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  • Nove antibióticos passam a ter retenção de receita

    Nove antibióticos passam a ter retenção de receita

    A nova determinação entra em vigor a partir do próximo dia 16 de dezembro de 2014
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última segunda-feira (1/12), a atualização da Lista de antimicrobianos de uso sob prescrição médica com retenção de receita. As novas substâncias incluídas na lista são: Besifloxacino, Rifabutina, Ceftarolina fosamila, Dactinomicina, Mitomicina, Nitrofural, Sulfacetamida Clorfenesina e Gramicidina. A nova determinação entra em vigor a partir do próximo dia 16 de dezembro de 2014. Com isso, a lista de antimicrobianos sujeitos à retenção de receita chega a 128 substâncias.
     
    As drogarias e farmácias privadas passarão a reter a 2ª via da receita de medicamentos à base das substâncias inseridas e escriturar no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O sistema funciona de forma eletrônica e permite à Anvisa e às vigilâncias sanitárias acompanhar e fiscalizar a venda destes produtos em todo o País.
     
    O objetivo da norma é reduzir os danos por conta do uso indevido ou sem orientação médica de antibióticos. O uso incorreto destes produtos leva ao aumento da resistência microbiana e a médio prazo torna os produtos menos efeitvos, tornando mais difícil o tratamento de determinadas doenças.
     
    Confira a resolução RDC 68/2014
     
    Farmácias e Drogarias
     
    Os estabelecimentos farmacêuticos devem estar atentos a entrada em vigor da norma. Os primeiros arquivos enviados ao SNGPC, devem conter dados de movimentação destas substâncias e dos medicamentos que as contenham relativos a todas as movimentações realizadas a partir da 0h do dia 16/12/2014 em diante, respeitando o intervalo máximo de transmissão, que pode ser de até 7 dias.
     
    A entrada desses medicamentos no sistema deve ser realizada normalmente como a dos outros antimicrobianos presentes na lista, para isso é necessário que essa atualização seja comunicada ao suporte do sistema informatizado de cada estabelecimento para as adequações necessárias.
     
    Orientação aos Prescritores
     
    A prescrição de antibióticos deverá ser realizada em receituário privativo do prescritor (médico, odontólogo ou veterinário) ou do estabelecimento de saúde, não havendo, portanto, um modelo de receita específico.
     
    A receita deve ser prescrita de forma legível, sem rasuras, em 2 (duas) vias e contendo os seguintes dados obrigatórios:
     
    I – identificação do paciente: nome completo, idade e sexo; II – nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dose ou concentração, forma farmacêutica, posologia e quantidade (em algarismos arábicos ); III – identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); e IV – data da emissão.
     
    Todos estes dados devem ser preenchidos pelo profissional. Entretanto, nos casos em que a receita não contenha os dados de idade e sexo do paciente, estes poderão ser preenchidos pelo farmacêutico responsável pela dispensação.
     
    Segundo o Art. 5º da RDC nº 20/2011, a prescrição deve apresentar a identificação do emitente (prescritor): nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo).
     
    Não é necessário constar, obrigatoriamente, o endereço completo e telefone da instituição, uma vez que nem sempre o prescritor está vinculado a uma instituição.
     
    A prescrição deve identificar quem é o responsável por ela, com seu nome, assinatura e informação do número de inscrição no seu respectivo Conselho Regional, sendo que estes dados não precisam ser apostos na receita na forma de carimbo, ou seja, podem ser dados já presentes em papel timbrado.
     
    Fonte: Anvisa 
     
     
     
  • Alagoano nasce com a segunda pior expectativa de vida do país, diz IBGE

    Alagoano nasce com a segunda pior expectativa de vida do país, diz IBGE

    Média é de 70,4 anos, à frente apenas do estado do Maranhão (69,7 anos).
    Tábua Completa da Mortalidade 2013 foi divulgada nesta segunda-feira.
     
    Dados da Tábua Completa da Mortalidade 2013, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (1), mostram que a expectativa de vida do alagoano ao nascer é de 70,4 anos para ambos os sexos. A média é a segunda pior do país, à frente apenas do estado do Maranhão, com 69,7 anos.
     
