Blog

  • USP pesquisa anti-inflamatório com menos efeitos colaterais

    USP pesquisa anti-inflamatório com menos efeitos colaterais

    Droga tem novo alvo para combater dores inflamatórias.

    Segundo pesquisador, fármaco está próximo de ser testado em humanos.

     

    Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) descobriram um novo alvo para combater as dores inflamatórias. Em parceria com uma indústria farmacêutica italiana, a Dompé, a equipe está agora desenvolvendo um medicamento que inibe uma proteína chamada C5a. A esperança é que o novo remédio seja capaz de eliminar a dor sem os efeitos colaterais associados aos anti-inflamatórios mais utilizados.

    De acordo com o pesquisador Thiago Mattar Cunha, o estudo começou em 2006. Em 2008, a equipe publicou o primeiro trabalho sobre o assunto na revista científica “British Journal of Pharmacology”, mostrando que a proteína C5a seria um alvo eficaz para o controle da dor inflamatória. Na fase seguinte do estudo, já em parceria com a empresa italiana, o objetivo foi desenvolver uma molécula para bloquear esse sistema.

    A equipe espera publicar os resultados até o fim do ano. A pesquisa foi apresentada por Cunha no Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor (Simbidor), que ocorreu na semana passada em São Paulo.

    Anti-inflamatórios mais comuns

    Os anti-inflamatórios mais comuns são os chamados anti-esteroides, que incluem medicamentos populares como o ácido acetilsalicílico, o diclofenaco e o ibuprofeno. Esse grupo de remédios combate a dor, a febre e a inflamação tendo como alvo uma substância chamada prostaglandina, responsável por sensibilizar os neurônios para a dor.

    Quando a prostaglandina é inibida, portanto, há uma redução do processo inflamatório e da dor. No entanto, a mesma substância é responsável por funções importantes no organismo, como a proteção do estômago contra os ácidos produzidos em seu interior, a manutenção da função dos rins e a coagulação sanguínea. É por isso que o uso contínuo desses medicamentos tende a provocar efeitos colaterais nocivos.

    Já o novo alvo proposto pelos cientistas da FMRP-USP, ao mesmo tempo em que está ligado ao mecanismo inflamatório, parece não estar relacionado a outros processos fisiológicos importantes do organismo. “Temos animais que são deficientes para esse receptor (de C5a) e sobrevivem normalmente, sem nenhum problema. Então achamos que, bloqueando esse receptor, teremos um grande fármaco com efeitos colaterais bem reduzidos”, diz Cunha.

    A proteína C5a, segundo Cunha, faz parte do sistema complemento. Conforme sugere seu nome, esse sistema complementa a atividade do sistema imunológico no combate aos micro-organismos infecciosos, ativando uma resposta inflamatória.

    “O C5a está acima da prostaglandina; provavelmente é o responsável pela liberação dessa substância”, diz Cunha. Inibindo o C5a, portanto, os pesquisadores estão bloqueando a substância que vai formar a prostaglandina durante o processo inflamatório sem, porém, afetar suas outras funções no organismo, como a proteção do estômago e o funcionamento dos rins.

    Segundo o pesquisador, o novo fármaco está próximo de ser testado em seres humanos, em um estudo clínico.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Células do olho podem ajudar a diagnosticar alzheimer

    Células do olho podem ajudar a diagnosticar alzheimer

    Alterações em células específicas da retina podem ajudar a diagnosticar e acompanhar a progressão do alzheimer, segundo uma nova pesquisa conduzida por cientistas americanos.



    O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta os neurônios. Seu sintoma primário é a perda da capacidade de memória.



    A equipe de pesquisadores descobriu que camundongos com a doença perderam espessura na camada das células oculares.



    Como a retina é uma extensão direta do cérebro, eles acreditam que a perda de neurônios retinais pode estar relacionada à diminuição de células do cérebro devido ao alzheimer.



    As descobertas foram reveladas durante uma conferência de neurociência ocorrida nos Estados Unidos.

     
    A equipe prevê que, futuramente, os oftalmologistas, munidos dos devidos aparelhos, consigam detectar o mal de Alzheimer durante um exame de vista periódico.



    Segundo o estudo dos cientistas, alterações nas células da retina também poderiam ajudar a detectar o glaucoma – que leva à cegueira – e que é considerado uma doença neurodegenerativa similar ao alzheimer.



