Author: admin

  • CRF realiza curso de atualização  para a classe farmacêutica

    CRF realiza curso de atualização para a classe farmacêutica

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realizou mais um curso de atualização para os seus inscritos. No último sábado, 12, os farmacêuticos tiveram a oportunidade discutir os novos rumos da farmácia brasileira e os desafios dos farmacêuticos clínicos com o farmacêutico, Salomão Kawage.
     
    De acordo com Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, os cursos oferecidos pelo Conselho têm como objetivo trazer novos conhecimentos aos profissionais que já atuam no mercado e àqueles que estão chegando. “Trazer as novidades de mercado e o conhecimento de profissionais que atuam numa região diferente da nossa para promover essa troca de conhecimento, é o que o Conselho tem buscado fazer pelos colegas” destacou o presidente.
     
    Outro tema apresentado aos participantes foi a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98, RDC 20/2011 e do Programa aqui tem Farmácia Popular com o palestrante Orlando José Palheta Campos.
     
    Robert Nicácio, vice-presidente do CRF/AL, pontuou que a atualização com a legislação sobre as regras farmacêuticas é muito importante, porque toda orientação no atendimento ao público e dispensação desses medicamentos é de responsabilidade do farmacêutico. “É de fundamental importância que os profissionais estejam atualizados com as normas vigentes, por isso, promovemos esses cursos de atualização”, comentou.
               
    ENTREGA DE CARTEIRAS
                
    Depois das palestras, o CRF realizou a solenidade de entrega de carteiras aos novos farmacêuticos de Alagoas. Ao todo cerca de 50 profissionais foram contemplados com a carteira profissional. “Nos sentimos felizes em poder ofertar ao mercado de trabalho profissionais capacitados para atuar no mercado farmacêutico alagoano”, comemorou Alexandre, presidente do CRF.
                
    Para apresentar o papel das entidades farmacêuticas no cotidiano das atividades profissionais, o CRF promoveu uma mesa redonda com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Dr José GILDO Silva, Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), Hugo Alexandre, das vigilâncias sanitárias de Maceió, Dr. Antônio, e de Arapiraca, Dr. Saulo Sales.
                
    “Como estamos recebendo profissionais novos, entendemos que apresentar as entidades de classe que os representam e suas funções é uma maneira de mostrá-los que não estarão desprotegidos”, apontou Robert Nicácio, vice-presidente.
     
    ASCOM-CRF
  • Para pioneira em ligar zika a microcefalia, Brasil está perdendo tempo e situação é

    Para pioneira em ligar zika a microcefalia, Brasil está perdendo tempo e situação é

    As sextas-feiras viraram os “piores dias da vida” da obstetra Adriana Melo. É quando ela recebe as grávidas que tiveram zika para as ultrassonografias que indicam se os fetos têm ou não algum sinal de alteração neurológica, em um hospital conveniado ao SUS em Campina Grande, na Paraíba.
     
    Na maior parte das vezes, pode mandar as mulheres de volta para casa aliviadas, com o sossego de que está tudo bem.
     
    Até que surja em seu monitor sinal das alterações que viu pela primeira vez em setembro do ano passado, e precise dar a notícia mais temida pelas grávidas enviadas à Clínica-Escola da Faculdade de Ciências Médicas – de que o bebê tem sinal de má formação neurológica.
     
    “Não é fácil. A sensação é de que estou puxando o tapete de alguém”, conta ela, que depois de dar a notícia se recolhe no quarto escuro de ultrassom para respirar fundo antes de receber as próximas pacientes.
     
    Dra. Adriana, como todos a conhecem em Campina Grande, ganhou notoriedade depois de se tornar a primeira médica a identificar, em novembro, o vírus Zika no líquido amniótico de duas grávidas cujos fetos tinham microcefalia.
     
    Ao longo dos últimos meses, a certeza de que a zika está por trás do surto de bebês que vêm nascendo com alterações neurológicas só aumentou – e a postura de alguns pesquisadores que colocam em dúvida esta relação, ou consideram excessivo o alarme gerado pelo governo, a tiram do sério.
     
