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  • Instituto Racine amplia prazo de inscrição para participar de sorteio de bolsa de estudos

    Instituto Racine amplia prazo de inscrição para participar de sorteio de bolsa de estudos

    Atenção farmacêuticos! O Instituto Racine prorrogou o prazo de inscrição para sorteio de bolsas com descontos de 50% para os farmacêuticos que estiverem interessados em se atualizar profissionalmente.

    No total serão 12 de bolsas de estudo sendo 4 (quatro) para Cursos de Pós-Graduação e 4 (quatro) para Cursos Intensivos e 4 (quatro) para Curso de Educação Continuada. Só pode participar do sorteio aqueles que estão devidamente inscritos no Conselho Regional de Farmácia de Alagoas e que não estejam fazendo qualquer curso na instituição.

    Para participar do sorteio basta acessar o link e preencher o formulário até o dia 23 de outubro.

  • Representantes do CRF/AL participam de discussão de EAD para cursos de saúde

    Representantes do CRF/AL participam de discussão de EAD para cursos de saúde

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL), Alexandre Correia, esteve em Brasília juntamente com os representantes da comissão de ensino do CRF-AL Mônica Meira, Flávia Dabbur e Rui Reys participando da discussão sobre o Ensino a Distância para os cursos de farmácia.

    Ele que é membro da Comissão Parlamentar do Conselho Federal de Farmácia destacou que o debate desta sexta-feira, 24, é para alertar toda sociedade sob o risco de se ter o ensino a distância para farmácia. “Somos um curso em que a prática está muito presente e o ensino a distância não se adequada a nossa formação profissional”, afirmou.

    Alexandre pontuou que o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge da Silva João, foi quem abriu os trabalhos e convocou todas as profissões de saúde para se unirem e trabalharem contra o ensino a distância. De acordo com o presidente do CFF, a sociedade hoje já sofre com a má prestação de serviço e se, o ensino a distância for aprovado essa realidade será pior.

    A presidente da Comissão de Ensino do CRF/AL, Mônica Meira, revelou que foi importante porque existe um decreto para ser assinado pelo presidente da república, Michel Temer, que autoriza o ensino a distância em 100% para os cursos de saúde. “Isso é impossível porque os cursos da área de saúde precisam do contato com os pacientes, precisam de prática. Como é que um farmacêutico pode desenvolver a sua profissão sem ter prática?” questionou.

    Segundo Mônica, a ideia é mobilizar os estudantes, os representantes de classe, centros acadêmicos e os sindicatos da categoria para que esse decreto não seja assinado pelo presidente. “Vamos confeccionar um documento para levar ao Ministério da Educação, ao Inep e fazer um movimento junto a bancada federal de Alagoas para que eles se sensibilizem com a causa”, destacou.

    Para Flávia Dabbur,  a participação de todos os representantes dos Conselhos Federais da área de saúde reforça que o objetivo é único e é por meio dessa união que o movimento se fortalece. “Tem que ser cumprido o que já é determinado que são apenas 20% das disciplinas sendo ofertadas a distância. Acredito que a população também se sensibilize e compreenda que não podemos colocar maus profissionais no mercado”, analisou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Profissões da saúde se reúnem para definir estratégias em relação ao EAD na graduação

    Profissões da saúde se reúnem para definir estratégias em relação ao EAD na graduação

    Em um cenário em que a qualidade do ensino presencial na graduação em saúde já é uma grande preocupação, o ensino a distância nesta etapa da formação dos profissionais da área está sendo debatido em Brasília. E o debate ocorre em um auditório lotado por cerca de 180 pessoas, apesar de esta ser uma sexta-feira de carnaval, durante encontro promovido pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em parceria com o Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS). O debate se estenderá durante todo o dia.

    Estão presentes representantes de conselhos profissionais de todas 14 áreas da saúde, que debaterão estratégias pela preservação da qualidade da formação diante da franca expansão dessa modalidade de ensino na graduação, amplamente estimulada pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com o Sistema e-MEC de Instituições e Cursos de Educação Superior, já estão autorizadas 274,1 mil vagas de ensino a distância em 11 das 14 profissões da saúde. Somente não foram ainda autorizadas vagas para Medicina, Psicologia e Odontologia.

