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  • Indústria espera novas regras para remédio livre de receita

    Indústria espera novas regras para remédio livre de receita

    As farmacêuticas esperam uma mudança nos critérios de classificação de medicamentos isentos de prescrição (MIP) ainda neste trimestre. A medida pode liberar 30 novas categorias de medicamentos para venda sem receita médica.
     
    Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Jonas Marques, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se comprometeu a resolver a falta de regulação no segmento até o fim de março deste ano.
     
    “Estive com os diretores da Anvisa há algumas semanas e eles reconhecem que o Brasil precisa se modernizar em relação a regulamentação de medicamentos isentos de prescrição”, conta o dirigente.
     
    Depois de 12 anos pleiteando mudanças e definições claras sobre a regulamentação desses medicamentos junto à Anvisa, Marques acredita que agora o setor poderá se beneficiar da mudança nas diretrizes.
     
    “Vamos ter princípios ativos que passarão a ser comercializados como MIP, mas pertencentes a classes terapêuticas que atualmente já são isentas de prescrição”, explica.
     
    A mudança vai permitir que as farmacêuticas ampliem seus portfólios atuais sem necessariamente investir no desenvolvimento de novos produtos.
     
    Para isso, a Abimip pede que a Anvisa se baseie nos modelos de switch (alteração do enquadramento da categoria de venda dos medicamentos para MIP) vigentes em outros países.
     
    No mercado norte-americano, citado por Marques como referência para MIP, um remédio comercializado por cinco anos e sem nenhum evento adverso grave, passa a ser isento de prescrição automaticamente.
     
    “São cerca de cinco critérios e o produto passa a ser um MIP. No Brasil ainda não há uma definição clara para aprovar isso, o que trava o mercado”, afirma.
     
    No ano passado, a venda de MIP no País registrou alta de 9% para 1,01 bilhão de unidades, de acordo com a consultoria IMS Health. O mercado farmacêutico como um todo, movimentou 3,17 bilhões de unidades no mesmo período, alta de 8% ante 2014, com MIP respondendo por cerca de um terço do total.
     
    Lançamentos
     
    Se confirmada a mudança na regulamentação de MIP até o fim de março, novos produtos podem começar a chegar no varejo em um ano, estima o presidente da Abimip. “É preciso um tempo para aprovar a apresentação daquele medicamento e esse processo deve levar cerca de um ano”, diz.
     
    O laboratório brasileiro Aché já tem sete medicamentos, que integram a lista de switch que a Abimip está pleiteando junto a Anvisa, prontos para serem comercializados no varejo.
     
    “Hoje o Aché está fora do segmento de analgésicos, que é o maior no segmento MIP. Mas se a Anvisa acelerar a aprovação desses medicamentos, eu posso lançar produtos nessa área antes do previsto no atual modelo”, conta o diretor da unidade MIP Aché, César Bentim.
     
    Sem confirmação de mudanças na Anvisa, a previsão da farmacêutica, atualmente, é lançar pelo menos um analgésico como MIP entre 2017 e 2018. Só neste ano, quatro novos produtos devem chegar ao mercado.
     
    O executivo revela ter ainda o lançamento de mais 15 medicamentos isentos de prescrição previstos até 2020, que não dependem da mudança nas regras atuais da Anvisa.
     
    “Nossa meta é estar entre os três líderes do segmento MIP até 2030. Para atingir isso, sabemos que temos que acelerar o crescimento da unidade de MIP e o lançamento de produtos é parte importante dessa estratégia”, comenta Bentim. A divisão de MIP responde hoje por 11% da receita do laboratório.
     
    Segundo o executivo, a perspectiva do Aché para este ano é crescer acima da média do mercado. “Se o segmento MIP pode crescer de 10% a 11%, devemos ficar acima disso”, destaca ele.
     
    A companhia sul-africana Aspen Pharma também projeta crescimento para as vendas no Brasil. A estimativa é encerrar o atual ano fiscal em junho de 2016 com alta de 13% nas vendas de medicamentos isentos de prescrição no Brasil.
     
    O gerente de marketing da companhia no País, Jackson Figueiredo, conta que as vendas de MIP representam 40% do total comercializado no mercado brasileiro. “As nossas vendas de MIP vêm crescendo muito em função de novos produtos.”
     
    Ele afirma ter dúvidas sobre o impacto da mudança no processo de aprovação de MIP na Anvisa. “O grande gargalo da agência ainda é a fila de liberação de novos produtos. Sem acelerar esse processo, não vejo uma grande mudança apenas com novos critérios”, pondera.
     
    Consolidação
     
    Para continuar crescendo no mercado brasileiro, o executivo revela que a farmacêutica sul-africana pode adquirir novas marcas no País. “A compra de medicamentos continua no radar em 2016. Como somos uma companhia que tradicionalmente cresce via aquisições, no momento em que o real está desvalorizado olhamos com mais atenção para as possibilidades aqui e já temos conversas em andamento”, diz ele.
     