    “Eu sou médica baseada em evidências. Tem 17 anos que trabalho só com feto. Vejo 30 cérebros de crianças por dia. O que digo (a quem duvida) é – venham aqui. Passem um dia comigo olhando cérebros. E vocês vão ver que tem algo muito diferente acontecendo”, afirma. “Eu tenho a visão de pesquisadora. Mas não podia ignorar a experiência deste momento.”
     
    Maçã de Newton
     
    A obstetra diz que estamos no momento em que “a maçã caiu na nossa cabeça”, comparando a ligação com a doença à revelação tida por Isaac Newton, que descobriu a lei da gravitação universal.
     
    “Quando Newton desenvolveu suas teorias, primeiro a maçã teve que cair na sua cabeça. Estamos nesse ponto em que temos que elaborar as teorias e os trabalhos. Mas eu não podia esperar um tijolo cair sobre a minha cabeça para começar.”
     
    “Acho que estamos numa situação de guerra. Acredito piamente. Se fôssemos esperar até que se estabelecesse um nexo causal para alertar a população, quantas grávidas a mais não teriam bebês com microcefalia? Será que esse anúncio não foi capaz de salvar algumas vidas?”
     
    Ela lembra o tempo perdido no passado até que se tenha levado a sério a Aids. “Quantos anos se passaram até que os cientistas quisessem acreditar no que estava acontecendo.”
     
    Ela considera que o país está “alarmando de menos”.
     
    “Estamos focando só em casos de microcefalia, quando há coisas piores acontecendo”, afirma, citando casos recentes de pessoas que morreram com suspeita da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que também vem sendo associada ao Zika.
     
    Alterações 'não batiam'
     
    O surto de microcefalia teve a primeira aparição no consultório de Dra. Adriana em setembro do ano passado. Uma paciente que tinha tido exames normais com 12 e 16 semanas de gravidez voltou com 20 semanas, e uma alteração no cerebelo deixou a médica incomodada. Mais duas semanas se passaram e a cabeça do bebê não havia crescido nada, e já apresentava microcefalia, além de focos de calcificação em diversos locais de cérebro.
     
    “Aquilo me deixou confusa porque o cerebelo alterado era mais para uma doença genética, e a calcificação era mais para uma infecção. As duas coisas juntas não batiam.”
     
    Isso foi numa sexta-feira de manhã. Na sexta de noite, seu celular acendeu com uma mensagem que estava circulando pelo WhatsApp, dizendo que Pernambuco estava com 60 casos de microcefalia com o mesmo padrão de cerebelo alterado e calcificação.
     
    Em comum, as grávidas tinham tido manchas vermelhas no corpo no início da gravidez. A suspeita era zika.
     
    “Liguei na hora para a minha paciente, e ela tinha tido zika com 8 meses. Fomos atrás das outras pacientes e todas tinham o mesmo histórico”, conta.
     
    “E fui ligando os pontos. A gente tinha visto um aumento de casos de Guillain-Barré aqui na Paraíba em julho, que é uma doença neurológica. Ou seja, esse vírus deve ter uma predileção pelo sistema nervoso. Eu não tive mais dúvidas.”
     
    A obstetra começou a se mobilizar para encontrar um laboratório que pudesse testar o líquido amniótico de suas pacientes para a presença do vírus. Até que chegou à Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.
     
    “Para mim era muito lógico buscar uma resposta no líquido amniótico, porque em infecções como toxoplasmose e citomegalovírus, quando a mãe transmite para o bebê, esses agentes infecciosos ficam presentes na urina e no líquido amniótico”, compara. “Na minha cabeça era muito simples. Não sabia que ia dar essa repercussão toda.”
     
    Mesmo tendo sido “precursora”, Dra. Adriana continua batalhando para conseguir recursos para pesquisa. E continua se desdobrado para se sustentar e manter todas suas frentes de atuação – além de médica em um hospital municipal e na escola universitária, ela é sócia de três clínicas particulares e pesquisadora no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ibesq).
     
    “Não temos verba. Se a doença tivesse começado no Sudeste, provavelmente já haveria mais recursos para pesquisa. Sabemos que o Nordeste é desacreditado, apesar de ter excelentes pesquisadores.”
     
    Ela segue fazendo estudos em conjunto com pesquisadores de outras instituições, como a Fiocruz e a UFRJ. Mas pleiteia verba para uma pesquisa mais ampla que acompanhe grávidas que tenham zika a partir da doença até o nascimento, e o desenvolvimento de casos de microcefalia – e que foque também nas crianças que nasceram saudáveis para acompanhar seu desenvolvimento.
     
