Categoria: Notícias

  • Dia mundial sem tabaco: uso da substância implica em problemas no sono

    No dia mundial sem tabaco, celebrado no dia 31 de maio, a Vigilantes do Sono, startup voltada ao combate da insônia, ressalta que o tabagismo é extremamente prejudicial para o sono, podendo causar ou até amplificar a insônia.

    Um estudo realizado pela startup em 2021, analisou os dados de aproximadamente 70 mil noites de sono registrados por mais de 6 mil pessoas.

    Os resultados indicam que quando uma pessoa fuma até duas horas antes de dormir, ela, então, demora em média 21 minutos a mais, então, para pegar no sono.

    Para a sócia e diretora de psicologia na Vigilantes do Sono, Laura Castro, o abandono e até a redução do uso de cigarros de fato melhora a qualidade do sono.

    “Quando pensamos em saúde e qualidade de vida, não podemos deixar de dizer que no caso do cigarro, o melhor dos cenários é a abdicação total. Se o usuário não considerar essa opção, o ideal é ter um intervalo grande entre o último cigarro e o início do sono”, destaca.

    A especialista também ressalta que os efeitos do consumo do tabaco se assemelham com o efeito do álcool, sendo que ambos podem trazer uma falsa sensação de sono, quando na verdade, embora a pessoa possa se sentir sonolenta, as substâncias são estimulantes e agem no organismo durante horas após o uso, causando agitação e perturbando o sono.

    Vale ressaltar que o Instituto Nacional do Câncer (Inca), reconhece o tabagismo como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco.

    Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) apontam que o percentual de usuários de derivados do tabaco foi 12,8% em 2019, sendo, portanto, o percentual de fumantes passivos de 9,2%. Em 2013, esse percentual era de 14,9%, indicando queda no número de fumantes.

    Cigarros eletrônicos

    Embora o número de fumantes esteja em queda, por outro lado o país observa uma crescente no uso dos cigarros eletrônicos. Dados da Covitel apontam que 1 a cada 5 jovens de até 24 anos, consomem frequentemente o vape, sendo a maioria, homens.

    Contudo, vale ressaltar que os cigarros eletrônicos não são legalizados no Brasil.

    Dado como uma alternativa para quem quer largar o cigarro convencional, os vapes também contam com substância prejudiciais ao organismo e que podem causar agitação e consequentemente, más noites de sono.

    Outra alternativa ao cigarro, o narguilé, tem, então, em sua essência o tabaco, causando consequência similares ao cigarro comum.

    Laura Castro ressalta que é importante se certificar dos componentes presentes no objeto de fumo, seja cigarro eletrônico, cachimbo, narguilé ou quaisquer outros.

    “Independente de ser no cigarro comum ou em outro instrumento de fumo, o importante é se atentar à composição e fugir de elementos como nicotina e tabaco, que afetam diretamente o sono e a qualidade de vida do indivíduo”, finaliza.

    Fonte: Vigilantes do sono

  • Farmacêutico alerta sobre o risco da automedicação em casos de dengue, zika e chicungunya

    Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostram que os casos de dengue, zika e chicungunya cresceram no primeiro quadrimestre de 2022. O percentual de aumento de dengue foi de aproximadamente 500%, os de zika 437,5% e de chicungunya de 969%, comparado com o mesmo período do ano passado.

    De janeiro a abril foram notificados 2.870 novos casos de dengue, enquanto no mesmo período do ano passado foram 491 casos. No caso de zika os casos saíram de oito para 43 e de chicungunya de sete casos para 68 casos. No ano de 2021, o Estado de Alagoas teve 7.268 casos de dengue, 492 casos de zika e 196 casos de chikungunya.

    O farmacêutico Jardel Souza, membro do Grupo de Trabalho de Farmácia Clínica do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explica que após a picada do mosquito, o período de incubação viral pode ser de 3 a 15 dias. “Os primeiros sintomas iniciam-se um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença. As formas clínicas podem ser dengue clássica, dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, portanto, é imprescindível o repouso e a verificação de ausência de focos do Aedes para não proliferação do vírus”, disse.

