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  • EUA registram primeiro caso de bebê com microcefalia relacionada ao zika

    EUA registram primeiro caso de bebê com microcefalia relacionada ao zika

    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relatou ontem o primeiro caso de bebê nascido com microcefalia naquele país. A mãe contraiu zika enquanto morava no Brasil. O caso faz parte de um estudo em que foram acompanhadas nove mulheres americanas grávidas que haviam viajado para nações onde o vírus circula.
     
    De acordo com o relatório divulgado pela agência, o bebê nasceu com microcefalia severa na 39ª semana de gestação, com circunferência da cabeça de 27 centímetros. Entre as outras oito mulheres foram reportadas duas perdas espontâneas do feto no início da gravidez e dois abortos eletivos. Em um dos casos em que a mãe decidiu terminar a gravidez, exame de ultrassom na 20ª semana tinha sugerido problemas no cérebro do feto. Exame posterior revelou severa atrofia do cérebro.
     
    Nessas cinco situações, as mulheres tiveram os sintomas de zika no primeiro trimestre da gestação. Dois bebês nasceram aparentemente saudáveis, e as duas outras gestações continuavam sendo acompanhadas (uma na i8.a semana e outra na 34ª), mas seguiam sem complicações conhecidas. Segundo o CDC, todas elas tinham viajado ou para o Brasil ou para outros países em que a transmissão do zika é autóctone. Os dados eram referentes a um relatório entregue na semana passada com os nove casos. Há ainda outros dez casos de mulheres grávidas com zika que estão sob investigação.
     
    Em entrevista coletiva à imprensa nos Estados Unidos, os pesquisadores do CDC demonstraram surpresa com o caso de microcefalia. “Nós não esperávamos ver anomalias cerebrais nesta série de casos tão pequena de grávidas americanas viajantes”, disse Denise Jamieson, especialista em defeitos fetais. Para ela, foi “um número maior do que o esperado”.
     
    Vida no Brasil 
     
    Segundo o relatório, a mãe que teve o bebê com microcefalia severa deu à luz no fim do ano passado. Ela tinha vivido no Brasil até a 12ª semana de gestação e contou que tinha sentido febre, vermelhidão, dores nas articulações e dor de cabeça entre a 7ª e a 8ª semana de gestação. Testes sorológicos confirmaram que a mãe foi infectada por zika. Exames na placenta também mostraram a presença do vírus.
     
    A avaliação do bebê constatou calcificações no cérebro. Ele apresenta dificuldade para engolir e convulsões, dependendo de alimentação por tubo.
     
    O CDC aponta que, desde 1° de agosto do ano passado, recebeu 257 pedidos de teste de zika em mulheres grávidas. A maioria (159) relatou sintomas consistentes com zika, mas exames laboratoriais conseguiram confirmar infecção pelo vírus em apenas 3% do total. Segundo a agência, meio milhão de mulheres grávidas viajam dos Estados Unidos todo ano para algum dos 32 países que apresentam transmissão autóctone do zika.
     
    Olimpíada 
     
    Ainda ontem o CDC reforçou a recomendação paraque mulheres grávidas considerem adiar uma viagem ao Brasil para acompanhar ou participar da Rio-2016. Em janeiro, antes mesmo da declaração de emergência internacional, um alerta semelhante já havia sido dado, voltado a viajantes para países com surto de zika.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • EUA investigam 14 casos de zika por via sexual

    EUA investigam 14 casos de zika por via sexual

    Os Estados Unidos investigam mais 14 casos de mulheres que foram infectadas pelo vírus da zika após manter relações sexuais com parceiros que viajaram para regiões epidêmicas. No início do mês, a agência já havia registrado o caso de uma mulher de Dallas que contraiu zika após o parceiro retornar da Venezuela — onde também circula o vírus.
     
    Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), vários desses novos casos (não especifica quantos) envolvem mulheres grávidas. Todas elas têm uma história em comum: os parceiros viajaram para áreas com circulação de zika e manifestaram sintomas da doença duas semanas antes do início dos sinais aparecerem nelas, que não saíram do país.
     
    O CDC não informou os Estados onde os casos estão sendo investigados. Segundo a agência, até o momento não há evidência de que mulheres também possam transmitir o vírus da zika para homens. “Porém,mais pesquisas serão necessárias para entender isso”, diz a nota do CDC.
     
    Em entrevista coletiva nesta terça (23), Anne Schuchat, uma das diretoras do CDC, disse que todos os casos ainda estão sendo investigados, mas eles sugerem que a transmissão sexual por zika é “mais provável” do que os pesquisadores haviam considerado anteriormente. “Estamos surpresos em ver mais casos do que havíamos considerado”, afirmou.
     
    SENEGAL 
     
    Na literatura médica,o primeiro registro de contágio sexual por zika foi documentado em estudo publicado na revista científica “Emerging Infectious Diseases”. Em 2008, um pesquisador americano, ao voltar do Senegal para os EUA, apresentou sintomas da infecção já em casa, no Estado do Colorado. O fato de sua mulher, que não saíra dos EUA, também ter sido infectada pelo vírus da zika foi interpretado pelos pesquisadores como um indício de possível transmissão sexual, pelo sêmen, do vírus.
     
    Nesta terça, o CDC voltou a reforçar as orientações de prevenção que havia dado no início do mês. Entre elas a de que homens que viajaram para áreas afetadas pelo vírus considerem evitar manter relações sexuais com suas parcerias grávidas durante o período de gestação — ou que usem preservativos.
     
    Para casais não grávidos em que o homem esteve em áreas afetadas pela zika e em que haja preocupação com a transmissão do vírus para a mulher, a recomendação também é de que se considere a abstinência ou o uso de preservativo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçou essas recomendações no último dia 18.
     
    O CDC lembra que, apesar de a transmissão sexual do vírus da zika ser possível, a principal forma de contágio continua sendo pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue e chikungunya.
     
    TRANSFUSÃO E LEITE 
     
    No Brasil, também já houve relato de transmissão de zika por meio de transfusão de sangue. O caso ocorreu em Campinas (SP). O doador foi um rapaz de 20 anos, que doou sangue ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, no início de 2015. O caso só foi descoberto após o receptor, à época internado na Unidade de Terapia Intensiva, apresentar queda de plaquetas em exame de sangue.A vítima morreu,mas a prefeitura diz que não foi em razão da zika. Antes, um estudo de 2014 na revista “Eurosurveillance” relatou a detecção do vírus da zika em amostras de sangue de doadores. A coleta ocorreu na Polinésia Francesa. O vírus também já foi encontrado em amostras de saliva e de leite materno, mas até o momento nenhum caso de transmissão foi relatado.
     
    A Fiocruz e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação como prática saudável e dizem que ela não deve ser evitada por causa da epidemia de zika, pois os benefícios superam os riscos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Chikungunya e artrite

    Chikungunya e artrite

    A chikungunya, entretanto, está longe de ser o primo pobre, a mais inofensiva dentre as doenças transmitidas pelo vetor Aedes aegypti. Inicialmente identificada em regiões tropicais da Ásia e África, hoje também pode ser encontrada no continente americano.
     
    Esse vírus causa febre, dor nas articulações e manchas na pele durante sua fase aguda. Os sintomas tendem a desaparecer em duas a três semanas. Essas manifestações clínicas são um grande diferencial da infecção por chikungunya em relação à dengue, que muitas vezes ocorre sem sintomas.Enquanto era pouco conhecida e estudada, a chikungunya tinha fama de ser inofensiva. Somente com a disseminação mundial desse vírus é que se descobriu que, em um número expressivo de pacientes, os sintomas persistiam por meses, quando não por anos, após a fase aguda.
     
