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  • Testes com cloroquina para coronavírus são suspensos pela OMS. Por quê?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes que coordena com o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). A entidade tomou a decisão após uma investigação associar esses tratamentos a um maior risco de morte nas pessoas infectadas.

    Essa parada estratégica vai servir para a OMS analisar os dados de segurança que colheu até o momento nos estudos sobre essas medicações. A partir daí, ela pode retomar os experimentos — ou encerrá-los pra valer.

    Os testes suspensos fazem parte do levantamento global Solidarity. Por meio de parcerias no mundo inteiro, inclusive no Brasil, a OMS vem medindo de maneira rigorosa a eficácia e a segurança de remédios que, no passado, foram tidos como promissores contra o coronavírus.

    Além da cloroquina, os cientistas estão avaliando antivirais contra a aids, o interferon e o remdesivir, recentemente autorizado para uso contra o Sars-Cov-2 nos Estados Unidos. Os testes com essas outras medicações não foram suspensos.

    O estudo que motivou a decisão de parar os estudos com a cloroquina

    Publicada no dia 22 de maio no renomeado periódico científico The Lancet, a pesquisa reuniu dados de 96.032  pacientes hospitalizados por causa da Covid-19. Os cientistas separaram essa turma toda em cinco turmas:

    • A que recebeu só cloroquina
    • A que recebeu cloroquina e um macrolídeo (um grupo de antibióticos que inclui a azitromicina)
    • A que recebeu só hidroxicloroquina
    • A que recebeu hidroxicloroquina e um macrolídeo
    • A que não recebeu esses tratamentos (ela serviu de controle)

    A partir daí, eles observaram quantas pessoas em cada grupo morreram e quantas sobreviveram. Resultados:

    • Quem não tomou nenhum daqueles fármacos: 9,3% de taxa de mortalidade
    • Quem recebeu só hidroxicloroquina: 18% — quase o dobro
    • Quem recebeu hidroxicloroquina e um macrolídeo: 23,8%
    • Quem recebeu só cloroquina: 16,4%
    • Quem recebeu cloroquina e um macrolídeo: 22,2%

    Além disso, os protocolos avaliados com essas terapias apresentaram maiores índices de arritmia cardíaca.

    O levantamento, por ser do tipo observacional, não permite concluir que a cloroquina e a hidroxicloroquina causam essa maior mortalidade. Ele apenas firma uma ligação entre os dois fatores — e mostra que não há uma associação entre esses tratamentos e quaisquer benefícios em pessoas infectadas pelo coronavírus.

    No momento, estudos clínicos randomizados que comparam o uso da hidroxicloroquina ou da cloroquina contra um placebo em diferentes estágios da Covid-19 vêm sendo conduzidos pelo mundo, inclusive no Brasil.  A despeito da ausência de evidências, o Ministério da Saúde publicou uma orientação para o uso precoce desses tratamentos.

    Fonte: Veja Saúde

  • Farmacêutico explica quais as diferenças dos testes disponíveis no mercado

    De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas cerca de 200 testes são realizados diariamente para diagnosticar o Covid-19. Mas você quais os tipos de testes que temos disponível no mercado? O PCR, que é considerado padrão ouro e a sorologia.

    O farmacêutico analista clínico, João Vitor, proprietário do laboratório Primus, na cidade de Arapiraca, explica que o PCR é uma metodologia de testagem molecular, que significa dizer que é identificado o material genético do vírus garantindo que a chance do falso negativo e falso positivo seja mínima. “Isso acontece desde que o exame seja coletado de forma correta, no momento correto, com os devidos cuidados”, pontuou.  Ele revela que o resultado será mais seguro desde que a coleta seja feita entre o segundo até o décimo segundo dia de sintomas. Fora deste prazo a carga de RNA viral tende a diminuir e a eficácia acaba por ser menor.