    Scott Turner, diretor do programa de transtornos de memória do Centro Médico da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, afirmou: ” A retina é uma extensão do cérebro, por isso faz sentido que os mesmos processos patológicos encontrados no cérebro de alzheimer também sejam observados no olho. “



    Turner e sua equipe analisaram a espessura da retina em uma área que anteriormente não havia sido investigada. O estudo incluiu camada nuclear interna e a camada de células ganglionares da retina (um tipo de neurônio encontrado na retina).



    Eles concluíram que uma perda de espessura ocorreu apenas em camundongos com mal de Alzheimer. A camada de células ganglionares da retina foi reduzida à metade de seu tamanho e a camada nuclear interna diminuiu em mais de um terço.



    “Nossa descoberta sugere uma nova compreensão do processo da doença em seres humanos e pode levar a novas formas de diagnosticar ou prever a doença de alzheimer que poderiam ser tão simples como um exame de vista”, explicou Turner.
     
    Não-invasivo



    Turner acrescentou que, eventualmente, os tratamentos desenvolvidos para frear a progressão do mal de Alzheimer também poderiam ser usados para tratar o glaucoma.



    “Esperamos que isso se traduza em pacientes humanos e suspeitamos que o afinamento da retina, assim como o afinamento cortical, ocorre muito antes do início do processo de demência”, disse Tuner à BBC News.



    “Porém, estudos em humanos ainda são necessários para comprovar nossa tese. O problema é que os biomarcadores principais da doença de alzheimer são muito caros ou invasivos. Já um exame minucioso da espessura da retina – por tomografia de coerência ótica – seria um procedimento barato e não-invasivo”.



    A causa do mal de Alzheimer , uma das principais causadoras da demência, ainda é desconhecida.



    Apesar de ainda não haver cura, médicos acreditam que o tratamento precoce do alzheimer é a maneira mais eficaz para evitar a perda de memória, seu principal sintoma.



    Para Laura Phipps, do Alzheimer Research UK, centro de pesquisa para a doença baseado no Reino Unido, há cada vez mais evidências ligando a perda de células da retina ao mal de Alzheimer.



    “Diagnosticar a doença de alzheimer com precisão pode ser uma tarefa difícil. Por isso, é vital para continuar investindo em pesquisa para melhorar os métodos de diagnóstico”, afirmou Phipps.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • ANS deve suspender comercialização de 150 planos

    ANS deve suspender comercialização de 150 planos

    Rio (AE) – Cento e cinquenta planos de saúde de 41 operadoras terão a comercialização suspensa na próxima segunda-feira, 18, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida resulta do monitoramento da garantia de atendimento feito pela ANS e se deve principalmente a casos de recusa das operadoras em atender consumidores. De 19 de julho a 18 de setembro, a ANS recebeu 15.158 reclamações sobre 516 operadoras de planos de saúde. A suspensão será por um período de 3 meses. 



    Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, as operadoras têm se esforçado para resolver problemas apontados por seus clientes, e hoje, de cada cinco reclamações que chegam à ANS, quatro são resolvidas, ele afirmou. Longo disse também que o número de reclamações baixou no último trimestre de 17.417 para 15.158. O monitoramento é feito desde dezembro de 2011. Dezenove operadoras que haviam tido planos suspensos três meses atrás continuam sob sanção. Outras sete foram liberadas para voltar a comercializar os plano suspensos.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cardiologistas recomendam medicamentos preventivos contra colesterol

    Cardiologistas recomendam medicamentos preventivos contra colesterol

    O ACC (American College of Cardiology) recomenda a prescrição de medicamentos contra o colesterol a título preventivo para adultos com boa saúde mas que apresentem risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares.

    Esta recomendação aparece na última atualização do guia clínico do ACC, publicado nesta terça-feira (12), e cuja edição precedente remonta a 2004.

    “Mas os pacientes e clínicos gerais geralmente subestimam o risco de enfermidades cardiovasculares, especialmente quando as analisam a longo prazo”.

    Os fatores mais conhecidos que contribuem para a arteriosclerose são a idade, o nível de colesterol, a tensão arterial, tabagismo e o diabetes. Os clínicos gerais podem determinar, facilmente, por meio de uma fórmula, o risco ao qual uma pessoa está exposta, destacaram os cardiologistas.

    Fonte: Uol Saúde

  • Novos testes ajudam a decidir se mulher com câncer de mama deve fazer químio

    Novos testes ajudam a decidir se mulher com câncer de mama deve fazer químio

    Uma nova geração de testes genéticos começa a ser usada no Brasil em certos casos de tumor nos quais há margem para dúvidas sobre qual é o caminho mais seguro e menos nocivo a ser trilhado no tratamento.

