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  • Campanha Sinal Vermelho: saiba como participar

    Mais de 400 farmácias já aderiram à campanha Sinal de Vermelho contra violência doméstica no Estado de Alagoas. Lançada em junho, a campanha Sinal Vermelho tem como objetivo auxiliar mulheres a denunciarem seus agressores.

    As vítimas podem se apresentar nos estabelecimentos com um “X” escrito de batom ou outro material na palma da mão. O farmacêutico ou atendente conduzirá essa mulher até uma sala reservada, discará 190 e chamará a Polícia Militar. Caso a vítima sinta necessidade de deixar o local, o profissional da farmácia anotará o nome completo, endereço e telefone dela.

    O farmacêutico ou trabalhador de farmácia não precisa perguntar nada à vítima, basta fornecer um meio de que a denúncia seja feita, ele não será arrolado como testemunha, será apenas o comunicante do fato. As farmácias podem funcionar como um canal fundamental para as denúncias.

    A campanha é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e conta com o apoio do TJAL, CRF/AL, Asa Branca Farma, Abrafarma, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma/AL), entre outras entidades.

    Como participar

    As farmácias interessadas em auxiliar no combate à violência contra a mulher devem preencher o formulário de adesão e enviar para o e-mail [email protected]. Em caso de dúvida, podem ligar para (82) 4009.3048.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações do TJ/AL

  • Juízas explicam a farmacêuticos que o sofrimento da mulher não deve ser minimizado

    “O termômetro da violência doméstica está na mulher. Você não pode minimizar o sofrimento dela porque a agressão nem sempre é física”, explicou a juíza Carolina Valões para farmacêuticos e trabalhadores de farmácias que aderiram à campanha Sinal Vermelho. O evento contou ainda com a participação das magistradas Marcella Garcia e Eliana Machado, e da major Danielli Assunção, responsável pela Patrulha Maria da Penha.

    Para a magistrada, é comum associarmos violência doméstica apenas com agressões físicas e por isso é mais difícil de identificar e denunciar os outros tipos de violência. “A violência física chacoalha, é perceptível no exato momento em que é praticada, já a violência psicológica vai minando a vida da mulher, é silenciosa e é muito perigosa. Nós precisamos nos comprometer a romper o ciclo da violência”, destacou.

    Além de investir em campanhas de incentivo às denúncias, a juíza Carolina Valões frisou que é importante preparar as pessoas que atuam na rede de apoio para acolherem as mulheres e não as revitimizarem. As dúvidas dos participantes foram sanadas pela magistrada Marcella Garcia, que também colocou a Coordenadoria da Mulher à disposição para novos debates e capacitações sobre o tema.

    Na ocasião, a juíza Eliana Machado explicou que muitos agressores deixam suas vítimas incomunicáveis e que as farmácias podem funcionar como um canal fundamental para as denúncias. “O farmacêutico não precisa perguntar nada à vítima, basta fornecer um meio de que a denúncia seja feita”, disse.

    A major Danielli Assunção falou sobre a experiência exitosa da Patrulha Maria da Penha, que funciona 24 horas por dia e que atualmente garante a segurança de 448 vítimas. A major também explicou a diferença entre os canais de denúncia 190 e 180.

    “É muito importante enfatizar que, quando a violência está acontecendo, você deve ligar para o 190, que irá enviar a viatura mais próxima. A ocorrência acabou? Eu não quero me envolver, mas estou inquieta, então eu devo ligar para o 180. Quando você liga para 180, a Polícia Civil começa uma investigação”, informou.

    O evento foi realizado pelo Judiciário alagoano, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher, em parceria com o Conselho Regional de Farmácia, com o objetivo de capacitar os trabalhadores de farmácias sobre a campanha de combate à violência contra mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB).

    Fonte: Dicom TJ/AL

  • Covid-19: Anvisa autoriza novo ensaio clínico de vacina

    A Anvisa publicou, na terça-feira (18/8), a aprovação para condução de um ensaio clínico que estudará uma potencial vacina denominada Ad26.COV2.S, que é composta de um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26), construído para codificar a proteína S (Spike) do vírus SARS-CoV2.

