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  • Cientistas descobrem genes associados à violência

    Cientistas descobrem genes associados à violência

    Uma pesquisa com criminosos na Finlândia mostrou que dois tipos de genes podem estar associados a crimes.
     
    Uma análise genética de quase 900 criminosos na Finlândia revelou dois genes que podem ser associados à violência.
     
    Os criminosos identificados com os dois genes foram 13 vezes mais propensos a terem um histórico de comportamento violento frequente. Os autores do estudo, publicado no jornal Psiquiatria Molecular, disseram que cerca de 5% a 10% de todo crime violento praticado na Finlândia poderia ser atribuído a pessoas com esses genes.
     
    Ainda assim, eles ressaltam que os genes identificados não poderão ser usados para 'mapear' criminosos.
     
    Vários outros genes podem estar envolvidos na propensão à violência e fatores do ambiente também têm um papel fundamental para gerar esse tipo de comportamento.
     
    Mesmo se uma pessoa tem uma combinação de 'alto risco' desses genes, a maioria nunca irá cometer um crime, segundo explica o principal autor da pesquisa, Jari Tiihonen do Instituto Karolinska na Suécia.
     
    “Cometer um crime violento e pesado é extremamente raro na população em geral. Então mesmo que o risco relativo seja maior, o risco absoluto é muito baixo”, disse à BBC.
     
    O estudo é o primeiro com foco na composição genética de tantos criminosos dessa forma.
     
    Estudo
     
    Um perfil de cada criminoso foi feito baseado nos crimes cometidos por eles – categorizando-os em 'violentos' ou 'não violentos'. A associação entre os genes e um comportamento violento anterior foi a mais forte para os 78 que tinham o perfil 'extremamente violento'.
     
    Esse grupo tinha cometido um total de 1.154 homicídios, tentativas de homicídio ou lesões corporais. Em um grupo replicado de 114 criminosos, todos tinham cometido pelo menos um assassinato.
     
    Todos esses carregavam uma versão do gene MAOA de baixa atividade, que pesquisas anteriores já haviam apelidado de 'gene da violência' por causa de sua ligação com o comportamento agressivo.
     
    Uma deficiência da enzima que esse gene controla poderia resultar em uma “hiperatividade de dopamina”, principalmente quando uma pessoa bebe álcool ou usa drogas como anfetamina, conforme explica Jari Tiihonen. A maioria das pessoas que cometem crimes violentos na Finlândia faz isso sob efeito de álcool ou drogas.
     
    Livre-arbítrio
     
    Por enquanto, a informação genética recém-descoberta não deve ter nenhuma influência nos resultados de condenações na Justiça, esclarece Tiihonen.
     
    “Há muitas coisas que podem contribuir para a capacidade mental de uma pessoa. A única coisa que importa é a capacidade mental do criminoso para entender as consequências do que ele ou ela está fazendo e se esse criminoso consegue ou não controlar seu próprio comportamento”.
     
    Christopher Ferguson, da Universidade de Stetson, na Flórida, concordou e acrescentou que “não há um ou mesmo dois genes que podem só por eles mesmos representar um 'código' para a violência ou para o crime”.
     
    “De alguma forma, todos somos produtos da genética e do ambiente em que vivemos, mas não acho que isso tira da gente o livre-arbítrio ou a capacidade de distinguir certo e errado”, diz.
     
    Apesar desse ponto de vista, compartilhado por muitos outros cientistas, existem vários casos de advogados de defesa que utilizaram a informação genética para tentar reduzir sentenças.
     
    Em 2009, um tribunal na Itália reduziu a pena de um criminoso com genes ligados ao mau comportamento. Em um caso semelhante nos EUA, o perfil genético de um assassino foi apontado como um fator que contribuiu para o crime cometido por ele.
     
    “Estudos como esse realmente documentar que uma grande porcentagem do nosso comportamento em termos de violência ou agressão é influenciado por nossa biologia – nossos genes – e nossa anatomia do cérebro”, contou Tiihonen.
     
    “É importante para conceituar o crime e a violência, saber de onde vêm, mesmo que isso não consiga mudar radicalmente o sistema de justiça criminal.
     
    Crítica
     
    Brett Haberstick da Universidade do Colorado, disse que o trabalho mostra que “encontrar genes para o comportamento criminoso vai ser difícil”, apesar de uma longa tradição de trabalho biológico na área de criminologia.
     
