Author: admin

  • Ebola continua se propagando e número de mortos chega a 3.879

    Ebola continua se propagando e número de mortos chega a 3.879

    Segundo balanço mais recente, foram 8.033 infectados na África Ocidental.
    De acordo com OMS, não há evidência de que epidemia esteja sob controle.
     
    A pior epidemia de ebola já registrada matou 3.879 pessoas, de 8.033 casos até o dia 5 de outubro na África Ocidental, de acordo com um balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (8). Não há evidência de que a epidemia esteja sob controle.
     
    Libéria e Serra Leoa têm respectivamente apenas 21% e 26% dos leitos necessários para atender os pacientes infectados pelo vírus. Os países vizinhos foram avisados para se prepararem para a propagação da doença através das fronteiras, de acordo com a Reuters.
     
    Morte nos EUA
     
    Nesta quarta-feira, morreu o homem de nacionalidade liberiana diagnosticado com ebola no Texas, informou o hospital de Dallas. Thomas Eric Duncan havia tomado um medicamento experimental chamado brincidofovir no último sábado (4), quando seu estado de saúde passou de grave a crítico, segundo o Hospital Presbiteriano do Texas, em Dallas.
     
    Duncan foi a primeira pessoa diagnosticada com ebola nos Estados Unidos e acredita-se que ele tenha sido infectado na Libéria.
     
    Moradores da capital liberiana acreditam que Duncan pegou a doença quando ajudou uma mulher enferma a entrar em um táxi para ser levada ao hospital.
     
    Reforço em trigem nos EUA
     
    Autoridades da área da saúde nos Estados Unidos disseram que revelariam dentro de alguns dias novos procedimentos de triagem para detectar o vírus ebola nos aeroportos do país, a fim de lidar com a preocupação do público com a possibilidade de um surto.
     
    “Estamos trabalhando intensivamente no processo de triagem tanto nos lugares de origem quanto na chegada”, disse o dr. Thomas Frieden, diretor do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC, na sigla em inglês), falando a repórteres na terça-feira.
     
    Segundo a Casa Branca, entre os aeroportos com escaneamento extra estão John F. Kennedy, em Nova York, Liberty em Newark, Dulles em Washington, Chicago O'Hare em Chicago e Hartsfield-Jackson em Atlanta. “Esses aeroportos são o destino de 94% dos indivíduos que viajam aos EUA vindos dos três países afetados pelo ebola”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest.
     
    Ebola na Europa
     
    Após a confirmação do primeiro caso de contaminação na Espanha, a Comissão Europeia pediu ao governo explicações sobre as falhas do sistema de saúde que provocaram o contágio de uma auxiliar de enfermagem em um hospital de Madri.
     
    A auxiliar de enfermagem contraiu a doença no hospital de Madri. Ela integrou a equipe que atendeu os dois missionários que morreram vítimas do ebola depois que foram repatriados da África.
     
    Há vários meses os Estados membros fazem um acompanhamento e coordenam os procedimentos nacionais a nível europeu para evitar a entrada do vírus no continente.
     
    “Apesar do caso, não há inquietação na Comissão. A propagação do vírus na Europa continua sendo uma hipótese altamente improvável”, afirmou Vincent.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Fapesp divulga fraudes científicas e punições a pesquisadores

    Fapesp divulga fraudes científicas e punições a pesquisadores

    Fundação publicou lista com 5 casos de violações cometidas por bolsistas.
    Ação faz parte de processo de transparência da instituição paulista.
     
    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, divulgou nesta terça-feira (7) cinco casos de violação cometidas por cientistas que solicitaram financiamentos de pesquisas ou já recebiam verbas da instituição mantida pelo governo paulista, que teve orçamento de R$ 1,1 bilhão em 2013 em desembolso destinado ao fomento da ciência.
     