    Jardel pontua que existem medicamentos que devem ser evitados no caso de suspeita de algumas doenças, como por exemplo, AAS, aspirina, coristina D, cetoprofeno, diclofenaco, piroxicam e ibuprofeno e outros. “É necessário ter cautela na hora de se automedicar, por isso, sempre busque auxílio de um profissional de saúde para evitar os riscos que estes medicamentos podem trazer”, alertou.

    De acordo com ele, o AAS, aspira e coristina D são da classe dos salicilatos – ácido acetilsalicílico e o ácido salicílico – que são medicamentos responsáveis pela redução viscosidade sanguínea, ou seja, são utilizados para diminuir a capacidade de coagulação do sangue e acabam sendo extremamente perigosos em casos de dengue hemorrágica. “Isso vale para o parecetamol. Este é um medicamento contraindicado para portadores de doenças hepáticas, imunossupressoras e AIDS e o vírus da dengue, especialmente na forma hemorrágica, provoca necrose hepática podendo evoluir para falência do órgão”, revelou.

    Outra classe de medicamentos são os corticoides, ainda que não haja estudos conclusivos, a recomendação atual é não tomar medicamentos à base de corticoide em suspeitas de dengue. “É preciso ter muito cuidado quando lidamos com corticoides no geral. Pessoas com problemas renais, como a insuficiência, por exemplo, devem ter um cuidado extra ao tomar esse tipo de medicação, que só pode ser prescrita por um médico por ser metabolizada quase que totalmente pelos rins”.

    A orientação do farmacêutico é que faça a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. “Nos casos de dengue a febre é um dos sinais mais comuns e para evitar a desidratação deve-se tomar água, sucos, água de coco que ajudam na reposição de eletrólitos e hidratação do corpo”.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmacêutica abre 200 vagas para representantes em todo o Brasil

    O laboratório farmacêutico EMS anunciou abertura de 200 vagas para representantes com início imediato e atuação em todo território nacional. A medida faz parte da política de investimentos da fabricante no Brasil, com foco em pessoas e em transformação digital. Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de junho, pelo site https://ems.gupy.io/.

    Atualmente, a EMS conta com uma equipe de 1,6 mil profissionais e as novas contratações fazem parte da aposta em um modelo de operação digital (envolvendo visitas físicas e digitais), que inclui investimento em pessoas aliado às oportunidades oferecidas pela tecnologia. Para seguir esta estratégia, a empresa fará um aporte de cerca de R$ 270 milhões até 2024 em recursos humanos e ferramentas digitais.

    De acordo com o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, a contratação desses novos representantes, com uma carreira “associada à tecnologia, continua sendo estratégica para a sustentabilidade dos negócios da EMS, que tem investido cada vez mais em terapias inovadoras para atender às necessidades da classe médica e ampliar o acesso da população à saúde”.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • II Congresso de Ciências Farmacêuticas: trabalhos podem ser inscritos até 04 de julho

    Farmacêuticos de todo o País ainda têm tempo para se inscrever no II Congresso de Ciências Farmacêuticas (CBCF) e enviar resumo de trabalho científico e/ou relato de experiência. Isso porque cada profissional inscrito no evento, que será nos dias 10, 11 e 12 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR), ganha o direito de submeter até dois textos, na condição de autor ou coautor, para a análise da Comissão Avaliadora. Os interessados têm até o dia 4 de julho para submeter o resumo, o qual deve ser feito, exclusivamente, por meio da área do congressista, no site do evento: https://congressobrasileiro.org.br/site.

    Nas duas categorias de submissão, serão aceitos temas das diversas áreas de conhecimento farmacêutico de atuação do inscrito. Os critérios de avaliação englobam características como relevância, qualidade científica e clareza dos resultados apresentados no resumo. O coordenador da Comissão Avaliadora é consultor ad hoc do Conselho Federal de Farmácia (CFF), também conselheiro federal pelo estado de Minas Gerais, Gerson Antônio Pianetti. Para ele, o espaço no II CBCF dedicado à apresentação de trabalhos científicos e experiências profissionais funciona como vitrine para projetos desenvolvidos por farmacêuticos de todo o País.