    “Valeria a pena olhar quais são as contribuições biológicas para o comportamento criminoso ou anti-social e como é o impacto delas sobre os indivíduos, as comunidades e a sociedade em geral. O que eu penso, no entanto, é que é vital que a influência do ambiente seja considerada também”, disse.
     
    Jan Schnupp na Universidade de Oxford era crítico do trabalho. Ele comentou que até metade da população poderia ter um dos genes envolvidos.
     
    “Para chamar de 'genes para a violência' seria um exagero enorme. Em combinação com muitos outros fatores, esses genes podem fazer com que fique um pouco mais difícil para você controlar impulsos violentos, mas mais enfaticamente eles não podem predeterminar você para uma vida de crime”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Suíça inicia testes para uma vacina contra o ebola

    Suíça inicia testes para uma vacina contra o ebola

    Segundo a OMS, testes serão iniciados nesta semana.
    Vacina será aplicada em 120 pessoas no hospital de Lausanne.
     
    Os primeiros testes para uma vacina contra o ebola terão início esta semana na Suíça, anunciou nesta terça-feira (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    A vacina, fabricada pela Britain's GlaxoSmithKline e por ora de caráter experimental, será testada esta semana em 120 pessoas no hospital de Lausanne.
     
    “Esta é a última etapa para poder utilizar o quanto antes possível vacinas seguras e eficazes contra o ebola”, afirma a OMS em um comunicado.
     
    Já estão sendo realizados testes deste tipo no Mali, Reino Unido e Estados Unidos.
     
    Na Europa, além da Suíça, serão feitos na Alemanha e, em dezembro, nos três países africanos mais afetados, Libéria, Guiné e Serra Leona.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Biossensor que detecta câncer de mama será apresentado no exterior

    Biossensor que detecta câncer de mama será apresentado no exterior

    Pesquisadores do Lika e do Cesar irão participar de evento nos EUA.
    Equipe é a única do Norte/Nordeste na competição de biologia sintética.
     
    Pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) embarcam nesta terça-feira (28) para Boston, nos Estados Unidos, para apresentar o biossensor que identifica o câncer de mama em estágio inicial. A equipe participará da iGEM Competition 2014, competição mundial criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para a promoção da biologia sintética.
     
    O evento acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro e reúne mais de 3 mil participantes, em cinco dias de palestras e apresentações de projetos. A equipe pernambucana é a única do Norte/Nordeste do Brasil e vai competir com 244 times do mundo na categoria geral e com 39 times na categoria saúde.
     
    “É a primeira vez que estamos participando de uma competição internacional de genética. Estamos bastante ansiosos, ensaiando para ver como defender a pesquisa da melhor forma possível”, diz a coordenadora do projeto, a biomédica Deborah Zanforlin. A apresentação do biossensor será no dia 2 de novembro, com fotos, vídeos, resultados e comprovação do funcionamento do robô que trata e prepara a amostra do sangue da paciente para ser colocada no biossensor.  “Acreditamos que vamos conseguir visibilidade para o projeto, quem sabe ter mais pessoas participando”, afirma.
     
    Também é a primeira vez que o Cesar participa da competição. “A gente sabe que é difícil, são mais de 200 equipes do mundo todo, mas estamos bastante confiantes, levando um projeto bem inovador e juntando pessoas de áreas diferentes”, ressalta Filipe Villa Verde, engenheiro de sistemas do Cesar.
     
    A equipe é formada por seis pesquisadores do Lika e do Cesar e pelo professor José Luiz de Lima, diretor do Lika e um dos tutores da pesquisa. “Infelizmente, não conseguimos patrocínio para levar os 12 integrantes da equipe”, lamenta a coordenadora. A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Porto Gestores e a Secretaria de Tecnologia do Estado ajudaram com os custos para a participação na competição.
     
    Biossensor
     
    O equipamento desenvolvido pela equipe é capaz de identificar células de câncer de mama antes mesmo de o tumor se formar. O biossensor é uma espécie de chip que constata a presença de célula cancerígenas antes do desenvolvimento da doença.
     
