Categoria: Notícias

  • Anvisa abre consulta pública sobre insumos farmacêuticos

    Anvisa abre consulta pública sobre insumos farmacêuticos

    Sugestões devem ser enviadas eletronicamente

    Até o dia 2 de setembro estará aberto o prazo para participar da Consulta Pública nº 22/13 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dispõe sobre modificações no registro de insumos farmacêuticos ativos sintéticos utilizados para produção de medicamentos. A proposta traz uma classificação dos tipos de alterações possíveis no registro de insumos e os procedimentos que devem ser adotados em cada caso.

    A empresa produtora de insumos deverá notificar a Anvisa sobre as alterações, de acordo com o impacto desta mudança para a segurança do produto. Para determinadas alterações, a notificação deverá ser feita anualmente pela empresa, enquanto outras deverão ser informadas imediatamente após a sua implementação ou mesmo antes de sua adoção.

    Entre as mudanças possíveis no processo de registro de um insumo estão questões relacionadas à alteração do processo, alterações do local de fabricação, mudança no tamanho do lote, entre outros.

    A Consulta Pública está disponível na íntegra no portal da Anvisa. As sugestões devem ser enviadas eletronicamente pelo formulário disponível na página de consultas da Anvisa. Acesse a Consulta Pública nº 22/13: http://migre.me/ftWWr

    Fonte: Anvisa / Foto: Shutterstock

  • Teste avalia droga contra doença genética similar ao autismo

    Teste avalia droga contra doença genética similar ao autismo

    O início dos testes de uma droga contra a síndrome de Rett, um transtorno que atinge meninas com uma mutação genética, está abrindo caminho para a busca de tratamentos para o autismo –síndrome psiquiátrica de alta prevalência contra a qual não há nenhum fármaco.

    A síndrome de Rett é uma doença rara, mas sua semelhança com o autismo típico instiga cientistas, que veem nela uma janela para investigar drogas mais gerais contra esse transtorno, caracterizado por problemas motores, de comunicação e de afeto.

    Três ensaios clínicos estão testando a ação do IGF1, um hormônio de crescimento, em meninas com Rett.

    Fonte: Folha de São Paulo

    O primeiro avaliou seis pacientes no Hospital Versilia, na Toscana (Itália), e concluiu que a droga é segura. Apesar de não ter conseguido quantificar efeito terapêutico do remédio com tão poucas pacientes, o trabalho relata que todas as meninas tiveram melhora das funções cognitivas.

    “Uma das pacientes, que não conseguia mover os braços, está agora comendo frutas sozinha usando suas mãos”, disse à Folha Daniela Tropea, médica que liderou o ensaio clínico. “Já é um grande avanço.”

    O grupo italiano ainda não conseguiu apoio para iniciar um estudo em escala maior para avaliar a eficácia da droga. Cientistas do Hospital de Crianças de Boston, porém, já têm um teste de fase dois –são necessários três para aprovar uma droga– em andamento, com objetivo de recrutar 40 meninas.
    semelhanças

    A síndrome de Rett, que era considerada um transtorno da classe do autismo, deixou de sê-lo no DSM-5, o novo manual de diagnósticos da Associação Americana de Psiquiatria, lançado neste ano.

    No entanto, Alysson Muotri, cientista brasileiro na Universidade da Califórnia em San Diego, defende a ideia de que as duas doenças têm semelhanças o suficiente para que um mesmo tipo de tratamento funcione em ambas.

    Não há nenhum teste programado da droga em crianças autistas ainda, mas Muotri já mostrou que o IGF1 é capaz de “curar” neurônios criados a partir de células de crianças autistas ou com Rett.

    O brasileiro tem dúvidas, porém, sobre se esse hormônio é pequeno o bastante para atingir todos os neurônios necessários. Seu laboratório agora busca moléculas com efeito mais potente.

    O biólogo ajudou os NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) a montarem um centro que usa um sistema de pesquisa robotizado para testar centenas de compostos em amostras de células reprogramadas de crianças autistas e com Rett.

