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  • Fiocruz pesquisa teste rápido para detectar casos de chikungunya

    Fiocruz pesquisa teste rápido para detectar casos de chikungunya

    A Fundação Oswaldo Cruz já deu início aos trabalhos em busca de um teste rápido capaz de identificar casos de febre chikungunya no Brasil. De acordo com o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da instituição, Rodrigo Guerino, o teste será similar ao teste rápido de gravidez, uma pequena quantidade de sangue será suficiente para mostrar o resultado em uma fita indicativa.
     
    Em audiência pública, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Rodrigo destacou a importância do diagnóstico rápido da doença, uma vez que os sintomas se assemelham aos da dengue, mas há sutilezas no tratamento de ambas as enfermidades.
     
    O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, admitiu que há uma preocupação, por parte da pasta, em relação à possível confusão de diagnóstico entre casos de dengue e febre chikungunya. Um erro de diagnóstico, segundo ele, pode fazer com que os profissionais deixem de agir rapidamente no caso da dengue, provocando um agravamento do quadro e mesmo o óbito do paciente.
     
    Dados do ministério indicam que, até o momento, ocorreram 1.039 casos confirmados de febre chikungunya no país, a maior parte na Bahia e no Amapá. Há ainda 968 casos em investigação. Maierovitch lembrou que o país conta com uma experiência de 30 anos no tratamento da dengue. Ele ressaltou que o país já passou por momento de ter que “montar hospitais de campanha e centros de hidratação rápida. Não prevemos esse cenário para o vírus chikungunya, mas ele não é impossível”.
     
    No debate, o representante da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, Henrique Vazquez, destacou que praticamente todo o continente conta com a presença do vetor que transmite a febre chikungunya e que, no caso do Brasil, a ausência de imunidade na população torna os brasileiros suscetíveis à doença. “O chikungujnya será um grande desafio”, concluiu.
     
    Saiba mais sobre a chikungunya
     
    O que é chikungunya?
     
    É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Febre acima de 39ºC, dores nas articulações, na cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele que costumam durar de três a 10 dias. Os sintomas surgem entre dois a dez dias após a picada do inseto.
     
    Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?
     
    Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.
     
    Quem se infecta com o vírus fica imune?
     
    Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.
     
    Ficarei doente se for picado por um mosquito infectado?
     
    Não necessariamente. Em média, 30% das pessoas infectadas não apresentam os sintomas clássicos da doença.
     
    Como o vírus é transmitido?
     
    Pela picada da fêmea de mosquitos infectados: o Aedes aegypti, que vive em área urbana e tropical; e o Aedes albopictus, presente em áreas rurais.
     
    Posso ter chikungunya e dengue ao mesmo tempo?
     
    Sim, se tiver contato com os mosquitos portadores de ambos os vírus.
     
    Existem grupos de maior risco?
     
    O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
     
    Como se identifica um caso suspeito?
     
    Quem tiver febre de início súbito acima de 38,5ºC e dor articular ou artrite intensa e que tenham viajado recentemente às áreas onde o vírus circula.
     
    Qual a área de circulação do vírus?
     
    O vírus circula em alguns países da África e da Ásia, do Caribe e, recentemente, chegou à América do Sul. O primeiro caso registrado no Brasil foi em setembro de 2014
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Vírus encontrado em algas altera capacidade mental de humanos

    Vírus encontrado em algas altera capacidade mental de humanos

    Inofensivo até agora, ATCV-1 foi encontrado na garganta de pessoas.
    Organismo não deve ser considerado uma ameaça à saúde pública.
     
    Um vírus que afeta as algas verdes – algumas das quais são comestíveis – altera ligeiramente algumas capacidades mentais nos humanos, revelaram estudos americanos, que destacaram que no momento não deve ser considerado um perigo para a saúde pública.
     
    O organismo, chamado ATCV-1 (Acanthocystis turfacea Chlorella), até agora considerado inofensivo, foi descoberto na garganta de pessoas em bom estado de saúde e que aparentemente “tiveram um conjunto de funções cognitivas afetadas, entre elas as responsáveis pelo processamento de informações visuais e pelo sentido da orientação”.
     