    Há muito tempo os médicos já sabem que só tamanho não é documento quando se fala da agressividade de um tumor. E mesmo as informações colhidas pela análise do tecido tumoral no microscópio não revelam tudo o que o oncologista precisa saber para decidir se, após a cirurgia, uma mulher com câncer de mama deve ou não se submeter à quimioterapia.

    Neste ano, um exame chamado Mammaprint, que analisa 70 genes do tumor, começou a ser usado por médicos particulares no país.

    Outro teste, o Pam50, de 57 genes, também deve chegar ao Brasil em breve. Eles se juntam a um outro método anterior, o Oncotype (que analisa 21 genes e já é usado há alguns anos), para dar subsídio aos médicos na hora de mudar (ou não) a terapia escolhida.

    Há ainda um outro painel, mais restrito, de três genes, que começou a ser oferecido, há um mês, pelo laboratório Salomão Zoppi.

    NA PRÁTICA

    Antonio Frasson, mastologista do hospital Albert Einstein e professor da PUC do Rio Grande do Sul, já aplicou o Mammaprint em cerca de 20 pacientes com câncer.

    Primeiro, a mulher passa pela cirurgia de retirada do tumor. Uma amostra desse tecido é colocada em um bloco de parafina e enviada a um laboratório nos EUA. O exame analisa 70 genes ligados à capacidade de proliferação das células e de sua infiltração em outros órgãos.

    Três ou quatro semanas depois, diz Frasson, chega o resultado, que afirma se a doença tem bom prognóstico ou não. Se o prognóstico é bom, afirma o médico, isso quer dizer que a paciente tem uma chance em torno de 95% de estar bem daqui a dez anos. Se for ruim, a chance é menor. “Com essa informação, podemos selecionar quem pode ser poupada da químio depois da cirurgia.”

    SELEÇÃO

    O teste, no entanto, não é indicado para todas as mulheres com câncer. Casos em que o tumor é claramente não agressivo ou nos quais já se vê risco de metástase não pedem o Mammaprint, que custa cerca de R$ 12 mil e não é coberto por planos de saúde.

    De acordo com Sergio Simon, oncologista do Albert Einstein, uma primeira análise, chamada de imuno-histoquímica, usada já há 20 anos, mostra se o tumor tem receptores de hormônios femininos e se tem a expressão da proteína HER2.

    Isso já pode mostrar se o tumor é agressivo e requer uma terapia específica, dispensando o painel genético mais amplo. Nos outros casos, a análise genética pode ser reveladora. “Às vezes, há tumores pequenos extremamente agressivos, e esse exame mostra. Tumores maiores podem ser indolentes.”

    Segundo Simon, o teste muda a conduta em até 40% dos casos, em geral para não usar a quimioterapia. “Reservamos o tratamento para quem realmente precisa.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Novo anel intravaginal pretende prevenir HIV e gravidez indesejada

    Novo anel intravaginal pretende prevenir HIV e gravidez indesejada

    Produto deve ter primeiros ensaios clínicos em mulheres no início de 2014.

    35,3 milhões têm HIV e 87% das gestações não são planejadas, diz OMS.

     

    Um novo anel intravaginal foi desenvolvido para agir contra o vírus da Aids e gravidez indesejada ao mesmo tempo. O produto, apresentado esta semana na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, no Texas, deve começar a primeira fase de ensaios clínicos em mulheres no início de 2014. As pacientes serão divididas em dois grupos: um receberá esse anel de dupla proteção e o outro, apenas prevenção contra o HIV.

    Segundo os cientistas, da organização de pesquisa em saúde reprodutiva Conrad e da Universidade de Utah, o anel de poliuretano foi desenvolvido para durar 90 dias, período no qual deve liberar alta dosagem da substância anti-HIV tenofovir e baixa dosagem do contraceptivo levonorgestrel, um tipo sintético de progesterona (hormônio feminino).

    O tenofovir é o único composto que tem se mostrado eficaz para redução da transmissão sexual do HIV quando formulado em gel. E os níveis da substância liberados pelo anel intravaginal foram iguais ou até superiores aos da aplicação em gel, destacaram os pesquisadores Meredith Clark e David Friend, da Conrad.

    A equipe responsável pelo trabalho realizou testes in vitro e comparou os resultados com estudos farmacocinéticos (o caminho que um medicamento percorre no organismo, desde a ingestão até a excreção) feitos durante três meses em coelhos e ovelhas.