    As acusações, entre elas a de falsa coautoria, plágio e fabricação de dados, foram analisadas sob sigilo pela fundação dentro da política de “Boas Práticas Científicas”, criada em 2011, reforçada por uma portaria de 2013 que prevê a publicação dos nomes por tempo determinado no site da instituição, além das más condutas e da punição concedida.
     
    A intenção é criar a consciência de autorregulação e autocontrole no setor acadêmico para evitar novas irregularidades.
     
    Atualmente há 15 investigações de fraudes em andamento e outras 25 finalizadas, sendo que dez delas concluíram que o pesquisador teve má conduta científica. Cinco processos e respectivas punições já foram divulgados (leia abaixo) e outros cinco ainda serão publicados.
     
    Casos analisados
     
    De acordo com a Fapesp, receberam sanções os pesquisadores Andreimar Martins Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto; Javier Amadeo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Antonio José Balloni, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas; Flávio Garcia Vilela, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em Pirassununga; e Cláudio Airoldi, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
     
    Soares foi acusado de utilizar figuras já publicadas em artigos de outros autores em uma tese de doutorado da qual ele foi o orientador. Foi acusado de má conduta científica grave (se não intencional, ao menos por negligência grave) e punido com o cancelamento de bolsas concedidas pela Fapesp, além de ser impedido de solicitar novos recursos.
     
    Amadeo foi processado por plágio após reproduzir em seu trabalho de pós-doutorado, sem aspas (o que descaracteriza um a citação), um trecho de 30 linhas do livro “As Revoluções do Poder”, de Eunice Ostrensky. Ele foi acusado de saber da falha e ser negligente, e terá que devolver as mensalidades recebidas da bolsa, além de ficar impedido de obter novos auxílios.
     
    Balloni também foi acusado de plágio – o que foi reconhecido pelo próprio denunciado, segundo a Fapesp. Em consequência disso, ficará impedido de solicitar auxílio por um ano.
     
    Vilela é acusado de falsa autoria de artigos incluídos na plataforma Lattes, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Por isso, também perdeu financiamentos e está impedido de pedir verbas à Fapesp por três anos.
     
    Airoldi foi denunciado por utilizar imagens fraudadas em 11 artigos em que foi coautor. Por seis meses ficará impedido de solicitar investimentos à fundação. O pesquisador já havia respondido a processo pelos mesmos estudos na própria Unicamp, que recomendou a aplicação da pena de 45 dias de suspensão ao docente.
     
    O G1 procurou todos os autores. Até a publicação desta reportagem, apenas Flávio Vilela retornou, por e-mail. Ele disse que “foi julgado de maneira unilateral pela Fapesp” e que sua defesa será feita no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “O processo será agora decidido por um juiz de direito e não mais pela Fapesp”, explicou Vilela.
     
    Transparência nas universidades
     
    De acordo com Luiz Henrique Lopes dos Santos, assessor da diretoria científica da Fapesp, a ideia de divulgar as más condutas e as punições é apenas um dos elementos da política de Boas Práticas Científicas. Segundo ele, o foco maior é garantir que as instituições “coloquem a integridade científica na pauta, fomentar a transparência e evitar o corporativismo”.
     
    “Queremos gerar na sociedade a percepção de que, embora em qualquer atividade humana há gente honesta e desonesta, a Fapesp está empenhada em preservar a integridade científica”, disse Santos.
     
    Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, defende a atitude da Fapesp em divulgar os nomes e os erros como forma de preservar a integridade científica.
     
    “O eles estão fazendo é aquilo que a gente quer e briga como sociedade civil: transparência, tudo com direito a ampla defesa [dos acusados]. Caso não fizesse isso, poderia ser acusada de acobertar”, explica.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ”, diz OMS

    ”, diz OMS

    Continente está bem preparado para controlar a doença, disse a diretora.
    Mais de 3,4 mil pessoas já morreram no surto da doença.
     