    O curso campeão em EAD é o de Serviço Social, com mais de 80 mil vagas. Logo atrás, vêm a Educação Física, com mais de 68 mil vagas, e a Enfermagem, com 59 mil vagas. No caso da Farmácia, que coordena o encontro, 6 instituições de São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraná, oferecem 9.320 vagas. “É preciso deixar claro que as profissões da saúde não são contra a incorporação das novas tecnologias pela graduação, mas a favor da qualidade do ensino que deve ser uma prioridade para os profissionais, para a sociedade e sobretudo para o MEC. Os cursos dessa área têm peculiaridade e possuem competências que exigem a formação presencial, sob pena de prejuízos à saúde da população”, disse o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João.

    Para seu funcionamento, os cursos EAD são obrigados a obedecer uma série de pré-requisitos (ver lista abaixo). Essas exigências, que já têm sido descumpridas e que não são suficientes para assegurar a qualidade do ensino, correm o risco de serem abolidas por decisão do MEC. A possibilidade foi anunciada pelo órgão, por meio de sua Coordenação-Geral de Regulação da Educação Superior a Distância – COREAD – DIREG, como proposta de alteração do Decreto nº 5.622/2005 (Regulamenta o art. 80 da LDB, que trata da Educação a Distância), atual marco legal vigente para a regulação do EAD.

    O coordenador adjunto do FCFAS, representante do Conselho Federal de Biomedicina, Edgar Garcez, também encara a questão com preocupação. “A formação em saúde está centrada no cuidado com o ser humano. Não vemos como algo possível desenvolver este lado humanístico sem o contato com o paciente. Não há tecnologia que possa possibilitar o refino manual nas habilidades e competências necessárias no cuidado ao paciente”, justifica Edgar Garcez. “No caso da Farmácia, essa preocupação toma dimensão ainda maior na medida em que a profissão farmacêutica, impulsionada por mudanças verificadas nos últimos cinco anos, envereda cada vez mais em direção à prática clínica”, reforça o presidente do CFF.

    O encontro foi aberto com a fala do presidente do CFF, do coordenador do FFCAS e do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos. Em seguida a coordenadora da Comissão Assessora de Educação Farmacêutica (Caef), do CFF, Zilamar Costa traçou um panorama do ensino EAD no país, apresentando as suas considerações a partir da realidade constatada no estudo, que inclui açougues e padarias funcionando onde deveriam estar localizados os polos presenciais das instituições que ofertam cursos EAD de Enfermagem. “A avaliação que se faz é que o ensino à distância na graduação tal como tem ocorrido, ainda não está adequado ao ensino da área da saúde com suas concepções de formação”, comenta.

    Fonte: Ascom CFF

  • Câmara Técnica se reúne em Arapiraca e passa informes para farmacêuticos

    Câmara Técnica se reúne em Arapiraca e passa informes para farmacêuticos

    A Câmara Técnica do Conselho Regional de Farmácia, seccional Arapiraca, se reuniu na noite desta segunda-feira, 20, para discutir temas direcionados a qualificação profissional e atualização das orientações aplicadas para regulamentação do mercado farmacêutico em Alagoas.

    O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, pontuou que esses encontros são importantes, sobretudo, porque existem muitos profissionais que não estão atuando nos grandes centros. “Existem muitos colegas que atuam no interior e passar esses informes do que estamos conseguindo de avanços na profissão é muito importante para estreitar ainda mais o diálogo com quem não está nos grandes centros”, afirmou.

    Rommel Tinô, que é membro da Câmara Técnica, revelou que a reunião foi proveitosa, sobretudo quanto à qualificação profissional, já que alguns temas para realização de cursos foram decidicos na reunião. “Nós percebemos o envolvimento de todos os membros da Câmara, e já conseguimos alguns temas para educação continuada no interior”, comemorou.

