Comunicamos que no período de 17/04/2014 à 21/04/2014 estaremos em recesso, retornando ás atividades normais em 22/04/2014. Desde já agradecemos a compreensão.
Blog
-

Entenda como a tecnologia ajuda no tratamento e diagnóstico de doenças
Bem Estar desta terça-feira (15) mostrou novidades e avanços na medicina.Especialistas explicam novas maneiras de tratar a depressão, por exemplo.O Bem Estar desta terça-feira (15) recebeu o ginecologista José Bento e o oncologista Paulo Hoff para explicar as novidades e avanços na medicina. Segundo os médicos, a tecnologia é um dos principais fatores que contribuem para a melhora do tratamento e do diagnóstico de doenças, como o câncer.Em São Paulo, por exemplo, o Hospital do Câncer vem testando uma nova tecnologia para operar pacientes com tumores na próstata. O cirurgião manipula um robô, que treme menos as mãos, e faz cortes menores em uma cirurgia muito menos invasiva e sem dor. Além disso, a recuperação do paciente é muito mais rápida.Outro problema que também teve uma melhora com o avanço da tecnologia foi a incontinência urinária, como mostrou o ginecologista José Bento. No caso das mulheres, por exemplo, há um novo tratamento oferecido em clínicas particulares, em que o médico insere um laser dentro da vagina para aumentar a quantidade de colágeno e fortalecer sua musculatura. Dessa maneira, a perda de xixi pode ser muito menor, segundo o médico.Há ainda uma novidade no tratamento da hérnia de disco, como a radiofrequência pulsada, em que o médico usa agulhas para estimular os nervos e impedir que as células nervosas enviem a informação de dor para o cérebro. Fora isso, até mesmo a depressão teve uma grande melhora em seu tratamento, como mostrou a reportagem com o psiquiatra Daniel Barros – a estimulação transcraniana estimula a parte do cérebro responsável pelos sentimentos bons, impedindo a ação da outra parte, responsável por sentimentos ruins.Fonte: G1 Saúde -

Cientistas brasileiros identificam genes suscetíveis à artrite
Pesquisa com ratos foi feita por cientistas do Instituto Butantan.Genes podem ajudar a prevenir doença inflamatória.Um grupo de pesquisadores brasileiros identificou em experimentos com ratos de laboratório um conjunto de genes que fazem com que seu portador seja suscetível ao desenvolvimento de artrite reumatoide. A descoberta, caso se confirme também em humanos, permite pensar no desenvolvimento de provas genéticas para prever a doença e de novos tratamentos, segundo a Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), entidade que financiou o projeto.Os genes vinculados à artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica e auto-imune que afeta principalmente as articulações, foram identificados por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo.“A identificação de genes suscetíveis oferece várias opções de ação. Podemos tentar regular seu funcionamento com remédios ou por meio de técnicas de genética molecular para tentar reduzir a severidade da artrites”, explicou Marcelo De Franco, pesquisador do Instituto Butantan e coordenador do projeto.“Os genes também podem servir como marcadores genéticos para prever a doença e orientar o tratamento”, acrescentou o pesquisador em declarações citadas em comunicado da Fapesp.Os resultados da pesquisa foram destacados na última edição da revista científica internacional 'PLoS One'.Segundo os pesquisadores, nos ratos que possuem os genes identificados, ou seja geneticamente predispostos a desenvolver artrite, o próprio sistema imunológico ataca as membranas sinoviais, que protegem as articulações.“Ninguém sabe exatamente como se desenvolve o processo da artrite, mas sabemos que há pessoas mais suscetíveis. O que tentamos descobrir com o modelo experimental em ratos foram os fatores genéticos que conferem essa predisposição”, segundo De Franco.O pesquisador explicou que, apesar de humanos e ratos têm números de cromossomos diferentes, a ciência já conhece as regiões cromossômicas de cada espécie em que é possível fazer um paralelo.“O próximo passo é investigar melhor a interação entre esses genes; descobrir exatamente como eles regulam a resposta inflamatória e começar a validar os descobrimentos em modelos humanos”, acrescentou.Fonte: G1 Saúde -