    Mais casos do vírus Ebola vão se espalhar quase que inevitavelmente pela Europa, mas o continente está bem preparado para controlar a doença, disse nesta terça-feira a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Em entrevista à agência de notícias Reuters poucas horas após o primeiro caso de contágio local de Ebola ser confirmado na Europa, em uma enfermeira na Espanha, a diretora da OMS para Europa, Zsuzsanna Jakab, disse que mais incidentes do tipo são “inevitáveis”.
     
    Autoridades de saúde espanholas disseram que três pessoas foram hospitalizadas, além da enfermeira, para tentar conter uma maior disseminação do Ebola, após o primeiro caso de uma pessoa a contrair o vírus fora da África.
     
    “Tais casos importados e eventos similares ao que aconteceu na Espanha também vão acontecer no futuro, muito provavelmente”, disse Jakab à Reuters em entrevista por telefone de seu gabinete em Copenhague.
     
    “É algo bastante inevitável… que tais eventos ocorram no futuro, por causa do grande número de viagens tanto da Europa para os países afetados como no sentido inverso”, disse.
     
    Vários países na região europeia da OMS, incluindo França, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Espanha, trataram pacientes repatriados após contraírem o Ebola na África Ocidental, onde a doença tem se espalhado por Guiné, Serra Leoa e Libéria desde março, matando mais de 3,4 mil pessoas no maior surto da doença já registrado.
     
    Jakab disse que os funcionários de saúde destacados para cuidar dos pacientes, assim como seus familiares e pessoas próximas, eram os que tinham maior risco de serem infectados.
     
    “Vai acontecer”, disse. “Mas a coisa mais importante em nosso ver é que a Europa ainda se encontra em risco baixo e que a parte ocidental da região europeia em particular é a mais bem preparada do mundo para responder a febres virais hemorrágicas, incluindo o Ebola”, afirmou
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo indica aumento de consumo de álcool em dias em que se faz exercícios

    Estudo indica aumento de consumo de álcool em dias em que se faz exercícios

    Documento publicado em revista científica americana revela associação entre os dias de exercício e o consumo de bebidas alcoólicas.
     
    Um estudo envolvendo pessoas de várias idades concluiu que estamos inclinados a consumir mais álcool nos dias em que nos exercitamos.
     
    A equipe da Northwestern University Feinberg School of Medicine, em Chicago, Estados Unidos, pretende agora fazer investigações mais detalhadas para entender melhor essa aparente relação.
     
    O estudo foi publicado na revista online “Health Psychology”, da American Psychological Association.
     
    Os participantes foram convidados a usar seus smartphones para relatar, diariamente, suas atividades físicas e a quantidade de álcool ingerida.
     
    “De segunda a quarta, as pessoas tendem a fechar as comportas”, disse o chefe do estudo, David E. Conroy. “Mas assim que começam as atividades sociais do fim de semana, na quinta-feira, aumenta a atividade física e o consumo de álcool”.
     
    “Atividade física insuficiente e consumo de álcool estão vinculados a muitos problemas de saúde. E a ingestão excessiva de álcool tem muitos custos indiretos também”, disse Conroy, especializado em medicina preventiva.
     
    “Precisamos descobrir como usar a atividade física de forma mais efetiva e segura sem os efeitos adversos do aumento no consumo de álcool”.
     
    Método Preciso
     
    Os 150 voluntários, com idades entre 18 e 89 anos, registraram suas atividades físicas e quantidade de bebida ingerida durante três períodos de 21 dias consecutivos distribuídos ao longo de um ano.
     
    Um estudo anterior, que tentou investigar a associação entre consumo de álcool e exercícios físicos usando uma outra metodologia, concluiu que pessoas fisicamente ativas consomem mais álcool. O estudo de Conroy e sua equipe não chegou à mesma conclusão.
     
    Talvez, ele explicou, porque o outro estudo pedia a participantes que relatassem todas as atividades físicas feitas e o álcool ingerido ao longo do mês anterior – com resultados menos precisos.
     