    Ainda na reunião, foi apresentado um modelo de uma cartilha que trata da fiscalização: explicando o que é e como ela funciona para que seja distribuída aos farmacêuticos. “É importante que eles tenham conhecimento de como a fiscalização funciona”, informou.

    O vice-presidente do Conselho expos aos membros da Câmara Técnica o ofício em que o Conselho Federal de Farmácia recomenda que os Conselhos Regionais não realizem festas e eventos, mas sim solenidades desde que tenham valores moderados e sejam previamente licitados e que não estão condizente ao fim da instituição, como por exemplo, coquetel, buffet e coffe-break. “Isso foi uma determinação do Tribunal de Contas, e para nós é de fundamental importância ter esse conhecimento para que futuramente a gente não responda judicialmente”, revelou.

    Participaram da reunião: Fernando Minervo, Adriano Mateus, Rommel Tinô, Fernando Manoel e Robert Nicácio.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Instituto Racine sorteia 12 bolsas de estudos

    Instituto Racine sorteia 12 bolsas de estudos

    O Instituto Racine realizará um sorteio de bolsas de estudo de 50% de desconto  para os farmacêuticos que estiverem interessados em se atualizar profissionalmente. Para participar do sorteio basta acessar o link e preencher o formulário até o dia 17 de fevereiro.

    No total serão 12 de bolsas de estudo sendo 4 (quatro) para Cursos de Pós-Graduação e 4 (quatro) para Cursos Intensivos e 4 (quatro) para Curso de Educação Continuada. Só pode participar do sorteio aqueles que estão devidamente inscritos no Conselho Regional de Farmácia de Alagoas e que não estejam fazendo qualquer curso na instituição.

    Clique aqui e confira a lista dos cursos disponíveis.

  • Comissão de Ensino do CRF/AL se reúne e define estratégias de atuação para 2017

    Comissão de Ensino do CRF/AL se reúne e define estratégias de atuação para 2017

    A Comissão de Ensino do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas teve sua primeira reunião do ano de 2017, nesta quinta-feira, 16. Nessa retomada das atividades, os membros da comissão discutiram assuntos relevantes voltados para qualificação profissional, que vão desde cursos de capacitação até o acompanhamento dos cursos de graduação em farmácia.

    Mônica Meira, presidente da Comissão, destacou que 2017 será o ano de aproximação com as faculdades e estudantes de farmácia. “Nossa ideia é trazer os estudantes para dentro do Conselho para que eles possam auxiliar na comissão de ensino e no Comitê jovem que está em formação”, pontuou.

    Segundo a presidente, será realizada uma pesquisa junto às faculdades que ofertam o curso de farmácia para que se possa fazer um diagnóstico do ensino. “A pesquisa vai ser aplicada tanto para estudantes como para os coordenadores de curso. O que nós queremos é que os profissionais cheguem ao mercado com uma formação impecável”, destacou.

    O professor Rui Reys, que é membro da Comissão, informou que esse ano a comissão conta com novos membros, que são os professores da faculdade Pitágoras. “Hoje a nossa comissão conta com professores das quatros instituições de ensino que ofertam o curso de farmácia, e com isso, a gente consegue trazer um futuro promissor para os cursos em Alagoas”, argumentou.

    Ele revelou que também foi definido os tramites do processo da comissão. “Existem todas essas questões burocráticas e na reunião de ontem, nós organizamos como esses processos irão andar para que a gente possa dar a resposta o mais rápido possível”, falou.

    Ensino a distância

    A comissão discutiu o ensino a distância e o posicionamento é contrário a esse tipo de modalidade para o curso de farmácia. “O curso é prático, por isso, defendemos um curso presencial”, afirmou Mônica.

    O professor Rui Reys já adiantou que vai participar, em Brasília, encontro de representantes das entidades dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) que integram o fórum para debater sobre a problemática do ensino a distância nos cursos de graduação.