    “Não sabemos ainda se esses bebês podem ter um déficit auditivo, uma crise convulsiva, um déficit visual”, preocupa-se.
     
    'Síndrome da zika congênita'
     
    Ao lado de outros colegas, ela defende que se deixe de descrever o que o Brasil está testemunhando como um surto de “microcefalia” apenas, e que se passe a falar em “síndrome da zika congênita”. A expressão síndrome é usada quando há um conjunto de repercussões associado a uma causa.
     
    “Temos visto uma variação muito grande. Há desde casos em que a cabeça da feto é menor e há pontos isolados de calcificação até padrões mais graves, com a ausência de estruturas do cérebro – como do tálamo ou do tronco cerebral, que é a estrutura responsável pela vida”, explica.
     
    “Vemos também casos de artrogripose, quando há uma contração da musculatura e das articulações. Nos casos mais graves, os bebês, quando nascem, terminam indo a óbito com pouco tempo de vida”, lamenta.
     
    Mas o problema está longe de ser apenas médico. É também social. A maioria das famílias atingidas é de baixa renda, e o atendimento demanda um forte empenho de assistência social.
     
    “As diferenças sociais estão muito evidentes nessa tragédia. A grande maioria dos casos é das periferias ou de cidades pequenas, onde sabemos que há mais problemas sanitários, falta de abastecimento, falta de tratamento de esgoto”, afirma.
     
    “Essas populações são mais castigadas. As mulheres não têm acesso a repelente, não podem colocar uma tela (para proteger contra mosquitos), muito menos dormir com ar-condicionado. E muitas vezes não têm entendimento da gravidade da situação. A preocupação é outra. Pode ser que tenham dificuldade até de comer. Entre comprar o repelente de R$ 50 e uma refeição, é claro que vão preferir uma refeição.”
     
    Dra. Adriana tem dormido pouco, sacrificado a vida familiar, pulado fins de semana – e continua temendo as sextas-feiras, quando segue recebendo mulheres com malformações nos bebês que carregam em suas barrigas, e tem que ser a porta-voz do impensável.
     
    “O que me motiva”, suspira, “é parar de dar essas notícias.”
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Força-tarefa quer acelerar teste de microcefalia e liberação de benefício

    Força-tarefa quer acelerar teste de microcefalia e liberação de benefício

    Diante do atraso na confirmação de casos de microcefalia e da demora na concessão de benefício de um salário mínimo para crianças com a má-formação nascidas em famílias de baixa renda, o governo federal lança nesta terça-feira (15) plano para reduzir a espera. Ele prevê repasses de R$ 10,9 milhões aos Estados.
     
    Os recursos extras serão usados num plano que prevê identificar e localizar bebês com suspeita da doença, levá-los a centros de diagnóstico e, se necessário, achar hospedagem até que todos os exames sejam feitos. Os recursos serão destinados segundo o número de casos suspeitos. Assim, Pernambuco, o Estado com maior número de casos em investigação (1.455), vai receber a maior fatia: R$ 3,2 milhões. A confirmação dos casos é o primeiro passo para que o benefício, previsto em lei, seja concedido para as crianças.
     
    Simultaneamente, o Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) inicia uma força-tarefa para tentar dar vazão ao acúmulo de pedidos do Benefício de Prestação Continuada já feitos. A estimativa é de que tenham sido agendados pelo menos 2 mil pedidos do benefício para crianças de até um ano. Não há como saber quanto desse total foi feito por representantes de crianças com microcefalia, muito menos quantos casos têm relação com zika.
     
    Para integrantes do INSS, no entanto, uma coisa é certa: pedidos feitos nessa faixa etária aumentaram de forma significativa nos últimos meses. O crescimento estaria ligado à explosão de casos de microcefalia. O mutirão foi feito em quatro capitais com mais registros suspeitos da má-formação: Fortaleza, Salvador, Recife e São Luís. Não há um balanço sobre quantos casos foram resolvidos, mas a intenção é repetir a iniciativa nas próximas semanas.
     