    O estudo traça a evolução desde 1980 até 2013. De acordo com o IBGE, após mais de três décadas, a expectativa de vida dos alagoanos aumentou 14,7 anos. Se antes era de 52,7 anos para os homens, e 58,8 anos para as mulheres (uma média de 55,7 anos para ambos os sexos), hoje, a expectativa é de que os homens vivam em média 65,8 anos e as mulheres, 75,3.
     
    As Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil são divulgadas todo ano pelo IBGE e são usadas pelo Ministério da Previdência para calcular aposentadorias. Os dados também permitem calcular a vida média para cada idade.
     
    Dados nacionais
     
    A média calculada para os brasileiros é um pouco maior que a dos alagoanos, 74,9 anos para ambos os sexos em 2013, segundo o IBGE. O estudo completo foi publicado na edição desta segunda do Diário Oficial da União.
     
    O estado que registrou maior expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos em 2013 foi Santa Catarina, com 78,1 anos. O estado também apresentou a maior esperança de vida para mulheres (81,4 anos) e homens (74,7 anos). Nos estados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul, as mulheres também ultrapassaram a barreira dos 80 anos.
     
    “Ainda existem diferenciais significativos entre unidades da federação”, analisou Fernando Albuquerque, gerente do projeto componentes da dinâmica demográfica. Em 1980, o Rio Grande do Sul mantinha a menor taxa e Alagoas, a maior. “Com diferença de 12 anos”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Aids migrou para populações mais pobres e vulneráveis, dizem especialistas

    Aids migrou para populações mais pobres e vulneráveis, dizem especialistas

    Ativistas, especialistas e familiares de pessoas convivendo com aids cobraram nesta segunda-feira (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, mais campanhas de esclarecimento sobre a doença. No 1º Encontro Carioca de Combate à Aids, feito no Centro Cultural Cordão da Bola Preta, denunciaram que a doença migrou para populações mais pobres e vulneráveis. Eles concluíram que a aids só será superada com o enfrentamento à violência de gênero, à homofobia e à pobreza. Mulheres e jovens estão entre as maiores vítimas no país, segundo o Ministério da Saúde.
     
    “A população menos favorecida é a que mais sofre. A aids se localizou entre os setores menos privilegiados, entre os mais pobre, os mais jovens, gays e a terceira idade. As pessoas mais ricas, quando infectadas, têm plano de saúde, saem do país para se tratar”, analisou o coordenador de projetos da Associação Brasileira Interdisciplina de Aids (Abia), Vagner de Almeida. Na opinião dele, uma forma de enfrentar o problema é colocar a aids na agenda pública, como se fazia há 20 anos, esclarecendo e alertando para a doença e métodos preventivos.
     
    Essa é a mesma avaliação da represente da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/Aids (ICW, sigla em inglês), Juçara Portugal Santiago. Ela acredita que o estigma e o preconceito são os maiores desafios para conter a transmissão. Além de enfrentar a pobreza e cobrar ações de combate à violência de gênero, ela defende mais conhecimento.
     
    “Vejo pessoas reagindo hoje do mesmo modo que vi quando entrei nesse mundo, em 1992. À época o Brasil não tinha nem remédios. Não se falava sobre camisinha e havia muito preconceito”, lembrou. Hoje, ela sugere que mulheres, por exemplo, testem a camisinha feminina e percam a aversão. “As mulheres têm dificuldade de usar [o preservativo feminino] e atribuem essa responsabilidade ao homem. Mas depois que ela usa, ela se sente segura. Passa a não depender mais da negociação [do preservativo] com o parceiro ou parceira”, comentou.
     
    Vagner de Almeida, que também participou da Conferência Internacional de Aids, na Austrália, em outubro, defendeu ainda mais opções de tratamento que não depende apenas do uso do preservativo. “Quantas mulheres não conseguem negociar o uso da camisinha com o parceiro? Quantos jovens usam uma, duas vezes, depois apaixonam-se e deixam de lado? E a camisinha, eventualmente, pode estourar. Pode ter um problema ou não ser bem utilizada. É preciso ter preservativos [para ambos os gêneros] e os retrovirais”, opinou.
     