    “Este é um exame mais caro comparado os demais disponíveis no mercado. A principal característica do PCR é que ele identifica a fase ativa da doença, o que pode ser vantajoso permitindo que o tratamento seja feito de forma mais rápida. Porém, ele não dá resposta se o paciente já teve e/ou foi curado permitindo assim que ele volte as atividades laborais e saia do isolamento total”, comentou.

    Na sorologia o teste vai identificar os anticorpos que o vírus produz no nosso corpo. O farmacêutico pontua que serão identificados o IGM e o IGG que são as duas principais imunoglobulinas. Se o resultado do teste der IGM positivo significa que o paciente está na fase inicial e/ou ativa da infecção. Se for IGG positivo o resultado é de que o paciente foi positivo para o Covid-19 e está na fase de soro conversão que é a mudança fase ativa para fase de cura.

    “O ideal é que o paciente se submeta este teste entre o sétimo e quadragésimo quinto dia do sintoma que permite que seja detectado os anticorpos produzidos pelo vírus e em que a fase ele está. Ele também traz o diagnóstico epidemiológico e social porque ajuda a ter um parâmetro aos pacientes testados para sair do isolamento, permitindo o retorno as suas atividades laborais”, revelou. Na avalição do farmacêutico o teste sorológico tem o melhor custo benefício.

    João Victor faz um alerta quanto aos testes rápidos, que é um subtipo da sorologia. “O teste rápido é um tipo de teste sorológico mas ele usa uma metodologia específica chamada imunocromatografia”, explicou.  O farmacêutico diz que a sorologia de teste rápido apresenta menor especificidade e sensibilidade ao teste. Ou seja, a capacidade de detectar, diferenciar é menor podendo causar falsos positivos e/ou falsos negativos.

    Para a metodologia de imunoflorescência de alta eficiência a sensibilidade e a especificidade é muito alta tornando o resultado muito seguro porque ele traz a quantidade de anticorpos permitindo saber em que fase da doença o paciente se encontra. “Estamos importando um equipamento para realizar no nosso laboratório o teste com imunoflorescência”, falou.

  • Genéricos representam 34% das vendas de medicamentos no País

    Neste 20 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional do Medicamento Genérico. Em fevereiro deste ano, a Lei nº 9.787, que criou os genéricos no País completou 21 anos de existência. Junto com ela, esses medicamentos trouxeram aos consumidores a possibilidade de acesso a tratamentos mais baratos, de qualidade e com eficácia comprovada.

    De acordo com o farmacêutico Rogério Hoefler, coordenador da Coordenação Técnica e Científica do Conselho Federal de Farmácia e subcoordenador interino do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim/CFF), a política de medicamentos genéricos tem trazido vários benefícios para a sociedade brasileira. Uma delas é que as pessoas passaram a conhecer os medicamentos pelo nome da substância. “Isso quebra um pouco a influência das marcas sobre o mercado farmacêutico. As pessoas passaram a saber que o que faz efeito não é a marca, não é um produto de determinado fabricante, mas sim a substância ativa. E que esse fármaco vai ter o mesmo efeito, independente do fabricante, caso esteja de acordo com as normas sanitárias. Com isso, também diminuíram as chances de erros de prescrição, porque o medicamento é prescrito e dispensado pelo nome da substância, e não pela marca”.

    Nos últimos quatro anos, a participação dos genéricos no mercado brasileiro de medicamentos cresceu de forma significativa. As vendas de unidades passaram de 27,54% do total, em 2015, para 34% este ano. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), nos últimos 12 meses, foram comercializadas 1,5 bilhão de caixas de genéricos no país.

    Rogério Hoefler também destaca que, além de proporcionarem maior acesso da população aos medicamentos, a política de medicamentos genéricos estimulou o desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional. “A partir do momento em que se torna mais barato, por causa do aumento da concorrência, as pessoas passam a ter mais acesso a medicamentos importantes como anti-hipertensivos, antidiabéticos, antialérgicos, entre outros, com redução de agravos à saúde e melhora da qualidade de vida. Isso também trouxe um fortalecimento da indústria nacional e induziu a um aprimoramento da produção, até pelo rigor exigido em termos de qualidade dos produtos genéricos. Acabou também elevando a indústria nacional a outro patamar em termos de qualidade e de desenvolvimento tecnológico, ao que pese ainda haver grande deficiência no Brasil quanto à capacidade de produção dos insumos utilizados nesses medicamentos”, acredita.

    A PróGenéricos estima que desde que os primeiros genéricos chegaram ao mercado, o consumo de medicamentos para o controle da pressão arterial aumentou 779%, fenômeno que se repetiu na classe de medicamentos para diabetes (1.640%) e para controle do colesterol (2.549%) e que os genéricos já proporcionaram, nestes 21 anos, significante impacto para as famílias e indivíduos, com uma economia de mais de R$ 158 bilhões em gastos com medicamentos.

    Atualmente, dos 20 medicamentos mais prescritos no Brasil, 15 são genéricos e eles estão disponíveis como opção para tratar mais de 90% das doenças conhecidas. Existem aproximadamente 3.500 produtos registrados em mais de 22.000 apresentações e 86 fabricantes desses medicamentos, que geram milhares de empregos no país.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • O farmacêutico e os cuidados com a saúde psíquica

    O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18/05, surgiu a partir do processo de redemocratização do país no fim da década de 70. Quase dez anos após, a data foi fidelizada por dois marcos históricos viabilizados pelo Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental de 1987, a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília, e o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru/SP.
    O Dia Nacional da Luta Antimanicomial busca conscientizar a sociedade sobre a importância em debater sobre o  estigma e a exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave, direitos desses pacientes, inclusive, à liberdade, como esclarece o farmacêutico recifense, Flávio Lago. “A data destaca uma luta de profissionais da saúde, usuários e familiares, contra um modelo unicamente hospitalocêntrico baseado na internação involuntária das pessoas com transtornos mentais em manicômios, excluindo-as da família, amigos e comunidade e, acima de tudo, do acesso ao seu direito a um atendimento humanizado”.
    A data lembra sobre a possibilidade de tratamentos alternativos e inclusão do paciente no convívio familiar e social, além de ressaltar a importância da estruturação de serviços de saúde que proporcionem atenção à saúde mental e amparo ao usuário e família. Desta forma, a atuação do farmacêutico contribui tanto no acolhimento do paciente quanto no acompanhamento terapêutico. “Por meio da Portaria MS n° 344/98 e da Lei 13.021/14 estão claras a previsão e a necessidade legal do farmacêutico no âmbito da saúde mental tanto nos serviços técnicos gerenciais como nos serviços técnicos assistenciais. No modelo atual dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o medicamento é uma alternativa de tratamento dos usuários e o seu acesso, controle e acompanhamento dos efeitos constituem-se como responsabilidades privativas dos farmacêuticos nos serviços”, afirma o farmacêutico do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) Estação Vicente Araújo, em Recife.
    Flávio Lago destaca, ainda, que as habilidades técnicas dos farmacêuticos devem estar aliadas às habilidades comportamentais no entendimento do protagonismo do sujeito e das relações com a equipe de saúde participando ativamente da construção dos projetos terapêuticos singulares (PTS).
    O Movimento da Reforma Psiquiátrica conquistou a aprovação da Lei nº 10.216/2001, conhecida como Lei ‘Paulo Delgado’, a qual indica e orienta o modelo assistencial e dispõe dos direitos das pessoas com transtorno mental. A lei também estabelece a responsabilidade do Estado sobre a criação da política de saúde mental no Brasil, fechamento de hospitais psiquiátricos, além de estabelecer medidas de implementação e garantia dos direitos e bem estar das pessoas em sofrimento mental. “Esta lei identifica o sujeito como um ser de direitos e deveres, dentro de um território com oferta de uma rede de saúde em busca do cuidado integral, reintegrando este sujeito à família, ao trabalho e à comunidade, com atendimento qualificado e humanizado. A expansão desta rede extra hospitalar deve ser contínua e que venha a atender as necessidades da população na proposta desta normativa. Desta forma, usuários, família e trabalhadores da saúde devem participar ativamente dos espaços de controle social em busca de uma saúde mental estruturada, qualificada, efetiva e humanizada”, pontua o farmacêutico.
    Política de Saúde Mental
    Trata-se de uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde a qual cuida das estratégias e diretrizes a serem adotadas para organizar o amparo a pessoa com necessidade assistencial, com o objetivo de aliviar o sofrimento através do planejamento de intervenção medicamentosa e terapêutica, quando necessário, de acordo com o quadro do paciente. A política abrange desde transtornos mentais como ansiedade, depressão, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas e prevenção do suicídio.
    Entretanto, a composição das equipes dos Caps no país (regida pela Portaria MS n° 336/2002) não obriga a presença do farmacêutico, o que caracteriza ainda a ausência deste profissional em muitos Caps e, com isso, a não prestação dos seus serviços em saúde. “A inserção do farmacêutico em unidades que atuam na saúde mental está respaldada na legislação, principalmente quanto à Portaria MS n° 344/98, que regulamenta os medicamentos sujeitos a controle especial, sendo indispensável a presença do farmacêutico. O farmacêutico atuante na saúde mental deve compor espaços do controle social como os conselhos de saúde para caracterizar sua importância e os órgãos como o Conselho Federal e regionais de Farmácia devem fiscalizar e fomentar a participação do farmacêutico na saúde mental, tanto no âmbito público como privado”, conclui Flávio Lago.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Nota oficial do CRF/AL sobre atendimento durante a pandemia