    Nesses casos, os pacientes costumam ter recaídas e desenvolvem uma forma crônica de artrite que se assemelha àquelas de natureza autoimune, como é o caso da artrite reumatoide.
     
    Esse conhecimento fez com que a classe médica deixasse de enxergar a chikungunya como benigna. Despertou ainda a necessidade de desenvolvermos tratamentos para atender esses portadores de atrite.
     
    Hoje existem modelos experimentais de infecção pelo vírus da chikungunya que permitem observar as artrites características da forma crônica da doença. Esses modelos experimentais assemelham-se bastante às formas da doença no homem, tornando possível o isolamento do vírus e comprovando sua localização preferencial nas articulações, embora não de forma exclusiva.
     
    Em 2014, a cidade de Feira de Santana, localizado a 100 km de Salvador, registrou 1.400 casos de chikungunya. Em 2015, a doença teve mais de 4.000 registros, embora estimativas indiquem que esse número possa ser, de fato, três ou quatro vezes maior.
     
    No Brasil, já são 12 Estados com casos autóctones (contraídos no próprio local) de chikungunya, com mais de 20 mil notificações.
     
    A chikungunya costuma tornar-se uma doença crônica em um elevado percentual de doentes, com 50% a 60% dos casos persistindo com artrite durante meses.
     
    Na região de Feira de Santana, os pacientes queixam-se de dores intensas nos pés, nos tornozelos, nas mãos e nos punhos. Esses sintomas dificultam as atividades rotineiras, como dirigir um carro, digitar em um computador ou celular. Em conjunto, formam um forte indicativo da instalação da artrite pós-infecção aguda por chikungunya.
     
    O mecanismo de aparecimento e persistência da artrite em pacientes infectados não está bem determinado. Não sabemos ainda se a artrite crônica ocorre pela presença do vírus na articulação ou pela indução de uma resposta do sistema imune à presença do vírus.
     
    Estudos para ajudar a responder a essas dúvidas foram iniciados pelo centro de pesquisas clínicas do Hospital da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em colaboração com pesquisadores internacionais.
     
    As informações que serão obtidas a partir dessas pesquisas podem trazer novos conhecimentos e recursos de tratamento para os portadores de artrite crônica, além de limitar o aparecimento da deficiência física associada à fase aguda da infecção por chikungunya.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • OMS elogia combate ao `Aedes`

    OMS elogia combate ao `Aedes`

    A presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, elogiou o plano do governo de combate ao “Aedes aegypti” após se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. “A liderança e compromisso do governo da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Saúde é louvável”, disse. A reunião contou com a presença da presidente da Organização Pan-Americana de Saúde, Carissa Etienne e focou no “combate ao zika vírus e sua relação com casos de microcefalia”, disse o Ministério das Relações Exteriores. Chan minimizou os riscos durante os Jogos Olímpicos. Para a presidente da OMS, o combate às doenças transmitidas pelo `Aedes` ainda “será uma longa jornada”.
     
    Fonte: Valor Econômico
     
  • Um ano de boas novas no tratamento do diabete

    Um ano de boas novas no tratamento do diabete

    Tudo indica que 2016 será um ano e tanto para os diabéticos. A começar pelo lançamento do tão esperado monitor de glicose que livrará os pacientes das picadas diárias nos dedos para conferir o açúcar no sangue. O sensor Freestyle Libre (Abbott) tem um cateter de silicone ultrafino com cerca de 4 centímetros de comprimento e a espessura de um fio de cabelo e é inserido na pele do braço, permitindo visualizar em tempo real os valores de glicemia durante 15 dias consecutivos.
     
