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  • Estudos recentes trazem esperança para o enfrentamento do Alzheimer

    Estudos recentes trazem esperança para o enfrentamento do Alzheimer

    Por fim há boas notícias sobre o mal de Alzheimer: a frequência desta doença cerebral incurável, que afeta sobretudo as pessoas mais idosas, pode ser menor que a prevista, e seu risco cairia com o adiamento da aposentadoria, revelam estudos.

    Melhor ainda, as pessoas com mais de 90 anos estariam inclusive mais alertas mentalmente que os nonagenários de há 10 anos, indica um estudo realizado há pouco tempo por pesquisadores da Dinamarca.

    Embora ainda não exista um tratamento eficaz para curar ou atrasar o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que provoca perda de memória, diminuição das funções cerebrais e até modificação da personalidade -, estas pesquisas trazem agora novas esperanças.

    Segundo um estudo britânico publicado na revista científica “The Lancet”, a porcentagem de pessoas de 65 anos ou mais velhas que sofrem de Alzheimer baixou na Grã-Bretanha quase 25% em um período de 20 anos, passando de 8,3% para 6,5%.

    Os pesquisadores, dirigidos pela doutora Carol Brayne, do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge, compararam dois grupos de 7.000 pessoas nas mesmas regiões da Inglaterra e de Gales. O primeiro estudo foi realizado no início dos anos 1990 e o segundo entre 2008 e 2011.

    Com base nas estatísticas obtidas nos dois estudos, os especialistas concluíram que o número de pessoas com mal de Alzheimer na Grã-Bretanha chegou a 884.000 em 2008, mas caiu a 670.000 em 2011.

    Os números geraram otimismo ao sugerir que 114 mil pessoas a menos estariam sofrendo esta terrível doença no Reino Unido.

    A notícia é importante e vai contra uma série de projeções atuais: a maioria dos governos europeus se prepara para elaborar programas específicos contra o Alzheimer baseados em projeções que sugerem uma forte alta do número de doentes.

    Segundo estimativas fornecidas em março pelos protagonistas de um projeto europeu de cooperação sobre o mal de Alzheimer, mais de 10 milhões de pessoas com mais de 65 anos podem sofrer de Alzheimer em 2040 na Europa, contra 6,3 milhões em 2011.

    Outra boa notícia vem de estudos que apontam que adiar a data da aposentadoria contribuiria para atrasar o Alzheimer.

    Esta é a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), cujos resultados preliminares foram apresentados nesta semana em Boston, no nordeste dos Estados Unidos, durante a Conferência da Associação Internacional do Alzheimer.

    Este estudo, realizado com 429 mil pessoas, concluiu que cada ano adicional de trabalho depois de completar os 60 anos reduziria em quase 3% o risco de sofrer desta doença cerebral irreversível, que destrói progressivamente a memória e as habilidades cognitivas.

    “Nossos dados demonstram que uma idade tardia de aposentadoria está associada a uma diminuição altamente significativa do risco de demência”, ressaltou Carole Dufouil, que dirigiu o estudo do Inserm.

    Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que pessoas que têm um nível avançado de estudo ou de atividades estimulantes no plano cognitivo têm menor risco de desenvolver o mal de Alzheimer.

    “A hipótese levantada com mais frequência é a de que os estímulos (intelectuais) contribuiriam para preservar a reserva cognitiva, atrasando, assim, as consequências clínicas de anomalias cerebrais”, explicou a pesquisadora francesa.

    Além da estimulação cognitiva, a atividade profissional permite manter uma rede social, fator também associado por certos estudos a 'um menor risco de demência', completou a pesquisadora.

    Fonte: Bem Estar

  • ” cromossomo que causa síndrome de Down

    ” cromossomo que causa síndrome de Down

    Resultado foi obtido em cultura de células-tronco, informa a 'Nature'.

    Método pode ajudar pesquisa de formas de tratamento para sintomas.

     

    Em pesquisa publicada na “Nature”, nesta quarta-feira (17), cientistas afirmam ter encontrado uma maneira de “silenciar” o cromossomo que provoca a síndrome de Down.

    Jeanne Lawrence e seus colegas da Escola Médica da Universidade de Massachusetts usaram uma enzima para introduzir um gene RNA chamado XIST em células-tronco derivadas de pessoas portadoras da síndrome.