    “Colocamos o 'zoom' no microscópio e obtivemos uma visão mais detalhada e pessoal desses comportamentos dia a dia. Não procede dizer que os que se exercitam mais bebem mais. Na verdade, nos dias em que estão mais ativas, as pessoas tendem a beber mais do que nos dias em que estão menos ativas”, disse o pesquisador.
     
    “Esse resultado foi observado de maneira uniforme entre participantes do estudo de várias idades e com índices diferentes de atividade física”.
     
    Em futuros estudos, Conroy pretende descobrir o que leva as pessoas a beberem mais nos dias em que se exercitam.
     
    “Talvez as pessoas queiram recompensar a si mesmas pelo esforço consumindo mais álcool, ou talvez porque a atividade física gere situações de mais convívio social, onde o álcool é consumido”, especula Conroy.
     
    “Não sabemos ao certo. Mas quando pudermos entender a relação entre essas duas variáveis, vamos poder criar novas intervenções que promovam a atividade física cortando, porém, o consumo de bebidas”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” leva Nobel de Medicina

    ” leva Nobel de Medicina

    São Paulo – O Prêmio Nobel de Medicina de 2014 foi concedido nesta segunda-feira, 6, aos pesquisadores John O’Keefe, May-Britt Moser e Edvard Moser, pela descoberta dos conjuntos de células nervosas que formam no cérebro humano um sistema de posicionamento espacial – espécie de “GPS interno” – que permite que uma pessoa se oriente no espaço. 
     
    Ao demonstrar como o cérebro identifica onde o indivíduo está e como ele é capaz de orientar a movimentação de um lugar para outro, as descobertas poderão ajudar a explicar por que pessoas com Alzheimer muitas vezes não conseguem reconhecer seu entorno.
     
    Metade do prêmio concedido pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão), ficará com o neurocientista anglo-americano O’Keefe. O restante vai para o casal de cientistas noruegueses May-Britt e Edvard Moser.
     
    O’Keefe, pesquisador do University College London, iniciou suas pesquisas na década de 1960, quando se interessou pelo problema do controle do cérebro sobre o comportamento. Em 1971, descobriu o primeiro componente celular do sistema de posicionamento. 
     
    Ao registrar sinais de células nervosas no hipocampo de ratos, que se movimentavam livremente em uma sala, ele encontrou um tipo de neurônio que era ativado quando o animal se encontrava em determinado local no ambiente. Outras células nervosas eram ativadas quando os animais estavam em lugares diferentes. O cientista concluiu que essas “células de localização” eram capazes de construir um mapa interno do ambiente.
     
    Em experimentos posteriores, O’Keefe mostrou que essas células podiam fornecer uma base celular para processos ligados à memória, nos quais a lembrança de um ambiente pode ser armazenada em combinações específicas de “células de localização”.
     
    Outro estudo
     
    Mais tarde, em 2005, May-Britt e Edvard, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Trondheim, na Noruega, descobriram o outro componente do “GPS cerebral”: eles identificaram um outro tipo de células nervosas situadas no córtex entorrinal – estrutura próxima do hipocampo – batizadas de “células de rede”. Elas eram ativadas quando um rato passava em determinadas posições. Juntas, essas posições formavam uma rede hexagonal e cada “célula de rede” reagia formando um padrão espacial único. 
     
    Assim, as “células de rede” são capazes de criar um sistema de coordenadas, permitindo que os indivíduos se posicionem de forma precisa e encontrem caminhos em determinado ambiente. As “células de rede” funcionam como uma carta náutica, como se traçassem linhas de longitude e latitude, ajudando o cérebro a avaliar distâncias e mapear a movimentação. 
    O casal concluiu que as “células de rede” atuam como um “sistema de coordenação métrica espacial” e fazem com que o córtex entorrinal trabalhe como um centro computacional para representar o espaço.
     
    Mais tarde, as pesquisas do casal Moser mostraram como a sobreposição das “células de localização” (descobertas por O’Keefe) e das “células de rede” tornavam possível o posicionamento e a navegação. Os dois tipos de células são encontradas nos cérebros de diversas espécies de mamíferos, incluindo os humanos.
     