    Os resultados são mostrados em um leitor, aparelho semelhante a um celular, que armazena os dados e ainda mostra gráficos de tendências para facilitar a interpretação do usuário. O sensor pode ser usado com o devido cuidado até durante a prática de esportes, inclusive natação, e nos ajudará a entender melhor o dia a dia da pessoa com diabete, bem como analisar a glicemia em horários difíceis, como o período da madrugada. É como se fosse um Big Brother do diabete — e sem a dor das picadinhas. Pessoas que já utilizaram a tecnologia nos Estados Unidos e na Europa relataram melhor qualidade de vida e maior sensação de controle do problema.
     
    Outra novidade que está por vir é a insulina inalável Afrezza (Sanofi). Trata-se de um produto inovador na sua forma de aplicação — o mesmo empregado para doenças como a asma e o enfisema pulmonar. Na história recente do diabete, aliás, testemunhamos o lançamento de outra insulina inalável, só que esta foi retirada do mercado prematuramente.
     
    A Afrezza é uma insulina humana que vem em pó dentro de cápsulas. Um dispositivo vendido juntamente com o hormônio é responsável por quebrar a cápsula e liberar o pó. Com uma aspiração firme e profunda, o paciente inala a insulina para os pulmões, onde é então absorvida pela corrente sanguínea. A inalação deve ser feita no início de cada refeição. Mais uma vez, adeus, picadas.
     
    Até o chamado pâncreas artificial está a caminho da realidade dos pacientes. O fato é que, desde a publicação do nosso livro O Futuro do Diabete, em 2011, muito da futurologia exercida vem se concretizando e ainda se concretizará. Aqui temos uma pitada do que vem por aí, e outros tratamentos, como o uso de células-tronco, se anunciam. Mas é preciso lembrar (sempre) que nenhuma tecnologia poderá dar resultado se o diabético não aderir à grande base do tratamento, formada por alimentação saudável, atividade física regular e educação sobre a doença.
     
    Fonte: Revista Saúde É Vital
  • Governos pretendem transformar vacina contra dengue em antizika

    Governos pretendem transformar vacina contra dengue em antizika

    Os governos federal e de São Paulo pretendem aproveitar uma vacina contra a dengue que está em fase final de testes para criar um imunizante único —que, além de evitar os quatro tipos da doença, seja ainda anti zika.
     
    A aposta foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela presidente Dilma Rousseff (PT) e por integrantes da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), no evento em que a União liberou R$ 100 milhões para a terceira e última etapa de testes da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, do governo paulista.
     
    “O desafio é chegar à vacina contra o zika vírus. Um dos caminhos é esse,de transformar essa vacina tetravalente contra os quatro tipos de dengue em uma vacina pentavalente incluindo ainda a zika”, afirmou Dilma. A vacina contra a dengue do Instituto Butantan começou a ser estudada em 2008 —e a estimativa é que possa ser aplicada em 2018.
     
    O aporte da União para desenvolvê-la só chegou agora, em meio à repercussão mundial do avanço do vírus da zika, transmitido pelo Aedes aegypti,mesmo vetor da dengue. Antes, havia financiamento do governo paulista, do BNDES e da Fapesp (Fundação Paulista para Pesquisas).
     
    Mas,segundo especialistas, a vacina única precisa seguir testes independentes e deve demorar ainda mais, mesmo que seja aproveitado parte do que já foi adquirido nos testes da vacina contra a dengue. “O desenho de fazer uma mesma vacina contra dengue e zika é interessante,mas,primeiro,é preciso saber como o vírus da zika realmente se comporta”, diz Esper Kallás, infectologista do Sírio-Libanes e pesquisador da USP. “O mais importante é continuar com os testes da vacina contra dengue, que, em termos de saúde pública, é até mais importante que a zika”, afirma Sylvio Renan de Barros, que atuou por três décadas no Hospital Sabará.
     
    Em 2015, a epidemia de dengue no país bateu recorde, com 1,6 milhão de casos. O surto de zika despertou atenção mundial especialmente devido à possível relação com a alta de casos de microcefalia (má-formação no cérebro de recém-nascidos). De outubro para cá, foram confirmados 508 casos e há outros 3.935 eminvestigação.
     