    O ensaio clínico aprovado é um estudo fase 3, randomizado, duplo cego, controlado por placebo, para avaliar a eficácia e segurança de Ad26.COV2.S na prevenção de COVID-19 mediada por SARS-CoV-2 em adultos com 18 anos ou mais (código do estudo VAC31518COV3001). Será uma dose única da vacina ou placebo e o estudo prevê a inclusão de até 60 mil voluntários, sendo 7 mil no Brasil, distribuídos em diversas regiões do país (nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte). O recrutamento dos voluntários é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa.

    Autorização

    Os dados que embasaram a autorização da Anvisa incluíram estudos não clínicos com a vacina e dados não clínicos e clínicos acumulados de outras vacinas que utilizam a mesma plataforma Ad26. O estudo fase 1/2 com a vacina candidata foi iniciado em Julho/20 nos EUA e Bélgica. O ensaio clínico fase 3 aprovado será conduzido em etapas e cada etapa só será iniciada se os resultados que estiverem disponíveis no momento, obtidos do estudo de fase 1/2 e do próprio estudo de fase 3, sejam satisfatórios para continuidade do estudo.

    Este é o quarto estudo de vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa no Brasil. No dia 2 de junho, a Agência  autorizou o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, para prevenir a Covid-19, no dia 3 de julho, o da vacina desenvolvida pela empresa Sinovac Research & Development Co. Ltd. em parceria com o Instituto Butantan e no dia 21/07, o das vacinas desenvolvidas pela BioNTech e Wyeth/Pfizer.

    Priorização de análise

    Para a aprovação do ensaio clínico, a Anvisa realizou reuniões com a equipe da Janssen a fim de alinhar todos os requisitos técnicos necessários para os testes.

    Desde o reconhecimento de calamidade pública no Brasil em virtude da pandemia do novo coronavírus, a Anvisa tem adotado estratégias para dar celeridade às análises e às decisões sobre qualquer demanda que tenha como objetivo o enfrentamento da Covid-19.

    Uma dessas estratégias foi a criação de um comitê de avaliação de estudos clínicos, registros e mudanças pós-registros de medicamentos para prevenção ou tratamento da doença. O grupo também atua em ações para reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos com impacto para a saúde pública devido à pandemia.

    O que são ensaios clínicos

    Os ensaios clínicos são os estudos de um novo medicamento realizados em seres humanos. A fase clínica serve para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para validar novas indicações terapêuticas.

    Dentro desse ensaio, existem três fases (I, II, III), onde são colhidas informações sobre atividade, funcionamento e segurança para que o produto possa ser liberado ao mercado e ser usado em pacientes junto com o tratamento padrão da pesquisa.

    Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A anuência de pesquisa clínica pela Anvisa se aplica somente às pesquisas clínicas que têm a finalidade de registro e pós-registro de medicamentos, por solicitações de empresa patrocinadoras ou seus representantes.

    O prazo para início do estudo clínico após a aprovação ética e regulatória é definido pelo patrocinador do estudo. Veja os ensaios clínicos de Covid-19 autorizados pela Agência.

    Fases da pesquisa clínica de vacinas

    Durante a fase I, pequenos grupos de indivíduos, normalmente adultos saudáveis, são avaliados para verificação da segurança e determinação do tipo de resposta imune provocada pela vacina. Nessa fase também podem ser realizados estudos de desafio, a fim de selecionar os melhores projetos de vacina para seguirem à fase seguinte.

    Na fase II, há a inclusão de um maior número de indivíduos e a vacina já é administrada a indivíduos representativos da população-alvo da vacina (bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos ou imunocomprometidos). Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade, posologia e modo de administração.

    Na fase III, a vacina é administrada a uma grande quantidade de indivíduos, normalmente milhares de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações adversas.