    O aparelho é fruto de dois anos de pesquisa do Lika. No princípio, o processo para identificar o câncer demorava de quatro a seis horas e era feito com o uso de seis máquinas. Mas uma parceria com um grupo de pesquisadores do Cesar está desenvolvendo um robô que realiza todas as funções dessas máquinas em uma só. A ideia é desenvolver uma máquina portátil, que possa ser levada ao interior do Estado para atender a população.
     
    Os testes com o biossensor estavam previstos para começarem neste mês no Hospital Barão de Lucena, no Recife, mas os pesquisadores ainda estão aguardando autorização. “Os testes ainda não têm data marcada porque precisamos da aprovação do Comitê de Ética da universidade e do hospital, que autoriza o teste em amostras humanas. No mais tardar, devem começar no início do próximo ano”, planeja José Luiz de Lima, um dos tutores da pesquisa.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Fiocruz avança na tecnologia para vacina

    Fiocruz avança na tecnologia para vacina

    Rio de Janeiro – Dois pesquisadores da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, criaram um método para desenvolver vacinas contra diversas doenças. Essa tecnologia está sendo usada para buscar imunizadores contra a doença de Chagas e a aids e, no futuro, poderia até ser usada contra o ebola. A base do método é a vacina contra a febre amarela, usada desde 1937.
     
    Como outras, ela previne a infecção usando vírus vivos atenuados, capazes de se multiplicar no organismo do paciente, mas incapazes de provocar a doença. A partir do contato com esses vírus inofensivos, as células de defesa do paciente aprendem a reconhecer o causador da doença e ficam prontas para uma infecção.
     
    Os pesquisadores Myrna Bonaldo, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e Ricardo Galler, do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), inseriram genes de outros micro-organismos no material genético dos vírus usados na vacina contra a febre amarela. Assim, criaram “vírus recombinantes”, capazes de “ensinar” as células de defesa dos pacientes a reconhecer, além da febre amarela, uma outra infecção.
     
    Uma das pesquisas que usa esse novo método se refere à aids e é liderado pelo cientista David Watkins, da Universidade de Miami. O processo para registrar a patente do método como invenção brasileira foi iniciado em 2005 e encerrado em setembro nos Estados Unidos. Segundo Myrna, a metodologia pode ser usada contra diversas doenças. Há estudos, por exemplo, sobre o parasita Trypanosoma cruzi, causador de Chagas. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Laboratórios clínicos denunciam planos de saúde na ANS

    Laboratórios clínicos denunciam planos de saúde na ANS

    Rio de Janeiro – A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) afirmou ter encaminhado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) “denúncias contra as operadoras” que estariam pressionando laboratórios a firmar índices de reajuste dos serviços de forma desfavorável. A medida seria uma estratégia para evitar as novas regras estabelecidas pela Lei 13.003/14, que entra em vigor em dezembro, e obriga as operadoras de planos de saúde a firmar o índice de reajuste em contratos por escrito.
     
    O diretor da SBPC/ML, Vitor Pariz, afirmou que “alguns prestadores têm sido pressionados pelas operadoras”. “Ou aceitavam ou seriam obrigados a suspender pagamentos. No nosso entendimento, elas buscam fugir da regulamentação da lei”, disse Pariz, que é especialista em patologia clínica e dono do laboratório Quaglia, com sede em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Segundo Pariz, a SBPC/ML representa 14 mil laboratórios clínicos.
     
    A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 26 grandes operadoras de saúde, informou desconhecer as denúncias citadas por Pariz. “Cabe ressaltar que a remuneração dos prestadores é definida segundo a livre negociação entre as operadoras e os prestadores”, alegou a FenaSaúde, em nota. 
     
    Pariz, por sua vez, disse que a instrução normativa da ANS usada hoje para a definição de reajustes não contemplou sugestões da entidade e é desfavorável aos prestadores de serviços. “Os laboratórios sofrem com a falta de uma legislação que regule a relação com as operadoras, que têm grande poder econômico. É uma briga de forças muito díspares”, afirmou. “A ANS está aberta a nos receber e é receptiva às reclamações, mas na prática não há fiscalização nem punição.” 
     
    De acordo com a ANS, no processo de regulamentação da lei foi constituída uma Câmara Técnica com representantes de instituições ligadas ao setor de saúde suplementar, como associações de operadoras e prestadores de serviços de saúde.
     