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas reitera que vem cumprindo os decretos federal, governamental e dos municípios de Maceió e Arapiraca assim como a Portaria 38/2020 do Conselho Federal de Farmácia que determinam a redução na jornada de trabalho e a escala de revezamento de funcionários.

    Desde da publicação destes instrumentos, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas divulgou amplamente através do site oficial e redes sociais o horário de funcionamento temporário, das 10 às 16h:

    Maceió
    Recepção: 3338- 5018/ 9 9971-0247
    Secretaria: 9 8181- 9050
    Fiscalização: 9 9999-8624
    Agendamento presencial: 9925-0066 (exclusivamente por WhatsApp)

    Arapiraca
    9 9999-8625 / 3521-5046

    E-mails: [email protected] [email protected] ; [email protected]; [email protected]; [email protected]

    Estes atendimentos presenciais são destinados preferencialmente para registro de empresas e profissionais. Os outros serviços podem ser feitos de forma online acessando o site wordpress.crf-al.org.br/ indo na aba de serviços e clicando no CRFWEB ou por meio dos e-mails acima citados.

    Se ainda assim, permanecer dúvidas, a diretoria do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas se encontra a disposição de todos os profissionais alagoanos. Lembrando que as informações oficiais do CRF/AL são disponibilizados pelo seus diretores:

    Robert Nicácio – presidente do CRF/AL: 9 9644-9643
    Alexandre Correia – vice-presidente do CRF/AL: 9 9999-8619
    Daniel Fortes – secretário-geral do CRF/AL: 9 9610-2044
    Lizete Vitorino – tesoureira do CRF/AL – 9 9944-2908

    Diante da pandemia, a saúde é prioridade, portanto o CRF/AL não tem medido esforços para atender as solicitações com agilidade, resguardando a saúde dos seus colaboradores. Lamentamos que diante de um cenário de crise sanitária informações estejam sendo distorcidas e o momento pede a união da categoria em prol do enfrentamento de um vírus que tem matado milhões de pessoas no mundo inteiro.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmacêuticos peritos analisam amostras de álcool gel apreendidas pela Polícia Civil de Alagoas

    Numa operação realizada pela Polícia Civil de Alagoas, nos municípios de Maceió, Arapiraca e Igaci nos meses de março e abril uma grande quantidade de álcool gel falsificado que estava sendo comercializado foi apreendido e retirado de circulação. Amostras do material foram encaminhadas para a Perícia Oficial de Alagoas para que a análise fosse feita e os responsáveis são os farmacêuticos e peritos criminais Thalmanny Fernandes Goulart e Ken Ichi Namba.