    As descobertas abriram caminho para avanços na compreensão dos mecanismos envolvidos na noção de espaço. De acordo com o Instituto Karolinska, elas resolveram problemas que intrigaram cientistas e filósofos por séculos: como o cérebro cria um mapa do espaço ao redor da pessoa e como ela pode “navegar” e encontrar caminhos em ambientes complexos. 
    O senso de localização dá uma percepção ao indivíduo de sua posição no ambiente. Durante a “navegação”, esse senso é interligado a uma percepção de distância, baseada no movimento e no conhecimento de posições anteriores.
     
    O Instituto Karolinska afirmou que, ao ser informado ontem que havia sido agraciado, O’Keefe declarou que faria uma “celebração silenciosa” e que o dinheiro do prêmio “deveria ser usado para o bem comum”.
     
    Nascido em 1939, em Nova York, O’Keefe cursou doutorado em Psicologia Fisiológica na Universidade McGill, no Canadá, e, em 1967, foi para a Inglaterra, onde é professor de Neurociência Cognitiva. Os noruegueses May-Britt Moser e Evard Moser nasceram, respectivamente, em Fosnavåg, em 1963, e em Ålesund, em 1962. Ambos são professores de Neurociências em Trondheim.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    Professora sofre trombose após uso de anticoncepcional e mostra mais casos

    A professora universitária Carla Simone Castro, 41, teve uma trombose cerebral seis meses após iniciar o uso de um anticoncepcional. Ela relatou o caso em um vídeo postado na rede e compartilhado por quase 140 mil pessoas.
     
    Carla e uma vítima de embolia pulmonar abriram uma página no Facebook para alertar mulheres sobre efeitos adversos da pílula. Leia o depoimento abaixo.
     
    Comecei a tomar anticoncepcional, com receita médica, em janeiro deste ano, porque sofro de miomas uterinos. Fui a uma ginecologista, fiz uma série de exames, incluindo exames cardíacos. Nunca tinha tomado anticoncepcional na vida.
     
    Comecei a ter muita dor de cabeça. Só que, por azar, 30 dias antes eu tinha recebido diagnóstico de sinusite, então a médica dizia que provavelmente [a dor] era disso.
     
    No dia 8 de agosto, acordei com muita dor e uma congestão nasal diferente, parecia que meu nariz estava entupido dentro da cabeça.
     
    Fui a uma otorrino, ela disse que eu estava com uma crise alérgica e me receitou anti-inflamatórios.
     
    No dia seguinte, acordei com a visão duplicada e, na manhã seguinte, acordei sem enxergar nada. A dor me fazia ter vontade de bater a cabeça na parede.
     
    Fui ao hospital, passei por três neurologistas, fiz duas tomografias. Recebi o diagnóstico de enxaqueca e crise de ansiedade. Marcamos uma ressonância, e o laudo foi trombose venosa cerebral.
     
    No consultório, comecei a passar mal, tive uma convulsão durante uma coleta de sangue. Fui direto para a internação. Fiquei 55 dias com a visão duplicada. Agora estou só sem visão periférica.
     
    Quando cheguei ao consultório do neurologista, não tinha movimento na perna direita. Primeira coisa que o médico me perguntou: “Você fuma, bebe, é hipertensa, diabética, tem histórico familiar?”. Eu respondi que não.
     
    E ele me fez a pergunta clássica, que aparece em todos os depoimentos recolhidos na página do Facebook: “Você toma anticoncepcional?”. Na hora que eu disse “sim”, ele me mandou parar imediatamente. Eles não têm
    dúvida de que é o anticoncepcional.
     
    Algumas pessoas têm uma predisposição à trombofilia, não podem tomar hormônio. Esse é um exame que os ginecologistas não pedem. Receitam anticoncepcional e só pedem o exame quando a paciente conta que já teve um caso na família.
     