    Estes resultados preliminares, publicados recentemente na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”, ilustram a capacidade de certos micro-organismos de provocar alterações psicológicas sem provocar uma doença, explicaram os pesquisadores.
     
    “Trata-se de um exemplo surpreendente, que mostra como um micro-organismo, aparentemente inofensivo, presente em nosso corpo, pode afetar nosso comportamento e nossa cognição”, disse Robert Yolken, virologista do centro hospitalar universitário Johns Hopkins, em Baltimore, e principal autor dos estudos.
     
    Contudo, os cientistas não acreditam que “o vírus deve ser considerado uma ameaça à saúde pública”. Como parte de outro estudo, o pesquisador e sua equipe descobriram a presença do vírus ATCV-1 por acaso, ao analisar o DNA dos vírus e bactérias que formavam a flora microbiana na garganta de 92 pessoas saudáveis.
     
    Cérebro afetado
     
    Conhecido por infectar as algas verdes (ou clorofíceas) presentes nos mares, lagos e oceanos, o vírus estava presente em 42 dos 92 casos. O grupo infectado teve resultados piores em uma série de provas que mediam a rapidez do processamento de informações visuais por parte do cérebro.
     
    Em seguida, foram feitas experiências em ratos de laboratório para analisar como o vírus afetava a capacidade de realizar certas tarefas e constataram efeitos similares aos observados nos humanos. Por exemplo, os ratos infectados apresentavam mais dificuldade para encontrar o caminho no labirinto e menor capacidade de atenção.
     
    Uma análise dos seus tecidos cerebrais mostrou mudanças na expressão de genes múltiplos no hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e orientação espacial.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Mortes por ebola chegam a 5.160, segundo OMS

    Mortes por ebola chegam a 5.160, segundo OMS

    Número de casos em oito países somou 14.098 em 9 de novembro.
    Serra Leoa é o país com maior aumento de casos, segundo relatório.
     
    O número de mortes por ebola chegou a 5.160 até o dia 9 de novembro, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta (12) pela OMS. O total de casos em oito países soma 14.098.
     
    A situação mais séria é a de Serra Leoa, o único país onde o número de casos continua aumentando, com 5.368 pessoas contaminadas e 1169 mortes. No Guiné e na Libéria, país com mais casos desde o início da epidemia, a incidência de casos não está mais crescendo nacionalmente, segundo a OMS.
     
    Guiné tem 1.878 casos registrados, com 1.142 mortes, e a Libéria já teve 6.822 casos, com 2.836 mortes. A OMS diz que a transmissão ainda é “consistentemente alta” em Conakry e Macenta, no Guiné, em Montserrado, na Libéria, e nas regiões norte e oeste de Serra Leoa. Por outro lado, a situação começa a melhorar em Lofa, na Libéria, e em Kenema e Kailahun, em Serra Leoa.
     
    O relatório aponta ainda que o Mali teve quatro casos da doença, todos fatais.
     
    Os outros países que tiveram casos registrados, mas que atualmente não contam com nenhum doente em tratamento, são a Espanha e os Estados Unidos, além de Nigéria e Senegal. Nestes dois últimos o prazo de quarentena para as últimas pessoas em observação já foi encerrado, e os países foram declarados oficialmente livres da doença.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Infecção por HPV pode ser mais frequente em fumantes, diz pesquisa

    Um estudo realizado no Canadá mostra que a infecção por HPV (papilomavírus humano) pode ser mais frequente em homens que fumam, e também entre os que têm múltiplas parceiras sexuais.
     
    O trabalho, realizado pela Universidade McGill e publicado na revista da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, ainda descobriu que o HPV oral é mais frequente em homens cujas parceiras têm o vírus na região da boca e garganta ou genital. Isso confirma a tese de que o HPV pode ser transmitido por via oral-genital e também oral-oral.
     