    “Cabe informar que todas as contribuições são debatidas em reuniões (a próxima será no dia 4) e serão agrupadas e levadas à discussão em uma audiência pública, que será promovida em breve”, informou a ANS, que tem até o dia 22 de dezembro para regulamentar a lei. “É importante ressaltar que já existe uma regulamentação em relação aos contratos. Caso seja constatada alguma irregularidade, a operadora poderá ser multada”, afirmou a ANS, em nota.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS diz que ebola continua sendo uma emergência sanitária mundial

    OMS diz que ebola continua sendo uma emergência sanitária mundial

    O vírus ebola, que já deixou quase 4.900 mortos, principalmente na África Ocidental, e continua sendo uma emergência sanitária mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que assegurou estar muito preocupada com a situação na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    “A situação nesses países causa uma grande preocupação”, indicou a OMS depois da terceira reunião de seu comitê de emergência, que reúne os melhores especialistas do mundo desta enfermidade.
     
    “As principais lições que é preciso tirar para conter a epidemia incluem a importância da liderança, o compromisso da comunidade, uma maior união de sócios, pagar a tempo o pessoal sanitário e prestar contas”, segundo a OMS.
     
    No comunicado, a organização indica ainda que aumentou seu apoio aos três países mais afetados (Libéria, Guiné e Serra Leoa) e enfatizou que sua prioridade é deter a transmissão do vírus nestas nações.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

    Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

    'Nao' é equipado com câmeras nos olhos e responde à comandos de voz.
    Máquina foi apresentada durante a JCRIS 2014 na USP em São Carlos.
     
    Um robô desenvolvido por uma empresa francesa está ajudando no tratamento do autismo e no cuidado de idosos. O projeto foi uma das inovações apresentadas na Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014 que terminou nesta quarta-feira (22), na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Criado com o intuito de contribuir para o bem estar dos seres humanos, o robô Nao – palavra que significa cérebro em chinês – foi lançado em 2007 e pode ser programado para desempenhar diversas funções como ferramenta educativa e interativa para crianças e adultos.
     
    Desenvolvido pela empresa francesa Aldebaran Robotics, Nao tem 57 centímetros de altura e é equipado com câmeras no lugar dos olhos, microfones para responder aos comandos de voz, autofalantes e sensores variados. Além disso, ele possui dois processadores e acesso à rede de internet sem fio. O robô é capaz de ler e-mails e respondê-los por meio de uma conversa com o usuário, por exemplo. Hoje, já existem no mundo mais de 450 instituições que utilizam o Nao, entre elas a USP São Carlos e a Harvard University.
     
    Matheus Mainardi, da Somai Tecnologia e Educação, empresa que representa a Aldebaran no Brasil, explica que a aplicação do robô para auxiliar em casos de autismo teve início de forma espontânea. “Ele foi apresentado em um evento e uma criança autista começou a brincar com ele. Como é um sistema que não possui emoções, a interação fez com que as pessoas que possuem essa disfunção se sentissem mais à vontade para brincar com ele. Assim, depois de alguns estudos, foi constatado que o Nao podia funcionar como um canal direto de comunicação entre um autista e outras pessoas”, declarou. Pensando nisso, a empresa francesa lançou em 2013 o Autism Solution for Kids (ASK) para o Nao, dedicado às necessidades especiais para o ensino dessas pessoas.
     
    Mainardi explicou que o fato de permitir programação específica para realizar funções diferentes faz o robô ter possibilidades infinitas de aplicação. “Estamos apenas no começo. Ele é capaz de mostrar na prática algumas coisas que aprendemos apenas em teoria. Campos como a robótica, a matemática, a ciência da computação e a engenharia são muito melhor trabalhados por meio desse equipamento. Mesmo se contarmos apenas com as funções já conhecidas do Nao, as aplicações são infinitas. Imagine então quando mais pessoas passarem a programar seus próprios códigos e fazer suas próprias demandas ao robô”, pontuou.
     
    Próxima etapa
     
    A Aldebaran já prepara outra versão do Nao, o “irmão mais velho” dele, Romeo. A nova versão está em desenvolvimento desde 2009, mas já foi apresentada. Dessa vez, o alvo foi a população idosa, que poderá contar com a ajuda do robô. Ele tem 1,40 metro e pode ajudar pessoas que perderam sua autonomia auxiliando em atividades como abrir portas, subir escadas e até buscar objetos.
     