    Mas nada impede que ela seja o primeiro caso. Pelos exames até agora, não há confirmação de que eu tenha predisposição genética.
     
    VÍDEO
     
    Fiz um vídeo para contar aos meus amigos e alunos o que tinha acontecido e ele foi compartilhado 140 mil vezes. Comecei a receber relatos de problemas parecidos com o meu. Abri uma página no Facebook chamada “Vítimas de anticoncepcionais”. Já recebemos mais de mil relatos em duas semanas.
     
    Perguntei à Anvisa sobre o remédio que tomei, da Bayer, o Yasmin, que contém a drospirenona –mas os relatos que começamos a receber são de todas as marcas.
     
    Perguntei à Anvisa quantos relatos existiam de problemas como o meu, que os laboratórios afirmam ser raríssimos. A Anvisa me disse que, em dez anos, recebeu três. Mas descobri que a agência não obriga médicos a relatarem esses problemas.
     
    Só de trombose cerebral, tenho 108 relatos. Como os laboratórios e o governo podem afirmar que o que aconteceu comigo e com as outras pessoas são casos raros se o Brasil não tem estatísticas?
     
    Tenho relatos de pessoas que estão sem andar, que ficaram em coma, que amputaram membro, perderam a visão. Todos os médicos associam ao anticoncepcional.
     
    Não há um controle da venda desse medicamento, qualquer menina de 14 anos compra na farmácia.
     
    Nem todo mundo que fuma vai ter câncer, nem todo mundo que toma anticoncepcional vai ter trombose. Mas, se tem risco, tem que ser comunicado. Está na bula, mas ninguém lê bula. Vou fazer uma denúncia ao Ministério Público Federal, vou brigar por um aviso na embalagem.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    União Africana pede mais equipes de saúde para romper ciclo do ebola

    'É essencial enviar funcionários', disse presidente da comissão da UA.
    Epidemia já causou 3.349 mortes na África Ocidental.
     
    A União Africana (UA) pediu nesta segunda-feira (6) o envio de mais funcionários para “romper o ciclo do ebola”, durante uma reunião em Paris da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE).
     
    “É essencial enviar funcionários. Precisamos de mais recursos humanos para romper o ciclo do ebola”, declarou a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, ao abrir o Fórum Econômico Internacional sobre a África da OCDE.
     
    “As infraestruturas são bem-vindas, mas estas por si só não vão solucionar o problema. Necessitamos de recursos humanos”, destacou.
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa, os países mais afetados, “não têm funcionários de saúde suficientes. Uma parte sucumbiu à doença”, disse.
     
    Até o momento, a febre hemorrágica provocou 3.439 mortes de um total de 7.478 casos registrados na África ocidental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Número de infectados pelo vírus chikungunya no Brasil sobe para 41

    Brasília – O número de pacientes que foram infectados no Brasil pelo vírus chikungunya já é maior do que o número de casos importados. Dados do Ministério da Saúde mostram que 41 pessoas adquiriram a doença – prima da dengue – no País, ante 38 casos que foram contaminadas quando estavam em viagem no exterior. Dos pacientes, 33 moram no município de Feira de Santana (BA) e oito no Oiapoque (AP).
     
    Em nota, o Ministério da Saúde informou ter destacado funcionários para auxiliar o combate e prevenção da doença nos locais onde a transmissão foi confirmada. O vírus chikungunya é transmitido pela picada do mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus contaminados. Os dois mosquitos são também vetores da dengue.
     
    Chikungunya tem sintomas semelhantes ao da dengue. A diferença é que a doença pode provocar, passada a forma aguda, dores nas articulações que podem perdurar por meses e exigir o tratamento de fisioterapia. Chikungunya, no entanto, não tem a forma hemorrágica. Por essa razão, mortes provocadas pela doença são mais raras.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    Laboratórios GSK e NewLink aceleram produção de vacina para ebola

    A empresas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics estão se empenhando para acelerar a produção de vacinas contra o ebola, e têm como meta um “aumento muito significativo na escala durante a primeira metade de 2015”, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (1º).
     