    Durante o evento, o ativista Cazu Barros, que convive com a aids e tem se dedicado a divulgar informações sobre a doença, denunciou problemas no tratamento. Explicou que não basta a rede de saúde apenas fornecer os retrovirais, mas garantir um atendimento de saúde completo. “Na consulta [médica] você vai para pegar a medicação mensal. Você não tem acesso a outros especialistas como dermatologista, neurologista, dentista, psicólogo e isso não ajuda”.
     
    Barros também denunciou no encontro carioca que o medicamento Kaletra, para os pacientes com aids, está em falta por dois meses em postos de saúde no Leblon e na Lagoa, na zona sul da cidade. A Secretara Municipal de Saúde não esclareceu o problema nas unidades.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Maioria dos soropositivos não toma antirretrovirais nos EUA, diz estudo

    Maioria dos soropositivos não toma antirretrovirais nos EUA, diz estudo

    Cerca de 70% dos infectados por HIV não controlam o vírus.
    Em números absolutos, total é de 1,2 milhão de pessoas.
     
    Estudo publicado nesta semana pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos afirma que 70% das pessoas infectadas com o HIV no país não controlam o vírus, o que aumenta o risco de transmissão.
     
    O alerta da instituição é que a grande maioria do 1,2 milhão de pessoas infectadas não faziam mais tratamento ou não tomavam os remédios regularmente em 2011. “Há um potencial inexplorado para conter a epidemia através de exames e tratamento aprimoradores, mas estamos perdendo oportunidades demais”, disse Jonathan Mermin, diretor do setor dos CDCs encarregada da prevenção de HIV/Aids, hepatite viral, DST e tuberculose.
     
    “O tratamento é crucial. É uma das nossas estratégias mais importantes para conter novas infecções por HIV”, acrescentou.
     
    Entre 840.000 pessoas que não tem o vírus sob controle, 66% foram diagnosticadas, mas não têm cuidados regulares, enquanto 20% não sabiam que estavam infectadas. Segundo a pesquisa, 4% das pessoas infectadas recebiam cuidados, mas não tiveram prescritos remédios antirretrovirais (ARV). Finalmente, 10% recebiam tratamento, contudo não acompanhavam a infecção.
     
    Sem diagnóstico
     
    Os CDC informaram que os antirretrovirais podem reduzir significativamente a carga viral, ao ponto de tornar a infecção indetectável. O tratamento regular e eficaz também pode reduzir o risco de transmissão do HIV em 96%. Mas apenas 30% dos soropositivos nos Estados Unidos tinham o vírus sob controle e recebiam tratamento adequado. Em 2009, cerca de 26% das pessoas infectadas faziam acompanhamento.
     
    Os novos dados também demonstram que a supressão viral aumenta com a idade: dos infectados entre 18 e 24 anos, apenas 13% mantinham o vírus sob controle. Entre os de 65 anos ou mais, 37% tinham baixa carga viral.
     
    Os CDCs informaram que a principal razão para uma carga viral maior entre as pessoas mais jovens é que quase a metade das pessoas nesta faixa etária não tinham sido diagnosticadas. Segundo os CDCs, há cerca de 50 mil novas infecções por ano nos Estados Unidos, e a “epidemia continua a ameaçar a saúde e o bem estar de muitos americanos”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

    Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

    Maior mapeamento a mapear 11 tipos de câncer, publicado no periódico 'The Lancet', indica porém piora em sobrevida a tipos mais letais e de difícil diagnóstico.
     
    O Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição online do periódico especializado “The Lancet”. O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.
     
    A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.
     
    Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.
     
    “Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer.”
     
    No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).
     
    Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.
     
    “Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz.
     
    “Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina.”
     
    No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.
     
    Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.
     
    Disparidades no mundo
     
    O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos.
     
    Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros.
     
    “A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento. No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.
     
    “As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto.
     
    “A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.”
     
    Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção.
     
    Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo.
     
    Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Pesquisa encontra substâncias cancerígenas em cigarros eletrônicos

    Pesquisa encontra substâncias cancerígenas em cigarros eletrônicos

    Quantias variam, mas podem superar concentrações do cigarro tradicional.
    Estudo foi realizado por cientistas japoneses.
     