    Aplicações e uso
     
    No caso da RoboCup de futebol, que aconteceu durante a JCRIS, um time de Naos foi programado para desempenhar funções em campo como goleiro, zagueiro ou atacante. Assim como nos jogos entre humanos, os robôs eram vítimas de faltas e empurrões, sendo jogados no chão pelos outros em alguns momentos. Mesmo assim, sem nenhum tipo de intervenção humana, o robô se levanta sozinho com o apoio das mãos e volta à partida como se nada tivesse acontecido.
     
    Em 2012, o G1  mostrou um sistema desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, que fazia com que Nao reproduzisse gestos realizados por humanos. A pesquisa tinha como objetivo auxiliar pacientes em fisioterapia, além de promover a interação com crianças do ensino fundamental.
     
    O humanóide, termo atribuído aos robôs que se assemelham a humanos, pode ser adquirido apenas por empresas ligadas ao ramo da educação ou, em alguns casos, de tratamento de determinadas condições como o autismo. As instituições interessadas em adquirir o Nao devem enviar uma inscrição ao Somai, que vai avaliar e aprovar o pedido caso se encaixe nas categorias requisitadas.
     
    No entanto, Mainardi explica que logo o sistema deve estar aberto ao público. “Ele ainda pode ser considerado um protótipo, mesmo com tantas funções, já que ainda existem muitas outras a serem descobertas. Ele ainda está sendo testado, de certa forma. Quando for julgado que está pronto para atender ao público da melhor forma possível, com certeza deve ser comercializado abertamente”, afirmou.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Resistência de tuberculose a drogas chega a nível de alerta, diz OMS

    Resistência de tuberculose a drogas chega a nível de alerta, diz OMS

     
    Este ano, houve 480 mil novos casos de tuberculose resistente a drogas.
    Resistência a medicamentos é provocada por doses erradas.
     
    A tuberculose resistente a múltiplas drogas permanece em níveis de crise, com cerca de 480 mil novos casos este ano, além de várias formas de doença pulmonar que mataram cerca de 1,5 milhão de pessoas em 2013, alertou nesta quarta-feira (22) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Nos últimos anos, o surgimento de vários tipos de tuberculose resistentes a medicamentos – um problema criado pelo homem, causado por pacientes regulares que recebem medicamentos errados, doses erradas ou não completam o tratamento – está se tornando uma ameaça crescente à saúde no mundo.
     
    Cerca de 9 milhões de pessoas contraíram tuberculose durante o ano e aproximadamente 3,5% delas tinha uma cepa que até certo ponto é resistente aos medicamentos – casos que são muito mais difíceis de tratar e têm taxas de cura significativamente mais baixas, disse a OMS.
     
    “Há epidemias graves em algumas regiões, particularmente na Europa Oriental e na Ásia Central”, informou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) na sua avaliação anual da questão da tuberculose no mundo, observando que a taxa de sucesso do tratamento desses casos é “alarmantemente baixa”.
     
    Além disso, a tuberculose extensivamente resistente aos remédios, uma outra cepa ainda mais difícil de tratar do que a multiressistente, e a um custo mais caro, já foi registrada em 100 países.
     
    'Peste branca'
     
    Antes conhecida como a “peste branca”, pela sua capacidade de tornar as vítimas magras, pálidas e febris, a tuberculose provoca suores noturnos, tosse persistente, perda de peso e sangue no catarro ao cuspir. É transmitida através do contato próximo com pessoas infectadas.
     
    De todas as doenças infecciosas, apenas o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids, mata mais pessoas do que a tuberculose.
     
    A agência, com sede em Genebra, também alertou que a falta de financiamento está dificultando os esforços para combater a epidemia global.
     
    Estima-se que 8 bilhões de dólares sejam necessários para lidar com a doença completamente, diz a OMS, e um déficit anual de 2 bilhões de dólares mostra que isso não é possível por enquanto, diz a entidade.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Johnson trabalha em 1 mi de doses de vacinas contra Ebola para 2015

    Johnson trabalha em 1 mi de doses de vacinas contra Ebola para 2015

    Empresa quer disponibilizar 250 mil doses até maio do ano que vem.
    Ainda não há vacina que cure o vírus, que já matou mais de 4.500 pessoas.
     