    O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais prevalentes do mundo, e constitui um fator de risco para diversos tipos de câncer, como de colo de útero, anal, vaginal, peniano e orofaríngeo.
     
    Uma equipe liderada pelo professor de epidemiologia Eduardo Franco analisou dados de 222 homens entre 18 e 24 anos e suas parceiras. No total, a prevalência de HPV foi de 7,2%.
     
    Mas os números foram maiores para os homens fumantes (12,2%), os que estavam em relacionamentos não monogâmicos (17,9%) e os que tinham um parceiro com infecção oral por HPV (28,6%) e/ou genital (11,5%).
     
    A prevalência do HPV 16, um dos tipos mais associados ao câncer, foi de 2,3% entre todos os homens que participaram do estudo, e de 6,1% entre os 33 homens que tinham parceiras com uma infecção genital HPV 16.
     
    Para cada aumento de unidade na frequência de sexo oral na parceira (nunca/raramente, às vezes, e maioria das vezes/sempre), a prevalência do tipo de HPV presente nos genitais das parceiras era mais de duas vezes maior.
     
    Nenhuma infecção foi detectada entre os homens que nunca fumaram, estavam em um relacionamento monogâmico e tinham uma parceira sem HPV.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • ” cores com antena implantada na cabeça

    ” cores com antena implantada na cabeça

    Sensor de luz na antena capta frequências de cores; dados são enviados para um chip que transforma as frequências em vibrações, que se tornam sons.
     
    Neil Harbisson é um artista daltônico: enxerga apenas tons de cinza. Mas essa não é sua principal particularidade: ele anda com uma antena implantada na cabeça, que lhe permite “ouvir” as cores.
     
    Harbisson identifica cada cor através de uma nota musical diferente – inclusive aquelas que ele não consegue ver.
     
    “Eu não uso tecnologia… eu sou tecnologia”, diz. E manuseando a antena: “Isto é parte do meu corpo. Nunca sai daqui, nunca para. Está sempre ligada”.
     
    A antena possui um sensor de luz que capta as frequências das cores. Os dados são enviados para um chip na parte de trás da cabeça do artista, que converte as frequências em vibrações. Estas, por sua vez, são transformadas em sons.
     
    Em 2010, Harbisson fundou a Fundação Cyborg, uma organização internacional que ajuda a implantar tecnologia permanente nos corpos de pessoas interessadas.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo

    Número apresentado na semana passada era de 117 municípios. 
    Governo prepara campanha de prevenção da dengue e febre chikungunya.
     
    O Ministério da Saúde atualizou para 125 o número de municípios do Brasil risco alto de registrar infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. O número anterior, divulgado na semana passada, era de 117 municípios. De acordo com a pasta, nessas cidades foram encontrados focos do mosquito em quatro de cada cem casas visitadas.
     
    As informações integram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa), feito em outubro, que analisou a existência de locais com larvas em 1.524 cidades. Seu objetivo é apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças.
     
    De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa.
     
    Segundo o governo, outras 552 cidades foram classificadas em situação de alerta (pois tinham entre uma e três casas a cada cem com larvas) e 847 apresentaram situação satisfatória (um ou menos imóveis de cada centena continha focos do Aedes aegypti).
     
    No ano passado, o LIRAa apontou 159 municípios em situação de risco e 539 em alerta. Apesar do número de cidades consideradas críticas ter sido menor este ano em relação a 2013, há uma preocupação maior por causa dos casos de chikungunya. Até 25 de outubro, foram diagnosticados 824 casos da febre no país. O primeiro foi confirmado em setembro. Já os casos de dengue somam 556.317 este ano.
     
    Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.
     
    De acordo com a pasta, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a combinação de chuva e calor é ideal para a procriação do Aedes aegypti. “Se não agirmos com rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100 imóveis]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Nova campanha
     
    Com o slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, o ministério lançou uma campanha nesta terça para chamar a atenção sobre a importância da prevenção ao mosquito transmissor das duas doenças.
     