    O vapor dos cigarros eletrônicos contém substâncias cancerígenas, em quantidades muito variáveis que podem superar as concentrações da fumaça do cigarro tradicional, segundo um estudo japonês divulgado nesta quinta-feira (27).
     
    De acordo com o documento sem conclusões definitivas, os vapores absorvidos geralmente contêm, entre outros, formaldeído, um composto também conhecido como formol, que é considerado cancerígeno, acroleína, glioxal (o ethanedial) e também metilglioxal.
     
    “As taxas variam consideravelmente de uma marca para outro e, inclusive, dentro da mesma marca, de uma mostra para outra”, destacaram os cientistas, que mediram as concentrações das diferentes substâncias em cinco marcas (não citadas) de cigarros eletrônicos.
     
    “Em uma das marcas analisadas, a equipe de pesquisa encontrou um nível de formaldeído que chegou a 10 vezes mais que o registrado em um cigarro tradicional”, explicou o cientista Naoki Kunugita, que coordenou o estudo.
     
    No entanto, a taxa de formaldeído não é constante, “varia durante a experiência e aumenta particularmente em caso de superaquecimento do fio de resistência integrado”, destacou.
     
    Testes foram feitos em máquina
     
    Os testes foram realizados com uma máquina que, a cada ocasião, realiza uma série idêntica de 15 aspirações, em 10 oportunidades, com o mesmo cartucho, com pausas.
     
    O estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública foi entregue ao ministério japonês da Saúde, que questiona, assim como seus equivalentes em outros países, até que ponto é necessário regulamentar o uso dos cigarros eletrônicos sem nicotina que utilizam líquidos perfumados.
     
    Os consumidores de cigarros eletrônicos no Japão são menos visíveis que os fumantes tradicionais e as lojas especializadas consideravelmente menos numerosas, mas a transição do tabaco para o vapor é um fenômeno crescente que provoca a preocupação das autoridades.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Ebola causa 5.689 mortes e contamina 15.935, diz balanço da OMS

    Ebola causa 5.689 mortes e contamina 15.935, diz balanço da OMS

    Serra Leoa, Libéria e Guiné são principais focos de contaminação.
    Organização Mundial da Saúde acredita que números podem ser maiores.
     
    O número de mortes provocadas pela atual epidemia de ebola atinge 5.689, sobre um total de 15.935 casos, de acordo com o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). A OMS destaca que seus números podem estar subestimados.
     
    Na Guiné, origem da atual epidemia, iniciada em dezembro de 2013, o último boletim aponta 1.260 óbitos sobre 2.134 casos. Na Libéria, o vírus já matou 3.016 pessoas, entre os 7.168 infectados; e em Serra Leoa ocorreram 1.398 óbitos, sobre 6.599 casos.
     
    Segundo a agência das Nações Unidas, cerca de 600 novos casos são registrados por semana nos três países do oeste da África, os mais atingidos pela atual epidemia.
     
    A epidemia se estabilizou na Guiné, está em declínio na Libéria e cresce, “sem dúvida”, em Serra Leoa, com o registro de 385 novos casos em uma semana. No Mali, o último país afetado pelo Ebola, a OMS registrou oito casos, com seis óbitos. O relatório destaca que entre o pessoal da saúde o Ebola já deixou 340 mortos, sobre o total de 592 infectados.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • SUS passa a fazer exame para detectar câncer de próstata

    SUS passa a fazer exame para detectar câncer de próstata

    Foi publicada nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União a Lei 13.045, que garante a detecção precoce do câncer de próstata pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    Com a publicação, as unidades de saúde da rede pública são obrigadas a fazer exames de detecção precoce do câncer de próstata sempre que, a critério médico, o procedimento for considerado necessário.
     
    A lei prevê a sensibilização de profissionais de saúde por meio da capacitação e da reciclagem em relação aos novos avanços nos campos da prevenção e da detecção precoce da doença.
     
    Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) indicam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens – seguido pelo câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total.
     
    Ainda segundo o Inca, a doença é considerada um câncer da terceira idade, já que aproximadamente três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Na fase inicial, a evolução é silenciosa.  Muitos pacientes não apresentam sintomas ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Já na fase avançada, o câncer de próstata pode provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada e insuficiência renal.
     