    A Johnson & Johnson tem acelerado os trabalhos para sua vacina experimental contra o ebola e tem como objetivo produzir 1 milhão de doses no próximo ano, 250 mil das quais espera estarem disponíveis até maio.
     
    Atualmente, não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas estão correndo para desenvolver produtos. Os testes clínicos em duas empresas – GlaxoSmithKline e NewLink Genetics – já estão em andamento.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, comecem a receber as vacinas Ebola a partir de janeiro, como parte de testes clínicos em larga escala.
     
    A J&J disse nesta quarta-feira que vai testar sua vacina para a segurança e resposta imune em voluntários saudáveis ​​na Europa, Estados Unidos e África desde o início de janeiro, acrescentando que vai investir até 200 milhões de dólares para acelerar o programa.
     
    A vacina da J&J foi descoberta em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e inclui a tecnologia da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que irá agora receber uma injeção de recursos da empresa norte-americana.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Milhares devem ser vacinados contra ebola a partir de janeiro, diz OMS

    Milhares devem ser vacinados contra ebola a partir de janeiro, diz OMS

    Testes clínicos iniciais de vacinas experimentais estão em andamento.
    Imunização da população em geral ainda está distante, segundo OMS.
     
    Dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental devem começar a receber vacinas experimentais do ebola até janeiro, mas uma imunização da população em geral ainda está distante, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (21).
     
    Testes clínicos iniciais de vacinas das farmacêuticas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics já estão em andamento. Cerca de 500 voluntários devem participar em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Mali, Gabão e Quênia.
     
    Os testes irão gerar dados sobre segurança e resposta imunológica até dezembro. As vacinas poderão, então, ser enviadas no começo do ano que vem para alguns grupos, como agentes de saúde no fronte do combate à doença, declarou a diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny.
     
    “Estes dados são absolutamente cruciais para permitir a tomada de decisões sobre a dosagem que deve ser usada nos testes de eficácia na África”, disse Kieny em uma entrevista coletiva de imprensa.
     
    Determinar a dosagem irá ditar a produção, ou a quantidade total, de vacinas disponíveis para os grandes testes clínicos na África, informou ela.
     
    “Ainda existe a possibilidade de que não dê certo, mas todos estão se organizando para poderem ir para o oeste da África em janeiro”, acrescentou Kieny.
     
    “Quando falo em mobilização, não falo de vacinação coletiva, mas da utilização de doses em dezenas de milhares de pessoas nos primeiros meses do ano.”
     
    O surto de ebola no oeste africano já matou 4.546 pessoas dentre 9.191 casos conhecidos desde março na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS, que declarou que as epidemias no Senegal e na Nigéria terminaram.
     
    Surgiram alguns casos na Espanha e nos Estados Unidos, que na segunda-feira emitiram novos e rígidos protocolos para os agentes de saúde que tratam de vítimas do vírus mortal.
     
    Produção de vacinas
     
    Os fabricantes de vacinas e autoridades regulatórias estão agindo rápido e acelerando os testes e aprovação das vacinas, disse Kieny, e os doadores estão prontos para financiar sua distribuição, que deve custar centenas de milhões de dólares.
     
    A aliança GAVI, sediada em Genebra, oferece vacinas a preços acessíveis para uso em países em desenvolvimento. Embora as vacinas da GSK e da NewLink sejam vistas como “principais candidatas”, há outras sendo desenvolvidas.
     
    A Johnson&Johnson tem uma vacina em potencial que deve começar a ser usada em testes clínicos em janeiro, declarou Kieny.
     
    A Inovio Pharmaceuticals está desenvolvendo uma vacina de DNA que também entra na fase de testes no início de 2015, e a Protein Sciences prepara uma vacina que deve ser testada no primeiro trimestre do próximo ano, disse ela.
     
    Entre as drogas experimentais contra o Ebola está o remédio para gripe Avigan, ou favipiravir, da Fujifilm, cujas segurança e eficácia o governo francês irá avaliar em um teste clínico na Guiné, relatou a diretora da OMS.
     
    A droga Zmapp, da Mapp Biopharmaceutical, foi ministrada a alguns agentes de saúde retirados da região africana afetada, mas isso foi feito de maneira pontual, esclareceu ela.
     
    Fonte: G1 Saúde