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  • Confirmada a primeira morte por gripe A (H1N1) no Amazonas

    Confirmada a primeira morte por gripe A (H1N1) no Amazonas

    A Fundação de Vigilância Sanitária e Saúde de Manaus (FVS) confirmou nesta quinta-feira (5) a primeira morte causada por gripe A (H1N1), ocorrida no sábado (1º). A  vítima era um comerciante, de 35 anos, que morava no município de Eirunepé, a mais de 1.000 quilômetros de Manaus.

    Neste ano, apenas dois casos da doença foram confirmados no estado amazonense. Em 2012, foram nove registros de contaminação pelo vírus H1N1 e duas mortes.

    No dia 22 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, confirmou a quarta morte este ano, por causa da gripe A (H1N1), na capital. No estado do Rio, em cinco dias ocorreram 39 casos e dez óbitos pela gripe.

    De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, os casos de gripe provocados pelo vírus do tipo Influenza A (H1N1) “não têm se mostrado mais graves do que os demais casos de vírus Influenza”.

    A prevenção da gripe é feita com regras básicas de higiene, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. Também é recomendado evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas.

    Fonte: Uol Saúde

  • Ministério dá tolerância de 10 dias para médicos se apresentarem

    Ministério dá tolerância de 10 dias para médicos se apresentarem

    Profissionais deveriam ter se apresentado no dia 2, segundo cronograma.

    Saúde ainda não tem balanço de quantos profissionais já desistiram.

     

    Os médicos formados em instituições brasileiras selecionados para o programa federal Mais Médicos já deveriam ter se apresentado nos municípios na segunda-feira (2). Mas o Ministério da Saúde estabeleceu uma tolerância de 10 dias: quem não se apresentou ainda, pode iniciar o trabalho nas unidades básicas de saúde (UBS) até a próxima quinta-feira (12).

    Nesta primeira fase do programa, foram chamados 1.096 médicos com registro no Brasil para atuarem em 454 municípios. Porém, muitos não se apresentaram na data prevista.Em Fortaleza, por exemplo, 11 dos 26 médicos selecionados desistiram do programa. Em Campo Grande, 3 dos 7 selecionados não compareceram. Em Campinas, também houve uma desistência. No Distrito Federal, 4 profissionais, entre 15 convocados, comunicaram que não participariam de programa. No estado do Amapá, 4 de 5 convocados também desistiram.

    Municípios em que os médicos já confirmaram a desistência do programa puderam, até esta quarta-feira, recadastrar-se para voltar a integrar a lista de municípios que estão solicitando profissionais.

    De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não foi feito um balanço de quantos municípios comunicaram desistências. Até esta quarta-feira, médicos formados em instituições brasileiras que participaram da segunda etapa de inscrições para o Mais Médicos puderam escolher os municípios em que desejavam trabalhar.

    Nesta sexta-feira, será divulgada a lista provisória de alocação dos médicos brasileiros nos municípios inscritos. Esses profissionais poderão homologar sua participação no programa até segunda-feira.

    Estrangeiros

    Já os médicos estrangeiros selecionados pelo programa Mais Médicos estão passando por um módulo de “acolhimento e avaliação” desde o dia 26 de agosto.

    Durante três semanas, eles estão sendo avaliados quanto aos conhecimentos em saúde pública brasileira e língua portuguesa. A aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional provisório e comecem a atender a população nos municípios para os quais foram designados.

    O programa

    O Mais Médicos foi lançado pelo governo federal para aumentar a oferta de profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS) em curto prazo. Para os médicos formados, o programa prevê, entre outras condições, a assinatura de um termo de compromisso com o governo para a atuação na localidade escolhida.

    Para os estudantes de medicina, o programa estabelece um período obrigatório de atuação de dois anos no SUS.

    Fonte: Bem Estar

     

     

  • Estudo descarta risco de malária em crianças que ingerem ferro

    Estudo descarta risco de malária em crianças que ingerem ferro

    Especialistas descartaram a existência de um aumento nos casos de malária em crianças que tomam suplementos de ferro em regiões de Gana, local em que esta infecção parasitária é endêmica, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (3) nos Estados Unidos.