    Benefício
     
    O Benefício de Prestação Continuada é concedido para pessoas com deficiências de qualquer idade integrantes de famílias cuja renda per capita não seja superior a um quarto de salário mínimo (R$ 220). Além de pessoas com deficiências – onde a microcefalia pode ser incluída -, o benefício é dado a idosos que não contribuíram para a Previdência Social.
     
    O valor do benefício é de um salário mínimo (R$ 880). A cada dois anos, o beneficiário tem de passar por nova perícia.
     
    No caso da microcefalia, a concessão do benefício tem de ser precedida por laudo médico e por perícia, que vai comprovar que a criança é impossibilitada de fazer uma série de atividades. Mães de bebês, no entanto, queixam-se da demora na concessão do benefício.
     
    O governo admite a demora, mas afirma que, em alguns casos, bebês com suspeita de microcefalia acabam não retornando para os exames confirmatórios. “Não sabemos ainda as razões, mas o fato é que há vários relatos de mães que não retornam ao serviço para ter o diagnóstico do bebê concluído”, disse o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
     
    Uma das causas mais prováveis é a dificuldade de acesso, a falta de transportes e de recursos para se deslocar de casa até o serviço de saúde. A secretária Nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ieda Castro, afirmou que todo o passivo de casos suspeitos de microcefalia só deve ser zerado em dezembro deste ano. 
     
    Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.
     
  • Europa anuncia 10 milhões de euros para a pesquisa do zika

    Europa anuncia 10 milhões de euros para a pesquisa do zika

    Genebra – A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira, 15, o financiamento de 10 milhões de euros para bancar projetos de pesquisas sobre o vírus zika, principalmente no Brasil. Os detalhes de como o dinheiro será enviado ou quais instituições receberão os recursos não foram revelados. Mas, em um comunicado, o governo brasileiro confirmou a parceria. 
     
    Citado no anúncio feito em Bruxelas, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Celso Pansera, indicou que parte do dinheiro vá beneficiar o Brasil. Mas também não traz detalhes. 
     
    “A parceria com a União Europeia na pesquisa sobre o vírus zika será muito importante para ajudar pesquisadores brasileiros em combater a epidemia que afeta nosso país”, disse. “Além disso, a iniciativa vai estimular a pesquisa e tecnologia em escala global para o benefício de todos”, afirmou.
     
    Para o comissário de Saúde da UE, Vytenis Andriukaitis, o bloco europeu deve se preocupar com a proliferação de casos. “Vários cidadãos europeus voltaram de áreas afetadas pelo vírus”, disse. “Estamos monitorando com cuidado a situação e, com o verão chegando, estamos trabalhando com governos e com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para instalar medidas necessárias para garantir uma resposta ao problema”, disse.
     
    Carlos Moedas, comissário europeu para Pesquisas, também destacou a falta de recursos para pesquisas. “O dinheiro vai permitir pesquisas que são urgentes sobre essa ameaça global”, indicou.
     
    Na semana passada, o presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, queixou-se na OMS da falta de recursos do governo federal para o desenvolvimento de pesquisas e indicou que estava em negociações com europeus e americanos para bancar projetos no Brasil.
     
    Além dos 10 milhões de euros anunciados nesta terça-feira, os europeus gastarão mais 40 milhões de euros para bancar sua própria vacina.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Zika já afasta do país turistas estrangeiros

    Zika já afasta do país turistas estrangeiros

    O temor internacional com relação ao surto do vírus da zika já tem tido impacto no fluxo de turistas estrangeiros que visitam o Brasil.
     
    Levantamento feito pela Folha com dez das maiores agências de turismo receptivo do país mostrou que sete delas registraram ao menos dois ou três cancelamentos de grandes grupos cada uma, desde o início do ano, totalizando 579 estrangeiros que deixarão de visitar o país entre fevereiro e maio.
     
    São turistas que já tinham reservado passagens aéreas e hotéis em cidades como Rio, São Paulo,Recife, Foz do Iguaçu e Manaus, mas voltaram atrás depois que imagens de bebês com microcefalia,doença que se suspeita estar relacionada como vírus, inundaram o noticiário estrangeiro.
     
    Integrantes do setor ressaltam que o número de cancelamentos é baixo diante do total de visitantes estrangeiros— 6,4 milhões deles viajaram ao Brasil em 2014 (último dado disponível).
     
    As más notícias vieram em momento de dólar valorizado, o que torna o país mais barato para quem vem de fora.
     
    Operadores já afirmam que os turistas estão começando a desconsiderar o Brasil como destino para a próxima alta temporada no hemisfério sul.
     
    Embora declarem que o impacto é pontual, temem que o movimento indique uma tendência a médio prazo.
     
    Um grupo de 90 portugueses, por exemplo, cancelou a viagem que faria, em março, para o Recife,como intermédio da agência Rentamar.
     
    Três grupos de 40 americanos desistiram de visitar Rio, Manaus e Foz do Iguaçu, no Paraná, em maio, com a Sat Tours. Sessenta iranianos cancelaram a ida a Foz, o segundo maior destino turístico do Brasil. O mesmo fizeram 18 malaios da BluMar.
     
    “A mídia lá fora está bombardeando o Brasil com notícias negativas e isso tem impacto, ainda que pontual, no turismo”,diz a gerente operacional da Sat Tours, Patrícia Pontes. “Os americanos costumam ser os mais reativos”.
     
    Um casal de espanhóis desistiu de Porto de Galinhas (PE). Um de portugueses cancelou a ida ao Rio. Grávidas, as mulheres seguiram orientações da Organização Mundial de Saúde, que desaconselhou visitas de gestantes a 23 países por causa do vírus.
     
    A Matueté, agência paulista de turismo de luxo, esperava uma demanda por viagens 50% maior para esta época do ano, segundo o agente Bruno-Mathieu Roy.
     
    OLIMPÍADA
     
    Segundo as agências, não é possível dizer que haverá impacto para os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio. O motivo é que a agência parceira do COI (Comitê Olímpico Internacional), a Tam Viagens, tem prioridade na comercialização de pacotes com hospedagem no país. Procurada, a Tam afirmou que ainda não registrou desistências devido ao zika.
     
    O presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Organização de Turismo Receptivo do Brasil), Salvador Saladino, expressou,contudo, preocupação com o cenário para os Jogos. “Existem condições para uma redução no número de turistas na Olimpíada. Se a OMS Organização Mundial de Saúde diz que há uma epidemia, grávidas, por exemplo, com certeza não virão”, afirma Saladino.
     
    Algumas empresas já mudam seus procedimentos para se adaptar ao novo cenário. A Rentamar, por exemplo, assegurou-se de que cada um dos 140 funcionários mexicanos de uma multinacional que visitaram o Rio em fevereiro tivesse um tubo próprio de repelente.
     
    De acordo com a diretora executiva da Havas, Rachel Havas, nas reuniões do Global DMC Partners, espécie de associação internacional de turismo receptivo, o interesse pelo Brasil como opção de destino para o próximo verão diminuiu.
     
    A entidade costuma ser consultada por grandes multinacionais quando elas querem enviar seus executivos em viagens de bonificação ao exterior.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • NOTA!

    NOTA!

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa os novos valores das anuidades de pessoas físicas e jurídicas referentes a 2016, como determina a Resolução CFF nº 614/215 em cumprimento a Lei Federal nº 12.514/11. No entanto, sensíveis à instabilidade econômica que impacta negativamente o segmento farmacêutico, o órgão mantém por decisão de plenária ocorrida no dia 10 de dezembro de 2015, CONGELADO os valores das taxas cobradas pelos serviços de emissão de documentos a profissionais e empresas.
     
    O pagamento das anuidades terão os seguintes descontos; Pessoas físicas e jurídicas têm desconte de 10% se o pagamento em cota única for efetuado até 31 de janeiro ou de 5% se quitado até 28 de fevereiro (ressalvado o ano bissexto – 29 de fevereiro). O pagamento também pode ser dividido em cinco vezes, com primeira parcela vencendo em 31 de janeiro, mas sem descontos.
     
    Os boletos serão enviados no início de janeiro aos endereços cadastrados no banco de dados do CRFAL e já podem ser solicitadas através dos e emails: recepçã[email protected] e [email protected].
     
    A Diretoria
     
    OBS:O Conselho de Farmácia do Estado de Alagoas – CRF/AL, solicita a todos os farmacêuticos e proprietários de farmácias que não receberam a anuidade até o dia 31/01/2016, que entrem em contato com a sede ou seccional do CRF/AL, até o dia 05/02/2016, para poder receber um novo boleto com o desconto.
     