    Foram produzidas peças publicitárias com imagens que mostram os criadouros do Aedes aegypti, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas. De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma de combate ao foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
     
    Sintomas
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ”

    Para estudo, problemas neurológicos podem levar a 'erros de cálculo' na posição do próprio corpo no espaço e acusar presença de alguém que não existe.
     
    A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.
     
    Os cientistas conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por gerar essa sensação relatada por algumas pessoas. Eles também conseguiram criar um experimento que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
     
    O estudo constatou que pacientes com problemas nas partes do cérebro associadas a autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como essa, a de sentir a presença de alguém que não existe.
     
    A “presença-fantasma” é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
     
    Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Teconologia da Suíça, essa sensação é sempre muito “real”.
     
    “Essa impressão é muito vívida. Eles sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. Sempre é uma presença sentida”, disse.
     
    Para ele, essa sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
     
    “O que impressiona é que eles relatam frequentemente que os movimentos que estão fazendo é 'imitado' pela presença-fantasma. Então se o paciente está sentado, eles sentem que o fantasma está sentado. Se eles estão de pé, o fantasma está de pé, e assim por diante”, explicou.
     
    Estudo
     
    O estudo foi feito com 12 pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio neurológico e que relataram terem sentido uma “presença-fantasma” algumas vezes.
     
    Os testes revelaram que todos esses pacientes tinham problemas em áreas do cérebro que são relacionadas à autoconsciência e aos movimentos do corpo.
     
    Em outros testes, os cientistas examinaram 48 voluntários saudáveis, que não tinham tido nenhuma experiência paranormal, e desenvolveram um experimento para alterar os sinais neurais nessas regiões do cérebro.
     
    Eles vendaram os olhos dos participantes e pediram a eles que manipulassem um robô com as mãos. Enquanto eles faziam isso, um outro robô, poscionado atrás dos voluntários, traçava esses mesmos movimentos.
     
    Quando os movimentos na frente e atrás do corpo do voluntário ocorriam ao mesmo tempo, eles não relatavam nada de estranho.
     
    Mas quando havia um atraso entre um movimento e outro, um terço dos voluntários relataram a sensação de que havia uma “presença-fantasma” na sala, e alguns disseram terem sentido a presença de até quatro “aparições” no local.
     
    Para dois dos participantes, a sensação foi tão estranha que eles pediram para parar o experimento.
     
    Resultados
     
    Os pesquisadores disseram que essas interações estranhas com os robôs mudaram temporariamente a função do cérebro nas regiões associadas com autoconsciência e percepção da posição dos corpos.
     
    A equipe acredita que a “presença-fantasma” é sentida por uma “confusão” do cérebro: ele está calculando mal a posição do próprio corpo e o identificando como pertencente a outra pessoa.
     
    “Nosso cérebro tem várias representações do nosso corpo no espaço. Em condições normais, ele é capaz de montar uma autopercepção unificada da pessoa por meio dessas representações”, explicou Rognini.
     
    “Mas quando o sistema não funciona bem por causa de alguma doença – ou, nesse caso, por causa de um robô -, isso pode às vezes criar uma segunda representação de um mesmo corpo, que não é mais percebido como 'eu', mas como outra pessoa, ou uma 'presença-fantasma'.”
     
    Os pesquisadores afirmam que essas descobertas podem ajudá-los a entender melhor alguns condições neurológicas específicas, como a esquizofrenia.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Fumo passivo pode causar aumento de peso, diz pesquisa

    Cientistas da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que a exposição à fumaça do cigarro pode causar aumento de peso, principalmente se o fumo for passivo. A mudança atingiria mais as crianças, segundo estudo publicado no periódico “American Journal of Physiology: Endocrinology and Metabolism”.
     
    “Para quem divide uma casa com um fumante, em especial as crianças, o risco de aumento de problemas metabólicos e cardiovasculares é enorme”, diz Benjamin Bikman, professor de fisiologia e biologia do desenvolvimento na Universidade Brigham Young e autor do estudo.
     