    Para Meredith, a necessidade desse anel surgiu porque a maioria das gestações indesejadas no mundo ocorre em regiões pobres onde a pandemia de HIV é mais prevalente, como a África Subsaariana.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente existem 35,3 milhões de pessoas vivendo com o vírus da Aids em todo o mundo e cerca de 87% das gestações por ano não são planejadas pelos casais.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Novo teste identifica risco de ataque cardíaco

    Novo teste identifica risco de ataque cardíaco

    Cientistas escoceses desenvolveram uma nova forma de escanear o coração que pode ajudar a identificar o risco de ataques cardíacos.



    A técnica detecta a formação de placas nas artérias que levam sangue ao coração. Se uma dessas placas de gordura se rompe, a artéria pode ficar obstruída, bloqueando o fluxo do sangue e provocando o ataque cardíaco.



    O estudo de cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, foi publicado na revista científica de medicina Lancet.



    Eles usaram um marcador radiativo – uma substância química que ajuda a detectar as placas. Os cientistas conseguem visualizar essas placas com imagens de alta resolução do coração e das veias sanguíneas.

     
    Assim, eles conseguem obter um retrato detalhado do coração, com as zonas de perigo claramente identificadas. Uma técnica semelhante é usada para detectar o local exato de tumores em pacientes com câncer.



    Os primeiros testes foram feitos com 40 pacientes que haviam sofrido ataques cardíacos recentes. Com a técnica, os pesquisadores conseguiram localizar as zonas de perigo nas artérias em 37 deles.



    Esta é a primeira vez que se consegue localizar as placas usando agentes químicos. O desafio agora, segundo os cientistas, é achar as zonas de perigo antes – e não depois – do ataque cardíaco.



    “Eu acredito que nem todas as placas detectadas causarão ataques cardíacos, mas isso pode ser útil para identificar pacientes de alto risco que precisam de terapias mais agressivas”, disse à BBC o cardiologista Marc Dweck, um dos autores do estudo.



    A técnica será usada agora em pacientes de alto risco de ataques cardíacos, entre eles alguns que estão prestes a passar por cirurgias.
     
    Ele afirma que, caso a tecnologia se mostre eficaz nesses casos, isso poderá fazer uma “diferença enorme” na vida dos pacientes.



    “Ataques cardíacos são a principal causa de morte no mundo ocidental, e não há aviso prévio – a primeira vez que as pessoas ficam sabendo de doença cardíaca é quando elas têm um ataque cardíaco.”



    “Se nós podemos tratar e estabilizar as placas, poderemos prevenir ataques cardíacos e impedir as pessoas de morrer.”



    O diretor da Fundação Cardíaca Britânica, Peter Weissberg, que não participou da pesquisa, disse que os cientistas conseguiram fazer algo que os exames cardíacos convencionais não conseguem.



    “Agora precisamos confirmar esses resultados e entender como usar novos testes desse tipo em benefício dos pacientes cardíacos.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS revela que Brasil convive com desigualdade na assistência à saúde

    OMS revela que Brasil convive com desigualdade na assistência à saúde

    O Brasil tem 81,4 profissionais de saúde por 10 mil habitantes, muito acima das metas da OMS (Organização Mundial de Saúde), mas há uma grande desigualdade entre regiões, revela um relatório da entidade divulgado nesta segunda-feira (11).

    A conclusão é do estudo Uma Verdade Universal: Não há Saúde sem Profissionais, divulgado pela OMS durante o terceiro Fórum Global sobre os Recursos Humanos da Saúde, que reúne mais de 1.300 participantes de 85 países, incluindo 40 ministros da Saúde.
    O relatório alerta que faltam, atualmente, 7,2 milhões de profissionais de saúde em todo o mundo e que o déficit subirá para 12,9 milhões até 2035, com graves implicações para milhões de pessoas.

    No documento, a OMS apresenta os perfis de 36 países, incluindo o Brasil, que segundo os dados disponíveis tem 2.523 parteiras, 1.243.804 enfermeiros e 341.849 médicos, o que resulta em 1.588.176 profissionais de saúde qualificados, ou seja, 81,4 por 10 mil habitantes.

    Entre os 186 países com informações disponíveis, apenas 68 (36,6%), incluindo o Brasil, atingem ou ultrapassam todas as metas definidas, revela a agência das Nações Unidas para a saúde.