    Cursos de Qualificação

    Mônica Meira revelou que a comissão está organizando o II Congresso Alagoano de Farmácia que deve acontecer ainda este ano.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Farmacêutico palmeirense realiza 60 atendimentos farmacêuticos mensalmente

    Farmacêutico palmeirense realiza 60 atendimentos farmacêuticos mensalmente

    Proprietários de uma clínica de diagnóstico, medicina do trabalho e especialidades médicas, os farmacêuticos Phellipe André Porfírio Brandão e Carlos Alexandre Porfírio Brandão desenvolvem um trabalho de assistência farmacêutica e de saúde nos municípios de Igaci e Palmeira dos Índios desde 2014.

    Phellipe que é especialista em hematologia clínica e farmacologia clínica com ênfase em prescrição farmacêutica revelou que no seu estabelecimento de saúde são prestados cerca de mil atendimentos/ mês e desse total, 60 pacientes somente para consulta farmacêutica. Isso porque a clínica tem convênio com municípios de Pilar, Palmeira dos Índios, São José da Tapera e Anadia com serviços médicos e atendimento farmacêutico.

    “Eu percebi que os pacientes que passam pelos médicos me procuravam para tirar dúvida sobre como tomar a medicação, para verificar a receita que eles não entendiam, para verificar a posologia, para pedir encaminhamento para outros médicos. As dúvidas eram as mais diversas, então percebi a necessidade de implantar a consulta farmacêutica”, comentou.

    O farmacêutico pontua que o trabalho de assistência à saúde é realizado por uma equipe médica que atende no seu estabelecimento e por conta dessa parceria, ele foi ganhando respeito por parte dos profissionais médicos. “Eles viram que o profissional farmacêutico pode ajudar o paciente no tratamento com todo cuidado farmacêutico que é necessário. Eu ajudo o paciente para que ele entenda a medicação, como tomá-la, dando dicas para que não se esqueça de tomar o remédio e faço todo o acompanhamento dos medicamentos que ele utiliza”, falou.

    Phellipe ressalta que esse acompanhamento é feito por meio de um sistema e dos prontuários onde ficam registradas todas as informações do paciente. Ele deixa claro que a consulta farmacêutica se dá depois do atendimento médico. “Entre uma consulta médica e outra, ele pode vir para a consulta farmacêutica quantas vezes achar necessário e isso fica registrado no prontuário”, informou.

    Fonte: Luciana Martins- Ascom CRF/AL

  • Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece:

    O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.

    O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.

    Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.

    Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.

    Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.

    Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:

    1 – Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

    2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;

    3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor. A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

    4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades;

    5 – Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;

    5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.

    5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;

    6 – Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro – são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.

    7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.

    8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

    9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;

    10 – Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória; e

    11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.

    12 – A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.

    Fonte: Assessoria de Comunicação da Anvisa

  • Emagrecedor clandestino tem comércio proibido

    Emagrecedor clandestino tem comércio proibido

    A Anvisa proibiu a venda e o uso dos produtos Phytoemagry, Natu Diet e Natural Dieta nesta quinta-feira (02/02). Os fitoterápicos clandestinos eram divulgados e comercializados sem registro.
     

    A empresa fabricante Natura Leve, que comercializava tais produtos de forma online, não possuía a devida Autorização de Funcionamento pela Agência. 
     

    Determinou-se, então, a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso dos produtos destacados. 
     

    A resolução RE 252/02 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

     

    Fonte: Anvisa

     

  • CFF realiza encontro para debater ensino a distância para cursos de farmácia

    CFF realiza encontro para debater ensino a distância para cursos de farmácia

    No dia 24 de fevereiro, em Brasília, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizará, em parceria com o Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), um encontro de representantes das entidades que integram o fórum para debater sobre a problemática do ensino a distância nos cursos de graduação. Haverá uma palestra de abertura sobre o panorama dos cursos de Educação a Distância no Brasil e atividades práticas que contribuirão para a definição de estratégias que combatam o ensino a distância para o curso de Farmácia. 

    As inscrições e informações podem ser feitas pelo email: [email protected]