    Jonas Marques, da Abimip, também observa um maior interesse de investidores e empresas estrangeiras para possíveis aquisições no Brasil. “Quando levamos em consideração a desvalorização do real, o País está em liquidação, mas ainda há muita dúvida das empresas sobre o futuro do mercado local”, lembra o dirigente.
     
    Na avaliação dele, a consolidação global de farmacêuticas, movimento que tem se intensificado nos últimos dois anos, deve se manter em 2016. “Com margens menores e custos maiores, você tem que ganhar em escala, então o caminho é comprar. No segmento MIP não é diferente”, comenta Marques.
     
    Fonte: DCI
     
  • Pílula do Câncer recebe mais de 13 mil ações em São Paulo

    Pílula do Câncer recebe mais de 13 mil ações em São Paulo

    Uma enxurrada de ações judiciais relacionadas à “pílula do câncer” está travando o sistema jurídico da Universidade de São Paulo (USP). Desde o início da polêmica nacional sobre a fosfoetanolamina sintética, em junho de 2015, a instituição já foi citada em mais de 13 mil processos movidos por pacientes que exigem o fornecimento da substância, acreditando tratar-se de uma cura para o câncer.
    “Caímos numa armadilha”, disse ao Estado o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan. “Estamos sendo obrigados pela Justiça a fornecer um produto que não sabemos o que é, não sabemos o que pode fazer nas pessoas, e está sendo produzido em condições totalmente inadequadas. É uma situação muito constrangedora.”
    Os processos são tantos, segundo Vahan, que estão interferindo no funcionamento de toda a USP, e não apenas nas atividades do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), onde a substância é produzida de forma artesanal em um laboratório sem qualificação sanitária para produção de fármacos. “Nosso jurídico não está conseguindo atender às necessidades da universidade porque a maioria dos nossos procuradores está ocupada respondendo às demandas judiciais da fosfoetanolamina”, relata Vahan. “Vários processos importantes estão sendo prejudicados.”
    A Procuradoria-Geral da USP chega a receber mais de cem processos de fosfoetanolamina por dia, oriundos de quase todos os Estados do País – e a universidade tem obrigação legal de responder a todos eles. Dos 13 mil processos, cerca de 7 mil são liminares concedidas por juízes do Estado de São Paulo, obrigando a universidade a fornecer a substância para pacientes com câncer. Cerca de 70% dessas liminares foram dadas por uma única juíza, Gabriela Müller Carioba Attanasio, da comarca de São Carlos.
    Segundo a procuradora-geral da USP, Márcia Walquiria Batista dos Santos, 22 procuradores (de uma equipe de 46) estão trabalhando quase que em tempo integral com a fosfoetanolamina. “Outros assuntos importantíssimos para a universidade acabam ficando presos nesse fluxo”, afirma.
    Dificuldades. Não bastasse o grande número de processos, muitos chegam à USP fora dos padrões, sem a documentação necessária e até faltando informações básicas, como o endereço do paciente para o qual as pílulas devem ser enviadas. “Nos deparamos com várias situações absurdas”, diz Márcia.
    Como os processos se originam de vários Estados, com demandas específicas e protocolos distintos, não é possível dar uma resposta padrão a todos eles. Muitas ações são originárias de pequenas comarcas de regiões interioranas, que não têm sistemas informatizados. Outras exigem a presença física dos procuradores, praticamente impossibilitando a USP de responder em tempo hábil. Todas as ações são contestadas, mas enquanto o processo não é julgado a USP tem obrigação de cumprir as liminares.
    Alguns pacientes, insatisfeitos por não receber a substância no prazo esperado, obtêm mandados de busca e apreensão das pílulas no IQSC. “Chega um oficial de justiça lá, entra no laboratório e leva tudo que tiver embora”, descreve uma procuradora da universidade.
    Segundo Márcia, a taxa de produção do laboratório é de 2,4 mil cápsulas de fosfoetanolamina sintética por semana – muito abaixo do que seria necessário para atender à demanda dos 13 mil processos.
    As liminares raramente estipulam uma quantidade que deve ser enviada ao paciente. Na maioria dos casos, fazem uma demanda genérica, como “o suficiente para o tratamento”. A regra da universidade nesses casos tem sido enviar um saquinho de 60 cápsulas por vez.
    Sem estrutura. A única pessoa que produz a fosfoetanolamina é um químico do laboratório no IQSC, Salvador Claro Neto, que é um dos detentores da patente da substância, juntamente com o professor aposentado Gilberto Chierice e outras quatro pessoas. Durante anos eles produziram e distribuíram as pílulas gratuitamente para pacientes com câncer, tendo como base apenas alguns estudos preliminares em camundongos.
    A substância, porém, nunca foi testada como medicamento e não há comprovação científica da sua segurança ou eficácia como terapia contra o câncer. A busca pelas pílulas é motivada por relatos pessoais de pacientes que tomaram a “droga” e dizem ter melhorado ou até mesmo se curado da doença.
    A substância não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem o laboratório – dedicado à pesquisa de óleos, resinas e polímeros, sem relação com a área biomédica – tem autorização para trabalhar com síntese de medicamentos. A diretoria do IQSC determinou o fim da produção em junho de 2014, mas a atividade precisou ser retomada para atender às demandas judiciais.
    “Trata-se de um laboratório de química básica, sem condições adequadas para a produção de um remédio”, afirma Vahan. “Há grande risco de contaminação, e isso nos deixa extremamente preocupados.”
    Segundo o vice-reitor, a USP não sabe nem a fórmula da substância, pois os pesquisadores registraram a patente sem a participação da universidade – o que contraria as regras de propriedade intelectual da instituição.
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Zika pode provocar alteração neurológica até a idade escolar, acreditam médicos