    As regras para participação também estão disponíveis no site do CBCF, na aba trabalhos.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Farmacêuticos falam sobre novos medicamentos para tratamento de câncer

    Três novos medicamentos foram incluídos no tratamento do câncer, são eles: brigatinibe, trifluridina + cloridrato de tipiracila e o venetoclax após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os novos medicamentos são utilizados nos cânceres de pulmão, colorretal e gástrico e leucemia linfocítica crônica.

    Daniel Porto e Emília Manuela, membros do Grupo de Trabalho de Oncologia do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explicam que estes medicamentos já passaram pela fase clínica com números e respostas importantes. “Os guidelines indicam que estas alternativas associadas ou não a quimioterapia venosa apresentaram sucesso terapêutico, o que é muito animador”, falaram.

    Segundo o farmacêutico, o tratamento com as novas drogas é feito via oral, ou seja, por meio de cápsulas ou comprimidos. A vantagem é que o paciente não necessita ir para um ambiente ambulatorial e/ou hospitalar para realização de quimioterapia infusional (de acesso venoso). “Isso diminui o desconforto para os pacientes que tem acesso difícil, além de permitir que ele faça o uso do medicamento em casa ou no trabalho sem comprometer sua rotina habitual”, afirmou.

    Emília pontua que a administração do medicamento é feita de forma simples e rápida, mas, ainda assim o paciente durante o tratamento deve ter o acompanhamento do profissional farmacêutico. “No âmbito da assistência farmacêutica, cabe a nós, profissionais, prestar orientação e acompanhar os usuários quanto aos fatores que colocam em risco seu tratamento, como por exemplo, o ambiente onde vivem, a melhor forma de armazenar e utilizar seus medicamentos para que a adesão farmacêutica alcancem os resultados desejados”, comentou.

    Os farmacêuticos dizem que estes não são medicamentos baratos, mas, acabam sendo uma alternativa de terapia farmacológica a depender da classificação e estágio da doença. “Antigamente o paciente só tinha opção de terapia farmacológica via acesso venoso e hoje, já existem outras drogas em utilização na terapia oral antineoplásica. A recente inclusão do Venotoclax, no rol dos medicamentos, garantindo a sobrevida e no tratamento, pode ser considerado como de primeira linha de escolha para pacientes com Leucemia Linfócita Crônica (LLC), quanto LMA (Leucemia Mielóide Aguda)”, disseram.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Medicamento em spray usado para depressão exige cautela

    Já está em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada RDC Nº 676 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que atualiza o Anexo I (Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial) da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998. A norma dispõe sobre uma alteração de grande relevância, já que traz a mudança da Cetamina da lista C1 para a lista B1, ou seja, para um controle mais rígido, receita específica e tempo determinado para uso.

    Como explica a farmacêutica Walleri Reis, membro do Grupo de Trabalho de Educação Permanente do Conselho Federal de Farmácia, a cetamina ou escetamina já era utilizada como anestésico, mas estudos recentes identificaram o potencial desse fármaco para ação em pacientes com quadro de depressão grave. “É uma inovação terapêutica importante visto que nós não tínhamos medicamentos que tivessem uma ação tão rápida (efeito em horas). Esse medicamento tem efeito antidepressivo por um mecanismo diferente dos demais antidepressivos registados e é muito rápido. Visto seus benefícios em depressão refratária, em especial nos casos graves, pós tentativa de suicídio, a formulação nasal, que é o Spravato foi aprovada. Só que ele não substitui os antidepressivos pra uso crônico porque o efeito dele não e duradouro”, ressalta Walleri.

     or ser indicado para uso de emergência, Walleri Reis esclarece que a utilização do produto precisa estar associado ao tratamento contínuo e deve ocorrer dentro de estabelecimento monitorado (hospitais ou clínicas), com acompanhamento de profissional devidamente habilitado. “Ele deve ser utilizado em casos de depressão refratária, ou seja, que já foram tentados outros esquemas terapêuticos e que esses outros esquemas terapêuticos, por exemplo: diversos antidepressivos falharam ou quando o paciente está em risco de vida”.