    A Diretoria do CRF/AL.
     
  • Já estão abertas as inscrições ao curso EaD do CFF

    Já estão abertas as inscrições ao curso EaD do CFF

    O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, anunciou nesta segunda-feira, 29/02, durante o lançamento do 6º Congresso Norte e Nordeste de Ciências Farmacêuticas, em Belém (PA), a abertura das inscrições ao curso “Prescrição Farmacêutica no Manejo de Problemas de Saúde Autolimitados”. O objetivo geral do curso é prover os fundamentos para que os farmacêuticos conheçam, compreendam e apliquem o processo de raciocínio clinico para a prescrição farmacêutica no manejo de problemas de saúde autolimitados.
     
    O curso, que tem três módulos distribuídos em 40 horas, é uma iniciativa do Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar), lançado pelo CFF em janeiro. Será ministrado gratuitamente, a distância, por meio de uma plataforma digital. “Nosso objetivo é contribuir para qualificar o atendimento à população que, diariamente, recorre às farmácias comunitárias brasileiras”, discursou Walter da Silva Jorge João, após preencher a sua ficha de inscrição on line, no momento da solenidade, oficializando o início do curso.
     
    Para se inscrever acesse http://profar-cff.org.br/
     
    Para saber mais acesse http://migre.me/t8rGv
     
    Fonte: CFF
     
  • Estado ignora norma que obriga notificar zika

    Estado ignora norma que obriga notificar zika

    Enquanto cientistas do mundo todo procuravam coletar a maior quantidade possível de informações sobre o vírus zika e sua relação com a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré, numa reunião de três dias encerrada anteontem na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, a Secretaria estadual de Saúde continua sem saber o número de casos suspeitos da doença no Estado do Rio. A falta de dados levantados pelo governo ocorre mesmo após o Ministério da Saúde ter tornado obrigatória, em 18 de fevereiro, a notificação de pacientes com suspeita da zika.
     
    Mais de vinte dias depois da resolução do ministério, os dados ainda não começaram a ser coletados nos municípios do Rio. A notificação deveria ser da seguinte forma: médicos das redes estadual, municipal e privada enviariam os casos às prefeituras, que repassariam ao estado para remetê-los ao ministério. A demora neste processo ocorre mesmo diante da informação que, desde outubro, 5.660 gestantes do estado tiveram exantemas (manchas vermelhas) no corpo durante a gravidez. As marcas são um dos sintomas do zika e seu diagnóstico em mulheres grávidas é de notificação obrigatória desde outubro, por determinação do governo federal, e vem sendo feita pelo estado.
     
    A Secretaria estadual de Saúde alegou que não começou a compilar os casos suspeitos de zika porque aguarda orientações do Ministério da Saúde sobre como o trabalho deve ser feito. Procurado, o órgão federal afirmou que, ao tornar obrigatórias as notificações, disponibilizou a estados e municípios uma nota informativa com o detalhamento dos procedimentos. Ainda segundo o ministério, foi feita no dia 2 de março uma videoconferência com os administradores estaduais, incluindo um representante da Secretaria de Saúde, durante a qual foram passadas orientações sobre a vigilância do vírus zika. O material está disponível no Portal da Saúde, na internet. 
     
    PARA ESPECIALISTAS, INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL 
     
    Para médicos e pesquisadores, a falta de informação dificulta ainda mais o entendimento da ameaça à saúde pública que o estado vem enfrentando, e ainda atrapalha as pesquisas internacionais sobre o tema. Segundo Ana Van der Linden, neuropediatra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernandes Figueira, em Pernambuco, os números são importantes para chamar a atenção de pesquisadores estrangeiros para o problema que vem se transformando em ameaça mundial. Ana foi uma das primeiras médicas no Brasil a relacionar o aumento dos casos de microcefalia no Nordeste à zika. O estado de Pernambuco tornou compulsória a notificação de suspeita da doença em dezembro, antes mesmo do governo federal. O GLOBO apurou que outros estados do país, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas já estão enviando as notificações ao ministério.
     