    Zika pode provocar alteração neurológica até a idade escolar, acreditam médicos

    Microcefalia e graves problemas oculares podem não ser as únicas consequências do zika vírus em crianças infectadas na barriga da mãe. Com o avanço de casos no Brasil, especialistas passaram a afirmar que, no futuro, outros prejuízos neurológicos, como atraso intelectual ou perda auditiva, poderão ser associados à infecção e detectados somente no início da vida escolar.
     
    O diagnóstico, no entanto, só poderá ser feito com propriedade se os bebês nascidos de meados do ano passado para cá, quando teve início a epidemia no País, receberem acompanhamento médico rotineiro. Especialistas ouvidos pelo Estado afirmam que todas as crianças de mulheres que tiveram suspeita ou confirmação de zika durante a gestação devem ter seus filhos monitorados, independentemente de quadros associados de microcefalia.
     
    “Isso é essencial, porque algumas alterações neurológicas podem ser detectadas futuramente apenas, como dificuldades de leitura e de aprendizado. Dar assistência às mulheres infectadas não quer dizer acompanhá-las até o parto, mas até que seus filhos cheguem à escola”, diz o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas.
     
    A expectativa de que outros problemas de saúde possam ser relacionados ao zika vírus no futuro é explicada pela sua “semelhança” com algumas doenças também perigosas para gestantes, como a rubéola, a toxoplasmose e a citomegalovirose. Todas podem provocar desde quadros de microcefalia a perda progressiva da visão, surdez e diferentes graus de atraso intelectual.
     
    “Você pode apostar que vamos ter milhares de crianças com perímetro encefálico normal e que vão ter manifestações de atraso relacionadas ao zika, caso se confirme que o vírus segue mesmo o padrão dessas outras infecções. A criança pode não conseguir aprender a ler, por exemplo. E o quadro inicialmente ser de dislexia, de déficit de atenção”, diz o médico geneticista da Apae-SP, Theoharis Efcarpidis.
     
    Temor. Até o surgimento do zika, rubéola e toxoplasmose eram as doenças mais temidas por grávidas, apesar de mais facilmente controladas. A primeira tem vacina e a segunda pode ser evitada com hábitos simples, como ingerir alimentos bem cozidos. Mas, se infectadas, as gestantes podem transmitir essas doenças aos bebês, com consequências para o resto da vida.
     
    Foi o que aconteceu de forma silenciosa com a enfermeira Carina Galvão do Nascimento, de 46 anos. Ela teve uma gravidez tranquila e deu à luz sua primeira filha em março de 2002 sem qualquer problema aparente. Mas, quando Catarina começou a engatinhar, a mãe reparou que havia algo errado com a visão da filha. “Ela tinha muita dificuldade para se locomover e ficava muito perto da TV”, diz.
     
    Preocupada, a enfermeira foi atrás de respostas e descobriu que Catarina tinha uma cicatriz no fundo dos olhos, provocada por uma lesão na retina. Segundo o médico oftalmologista que deu o diagnóstico, a causa foi uma infecção que Carina contraiu durante a gravidez, a toxoplasmose. “Eu tinha um cachorro na época, mas não se sabe se foi transmitida por ele, por carne crua ou por contato com algum gato. O fato é que só descobri que tive a doença depois que minha filha já havia nascido.”
     
    Hoje com 13 anos, mesmo com dificuldades para enxergar, Catarina frequenta a escola e, segundo a mãe, é “a primeira aluna da sala”. “Ela é um dos meus orgulhos. Chegou a usar lupa para conseguir copiar os escritos da lousa, mas hoje leva uma vida normal.”
     
    Se o zika se comportar da mesma forma que a toxoplasmose e a citomegalovirose, as dificuldades de Catarina poderão ser detectadas em crianças infectadas pelo vírus ainda na barriga da mãe. Nestes casos, assim como ocorre com os quadros de microcefalia, estímulos precoces são considerados essenciais para uma melhora no desenvolvimento da criança. “Saber a origem de cada quadro é o primeiro passo. A partir daí, pode-se iniciar o acompanhamento adequado em busca de qualidade de vida”, completa Efcarpidis.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
     
     
  • Brasil faz parceria com EUA e prevê testar vacina contra zika em um ano

    Brasil faz parceria com EUA e prevê testar vacina contra zika em um ano

    O governo brasileiro firmou nesta quinta-feira (11) um acordo com os Estados Unidos para a produção da vacina contra o vírus da zika e disse que ela deve ser desenvolvida em ritmo mais rápido do que se esperava.
     
    Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a previsão é que a vacina esteja pronta para ser testada em humanos em até um ano, prazo menor do que o anunciado anteriormente, quando a expectativa era de até dois anos. Já o prazo previsto para que a vacina seja finalizada e chegue ao mercado é de até três anos. “Há um grande otimismo de que podemos desenvolver num tempo menor do que estava previsto”, disse Castro.
     
    O ministério confirmou nesta quinta-feira a terceira morte relacionada ao vírus da zika (sem ser ligada a casos de microcefalia) no Brasil. A vítima —uma jovem de 20 anos do interior do Rio Grande do Norte—morreu em abril do ano passado.
     
    Inicialmente, esse casoera investigado como morte suspeita por dengue. Depois de a doença ter sido descartada com os exames, técnicos decidiram verificar a possível ligação com uma infecção pela zika —e as análises apontaram a presença do vírus nas vísceras da paciente.
     
    A jovem havia sido internada em 11 de abril, após um quadro de tosse com sangramento.Segundo informações do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) do RN, ela tinha um quadro de pneumonia e infecção generalizada. Uma das hipóteses é que a infecção pelo vírus da zika possa ter agravado a condição clínica da paciente.
     
    A primeira morte confirmada foi de um homem do Maranhão que também tinha outras doenças associadas, como lúpus, e fazia uso crônico de medicamentos corticoides. O segundo caso foi de uma garota de 16 anos do Pará que morreu em outubro de 2015.
     
    Pesquisas 
     
    O governo brasileiro deverá liberar US$ 1,9 milhão para a realização das pesquisas para a vacina contra a zika pelo acordo assinado com a Universidade do Texas. As análises serão em parceria entre pesquisadores da universidade americana,que mantém um centro de pesquisas de arboviroses,e do Instituto Evandro Chagas,do Pará, que é ligado ao ministério.
     
    Segundo o pesquisador Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas, o prazo previsto inicialmente foi reduzido pela possibilidade de usar técnicas mais modernas para a produção da imunização.
     
    Para acelerar as pesquisas, membros da equipe da Universidade do Texas farão estudos pré-clínicos —que antecedem o desenvolvimento da vacina— em camundongos. Ao mesmo tempo, técnicos brasileiros do Instituto Evandro Chagas farão a pesquisa em macacos.Em seguida, a vacina passa para estudos clínicos, em que são feitos testes em humanos.
     
    O produto será feito a partir do sequenciamento do genoma do vírus da zika, com a seleção da parte responsável pelo desenvolvimento de anticorpos —que ativam a proteção contra o vírus.
    A técnica é semelhante à utilizada na vacina contra o ebola —também feita em curto prazo nos últimos anos.
     
    Em outra frente para estimular as pesquisas sobre o vírus da zika, o ministro anunciou a vinda ao Brasil de 15 técnicos do CDC (Centro de Controle de Doenças),dos Estados Unidos, que devem estudar a relação do vírus da zika com o aumento de casos de microcefalia em bebês.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Anvisa convida empresas de fitoterápicos para reunião técnica

    Anvisa convida empresas de fitoterápicos para reunião técnica

    A Anvisa convida todas as empresas que possuem registro de fitoterápicos a participarem de reunião técnica no auditório da Agência, em Brasília, no próximo dia 17 de fevereiro, das 14h às 18h.
     
    A reunião tratará de assuntos como a avaliação de resíduos de agrotóxicos em plantas medicinais, restrição de venda, teste de teor e equivalência de extratos. 
     
    O interessados devem enviar e-mail para a Coordenação de Fitoterápicos da Anvisa, [email protected], solicitando a inscrição até o dia 10 de fevereiro. No e-mail devem ser apresentadas as informações: nome completo do interessado, empresa que representa e um e-mail de contato institucional.
     
    Fonte: Anvisa
  • Venda de genéricos perde ritmo e sobe 11,75% em 2015

    Venda de genéricos perde ritmo e sobe 11,75% em 2015

    Embora permaneçam com ritmo expressivo de crescimento, as vendas de genéricos no país registraram em 2015 o pior desempenho dos últimos três anos, segundo levantamento da PróGenéricos. No ano passado, foram R$ 5,9 bilhões em vendas desse tipo de medicamento, equivalente a alta de 11,75% frente a 2014 já considerados os descontos praticados pela indústria, distribuidores e varejistas.
     
    Para este ano, a meta é repetir a performance de 2015, o que será como uma “vitória” pela indústria. Em 2013, a taxa de expansão havia sido de 14,59% e, em 2014, de 14,88%. “A crise econômica está inibindo o acesso a medicamentos. As empresas estão muito preocupadas com a falta de estabilidade política”, afirma a presidente da PróGenéricos, Telma Salles. A associação reúne 14 laboratórios, que respondem por cerca de 90% das vendas do segmento no país.
     