    Segundo Thalmanny Fernandes Goulart, chefe do Laboratório de Química do Instituto de Criminalística de Alagoas, estas amostras são analisadas para que a polícia civil tenha provas técnicas de possível adulteração, e ou falsificação no processo de produção clandestina ou oficial de álcool em gel a fim de que sejam incluídas no inquérito policial.

    Nas análises das amostras os peritos encontraram vários hidrocarbonetos comumente encontrados no etanol (álcool de posto), dentre eles as substâncias químicas xileno, tolueno e benzeno. Uma alerta feito pelo farmacêutico perito é que muitos vídeos tem circulado ensinando a produção deste tipo de produto de forma caseira.

    “O que acontece é que os resíduos que ficam nos tanques internos acabam se misturando com o álcool por isso ele é totalmente contra indicado. Estas substâncias em contato com a pele pode provocar desde ressecamento exagerado, irritabilidade da pele e mucosa, dermatite de contato, até o risco de morte por depressão do Sistema Nervoso Central (SNC).”, pontuou.

    O farmacêutico perito revela ainda que o contato com o Benzeno pode causar Anemia Aplástica, que repercute diretamente com a diminuição da defesa imunológica do corpo humano.

    Apreensões

    De acordo com os peritos criminais, alguns desses produtos estavam sendo vendidos em estabelecimentos regulares, a exemplo de farmácias e outros foram apreendidos nas instalações industriais onde esses produtos estavam sendo fabricados. Durante o exame em laboratório foram encontradas várias irregularidades, desde a embalagem, até a composição química do produto.

    “No produto que analisei, o rótulo indicava uma empresa fictícia, sem CNPJ e sem registro na ANVISA. O exame realizado no laboratório apontou teores alcoólicos abaixo da concentração de 70%. Isso também é muito grave, pois para ter eficácia como desinfetante, o álcool gel deve ter a concentração de 70%,” explicou pelo perito criminal Ken Ichi.

    Os peritos alertam que ao escolher o álcool em gel a 70% ou o álcool etílico (líquido) 70% é necessário ler o rótulo para se certificar se é 70%, e verificar a procedência. Caso desconfie que seja falsificado, a orientação é não comprar, e denunciar o estabelecimento para que o material seja apreendido e analisado.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações da Perícia Oficial

  • Annita: sem comprovação científica, CRF/AL alerta para o risco da automedicação

    O dia 05 de maio foi instituto como o dia nacional do Uso Racional de Medicamentos. Este ano, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas faz um alerta especial quanto a automedicação com fármacos que tem sido apontados no tratamento do Covid-19 e que tem levado a população adquirir estes medicamentos sem qualquer orientação.

    A farmacêutica e membro do grupo de trabalho de farmácia comunitária do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Jéssica Costa, fala sobre a nitazoxanida, conhecida como Annita, cujos testes estão sendo realizados. De acordo com ela, este é um medicamento usado para tratamento de gastroenterites virais provocadas por rotavírus ou norovírus, helmintíases, amebíase, giardíase, criptosporidíase, blastocistose, balantidíase e isosporíase.

    “Assim como a ivermectina que também se enquadra como anti-helmíntico, eles estão sendo estudados e acrescentados aos protocolos de possível tratamento ao Codiv -19. Contudo, ainda não existem comprovações cientificas sob sua eficácia no tratamento, portanto não é recomendado a automedicação”, informou.

    A farmacêutica relembra que ao ser anunciado que o medicamento estava sendo testado muitas pessoas foram as farmácias e drogarias adquirir o produto e como qualquer outro medicamento ela apresenta efeitos colaterais. “Ele pode parecer um medicamento inofensivo, mas ele é contraindicado para crianças com menos de 1 ano, pacientes com diabetes, doenças no fígado ou rins e para pacientes com alergia à Nitazoxanida ou a algum dos componentes da fórmula”, pontuou.

