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  • Explicação para o Alzheimer está ligada a genes demais no cérebro

    Explicação para o Alzheimer está ligada a genes demais no cérebro

    A origem de mais de 90% dos casos do mal de Alzheimer, doença degenerativa do cérebro que leva à perda de memória e à morte, pode estar ligada a estranhas modificações no DNA dos neurônios, que acabam ficando com “excesso de bagagem” em seu material genético.
     
    Tais alterações não são sutis: correspondem a um acréscimo de centenas de milhões de “letras” químicas de DNA nas células cerebrais, ou 10% do conteúdo total do genoma.
     
    Em meio a tanta tralha, os neurônios passam a abrigar cópias extras de um gene específico, que podem levar à produção de uma molécula que danifica o cérebro.
     
    O “excesso” desse gene, conhecido como APP, já tinha sido identificado em alguns casos raros de alzheimer, mas ainda não tinha sido demonstrado de maneira mais ampla, diz Stevens Rehen, pesquisador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um dos autores do estudo, junto com colegas do Instituto de Pesquisa Scripps e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.
     
    Rehen já tinha mostrado que neurônios, por natureza, parecem ser meio rebeldes quando o assunto é DNA. Muitas das células do cérebro possuem quantidades de DNA que não seguem o padrão normal das demais células do organismo (em geral, duas cópias por gene). Essas variações poderiam ajudar os neurônios a se especializar ou, caso saíssem dos trilhos, desencadeariam doenças.
     
    No começo, a ideia parecia tão esquisita que a equipe acabou levando uma década para conseguir publicar seus resultados. “A gente teve de demonstrar mais ou menos a mesma coisa com cinco técnicas diferentes para convencer os revisores”, diz Rehen.
     
    Mas deu certo. Além de mostrar que pessoas com alzheimer tinham de fato um genoma “supercrescido”, descobriu-se que cada um dos neurônios de doentes tinha, em média, quatro cópias do famigerado gene APP, contra duas cópias nos neurônios de pessoas sadias e não era incomum encontrar neurônios de alzheimer com seis ou até mais cópias do gene.
     
    A questão, agora, é saber o que está acontecendo.
     
    “Pode ser que, no caso das pessoas que desenvolvem alzheimer, os neurônios estejam acumulando ferrugem naquela engrenagem”, compara Rehen. Ou seja, ao tentar consertar erros no DNA (que aparecem naturalmente ao longo da vida), sem conseguir fazer isso direito, os neurônios estariam acumulando material genético indesejável e ficando doentes.
     
    Se fosse possível minimizar esse processo, surgiria aí uma nova maneira combater o alzheimer. A descoberta, publicada na revista científica “eLife”, pode ajudar também no diagnóstico precoce.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção

    Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção

    Ministério da Saúde confirma que está buscando o remédio no exterior.
    Em todo o país, 700 crianças dependem do medicamento todos os anos.
     
    Um dos quimioterápicos utilizados para combater dois tipos de cânceres raros na infância está em falta na rede pública e particular de saúde do Distrito Federal e deve começar a faltar em todo o país. O laboratório Bagó, único que fabrica o medicamento no Brasil, informou ao Ministério da Saúde que fornecerá a Dactinomicina D, comercializada com o nome Cosmogen, apenas pelos próximos três meses.
     
    O G1 entrou em contato com o laboratório Bagó, mas uma atendente informou, por telefone, que a empresa está em recesso e só retoma as atividades na próxima segunda-feira.
     
    O Ministério da Saúde afirmou que “já iniciou o processo de aquisição do medicamento”, o que inclui “busca do produto ou similares no mercado internacional, garantindo a assistência aos usuários do SUS”.
     
    A pasta informou ainda que o cancelamento do registro pelo laboratório foi feito em julho do ano passado e, portanto, a empresa deve fornecer o quimioterápico por 12 meses após o comunicado, ou seja, até julho deste ano.
     
    Documento ao qual o G1 teve acesso revela que um encontro entre representantes do Ministério da Saúde e do laboratório foi realizado no dia 26 de janeiro deste ano para discutir o problema. “Nesta reunião, foi informado pela Bagó, através de acordo verbal, que tem estoque disponível e fornecerá o medicamento por mais três meses.”
     