    Pesquisas anteriores advertiram que os complementos de ferro para crianças que sofrem carência alimentar poderiam aumentar o risco de contraírem malária, lembram os autores deste estudo publicado no jornal da Associação Médica Americana (JAMA, na sigla em inglês).

    Em 2006, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef recomendaram a suspensão de suplementos de ferro para crianças africanas em regiões onde a malária é endêmica.

    Este novo teste clínico foi feito durante seis meses nas zonas rurais de Gana pelo médico Stanley Zlotkin, do hospital infantil de Toronto, no Canadá. Participaram dele 1.958 crianças com idades entre 6 e 35 meses.

    Zlotkin explicou que neste estudo cada família recebeu mosquiteiros de cama tratados com inseticidas e substâncias antimalária.

    Este cientista demonstrou que os complementos de ferro não aumentam o risco de malária porque não há diferença estatística significativa entre o grupo de participantes tratados com suplemento de ferro e os do grupo amostral.

    No entanto, a maioria das crianças hospitalizadas foi tratada com ferro (156 contra 128), destacou.

    “Os resultados deste estudo têm implicações na área das políticas de saúde em países como Gana, que sob as recomendações da OMS e do Unicef não puseram em marcha programas de complemento alimentar de ferro nas regiões onde a malária é crescente”, avaliou Zlotkin.

    Mas essa conclusão não é compartilhada pelo doutor Andrew Prentice, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. “O aumento neste estudo do número de admissões hospitalares no grupo de crianças que contraiu malária e ingeriu ferro (…) acrescenta preocupações com relação à segurança de se administrar complementos de ferro a crianças de pouca idade nas regiões onde a malária é endêmica”, escreveu o médico em editorial também publicado no JAMA.

    Na África Subsaariana, a malária é a principal causa de mortalidade e morbidade infantil, enquanto a carência de ferro é uma das seis deficiências nutricionais mais evitáveis.

    Fonte: Uol Saúde

  • Sono aumenta número de células no cérebro, diz estudo

    Sono aumenta número de células no cérebro, diz estudo

    Cientistas americanos acreditam ter descoberto mais um motivo para incentivar as pessoas a tentar ter uma boa noite de sono: dormir ajudaria a repor um tipo de célula do cérebro.



    Segundo eles, dormir eleva a produção de células que produzem uma substância estimuladora conhecida como mielina, responsável por proteger o circuito neural.



    A pesquisa, realizada até agora somente com ratos de laboratório, poderia ajudar a entender a ação do sono na reparação e no crescimento do cérebro, além do combate à esclerose múltipla, disse a equipe de cientistas do Estado americano de Wisconsin.



    As descobertas foram publicadas na revista científica Journal of Neuroscience.



    A equipe liderada pela cientista americana Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin, descobriu que a taxa de crescimento das células produtoras de mielina dobrou enquanto os ratos dormiam.



    O aumento se deu com maior intensidade durante o período associado ao sonho – chamado de REM ou “movimento rápido dos olhos” – e foi produzido por genes.



    Em contrapartida, genes envolvidos na morte das células e em respostas de estresse passaram a ser observados quando as cobaias foram forçadas a permanecer acordadas.



    O motivo pelo qual os seres humanos precisam dormir intriga os cientistas há séculos. Já se sabe que uma boa noite de sono ajuda o corpo a repor as energias e garante seu bom funcionamento – mas o processo biológico que acontece durante esse período só começou a ser estudado recentemente.



    Crescimento e reparação



    “Por muito tempo, os cientistas concentraram seus esforços em comparar a atividade cerebral quando estamos dormindo e quando estamos acordados”, explica Cirelli. “Agora, está claro que a maneira como operam outras células de apoio no sistema nervoso também muda significativamente se estivermos dormindo ou acordados.”



    Os cientistas dizem que suas descobertas indicam que a perda de sono pode agravar alguns sintomas da esclerose múltipla, doença que prejudica a produção de mielina.



    Nela, o sistema imunológico ataca e destrói o revestimento de mielina dos neurônios e da medula e do cordão espinhal.



    Segundo Cirelli, estudos posteriors poderão observar se o sono afeta ou não os sintomas da esclerose múltipla.