    De acordo com ela, o uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, ou mesmo esconder determinados sintomas. Além disso, a automedicação pode trazer, ainda, consequências como: reações alérgicas, dependência e até a morte. “Entre os riscos mais frequentes para a saúde daqueles que estão habituados a se automedicar estão o perigo de intoxicação e resistência aos medicamentos. Todo medicamento possui riscos que são os efeitos colaterais”, alertou.

    Jéssica informa que segundo o Ministério da Saúde, uma das principais causas da automedicação é a variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica, a facilidade de comercialização deles e a própria cultura e comodidade assimilada pela sociedade que vê na farmácia um local onde se vende de tudo. “A grande variedade de informações médicas disponíveis, sobretudo em sites, blogs e redes sociais, também está entre os fatores que contribuem para a automedicação”, lamentou.

    A orientação da farmacêutica é que neste momento que estamos vivendo, o melhor é se resguardar e seguir as normas da Organização Mundial de Saúde, como ficar em casa e fazer a higienização de forma adequada. “O farmacêutico, assim como tantos outros profissionais da saúde, estão na linha de frente contra o Covid-19. Somos contra qualquer tipo de automedicação e estamos prontos para sanar suas dúvidas e auxiliar em qualquer eventualidade sobre seu tratamento”, garantiu.

    Prescrição Médica

    Desde o dia 15 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), inclui este medicamento na lista de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial, com isso, a venda do medicamento Annita também fica sujeita à retenção da receita de controle especial em duas vias, sendo a 1ª via retida no estabelecimento farmacêutico e a 2ª via devolvida ao paciente.

    No cenário atual do tratamento para covid-19, se enquadra a inclusão de antibiótico aos protocolos prescritos. Porém, vale salientar que de acordo com o artigo 7º da RDC 20/2011, “a receita poderá conter a prescrição de outras categorias de medicamentos desde que não sejam sujeitos a controle especial”.

    Prescrição de antimicrobianos e medicamentos contendo substâncias controladas pela Portaria SVS/MS nº 344/98 na mesma receita, como se enquadra o Annita, impossibilita a compra de ambos, dando possibilidade de dispensação apenas do medicamento controlado.

    Logo, faz-se necessário que sejam prescritos em receituários distintos, evitando assim a impossibilidade de dispensação e atraso no tratamento necessário para  o paciente.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CFF alerta sobre risco da ivermectina de uso veterinário em humanos

    O Conselho Federal de Farmácia promove neste mês uma campanha pela promoção do uso consciente de medicamentos. A iniciativa é alusiva ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. O objetivo é evitar a automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos, bem como alertar a população sobre os riscos do uso desses fármacos sem a orientação profissional, mesmo aqueles vendidos sem receita médica.

    A ivermectina, por exemplo, é indicada para o tratamento de diversas infecções causadas por vermes e parasitas. Devido a estudos científicos promissores como opção para tratamento de Covid-19, houve aumento da venda inclusive da formulação voltada para o tratamento de animais. É o que relata o conselheiro federal de farmácia pelo Amapá, Carlos André Sena. “Detectamos que muitas farmácias estão com seus estoques de ivermectina encerrados. E por, conta disso, recebemos denúncia que a população está em busca desse medicamento nas clínicas e locais que vendem medicamentos veterinários”.

    O farmacêutico reforça que isso é muito preocupante, pois os medicamentos veterinários possuem formulações diferentes do medicamento para humano. Tanto que eles são registrados no Ministério da Agricultura, enquanto os medicamentos para humano são registrados na Anvisa.

    Diante desse comportamento no mercado, o Conselho Federal de Farmácia alerta sobre a falta de estudos conclusivos sobre o resultado de medicamentos para o tratamento de Covid-19, bem como sobre as consequências do uso do medicamento veterinário ivermectina em humanos. “O uso desse medicamento veterinário pela população traz grande risco e efeitos colaterais. As formulações são feitas para animais e não podem ser utilizadas por humanos, com grande risco de sofrerem os sintomas de dor de cabeça, diarreia, vômitos, e outros que podem ser ocasionados pelo consumo de produtos desconhecidos em suas formulações. Então, fazemos o alerta para que a população não consuma esses medicamentos por conta de não eficácia e segurança na sua formulação”.