    Em unidades, as vendas de genéricos no mercado brasileiro encerraram 2015 com expansão de 12,19%, abaixo da expectativa inicial de crescimento de 15%. Conforme a associação, que toma como base dados da consultoria IMS Health, foram comercializadas 978,3 milhões de caixas de medicamentos, frente a 872 milhões no ano anterior.
     
    O menor ritmo de crescimento, combinado ao aumento dos custos de produção ­ a alta do dólar encarece o insumo farmacêutico, que é majoritariamente importado ­, afeta a rentabilidade da indústria e “pode desestimular investimentos em inovação e até mesmo no lançamento de novos genéricos”, de acordo com Telma.
     
    Mais baratos que os remédios de marca, os genéricos chegam ao consumidor final com elevados descontos, que por enquanto estão sendo mantidos pelos laboratórios. “A indústria têm mantido os descontos, mas o varejo drogarias pode não conseguir”, avalia a executiva.
     
    Ao fim de dezembro, a participação desse segmento no mercado total de medicamentos estava em 28,88%, frente a 27,64% um ano antes. Em receita, a fatia era de 12,91%. O fato de a participação de mercado dos genéricos não ter avançado mais de dois pontos percentuais nos últimos três anos, conforme Telma, indica que o acesso aos remédios no país tem ocorrido mais lentamente.
     
    Como os genéricos são, de maneira geral, produtos de uso contínuo, as vendas de drogas de combate à hipertensão e colesterol são as mais afetadas pela desaceleração da demanda. Mantida essa tendência, alerta Telma, há risco de mais sobrecarga na saúde pública por doentes crônicos que não fizeram acompanhamento terapêutico adequado.
     
    Apesar da redução de ritmo, o segmento permanece como principal motor de crescimento das vendas de medicamentos no país. Na média, a expansão nas vendas de todas as categorias de remédios foi de 10,65% no ano passado, para R$ 46,4 bilhões.
     
    Os similares, que desde 2014 são tratados como equivalentes aos medicamentos de referência, mostraram alta de 9,14%, com R$ 3,6 bilhões em vendas. Já os produtos de referência avançaram 9,29%, para R$ 17,8 bilhões.
     
    Fonte: Valor Econômico
     
  • Surto de zika faz Brasil rever rígida lei do aborto

    Surto de zika faz Brasil rever rígida lei do aborto

    O número crescente de relatos médicos sobre bebês que nasceram com a cabeça reduzida durante a epidemia de zika no Brasil está provocando um acirrado debate sobre a lei do aborto no país, que declara o procedimento ilegal na maioria das circunstâncias.
     
    Importantes juristas em Brasília estão preparando um caso para ser apresentado à Suprema Corte, afirmando que as mulheres grávidas devem ser autorizadas a ter um aborto quando seus fetos são diagnosticados com cabeças anormalmente pequenas, condição conhecida como microcefalia e que, segundo pesquisadores brasileiros, está relacionada ao vírus do zika.
     
    Um juiz na região central do Brasil tomou a rara medida de declarar publicamente que permitirá que as mulheres façam abortos em casos de microcefalia, abrindo caminho para uma luta sobre o assunto em partes do complicado sistema jurídico do país.
     
    Aqui no Recife, a cidade mais atingida pelo aumento da microcefalia e danos cerebrais que geralmente a acompanham, ativistas pró-aborto aproveitam a crise para atacar os congressistas conservadores que há muito tentam tornar a lei do aborto mais restritiva.
     
    A ligação científica entre o zika e os danos cerebrais nos bebês ainda não foi comprovada.
     
    Mas o aumento dos relatos de microcefalia em partes do Brasil atingidas pelo zika causou alarme suficiente para que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarasse uma emergência internacional de saúde pública na segunda-feira, afirmando que seus “especialistas concordaram que há uma forte suspeita de uma relação causal entre a infecção por zika durante a gravidez e a microcefalia”.
     
    Alguns médicos brasileiros já estão recebendo mulheres grávidas que buscam o aborto por causa do pico de casos de microcefalia. O doutor Artur Timerman, especialista em doenças infecciosas em São Paulo, disse que duas pacientes falaram com ele nas últimas semanas sobre encerrar suas gravidezes porque haviam dado positivo no teste do vírus do zika.
     
    “Elas perguntaram: 'Há chance de que meu bebê tenha microcefalia?' Precisamos lhes informar que há. Elas perguntam se a probabilidade é grande ou pequena. Eu respondo: 'Não sei'. Elas perguntam o que eu faria na situação delas. Eu lhes digo que é uma decisão pessoal, só que a probabilidade é real. Mais tarde, as duas pacientes me disseram que fizeram aborto”
    Artur Timerman
     
    O debate sobre se as mulheres devem ser autorizadas a praticar aborto em casos de microcefalia poderá repercutir em toda a região. O surto no hemisfério ocidental teria começado no Brasil, país com mais casos de zika até agora. Mas a epidemia se espalhou por mais de 25 países e territórios nas Américas, alguns dos quais têm leis de aborto tão restritivas quanto as brasileiras, ou mais.
     