    O relatório indica que 83 países, ou seja 44,6%, ainda não atingiram sequer o patamar mínimo definido pelo Relatório Mundial de Saúde de 2006, que prevê 22,8 profissionais de saúde qualificados por cada 10.000 habitantes.

    Outros 17 países (9,1%) ultrapassam o patamar mínimo, mas não atingem a meta da Organização Internacional de Trabalho, que aponta para 34,5 profissionais de saúde qualificados por 10.000 habitantes. Há, ainda, 18 países (9,7%) que atingem esta meta, mas não o patamar dos 59,4 profissionais para 10.000 cidadãos.

    No perfil relativo ao Brasil, a OMS ressalta que há grandes disparidades geográficas no acesso a profissionais de saúde, e exemplifica que embora a média nacional seja de 17,6 médicos por 10 mil habitantes, a densidade varia entre 40,9 por 10 mil no Rio de Janeiro e 7,1 no Maranhão.

    A organização destaca que o país tem investimentos e estratégias em curso para abordar a questão das disparidades e lembra que o Ministério da Saúde lançou, em junho, o programa Mais Médicos, para recrutar clínicos dentro e fora do país e preencher vagas nas regiões mais carentes em atenção básica de saúde.

    Pelo programa, já foram contratados 6,6 mil médicos que fizeram a sua formação em universidades estrangeiras, número que o governo estima aumentar para 12.996 até março de 2014. Um total de 50 médicos formados em universidades portuguesas – 18 dos quais de nacionalidade portuguesa – foram recrutados pelo Mais Médicos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Cientistas identificam mecanismo para regenerar células nervosas

    Cientistas identificam mecanismo para regenerar células nervosas

    No sistema periférico, regeneração é natural; no central, pode ser induzida.

    Descoberta pode ajudar a melhorar os tratamentos de lesões em nervos.

     

    Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA,  identificaram uma reação em cadeia que provoca a regeneração de ramos danificados de células nervosas. A descoberta pode ajudar a melhorar os tratamentos de lesões em nervos, que causam a perda de sensibilidade ou paralisia.

    Segundo divulgado, a chave para o processo de regeneração de nervos é a proteína HDAC5. No sistema nervoso periférico, quando uma célula é danificada, sua regeneração é natural.



    A primeira reação ao dano é uma onda de cálcio que viaja pelo axônio, ramos de células nervosas responsáveis pelo envio de mensagens, para o corpo da célula. Além disso, a HDAC5 é liberada do núcleo da célula e ativa genes envolvidos no processo de regeneração. A proteína também viaja para o local do dano, para ajudar na criação de microtubos que servem de suporte para a célula.

    Esse mecanismo foi descoberto em pesquisa de laboratório em que os cientistas cortaram axônios de células danificadas. Eles também experimentaram mudar o gene da HDAC5 para mantê-la “aprisionada” ao núcleo dos nervos periféricos. Assim os axônios não foram regenerados.

    No entanto, no sistema nervoso central, composto pelo cérebro e a medula central, esse processo não ocorre. Neste sistema, a HDAC5 nunca sai do núcleo das células danificadas. Os pesquisadores acreditam que essa é uma das razões mais importantes de por que o sistema central não regenera axônios por conta própria.

    Agora os pesquisadores trabalham em formas de manipular o sistema central para ajudar as células a regenerar ramos perdidos. Em culturas de células e em animais foi possível estimular a regeneração de axônios com dosagens de fármacos que facilitam a saída da HDAC5 do núcleo celular.

    Valeria Cavalli, professora de neurobiologia e coautora do estudo, também trabalha em parceria com outros pesquisadores da Divisão de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva da universidade, para investigar se a proteína HDAC5 ou outros componentes da reação em cadeia podem ser usados para ajudar a restaurar a função sensorial em enxertos de nervos.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Estado admite que faltam leitos para pacientes com câncer em Alagoas

    Estado admite que faltam leitos para pacientes com câncer em Alagoas

    Segundo Defensoria Pública, pacientes sequer fazem biópsia em hospitais.

    Estado de saúde de enfermos se agrava devido a 'jogo de empurra'.

     

    A Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas (Sesau) admitiu que não há leitos suficientes para pacientes com câncer no estado. A informação foi repassada à Defensoria Pública em documento obtido com exclusividade pela reportagem do G1. A carência acarreta em danos severos à saúde de quem precisa de tratamento adequado, como o idoso José Amaro da Silva, 71, que ficou dois dias no Hospital Geral do Estado (HGE) sem atendimento médico e com uma ferida aberta proveniente do câncer de boca.