    Carlos André Sena é farmacêutico-bioquímico e especialista em Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. É ainda pós-graduado em farmacologia clínica e prescrição farmacêutica e atua nas áreas de assistência farmacêutica e saúde Pública.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Crianças e covid-19, farmacêutica orienta sobre automedicação

    Os casos de crianças infectadas pelo Covid-19 ainda é pequeno, isso porque normalmente são vistas como portadores assintomáticos, contudo elas estão sendo acometidas pelo vírus levando inclusive a morte. A farmacêutica Sabrina Neves, integrante do Grupo de Trabalho de Ensino e Pesquisa do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explica que um dos motivos que pode ter levado o aumento de casos em crianças é o maior tempo que os adultos estão convivendo com elas. 

    “As crianças apresentam menor risco de desenvolverem sintomas e apresentarem COVID-19. Muito, tem se falado que são assintomáticas e que o maior risco está associado a possibilidade de serem agentes transmissoras”, analisou.

    Sabrina revela que um estudo chinês sobre a covid-19 em crianças mostrou que pouco mais da metade das crianças apresentam sintomas leves de febre, tosse, dor de garganta, nariz escorrendo, dores no corpo e espirros. “Somente um terço desenvolvia sinais de pneumonia, com febre constante, tosse e chiados no peito, mas sem a falta de ar e a dificuldade para respirar vistas nos casos mais severos da doença”, pontuou.

    Já para os sintomas mais graves, ou críticos de covid-19, como falta de ar, síndrome do desconforto respiratório agudo e situação de choque, o estudo mostrou que menos de 6% das crianças desenvolvem estes sintomas. Entre as faixas etárias, crianças pequenas, bebês em particular, são mais vulneráveis à covid-19 do que outros grupos etários infantis. “As crianças que apresentam comorbidades, como asma, diabetes e obesidades e podem ser mais propensas a complicações”, comentou.

    Neste momento de pandemia, segundo a farmacêutica, a recomendação continua sendo evitar aglomerações, não deixar as crianças brincarem com outras crianças fora de sua residência, evitar os parquinhos e praia. Em caso de sintomas leves orienta-se a observação em casa.

    “Evitem a automedicação, principalmente, a nebulização como forma de reduzir a dispersão de aerossóis, bem como evitar o uso de corticoides sistêmicos. Apenas crianças que já fazem tratamento para asma devem manter o tratamento de manutenção”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Covid -19: Fiocruz lança curso EaD de Atenção Psicossocial e Saúde Mental

    A Fiocruz Brasília divulgou, na última quinta-feira (7/5), chamada pública para seleção do Curso de Atualização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19, na modalidade a distância, voltado a profissionais de saúde e áreas afins. O curso foi desenvolvido pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres (Cepedes/Fiocruz).

    As inscrições podem ser feitas entre os dias 7 de maio e 7 de junho. As vagas são limitadas. A atualização é voltada aos profissionais de saúde e áreas afins no campo da Saúde Mental e Atenção Psicossocial (SMAPS) que estejam trabalhando ou venham a trabalhar durante a pandemia Covid-19, e tem como objetivo proporcionar subsídios para o entendimento global do cuidado em Saúde Mental e Atenção Psicossocial em situações de pandemia do novo coronavírus, bem como oferecer ferramentas que auxiliem a compreender e a elaborar estratégias de planejamento, preparação e resposta para população em geral, pacientes infectados, familiares e trabalhadores da linha de frente. O curso foi construído com base nas cartilhas da Série Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19 da Fiocruz.

    Inscrições

    Para inscrições, os interessados devem acessar esse link e seguir as orientações. Em casos de dúvidas, informações podem ser obtidas pelo email: [email protected]

    Saiba mais no site da Fiocruz Brasília.

    Fonte: Comunicação CFF