    O movimento para abrandar as restrições ao aborto no Brasil levanta questões difíceis sobre muitos lados da discussão. Os casos mais graves de microcefalia podem geralmente ser detectados com exames de ultrassom por volta do fim do segundo trimestre, ou cerca de 24 semanas. Defensores da atual lei do aborto no Brasil afirmam que os abortos em estágio avançado intensificam uma decisão já muito angustiante.
     
    “Com a microcefalia, a criança já está bem formada e os pais têm consciência disso”, disse a doutora Lenise Garcia, professora de biologia na Universidade de Brasília e presidente da organização Brasil Sem Aborto, que é contra o abrandamento da lei. “Fazer um aborto cria uma culpa que fica com a mulher pelo resto da vida.”
     
    O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que declarou publicamente que o aborto deveria ser permitido em casos de microcefalia, admitiu que o tema é complexo.
     
    “Sei que isso é muito difícil porque o tema é novo, exige uma ampla discussão e persistem muitas influências religiosas. Mas minha posição é que o aborto por microcefalia deve ser permitido”
    Alcântara, juiz do Estado de Goiás
     
    Os proponentes da mudança da lei citam uma decisão de 2012 do Supremo Tribunal Federal do Brasil que permite o aborto quando o feto tem anencefalia, um sério defeito congênito em que faltam partes do cérebro ou do crânio. Quase todos os bebês com anencefalia morrem pouco depois do parto, segundo os CDC (sigla em inglês para Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA).
     
    Mas a microcefalia é muito menos previsível. Mesmo quando é detectada antes do nascimento, os médicos não podem dizer quais serão as consequências, potencialmente tornando muito mais complexa a decisão do aborto.
     
    “Algumas crianças com más-formações aparentemente severas parecem ficar relativamente ilesas. Mas outras com problemas estruturais relativamente menores podem ter incapacidades profundas”
     
    Hannah M. Tully, neurologista no Hospital Infantil de Seattle (EUA) especializada em más-formações cerebrais
     
    Pelo menos 10% dos bebês com microcefalia não têm deficiência mental. Na verdade, essas crianças acabam sendo “intelectual e fisicamente normais”, disse o doutor Constantine A. Stratakis, geneticista pediátrico e diretor científico do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano em Bethesda, Maryland.
     
    Mas qualquer criança cuja cabeça meça “três ou quatro desvios padrão abaixo da média, é muito improvável que tenha uma inteligência normal”.
     
    No Brasil, os abortos são permitidos somente em casos de estupro, anencefalia ou quando a vida da mãe corre perigo. Até recentemente, os congressistas conservadores tentavam dificultar a prática do aborto, refletindo a influência de líderes católicos e dos cada vez mais poderosos pregadores do movimento cristão evangélico.
     
    Liderado por Eduardo Cunha, o conservador presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, um influente bloco de deputados evangélicos apresentou leis em 2015 para dificultar o aborto para vítimas de estupro, ao exigir que elas passem por um relatório policial e um exame médico forense. Outra parte do projeto tenta transformar em crime que as pessoas ajudem em um aborto ou incentivem a mulher grávida a obter um.
     
    Mas agora alguns ativistas estão traçando comparações entre a epidemia de zika e o debate nos EUA sobre o aborto nos anos 1960, quando um surto de rubéola, vírus que também pode causar microcefalia, resultou em milhares de bebês que nasceram com defeitos congênitos. A preocupação com a rubéola abriu caminho para que Estados como a Califórnia permitissem o aborto quando um feto tem deficiência substancial.
     
    “As grávidas em todo o Brasil estão em pânico hoje”, disse Silvia Camurça, diretora da SOS Corpo, um grupo feminista no Recife.
     
    “Os temores sobre o zika estão nos dando uma rara abertura para contestar os fundamentalistas religiosos que colocam a vida de milhares de mulheres em risco no Brasil todos os anos, ao manter leis que pertencem à idade das trevas”
     
    Assim como nos EUA antes da legalização do aborto pela Suprema Corte em 1973, uma indústria clandestina de abortos prospera em todo o Brasil. Alguns provedores ilegais cobram milhares de dólares pelo procedimento, arriscando-se à prisão e ao fechamento de suas clínicas.
     
    As estimativas do número de abortos ilegais no Brasil variam muito. Segundo registros hospitalares, cerca de 150 mil mulheres buscam atendimento médico todos os anos por complicações de abortos ilegais. Estudiosos brasileiros estimam que até 850 mil abortos ilegais sejam realizados no país anualmente.
     
    Enquanto as leis do aborto no Brasil são menos restritivas que as de alguns outros países latino-americanos –em El Salvador, por exemplo, o aborto não é permitido em nenhuma circunstância–, os procedimentos ilegais não são tratados com leveza.
     
    Uma brasileira foi levada algemada a um hospital e presa depois que procurou atendimento médico por um aborto mal feito. Um juiz condenou outras mulheres da cidade de Campo Grande que haviam sofrido abortos ilegais a fazer serviços comunitários em creches, afirmando que isso as ensinaria a amar as crianças.
     
