secretaria Geral da Presidência da República explicou que “o dispositivo cria uma exigência que poderá vir a ser estendida a todos os casos e, por consequência, burocratizar o atendimento nas farmácias”.

    Ressalta-se que, conforme a Portaria SVS/MS nº 344/1998 e a Portaria nº 6/1999, a quantidade de medicamento é item obrigatório de preenchimento da receita, não podendo haver dispensação sem que conste tal informação no receituário controlado. Para estabelecer a quantidade a ser dispensada, o farmacêutico deverá observar a posologia e a quantidade prescrita pelo médico, sempre se atendo às quantidades máximas estabelecidas pela legislação, as quais não poderão ser ultrapassadas. Conforme previsto no Art. 14, da Lei nº13.021/2014, “cabe ao farmacêutico, na dispensação de medicamentos, visando a garantir a eficácia e a segurança da terapêutica prescrita, observar os aspectos técnicos e legais do receituário.”

    No caso das receitas que apresentam a informação “USO CONTÍNUO”, sem que esteja definida a quantidade de medicamento, o farmacêutico poderá dispensar até a quantidade máxima de medicamento estabelecida pela legislação. Lembrando que a quantidade sempre deverá ser calculada de acordo com a posologia prescrita pelo médico. No entanto, a descrição “USO CONTÍNUO” deve constar na receita, ou seja, deve ter sido aposta pelo profissional prescritor. Dessa forma, ressaltamos que a legislação não permite a dispensação de quantidades adicionais de medicamentos controlados nos receituários, além daquelas já prescritas pelo médico.

    Vale ressaltar que assim como a RDC 357/2020, a Portaria do Ministério da Saúde nº 467/2020, que regulamenta a receita digital, tem caráter emergencial e vigorará por tempo limitado.

    Para ver a íntegra da nova lei, acesse – http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.028-de-27-de-julho-de-2020-268918657

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Farmacêuticas pedem apoio de colegas na campanha sinal vermelho

    A campanha sinal vermelho contra violência doméstica já conta com mais de 100 farmácias em todo Estado, um número significativo segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio. “O grande desafio é contar também com a adesão dos farmacêuticos e profissionais que trabalham nas farmácias”, pontuou.

    A farmacêutica Letícia Ravelly reconhecem a importância dos profissionais aderirem a campanha, sobretudo, porque neste período de isolamento social os números de violência contra mulher tem crescido. “Esse é um problema social antigo e a gente precisa falar abertamente sobre o assunto e vê as farmácias abraçando essa campanha e as mulheres farmacêuticas mostra que nós estamos unidas para dar o apoio a elas que sofrem não apenas a violência física, mas verbal”, comentou.

    Carmén Arroxelas, também farmacêutica, destaca que os farmacêuticos precisam se unir para ajudar estas mulheres que são agredidas. “O nosso papel é muito importante, precisamos denunciar este tipo de violência, comunique o fato ao órgão policial e ajude esta mulher a se libertar das agressões”, pediu.

    O presidente reconhece que existe uma preocupação por parte dos trabalhadores e farmacêuticos em serem arrolados como testemunha, contudo, ele pontua que ao receber o convite do Tribunal de Justiça de Alagoas ele teve a garantia de que os farmacêuticos e balconistas seriam apenas comunicadores do fato. “Houve uma preocupação por parte do Conselho em garantir a segurança dos farmacêuticos e com a certeza de que eles apenas informariam o fato, imediatamente o convite foi aceito”, falou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CFF entrevista farmacêutica que participa de testes com vacina chinesa no Brasil

    Dayde Mendonça é professora da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) e gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília (HUB)

    Os testes da vacina chinesa contra o coronavírus no Brasil, a CoronaVac, devem começar nesta terça-feira (21/07) em São Paulo, após parceria com o Instituto Butantan. As doses da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech chegaram na madrugada de segunda-feira, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Nesta terceira fase de testes, 9 mil voluntários, prioritariamente profissionais da área da saúde, irão receber a vacina contra o coronavírus. Eles terão preferência em função do grau de exposição ao vírus inerente ao seu trabalho.

    O Hospital Universitário de Brasília (HUB) é um dos 12 centros pesquisa no país selecionados para a última fase de teste da vacina, mas ainda não recebeu as doses. Em Brasília, a pesquisa é coordenada pelo professor Gustavo Romero, pesquisador do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do Hospital Universitário de Brasília (HUB). O Conselho Federal de Farmácia entrevistou a farmacêutica Dayde Mendonça, que, junto com o também farmacêutico Fernando Araújo Rodrigues de Oliveira, são responsáveis pelos testes no hospital brasiliense.

    Qual é a importância dessa pesquisa para a saúde pública nesse momento?