    Jeffrey Neul, do Baylor College, de Houston, já começou a testar em pacientes adultas uma versão alterada do IGF1.

    Com ajuda de uma farmacêutica neozelandesa, ele extraiu um peptídeo –pedaço da molécula do hormônio– e o modificou para se tornar quimicamente estável.

    Em sua nova forma, a droga penetra o cérebro com mais eficácia e previne efeitos colaterais em pacientes com problemas metabólicos –dificuldade verificada no uso de IGF1 em experimentos com camundongos.

    “Doenças como a síndrome de Rett permitem vislumbrar um pouco o autismo idiopático [clássico]. Esperamos que muitos dos tratamentos testados para essas doenças possam vir a beneficiar um subconjunto de pessoas com autismo, ainda que não seja possível ajudar todas elas”, diz Neul.

  • Perspectiva de tratamento farmacológico para autismo é vista com ceticismo

    Perspectiva de tratamento farmacológico para autismo é vista com ceticismo

    Notícias sobre os estudos do cientista brasileiro Alysson Muotri –que “curou” células autistas com um hormônio –correram rápido entre as associações de pais de crianças autistas.
    No mês passado, algumas se juntaram para pagar uma viagem do biólogo, que mora nos EUA, a São Paulo, onde ministrou uma palestra.

    “Rezamos por ele. Não perdemos a esperança de que um dia surja a cura”, disse Berenice Piana, ativista que luta por direitos de crianças portadoras do transtorno.

    A perspectiva de que um dia surja um tratamento farmacológico para o autismo, porém, é recebida com ceticismo por alguns médicos.

    Fonte: Folha de São Paulo

    “Quando ele [Muotri] diz que considera Rett um modelo genético para o autismo, está completamente equivocado”, diz José Salomão Schwartzman, psiquiatra e integrante do grupo de trabalho do Ministério da Saúde sobre políticas para a doença.

    As diferenças de perfil genético entre os pacientes das duas doenças, diz, são sinal de que não deve existir um tratamento que sirva para ambas. Para Salomão, a associação cria esperança ilusória entre pais de autistas.

    “Quem segura as pontas depois sou eu, como clínico. Todos os dias me perguntam se a cura está próxima.”

    Clínicos que trabalham nos testes para síndrome de Rett têm uma visão mais otimista, apesar de cautelosa.

    “Não existirá uma droga capaz de mudar toda a história do autismo de uma hora para a outra”, diz a médica Daniela Tropea, que coordenou o estudo da Itália.”O avanço das pesquisas vai na direção de uma melhora progressiva. Mas não vai ocorrer um milagre.”

  • Estudo associa refrigerantes, biscoitos e salgadinhos ao câncer intestinal

    Estudo associa refrigerantes, biscoitos e salgadinhos ao câncer intestinal

    RIO- Refrigerantes, bolos, biscoitos, batatas fritas e sobremesas. Todos os itens desta lista de guloseimas foram identificados como fatores de risco para câncer de intestino, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

     

    O estudo é o primeiro de seu tipo a encontrar uma relação entre a doença e uma dieta rica em alimentos que contêm uma grande quantidade de açúcar e gordura. Os pesquisadores analisaram também outros fatores de risco entre os voluntários, como os níveis de atividade física e tabagismo.

     

    Os cientistas analisaram mais de 170 alimentos, inclusive frutas, legumes, peixe e carne, bem como salgadinhos de alto nível calórico – como chocolates, nozes e batatas fritas e bebidas de frutas.

    Durante a pesquisa, os cientistas concluíram que o câncer colorretal tem fatores de risco já conhecidos – tais como história familiar de câncer, baixo nível de atividade física e tabagismo, mas também identificaram outros menos estudados, incluindo a alta ingestão de lanches de alta energia e bebidas adoçadas com açúcar.

     

    O estudo – que usou dados do Estudo escocês de Câncer Colorretal – realizado em 2012, baseia-se em pesquisas anteriores sobre a ligação entre o câncer de intestino e a dieta. Esses estudos identificaram dois padrões distintos de comer – um, rico em frutas, verduras e outros alimentos saudáveis; ​​e o padrão ocidental, rico em carne, gordura e açúcar.