    O início dos testes em seres humanos dependerá de dois fatores: aprovação no Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) – órgão do Ministério da Saúde responsável pela avaliação ética de pesquisas clínicas – e da própria organização interna dos pesquisadores para recrutamento dos voluntários. A Anvisa não define esta data.

    Consulte todos os estudos clínicos para a Covid-19 autorizados pela Anvisa.

    Fonte: Anvisa

  • Uso racional de psicotrópicos durante a pandemia

    Em tempos de isolamento social e muitas mudanças comportamentais provocadas pela chegada do novo coronavírus, muitas pessoas têm se sentido ansiosas, perdidas e até desorientadas. Em meio a essa nova realidade, as farmacêuticas Ane Trento e Sheilla Fernandes avaliam o contexto da medicalização e do uso irracional de psicotrópicos e destacam a importância de iniciativas não medicamentosas para a manutenção da saúde mental.

    Ane Trento explica que esse período de pandemia acaba afetando a saúde mental de algumas pessoas por se tratar de um momento inédito, com alterações abruptas nas rotinas, nas atividades da vida diária e na maneira como essas pessoas se sentem em relação as outras e em relação ao mundo. “É muito comum eu ouvir as pessoas dizerem que sua saúde mental não está bem ou que possuem um problema de saúde mental, que precisam sair da quarentena porque acreditam que estão com a saúde mental comprometida”.

    Saúde Mental é muito mais que a ausência de doenças mentais. É, na verdade, um estado de bem estar em que o indivíduo consegue ser produtivo, realizar as suas habilidades e se recuperar do estresse causado pela rotina. “O estresse rotineiro é inerente à existência humana. Todos nós estamos sujeitos a condições de estresse: para crescer, para comer, até para dormir. O importante para a manutenção da saúde mental é que a gente seja capaz de se recuperar desse estresse e participar da vida em comunidade, ser produtivo e participativo das atividades sociais, sejam elas quais forem importantes para o indivíduo como pessoa”, destaca.

    Porém, em cenário de pandemia e todas essas mudanças no dia a dia, principalmente a necessidade do distanciamento social e as novas condições de trabalho, acabam provocando uma situação de estresse extremo, o que leva alguns indivíduos ao adoecimento mental. “Aí surge, obviamente, a ferramenta que mais se usa para tratar qualquer condição clínica, que é o medicamento. Então, a gente começa a medicalizar não só as questões clínicas mas também as questões sociais”, expõe a farmacêutica.

    A professora Sheilla Fernandes explica que esta medicalização ocorre porque a sociedade, em geral, vem utilizando medicamentos para tentar sanar condições inerentes ao ser humano como se fossem problemas de saúde. “É claro que eu não estou dizendo que não exista transtorno de ansiedade, ou que não exista depressão, ou estresse, ou a fadiga vinda da quarentena. Mas é bom deixar claro que nem toda insônia é um transtorno. Nem toda ansiedade, em dias pontuais, é transtorno de ansiedade. E nem sempre, por mais que seja um transtorno, precisará de entrar logo com medicamento”.

    A docente diz que as principais preocupações no uso dos psicotrópicos são o autodiagnóstico e o fácil acesso aos medicamentos no Brasil. “Como vivemos na sociedade ocidental, já é normal pensar logo em medicamentos. Claro que eles são importantes e a gente precisa deles, mas é preciso pensar também em alternativas não farmacológicas. E nós, enquanto farmacêuticos, devemos discutir esse aspecto da psicoeducação”.

    As profissionais lembram que muitos pacientes se automedicam até mesmo com os benzodiazepínicos, ainda que esses medicamentos sejam controlados e vendidos sob notificação de prescrição médica. A auto medicação ocorre modificando-se as doses, a frequência de administração ou usando o medicamento que foi prescrito para outra pessoa. Ane Trento diz que sempre busca orientar sobre os riscos e os benefícios dos medicamentos de tarja preta conhecidos como ansiolíticos. “Eles podem oferecer uma melhora significativa na qualidade de vida desde que utilizados de maneira racional. Precisamos deixar claro para esses pacientes que o medicamento só deve ser usado em uma situação clínica definida e avaliada por um profissional habilitado, em doses adequadas, por um tempo determinado, adequado àquele quadro específico e de maneira individual”, pondera.