    A vacina do Butantan contra a dengue passou pelas fases 1 e 2 (para avaliar a segurança do produto) e será testada em 17 mil voluntários (para mensurar sua eficácia). O presidente do Instituto Butantan, Jorge Kalil, diz que, se a mistura não for bem-sucedida, será desenvolvida uma nova vacina separada do imunizante contra dengue.
     
    Apostas 
     
    Além dos R$100 milhões liberados nesta segunda pelo Ministério da Saúde, a gestão Dilma se comprometeu com mais R$ 200 milhões que devem vir do Ministério da Ciência e Tecnologia e do BNDES. O dinheiro servirá para aumentar a capacidade de produção de vacinas do instituto paulista, por exemplo.
     
    Um outro convênio firmado é para desenvolver tratamento a pessoas infectadas pela zika. O instituto irá estudar soros e medicamentos capazes de diminuir os efeitos do vírus no organismo. “Os dois são igualmente importantes, pois nós conseguiríamos atuar nas mulheres grávidas,principalmente, tentando evitar a transmissão de mãe para filho de zika vírus”, disse David Uip, secretário da Saúde do governo Alckmin. A Fapesp ainda vai investir R$ 100 milhões em trabalhos científicos para investigar dengue, zika e chikungunya.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Descoberta de razões do surto de zika pode levar anos

    Descoberta de razões do surto de zika pode levar anos

    GALVESTON – Há muitas coisas que os cientistas não sabem sobre o vírus zika e uma das mais intrigantes é o que fez um organismo que parecia inofensivo passar a infectar centenas de milhares. Também não está claro o que provocou a associação com a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.
     
    As respostas podem demorar anos para chegar e dependerão da observação da evolução da doença e da realização de testes em animais suscetíveis ao zika.
    Scott Weaver, diretor do Instituto de Infecções Humanas e Imunidade da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas (UTMB, na sigla em inglês), disse que há três hipóteses para explicar a maior agressividade do zika: 1) o vírus teve uma mutação, provavelmente no Sudeste asiático; 2) o vírus se tornou mais eficiente e passou a gerar níveis mais elevados de contaminação; e 3) não houve mudanças, mas a doença passou a ser notada ao se mover para regiões fora da África – antes se confundia com uma série de endemias, como dengue, chikungunya e febre amarela.
     
    Nas Américas, o zika encontrou uma população “ingênua”, sem anticorpos para se defender, o que facilitou sua propagação, ressaltou Weaver. Segundo ele, uma eventual mutação pode ter aumentado a capacidade do vírus de infectar os mosquitos Aedes aegypti. “Nós sabemos que isso aconteceu com chikungunya. De 2005 a 2009, houve várias mutações que aumentaram a eficácia do vírus contra o Aedes albopictus.”
     
    Weaver acredita que há indicações sólidas da relação entre zika, microcefalia e síndrome de Guillain-Barré. “A coincidência é muito forte.” Mas ainda não está claro se outros fatores influenciam. “Provavelmente teremos respostas dentro de anos. Não é simples testá-las.”
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
  • Cúpula da OMS chega hoje ao País e vai ao Recife

    Cúpula da OMS chega hoje ao País e vai ao Recife

    Genebra – A cúpula da Organização Mundial da Saúde (OMS) desembarca nesta terça-feira, 23, no Brasil para avaliar uma ajuda ao governo no combate ao vírus zika. A chefe da entidade, Margaret Chan, e o diretor de Operações para Surtos, Bruce Aylward, terão encontros com Dilma Rousseff e ainda viajarão para Pernambuco para examinar a situação. A missão será acompanhada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
     
    Missões similares da cúpula da entidade aconteceram apenas no Oeste da África, durante o surto de ebola. Agora, a OMS quer entender o que o Brasil tem feito no combate ao Aedes. Mas também vai tentar estabelecer uma cooperação para preencher as lacunas da operação no Brasil.
     
    Técnicos que acompanharão a viagem disseram ao Estado que a ideia é saber as necessidades do Brasil e, então, pedir à comunidade internacional de doadores uma ajuda especial para financiar os projetos no País.
     
    Chan já esteve no Brasil em novembro para uma conferência e, naquele momento, o governo chegou a alertá-la sobre a proliferação de casos de microcefalia. Mas ela optou por esperar até fevereiro para convocar os especialistas e decretar emergência internacional.
     
    Na semana passada, a OMS indicou que precisaria de US$ 56 milhões até junho para financiar um estratégia de combate ao vírus. O Brasil estaria no centro desse plano. 
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
  • OMS diz que incidência da zika cairá antes da Olimpíada

    OMS diz que incidência da zika cairá antes da Olimpíada

    O chefe da equipe responsável por assuntos relacionados ao vírus da zika na OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que a incidência do vírus “diminuirá” no Brasil até os Jogos do Rio,que ocorrerão de 5 a 21 de agosto.
     
    Bruce Aylward, diretor executivo de surtos e emergências de saúde da OMS, disse nesta sexta (19), durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, que a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, deve cair perto da datados Jogos, uma vez que será inverno no hemisfério sul.
     
    “As instalações olímpicas do Rio também estão em uma área relativamente confinada”, disse ele, “o que torna mais fácil para as autoridades o controle da população do mosquito no local”.
    Segundo o diretor, “o Brasil terá fantásticos Jogos Olímpicos e o mundo irá para lá”.
     
    Imunidade 
     
    O diretor da OMS também comentou a “probabilidade” de que o vírus passe por uma grande fatia da população do país até lá, o que faria com que muitos brasileiros desenvolvam imunidade à doença até o início dos Jogos.
     
    Na semana passada, o diretor médico do COI (Comitê Olímpico Internacional), Richard Budgett, havia afirmado que a Olimpíada não corre riscos de cancelamento ou adiamento por conta da proliferação do vírus.
     
    Com mais de 1,5 milhão de pacientes no Brasil e 31 mil na Colômbia, a América do Sul é a região mais afetada pelo vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue, a febre amarela e a chikungunya. O impacto da doença tem causado ações e reviravoltas.
     
    No início deste mês, por exemplo, o presidente da federação norte-americana de esgrima afirmou que o comitê olímpico de seu país (Usoc, na sigla em inglês) havia liberado os atletas a não virem para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No mesmo dia, o porta-voz da entidade disse que a informação era “100% imprecisa”. Incidente semelhante envolveu o comitê queniano. Até agora nenhum país descartou vir ao evento.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Anvisa analisa enquadramento técnico do mosquito Aedes aegypti transgênico

    Anvisa analisa enquadramento técnico do mosquito Aedes aegypti transgênico

    A Anvisa foi consultada pela empresa Oxitec sobre a necessidade de aprovação pela Agência do organismo geneticamente modificado (OGM) de linhagem OX513A de Aedes aegypti, o chamado mosquito transgênico. Trata-se de uma tecnologia inovadora e diferente de todos os demais produtos e atividades regulados até o momento pelo órgão.
     
    A técnica de controle biológico, solicitada pela empresa, consiste em produzir machos estéreis pela utilização de radiação ionizante. Tais machos são liberados em locais de elevada incidência de populações selvagens, com expectativa de que as fêmeas selvagens copulem com os machos estéreis e não produzam descendentes.
     
    A Agência está analisando a documentação apresentada pela empresa em caráter prioritário, inclusive com consultas a outras instâncias reguladoras internacionais que tratam de temas técnicos semelhantes. A análise envolve aspectos de segurança e, especialmente, de eficácia da tecnologia. Está sendo avaliada a competência da Anvisa para tratar do assunto e, em caso positivo, o seu enquadramento regulatório.
     
    Fonte: Anvisa