     

    O padrão ocidental gera mais risco de câncer que o padrão rico em vegetais.

     

    Evropi Theodoratou, da Escola de Ciências da Saúde Molecular, Genética e População, da Universidade de Edimburgo, disse:

    – O que descobrimos é muito interessante e que merece uma investigação mais aprofundada usando grandes estudos populacionais. Enquanto as relações entre a dieta rica em açúcar e câncer colorretal gordura e não implicam automaticamente em uma relação de causa e efeito , é importante levar em conta o que nós encontramos, especialmente porque as pessoas nos países industrializados estão consumindo mais esses alimentos.

    Fonte: Jornal O Globo

     

  • Anvisa anula concurso e candidatos terão de refazer prova

    Anvisa anula concurso e candidatos terão de refazer prova

    Nova avaliação ainda não tem data marcada

    O concurso público para provimento de cargos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aplicado no dia 2 deste mês, foi anulado. Durante a aplicação das provas, foram verificadas irregularidades em três estados. Os mais de 125 mil candidatos em todo o País terão de realizar uma nova avaliação, ainda sem data marcada. De acordo com a Anvisa, o novo concurso será elaborado pela mesma banca organizadora, a Cetro, que deverá ser multada pelo ocorrido.

    A Anvisa também informou que será solicitada a presença da Polícia Federal nos futuros locais de prova – ainda não se sabe se em todos os locais ou apenas nos em que houve irregularidade.

    No dia seguinte à prova (3), depois de constatar problemas ocorridos na aplicação do certame no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em Alagoas, a Agência solicitou esclarecimentos à banca organizadora do concurso.

    As irregularidades estão sendo investigadas pela Polícia Civil e, de acordo com a Anvisa, outras medidas cabíveis serão tomadas após as constatações das autoridades.

    Fonte: Agência Brasil

  • Neo Química moderniza embalagens

    Neo Química moderniza embalagens

    Marca padroniza caixas dos similares e genéricos

    A Neo Química apresenta sua nova identidade visual. Após intensas pesquisas com consumidores e pontos de venda, a embalagem dos medicamentos foi redesenhada. Tornou-se mais moderna e ganhou elementos que buscam ajudar tanto o profissional da saúde, quanto o consumidor.

    O trabalho resultou em caixas de layout arrojado, pensadas para deixar os medicamentos Neo Química mais visíveis e fáceis de ser encontrados. Além disso, as novas embalagens reforçam as principais informações sobre os produtos. Entre as principais mudanças, podemos destacar:

    – Novo cabeçalho e aumento do logotipo da Neo Química, para facilitar a identificação das embalagens;
    – Nova tabela posológica na lateral, que facilita o uso por parte do paciente; 
    – Identificação do medicamento na tampa, para uma organização mais prática e eficiente; 
    – Substância em destaque para melhor visualização na gôndola e no momento do uso; 
    – Aplicação de grafia em braile, para leitura dos deficientes visuais.

  • Encontro discute aspectos técnicos de medicamentos biológicos

    Um encontro sobre medicamentos biológicos vai discutir os diferentes aspectos referentes a esta categoria de produto. Entre os temas da oficina de trabalho, estão o panorama regulatório mundial e os estudos clínicos voltados para o desenvolvimento de biológicos. Os palestrantes também vão abordar questões técnicas como a comparabilidade in vitro de moléculas e o desenvolvimento global de biológicos.



    O workshop será na próxima terça-feira (25/6), na sede da Anvisa em Brasília. Serão oferecidas 25 vagas para interessados que não fazem parte do corpo funcional da Agência. As vagas serão disponibilizadas pela ordem de chegada das inscrições.



    Para participar, basta encaminhar o nome, instituição ou empresa que representa e o telefone de contato para o e-mail: 
    [email protected]. O evento é promovido pela empresa Sandoz com o apoio da Anvisa.



    Workshop sobre medicamentos biológicos



    Onde
    : Sede da Anvisa – Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) – Trecho 5, Área Especial 57, Brasília (DF) – Sala 8, 1º andar do Bloco E (bloco do Auditório).