    O Brasil é um dos países no mundo onde os benzodiazepínicos, medicamentos indicados para ansiedade, são mais utilizados. “As pessoas começam tomando meio comprimido, dez gotinhas. A sensação de bem estar é muito grande. Para quem tem um sono intermitente, quem não acorda bem disposto, não tem um sono reparador, o indivíduo toma clonazepam, por exemplo, e entende que aquele medicamento é muito bem-vindo na vida dele. Mas sabemos que quatro semanas já são suficientes para que comecem os efeitos que não são desejados”. Entre os efeitos colaterais dos ansiolíticos, Ane Trento cita a tolerância e a dependência e, a longo prazo, efeitos muito mais drásticos, como déficit cognitivo e, paradoxalmente, a própria insônia.

    Sheilla Fernandes acredita que o desconhecimento desses efeitos colaterais seja a principal causa do uso irracional e faz um apelo àquelas pessoas que insistem em utilizar esses medicamentos tarja preta sem orientação. “É preciso tratar a doença de base e não a insônia! Se a pessoa está ansiosa e com insônia e não procura um psiquiatra ou psicoterapeuta, já busca um ansiolítico. Mas o ansiolítico é um adjuvante, não a terapia principal. O tratamento com ansiolítico deve ter dia e hora para acabar, pois gera dependência. E, por falta dessa psicoeducação e a de um diagnóstico preciso, as pessoas insistem em tomar ansiolítico, sem mesmo saber diferenciá-lo do antidepressivo, por exemplo, que é o ‘padrão ouro’ no tratamento de transtornos psicológicos”.

    Alternativas não medicamentosas

    As farmacêuticas destacam que, além da psicoterapia, outras estratégias não farmacológicas para evitar o surgimento desses transtornos ou agravamento deles nesse período de pandemia podem ser empregadas antes do emprego de medicamentos, como o uso da fitoterapia, homeopatia, aromaterapia e de práticas integrativas para relaxar. Recriar a rotina também é uma boa iniciativa. De acordo com as profissionais, fazer a higiene do sono, com iniciativas simples como apagar a luz, evitar o uso de aparelho celular e aparelhos eletrônicos antes de dormir, fazer uma alimentação mais leve durante a noite, evitar a ingestão de bebidas alcóolicas e bebidas estimulantes como café, é essencial para manter a mente saudável. Faz parte das recomendações usar a cama apenas para dormir e, ao acordar, se arrumar para iniciar o trabalho em home office, por exemplo. Diminuir o uso das redes sociais, tomar sol e praticar exercícios físicos também são atividades que podem ajudar a manter a sanidade mental.

    Especialmente neste momento, é importante que os farmacêuticos estejam preparados e seguros para acolher as demandas relacionadas a saúde mental, avaliá-las da melhor maneira possível e aconselhar os pacientes de modo a proporcioná-los uma boa qualidade de vida.

    Fonte: Comunicação CFF

  • COVID-19: UFSC realiza pesquisa para conhecer ensino superior no Brasil

    A Universidade Federal de Santa Catarina, por meio do comitê de ética em seres humanos, está realizando uma pesquisa para conhecer como está sendo o processo de ensino nos cursos de farmácia de instituições de ensino superior do Brasil.

    Em parceria com a Escola Nacional dos Farmacêuticos, a pesquisa é intitulada: “Diagnóstico da educação farmacêutica em tempos de Covid-19 no Brasil”, e-Farma e não conta com nenhum financiamento público ou privado e tampouco visa qualquer compensação financeira associada aos seus resultados.

    A ideia da pesquisa é entender a percepção de docentes e alunos diante das mudanças trazidas pela epidemia. Para participar acesse: https://pt.surveymonkey.com/r/efarma

    Você pode indicar colegas para responder a pesquisa – basta encaminhar este link.