    Uma menina de 9 anos que disse ter sido estuprada por seu padrasto teve autorização para abortar no Recife, mas só depois de um aquecido debate nacional em que as autoridades superaram as objeções de líderes religiosos.
     
    Débora Diniz, uma antropóloga e pesquisadora do Anis, grupo pelo direito ao aborto que pretende mover uma ação pedindo sua legalização em casos de microcefalia, comparou a crise do zika com a longa batalha para permitir o aborto em casos de anencefalia, que durou cerca de uma década.
     
    “Temos uma epidemia, uma emergência, e o setor de saúde pública não está cuidando adequadamente dos direitos das mulheres. Temos direitos constitucionais em risco, o direito ao tratamento de saúde e à dignidade humana”
     
    Líderes religiosos prometem resistir a qualquer esforço para facilitar as leis do aborto por causa do zika.
     
    “Nada justifica um aborto”, disse à imprensa o reverendo Luciano Brito, porta-voz da arquidiocese católica de Olinda e Recife. “Só porque um feto tem microcefalia não nos tornará favoráveis” à modificação da lei.
     
    Fonte: Uol Saúde
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    Na esperança de reduzir de forma substancial o vetor do zika vírus até os Jogos Olímpicos, o Brasil vai avaliar o uso de radiação nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti. Um encontro será feito entre o Ministério da Saúde e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nos dias 17 e 18, em Brasília, com a meta de avaliar a implementação de um amplo projeto que esteriliza o mosquito.
     
    Já no dia 22, também em Brasília, especialistas de todo o mundo vão se reunir para examinar a viabilidade do projeto. Na segunda-feira, 1º, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o surto de casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em regiões com registro de zika vírus como uma emergência internacional. Uma das conclusões de especialistas é de que, com a vacina não podendo ser produzida antes de 2018, a meta hoje é um “combate agressivo ao vetor”.
     
    E o mundo vem perdendo a batalha contra o Aedes. Tanto na OMS como no Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a percepção é de que os instrumentos de desinfecção são pouco eficientes e apenas contar com uma mobilização social não está dando resultados.
     
    A nova estratégia, proposta pela AIEA, é a de reverter a expansão da população de mosquitos. O plano consiste em expor mosquitos machos à radiação nuclear, tornando-os inférteis. Uma vez de volta no meio ambiente, esses mosquitos não conseguiriam se reproduzir e a população geral teria queda.
     
    A SIT (sigla em inglês para Sterile Insect Technology) já existe e consiste em colocar os vetores em contato com raios X ou Gama. A vantagem do sistema é de que milhares de mosquitos seriam controlados, sem o uso de produtos tóxicos. Mas o grande obstáculo é o volume de insetos que teriam de ser inicialmente esterilizados. Para que isso funcione, os espécimes modificados teriam de ser superiores ao número de mosquitos machos em uma população autóctone em uma proporção de 10 a 20 vezes.
     
    Na prática, milhões de mosquitos teriam de ser expostos à radiação. A própria AIEA estima que o plano teria maiores chances de funcionar em pequenas cidades e não em metrópoles como o Rio.
     
    Ainda assim, os técnicos são otimistas. “Se o Brasil soltar um enorme número de mosquitos machos nessas condições, levaria poucos meses para reduzir a população. Mas isso teria de ser combinado com outros métodos”, disse o vice-diretor da AIEA, Aldo Malavasi.
     
    Outros países
     
    Além do Brasil, países latino-americanos como Guatemala, El Salvador e México já estão em negociações, além da Indonésia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: ESTADÃO
     
  • Recebeu a denúncia de que vacinas causam microcefalia? Ela está errada

    Recebeu a denúncia de que vacinas causam microcefalia? Ela está errada

    Uma denúncia feita no MPF (Ministério Público Federal) de Pernambuco no final de janeiro aumentou os rumores de que vacinas administradas em mulheres, sejam elas grávidas ou em idade fértil, teriam sido as reais causadoras do surto de microcefalia vivenciado no Brasil e não a infecção pelo zika vírus.
     
    O responsável pelo documento é Plínio Santos Filho, físico especialista em ressonância magnética e que se identifica como pesquisador independente. Ele afirma que as vacinas tríplice viral e dTpa foram as responsáveis pela má-formação em bebês.
     
    A denúncia será analisada pelo procurador Alfredo Carlos Falcão Junior, que deve decidir pela investigação ou arquivamento dela depois do Carnaval.
     
    Filho afirma ter analisado dados coletados desde outubro de 2015, “semana a semana”, desde que Pernambuco começou a notificar os casos de microcefalia. Para ele, a relação entre o zika vírus e casos de má-formação no sistema nervoso central na Polinésia Francesa não tem a ver com o que acontece no Brasil.
     
    O Ministério da Saúde criticou a associação feita entre vacinação e casos de microcefalia, afirmando que não há nenhuma evidência científica que comprove essa teoria, e rebateu as informações.
     