    Quando: terça-feira (25/6) – 09h as 12h.



    Confira a programação: 



    ▪ Visão do panorama regulatório de Biosimilares: regulamentação no mundo (40 min)

       Thomas Kirchlechner

    ▪ 
    Desafios no desenvolvimento global de Biosimilares (45 min)

      Jan Marinus Visser

    ▪ Aspectos Críticos na comparabilidade in vitro de moléculas (25 min) 

      Antonio da Silva

    ▪ 
    Estudos Clínicos em Biosimililares (35 min)

      Sigrid Balser e Carlos Sattler

     Encerramento: Discussão, Perguntas e Respostas



    Imprensa/Anvisa

  • Johnson & Johnson é notificada após recall de anticoncepcional

    Ministério questiona se medicamentos circulou no Brasil

    A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, emitiu notificação dirigida à Johnson & Johnson nesta segunda-feira (17). O caso refere-se à pílula anticoncepcional Cilest, que passou por recall no exterior.

    Em nota, o ministério informa que a notificação foi emitida na última sexta-feira, “para que esclareça se os medicamentos sujeitos ao defeito foram comercializados no Brasil e, caso tenham sido, para que inicie imediatamente o procedimento de recall em território nacional”.

    Em 6 de junho de 2013, chegou ao conhecimento da Senacon que a Johnson & Johnson anunciou recall envolvendo a pílula anticoncepcional Cilest.

    “A porta voz da empresa informou que os testes realizados na pílula indicaram que um dos dois hormônios presentes no medicamento estava sendo liberado mais lentamente do que o pretendido e que o recall compreende 179 lotes do produto”, cita a nota do MJ. Diante desse cenário, a Senacon decidiu notificar a empresa.

  • Tribunal libera venda de medicamento do grupo EMS

    A comercialização do produto era questionada pela Pfizer

    Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a venda do medicamento para impotência Ah-Zul, fabricado pela EMS e a Legrand Pharma Indústria Farmacêutica – que também pertence ao grupo EMS. A comercialização do produto era discutida em ação proposta pela Pfizer.

    A Pfizer alegava que o Ah-Zul poderia confundir o consumidor, por fazer referência à cor e ao formato do Viagra. A empresa pedia ainda que as fabricantes do Ah-Zul deixassem de utilizar o nome Viagra em suas peças publicitárias.

    No processo, a Pfizer argumentou que a referência à cor do medicamento produzido por ela iria contra o artigo 195 da Lei nº 9.279, de 1996, que trata da propriedade industrial. A norma estabelece como crime de concorrência desleal “desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem”.

    O recurso chegou ao STJ em maio. A relatora, ministra Nancy Andrighi, entretanto, entendeu que seria preciso analisar mais provas para julgar o caso, medida vedada ao tribunal superior. Dessa forma, manteve o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que permitiu a venda do Ah-Zul.

    Para o TJ-SP, não está caracterizada a concorrência desleal. “A embalagem de ambos não é semelhante, enquanto a cor do comprimido em nada influenciará nessa decisão, pois não é possível visualizar qualquer dos medicamentos sem antes abrir a embalagem”, afirma o relator do caso, João Pazine Neto, da 3ª Câmara de Direito Privado.

    Fonte: Valor Econômico

  • Medicamento experimental para artrite se mostra eficaz

    Droga tem capacidade de bloquear enzimas

    As farmacêuticas Eli Lilly e Incyte afirmaram que um medicamento experimental desenvolvido para a artrite reumatoide foi eficaz na redução dos sintomas dolorosos associados à doença após 52 semanas de tratamento.

    Chamada de Baricitinib, a droga faz parte de uma nova família de medicamentos conhecidos como inibidores de JAK, com capacidade de bloquear enzimas que os pesquisadores acreditam fazerem parte do processo inflamatório.

    Se aprovada, a pílula irá competir contra medicamentos injetáveis para a artrite reumatoide, que atualmente dominam o mercado.

    Fonte: Yahoo News