    O procedimento foi feito numa cultura de células, em laboratório, e não em pessoas. O XIST “encobriu” o terceiro exemplar do cromossomo 21, cuja existência origina a síndrome de Down, fazendo com que seus genes deixassem de atuar. A existência de três cromossomos 21 caracteriza síndrome, também conhecida como “trissomia do cromossomo 21”.

    Ao comparar células com e sem o cromossomo “silenciado”, os autores da pesquisa  observaram que o XIST ajudou a corrigir padrões incomuns de crescimento e diferenciação observados nas células que têm Down.

    Esse método pode ajudar a definir as mudanças moleculares envolvidas na síndrome. A pesquisa se baseou em um fenômeno ocorre naturalmente: durante o desenvolvimento do bebê, o XIST “desliga” um dos dois cromossomos X presentes em embriões femininos, garantindo que as meninas não tenham uma “dose dupla” da ação desses cromossomos.

    A equipe de Lawrence entrelaçou o XIST sobre uma das três cópias do cromossomo 21 em células de pessoa com Down. Eles também criaram uma “chave” genética que lhes permite ligar e desligar o XIST por meio da aplicação de um antibiótico. Com isso, conseguiram neutralizar a expressão dos genes que se consideram ser causadores de problemas de desenvolvimento associados com a síndrome.

    Como os cientistas usaram células-tronco pluripotentes, ou seja, que podem se transformar em células de diversos tecidos do corpo, os autores esperam que futuramente serão capazes de estudar em nível celular como a síndrome de Down se manifesta em cada parte do corpo.

    Com isso, o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para os diferentes sintomas degenerativos da síndrome. Um problema da técnica apresentada é que o XIST não silencia por completo o cromossomo 21. Isso pode comprometer os resultados dos estudos que comparam células com e sem o gene “silenciador” ativado.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Dormir poucas horas por dia pode encurtar tempo de vida

    Dormir poucas horas por dia pode encurtar tempo de vida

    Milhões de pessoas prejudicam a própria saúde, sem terem consciência disso, por não dormirem o suficiente.

    Pesquisas revelam que a maioria das pessoas requer sete a oito horas diárias de sono para apresentar desempenho ótimo. Quem não dorme o suficiente pode prejudicar sua própria saúde e até mesmo encurtar seu tempo de vida.

    Desde a primeira infância até a velhice, os efeitos do sono insuficiente podem exercer profundos efeitos negativos sobre a memória, o aprendizado, a criatividade, a produtividade, a estabilidade emocional e a saúde física.

    Especialistas dizem que vários sistemas corporais são negativamente afetados pelo sono insuficiente: como os órgãos (coração, por exemplo), a capacidade de resistir a doenças e o funcionamento cerebral.

    Os níveis do hormônio leptina, que informa ao cérebro que você consumiu alimentos suficientes, são mais baixos nas pessoas que não dormiram o suficiente, e os níveis de grelina, que estimula o apetite, são mais altos. Além disso, o metabolismo fica mais lento quando o sono é perturbado. Se esse efeito não for contrabalançado com o aumento do exercício físico ou a redução da ingestão calórica, essa desaceleração metabólica resulta no ganho de quatro quilos em um ano.

    O risco de doenças cardiovasculares e de acidentes vasculares cerebrais é maior nas pessoas que dormem menos de seis horas por dia. Basta uma noite insuficiente de sono para elevar a pressão sanguínea dos hipertensos durante todo o dia seguinte. O sono insuficiente também é associado à calcificação de artérias coronárias e à elevação dos níveis de fatores inflamatórios ligados às doenças do coração.

    Dormir demais também encerra riscos. Índices mais altos de doenças cardíacas foram constatados entre mulheres que dormem mais de nove horas diárias.

    O risco de câncer também pode estar ligado ao sono. Um estudo japonês feito com quase 24 mil mulheres na faixa dos 40 aos 79 anos constatou que aquelas que dormiam menos de seis horas diárias tinham mais chances de desenvolver câncer de mama que as mulheres que dormiam mais. Eva S. Schernhammer, da Escola Médica de Harvard, verificou relações entre os níveis da melatonina, o hormônio do sono, e o risco aumentado de câncer de mama.

    Um estudo com 1.240 pessoas pela Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, em Ohio, encontrou risco aumentado de pólipos colorretais potencialmente cancerosos em pessoas que dormiam menos de seis horas diárias.

    Durante o sono, o corpo produz hormônios que ajudam a combater infecções, que estimulam o crescimento e que reparam células danificadas.

    O psiquiatra Vatsal G. Thakkar, vinculado à Universidade de Nova York, descreveu recentemente evidências que vinculam o sono insuficiente a diagnósticos equivocados de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade em crianças. Em um estudo, 28% das crianças com problemas de sono apresentavam sintomas do transtorno, mas não o próprio transtorno.

    Alguns dos efeitos mais insidiosos do sono insuficiente, contudo, envolvem processos mentais como o aprendizado, a memória, o julgamento e a resolução de problemas. Durante o sono, novos caminhos de aprendizado e memória são codificados no cérebro. O corpo precisa de sono suficiente para que esses caminhos consigam funcionar em nível ótimo.

    Quando você fizer um check-up médico, informe ao médico quantas horas dorme e descreva a qualidade de seu sono. Seja sincero -a duração e a qualidade do sono podem ser tão importantes para sua saúde quanto sua pressão sanguínea e seu nível de colesterol.

    Fonte: New York Times

  • Deficientes encaram estigma do sexo

    Deficientes encaram estigma do sexo

    Em suas fantasias sexuais, ela é uma loura forte e impetuosa, que domina seus parceiros. Na vida real, é uma virgem que depende de uma cadeira de rodas elétrica, e seu corpo só é tocado por cuidadores domésticos e profissionais de medicina.

    “Uma pessoa incapacitada é vista como uma criança”, diz essa mulher, Laetitia Rebord, 31. “E, inevitavelmente, crianças e sexo não combinam.”

    Uma atrofia muscular espinal genética a deixou paralisada, com exceção do polegar esquerdo e dos músculos faciais.

    Rebord, que diz ter sensações físicas agudas, procurou relacionamentos sexuais entre amigos de amigos, sites de namoro e até com garotos de programa. Mas diz que agora está disposta a pagar por sexo na Suíça ou na Alemanha, onde os “parceiros sexuais substitutos” são legais.

    O tema dos parceiros substitutos chamou atenção na França em março, depois que a Comissão Nacional de Ética, que assessora o governo sobre questões de saúde, criticou a prática como um “uso antiético do corpo humano para fins comerciais”.

    Embora a prostituição seja legal na França, abordar possíveis clientes e servir de intermediário entre profissionais do sexo e clientes não o são. Mas algumas pessoas estão pedindo a legalização dos parceiros sexuais substitutos.

    “A prostituição é um debate falso. Os objetivos são diferentes”, disse Pascale Ribes, que em 2011 fundou o Grupo de Deficiências e Sexualidades, associação que defende os terapeutas sexuais na França.

    “O parceiro substituto permite que uma pessoa deficiente física, que não pode acessar a sexualidade de maneira satisfatória, reconecte-se com o corpo”, disse Ribes.

    Sua associação está fazendo lobby por uma alteração na lei para permitir que pessoas com deficiência física, seus pais, amigos ou diretores de instituições aprovadas arranjem encontros com parceiros substitutos, que geralmente cobram cerca de US$ 130 por sessão.

    Na França, a falta de debate sobre o assunto, as leis que regulamentam a prostituição e a recusa a legalizar os parceiros substitutos encorajaram práticas ilegais.

    Aminata Gregory, 66, vem oferecendo ilegalmente assistência sexual na França há mais de um ano. Ela foi treinada como terapeuta sexual na Suíça, e seu trabalho envolve principalmente massagens e jogos eróticos, sem beijos na boca ou sexo.

    Gregory, que é holandesa, tem cerca de dez clientes incapacitados na França e cobra honorários por meio de sua empresa na Holanda.

    Gregory recentemente foi ao sul da França para conhecer um cliente, Daniel Doriguzzi, 49. Ele tem uma rara doença genética chamada ataxia de Friedreich, que o faz perder gradualmente a coordenação motora e a capacidade de falar com fluência.

    Com uma prostituta, disse Doriguzzi, “dura um tempo limitado e mais nada”. Com Gregory, “nós nos colocamos em uma bolha e nos tornamos um casal normal. Conversamos, fazemos o que quisermos. Perguntamos um ao outro o que queremos. No final da sessão, estouramos a bolha”.

    Os parceiros substitutos são legais na maioria dos países que permitem a prostituição, como Suíça, Alemanha e Dinamarca.

    Em 2008, Catherine Agthe Diserens, uma educadora suíço-alemã, iniciou um programa de treinamento de parceiros sexuais substitutos durante seis meses, com ex-prostitutas, enfermeiras e fisioterapeutas.

    As aulas tratavam de deficiências físicas, internamentos em instituições, colaborações com profissionais do sexo e cursos práticos explorando o que Diserens chama de “técnicas corporais”.

    Para muitas feministas francesas, que associam o sexo indesejado à violência, a ajuda sexual é humilhante para as duas pessoas envolvidas.

    “É como dizer às pessoas incapacitadas que, como elas nunca terão uma vida sexual ou amorosa, vamos prescrever a ajuda sexual como paliativo”, disse Anne-Cécile Mailfert, membro da Osez le Féminisme (Ousem ser feministas).

    Ela também teme que ocorra dependência emocional nos terapeutas sexuais.

    Mas a questão principal, disse Mailfert, tem menos a ver com a sexualidade do que com ensinar os profissionais de saúde a compreender as necessidades sexuais de pessoas deficientes e ajudá-las a encontrar outras pessoas.

    Marcel Nuss, que tem dois filhos e respira com respirador artificial, é o autor de “I Want to Make Love” [Eu quero fazer amor].

    O livro descreve sua realização pessoal por meio do amor com sua ex-mulher e uma vida sexual com acompanhantes.

    “Alguém como eu não pode fazer nada sozinho”, disse Nuss. “O sexo ajuda os deficientes a renascer e a recuperar seu aspecto humano.”

    Fonte: New York Times

  • Autoridades encontram arsênico em erva medicinal vendida na Suécia

    Autoridades encontram arsênico em erva medicinal vendida na Suécia

    Erva chinesa continha doses elevadas da substância tóxica.

    Vendedores afirmam que produto cura de dor de dente a febre infantil.

     

    As autoridades suecas de regulação de alimentos informaram ter encontrado doses extremamente elevadas de arsênico em uma erva medicinal chinesa vendida no país, de acordo com a Agência France Presse (AFP).

    A substância tóxica e letal foi encontrada no produto chamado Niu-Huang Chieh-tu-pien, que, segundo vendedores de medicina tradicional chinesa, cura males como dor de dente a infecções dermatológicas, passando por anorexia e febre infantil.

    “A dose recomendada fornece uma quantidade diária de arsênico inorgânico que, no pior das hipóteses, é apenas a metade da dose mais baixa que pode levar à morte”, diz o toxicologista Leif Busk em um comunicado de imprensa, de acordo com o jornal sueco Aftonbladet.

    Este produto também é comercializado com os nomes indianos de Divya Kaishore Guggul e Chandraprabha Vati.

    A Suécia informou que já alertou as demais autoridades europeias de alimentos sobre o problema e que o produto foi recolhido do mercado. Este produto também é encontrado em sites especializados no Brasil.

  • Últimos dias para opinar sobre autorização de funcionamento

    Últimos dias para opinar sobre autorização de funcionamento

    Os interessados têm até o dia 12 de agosto para enviar contribuições para a consulta pública nº 20/2013 da Anvisa. A proposta de regulamento cria o peticionamento exclusivamente eletrônico para a autorização de funcionamento (AFE) e autorização especial (AE) de empresas.



    A AFE ou a AE são documentos necessários para qualquer empresa que atue na área dos produtos regulados pela Anvisa, tais como medicamentos, cosméticos, entre outros. Além do peticionamento eletrônico, a proposta da Agência prevê a renovação automática desses documentos e harmoniza os requisitos técnicos que devem ser cumpridos pelas empresas e que devem ser verificados pela autoridades sanitárias locais.



    Atualmente, o processo de AFE e AE é feito manualmente. Além disso, existem 27 normas sobre concessão, alteração, renovação e cancelamento desses documentos. A consulta pública nº 20/2013 é resultado da compilação e revisão dessas normas e pretende deixar as regras mais claras e concisas.




    Participação



    As sugestões devem ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de  formulário específico, disponível no endereço:http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=11617.