    Bikman e seu colega Paul Reynolds descobriram que a fumaça do cigarro está vinculada à função metabólica. Para realizar o estudo, eles usaram camundongos de laboratório expostos a fumaça de cigarro e mediram progressivamente as mudanças no metabolismo dos animais.
     
    O resultado mostrou que os camundongos mais expostos à fumaça engordaram mais do que os demais. Ao analisarem as células desses roedores, os cientistas encontraram mais amostras de um tipo de gordura (ceramida) que causa alteração no funcionamento natural das células e inibe a capacidade delas responderem à insulina (hormônio responsável pela redução da taxa de açúcar no sangue).
     
    “Os pulmões fornecem uma vasta interface com o nosso meio ambiente e esta pesquisa mostra uma resposta ao tabagismo involuntário, que inclui a alteração a sensibilidade sistêmica à insulina”, disse Reynolds. “Uma vez que alguém se torna resistente à insulina, seu corpo precisa de mais insulina. E se cada vez mais a insulina aumentar, você terá mais gordura no corpo”, afirma.
     
    A chave para reverter os efeitos da fumaça do cigarro é inibir a produção de ceramida. Para isso, os pesquisadores administraram myriocin, conhecido bloqueador de ceramidas, nos roedores e, com isso, evitaram o ganho de peso e a mudança no metabolismo da insulina.
     
    Agora, a equipe de Bikman quer encontrar um inibidor de ceramida seguro para seres humanos, a fim de evitar o ganho de peso e a resistência à insulina para quem convive com fumantes.
     
    “A ideia de criar uma terapia que ajudaria a proteger o ser humano das consequências de ser criado em um lar com um fumante é muito gratificante”, diz o pesquisador.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial

    Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo.
    Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados.
     
    O número real de vítimas mortais da letal epidemia de Ebola provavelmente excederá em milhares as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu nesta quinta-feira (6) um especialista desta organização.
     
    “Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia”, afirmou à AFP Christopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil.
     
    Para chegar a este número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%.
     
    Na quarta-feira, a OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes não foram comunicadas.
     
    Segundo Dye, a explicação mais provável para esta diferença é que as pessoas teriam enterrado seus familiares em segredo, talvez para evitar que as autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar e tocar o morto.
     
    O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam incinerados.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Cientistas encontram possível resposta para reparar corações danificado

    Uma pesquisa realizada por cientistas do Salk Institute da Califórnia, liderada pelo espanhol Juan Carlos Izpisua, encontrou uma possível resposta para reparar corações danificados, mas o experimento foi testado somente em ratos.
     
    Os cientistas, que publicaram o trabalho na revista “Cell Stem Cell”, conseguiram reparar os corações bloqueando quatro moléculas que são capazes de inibir os programas para a regeneração de órgãos, o que abre a porta a novos tratamentos para doenças cardíacas.
     
    A pesquisa sugere que, embora normalmente os mamíferos adultos não são capazes de regenerar os tecidos danificados, estes podem reter uma capacidade latente que está presente durante o desenvolvimento embrionário.
     
    O grupo de Izpisua está há muito tempo tentando descobrir os elementos que controlam e iniciam a regeneração em organismos que são capazes de realizá-lo.
     
    “Sabemos que este tipo de estudos requerem tempo e muitas fases, mas estes resultados nos situam em um cenário sem precedentes. É preciso seguir trabalhando”, dizem.
     
    O laboratório de Izpisua foi pioneiro em identificar muitas moléculas essenciais que definem o desenvolvimento dos vertebrados.
     
    Em 2003, o grupo identificou os sinais responsáveis da regeneração do coração de peixe zebra e em 2010 descreveu em artigo publicado na revista “Nature” como realizava esse processo.
     
    Esse estudo revelou que as células cardíacas têm capacidade de se transformar em células mais imaturas, similares às células precursoras do coração, o que permite que se multipliquem e regenerem o tecido danificado.
     
    “Para este trabalho, nos centramos nos resultados obtidos com o peixe zebra e pensamos que se eles sabem como regenerar tecidos, deve ter algo que possam nos ensinar”, diz Aitor Aguirre, outro cientistas do projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde