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  • Glícidos são mais nocivos ao coração que gorduras animais, diz estudo

    Glícidos são mais nocivos ao coração que gorduras animais, diz estudo

    Compostos orgânicos são encontrados em massas, como a dos pães.
    Estudo foi publicado na revista científica 'Plos ONE'.
     
    Dobrar e até triplicar o consumo de gorduras animais não aumenta no sangue o percentual de certas gorduras saturadas nocivas para o sistema cardiovascular, afirma uma investigação que aponta os glícidos como os novos vilões. O estudo, publicado na última edição da revista americana “Plos ONE”, analisou 16 participantes submetidos a um regime alimentar de quatro meses e meio.
     
    A cada três semanas, os glícidos (pão, massa e etc) foram aumentados progressivamente enquanto se reduzia os alimentos com gorduras animais saturadas (carne, queijo e etc), e o número de calorias e de proteínas se mantinha estável.
     
    Os pesquisadores constataram que a taxa total de gordura saturada que havia no sangue dos participantes não aumentava quando comiam grandes quantidades de carne vermelha e laticínios, e inclusive caía.
     
    Enquanto isto, o percentual no sangue do ácido palmitoleico, um ácido graxo saturado ligado ao metabolismo de glícidos e que parecia contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, aumentava com o crescimento do número de glícidos consumidos.
     
    Um crescimento deste ácido assinala que um aumento da proporção de glícidos se transforma em gordura no lugar de ser queimado pelo organismo, segundo os investigadores. Deste modo, reduzir a proporção de glícidos e aumentar o de gorduras animais em um regime alimentar bem equilibrado permite ao corpo consumir estas gorduras como combustível e evitar seu acúmulo, destacaram os pesquisadores.
     
    Os participantes observaram uma certa melhoria de seu índice sanguíneo de glicose e de sua tensão arterial, e perderam, em média, cerca de dez quilos durante o estudo. “Há um entendimento equivocado sobre as gorduras saturadas”, disse Jeff Volek, professor da Universidade de Ohio e membro da equipe de investigação, destacando que os estudos com a população “não revelam qualquer relação entre gorduras saturadas e doenças cardiovasculares.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Próximo verão será o 1º com dengue e chikungunya circulando no país

    Próximo verão será o 1º com dengue e chikungunya circulando no país

    Doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito.
    Chikungunya, no entanto, tem taxa de mortalidade considerada baixa.
     
    O vírus chikungunya deve se espalhar pelo país seguindo o padrão de disseminação da dengue, segundo infectologistas ouvidos pelo G1. No próximo verão, portanto, é provável que diferentes regiões do país tenham surtos simultâneos de dengue e chikungunya. Desde que chegou ao Brasil até o dia 25 de outubro, o chikungunya já infectou 828 pessoas, de acordo com balanço mais recente do Ministério da Saúde. O primeiro caso de transmissão interna do vírus no país foi registrado em setembro.
     
    O médico Carlos Roberto Brites Alves, da Sociedade Brasileira de Infectologia, lembra que os vetores das duas doenças são os mesmos: os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. “Temos dengue há mais de duas décadas e não conseguimos eliminar a infecção, pois não conseguimos eliminar os mosquitos. A chance de o chikungunya seguir um padrão semelhante de ocorrência é grande”, diz o especialista.
     
    Para Stefan Cunha Ujvari, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e autor do livro “Pandemias: a humanidade em risco”, o histórico do vírus nos últimos 10 anos permite concluir que ele deve continuar se espalhando.
     
    “A expansão do vírus começou em 2004, quando estava no interior da África e foi parar no litoral do Quênia. De 2004 para cá, houve uma expansão progressiva pela costa leste da África, pelas ilhas do Oceano Índico e países do sul e sudeste da Ásia. Em dezembro do ano passado, chegou às ilhas Martinica e Guadalupe e acabou se espalhando pelo Caribe”, diz Ujvari. “Isso mostra nitidamente que é um vírus que está se espalhando pela locomoção humana.”
     
    Ele lembra que na época de férias há uma movimentação maior de pessoas, inclusive para as ilhas do Caribe, onde há grande disseminação do vírus. “Vai haver um fluxo de pessoas que podem trazer o vírus. Se houver chuvas, que levam a um maior número de mosquitos, tem uma chance muito grande de o chikungunya eclodir como uma epidemia no próximo verão.”
     
    Tendência da dengue
     
    No ano passado, o país registrou um número muito alto de casos de dengue: 1.452.489 pessoas foram infectadas. Este ano, até 11 de outubro, foram 547.612 casos, o que representa uma tendência de diminuição de infecções. Para Alves, medidas locais como o controle dos criadouros de mosquitos e o uso de mosquitos geneticamente modificados para controlar os vetores da doença podem surtir efeito no próximo verão.
     
    Além disso, quando há um número muito grande de infectados em um ano, no ano seguinte, o número de casos tende a ser menor, pois já há mais pessoas imunes aos subtipos de vírus que circularam no período anterior.
     
    Epidemias simultâneas
     
    Nos últimos 10 anos, já houve ocorrências de epidemias simultâneas de chikungunya e dengue no mundo, segundo Ujvari. Foi o que aconteceu no Gabão, em 2007: o chikungunya chegou ao país no meio de uma epidemia de dengue.
     
    Nesses casos, como os sintomas iniciais são parecidos, como febre, dor de cabeça e dor muscular, pode haver dificuldade de diferenciar os dois. Como nenhuma das duas doenças tem tratamentos específicos – a estratégia limita-se a tratar os sintomas – Ujvari afirma que o melhor, quando há dúvida sobre o diagnóstico, é conduzir como se fosse um caso de dengue.
     
    Apesar de provocarem sintomas parecidos, tratam-se de vírus totalmente distintos. Quem já pegou dengue, portanto, não está imune ao chikungunya. O fato de já ter tido dengue também não determina que uma infecção por chikungunya seja mais grave.
     
    Campanha do Ministério da Saúde
     
    No início do mês, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para alertar sobre a importância da prevenção contra dengue e chikungunya. Chamada “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, a campanha estimula o combate ao mosquito transmissor das doenças.
     
    O ministro da saúde, Arthur Chioro, afirmou durante o lançamento da ação que o que preocupa mais é a dengue. “Nós não teremos óbitos por chikungunya e nós temos óbitos com a dengue. Muito embora tenhamos reduzido em 40% o total de mortes de 2013 para 2014, tem uma manifestação mais grave, muito mais preocupante que chikungunya.”
     
    'Aqueles que se dobram'
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue.
     
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
     
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
     
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Fonte: Bem Estar
  • 6º SIMPÓSIO DE FARMÁCIA E ANÁLISES

    6º SIMPÓSIO DE FARMÁCIA E ANÁLISES

    A ficha de inscrição se encontra na aba de DOWNLOADS deste site, deve ser preenchida e enviada para o email [email protected] (Maceió) e [email protected] (Arapiraca).
     
     
     
    Valor da Inscrição: um pacote de fraldas geriátricas

     

  • Nota à Categoria Farmacêutica

    Nota à Categoria Farmacêutica

    No dia de hoje (13/11/14), a categoria farmacêutica tomou conhecimento do conteúdo do relatório preliminar, elaborado pelo relator da Comissão Mista, Deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), com as propostas de alteração da Medida Provisória 653/14.
     
    O conteúdo do relatório trouxe vários questionamentos e críticas relacionados ao entendimento do relator quanto à assistência farmacêutica e à saúde pública, com sérias ameaças à empregabilidade dos farmacêuticos, e um claro retrocesso nas conquistas decorrentes da aprovação da Lei 13.021/14.
     
    O Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica informa que já tomou providências, inclusive participando de audiência com o relator da Comissão Mista. Este recebeu os argumentos técnicos e possíveis impactos que o relatório preliminar proporciona, principalmente aqueles relacionados com as ameaças envolvidas, tanto para os farmacêuticos quanto para a população.
     
    Ampliamos as ações junto aos parlamentares e estamos envidando todos os esforços, fazendo todo o possível para eliminar as ameaças e o retrocesso que o relatório acarreta.
     
    Contamos com a atenção de toda a categoria para a próxima convocação de mobilização junto ao Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que reiteramos a necessidade dos colegas buscarem seus representantes parlamentares para que não permitam retrocessos nas conquistas obtidas.
     
    Fonte: CFF
  • O remédio brasileiro contra a Aids

    O remédio brasileiro contra a Aids

    O uso do coquetel de drogas contra o HIV, o vírus causador da Aids, prolonga a vida dos pacientes de forma espetacular. Mas não lhes garante a cura. A razão reside no fato de que, mesmo que a concentração de vírus na corrente sanguínea seja reduzida a níveis indetectáveis, uma parte deles ainda está lá, no organismo, escondida no que os cientistas chamam de “esconderijos”. Trata-se de células localizadas em pontos como o cérebro nas quais o HIV permanece alojado, em estado latente e imune à ação dos medicamentos. A qualquer oportunidade, ele é reativado e inicia novamente sua cadeia de multiplicação. Destruir o vírus que está escondido, portanto, tornou-se um dos maiores desafios para vencer a doença definitivamente. No Brasil, um time de cientistas está somando vitórias nesse sentido. Depois de dois anos de pesquisa em animais, uma medicação desenvolvida pelos pesquisadores conseguiu tirar o HIV dos reservatórios, tornando-o finalmente vulnerável ao ataque das drogas antirretrovirais.
     
    A façanha é de autoria do farmacêutico Luiz Francisco Pianowski, do Laboratório Kyolab, e do pesquisador Amílcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os dois coordenam os trabalhos, que incluem a participação de cientistas do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e do instituto Aurigon, na Alemanha. O relato do que foi obtido até agora está registrado em publicações científicas como a revista americana Plos One e o jornal “Aids”.
     
    A peça-chave para o sucesso observado até aqui do remédio criado pelos brasileiros é seu princípio ativo. Ele é extraído da planta aveloz, de origem africana e cultivada em alguns estados do Nordeste. O composto e seus derivados semissintéticos demonstraram eficácia para deslocar o HIV “adormecido” das células que servem como seu esconderijo para o sangue. Os mecanismos que resultam nesse efeito não estão totalmente esclarecidos, mas o fato é que o vírus, antes latente, fica ativo novamente e cai na corrente sanguínea, onde é combatido pelos remédios que formam o coquetel.
     
    O impacto foi constatado in vitro, em células de laboratório e também em células extraídas de pacientes com HIV. Depois, ficou evidenciado, em experimentos realizados com macacos Rhesus infectados pelo SIV, um tipo de vírus responsável por uma infecção extremamente parecida com a causada pelo HIV – por isso, é usado como modelo padrão de estudos em animais sobre a Aids. Já foram realizados quatro investigações usando as cobaias e uma quinta está em andamento. Em uma das pesquisas, dois macacos contaminados e não tratados receberam o remédio. Observou-se aumento da carga viral, mostrando que o vírus alojado nos reservatórios se deslocou para a corrente sanguínea.
     
    Outro teste com os macacos foi mais longe. Dois animais infectados e tratados com os remédios receberam a medicação durante 30 dias. Depois de 21 dias, houve o registro da elevação da concentração de vírus no organismo, indicando que aqueles que estavam escondidos haviam ficado expostos. Após um mês, todo o tratamento foi suspenso, inclusive as drogas antirretrovirais. Depois da suspensão, a concentração viral permaneceu em níveis indetectáveis por 47 dias. “Nesse modelo, porém, o normal é que a carga viral volte a subir em menos de seis dias após a retirada dos antirretrovirais”, explica o pesquisador Tanuri. As investigações executadas nos Estados Unidos e na Alemanha revelaram ainda que o remédio consegue atuar inclusive nos reservatórios localizados no cérebro.
     
    O momento atual da pesquisa – financiada pela Amazônia Fitomedicamentos – é crucial para o futuro do medicamento. “Nesse estudo com macacos, pretendemos estender a pesquisa até que zeremos os reservatórios virais”, informou o farmacêutico Pianowski. “Ficaria assim comprovada, em laboratório, a cura da doença”, afirma. Depois dessa etapa, planeja-se a realização de estudos clínicos, se possível ainda no próximo ano. “Já fizemos todos os estudos toxicológicos em cães e camundongos e dominamos a produção da molécula”, complementa o farmacêutico.
     
    Na opinião do infectologista Edimilson Migowski, diretor-geral do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o trabalho dos colegas brasileiros é realmente interessante. “Ele se encaixa em uma linha de abordagem contra a doença que busca a sua cura, e não apenas o controle da multiplicação do vírus, como fazem hoje os antirretrovirais”, afirma. “Mas é necessário lembrar que ainda é preciso muito mais estudo até que isso se torne uma realidade acessível”, ressalva.
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    Governo inclui vacina contra coqueluche, difteria e tétano para grávidas

    A vacina contra coqueluche, difteria e tétano (DTPa) voltada para gestantes passa a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
     
    As doses estarão disponíveis nos 35 mil postos de saúde da rede pública a partir deste mês, segundo o Ministério da Saúde em anúncio nesta segunda-feira (17). A vacina estará disponível também para profissionais de saúde que trabalham em maternidades e em UTI neonatal.
     
    A vacina deve ser administrada a cada nova gravidez, independentemente se a gestante já tomou a outra vacina que oferece imunidade à difteria e ao tétano (a dupla adulto, conhecida como adulto-dT, recomendada em três doses) já disponível na rede pública. Além de se proteger, após tomar a vacina, a mãe passa anticorpos para seu filho ainda no período de gestação, já que a doença se manifesta mais em bebês de três a seis meses de vida.  
     
    Isso garante ao bebê imunidade nos primeiros meses até que complete o esquema vacinal contra coqueluche, definido pelo calendário básico.
     
    “A vacina DTpa para gestantes é aprovada pela Organização Mundial da Saúde e já está sendo adotada como uma das estratégias para controle da coqueluche em vários países”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
     
    Como e quando tomar
     
    A recomendação do ministério é que a aplicação da dose seja realizada entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação. Este período gera maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%.
     
    “É o melhor momento para dar a proteção necessária por mais tempo”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante o anúncio.
     
    Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.
     
    Se a mulher não tomou nenhuma dose da dupla adulto antes de engravidar, é necessário tomar duas doses dela com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a DTPa.
     
    Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o esquema com mais uma dose da dT e outra da DTPa. Já para as que se preveniram com duas ou mais doses da dT, recomenda-se a administração de apenas uma dose da DTPa.
     
    Essa vacina não deve ser administrada em crianças, mas a vacinação da mãe ajudará a transferir anticorpos para evitar a doença nos bebês. A proteção das crianças para coqueluche é feita com três doses da vacina Pentavalente (DTP, hepatite B e HiB), que deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida. Aos 15 meses e aos quatro anos a criança recebe o reforço com a vacina DTP.
     
    A expectativa do governo é vacinar 2,9 milhões de gestantes e 324 mil profissionais de saúde.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina busca reduzir a incidência da mortalidade de recém-nascidos pela doença, principalmente para menores de seis meses.
     
    Entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos de coqueluche em menores de 3 meses, 35% de todos casos do país neste período, que foram 14.128. No período, foram 204 mortes nesta faixa etária, o que representa 81% do total nacional, que foi de 252 mortes.
     
    Coqueluche
     
    A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e uma das principais causas de mortalidade infantil. O número de casos de coqueluche reduziu de uma média de 40 mil notificações nos anos 80 para cerca de 1.500 casos na década de 2.000 no país, mas está em expansão em países pobres da África e Ásia e mesmo em países ricos como Estados Unidos, Canadá e em alguns países europeus. 
     
    As principais complicações secundárias são respiratórias, como, a pneumonia.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Obrigatório a partir de 2015, teste da linguinha já é feito em bebês de Brotas

    Teste da linguinha detecta problema de língua presa em recém-nascidos.
    Fonoaudióloga de Brotas é responsável pela técnica, inédita no mundo.
     
    A partir de 2015, crianças recém-nascidas terão que passar pelo teste da lingüinha, desenvolvido por uma fonoaudióloga de Brotas. No município de Brotas, os bebês já passam pelo procedimento, que é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a técnica é inédita no mundo. O exame ajuda a diagnosticar a chamada língua presa, problema que dificulta a alimentação e pode prejudicar a fala com o tempo.
     
    O teste pode evitar problemas como a dificuldade de amamentação, mastigação e fala. Além disso, vai padronizar a maneira de avaliar o recém nascido, o que ajuda a definir o número exato de casos existentes. O bebê com problema de língua presa pode, por exemplo, chegar a machucar o seio da mãe ao sugar o leite. A recomendação é que a criança que passar pela cirurgia faça sessões de fonoaudiologia para não comprometer a fala.
     