    Apesar do caso do agricultor ser recente, o problema é antigo, segundo o defensor Público Ricardo Melro. “Em agosto de 2011, 15 pacientes estavam na unidade aguardando vagas para serem transferidos para outros hospitais. Em maio deste ano, mais de dez pacientes estavam na mesma situação”, disse.

    Em Maceió há apenas três hospitais que possuem Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), locais onde devem ser tratados pacientes com este tipo de patologia. São eles: Hospital Universitário, Santa Casa de Misericórdia e Hospital do Açúcar que atende apenas casos pediátricos. Já em Arapiraca há dois: Hospital Afra Barbosa e o Complexo Hospitalar Manoel André (Chama).

    De acordo com Melro, por lei, pacientes que sofrem com a patologia devem ser encaminhados para estes centros especializados onde receberão atendimento médico adequado. O problema é que os municípios encaminham estes pacientes ao HGE e depois o hospital não consegue transferência, como foi o caso de Amaro, que precisou ser acolhido por pela Unica, uma ONGque sofre com a lotação, mas que se sensibilizou com a situação.

    “O município que encaminha estes pacientes para o HGE deve fiscalizar se eles foram transferidos para os Cacons e se recebem atendimento de um oncologista. A lei determina que a transferência deve ser feita em 24 horas, mas há uma paciente internada no HGE que aguarda atendimento desde o dia 6 de outubro”, disse Melro.

    Ainda segundo o defensor público, o tratamento deve ser feito em até de 60 dias a partir do diagnóstico, mas, para fugir desta obrigação, os hospitais não realizam a biópsia. “Não fazer o diagnóstico é algo até infantil porque aqui em Alagoas a lei não sai do papel. Ainda descobri que durante os finais de semana sequer há quem atenda os pacientes, ou seja, não trabalham em plantão”, ressaltou.

    No documento obtido pela reportagem do G1, o Estado alega que os Cacons e as Unacons [Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia] de Alagoas “não são suficientes para atender a demanda do Estado, que é crescente”.

    Consta no documento que “as biópsias são procedimentos com remuneração defasada. Cujos valores pagos não cobrem nem os custos com o material ou, quando hospitalizados, os custos operacionais”.

    Melro destaca que foi feito um acordo para que o município não só fiscalize as unidades de atendimento como também forneça agulha para a realização da biópsia. “Se isso estivesse acontecendo, a situação não estaria desse jeito. Mais um acordo está sendo descumprido”.

    O defensor público diz ainda que vai ingressar com uma ação civil pública neste mês contra o Estado e contra o Município para saber o motivo pelo qual o número de leitos destinos da pessoas com câncer ainda não foi expandido.

    O Hospital Universitário, por meio da assessoria de comunicação, assume que tem falhas no atendimento porque não possui leitos e profissionais qualificados, mas diz que já está tomando medidas para suprir esta carência e que até o final do ano a situação vai estar normalizada.

    Segundo o diretor técnico da unidade, Sebastião Praxedes, houve um acordo entre o Governo do Estado e o HU para que fosse repassada a verba de R$ 6,1 milhões a serem utilizados na criação de 18 leitos de oncologia (10 destinados a pacientes do HGE). Além disso, serão contratados 134 novos profissionais.

    Enquanto as unidades sofrem com a falta de vagas, o Hospital do Açúcar, que até então só atende crianças com câncer, entrou com um pedido ao Ministério da Saúde para fornecer leitos a adultos. A Sesau informou que o credenciamento de unidades de saúde que desejam fornecer vagas, como é o caso do Hospital do Açúcar, compete apenas ao Ministério da Saúde. Mas esse posicionamento contradiz um regulamento do próprio Ministério.

    “Tenho uma nota técnica fornecido pelo pessoal de Brasília que diz exatamente o contrário do que o Estado me passou. O documento explica que o credenciamento deve ser feito pela rede de saúde local e apenas a habilitação compete à esfera federal. Deve ser por razões como essa que a situação da saúde em Alagoas é tão deficiente”, disse Melro.

    “Vou cobrar celeridade do Ministério Público explicando a situação aqui em Alagoas e mandarei ainda um ofício à Justiça, caso os municípios continuem não exigindo a transferência dos pacientes para os Cacons. A burocracia aqui virou um grande bode expiatório para quem quer resolver problemas e, enquanto isso, as pessoas ficam agoniando à espera de um atendimento que lhes é de direito ”, ressaltou o defensor público.

    Fonte: G1 Saúde