    A estimativa é que, neste ano, 68.800 novos casos de câncer de próstata sejam registrados no Brasil.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa concede registro a medicamento brasileiro inovador contra tuberculose

    Anvisa concede registro a medicamento brasileiro inovador contra tuberculose

    As autoridades da área de saúde concederam registro a um medicamento contra a tuberculose desenvolvido por pesquisadores de uma laboratório público brasileiro, que combina quatro princípios ativos e eleva a eficácia do tratamento.
     
    O registro foi concedido nesta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou o Farmanguinhos, um laboratório vinculado ao Ministério da Saúde e responsável pela inovação.
     
    O remédio é conhecido provisoriamente como 4 x 1 porque reúne quatro dos principais princípios ativos utilizados no combate à tuberculose.
     
    O fármaco brasileiro reúne rifampicina em uma concentração de 150 miligramas, isoniazida (75 mg), pirazinamida (400 mg) e etambutol (275 miligramas).
     
    Além de elevar a eficácia, o fármaco, que o paciente tem que ingerir um comprimido diário durante todo o tratamento, pode reduzir significativamente as elevadas taxas de abandono do tratamento porque muitos pacientes se cansam de ter de tomar vários remédios e até várias vezes por dia.
     
    “Este tipo de formulação em dose fixa combinada é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a forma mais eficaz de combate à tuberculose, já que reduz o número de comprimidos que têm que ser tomados pelo paciente diariamente”, informou o Farmanguinhos em comunicado.
     
    O tratamento tradicional contra a tuberculose, com o consumo diário de vários comprimidos, dura pelo menos seis meses.
     
    De acordo com o Farmanguinhos, uma vez registrado o medicamento, a entidade tem um prazo de três anos para implantar toda a tecnologia de produção do fármaco no Complexo Tecnológico de Remédios (CTM), no Rio de Janeiro.
     
    “De acordo com o cronograma, o início da produção está previsto para 2017”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Gisele Moreira, citada no comunicado.
     
    A produção do remédio gerá uma economia ao Ministério da Saúde do Brasil de cerca de R$ 11 milhões, que anualmente gasta para distribuir gratuitamente remédios contra a tuberculose, uma doença que no ano passado registrou 71.123 novos casos no país.
     
    Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.406 mortes por tuberculose em 2012, principalmente entre pessoas que vivem na rua, portadores do vírus da aids, presos e indígenas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cinco problemas que atrapalham o sono

    Cinco problemas que atrapalham o sono

    Barulhos, rotina irregular e alimentação são alguns dos vilões que provocam insônia.
     
    Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é um sentimento familiar para muitos.
     
    A dificuldade pode estar em adormecer ou em manter o sono. De qualquer maneira, todos sabemos o esforço que fazer as atividades do dia demanda quando não temos uma boa noite de sono. Aqui estão cinco coisas comuns que impedem muitos de nós de descansar o quanto precisamos.
     
    1) Barulho e desconforto
     
    Podemos nos sentir sonolentos quando começamos a adormecer, mas nosso cérebro ainda está ativo. Por isso, ruídos ou desconforto podem nos perturbar.
     
    À medida que entramos em um sono leve, uma área do cérebro chamada hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações de nossos sentidos para o resto do cérebro. Mas ainda deixa passar ruídos, que precisam ser capazes de nos acordar.
     
    Após cerca de meia hora de sono leve, a maioria de nós entra em um tipo de sono profundo chamado de sono de ondas lentas. Nosso cérebro fica menos sensível e torna-se muito mais difícil ser acordado. Mas algumas coisas sempre irão passar – como os nossos nomes sendo chamados em voz alta.
     
    Perder partes do nosso ciclo de sono habitual reduz a qualidade e a quantidade de sono.
     
    2) Rotinas irregulares
     
    Todos nós temos um relógio biológico interno que nos diz quando estamos cansados. Ela ajuda a sincronizar milhares de células em nosso corpo a um ciclo de 24 horas chamado de ritmo circadiano.
     
    O principal sincronizador para o nosso relógio biológico é a luz. Nossos olhos reagem à luz e ao escuro mesmo quando nossas pálpebras estão fechadas.
     