  • Câmara aprova MP que exige assinatura qualificada para medicamentos controlados

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11/08) a Medida Provisória 983/20, que cria dois novos tipos de assinatura eletrônica de documentos públicos. A intenção é facilitar o uso de documentos assinados digitalmente para ampliar o acesso a serviços públicos digitais. A matéria será enviada ao Senado.

    A MP foi aprovada na forma do projeto de lei de conversão do relator, deputado Lucas Vergilio (Solidariedade-GO), e prevê a criação das modalidades de assinatura eletrônica simples e avançada, além da assinatura qualificada (ou certificada pela Infraestrutura de Chaves Públicas – ICP-Brasil, que já existe).

    O texto da MP exige a assinatura qualificada para receitas de medicamentos sob controle especial, que são aqueles que contêm substâncias ou plantas constantes das listas do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/1998. Porém não prevê esse tipo de assinatura para os antimicrobianos, ao contrário do que foi divulgado em matéria da Agência Câmara (veja aqui – https://bit.ly/3gLktVv). A exclusão foi questionada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), diretamente ao relator da MP. O conselho trabalhará para que o texto seja revisto no Senado, passando a exigir a receita qualificada para todos os medicamentos.

    Ao relator – Em ofício encaminhado a Lucas Vergílio nesta terça-feira, 11/08, o CFF alertou que o parecer se restringiu ao uso da assinatura qualificada apenas aos medicamentos sob controle especial. Não foram mencionados os medicamentos antimicrobianos que possuem legislação específica e plano nacional para o enfrentamento dos desafios impostos pela resistência microbiana, considerada um dos maiores problemas de saúde pública. O CFF alertou ainda que não foi especificado no parecer a necessidade de assinatura qualificada do farmacêutico para o registro do ato da dispensação de medicamentos sujeito a controle especial e antimicrobianos, em receitas eletrônicas.

    Por meio do ofício, o conselho destacou que a cada dia se torna desafiante tratar um crescente número de infecções, visto que os antimicrobianos estão se tornando inefetivos, tendo como consequências diretas e indiretas o aumento da taxa de mortalidade, a permanência prolongada no ambiente hospitalar e a ineficácia dos tratamentos preventivos que comprometem toda a população.

    Em maio de 2015, na 68ª Assembleia Mundial da Saúde, foi aprovado o Plano de Ação Global para Combater a Resistência Antimicrobiana, que orientou o Brasil na elaboração do nosso plano nacional para a prevenção e o controle da resistência microbiana nos serviços de saúde (disponível em https://bit.ly/3fL75iQ).

    O conselho lembrou que diversas publicações nacionais e internacionais têm alertado para esse problema, entre as quais, Diretriz publicada pela Anvisa (https://bit.ly/33OIVSh) e dois documentos da Federação Internacional Farmacêutica – FIP (https://www.fip.org/file/1598 e https://www.fip.org/file/163). Por fim o CFF destaca que o enfrentamento deste desafio exige uma abordagem conjunta e articulada de vários segmentos do Congresso Nacional, órgãos governamentais, profissionais de saúde e de toda sociedade.

    Fonte: Comunicação do CFF com informações da Agência Câmara de Notícias

  • STF julga direito de responsabilidade técnica para técnico em farmácia

    Inicia nesta sexta-feira, 14, de forma virtual, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do processo movido por técnico em farmácia que pleiteia a assunção à responsabilidade técnica por drogaria. O processo teve início quando o CRF-MG negou, a um profissional sem curso superior, pedido de inscrição como técnico em farmácia para assumir a responsabilidade técnica da sua drogaria, em Contagem.

    A questão foi judicializada. Em 1º grau, foi assegurado o autor o direito de inscrição no conselho regional. Porém, foi negada a sua assunção à condição de RT. Essa decisão foi mantida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Porém, o técnico apelou ao Supremo, “alegando violação ao trabalho e dignidade humana, à livre iniciativa, à auto-organização, à livre concorrência e à saúde”.