    De acordo com a fonoaudióloga Roberta Martinelli, que desenvolveu o teste, alguns sinais são importantes para constatar o problema, que é mais comum em meninos. “Língua presa é quando uma membrana que conecta a língua ao assoalho da boca ao permite que a língua realize os movimentos necessários, principalmente o de elevação”, explicou.
     
    Se a criança for diagnosticada é indicada uma cirurgia, que dura 5 minutos, para corrigir o problema. O bebê já se recupera assim que começa a mamar. “Não usamos nenhum tipo de injeção, apenas um gel anestésico. Depois, levantamos a língua e usamos uma tesoura para cortar a membrana”, relatou Roberta.
     
    A pesquisa da fonoaudióloga foi premiada e se tornou tema de campanha no país, fazendo com que um projeto de lei fosse criado em 2012 e a lei fosse sancionada em 2014. Ela deve entrar em vigor em, no máximo, 180 dias. Depois disso, o teste passa a ser obrigatório em todo o Brasil e deve ser feito antes de o bebê receber alta.
     
    A dona de casa Vanessa dos Santos Ribeiro ficou apreensiva quando descobriu que o filho tem a má formação, mas se acalmou ao saber que existe solução. “A gente conhece muita gente que tem a língua presa e não quis fazer a cirurgia ou não sabia. Eu não conhecia, por isso quando me disseram que existe foi um alívio”, disse.
     
    O filho da auxiliar de produção Alexandra Cristina de Souza vai fazer a cirurgia. “Ele não vai ter dificuldade para falar e não vai ter problemas para se alimentar. Para mim, foi bom”, afirmou.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • MOBILIZAÇÃO NACIONAL

    MOBILIZAÇÃO NACIONAL

    Nós, dirigentes da categoria farmacêutica em todo o país (CFF, conselhos regionais, federações, sindicatos, associações e sociedades farmacêuticas, entre outras) estamos convocando os profissionais e estudantes de Farmácia a se mobilizarem, hoje, dia 18, e amanhã, dia 19, contra a votação do relatório sobre da MP nº 653/2014.
     
    A votação do relatório da Medida Provisória está marcada para amanhã, quarta-feira (19), às 14h30, no Senado.
     
    E pedimos, ainda, que se mobilizem em favor das sugestões do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica apresentadas ao relator da matéria – ontem (dia 17.11) – e que defendem as conquistas alcançadas com a Lei 13. 021/14, a assistência farmacêutica e, em especial, a saúde e segurança do povo brasileiro.
     
    Essa luta é de todos nós. 
     
    Então, farmacêuticos brasileiros, manifestem-se!
     
    Alexandre Correia 
    Presidente do Conselho Regional de Farmácia.
     
    Walter Jorge João 
    Presidente do Conselho Federal de Farmácia.
  • Buscas na internet preveem epidemias

    Buscas na internet preveem epidemias

    Prever epidemias de doenças como dengue, gripe ou mesmo tuberculose até quatro semanas antes que ocorram pode ser possível monitorando as buscas feitas pelos usuários da enciclopédia virtual Wikipédia.
     
    Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México (EUA), desenvolveram um modelo matemático que usa informações das buscas para fazer as previsões, que são comparadas aos dados oficiais.
     
    A conclusão é que é possível prever a ocorrência de algumas epidemias com alto nível de confiabilidade.
     
    Tudo isso porque as pessoas, antes mesmo de procurarem orientação médica, muitas vezes pesquisam on-line os sintomas.
     
    Como os dados de buscas ficam (anonimamente) armazenados, é possível utilizá-los para tentar saber o que realmente está acontecendo.
     
    Para doenças como dengue no Brasil e na Tailândia, e gripe nos EUA, no Japão e na Polônia, os resultados foram apresentados pelo modelo com quase um mês de antecedência ante a vigilância epidemiológica.
     
    Para doenças como cólera, avaliada no Haiti, e Aids na China e no Japão, o modelo falhou em prever o comportamento epidemiológico.
     
    A matemática Sara del Valle, que está entre os autores do trabalho, disse à Folha que o modelo matemático usado para monitorar uma doença em um país pode ser facilmente adaptado a outros países, mesmo com diferenças culturais e de idioma.
     
    “Se a Wikimedia responsável pelo Wikipédia liberasse os dados de acesso aos artigos por país, poderíamos mudar a forma como é feita a vigilância epidemiológica.”
     