    Sabemos que a produção de uma vacina eficaz e segura será a principal medida de saúde pública no combate à pandemia, sobretudo, ao considerar a alta taxa de contágio do vírus SARS-CoV-2 e a falta de medicamentos comprovadamente eficazes e disponíveis à população. Além disso, o estudo também nos permitirá oferecer aos profissionais de saúde do DF, que estão diretamente envolvidos no cuidado oferecido a pacientes com Covid-19, acesso imediato a uma promissora tecnologia de proteção à saúde.

    Como farmacêutica, como a senhora se sente participando desse estudo?

    É uma grande satisfação participar de uma pesquisa de relevância internacional na busca de uma estratégia de combate à pandemia. Eu e o colega Fernando Araújo Rodrigues de Oliveira, juntamente com outros farmacêuticos da equipe, contribuiremos na preservação do rigor metodológico do estudo e na garantia das condições ideais de armazenamento e aplicação da vacina, no acompanhamento dos pacientes, entre outras atividades, visando assegurar a qualidade e confiabilidade dos dados.

    Qual será a participação dos centros de pesquisa no estudo?

    Os centros de pesquisa disponibilizarão toda a infraestrutura de pesquisa, como espaço físico adequado, com temperatura controlada e equipamentos que garantam as melhores condições de armazenamento, de forma a preservar a qualidade da vacina. Além da infraestrutura, os centros coordenam as equipes de pesquisadores e profissionais qualificados e capacitados, com certificação em boas práticas clínicas, na condução da pesquisa com o rigor metodológico necessário. Os centros de pesquisa também são responsáveis de selecionar, incluir e acompanhar os participantes do estudo, possibilitando que os resultados sejam alcançados de forma mais rápida e segura, e consequentemente, que a vacina possa ser utilizada na prática clínica o quanto antes.

    Ainda dá tempo de profissionais da saúde se inscreverem? Profissionais de todos os locais onde estão os centros de pesquisa podem se inscrever?

    Aqui no DF, esperamos incluir aproximadamente 850 participantes voluntários nos testes, sendo eles profissionais de saúde maiores de 18 anos, saudáveis e que não tenham sofrido infecção assintomática ou a doença causada pelo SARS-CoV-2. Estamos finalizando os preparativos para iniciar o estudo e em breve será anunciada a forma de cadastramento de possíveis candidatos a participar da pesquisa. Ainda não existe previsão da chegada da vacina a Brasília. Assim que tivermos novas informações, avisaremos a todos.

    De acordo com informações divulgadas pelo governo do estado de São Paulo no Portal G1, o Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil ficará com 60 milhões de doses para distribuição.

    A parceria entre o laboratório chinês e o Butantan foi anunciada no dia 11 de junho. Na ocasião, o governador João Doria disse que, se comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será disponibilizada no SUS a partir de junho de 2021. Esses novos testes da CoronaVac, serão feitos em larga escala e precisam fornecer uma avaliação definitiva da eficácia e segurança, isto é, a vacina precisa ser capaz de criar anticorpos para imunizar contra a Covid-19. Outra vacina que também está na terceira fase é a de Oxford, que será testada no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo. Ela foi a primeira a receber autorização da Anvisa para os testes no país.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Venda de ivermectina passa a ser feita com retenção de receita

    A partir desta quinta-feira, 23, a ivermectina passa a ser vendida apenas com retenção da prescrição médica. A medida foi adotada após publicação de RDC 405/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    De acordo com a resolução, a dispensação em farmácias e drogarias públicas e privadas será mediante a retenção da primeira via da receita, e a segunda devolvida ao paciente. A RDC não impede a prescrição de ivermectina, hidroxicloroquina, cloroquina ou nitazoxanida na mesma receita de antimicrobianos ou medicamentos da Portaria 344/98 (controle especial).

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, explica que a medida é importante para evitar que as pessoas fiquem utilizando o medicamento como prevenção ao covid-19. “Nós não temos nenhum estudo clínico que assegure a eficácia da ivermectina na cura, ou mesmo, na profilaxia do covid-19. Ao longo de todo esse período da pandemia nós temos falado sobre o risco da automedicação”, pontuou.

    Robert lembra que a própria Anvisa não recomenda o uso da ivermectina como forma de tratamento e até prevenção à covid-19. Os estudos realizados com a droga, mostraram resultados positivos contra uma ampla gama de vírus, mas a conclusão foi feita com base apenas em estudos in vitro, ou seja, sem a etapa seguinte de testes em humanos. “Este é um medicamento recomendado usado no tratamento de parasitoses, e regular a venda é proteger a população”, afirmou.

    A resolução contempla também os medicamentos cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida e cessará automaticamente a partir do reconhecimento do Ministério da Saúde de que não mais se configura a situação de Emergência em saúde pública de importância nacional declarada pela portaria n°188/GM/MS, em 3 de fevereiro de 2020.

    Fonte: Ascom CRF/AL