    Além do CRF-MG, que é parte, o CFF e vários conselhos regionais de Farmácia atuam no processo como amicus curiae ou amigos da causa. Por meio de suas assessorias jurídicas, as entidades têm buscado reunir a argumentação mais contundente no sentido de preservar o âmbito de atuação, atualmente exclusivo do farmacêutico. Dessa forma, visam também, proteger a qualidade da assistência farmacêutica prestada à sociedade, contra profissionais inabilitados para o exercício da atividade da responsabilidade técnica.

    As perspectivas para o julgamento são animadoras. Os conselhos ganharam em todas as instâncias até agora, e já têm, anexados ao processo, pareceres favoráveis da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia Geral da União (AGU). Tudo está sendo feito para que o resultado seja mais uma vitória, porém o momento reforça a necessidade de união da classe às entidades, pois uma decisão contrária coloca em risco a todos.

    Diversas outras entidades e interessados também atuam no processo como amicus curiae, em apoio às partes. Porém, conforme destaca a presidente do CRF-MG, Júnia Célia de Medeiros, quem tem autoridade e competência legal nesse caso para defender o exercício profissional do farmacêutico, são os conselhos de Farmácia. Ela ressalta que os conselhos têm trabalhado intensamente e são as entidades aptas a oferecer os esclarecimentos necessários à Justiça.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Agosto dourado: farmacêutico analisa leite doado para atingir padrão ouro

    O agosto dourado é celebrado nacionalmente como o mês do Aleitamento Materno desde 2017. A cor escolhida, simboliza o padrão ouro de qualidade do leite humano, líquido essencial para a vida e desenvolvimento do bebê.  Mas, segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) somente 45,7% das crianças foram amamentadas exclusivamente com leite materno.

    E as mamães tem dificuldade de amamentar? Elas podem buscar ajuda no banco de leite humano que recebe as doações daquelas mulheres que produzem mais leite do que o necessário para o seu bebê e em seguida, encaminham para quem precisa. Para atingir o padrão o ouro, o leite doado passa pelo processo de seleção e classificação.

    O farmacêutico, Fernando Minervo, é quem faz a análise da qualidade do leite a ser doado. Responsável pelo controle de qualidade no banco de leite humano Ivete França, na cidade de Arapiraca, ele explica que o leite assim que chega é registrado e reetiquetado para depois ser colocado no freezer de acondicionamento.

    “O tempo de validade deste leite é de 15 dias contados do dia em que ele foi coletado pela doadora, por isso, temos um controle logístico para não perder o leite doado”, garantiu. De posse deste material, que está congelado, o leite passará pelo processo de análise de sujidade. Para isso ele será descongelado em banho maria e observado se existe ponto preto, formiga e outros elementos que podem ter danificado o leite na casa da doadora.

    Se houver alteração de sujidade o leite é descartado, caso não, ele segue para a próxima etapa que é sentir o cheiro característico do leite para depois ser reenvasado no frasco do banco de leite para iniciar o processo de pasteurização.

    “Para pasteurizar a gente vai respeitar o volume e os frascos, ou seja, todos os leites têm que estar no mesmo volume e em frascos iguais. Não pode nem ser parecido. Eles são colocados no pasteurizador por 30 min numa temperatura de 62,5°. A pasteurização é a inativação das bactérias patogênicas de interesse clínico, que normalmente são os coliformes fecais”, comentou.

    Ele revela que as doadoras recebem toda a instrução do banco de leite que vão desde assepsia até o acondicionamento deste leite, mas, ainda sim o farmacêutico afirma que a depender do local onde esse leite é ordenhado pode ocorrer a contaminação do líquido porque é feito em casa. “São muitas variáveis que temos que controlar, por isso, o leite materno passa por todo esse controle de qualidade”, falou.