    Ela acrescenta que sua equipe também vai examinar se a falta de sono, especialmente durante a adolescência, pode gerar efeitos nocivos de longo prazo para o cérebro.



    De acordo com o Instituto Americano de Transtornos Neurológicos e de Acidente Vascular Cerebral, dormir ajuda o sistema nervoso a funcionar corretamente.



    Um sono profundo coincide com a liberação do hormônio do crescimento em crianças e em jovens adultos. Muitas das células do corpo também registram elevação da produção e redução da quebra de proteínas durante esse período.



    Dado que as proteínas ajudam o crescimento das células e a reparação dos danos causados por estresse e raios ultravioletas, uma boa noite de sono realmente pode significar o “sono da beleza”, acrescenta a instituição.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Dengue faz fêmea do mosquito ficar três vezes mais sedenta de sangue

    Dengue faz fêmea do mosquito ficar três vezes mais sedenta de sangue

    A infecção pelo vírus da dengue faz os mosquitos ficarem até três vezes mais sedentos de sangue do que o normal. A conclusão é de uma pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio. Por outro lado, o vírus prejudica as atividades do mosquito ao causar problemas de coordenação motora.

    O comportamento alimentar de duzentas fêmeas do Aedes aegypti infectadas com o tipo 2 da dengue, um dos mais comuns no Brasil, foi observado pelo biólogo Gabriel Sylvestre para uma dissertação de mestrado.

    Os testes foram feitos com as fêmeas porque só elas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos. Os machos ingerem substâncias vegetais e açucaradas.

    O trabalho da Fiocruz trouxe evidências de que, assim como os seres humanos sentem dores e cansaço quando infectados, os mosquitos também sofrem impacto negativo com o vírus. Mas, apesar disso, ficam mais ávidos por sangue.

    “Essa avidez por sangue acontece em frações de segundo e está ligada à hiperatividade provocada pelo vírus a partir da primeira alimentação. Isso preocupa porque, quanto mais sedento por uma fonte sanguínea, maior a chance de a doença ser disseminada”, disse Sylvestre.

    De acordo com o pesquisador, o aumento da avidez pode ser fruto de modificações fisiológicas provocadas pelo vírus, que se propaga por todo o corpo do mosquito: cabeça, patas, asa, ovários, corpo gorduroso e músculos.

    Segundo o pesquisador Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, orientador de Sylvestre, outro impacto negativo, identificado pela primeira vez, é o tempo maior que a fêmea infectada leva para encontrar alimentos e sugar o sangue. “Ao demorar mais na localização e na alimentação [com o tempo de ingestão de sangue mais longo], a fêmea se torna mais vulnerável às ações de defesa do hospedeiro [ou seja, ao combate ao mosquito em geral] “, diz.

    O fenômeno pode ajudar a ciência a entender porque a dengue é, hoje, a doença transmitida por mosquitos que se espalha mais rapidamente pelo mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No início do ano, o estudo foi publicado na revista científica de acesso livre “PLoS One”.

    “Quanto mais descobertas sobre as fraquezas do Aedes, mais estratégias inovadoras podem ser desenvolvidas para combatê-lo”, afirma Sylvestre.

    Levantamento feito por Freitas, aponta ainda que a longevidade do inseto infectado chega a diminuir pela metade. Em média, a fêmea não contaminada vive 30 dias. Já a infectada vive por 15 dias.

    É comum que as fêmeas infectadas não coloquem ovos. No entanto, quando o fazem, depositam cerca de 60% menos ovos do que as não infectadas, mostrando um importante prejuízo na capacidade de reprodução.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos

    Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos

    Profissionais fazem parte dos primeiros cubanos que vão atuar no país.

    Segunda etapa do Mais Médicos recebeu 3.016 inscrições.

     
    As regiões Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos que vieram para o Brasil na primeira etapa do acordo do governo brasileiro com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para trazer profissionais de Cuba para atuar em regiões carentes do país. Os números foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério da Saúde.
     
    Dos profissionais que vão para o Nordeste, 6 vão para distritos indígenas e 201 para municípios. Dos que vão para o Norte, 34 vão para distritos indígenas e 123 para municípios.
     

    O estado que mais receberá médicos cubanos é o Pará, com 56 profissionais alocados em municípios e seis em distritos indígenas, totalizando 62. Em seguida, vêm o Amazonas, com 61 médicos, e a Bahia, com 45.

    A região Sudeste vai receber 30 médicos e a região Sul vai ficar com seis.

    “A primeira prioridade para alocação dos profissionais médicos foram os municípios com maior concentração de pobreza”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O segundo critério foram estados que demandaram muitos médicos – como os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Também pegamos municípios de extrema pobreza desse estados, com os mais baixos IDHs”.

    O acordo com a Opas prevê, até o final do ano, a chegada de 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nos 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum dos profissionais brasileiros ou estrangeiros aprovados na primeira fase do programa Mais Médicos.

    Do total de 400 médicos cubanos, 133 vão trabalhar em municípios com “baixo” Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), 51 em cidades com “médio” IDH, 13 com índice “muito baixo” e 9 em cidades com IDH “alto”.



    Segunda etapa do Mais Médicos

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda que a segunda etapa do programa Mais Médicos, que seleciona profissionais brasileiros e do exterior para atuar nas regiões carentes, recebeu 3.016 inscrições. Dessas, 1.414 foram de profissionais com diplomas no Brasil e 1.602 formados no exterior, de 65 nacionalidades diferentes.

    Do total de 3.016 inscrições, 951 profissionais já completaram suas inscrições com todos os dados solicitados pelo ministério, de acordo com Padilha. Os demais médicos inscritos cujos cadastros não estão concluídos têm até meia-noite de quarta-feira (4) para indicar seis opções de municípios onde desejam trabalhar.



    O ministério prevê que os profissionais brasileiros inscritos na segunda etapa comecem a se apresentar aos municípios em 1º de outubro. Já os estrangeiros deverão desembarcar no Brasil entre 4 e 6 de outubro e se apresentarem aos municípios em 28 de outubro.

    Desistências

    O ministro falou a respeito das desistências de médicos brasileiros selcionados na primeira etapa do Mais Médicos, que deverão se apresentar aos municípios até 12 de setembro. Algumas secretarias municipais de saúde já relataram a desistência de alguns profissionais, como é o caso do Distrito Federal, onde dos 15 médicos selecionados, seis são considerados desistentes pelo governo distrital.



    Ainda não há um balanço da quantidade de médicos que desistiram de trabalhar pelo programa, segundo o ministro. Na quarta-feira (4), o ministério terá os primeiros dados da checagem que a ouvidoria está realizando junto às secretarias municipais de saúde sobre o grau de desistência dos profissionais, de acordo com Padilha.



    “As secretaria de Saúde têm até amanhã à noite para fazer um comunicado caso já confirme a desistência do médico para poder oferecer essa vaga no processo de seleção desse segundo mês”, disse o ministro.



    Padilha disse garantir que os municípios cujos médicos desistiram do posto receberão profissionais na segunda etapa do programa e comparou as desistências aos concursos públicos. “Isso só revela um drama o que os municípios têm em seleções públicas, que é aguardar, ás vezes, alguns dias, até a confirmação do profissional médico”, afirmou.



    “Caso essa vaga não seja ocupada, o Ministério da Saúde fará de tudo, estimulando profissionais brasileiros ou estrangeiros, para ocupar essas vagas e garantir o atendimento da população. Garanto a esses municípios, caso os médicos brasileiros não compareçam até 12 de setembro, que nós vamos ocupar essas vagas”, declarou Padilha.

    Fonte: Bem Estar

     

  • “Possível boicote ao Mais Médicos é perversidade inimaginável”, diz Padilha

    “Possível boicote ao Mais Médicos é perversidade inimaginável”, diz Padilha

    O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou nesta terça-feira (3) sobre um possível boicote ao programa Mais Médicos. A suspeita teve início devido aos profissionais que faltaram no primeiro dia de trabalho. “Todos os filtros foram feitos para que só permanecessem os médicos interessados no programa. Agora se a pessoa confirmou e homologou a inscrição apenas para que nenhum outro profissional fosse para a região, é uma perversidade inimaginável”, declarou.

     

    Padilha participou do anúncio de que oprograma levará mais de 90% dos 400 médicos cubanos para trabalhar em cidades do Norte e do Nordeste.

    Embora o cronograma oficial estabelecesse esta segunda-feira (2) como o dia em que 1.096 profissionais deveriam se apresentar para o início das atividades, em várias regiões os médicos não apareceram. O Ministério da Saúde não tinha estimativa das ausências.

    Os gestores do programa, que são as prefeituras, têm até o dia 12 deste mês para confirmar o início do trabalho dos médicos. Os profissionais que não estiverem trabalhando até esta data serão desligados do programa. De acordo com Padilha, os municípios que já encontraram desistência dos profissionais têm até esta quarta-feira (4) para colocar a vaga como disponível. “Assim os médicos que começam a escolher hoje já têm a opção de selecionar o município”, explica.

    O ministro também afirmou que será vetada qualquer tentativa de não cumprimento de carga horária dos profissionais do programa. “Não será aceito, de forma alguma qualquer tentativa de profissional ou de secretaria municipal do não cumprimento das 40 horas [semanais] pelo profissional de saúde”, finaliza.

    Médicos cubanos

    A região Nordeste receberá ao todo 201 médicos nessa primeira fase, destes a maioria (45) trabalhará no Estado da Bahia, seguido de Pernambuco (34), Maranhão (29), Ceará (28), Alagoas (20), Piauí (19), Sergipe (10), Paraíba (9) e Rio Grande do Norte (7).

    No Norte, 42 médicos atuarão no Estado do Amazonas, três no Acre e seis no Amapá, 56 no Pará, 15 no Tocantis e um em Roraima, em um total de 123 médicos.

    Em menor número, apenas 30 médicos cubanos virão à região Sudeste (27 em Minas Gerais e três para o Estado de São Paulo) e seis para a região Sul.

    Quanto as cidades contempladas pelo programa, o ministro destacou Melgaço (PA), a com pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.

    “Melgaço, com o pior IDHM, passa a ter médicos na saúde básica a partir deste programa Mais médicos. A extrema pobreza foi critério para levar os médicos para lá”, afirmou o ministro.

    O ministro afirmou, no entanto, que os médicos estrangeiros e com o diploma no exterior ainda estão passando por seleção e, se não aprovados no final das três semanas de avaliação, serão excluídos do programa.

    “Eles [os médicos cubanos] passam pelo mesmo processo de avaliação nestas três semanas. Eles só irão para os municípios caso passem. Os 282 médicos com diploma no exterior e os 400 cubanos, nós sabemos para onde eles vão. Todos estão passando pelo mesmo critério [que os médicos brasileiros]. Se não passarem, não vão para os municípios. Mas precisamos preparar os municípios para recebê-los”, explicou Padilha.

    Segunda etapa

    Padilha anunciou também a quantidade de profissionais inscritos na segunda etapa do Mais Médicos. Ao todo 3.016 profissionais se inscreveram, dos quais 1.414 com diplomas em instituições brasileiras e 1.602 com diplomas no exterior. Deste total, no entanto, apenas 951 médicos confirmaram a inscrição, sendo 541 com diploma brasileiro e 410 com formação no exterior.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Médicos desenvolvem impressoras de tecidos e cartilagens

    Médicos desenvolvem impressoras de tecidos e cartilagens

    Algum dia, as impressoras poderão ejetar corações, fígados e outros órgãos. Por enquanto, Darryl D'Lima se contentaria com um pouco de cartilagem de joelho.

    O doutor D'Lima, que dirige um laboratório de pesquisa ortopédica na clínica Scripps, nesta cidade, já produziu cartilagem bioartificial com tecido de vaca, modificando uma antiga impressora jato de tinta para depositar diversas camadas de um gel que continha células vivas. Ele também imprimiu cartilagem em tecido retirado de pacientes que sofreram cirurgia de substituição de joelho.

    Resta muito trabalho a fazer, mas seu objetivo é ter uma impressora na sala de operação capaz de imprimir cartilagens sob medida, diretamente no corpo.

    Em vez dos plásticos ou pós usados nas impressoras 3D convencionais para construir um objeto camada a camada, as chamadas bioimpressoras imprimem células, geralmente em um líquido ou gel.

    Em laboratórios de todo o mundo, cientistas vêm experimentando a bioimpressão. As pesquisas buscam definir se é possível passar as células pela cabeça de impressão sem matá-las (na maioria dos casos é) e como fazer cartilagem, osso, pele, vasos sanguíneos, pequenos pedaços de fígado e outros tecidos.

    Mas, apesar de a bioimpressão ter feito avanços, restam muitos obstáculos. Imprimir órgãos ainda é um objetivo distante. “Ninguém acredita, no fundo, que isso acontecerá nos próximos 20 anos”, disse Brian Derby, pesquisador da Universidade de Manchester, no Reino Unido, que analisou o campo na revista “Science”.

    Por enquanto, os pesquisadores têm metas menos elevadas. A empresa Organovo, de San Diego, desenvolveu uma bioimpressora e está fazendo tiras de tecido de fígado, com cerca de 20 células de espessura, que segundo ela poderão ser usadas para testar medicamentos em desenvolvimento.

    O laboratório da Escola de Medicina de Hannover, na Alemanha, é um dos vários que experimentam a impressão em 3D de células de pele. Outro laboratório alemão já imprimiu folhas de células cardíacas que poderão ser usadas como remendos para reparar lesões de infartos.

    Um pesquisador da Universidade do Texas em El Paso, Thomas Boland, desenvolveu um método para imprimir tecido gorduroso que pode ser usado para criar pequenos implantes para mulheres que sofreram remoção de tumores no seio.

    O doutor D'Lima reconhece que o sonho de uma impressora de cartilagem –uma cabeça de impressão presa a um braço robótico para um posicionamento preciso– está a anos de distância. Mas ele acredita que o projeto tem chance de prosperar. “A cartilagem poderia ser o primeiro fruto atraente para se colocar a impressão em 3D na clínica”, disse.

    A cartilagem é mais simples que outros tecidos. As células chamadas condrócitos ficam em uma matriz de colágeno fibroso e outras substâncias secretadas pelas células. Os condrócitos não precisam de muita alimentação, o que simplifica o processo de impressão.

    Manter o tecido impresso alimentado, portanto, vivo, é um dos desafios mais difíceis que os pesquisadores enfrentam. Tentar simular uma rede de alimentação com vasos sanguíneos ou capilares em tecido bioimpresso é difícil. Com seu tecido de gordura, a abordagem do doutor Boland é construir canais no gel degradável que contém as células de gordura e revestir os canais com o tipo de célula encontrado nos vasos sanguíneos. Quando a gordura impressa é implantada, os tubos “começam a se comportar como microvasos sanguíneos”, disse.

    O corpo produz naturalmente sinais químicos que o fariam começar a produzir pequenos vasos sanguíneos no implante, disse o doutor Boland, mas o processo é lento. Com sua abordagem, disse ele, “esperamos que isso se acelere e possivelmente mantenha as células vivas”. Com a cartilagem, D'Lima não precisa se preocupar com vasos sanguíneos -os condrócitos recebem o pouco alimento de que necessitam pela difusão de nutrientes do revestimento da junta e do osso. Tampouco ele precisa lidar com nervos, pois a cartilagem não os tem.

    Mas ainda há muito para se preocupar. Embora tenha menos de 12 milímetros de espessura, a cartilagem do tipo encontrado no joelho ou no quadril tem uma estrutura complexa.
    “As exigências de impressão mudam a cada camada”, disse o doutor D'Lima. “A maioria das impressoras 3D apenas muda a forma. Nós estamos mudando a forma, a composição e o tipo de células.”

    D'Lima disse que um dos seus desafios é conseguir o tipo de células adequado e em número suficiente para a impressora. Seu laboratório está investigando o uso de células-tronco, células precursoras que podem se transformar em condrócitos. “A vantagem das células-tronco é que haveria um estoque virtualmente ilimitado.”

    Fonte: NEW YORK TIMES

  • SUS passa a oferecer vacina contra catapora para crianças de 15 meses

    SUS passa a oferecer vacina contra catapora para crianças de 15 meses

    Antes, imunização só estava disponível em clínicas particulares.

    Vacina tetraviral protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora.

     
    A partir deste mês, passará a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tetraviral, que inclui a imunização contra catapora, antes só disponível em clínicas particulares. A nova vacina protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora.



    A vacina tetraviral passa a compor o calendário básico de vacinação e estará disponível ao longo de todo o ano. O público alvo são crianças de 15 meses que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.



    “Foram investidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano que já foram distribuídas aos estados” afirmou o Ministério, em nota. Segundo a pasta, com a inclusão da vacina, estima-se uma redução de 80% das hospitalizações por catapora.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasileiros do Mais Médicos assinam contratos e estão aptos a trabalhar

    Brasileiros do Mais Médicos assinam contratos e estão aptos a trabalhar

    Na primeira fase do programa, 1.096 profissionais vão para 454 cidades.

    Médicos estrangeiros seguem em treinamento e começam a atuar dia 18.

     

    Os profissionais formados no Brasil inscritos no Mais Médicos assinaram nesta segunda-feira (2) o contrato de trabalho e já estão aptos a atuar. Segundo o Ministério da Saúde, são 1.096 médicos com diplomas do Brasil que iniciam as atividades em 454 municípios de todo o país. Eles devem trabalhar em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades.

    Eventos de recepção para os médicos brasileiros foram realizados em seis capitais na manhã desta segunda: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza.

    Ao todo, 3.511 cidades pediram 15.450 profissionais. Os médicos formados no exterior – que atualmente estão em fase de treinamento e avaliação – devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro.

    Confira o primeiro dia dos brasileiros do Mais Médicos em alguns estados:Os médicos se apresentaram aos municípios de Alagoas ondem vão atuar.

    O trabalho nas unidades de saúde, no entanto, só deve começar efetivamente a partir de terça-feira (3). Os profissionais vão trabalhar em Arapiraca (1), Barra de Santo Antônio (1), Branquinha (1), Coité do Nóia (1), Joaquim Gomes (2), Maragogi (3), Marechal Deodoro (2), Penedo (1), Santana do Mundaú (1), São Miguel dos Milagres (1) e Satuba (1).

    Em Marechal Deodoro, os dois médicos que se inscreveram no programa e se apresentaram nesta segunda são Alagoanos: Otávia Teixeira Peixoto, formada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em 2009, e Artur Cabus Montenegro, formado pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), também em 2009. Segundo a Prefeitura de Marechal Deodoro, os dois nasceram em Maceió e já possuem experiência na área de atendimento a saúde pelo SUS.

    A participação no Programa Mais Médicoscomeçou para 60 profissionais no estado do Rio. Eles vão atuar em 13 municípios, sendo que 16 profissionais estão alocados em unidades básicas de saúde da capital. Houve um evento de recepção para os trabalhadores na Clínica da Família Nilo Aguiar, em Realengo, Zona Oeste.

    Clenice Neto, de 49 anos, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez carreira em pesquisa clínica e é uma das selecionadas da primeira fase do programa. Para ela, o Mais Médicos é uma oportunidade de buscar novos rumos na profissão. “Trabalhei para vários laboratórios de pesquisa e agora, com tempo maior, estou reposicionando a carreira e voltando para a assistência. O médico tem essa possibilidade, de fazer várias especialidades ao longo da vida no sentido de se reinventar numa determinada fase e na assistência desenvolver projetos interessantes.”

    Selecionados no programa Mais Médicos, 13 profissionais formados no Brasil assinaram contrato na manhã desta segunda, em Porto Alegre, para atuar em unidades básicas de saúde. Na terça-feira (3), os profissionais se apresentam nas gerências distritais para serem encaminhados para as unidades em que irão trabalhar.

    Renata Carvalho, de 25 anos, abandonou a residência médica que fazia no município de Sapucaia do Sul para se inscrever no programa do governo federal. “É uma questão humanitária, isso foi fundamental na minha escolha. Sou apaixonada pela medicina de família e bastante a favor do programa. Por muitos anos, nossa formação médica foi voltada para formar especialistas e, com o programa, isso deve mudar”, disse a médica.

    Fonte: Bem Estar