“Hipertensão em alerta: farmacêutica Mariana Oliveira fala sobre novos parâmetros e cuidados essenciais”

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No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, comemorado em 26 de abril, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas chama atenção para os novos parâmetros de detecção da doença. De acordo com as novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia, a pressão arterial “12 por 8” antes considerada normal, hoje é pressão arterial elevada.

A farmacêutica Mariana Oliveira explica que a hipertensão arterial, conhecida popularmente por pressão alta, é caracterizada pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial, de acordo com os novos parâmetros, acima de 120/80 mmHg.

“Na prática, o que acontece é que o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, o que pode danificar os vasos sanguíneos e órgãos como coração, rins e cérebro ao longo do tempo”, pontuou a farmacêutica.

De acordo com Mariana, o novo parâmetro não significa que a pessoa seja hipertensa, mas que ela tem um risco maior de desenvolver hipertensão no futuro. Além disso, alguns fatores podem contribuir com o desenvolvimento da hipertensão, como histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, alimentação rica em sal e gordura, consumo excessivo de álcool, tabagismo e outros.

A orientação da farmacêutica é que haja uma mudança no estilo de vida, com a adoção de hábitos saudáveis como a prática regular de atividade física, alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, grãos integrais e pobre em alimentos ultraprocessados, controle do peso corporal, moderação no consumo de álcool e abandono do cigarro.

“A hipertensão é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. O combate efetivo passa pela educação da população, acesso à atenção básica de saúde e promoção de hábitos saudáveis desde cedo. Cuidar da pressão é cuidar da vida”, afirmou.

Uso de medicamentos

A farmacêutica reforça que quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, os médicos podem prescrever medicamentos anti-hipertensivos, que pode ser diuréticos, betabloqueadores, inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs) e bloqueadores dos canais de cálcio.

“A adesão ao tratamento é fundamental: abandoná-lo pode fazer a pressão subir silenciosamente, aumentando o risco de complicações. Além disso, é importante que a pressão arterial seja monitorada com regularidade, que pode ser feito em casa com aparelhos digitais, unidades de saúde ou na farmácia mais próxima da sua casa”, disse.

Segundo Mariana, o diagnóstico precoce ajuda a evitar problemas mais graves, como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Insuficiência renal e complicações oftalmológicas.

Fonte: Ascom CRF/AL

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