    No Brasil, a notificação de dengue e tuberculose deve ser feita em até uma semana pelos médicos ao governo. A gripe tem de ser notificada em até 24 horas.
     
    No entanto, a nova técnica não tira a importância da previsão do governo, afinal as previsões do modelo são validadas somente quando comparadas aos dados oficiais.
     
    O trabalho foi publicado nesta quinta (13) na revista especializada “Plos Computational Biology”.
     
    A iniciativa aparece após iniciativas como a do Google (google.org/flutrends), que tenta modelar matematicamente a ocorrência de gripe com buscas em seu site.
     
    Na mesma linha, a UFMG em parceria com o Ministério da Saúde desenvolveu um sistema que monitora em tempo real as menções à dengue no Twitter.
     
    CRECHES
     
    Outra pesquisa recente que chamou a atenção dos epidemiologistas foi feita pela Universidade de Michigan.
     
    Eles conseguiram a detecção precoce de epidemias fazendo com que funcionários de quatro creches nos EUA cadastrassem em um site as doenças das crianças.
     
    Como crianças pequenas ainda não têm um sistema imunológico plenamente desenvolvido, além de não terem muitas vezes hábitos de higiene típicos de adultos, como lavar as mãos com frequência, elas tendem a antecipar tendências de epidemias.
     
    “Nós conseguimos reduzir o tempo de reportar doenças por cerca de três semanas”, declara Andrew Hashikawa, pesquisador que liderou o trabalho. “Essa é uma maneira real de enxergar a doença em uma comunidade, porque muitas vezes ela se espalha além da população de crianças em creches”.
     
    Vítimas possíveis de infecção a partir das crianças costumam ser seus avôs, pessoas idosas também com sistemas de defesa mais fracos. Outros adultos, crianças e adolescentes poderiam ser infectados em seguida.
     
    Fonte: Folha de S. Paulo
     
  • Sêmen prejudica eficácia de gel microbicida anti-HIV, sugere estudo

    Sêmen prejudica eficácia de gel microbicida anti-HIV, sugere estudo

    Proteínas presentes no esperma dificultam trabalho de medicamento.
    Microbicidas foram criados para proteger mulheres da África subsaariana.
     
    O sêmen parece interferir nos géis microbicidas usados para evitar a infecção por HIV, o que possivelmente explica porque funcionam em laboratório, mas não em situações da vida real, afirmaram cientistas. Fragmentos de proteínas encontrados no sêmen dificultam o trabalho de microbicidas aplicados na vagina, destacou a pesquisa publicada na revista “Science Translational Medicine”.
     
    Conhecidas como fibrilas amiloides, estas partículas no sêmen atuam como uma cola, prendendo partículas de HIV na superfície da célula, estimulando a infectividade viral, destacou a pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Este efeito subjuga a atividade anti-HIV dos microbicidas”, ressalta o artigo científico.
     
    Esses microbicidas foram desenvolvidos originalmente como uma forma de habilitar as mulheres da África subsaariana a se proteger, devido à dificuldade que podem encontrar para negociar o uso de preservativos com seus parceiros. “No entanto, a primeira geração de microbicidas foi amplamente ineficaz, ou pior, alguns inclusive levaram a um aumento da transmissão do vírus”, disse o autor principal da pesquisa, Warner Greene, diretor do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia.
     
    A coautora do estudo, Nadia Roan, do Departamento de Urologia da Universidade de San Francisco, afirmou que as últimas pesquisas se baseiam em estudos anteriores. “Nós demonstramos anteriormente que o sêmen intensifica a infecção pelo HIV, mas esta foi a primeira vez que demonstramos que esta capacidade reduz claramente a eficácia antiviral dos microbicidas”, concluiu.
     
    O efeito foi o mesmo em todos os microbicidas testados no estudo, exceto o Maraviroc, que é avaliado para uso como microbicida e atualmente é utilizado como um tratamento para HIV/Aids. Este medicamento age de forma diferente à dos microbicidas que atacam o HIV. Ao contrário destes, ele se liga a um co-receptor de células hospedeiras para impedir que o vírus entre na célula.
     
    “Os resultados indicam que o Maraviroc é um promissor candidato a microbicida e sugerem que futuros microbicidas devem ser testados 'in vitro' na presença de sêmen”, destacou o estudo.
     
    Fonte: G1 Saúde