Blog

  • Dia do servidor público: CRF/AL estará fechado nesta quinta-feira, 28

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa que nesta quinta-feira, 28, estará fechado em virtude do feriado do dia do servidor público. As atividades retornam normalmente na sexta-feira, 29, tanto em Maceió quanto em Arapiraca, das 9h às 12h e 13h às 17h.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Eleições: farmacêuticos recebem nesta terça-feira, senha provisória para votar

    A Comissão Eleitoral do Conselho Federal de Farmácia disponibiliza nesta terça-feira, 26, as senhas provisórias para utilização na eleição do Conselho Regional que acontece exclusivamente pela internet, no dia 11 de novembro de 2021.

    A orientação é que ao receber a senha provisória, o farmacêutico faça a troca pela senha definitiva no portal eleitoral. É importante que o profissional verifique a sua caixa de SPAM, antes de comunicar o não recebimento.

    Caso, o farmacêutico não tenha recebido a sua senha, a partir da quarta-feira, 27 de outubro, ele pode solicitar a recuperação da Senha Provisória pelo Portal Eleitoral (https://votafarmaceutico.org.br), sendo possível recebê-la por e-mail ou por SMS.

    Atenção! O envio desta Senha recuperada somente será permitido aos e-mails pessoais e celulares pessoais cadastrados junto ao seu Conselho Regional de Farmácia até a data de encerramento da atualização da base de dados do Colégio Eleitoral.

    As eleições acontecem no dia 11 de novembro de 2021 com início às 12h e seguindo até 12h do dia 12 de novembro de forma ininterrupta.

  • STF derruba lei que permitia venda de medicamentos para emagrecer no Brasil

    Por sete votos a três, o Supremo Tribunal Federal, proíbe a venda, comercialização e produção de medicamentos para emagrecer. A votação, que aconteceu na quinta-feira, 14 derrubou a lei n.º 13.154/2017, que autorizava a produção, comercialização e consumo de substâncias anorexígenas, medicamentos capazes de inibir o apetite e induzir o emagrecimento: sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

    A lei havia sido sancionada em 2017, pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na condição de presidente da República em exercício. Pela lei aprovada pelo Congresso, os medicamentos poderiam ser vendidos mediante receita médica específica. Para o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, o farmacêutico Gustavo Mendes, a decisão do STF foi importante não só para garantir a competência técnica da Anvisa, como para assegurar a saúde da população. “Foi uma decisão muito importante porque reforçou o papel da agência reguladora como órgão responsável por fazer as avaliações de risco e benefícios dos medicamentos”, afirma Gustavo.

    Segundo ele, esse é um tema que a agência vem discutindo há um tempo e que, por meio de uma resolução, em 2011, já exista a proibição do uso destes medicamentos nos país, com exceção da sibutramina. “Nós buscamos, como agência reguladora, manter essa postura de fazer avaliações técnicas que levem em conta a realidade nacional. Queremos entender tanto a eficácia, quanto a segurança dos medicamentos. Por isso, a decisão do STF reforça esse papel que consideramos de extrema importância”, destacou o farmacêutico.

    Subtramina

    Criado inicialmente como antidepressivo, é um medicamento que age no sistema nervoso central e provoca no paciente a sensação de saciedade. A subtramina é o único medicamento disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar a obesidade.

    Anfepramona, Femproporex e Mazindol

    São medicamentos da classe dos anorexígenos, ou seja, criados para induzir a anorexia que é a aversão ao alimento ou falta de apetite. Eles atuam no sistema nervoso central para gerar aversão a comida e inibir o apetite.

    Daniel Fortes, secretário geral do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explica que essa proibição do STF ressalta a importância e autonomia que a Anvisa tem na regulação da comercialização de medicamentos no Brasil. “Dentre os quatro medicamentos apresentados na citada lei, apenas a Sibutramina apresentou estudos que comprovavam benefícios maiores que os riscos, e por isso já havia sido reavaliada pela agência, mas com limitação de dose, tempo de uso e assinatura de termo de responsabilidade do prescritor e termo de ciência pelo paciente. No caso das outras três drogas, os riscos são muito maiores que quaisquer benefícios que apresentem no tratamento da obesidade”, pontuou.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações do CFF e G1

  • CFF condena venda de medicamentos em supermercados na Câmara dos Deputados

    O Conselho Federal de Farmácia reforçou nesta segunda-feira, 18/10, a sua contrariedade ao projeto que prevê a comercialização de medicamentos em supermercados, empórios e lojas de conveniência. Em audiência pública na Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados, o presidente da entidade, Walter da Silva Jorge João declarou, de forma contundente, que a medida é um risco à saúde pública. O debate virtual foi convocado pela deputada federal Adriana Ventura, diante da proposta de liberação desse tipo de comércio, prevista no Projeto de Lei nº 1.774 de 2019, do qual é relatora na comissão.
    A maioria dos participantes fez coro ao conselho, condenando o PL. A defesa da venda de medicamentos em supermercados ficou restrita aos representantes dos dois principais interessados, supermercados e fabricantes de medicamentos, o que deixa claro a conotação econômica da proposta: https://youtu.be/Gj7EuVTQMKk
    O presidente do Conselho Federal de Farmácia afirma que essa venda não gera nenhum ganho para a sociedade. Walter da Silva Jorge João lembrou que o Brasil já passou por essa experiência na década de 1990 e o resultado não foi positivo, pois os casos de intoxicação por medicamento aumentaram.
    “Isso aconteceu entre 1993 e 1995. Sabe o que houve? Tivemos um aumento de 23% nos casos de intoxicação por medicamentos no país. Quando os medicamentos voltaram a ser comercializados apenas nas farmácias, já na década de 2000, esse crescimento desacelerou… foi de apenas 13% entre os anos de 2003 e 2005. Chegou até a cair, entre 2007 e 2009, quando registramos baixa de 14%”, comentou, citando dados do Sinitox, sistema de notificação de intoxicações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
    O presidente do Conselho Federal de Farmácia destacou que o medicamento isento de prescrição também causa danos para a população. Segundo Walter da Silva Jorge João, os chamados MIPS causaram mais de 9 mil casos de intoxicação entre 2014 e 2018, no Brasil. “Seis pessoas se intoxicam com MIPs todos os dias no Brasil. E 52% delas são crianças. Por isso faço uma outra pergunta: E se o paciente a ser medicado com um MIP adquirido em um supermercado for um bebê com febre? Claro que seria mais seguro se o medicamento fosse adquirido na farmácia, onde existe um farmacêutico habilitado a orientar a mãe sobre a dose correta. Isso, porque grande parte das intoxicações em crianças ocorrem por erros de administração. Vamos piorar essas estatísticas”, questionou.
    O consultor técnico da Associação Brasileira de Farmácias, a Abrafarma, lembra do suporte oferecido pelo farmacêutico à população. Cassyano Correr cita o impacto na saúde das pessoas e no acompanhamento a elas. “A gente fez uma pesquisa real com farmacêuticos nas farmácias perguntando quantas vezes por dia eles são abordados para indicar produtos, para orientar com relação aos MIPs, Considerando o Brasil como um todo a gente tem cada farmacêutico relatando na ordem de 10 atendimentos por dia e projetando isso para as farmácias são 198 milhões de atendimentos por ano. Praticamente como é como se cada brasileiro pelo menos uma vez por ano passasse por uma orientação de um farmacêutico numa farmácia relativo a um medicamento que está comprando por conta própria, um MIP por exemplo.”
    O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João lembra que essa comercialização já foi proposta por várias vezes após 1995, tendo sido debatida exaustivamente no Congresso Nacional, e nunca mais foi permitida. O projeto de lei tramita em caráter conclusivo, e precisa ser votado nas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • De paciente a empreendedor: Evandro Campos criou uma farmácia para não faltar remédio

    Para o empreendedor Evandro Campos, há uma impessoalidade negativa no setor farmacêutico quando o assunto é o tratamento de doenças crônicas. Depois de alguns anos batendo de porta em porta em busca de remédios para o tratamento de uma condição genética, a conclusão foi de que, apesar de duradouro, o relacionamento entre cliente e farmácias era pouco humanizado. A partir dessa percepção, o engenheiro de tecnologia e consultor de desenvolvimento de empresas de investimento, decidiu empreender e lançar a Benie, uma farmácia 100% digital e que pretende solucionar parte dessas dores.

    Fundada em 2018 no Rio de Janeiro, a Benie funciona como um software de gerenciamento e abastecimento de farmácias domiciliares, ou seja, os pequenos estoques de remédios que são mantidos em casa.  A ideia é facilitar a vida daqueles que precisam ter esses estoques sempre abastecidos. Com um sistema de gerenciamento, as pessoas podem saber quando suas medicações estão chegando ao fim, quando é hora de comprar e onde há estoque do produto. “O que evitamos é que um paciente que depende de uma medicação chegue até a farmácia e não encontre o seu remédio, assim como já aconteceu comigo”, diz Campos, CEO da Benie.

    Além disso, a empresa possui um serviço de abastecimento de remédios por assinatura, o Benie Club, no qual o cliente pode marcar a repetição do seu pedido em um intervalo predeterminado e receber seus medicamentos em casa. Em outra frente, a plataforma também funciona como um comparador de preços, analisando o valor cobrado por um remédio em diferentes pontos de venda, de diferentes redes de farmácias.

    Com a tecnologia, o contato entre distribuidor e consumidor é feito totalmente online. A partir da análise do perfil de compras de um cliente, a Benie cria os canais para que haja uma comunicação sempre que o paciente tiver dúvidas sobre seu tratamento, e então poder falar com um farmacêutico. “Apesar de terem que ir às farmácias todos os meses para retirar um medicamento de uso contínuo, as pessoas não conseguem enxergar valor nessa relação, não criam vínculo com aquele funcionário que o atende sempre e que sabe de informações pessoais sobre elas”, diz. “Nossa intenção é tornar o processo mais pessoal, mas não constrangendo um paciente ao fazê-lo falar sobre sua condição de saúde em um ambiente onde todos ouçam, mas entendendo sua cesta, seu perfil e levando toda essa experiência para o digital”.

    O mercado-alvo da Benie é gigantesco. Segundo dados do IBGE, pelo menos 58 milhões de pessoas vivem com alguma doença crônica no Brasil, o que corresponde a mais da metade da população adulta do país. Fora esse público, a startup também mira famílias preocupadas em manter suas farmácias domiciliares em dia e idosos que fazem uso de remédios contínuos.  Com a pandemia e o maior tempo em casa, a Benie registrou um crescimento de 1.000%. Foram mais de 5.500 novos clientes, 2.000 transações mensais e um aumento de 60% no tíquete médio, segundo a empresa. O salto, segundo Campos, vem da mudança nos padrões de comportamento dos consumidores, agora mais adaptados aos canais digitais durante as compras.

    Sustentar todo esse crescimento exigiu a abertura de uma farmácia própria, hoje usada como estoque pela empresa com os itens usados por sua base de clientes A busca pelo menor preço também é âncora do crescimento da ferramenta de lupa de preços. “Depois de comprar com a gente, um consumidor pode usar essa ferramenta para comparar a sua cesta de compras à das maiores redes do Brasil, e cobrimos a menor oferta”, diz.

    Nos planos da Benie está a expansão do modelo B2BC, entre empresas para o consumidor. Hoje 60% das vendas da startup são feitas para o consumidor final, mas já há uma parcela de clientes corporativos que enxergam na Benie a oportunidade de oferecer um benefício de saúde aos funcionários e que, com a lupa de preços, também podem economizar ao reembolsar as equipes pela compra de medicamentos.

    Com esse novo canal em expansão, a intenção é chegar ao estado de São Paulo ainda em 2021, além de começar as operações nos três estados do Sul do país no ano que vem. A meta é faturar 8 milhões de reais ao final de 2021, e aumentar isso em 60 vezes nos próximos três anos, chegando aos 500 milhões em 2024.

    “Há um grande caminho sendo aberto quando falamos dos canais de venda digitais. Algum setores tendem a se beneficiar mais disso, e o que queremos é replicar isso também no farmacêutico, que já cresce 11% ao ano”, diz.

    Fonte: Índice Bovespa

  • CRF/AL realiza live sobre intercorrências e complicação da harmonização facial

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, por meio do Grupo de Trabalho de Farmácia Estética, promove no próximo sábado, 16 de outubro, uma live com a farmacêutica Marta Pacheco Farias com o tema: intercorrências e complicações da harmonização facial. O evento será online pelo nosso canal do youtube, a partir das 18h.

    A farmacêutica, Mayra Dayana Luna Santos, será a mediadora do debate que tem como objetivo alertar os farmacêuticos estetas sobre como evitar as intercorrências e as possíveis correções que podem acontecer com os procedimentos estéticos faciais. Serão abordados os temas toxina botulínica, preenchimentos faciais, fios de sustentação.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, lembra que esta é mais uma área em que os farmacêuticos estão atuando e que essa troca de conhecimento é essencial. “Com um mercado em crescimento, nós precisamos trazer profissionais capacitados para que os farmacêuticos alagoanos conheçam a realidade de outros lugares e desenvolvam as mesmas técnicas aqui no Estado”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Eleições: farmacêuticos devem atualizar seus dados junto ao CRF/AL

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas reforça a convocação a todos os farmacêuticos que tiveram alterações em seus dados, como nome completo, endereço, e-mail e telefone celular para atualizarem junto ao CRF/AL.

    O chamamento está sendo feita, após o envio do ofício do Conselho Federal de Farmácia sobre o processo eleitoral. As eleições estão previstas para acontecer na primeira quinzena de novembro e os farmacêuticos precisam ter seus dados atualizados para participar da votação, que será online.

    Para fazer a atualização cadastral o farmacêutico vai acessar o crfweb, digitar o login e a senha de acesso ao sistema. Ao entrar ele vai procurar a aba que tem dados profissionais, ali estará disponível todas as informações referente ao seu cadastro junto ao CRF/AL. Se, houve alguma mudança no cadastro, basta clicar em alterar dados e colocar as informações novas e depois é só salvar.

    Caso o farmacêutico não tenha acesso ao crfweb, ele deve entrar em contato com o Conselho por meio do link da ouvidoria. O farmacêutico que não participar do processo eleitoral e nem justificar terá como penalidade o pagamento de multa no valor de 10% da anuidade da pessoa física, conforme Resolução 690 CFF. Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, reforça que os dados atualizados é que permitirão a participação nas eleições.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CRF/AL não funcionará na segunda, 11 de outubro

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa que na segunda-feira, 11 de outubro estará fechado. As atividades em Maceió e Arapiraca retornam na quarta-feira, 13 de outubro, das 9h às 12h e de 13h às 17h.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CRF/AL abre mais 20 vagas para minicurso que acontece neste sábado, 09

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas oferta mais 20 vagas para o minicurso de uso prático de material médico hospitalar para farmacêuticos com o prof Gerson Augusto, autor do livro Material Médico Hospitalar, que acontece no próximo dia 09 de outubro  A aula acontecerá de 8h às 12h e 14h às 18h na faculdade Estácio FAL.

    Ofertados apenas para os farmacêuticos, os alunos terão aulas teóricas e práticas, conforme a ementa do curso. Serão abordadas as nomenclaturas e especificação, padronização, Padronização, parecer Técnico e Aquisição, embalagens, armazenamento e classificação geral e uso prático de apósitos, equipos e conexões, bolsas e coletores, perfurocortantes, seringas, fios cirúrgicos e materiais especiais e seringas.