    — Se você tem a notificação, tem o número real de casos suspeitos. Inicialmente, desconfiamos da relação da zika com a microcefalia, e a própria OMS ainda não reconheceu isso cientificamente, mas agora temos muito mais números para mostrar que essa relação é bastante provável. São esses dados que despertam também a atenção dos pesquisadores internacionais para o vírus, e nós precisamos da ajuda deles para lidar com a questão aqui no Brasil — afirma Ana.
     
    Para o infectologista Alberto Chebabo, sem as notificações o governo do estado não sabe exatamente quais regiões têm maior circulação de vírus e não pode tomar medidas estratégicas como enviar agentes a áreas críticas e destinar recursos financeiros e inseticida em casos emergenciais, para locais afetados pelo zika.
     
    Fonte: O Globo
  • Câncer de mama recua em 11 dias

    Câncer de mama recua em 11 dias

    Combinação de remédios encolheu ou eliminou tumores em um quarto das pacientes em 11 dias. Uma combinação de dois remédios mostrou ser capaz de encolher significativamente ou mesmo eliminar os tumores de pouco mais de um quarto das pacientes de um tipo particularmente agressivo de câncer de mama em apenas 11 dias, um resultado que foi considerado “espantoso” pelos pesquisadores tanto pela rapidez da resposta quanto pelo tratamento não incluir nenhum medicamento quimioterápico, como é o padrão na abordagem clínica desses casos. Apresentado ontem durante a 10ª Conferência Europeia de Câncer de Mama, o estudo, embora limitado, abre caminho para algumas mulheres vítimas da doença escaparem dos muitos incômodos da quimioterapia, além de terem a chance de preservar ao menos parte de seus seios na subsequente cirurgia para remoção dos tumores, num importante ganho estético e psicológico.
     
    Chamados lapatinibe e trastuzumabe, os dois medicamentos atuam de forma diferente contra o câncer de mama do tipo conhecido como HER2 positivo. Essa variante atinge cerca de 20% das vítimas da doença e é caracterizada pelo crescimento acelerado e invasivo dos tumores. Por isso, o protocolo padrão pede que eles sejam atacados com força total e sejam removidos cirurgicamente, especialmente quando diagnosticados na sua fase inicial.
     
    O estudo — financiado pelo Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido e pelo laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline (GSK), fabricante do lapatinibe — envolveu 257 mulheres recém- diagnosticadas com câncer de mama HER2 positivo recrutadas entre 2010 e 2015. Na primeira fase do ensaio clínico, 130 delas foram distribuídas aleatoriamente em três grupos: um de controle, que não recebeu nenhum tratamento nos 11 dias prévios à cirurgia; outro em que foram medicadas apenas com o trastuzumabe durante esse tempo; e um terceiro ao qual foi administrado só o lapatinibe. Mas ainda durante este período inicial do estudo, outras pesquisas apontaram uma maior eficácia da combinação dos dois remédios. Assim, na segunda parte do ensaio, as 127 pacientes seguintes foram divididas novamente em três grupos: o de controle, que continuou sem receber qualquer medicação; um segundo tratado só com trastuzumabe; e um último que recebeu a combinação dos dois remédios durante os 11 dias. Nesta fase, os resultados das análises feitas depois da cirurgia mostraram que, entre as mulheres que seguiram o tratamento combinado, 11% tiveram uma resposta patológica completa (PCR, na sigla em inglês), isto é, não foram encontradas células cancerosas nos tecidos removidos, enquanto em 17% foi registrada uma doença mínima residual (MRD, também na sigla em inglês), ou seja, o tumor encolheu para um diâmetro de menos de cinco milímetros. Já entre as que receberam apenas o trastuzumabe, nenhuma viu o tumor desaparecer e só 3% estavam com a doença mínima residual, enquanto no grupo de controle nenhuma paciente experimentou qualquer melhora.
     
    — Isto tem o potencial de mudar paradigmas porque nos permite identificar um grupo de pacientes que, em apenas 11 dias, vê seus tumores desaparecerem só com a terapia contra o HER2, e que potencialmente pode não precisar de uma quimioterapia subsequente — destacou Nigel Bundred, professor de cirurgia oncológica da Universidade de Manchester que fez a apresentação do estudo na conferência europeia. — Isso nos dá a oportunidade de personalizar o tratamento para cada mulher com base na resposta precoce, permitindo identificar pacientes que possam evitar a quimioterapia.
     
    JANELA ENTRE DIAGNÓSTICO E CIRURGIA 
     
    Diretora do Instituto de Pesquisas do Câncer do Reino Unido e colíder do ensaio, Judith Bliss também viu vantagens na rapidez da resposta ao tratamento sem quimioterapia vista no estudo, alertou que ainda será preciso confirmar os resultados com experimentos mais amplos e por mais tempo.
     
    — Nosso ensaio se propôs a usar a janela entre diagnóstico e cirurgia para procurar pistas sobre o tratamento combinado nos tumores HER2 positivos, mas foi inesperado ver uma resposta tão dramática em apenas 11 dias — disse. — Nossos resultados são uma forte fundação para construir outros experimentos de terapias combinadas anti-HER2 prévias à cirurgia que reduzam o número de mulheres que necessitem de quimioterapia subsequente, que também é muito efetiva, mas pode ter efeitos colaterais de longo prazo.
     
    Assim como a pesquisadora britânica, Sergio Daniel Simon, diretor do Centro Paulista de Oncologia e coordenador do Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama, lembra que existem outros protocolos mais eficientes que a combinação lapatinibe e trastuzumabe para o ataque inicial aos tumores HER2 positivos. Ele cita como exemplo o principal padrão atual, que une o trastuzumabe a outro remédio da mesma classe, chamado pertuzumabe, com o quimioterápico docepaxel, e que num prazo entre quatro e seis meses de tratamento pré-cirúrgico elimina os tumores em até 65% das mulheres. Assim, embora acredite que o estudo não vá provocar grandes mudanças na abordagem dos casos.
     
    — O mais interessante do estudo é o tempo que a combinação de drogas leva para fazer efeito, que é relativamente curto — diz. — Mas já temos coisas melhores disponíveis, com resultados muito superiores à essa combinação, então não acho que ele vá alterar a conduta de tratamento atual.
     
    Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo Fernandes tem opinião parecida. Ele ressalta, porém, que o que este estudo e outros do tipo procuram primordialmente é uma maneira de reduzir o número de mulheres que sofrem com a quimioterapia nesses casos.
     
    — A taxa de resposta desta combinação em si não é brilhante, mas o que se busca é por uma alternativa de tratamento sem quimioterapia justamente por causa de seus muitos efeitos adversos — conta. — É uma janela que se abre, mas não vai ser fácil mudar o padrão atual, pois o que já temos é muito bom. Afinal, ninguém em sã consciência troca uma taxa de eficiência de 65% por uma de 17%.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Dor crônica pode ter tratamento ampliado

    Dor crônica pode ter tratamento ampliado

    A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec) abriu uma enquete a fim de receber contribuições para atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O protocolo de dor crônica é um dos que poderão ser ampliados, podendo receber revisão no padrão de tratamento, pois não prevê a padronização de, por exemplo, oxicodona, um medicamento da classe dos opióides, cerca de duas vezes mais potente que a morfina, com eficácia comprovada para o tratamento dessas dores.
     
    Segundo Eduardo Aguiar, oncologista pediátrico e diretor médico da Mundipharma, a enquete é uma importante forma de chamar atenção à importância da disponibilização e aumento da variedade de medicamentos para dor crônica. Afirma que apesar da morfina ser a indicação mais comum para tratamento, cerca de 25% dos pacientes, de dor crônica, não respondem à substância, necessitando de outro opióide como alternativa. “Estudos apontam que, de maneira geral, a troca para oxicodona melhora significativamente o controle da dor em 96% dos pacientes não-respondentes à morfina. Isso representa um enorme ganho na qualidade de vida destas pessoa”, destaca.
     
    A taxa brasileira de prescrição de opióide é uma das menores do mundo. Aguiar aponta levantamentos internacionais que indicam 192,9 mg ao ano por pessoa como taxa ideal, enquanto no Brasil é de apenas 7,8 mg ao ano, número 25 vezes menor. Apesar disso, cerca de 40% da população brasileira sofre da doença. Segundo ele, esse cenário evidencia claramente a existência do “subtratamento da dor”, onde quem sofre é o paciente.
     
    Fonte: DCI