    De acordo com Fernando, a pasteurização é feita uma vez por semana. Enquanto os leites estão sendo pasteurizados, ele vai realizando os testes de acidez e o crematócrito para ver as kcal do leite cujas amostradas de 5 ml foram coletadas antes do leite ir ao pasteurizador, ou seja, amostras de leite cru. Se acidez estiver acima do permitido pela RDC, ele comunica as enfermeiras e mesmo que esteja sendo pasteurizado ele será descartado.

    Ao sair da pasteurização, o leite passa por mais uma análise que é pra verificar se a pasteurização deu certo. “Eu coleto novas amostras, faço o exame microbiológico de cada frasco para garantir que a pasteurização está dentro das normas. Neste teste eu vou identificar se houve crescimento bacteriano e caso tenha dado positivo, eu faço um novo teste que é o confirmatório do positivo para não perder o leite”, falou.

    Os leites que foram aprovados em todos os testes são destinados ao freezer de distribuição prontos para serem encaminhados a UTI do Hospital, conforme a prescrição. Essa distribuição, segundo Fernando, é feita pelas enfermeiras. Além do farmacêutico, o banco de leite conta com uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiros, assistente social, técnicos de laboratórios, técnicos de enfermagem e assistentes administrativos.

    Mais informações sobre o banco de leite, acesse aqui

    Fonte: Ascom CRF/AL

     

  • Farmácia de pai para os filhos: conheça a história da família Amorim

    No dia dos pais, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas conta a história da família Amorim que tem uma relação especial com a farmácia. Tudo começou com o seu José Everado, um cearense de Juazeiro do Norte que chegou em Alagoas na década de 80, e desde então vive na cidade de Batalha, sertão alagoano.

    Farmacêutico de formação – na época que veio para Alagoas não havia curso de graduação em farmácia – seu Everardo montou seu primeiro negócio: um laboratório de análises clínicas, área de atuação desde então. Casado com dona Silvani ele é pai de três filhos: Ewerardo, Ewerton e Krishna, que são alagoanos.

    A família cresceu e junto com ela cresceram também os negócios. Os filhos estavam sempre junto ao pai e de forma natural e inconsciente eles optaram em ser farmacêuticos. Krishina – a filha mais velha foi a primeira a seguir os passos do pai e se formou no curso de graduação em farmácia em 2008, escolhendo a pesquisa sua área de trabalho, depois vieram os dois filhos Ewerton e Ewerardo que se formaram em 2012. O Ewerton atua no segmento de análises clínicas e o Ewerardo foi para o segmento comercial, administrando as farmácias da família.

    “Não tenho dúvidas de que a convivência com meu pai nos influenciou na escolha pela farmácia. Ele é um homem batalhador, um exemplo de pai e uma grande profissional. Era perceptível o amor que ele tinha pela farmácia e foi esse sentimento que nos contagiou”, disse Ewerardo.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • TJ/AL promoverá webinário sobre violência doméstica para farmacêuticos

    O Tribunal de Justiça de Alagoas realizará no próximo dia 17 de agosto o webinário sobre violência doméstica contra a mulher e a campanha sinal Vermelho. O objetivo é promover uma capacitação para os farmacêuticos e trabalhadores de farmácia quanto ao atendimento da mulher vítima de violência.

    Robert Nicácio, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, apoia a iniciativa e convoca todos os farmacêuticos a participarem deste encontro. “Essa capacitação é importante para nos ensinar como fazer o acolhimento desta mulher que chega à farmácia. Este não é o nosso dia a dia, e receber essas dicas é fundamental para que a campanha dê certo”, afirmou.

    O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan, ressalta que durante a pandemia, os números de violência contra mulher tem aumento, por isso, o apoio de toda sociedade é essencial. “Não seria diferente com os profissionais do ramo farmacêutico. O engajamento destes profissionais contribui e muito para que a gente livre muitas mulheres de seus agressores”, disse.

    O webniário será ministrado pela magistrada Carolina Valões e pela Major da Polícia Militar de Alagoas, Danielli Assunção, responsável pela patrulha Maria da Penha e acontecerá as 20h. Para participar basta acessar o link: meet.google.com/pps-qemz-trv

    Fonte: Ascom CRF/AL