    Em caso de limitação de acesso do cidadão a recursos informatizados, será permitido o envio e recebimento de sugestões por escrito, em meio físico, durante o prazo de consulta, para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/UNAFE, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050.  Excepcionalmente, contribuições internacionais poderão ser encaminhadas em meio físico, para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ Núcleo de Assessoramento em Assuntos Internacionais (Naint), SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050

    Fonte: Anvisa

  • Vacina contra HPV também é recomendada para homens homossexuais

    Vacina contra HPV também é recomendada para homens homossexuais

    Pesquisadores britânicos recomendam que homens homossexuais jovens sejam vacinados contra o Papilomavirus humano (HPV). Em um editorial publicado nesta segunda-feira no periódico British Medical Journal, eles citam estudos que mostram que esse grupo apresenta um risco 15 vezes maior de desenvolver câncer anal, em relação a homens heterossexuais. 

    O programa de vacinação contra HPV teve início em 2008 no Reino Unido, mas inclui apenas meninas, partindo do pressuposto de que isso seria suficiente para conter também a infecção entre os meninos. Segundo os autores, pesquisadores dos hospitais universitários Royal Liverpool e Homerton, e do hospital Chelsea e Westminster, apesar de as taxas de câncer anal serem mais elevadas entre os homens infectados pelo vírus HIV (mesmo com o tratamento antirretroviral), elas também são altas entre homossexuais que não foram infectados pelo HIV.

    Dados da Austrália mostraram que a vacinação contra o HPV entre meninas reduziu a prevalência de verrugas genitais em homens heterossexuais, mas não houve alteração na prevalência entre homossexuais. Em fevereiro deste ano, a Austrália ampliou o programa de vacinação contra HPV para meninos de 12 a 13 anos, podendo se estender para garotos de até 15 anos.

    Vacinação estratégica — Apesar de a vacina ser mais eficaz em pessoas que ainda não foram infectadas pelo HPV, evidências de estudos anteriores mostram que apenas uma minoria dos jovens homossexuais foram infectados. A estratégia de vacinar mesmo aqueles que já foram expostos a algumas cepas do vírus, no entanto, continha sendo efetiva, inclusive economicamente.

    De acordo com dados da Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido, menos de um a cada 20 homens com menos de 25 anos haviam sido infectados por algum tipo de HPV que pudesse levar ao câncer anal. “Diante das evidências que temos, e na falta da vacinação universal contra o HPV para meninos e homens, o argumento pela introdução da vacinação para homossexuais de até 26 anos é forte”, concluem os autores do estudo.

    Brasil — O Sistema Único de Saúde (SUS) vai fornecer a vacina quadrivalente contra o HPV a partir de 2014 para meninas de 10 e 11 anos de idade. A meta da pasta é vacinar 80% dessas jovens, o equivalente a 3,3 milhões de meninas. 

    Fonte: Veja

  • Anvisa anula concurso e candidatos terão de refazer prova

    Anvisa anula concurso e candidatos terão de refazer prova

    Nova avaliação ainda não tem data marcada

    O concurso público para provimento de cargos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aplicado no dia 2 deste mês, foi anulado. Durante a aplicação das provas, foram verificadas irregularidades em três estados. Os mais de 125 mil candidatos em todo o País terão de realizar uma nova avaliação, ainda sem data marcada. De acordo com a Anvisa, o novo concurso será elaborado pela mesma banca organizadora, a Cetro, que deverá ser multada pelo ocorrido.

    A Anvisa também informou que será solicitada a presença da Polícia Federal nos futuros locais de prova – ainda não se sabe se em todos os locais ou apenas nos em que houve irregularidade.

    No dia seguinte à prova (3), depois de constatar problemas ocorridos na aplicação do certame no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em Alagoas, a Agência solicitou esclarecimentos à banca organizadora do concurso.

    As irregularidades estão sendo investigadas pela Polícia Civil e, de acordo com a Anvisa, outras medidas cabíveis serão tomadas após as constatações das autoridades.

    Fonte: Agência Brasil

  • Neo Química moderniza embalagens

    Neo Química moderniza embalagens

    Marca padroniza caixas dos similares e genéricos

    A Neo Química apresenta sua nova identidade visual. Após intensas pesquisas com consumidores e pontos de venda, a embalagem dos medicamentos foi redesenhada. Tornou-se mais moderna e ganhou elementos que buscam ajudar tanto o profissional da saúde, quanto o consumidor.