    O documento explica ainda que “a falta de medicação está associada à troca de fornecedor de matéria-prima e não à falta de matéria-prima da medicação”. O problema não afeta apenas a rede pública, mas também hospitais particulares de todo o país.
     
    No DF, a Secretaria de Saúde confirmou, por meio de nota, que “trata-se de um remédio padronizado” e que “no momento não tem [o produto] no estoque”. A pasta disse ter tomado providências para  a compra do quimioterápico utilizado para inibir a multiplicação de células cancerígenas e o seu crescimento.
     
    A situação preocupa pais de crianças com a doença. Daniel Soares, 3 anos, diagnosticou em julho do ano passado um tumor subcutâneo (rabdomiossarcoma) na região dos testículos e começou o tratamento uma semana depois.
     
    “Sem esse remédio, a chance de cura de quase 90% cairia para 45%. Sem esse remédio ele poderia até morrer porque é um tumor que não causa dor e não é aparente”, disse o pai, o defensor público André Soares.
     
    Segundo ele, o tratamento com Dactonomicina é menos invasivo. “Para debelar um câncer mais agressivo com outra medicação, além de ser mais invasivo, é três ou quatro vezes mais caro”, afirma.
     
    O tratamento de Daniel durou sete meses, mas André teme pela necessidade de outras crianças. Em todo o país, 700 recebem o medicamento para tratamento da doença. “Se o único laboratório do país diz que não vai mais produzir, o Ministério da Saúde tem que quebrar a patente para que laboratórios menores possam fornecer. Não vai faltar o remédio, já está faltando, e a produção será interrompida nos próximos meses. Se não houver uma intervenção, muitas crianças vão morrer.”
     
    O defensor criticou a decisão do laboratório. “Não faz sentido que esta decisão de não fornecer mais o remédio se baseie em uma lei de mercado. Não teriam coragem de fazer isso na Europa ou nos Estados Unidos.”
     
    A oncologista pediatra e professora da Universidade de Brasília Juliana França destaca que o medicamento é essencial para dois cânceres raros: tumor de Wilms, que aparece nos rins e afeta principalmente crianças, e  rabdomiossarcomas, tumor subcutâneo que afeta músculos e pele.
     
    “No tratamento desses dois cânceres da infância, ele é insubstituível por outro tipo de quimioterápico. A vantagem é que tem menos efeito colateral e tem atividade tumoral que nenhum outro tem.  Ficando sem ele, as chances de cura diminuem consideravelmente”, explica a médica.
     
    A oncologista disse ainda que no serviço particular, o medicamento já está em falta em alguns hospitais, mas as famílias de pacientes têm opção de importar o medicamento diretamente.
     
    “Nem sempre o custo é repassado para o convênio e nenhum hospital pode importar diretamente porque o pedido é feito diretamente pela família. Ou seja, já não basta o diagnóstico e o afastamento da criança da escola, a família ainda tem que se preocupar em adquirir a medicação e considerar que haverá um atraso no início do tratamento até a chegada do quimioterápico. A única iniciativa em curto prazo seria isso. No serviço público, a situação aí é caótica”, destacou a oncologista.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

    Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

    Estudo britânico sugere que risco está associado ao tipo de maconha consumido e a frequência do consumo.
     
    O uso de 'skunk' – um tipo de maconha mais forte – triplica o risco de psicose, segundo estudo de uma universidade britânica.
     
    Cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres apontaram também que o risco de psicose é cinco vezes maior entre usuários diários de maconha do que entre pessoas que não consomem a droga.
     
    Por outro lado, o uso de haxixe, uma forma mais branda da maconha, não aumenta o risco de psicose, disse o estudo, que acompanhou 780 pessoas.
     
    A psicose refere-se a delírios ou alucinações que podem estar presentes em certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
     
    “Em comparação com aqueles que nunca tinham experimentado maconha, usuários de maconha do tipo 'skunk', mais potente, tiveram um risco três vezes maior de psicose”, disse Marta Di Forti, coordenadora da pesquisa.
     
    “O risco de psicose em usuários de maconha depende da frequência do uso e da potência da droga.”
     