    A vacina do sarampo foi dada junto com a da rubéola? Verdade
     
    A vacinação contra sarampo é feita por meio da vacina dupla (contra sarampo e rubéola) ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), ou seja, também imunizam contra o Rubella vírus. Segundo Plínio, vacina tríplice teria sido administrada em larga escala em mulheres em idade fértil entre novembro e dezembro de 2014 por causa do aumento do número de casos de sarampo em Pernambuco e no Ceará (neste último a vacinação teria durado até meados de abril), após a Copa do Mundo.
     
    “Se a mulher em período fértil engravidar em até três meses após a vacinação ou se estiver grávida, no início da gestação e não o souber, os efeitos do Rubella virus da vacina tríplice são devastadores ao feto e são conhecidos há décadas”, afirma na denúncia.
     
    De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, a vacinação contra o sarampo durou de 8 de novembro a 22 de dezembro, durante o calendário nacional de vacinação. A pasta informou ainda que mulheres em idade fértil que tomaram a vacina tríplice viral foram questionadas se estavam grávidas e advertidas a evitarem uma gestação por 30 dias.
     
    Essa é uma recomendação do Ministério da Saúde, como medida adicional de segurança. Segundo a pasta, no entanto, estudos mostram que as vacinas são seguras, mesmo se aplicadas durante a gestação. “Esse procedimento tem o objetivo de evitar dúvidas no diagnóstico, caso o bebê tenha algum problema durante a gestação.”
     
    Tomar a vacina grávida causa microcefalia nos bebês? Falso
     
    Mesmo que uma mulher grávida fosse vacinada com a tríplice viral, as chances de o vírus da rubéola presente na vacina infectar o bebê são mínimas. O infectologista e professor titular da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), Fernando Maia, contou que nos anos 90 foram realizadas duas campanhas massivas contra o Rubella vírus – responsáveis pela erradicação da doença no Brasil, em 2009. As campanhas vacinaram mulheres entre 14 e 40 anos, algumas delas grávidas.
     
    “Havia mulheres que não sabiam que estavam grávidas e mesmo assim foram vacinadas. Elas foram acompanhadas e a taxa de alterações nos bebês ficou em torno de 3%. Nas gestações, em geral, ou seja, naquelas que não há nenhum fator externo, essa taxa é de 6%”, explica.
     
    Maia afirma não acreditar na relação entre vacinas e microcefalia. “O vírus presente na vacina não está ativo (é um vírus vivo atenuado). Ele é fraco e não tem como atravessar a barreira placentária e afetar o feto”, diz.
     
    Além disso, o Ministério da Saúde esclarece que todas as crianças com suspeita de microcefalia no país passaram por testes para as principais causas de malformações: rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus. Os casos deram negativos para essas doenças.
     
    Vacina contra coqueluche administrada em grávidas causa microcefalia? Falso
     
    Plínio Santos Filho também afirma que a inclusão da vacina dTpa (contra difteria, tétano e coqueluche) no calendário nacional de vacinação e a recomendação da aplicação em mulheres entre a 27ª e a 36ª semana de gestação estaria provocando o surto de microcefalia em todo o Brasil. A vacina foi incluída no calendário em novembro de 2014. “Se a pessoa pega a bula e ler com cuidado vai ver que ela diz claramente que não existem estudos da aplicação dessa vacina em gestantes.”
     
    O Ministério da Saúde informa que a vacina dTpa gera proteção da mãe para o filho. Além de se proteger, a mãe passa anticorpos para seu filho ainda no período de gestação, garantindo ao bebê imunidade nos primeiros meses de vida.
     
    Segundo o infectologista Fernando Maia, não existe nenhuma evidência que a vacina administrada em gestantes cause má-formação em bebês. “Ao contrário, ela é usada para evitar que o bebê tenha problemas nos primeiros meses de vida. Por isso, eu não acredito nessa relação”, diz. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Brasil e EUA definem agenda contra o vírus Zika

    Brasil e EUA definem agenda contra o vírus Zika

    O ministro da Saúde, Marcelo Castro, e a secretária de Saúde dos Estados Unidos, Sylvia Burbell, reafirmaram o compromisso dos países no combate ao mosquito Aedes aegypti em teleconferência na tarde desta terça-feira, segundo informou o Ministério da Saúde .
     
    Castro e Sylvia vão buscar cooperação para o desenvolvimento de pesquisas para diagnósticos, vacina e tratamento contra o vírus Zika. Além disso, comprometeram-se em acelerar as investigações em curso sobre as infecções causadas por arbovírus, relacionados aos casos de microcefalia e de Síndrome de Guillain-Barré.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também se colocou à disposição para trabalhar nos aspectos do combate ao mosquito. O órgão norte-americano tem atuado em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil desde que o Brasil decretou emergência de saúde pública de importância nacional, no dia 11 de novembro,
     
    A reunião de hoje é um desdobramento da interlocução na semana passada entre a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o enfrentamento da doença.
     
    A pasta informou que ficou acertada uma nova reunião, prevista para o dia 20 de fevereiro, no Brasil, envolvendo técnicos do National Institutes of Health (NIH) e CDC, dos EUA, e técnicos do Ministério da Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, entre outros especialistas convidados.
     
    Fonte: Valor Econômico / Site