    Mesmo nas melhores condições, se as vacinas experimentais se mostrarem seguras e oferecerem proteção nos testes clínicos, um número considerável de doses só estará disponível após o final do primeiro trimestre do ano que vem, disse a entidade.
     
    A GSK e a NewLink iniciaram a primeira fase dos testes com voluntários saudáveis ou o farão em breve em mais de dez localidades da África, da Europa e da América do Norte, afirmou a OMS em um comunicado, após realizar uma reunião de dois dias com 70 especialistas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Novo anticorpo reduz colesterol em pessoas com doença genética

    Dois estudos publicados nesta quinta (2) na revista médica “Lancet” trazem resultados positivos de um novo tipo de medicamento para baixar níveis de colesterol.
     
    O remédio, ainda em fase de testes, é um anticorpo feito sob medida para atacar uma proteína chamada PCSK9. Ela destrói os receptores do fígado que retiram o colesterol “ruim” (LDL) de circulação. Com menos PCSK9, mais LDL é retirado de circulação, ajudando a evitar entupimento de artérias e infartos.
     
    O foco dos estudos são pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença hereditária que causa níveis altíssimos de colesterol.
     
    Segundo Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), estima-se que haja, no Brasil, de 350 mil a 700 mil pessoas com a forma mais comum de colesterol alto familiar, na qual a pessoa recebe a mutação genética do pai ou da mãe. Outras 600 pessoas teriam a forma mais grave e rara, na qual pai e mãe transmitem a mutação.
     
    Mesmo pacientes com a forma mais branda da doença têm problemas cardíacos muito mais cedo do que a média da população.
     
    “Ela adianta de 10 a 15 anos o aparecimento do primeiro evento cardíaco”, afirma Santos, autor de editorial no “Lancet” sobre os novos tratamentos na mesma edição em que estão sendo publicadas as pesquisas.
     
    Hoje, os pacientes com colesterol alto familiar usam doses altas de estatinas (como Lipitor e Crestor) e outras drogas que ajudam a baixar ainda mais os níveis de gorduras no sangue.
     
    Os mais recentes, no entanto, causam efeitos colaterais como aumento da gordura no fígado e dores no corpo e não conseguem colocar os níveis de colesterol dos pacientes dentro da meta para evitar problemas cardíacos.
     
    Os estudos com o novo anticorpo evolocumabe foram feitos com 330 pacientes com a forma “branda” da doença e 50 com a versão mais grave. Todos continuaram seu tratamento com estatinas e receberam injeções mensais do anticorpo ou placebo.
     
    Nos casos mais graves, houve redução de até 41% dos níveis de colesterol além do efeito da estatinas. No estudo com a forma mais comum da doença, a redução do LDL foi de 60%.
     
    Os efeitos colaterais foram brandos e similares entre os grupos que tomaram a injeção de remédio e de placebo, mas Santos pondera que o prazo de acompanhamento dos trabalhos (3 meses) é curto para avaliar eventos adversos. “Ainda precisamos esperar estudos de longo prazo.”
     
    O evolocumbe, fabricado pela Amgen, e outras substâncias com mesmo mecanismo de ação produzidas por outras farmacêuticas ainda estão em fase de estudo, mas devem ser aprovadas em breve para os pacientes com colesterol alto familiar.
     
    Além disso, podem vir a ser indicadas também para pessoas sem o problema hereditário mas que não toleram as estatinas, por conta de efeitos colaterais como dores musculares.
     
    “Estudos já mostraram que o remédio é altamente eficaz para quem não pode tomar estatina”, afirma Santos.
     
    O problema é o preço. O tratamento com os anticorpos deve custar cerca de R$ 35 mil ao ano, enquanto as estatinas já têm versões genéricas, sendo possível um tratamento gastando em média R$ 600 por ano, a depender da dose do remédio.
     
    Fonte: Uol Saúde