    A luz do dia faz com que o cérebro reduza a produção do hormônio do sono melatonina. Isso faz com que as pessoas se sintam mais alertas.
     
    Se dormimos menos durante a noite – por ir para a cama tarde ou acordar cedo -, é improvável que tenhamos o tempo de sono profundo que precisamos.
     
    Fechar as cortinas para bloquear totalmente a entrada de luz do sol ajuda a melhorar a qualidade do sono.
     
    3) Temperatura errada
     
    Nossa temperatura corporal normalmente cai meio grau quando estamos dormindo. Assim, quando o sono se aproxima, nosso relógio biológico faz os vasos sanguíneos em nossas mãos, rosto e pés se dilatarem para perder calor.
     
    Mas, quando está muito frio, ficamos inquietos e temos dificuldade para dormir. Ou, se os nossos quartos ou edredons são muito quentes, nossos corpos não conseguem perder calor, o que também pode causar inquietação.
     
    4) Comida e bebida
     
    Podemos ter problemas para dormir depois de consumir alimentos e bebidas que agem como estimulantes.
     
    Cafeína
     
    Bebidas ricas em cafeína podem tornar mais difícil adormecer e interferir em nosso sono profundo. A cafeína pode ficar em nosso sistema por muitas horas. Por isso, a nossa qualidade de sono pode ser afetada pelas bebidas com cafeína que consumimos ao longo do dia.
     
    Álcool
     
    Durante uma noite, geralmente temos de seis a sete ciclos de REM (movimento rápido dos olhos) do sono, durante o qual nossos cérebros processam a informação que absorvemos durante o dia. Isto faz com que nos sintamos revigorados. Mas uma noite de bebedeira significa, normalmente, que teremos apenas um ou dois ciclos e acordaremos cansados.
     
    Comida
     
    Alimentos que contêm uma substância química chamada tiramina – como bacon, queijo, nozes e vinho tinto – podem nos manter acordados durante a noite. Isto acontece porque a tiramina provoca a liberação de noradrenalina, um estimulante cerebral.
     
    Refeições ricas em carboidratos iniciam uma cadeia de reações que faz com que sintamos sono. Quando são digeridos, os carboidratos liberam insulina, que ajudam o triptofano a entrar no cérebro. Ali, ele se transforma em seratonina, que provoca sono.
     
    Comer proteínas tem o efeito oposto. Elas se transformam em aminoácidos, que reduzem a quantidade de triptofano no cérebro. Dessa forma, menos seratonina é produzida, o que nos faz ficar mais alertas.
     
    5) Mente ocupada
     
    O estresse é um inimigo do sono. Na cama, nossa mente fica livre para passear – e ansiedade a respeito do sono só piora a situação.
     
    É difícil manter a noção do tempo quando você está deitado no escuro tentando dormir. As pessoas muitas vezes adormecem e acordam novamente, mas acham que ficaram o tempo todo acordadas. Isto leva ao sono fragmentado, com muito menos tempo gasto nos importantes estágios de sono profundo.
     
    Especialistas em sono recomendam que as pessoas com este problema se levantem e façam uma atividade que distraia a mente de preocupações – como um quebra-cabeça – antes de tentar dormir novamente.
     
    Por que a falta de sono é ruim para você?
     
    Um em cada três pessoas sofrem com noites mal dormidas. Veja quatro coisas que podem acontecer se você não descansar o suficiente.
     
    1) Resfriados ou gripes
     
    Pouco sono pode atrapalhar seu sistema imunológico, tornando-se mais difícil combater doenças como a gripe. Ela também pode aumentar o tempo de recuperação de uma doença.
     
    2) Ganho de peso
     
    Acredita-se que a falta de sono estimula o ganho de peso. Cientistas afirmam que dormir mal aumenta o apetite ao elevar os níveis de hormônios relacionados à fome.
     
    3) Depressão
     
    Muitas vezes, ficamos irritados após uma noite de sono ruim. A privação de sono por um tempo prolongado pode levar a desordens de longo prazo, como depressão e ansiedade.
     
    4) Redução da fertilidade
     
    Acredita-se que a falta de sono pode tornar mais díficil conceber um bebê, ao reduzir a liberação de hormônios de reprodução.
     
    Fonte: Bem Estar