Menina morre após inalar remédio errado em crise de asma no RS
Adolescente precisava de broncodilatador, mas usou colírio para glaucoma.Medicamento foi comprado por irmã de 10 anos, enquanto mãe trabalhava.Uma adolescente de 14 anos morreu na segunda-feira (14) após ter inalado um remédio errado durante uma crise de asma. O corpo de Andriza Oliveira da Silva foi enterrado na terça-feira (15) em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela morava.A garota precisava inalar um broncodilatador, mas acabou usando, na nebulização, um colírio para glaucoma, que faz o efeito contrário. “O medicamento provoca obstrução dos brônquios, diminui a eficiência do trabalho cardíaco e pode dar complicações cardiovasculares”, explica a farmacologista Leila Moreira.O colírio foi comprado por uma irmã de Andriza, de 10 anos, enquanto a mãe estava no trabalho. “A receita foi levada com um bilhete com o nome do remédio, que não tinha nada a ver com o que retornou à residência da menina”, diz o primo de Andriza, Rodrigo Barbosa da Silva.A família registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. A polícia também pediu ao Instituto Geral de Perícias laudos complementares sobre o que provocou a morte da adolescente. A certidão de óbito diz que ela foi vítima de um “edema pulmonar agudo”, ou seja, excesso de líquido nos pulmões provocado por insuficiência cardíaca. Entretanto, o documento não esclarece se o uso da medicação errada pode ter influenciado para que isso ocorresse. O texto apenas informa que esses exames devem ficar prontos em 3 meses.“Por enquanto, é isso que vamos averiguar: como o medicamento foi entregue a uma criança de 10 anos. O proprietário confirmou que há uma farmacêutica no local, mas que no momento da venda ela não se encontrava no balcão de atendimento”, afirma a delegada Sabrina Teixeira, responsável pelo caso.A delegada vai ouvir a vendedora e a farmacêutica. Além disso, já ouviu informalmente o dono da farmácia. O proprietário não foi localizado pela RBS TV para comentar o ocorrido. Já a rede da qual a farmácia é associada disse que está ciente do fato, mas ainda não divulgou uma posição oficial.Fonte: G1 Saúde -

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
A diretoria do CRF-AL, convida a todos os colegas farmacêuticos para participarem de mais um curso promovido pelo CFF com a finalidade de qualificar e fortalecer a profissão farmacêutica em Alagoas.PROGRAMAÇÃO:*Gestão estratégica de farmácias e drogarias.Palestrante:Dr. Cadri Saleh Ahamad Awad e Carmen Irís TolentinoDia 04/04: 14:00 – 18:00 e 19:00 – 22:00hsDia 05/04: 08:00 – 12:00 e 14:00 – 18:00hsLocal: Auditório do CRF-AL – MACEIÓInscrições no CRF-AL Maceió e ArapiracaFone: 3338-5018/3338-5474Valor: 1Kg de alimento não perecível. -

Estudo de 13 anos com 8.423 pessoas mostra que ibuprofeno e diclofenaco aumentam riscos de ter AVC
Medicamentos analgésicos usados por milhões de pessoas diariamente têm sido associados a um maior risco de arritmia cardíaca, o que poderia provocar um acidente vascular cerebral.A chance extra de desenvolver a fibrilação atrial é de 84%, afirmam pesquisadores holandeses.A arritmia é uma das principais causas de AVC, pois as câmaras superiores do coração ficam fora de um ritmo regular e batem muito mais rápido do que o normal, o que faz com que o sangue se acumule e forme um coágulo.No Brasil milhões de pessoas com artrite tomam analgésicos, incluindo antiinflamatórios, como o diclofenaco e o ibuprofeno. No estudo, a saúde cardíaca de 8.423 pessoas, com idade de 55 anos ou mais, foi monitorada desde 1990, em Roterdã, Holanda.Os casos de fibrilação atrial foram diagnosticados usando gravações rítmicas do coração, enquanto os detalhes dos medicamentos prescritos foram recolhidos em farmácias. Durante o período de acompanhamento médio de pouco menos de 13 anos, 857 participantes desenvolveram fibrilação atrial. Destes, 261 nunca tinham usado antiinflamatórios quando foram diagnosticados, enquanto 554 já haviam usado, e 42 estavam ingerindo estes medicamentos no momento da pesquisa.O uso atual foi associado a 76% de maior risco de fibrilação atrial do que para aqueles que nunca haviam tomado analgésicos. Idade, sexo e problemas cardíacos subjacentes foram levados em conta.Percebe-se que os antiinflamatórios podem contribuir para problemas de ritmo cardíaco pelo aumento da pressão arterial como um resultado da retenção de líquidos. Bruno Stricker, do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, disse que a pesquisa anterior tinha mostrado uma ligação entre fibrilação atrial e esses analgésicos. “Nossos resultados também sugerem que o aumento do risco ocorre logo após o início do tratamento e podem desaparecer ao longo do tempo”, acrescentou. “Apesar dos antiinflamatórios não serem muito eficazes para o tratamento da dor, é importante que ambos os riscos e benefícios sejam considerados cuidadosamente antes de serem prescritos”.Só no Reino Unido, no ano de 2010, mais de 17 milhões de prescrições foram emitidas para analgésicos.O ibuprofeno pode ser comprado com farmacêuticos e em supermercados, além de comprimidos contendo diclofenaco em doses muito mais baixas do que na prescrição. Cerca de dez anos atrás, a droga anti-artrite Vioxx foi tirada do mercado por conta do aumento do risco de ataques cardíacos e derrames.A pesquisa, publicada na revista médica The Lancet, descobriu que o naproxeno foi o analgésico mais seguro. Os pesquisadores analisaram também que as doses de analgésicos prescritos pelos médicos equivalem ao dobro da quantidade diária recomendada para dores de cabeça e outros males menores.Fonte: R7 Saúde -

Normal ou cesárea? Conheça riscos, mitos e benefícios de cada tipo de parto
Profissionais de saúde ouvidos pela BBC Brasil esclarecem as indicações para cesárea e dizem como gestantes podem se informar e se proteger.Cientistas de 25 países resolveram estudar o impacto da realização de cesarianas em grávidas de gêmeos. O esforço internacional foi motivado pelo aumento do número de cirurgias agendadas nestes casos em todo o mundo devido à crença de que há um risco maior para a mãe e os bebês quando o nascimento ocorre por parto normal. Só nos Estados Unidos, o índice saltou 50% entre 1995 e 2008, para 75% dos partos de gêmeos.O estudo analisou 2,8 mil partos ao longo de oito anos e seu resultado – publicado no fim do ano passado – vai contra o imaginário coletivo. 'A cesárea planejada não reduz o risco de morte em gravidez de gêmeos', diz o obstetra Renato Sá, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj), que participou da pesquisa. 'Provou-se que era mito.'Não se trata do único falso motivo apontado como indicação de cesárea em consultórios Brasil afora. Obstetras ouvidos pela BBC Brasil relatam casos em que mulheres fizeram cesáreas desnecessárias porque 'o bebê é grande ou pequeno demais', 'a mãe tem bacia estreita' ou 'o bebê virou de posição durante o parto'.Uma dos mitos mais frequentes na indicação de cesariana é o bebê estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço. 'O cordão é como um fio de telefone: para enforcar a criança, seria necessário muito esforço', diz Sá. 'De qualquer forma, quando ela desce pelo canal vaginal, o cordão vai se desenrolando.'Na verdade, são poucas as situações que podem ser solucionadas apenas pela cesariana, segundo os médicos consultados para esta reportagem. Uma delas é quando a placenta se desloca e bloqueia a saída do bebê, fenômeno conhecido como placenta prévia total. A força feita pela criança ao tentar nascer pode causar uma hemorragia grave e o óbito da mãe e do filho.Outro caso é a hipertensão desenvolvida pela mulher durante gestação, a eclampsia. 'Se a mãe é diabética grave, também é preciso fazer cesárea', afirma Etevino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Quando a gestante tem um problema de coração grave, a cirurgia deve ser feita.Ainda estão nessa categoria grávidas portadoras do vírus HIV que tenham uma carga viral alta e imunidade baixa ou com uma lesão de herpes genital ativa no fim da gestação (a cesárea evita o contágio do bebê) e o descolamento prematuro da placenta, que gera risco de sangramento excessivo.Na maioria dos casos, a situação específica deve ser avaliada. 'Uma cesárea também traz riscos, apesar de serem menores do que no passado', diz o obstetra Pedro Octávio Britto Pereira, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). 'É preciso saber qual é a forma de parto mais segura e optar por ela.'RiscosNão se pode negar que a cesariana é um recurso valioso para salvar vidas e deve ser usada num quadro crítico. Pode ser o caso, por exemplo, de quando o cordão umbilical sai antes do bebê, durante o parto, fenômeno conhecido como prolapso. Isso corta o fluxo de sangue para a criança. A situação deve ser resolvida em minutos, caso contrário o bebê morre.No entanto, a cesárea é em geral mais arriscada e pode trazer prejuízos para a mãe e o bebê. O estudo 'Morte materna no século 21', publicado em 2008 no periódico American Journal of Obstetrics and Ginecology, analisou 1,46 milhão de partos e encontrou um risco de óbito dez vezes maior para a gestante em cesarianas. Enquanto a taxa de morte em partos normais foi de 0,2 para 100 mil, no caso das cesáreas chegou a 2,2 por 100 mil.Deve-se levar em conta que, em parte dessas cesáreas, a situação já era emergencial e mais arriscada. Mas o aumento do agendamento deste tipo de parto torna o índice preocupante. A cesárea é uma cirurgia e pode gerar hemorragia, infecções e danos a órgãos internos da gestante, sem que fosse necessário assumir o risco de ter estas complicações.O maior número de cesáreas agendadas também coincide com o aumento de bebês prematuros, já que a idade gestacional não pode ser calculada com exatidão. Isso faz com que nascimentos ocorram muito antes do recomendado, algo associado a problemas respiratórios no bebê.O parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe. Durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. 'O parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade', afirma Sá, do Segorj.Uma situação em que a cesárea costuma ser pré-agendada no Brasil é quando o bebê está 'sentado' na barriga da mãe. Isso gera o risco da sua cabeça ficar presa na pélvis da mãe. Mas a cesárea não é a única saída. O médico pode tentar, durante a gestação, colocar manualmente o bebê de ponta cabeça, posição mais indicada para o nascimento, por meio de uma manobra conhecida como versão externa.Ter feito duas cesáreas anteriormente também não é indicação absoluta de necessidade de nova cesárea. Como o útero tem cicatrizes de operações anteriores, elas podem se romper durante o parto normal. 'Mas a literatura médica indica que a mulher tem o direito de tentar porque o risco absoluto é baixo, de menos de 1%', afirma o obstetra Jorge Kuhn. 'Se os pais acharem que ainda assim é um risco alto, é melhor nem tentar.'InformaçãoOs obstetras ouvidos pela BBC Brasil são unânimes numa questão: a melhor forma da mãe tomar uma decisão é informar-se. É possível consultar os sites da Febrasgo e da Associação Médica Brasileira, órgãos que publicam diretrizes sobre partos normais e cesarianas. Os colégios de ginecologia e obstetrícia dos Estados Unidos, da Austrália, do Canadá e do Reino Unido servem de referência para profissionais de todo o mundo.'Se a mulher não vai atrás de informação, ela dá ouvidos aos relatos de amigas e parentes. Muitas dessas mulheres fizeram cesáreas por razões que consideram justificáveis, mas que não são', afirma Kuhn. 'A mãe também pensa que o médico estudou muito para se formar e que não tem autoridade para questioná-lo. Mas é importante que ela saiba as indicações reais e seus direitos para ser a protagonista de seu parto, em vez de delegar isso ao obstetra.'Caso a mulher opte pelo parto normal, é indicado que ela descreva num documento o plano de parto, como gostaria de ser tratada antes, durante e depois, deixando suas preferências claras para a equipe médica. São importantes dados como quem será o acompanhante, as intervenções médicas bem-vindas ou não e se quer dar de mamar logo depois do bebê nascer.Assim, a mulher pode debater com o médico para que tudo fique esclarecido. O plano de parto não tem validade legal, como um contrato, mas aumenta as chances da mãe ter seu filho da forma como deseja. 'Não quer dizer que isso será obedecido, mas garante um questionamento jurídico se houver necessidade', explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.Se a mãe não tiver sua vontade respeitada ou sofrer algum tipo de violência no parto, ela deve exigir uma cópia de seu prontuário no hospital e denunciar o caso. É aconselhado escrever uma carta com os detalhes do ocorrido. 'Envie para a ouvidoria do hospital com cópia para a diretoria clínica, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Secretaria Estadual de Saúde', diz Duarte.A obstetriz acrescenta que, se o parto ocorreu em uma maternidade particular, a diretoria do plano de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também devem ser comunicadas. 'Se for um caso grave, procure a ajuda de um advogado', afirma Duarte.Fonte: Bem Estar -

Governo de AL estabelece política de prevenção da mortalidade materna
Será criado um Cadastro Alagoano de Controle da Mortalidade.Lei foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (11).Com o objetivo de realizar um diagnóstico permanente da situação da mortalidade materna no estado, e adotar medidas específicas com para reduzi-la, o governo de Alagoas estabeleceu, através de uma lei, uma política de prevenção que envolverá todos os setores da sociedade ligados a essa questão, integrando instituições envolvidas na solução do problema.A lei, aprovada na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) no mês passado, foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (11). A medida também traz, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o registro permanente de dados e informações sobre os óbitos maternos ocorridos em seu território, que formarão o Cadastro Alagoano de Controle da Mortalidade Materna (CACMA).De acordo com a publicação, considera-se óbito materno como a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o seu término, independente da duração ou da localização da gravidez.Com a lei, os hospitais da rede pública e privada ficam obrigados a notificar os óbitos maternos ao órgão estadual competente, utilizando formulário próprio.O órgão responsável pela manutenção do CACMA enviará relatório semestral, com os dados estatísticos apurados no período, ao Ministério da Saúde, ao Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, da Secretaria de Estado da Saúde, à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e ao Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM). A Lei deverá ser regulamentada no prazo de 90 dias.Fonte: G1 Saúde -
Estudo questiona eficácia e bilhões gastos em Tamiflu
Em 2009, em meio à pandemia de gripe A (chamada inicialmente de gripe suína), vários governos – entre eles o brasileiro – gastaram bilhões de dólares na compra de um remédio que, segundo um novo estudo, não seria mais eficiente do que um analgésico comum.Segundo uma análise da Cochrane Collaboration, uma rede independente e global de pesquisadores e profissionais de saúde, o medicamento antiviral tamiflu (oseltamivir) não evita a disseminação da gripe e nem reduz as complicações perigosas da doença, apenas ajuda com os sintomas.No combate ao vírus H1N1, o medicamento não seria mais eficaz do que um paracetamol, analgésico popular usado em vários países.A Roche, fabricante do tamiflu, e outros especialistas afirmam, entretanto, que a análise do Cochrane Collaboration apresenta falhas.O medicamento foi receitado em larga escala durante a epidemia de gripe suína em 2009 em vários países do mundo.Na Grã-Bretanha, o Tamiflu começou a ser estocado em 2006, quando algumas agências de saúde previam que uma pandemia de gripe que poderia matar até 750 mil pessoas na Grã-Bretanha. O governo britânico gastou 473 milhões de libras (quase R$ 2 bilhões) na compra do medicamento.No Brasil, o Ministério da Saúde gastou R$ 400 milhões comprando uma quantia de tamiflu suficiente para 14,5 milhões de pessoas. Segundo o ministério, foram adotados critérios técnicos “que levaram em conta a previsão de 10% da população brasileira”, e o tamiflu era o tratamento recomendado “para casos graves e pessoas com fatores de risco”.DadosCompanhias farmacêuticas não publicam todos os dados de suas pesquisas. O relatório do Cochrane resultou de um grande esforço para conseguir a liberação de dados que não tinham sido divulgados a respeito da eficácia e dos efeitos colaterais do tamiflu.Segundo o documento, o medicamento reduziu a persistência dos sintomas de gripe de sete dias para 6,3 dias em adultos, e para 5,8 dias em crianças. Mas, os autores do relatório dizem que remédios como o paracetamol poderiam ter um efeito semelhante.O grupo Cochrane questiona também as alegações de que o tamiflu evitava complicações como o possível desenvolvimento da pneumonia, dizendo que os testes foram precários e que não foi possível detectar um “efeito visível” neste sentido.Outro argumento usado para defender a estocagem do tamiflu foi o de o remédio diminuía a velocidade com que a doença se espalhava, para dar tempo aos cientistas para o desenvolvimento de uma vacina.Os autores do relatório afirmaram que “este caso simplesmente não foi provado” e que “não há uma forma confiável de estes medicamentos evitarem uma pandemia”.A análise também afirmou que o tamiflu tem uma série de efeitos colaterais, incluindo náuseas, dores de cabeça, eventos psiquiátricos, problemas renais e hiperglicemia.“Acho que o total de 500 milhões de libras (investidas pela Grã-Bretanha) não beneficiou a saúde humana de nenhuma forma e nós podemos ter prejudicado as pessoas”, disse à BBC Carl Heneghan, professor de medicina na Universidade de Oxford e um dos autores do relatório.“Eu não daria (tamiflu) para alívio de sintomas, daria paracetamol”, disse à BBC Tom Jefferson, epidemiologista clínico e ex-clínico geral.Os pesquisadores do grupo Cochrane Collaboration não culparam indivíduos ou organizações em particular e afirmaram que ocorreram falhas em cada passo do processo, desde a fabricação, passando por órgãos reguladores e chegando até o governo.'Estatísticas erradas'A fabricante do remédio, a Roche, e alguns especialistas discordam das conclusões da análise do grupo Cochrane.A Roche alertou que a análise “pode ter implicações graves para a saúde pública”.Daniel Thurley, diretor médico da Roche na Grã-Bretanha disse à BBC que os resultados dos testes do medicamento foram divulgados para os órgãos reguladores e lembrou que cem países no mundo todo “aprovaram o tamiflu para tratamento e prevenção da gripe”.Thurley disse que o grupo Cochrane usou estatísticas “erradas” que acabaram “subestimando sistematicamente os benefícios” do remédio e usaram métodos “pouco ortodoxos para analisar os efeitos colaterais”.“Um dos desafios que temos aqui é saber realmente o que eles fizeram”, concluiu.Wendy Barcley, que pesquisa o vírus da gripe no Imperial College de Londres, disse que reduzir os sintomas em 29 horas seria “muito benéfico”, em particular para crianças.“Tamiflu funciona tão bem como qualquer remédio que conhecemos ou que esteja sendo usado. Sim, acho que eles deveriam renovar os estoques. O que mais você vai fazer em caso de pandemia? Não teremos uma vacina pelos primeiros seis meses”, disse.O Departamento de Saúde da Grã-Bretanha afirmou que o país é reconhecido como um dos “mais bem preparados do mundo para uma potencial pandemia de gripe” e “nosso estoque de antivirais é uma parte importante disso”.“Nós regularmente analisamos todos os dados publicados e vamos analisar o relatório Cochrane em detalhe”, acrescentou.Já a Organização Mundial de Saúde, que classifica o tamiflu como medicamento essencial, afirmou que “aprova uma nova e rigorosa análise dos dados disponíveis e aguardamos a análise das descobertas quando elas aparecerem”.Fonte: BBC Brasil -