     No dia do curso será cobrada duas latas de leite para serem doadas a instituição de caridade.

    As inscrições podem ser feitas aqui.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Deputada apresenta requerimento e PL do EAD é retirado de pauta

    Estava pautado para esta quarta-feira, 06, na Comissão de Seguridade Social e Família, a votação do Projeto de Lei nº 5414/2016, de autoria do então deputado Rodrigo Pacheco, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/ 1996). Após apresentação de requerimento da deputada Adriana Ventura, o projeto foi retirado de pauta.

    O PL propõe nova redação para o art. 80 da lei, onde os curso de área de saúde não serão contemplados na modalidade EAD. De acordo com o novo texto, o incentivo, a ser realizado pelo Poder Público, ao desenvolvimento e veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada, não envolvam os cursos de formação na área da saúde. O parecer do relator do PL, deputado Dr. Luiz Ovando, é favorável à mudança.

    O Conselho Federal de Farmácia (CFF) conclama a categoria, os conselheiros federais de Farmácia e os conselhos regionais a se manifestarem aos deputados que compõem a comissão pela aprovação do PL. “Queremos parabenizar o deputado Dr. Luiz Ovando pelo parecer, que reflete a sensibilidade manifestada por ele quando nos reunimos para tratar sobre os ganhos que esse projeto de lei representa, e também sobre os prejuízos que a manutenção do ensino a distância na graduação em saúde traz para as pessoas, o SUS e o país”, comenta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. O CFF é membro e coordena o Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), por meio da assessora da Presidência, Zilamar Costa. Ela lembra que essa “é uma causa de todas as profissões da Saúde”.

    Para apoiar o projeto de lei acesse – https://bit.ly/2YnpBus

    Para conhecer a lista dos deputados que compõem a CSSF – https://bit.ly/3ozD0uB

    Para baixar a carta com a nossa mensagem e encaminhar aos deputados CLIQUE AQUI.

    Em seu parecer, o deputado o deputado recomenda o ensino presencial e considera que as atividades práticas nos cursos da área biológica ou da saúde devem priorizar o desenvolvimento de habilidades práticas que comporão as competências técnicas do profissional, algo que não pode ser realizado com as ferramentas disponíveis do ensino à distância. Junto com a Medicina, Enfermagem, Odontologia e Educação Física, ele cita especificamente a Farmácia como atividade que não pode dispensar os ensinamentos práticos, a atividade presencial dos laboratórios, dos serviços de saúde, entre outros, que atualmente são exigidos pelas respectivas bases curriculares.

    Para os cursos de graduação das profissões na área da saúde e da educação física, o relator considera que a estratégia de transmissão de conhecimentos deve ser presencial, ficando o ensino a distância restrito aos cursos em que somente a teoria seja suficiente para a formação. “Não vejo possibilidade em certificar um profissional da área da saúde, sem antes avaliar sua capacidade técnica em executar manobras e procedimentos técnicos práticos que necessariamente devam fazer parte de suas competências laborais para o regular exercício da função”, escreve.

    Ao PL foram apensados os projetos de lei nº 6.858/2017, nº 7.121/2017, e nº 8.445/2017. As propostas foram distribuídas para a apreciação conclusiva das Comissões de Seguridade Social e Família, de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A Comissão de Educação já se pronunciou sobre a matéria, aprovando-a na forma de substitutivo. A redação aprovada manteve a obrigação de o Poder Público incentivar o ensino à distância, desde que se respeite os limites dos componentes curriculares presenciais estabelecidos na legislação reguladora de cada curso. No caso dos cursos da área da saúde, o substitutivo trouxe previsão de revisão das diretrizes curriculares desses cursos em até 730 dias após o início da vigência da lei. Após a votação o PL precisa ainda ser submetido à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Fonte: Comunicação do CFF