    O trabalho resultou em caixas de layout arrojado, pensadas para deixar os medicamentos Neo Química mais visíveis e fáceis de ser encontrados. Além disso, as novas embalagens reforçam as principais informações sobre os produtos. Entre as principais mudanças, podemos destacar:

    – Novo cabeçalho e aumento do logotipo da Neo Química, para facilitar a identificação das embalagens;
    – Nova tabela posológica na lateral, que facilita o uso por parte do paciente; 
    – Identificação do medicamento na tampa, para uma organização mais prática e eficiente; 
    – Substância em destaque para melhor visualização na gôndola e no momento do uso; 
    – Aplicação de grafia em braile, para leitura dos deficientes visuais.

  • SENADO APROVA PROJETO DO ATO MÉDICO

    SENADO APROVA PROJETO DO ATO MÉDICO

    O Plenário do Senado aprovou o projeto do Ato Médico, que regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como a prescrição de medicamentos e o diagnóstico de doenças. O projeto, que tramitou quase onze anos no Congresso e foi tema de 27 audiências públicas, segue agora para sanção presidencial.

    Apresentado em 2002 pelo então senador Benício Sampaio, o projeto já saiu do Senado, em 2006, na forma de substitutivo da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora na CAS. Enviado à Câmara, foi modificado novamente e voltou ao Senado como novo substitutivo (SCD 268/2002), em outubro de 2009. Esse foi o texto que serviu de base ao aprovado nesta terça.

    O projeto, na forma aprovada em Plenário, estabelece que são atividades exclusivas do médico cirurgias; aplicação de anestesia geral; internações e altas; emissão de laudos de exames endoscópicos e de imagem; procedimentos diagnósticos invasivos; exames anatomopatológicos (para o diagnóstico de doenças ou para estabelecer a evolução dos tumores).

    Com as modificações aprovadas, não serão atividades exclusivas de médicos os exames citopatológicos e seus laudos; a coleta de material biológico para análises clínico-laboratoriais; e os procedimentos através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.

    Único a se posicionar contrariamente à matéria, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse não concordar com a ideia de se fixar uma lei para uma profissão tão dinâmica como a medicina. Em sua opinião, essa legislação corre o risco de ficar obsoleta em pouco tempo, já que a ciência médica está sempre em evolução.

    – Há no Brasil uma fúria regulamentadora de profissões. Sei que há uma briga pelo mercado de trabalho entre diferentes profissões que deveriam trabalhar conjuntamente, mas essa divisão, no meu entender, não comporta uma legislação – protestou.

    Já os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Lúcia Vânia defenderam a proposta ressaltando a sua importância para a saúde pública e para os profissionais da área. Valadares, relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), destacou que, das 14 profissões da área da saúde, apenas a profissão de médico ainda não era regulamentada.

    Lúcia Vânia, relatora do substitutivo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), observou que o Ato Médico não vai interferir em nenhuma das atribuições de outras profissões da saúde. Durante a tramitação da proposta, profissionais dessas áreas manifestaram preocupação com o texto do projeto e solicitaram clareza para limitar a prescrição do médico à área médica e, assim, liberar a autonomia profissional de outras especialidades, como fisioterapia, psicologia e enfermagem.

     

    O Que muda ?

    Pelo texto , devem ser atividades exclusivas dos médicos qualquer tipo de procedimento invasivo, seja para fazer diagnóstico, terapia ou com fim estético, assim como a intubação traquial. Também fica privativa aos médicos a indicação de internação e nos serviços de atenção à saúde.

    Já atividades como aplicação de injeções, coleta de sangue e curativos ficam autorizadas a outros profissionais de saúde, como enfermeiros, bem como atendimento em casos de pessoa sob risco de morte iminente.

    Pelo projeto, avaliações de caráter psicológico e nutricional, por exemplo, poderão ser realizadas pelos respectivos profissinais dessas áreas.

    O texto diz que serão “resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia”.

    A nova lei também reserva aos médicos a direção e chefia de serviços médicos, exceto em funções administrativas. Pelo projeto, o ensino de disciplinas especificamente médicas em cursos de graduação ou pós-graduação é privativo de médicos, assim como a coordenação dos cursos de medicina.

     

    Fonte: Agência Senado