Farmacêutica Sanofi quer se desfazer do medicamento Plasil
O grupo francês Sanofi colocou à venda um dos seus tradicionais medicamentos, o Plasil. Pelo menos três laboratórios com operações no País estão interessados em adquirir o produto, avaliado em cerca de R$ 70 milhões, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.O laboratório sul-africano Aspen Pharma e os nacionais Daudt Oliveira e FQM Farmoquímica, todos com fábrica no Rio de Janeiro e atuação no segmento de medicamentos isentos de prescrição, estariam entre os interessados, afirmaram fontes. As negociações deverão ser concluídas nas próximas semanas. As vendas do Plasil no País atingem receita de cerca de R$ 20 milhões anuais.Procuradas, as farmacêuticas Sanofi e Aspen não comentam o assunto. O laboratório Daudt Oliveira não retornou aos pedidos de entrevista. A FQM nega que esteja na negociação.Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que a Aspen Pharma tem interesse em adquirir o produto no Brasil e também na América Latina. A Sanofi também colocou à venda outros três medicamentos comercializados no México.Nos últimos anos, o grupo farmacêutico Aspen tem adotado a estratégia de adquirir medicamentos que não mais interessam às empresas que os desenvolveram. É uma maneira de a empresa expandir sua presença em mercados emergentes. A Aspen tem forte penetração na África e Austrália.Ainda de acordo com fontes, o grupo Sanofi deverá colocar à venda medicamentos de seu portfólio global a partir do segundo semestre.VendaA estratégia de vender medicamentos que não fazem mais sentido ao negócio das farmacêuticas é muito comum no setor. No ano passado, o grupo anglo-holandês Reckitt Benkinser firmou contrato com a BMS (Bristol-Myers Squibb) para comercializar na América Latina os produtos da linha OTC da farmacêutica americana, que decidiu concentrar seus negócios em medicamentos inovadores. No Brasil, os produtos mais conhecidos são Luftal e Naldecon. Em recente entrevista ao jornal O Estado, Jiri Kulik, vice-presidente da Reckitt para América Latina, disse que a companhia tem interesse em adquirir a divisão de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) de outros grupos, caso o negócio seja considerado estratégico à empresa.DesafioA Sanofi, uma das maiores farmacêuticas globais, enfrenta desde o fim de 2012 o desafio de recuperar suas vendas no mercado de genéricos no Brasil. A empresa, que era líder nesse segmento, foi perdendo espaço e hoje é vice-líder, atrás do grupo nacional EMS, com sede em Hortolândia (SP).Até 2011, a Medley reinava absoluta nesse mercado. Entre o fim de 2012 e o início do ano passado, o grupo Sanofi promoveu uma verdadeira reestruturação na sua gestão, provocada pela perda de participação da companhia nesse setor.Além da mudança no comando da Medley, com a chegada do executivo Wilson Borges, ex-CEO do laboratório italiano Zambon, o presidente do grupo Sanofi, Heraldo Marchezini, deixou a empresa no ano passado. O executivo Patrice Zagamé, ex-Novartis, assumiu o comando da farmacêutica no Brasil.A perda de participação da Medley, que era comandada pela família Negrão até o fim de 2009, quando foi adquirida pelo grupo francês, tem sido significativa.Em 2013, a companhia fechou com 19,35%, queda de 7,1 pontos porcentuais sobre 2012. Em 2012, a Medley tinha 31,2%. O setor farmacêutico tem sido impulsionado no Brasil pelas vendas de medicamentos de genéricos, que garantem expansão acima de dois dígitos nos últimos anos.Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