    O 'skunk' contém mais THC (tetrahidrocanabinol) do que outras variações da cannabis, principal ingrediente psicoativo da maconha. Já o haxixe contém quantidades substanciais de outro produto químico chamado canabidiol, ou CBD.
     
    Pesquisas sugerem que o CBD pode agir como um antídoto para o THC, contra-atacando os efeitos colaterais psicóticos.
     
    'Salvando usuários'
     
    Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica do King's College, disse que “o trabalho sugere que poderíamos evitar quase um quarto dos casos de psicose se ninguém fumasse cannabis de alta potência”.
     
    “Isso pode salvar pacientes jovens e economizar dinheiro do sistema de saúde.”
     
    Marta Di Forti pediu que seja adotada uma “clara mensagem pública” sobre os riscos da maconha mais forte. Ela também sugeriu que os médicos perguntem aos seus pacientes sobre seus hábitos de uso da droga, como já acontece no caso do álcool e tabaco.
     
    A pesquisa foi realizada ao longo de vários anos e comparou 410 pacientes com idades entre 18 e 65 anos, que relataram um primeiro episódio de psicose num hospital psiquiátrico do sul de Londres, com 370 participantes saudáveis na mesma faixa etária e da mesma área de Londres.
     
    O relatório será divulgado nesta semana na publicação científica The Lancet Psychiatry.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Pesquisa descobre um motivo da persistência da hanseníase

    Pesquisa descobre um motivo da persistência da hanseníase

    A bactéria que causa a lepra pode sobreviver meses dentro de amebas comuns na água e no solo, e até mesmo em olhos e narizes humanos, constataram cientistas da Universidade Estadual do Colorado.
     
    A descoberta pode ajudar a responder uma pergunta que intriga especialistas em doenças tropicais há anos: por que o número de novos casos de hanseníase pelo mundo não é reduzido, ainda que milhares de vítimas estejam tomando medicação que as tornem menos infecciosas e termine por curá-las?
     
    Ocorrem aproximadamente 200 mil novas infecções por ano no Brasil, Índia, Angola, Madagascar, Mianmar, Indonésia, Filipinas e alguns outros países.
     
    O estudo foi publicado em dezembro em “PLOS Neglected Tropical Diseases”.
     
    A lepra é provocada pela “Mycobacterium leprae”, o bacilo de Hansen, uma bactéria de crescimento lento ligada à tuberculose que ataca células nervosas encontradas debaixo da pele. Elas não se reproduzem em laboratório e o método exato de infecção não está claro.
     
    Como a lepra se espalha em famílias e entre pessoas após contato prolongado, os pesquisadores supuseram que a doença sempre seja transmitida entre hospedeiros humanos.
     
    “Contudo, vemos casos novos que não parecem ligados aos outros”, contou William H. Wheat, microbiólogo da Universidade Estadual do Colorado e um dos autores do estudo.
     
    O “M. leprae” é engolfado por cinco tipos de amebas comuns, incluindo algumas que conseguem viver no muco e fluidos oculares, além de serem imunes à digestão. De acordo com o estudo, quando as amebas formam cistos para não secarem, a bactéria consegue sobreviver dentro delas durante meses e ainda infectar ratos de laboratório.
     
    Segundo Wheat, isso poderia explicar como a bactéria persiste e reaparece quando não são encontrados humanos infectados.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • AVISO

    AVISO

    Informamos que o Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas, em virtude do período carnavalesco, não realizará atendimento ao público dos dias 16 a 18 de fevereiro de 2015, retornando às atividades normais na quinta-feira, dia 19 de fevereiro.
     
    Atenciosamente,
     
    A Diretoria do CRF/AL.
  • Tratamento pioneiro desativa tumor em menina de 11 anos

    Tratamento pioneiro desativa tumor em menina de 11 anos

    No dia de seu aniversário, britânica recebe notícia de que tumor raro no pulmão ficou inativo após tratamento com medicamentos que atacam mutações genéticas.
     
    Quando tinha apenas nove anos, Sophie Armitage foi diagnosticada com um tipo raro de câncer no pulmão chamado tumor miofibroblástico inflamatório (IMFT, na sigla em inglês). O tumor de Sophie ainda não tinha se espalhado pelo organismo, mas ele crescia em volta de suas vias respiratórias, o que dificultava cada vez mais a sua respiração.
     
    Os médicos chegaram a considerar a retirada de um de seus pulmões, mas um tratamento pioneiro lhe deu esperanças de ficar livre da doença.
     
    Sophie é uma das pessoas submetidas a testes clínicos com novos medicamentos contra a doença na Grã-Bretanha, que estão apresentando resultados promissores.
     
    O programa Panorama, da BBC, acompanhou durante 18 meses um grupo de pacientes de câncer que participam dos testes, realizados em conjunto pelo Instituto de Pesquisa do Câncer e pelo hospital Royal Marsden.
     
    A garota de 11 anos foi submetida a um tratamento com drogas-alvo, parte de uma série de novas armas contra a doença.
     
    Diferentemente da quimioterapia convencional, que ataca todas as células que estão se multiplicando rapidamente (para evitar o crescimento do tumor e a metástase do câncer), as drogas-alvo focam em mutações genéticas que impulsionam o crescimento do tumor.
     
    O tratamento pode aumentar as chances de curar pacientes que são diagnosticados nos estágios iniciais da doença.
     
    Como parte dos testes no hospital Royal Marsden, Sophie passou pela terapia-alvo e tinha que fazer exames regulares desde então.
     
    No dia do seu aniversário de 11 anos, após fazer três exames de sangue e uma ressonância magnética, ela recebeu uma ótima notícia: o tumor havia diminuído de tamanho e o que resta dele parece estar completamente inativo.
     
    “Fiquei muito feliz de saber que já não tenho um tumor enorme no meu pulmão”, disse à BBC.
     
    “Minha primeira ressonância mostrou que meu tumor era muito, muito grande e agora está bem menor. E agora isso não me afeta mais. É muito bom ouvir isso.”
     
    Os pais de Sophie dizem que ela manteve o pensamento positivo durante os tratamentos: “Ela nunca teve pena de si mesma e nunca perguntou nada do tipo: 'Por que eu tenho câncer?'”.
     
    'Milagre'
     
    Udai Banerji, médico da equipe que coordena o tratamento pioneiro, comparou o câncer a um “gênio do mal”, para dar uma ideia dos desafios enfrentados por pacientes, médicos e cientistas.
     
    Os especialistas acreditam que a chave para a nova geração de medicamentos está em uma compreensão cada vez maior sobre a genética humana.
     
    A revolução do sequenciamento do DNA nos últimos anos fez com que a doença pudesse ser mapeada de maneira mais rápida, mais barata e mais detalhada.
     
    O tumor de Sophie, por exemplo, foi causado por um defeito no gene ALK. A mutação cria um sinal químico que estimula o crescimento de células anormais.
     
    O medicamento experimental que ela está tomando, LDK 378, inibe estas mensagens químicas. Este tratamento vinha apresentando resultados promissores em algums tipos de câncer de pulmão em adultos.
     
    Semanas após o início da terapia-alvo, o tumor de Sophie, que antes era do tamanho de uma ameixa, ficou do tamanho de uma avelã.
     
    O médico que a acompanha, Louis Chesler, disse que o caso da menina é inspirador.
     
    “O objetivo de todo oncologista pediatra é ver esse tipo de resposta (em um paciente). Ver (a recuperação de Sophie) é realmente surpreendente e milagroso. Acho que dissemos a ela na clínica que ela é especial, é uma criança-milagre.”
     
    O professor Johann de Bono, diretor da unidade de desenvolvimento de medicamentos no Instituto de Pesquisa do Câncer disse à BBC que “é um momento de progresso sem precedentes na história da medicina do câncer e na pesquisa sobre o câncer”.
     
    Segundo ele, as novas drogas têm a vantagem de ter menos efeitos colaterais do que a quimioterapia e podem ser ingeridas por via oral em casa, todos os dias.
     
    “As drogas que desenvolvemos têm a capacidade de poupar as células normais, causando efeitos colaterais mínimos e matando seletivamente as células do tumor”, afirma o pesquisador.
     
    Para Sophie, a participação em um teste clínico foi uma motivação para pensar sobre o que quer fazer quando crescer.
     
    “Eu sempre quis ser médica e agora que passei por tudo isso e agora quero ser mais ainda.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Após caso de febre amarela em GO, ministério reforça importância da vacina

    Após caso de febre amarela em GO, ministério reforça importância da vacina

    Após a notificação de um caso de febre amarela na cidade de Alto Paraíso (GO), o Ministério da Saúde reforçou a importância da vacinação no combate à doença. A dose faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser administrada aos 9 meses, com um reforço aos 4 anos.
     
    Em adultos, a indicação é que a vacina seja adotada como medida de prevenção para residentes ou visitantes de áreas onde há recomendação de imunização. Pessoas que nunca receberam a dose e vão viajar para áreas de risco devem ser vacinadas com pelo menos dez dias de antecedência. Quem tomou uma única dose da vacina há mais de dez anos deve receber o reforço.
     
    O governo orienta ainda que pessoas que precisem viajar para áreas de risco, sem terem sido vacinadas com dez dias de antecedência, evitem acessar áreas silvestres. Em caso de necessidade de deslocamento para esses locais, a recomendação é usar roupas que protejam as áreas expostas do corpo – principalmente braços e pernas – e usar repelente.
     
    A pasta informou que o caso de febre amarela registrado no interior de Goiás é tratado como um caso isolado de um estrangeiro que passou pela cidade e seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi diagnosticado e recebeu tratamento médico-hospitalar. O paciente já recebeu alta.
     
    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos. No Brasil, a doença ocorre esporadicamente, com registros de casos humanos isolados nas áreas consideradas endêmicas, principalmente na região amazônica e no Centro-Oeste. A vacina, segundo o ministério, é o principal instrumento de prevenção, com elevada eficácia.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Equador implantará programa Farmácia Popular

    Equador implantará programa Farmácia Popular

    Representantes do governo do Equador estão no Brasil para conhecer detalhes do programa Farmácia Popular, criado pelo Ministério da Saúde para ofertar medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto para a população. O grupo técnico estará reunido com representantes do Ministério da Saúde até quinta-feira (12) em Brasília. A transferência de tecnologia do programa, entre outras ações, está prevista em acordo firmado entre os ministérios da Saúde dos dois países em 2014, para fortalecer a cooperação nas áreas de nutrição, medicamentos e vigilância sanitária. A experiência brasileira também está sendo base do programa peruano de Farmácias Inclusivas.
     
    O encontro para transferência de informações acontece entre os dias 10 e 12 de fevereiro. Os temas a serem trabalhados durante os três dias são: sistema de informática, de monitoramento, de acompanhamento e de avaliação do Programa Farmácia Popular; determinação do preço/valor de referência dos medicamentos; sistema de segurança do programa; e sistemas e aspectos complementares para a melhoria do acesso a medicamentos. Os trabalhos também estão sendo acompanhados por representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).
     
    A cooperação entre Brasil e Equador, com duração de cinco anos, estabelece o intercâmbio de informações, visitas técnicas e projetos conjuntos para a capacitação profissional. Além do fortalecimento das estratégias para saúde materna e infantil e do acesso à assistência farmacêutica, o acordo envolve as áreas de pesquisa em saúde e avaliação de tecnologias sanitárias. A parceria foi firmada durante visita do presidente do Equador, Rafael Correa, ao Brasil para conhecer as políticas nacionais nas áreas de nutrição infantil para adequá-las à sua realidade.
     
    Atualmente, o programa brasileiro Farmácia Popular disponibiliza 113 itens na rede própria e 25 nas drogarias particulares, por meio do Aqui Tem Farmácia Popular. São medicamentos para tratamento de doenças como colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas. Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5,7 bilhões na iniciativa que conta com 33.796 estabelecimentos, e que já beneficiou 24,4 milhões de pessoas.
     
    Para retirar os medicamentos em uma das unidades credenciadas, o cidadão deve apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (90 dias). A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.
     
    COOPERAÇÃO – Os ministérios da Saúde do Brasil e do Equador estreitam relações desde a Assembleia Mundial da Saúde ocorrida em Genebra em maio do ano passado, quando o ministro Arthur Chioro convidou a ministra Carina Vance para conhecer o Programa Farmácia Popular. A ministra equatoriana esteve no Brasil no mês seguinte, em junho, e participou de reuniões técnicas com equipes do Ministério da Saúde.
     
    Brasil e Equador já mantêm ações bilaterais na área da saúde desde 2007, quando o Instituto Fernandes Figueira-Fiocruz apoiou a implantação e desenvolvimento do Primeiro Banco de Leite do Equador, na Maternidade Isidro Ayora, em Quito. Em outro projeto conjunto, o Brasil, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oferece apoio técnico para o fortalecimento das funções regulatórias de pré e pós-comercialização de medicamentos daquele país.
     
    Fonte: Ministério da Saúde
  • Fumar causa mais doenças e mortes do que se imaginava, indica estudo

    Fumar causa mais doenças e mortes do que se imaginava, indica estudo

    Um novo estudo acrescenta pelo menos cinco doenças e 60 mil mortes por ano ao mal causado pelo tabaco nos Estados Unidos. Antes do estudo, o fumo já era culpado por quase meio milhão de mortes por ano no país devido a 21 doenças, incluindo 12 tipos de câncer.
     
    Os novos resultados são baseados em dados de saúde de quase 1 milhão de pessoas que foram acompanhadas por 10 anos. Além dos riscos conhecidos de câncer de pulmão, doenças arteriais, ataques cardíacos, doenças pulmonares crônicas e acidentes vasculares, os pesquisadores descobriram que o fumo também está associado a risco significativamente maior de infecção, doenças renais, doenças intestinais causadas por fluxo sanguíneo inadequado e doenças cardíacas e pulmonares antes não atribuídas ao tabaco.
     
    Apesar das pessoas já serem bombardeadas com mensagens sobre os riscos de fumar, os pesquisadores dizem que é importante informar ao público que há ainda mais notícias ruins.
     
    “A epidemia de fumo prossegue e há a necessidade de avaliar o quanto o fumo nos prejudica como uma sociedade, de apoiar os clínicos e as políticas de saúde pública”, disse Brian D. Carter, um epidemiologista da Sociedade Americana do Câncer e o primeiro autor de um artigo sobre o estudo, publicado no “The New England Journal of Medicine”. “Não é uma história encerrada.”
     
    Em um editorial que acompanha o artigo, o dr. Graham A. Colditz, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, disse que os novos resultados mostraram que as autoridades nos Estados Unidos subestimaram substancialmente o efeito do fumo sobre a saúde pública. Ele disse que os fumantes, particularmente aqueles que dependem do Medicaid (o seguro-saúde público para pessoas de baixa renda), não receberam ajuda suficiente para abandonar o fumo.
     
    Cerca de 42 milhões de americanos fumam –15% das mulheres e 21% dos homens– segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças. Pesquisa mostra que a taxa de mortalidade deles é duas ou três vezes mais alta do que o de pessoas que nunca fumaram e que, em média, eles morrem mais de uma década antes dos não fumantes. Os fumantes apresentam uma probabilidade mais de 20 vezes maior de morrerem de câncer de pulmão. Pessoas pobres e aqueles com menor escolaridade formal apresentam maior probabilidade de fumar.
     
    Carter disse que foi inspirado a explorar mais a fundo as causas de morte de fumantes após dar uma olhada inicial em dados de cinco grandes pesquisas de saúde sendo realizadas por outros pesquisadores. Os participantes eram 421.378 homens e 532.651 mulheres com 55 anos ou mais, incluindo quase 89 mil fumantes. Como esperado, as taxas de mortalidade eram maiores entre os fumantes. Mas doenças conhecidas como causadas pelo tabaco foram responsáveis por apenas 83% das mortes a mais entre as pessoas que fumavam.
     
    “Eu pensei, 'Uau, isso é realmente baixo'”, disse Carter. “Nós temos esse grupo imenso. Vamos mais a fundo, lançar uma rede mais ampla e ver o que está matando os fumantes que nós ainda não sabemos.”
     
    A pesquisa foi paga pela Sociedade Americana do Câncer e Carter trabalhou com cientistas de quatro universidades e do Instituto Nacional do Câncer.
     
    O estudo foi observacional, o que significa que olhou para os hábitos das pessoas, como fumar, e notou as correlações estatísticas entre o comportamento delas e sua saúde. A correlação não prova causa e efeito, de modo que esse tipo de pesquisa não é considerada tão forte quanto experimentos nos quais participantes são designados aleatoriamente a tratamentos ou placebo e depois comparados. Mas as pessoas não podem ser eticamente instruídas a fumar para um estudo, de modo que muitos dados sobre os efeitos do fumo sobre as pessoas vêm de estudos observacionais.
     
    Analisando as mortes entre os participantes de 2000 a 2011, os pesquisadores descobriram que, em comparação a pessoas que nunca fumaram, os fumantes apresentavam o dobro da probabilidade de morrer por infecções, problemas renais e males respiratórios antes não associados ao tabaco, e cardiopatia hipertensiva, na qual a pressão alta leva a insuficiência cardíaca. Os fumantes também apresentavam uma probabilidade seis vezes maior de morrer de uma doença rara causada por fluxo insuficiente de sangue nos intestinos.
     
    Carter disse ter confiança nos resultados porque biologicamente faz sentido que essas condições estejam relacionadas ao tabaco. O fumo pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de infecção, ele disse. Também se sabe que ele causa diabete, pressão alta e doenças arteriais, que podem levar a problemas renais. A doença arterial também pode reduzir o fluxo de sangue aos intestinos. Danos no pulmão causados pelo fumo, combinados com o aumento da vulnerabilidade a infecções, podem levar a múltiplos males respiratórios.
     
    As doenças antes estabelecidas como sendo causadas pelo fumo eram os cânceres de esôfago, estômago, cólon, fígado, pâncreas, laringe, pulmão, bexiga, rim, colo do útero, lábio e cavidade oral; leucemia mieloide aguda; diabete; doenças cardiovasculares; acidentes vasculares; aterosclerose; aneurisma da aorta; outras doenças arteriais; doenças respiratórias crônicas; pneumonia e gripe; e tuberculose.
     
    Fonte: Ministério da Saúde
  • Estudo diz que vacina contra HPV não incentiva hábito sexual de risco

    Estudo diz que vacina contra HPV não incentiva hábito sexual de risco

    Pesquisa foi feita com milhares de adolescentes vacinadas ou não.
    Vacina contra o HPV provocou alerta entre pais e pediatras nos EUA.
     
    Apesar das preocupações de alguns pais, a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) não leva os adolescentes a adotar comportamentos sexuais precoces ou arriscados, nem eleva as taxas de doenças sexualmente transmissíveis, asseguram cientistas em estudo publicado na revista especializada da “Associação Médica Americana (JAMA)”.
     
    A pesquisa foi feita entre 2005 e 2010 com 21.000 adolescentes que foram vacinadas e 186.000 que não receberam a vacina. As jovens dos grupos tinham entre 12 e 18 anos e viviam na mesma região dos Estados Unidos.
     
    Foi medida trimestralmente a taxa de doenças sexualmente transmissível (DSTs) antes e depois da vacina. A taxa aumentou nos dois grupos no mesmo ritmo e permaneceu quase idêntica à medida que as meninas cresciam.
     
    Os cientistas determinaram que o comportamento sexual das adolescentes vacinadas não mudou por causa da vacina. “Se o fato de vacinar estas jovens contra o HPV causasse um aumento de atividades sexuais arriscadas, teríamos observado um aumento forte das taxas de infecções sexualmente transmitidas (…), e não foi o caso”, explicou Seth Seabury, da Universidade do Sul da Califórnia e principal coautor do estudo, financiado pelos Institutos Americanos da Saúde (NIH).
     
    Vacina polêmica
     
    A criação, em 2006, da primeira vacina contra o HPV (Gerdasil, do laboratório americano Merck) provocou alerta entre alguns pais, pediatras e legisladores nos Estados Unidos. Segundo os críticos, vacinar adolescentes incentivaria atividades sexuais precoces e arriscadas e alguns estados do país se opuseram a implementar um programa de vacinação obrigatória.
     
    Atualmente, as autoridades de saúde recomendam que se vacinem meninos e meninas pré-adolescentes para prevenir o HPV, que dificilmente é detectado, mas pode causar câncer no colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
     
    No entanto, só 38% das meninas e jovens de 13 a 17 anos nos Estados Unidos receberam as três doses recomendadas em 2013. O número de meninos vacinados é ainda menor, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.
     
    Fonte: Bem Estar