    O texto da resolução destaca a informação de que os medicamentos à base das substâncias cetamina e escetamina devem conter na bula, em destaque, a frase: “USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE”. A farmacêutica Walleri Reis reforça esse alerta, já que o medicamento pode causar efeitos colaterais importantes, especialmente em caso de utilização abusiva e inadequada e sem acompanhamento profissional. “Ele está associado a algumas reações adversas relacionadas ao seu uso, como por exemplo a sedação e, em alguns casos, até mesmo psicose. Então, por isso, precisa na verdade ser administrado em ambiente hospitalar, monitorado, ou em uma clínica com acompanhamento de um profissional de saúde habilitado, no caso um psiquiatra pra garantir que esse paciente vai ter uma boa evolução”, destacou.

    Ouça a matéria completa na Rádio News Farma.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CFF defende implantação de serviços e consultório farmacêutico no Programa Farmácia Popular

    O Ministério da Saúde estabeleceu, nesta quinta-feira (12), nova forma de auditoria para o Farmácia Popular do Brasil, através de portaria que regulamenta o procedimento no caso de indícios de irregularidades no âmbito do programa. A vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Lenira da Silva Costa, e a assessora da presidência, Josélia Frade, participaram do lançamento do novo modelo de fiscalização, em Brasília-DF.

    O regulamento cria o Procedimento de Análise Informatizada, que consiste na aplicação de um processo eletrônico de análise de riscos para a auditorias realizadas no programa. O método é semelhante à análise informatizada de convênios elaborada pela Controladoria-Geral da União (CGU).

    “Essa reformulação moderniza o programa e permite ampliar o acesso, focando nas boas práticas. Em razão da iniciativa, trouxemos a preocupação do Conselho Federal de Farmácia, tanto para o ministro Dr. Marcelo Queiroga quanto para a Dr.ª Sandra de Castro, Secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, enfatizando a necessidade de participação integral do farmacêutico, obtendo papel mais abrangente que a dispensação do medicamento e alcançando o monitoramento da terapêutica e o acompanhamento dos pacientes assistidos pelo Farmácia Popular”, explica Lenira da Silva Costa.

    O CFF também reforçou a importância da inserção dos consultórios farmacêuticos nas farmácias, para que o Farmácia Popular atinja a eficácia planejada no combate ao diabetes, hipertensão, asma e todo o rol de doenças abrangido pelo programa. “Os pacientes podem usufruir de uma assistência de qualidade, perto de casa e sem sobrecarregar as unidades básicas de saúde, desde que este serviço farmacêutico seja incorporado em todas as farmácias”, reforçou a vice-presidente.

    Programa Farmácia Popular do Brasil

    O Programa Farmácia Popular do Brasil, coordenado pelo Ministério da Saúde, é mais uma alternativa de acesso da população aos medicamentos, cumprindo uma das principais diretrizes da Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

    O Programa também se utiliza da rede privada de farmácias e drogarias comerciais credenciadas com o intuito de ampliar o acesso aos medicamentos à população brasileira, aproveitando a dinâmica da cadeia farmacêutica (produção x distribuição x varejo), por meio da parceria entre o Governo Federal e o setor privado varejista farmacêutico.

    Atualmente, o Programa abrange 4.398 municípios e 30.922 farmácias credenciadas.

    A assessora da presidência do CFF, Josélia Frade, reconheceu a importância do avanço dos mecanismos de controle para minimizar fraudes e manifestou o sonho de ver, além do aumento do acesso, a incorporação dos princípios do monitoramento da efetividade e segurança do uso de medicamentos nos diferentes programas do Ministério da Saúde. “O Programa já completou 18 anos, é mais do que hora de avançar para além da avaliação do impacto econômico. Os farmacêuticos estão prontos, podem contribuir muito na monitorização de indicadores clínicos e na prestação de diversos serviços que visam melhorar o processo de uso dos medicamentos”.

    Novo modelo

    Por meio da nova metodologia, o Denasus utilizará uma matriz que indicará, de acordo com a classificação de risco, os estabelecimentos que serão objeto de auditoria informatizada (para riscos muito baixo, baixo ou médio) ou de auditoria na forma tradicional (para riscos alto ou muito alto), explicou o diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Cláudio Costa. O gestor disse esperar, com o novo modelo, ter auditorias executadas em prazos mais curtos, sobretudo nos casos identificados com baixo risco de suspeição, de forma que haja drástica redução do tempo entre o bloqueio da farmácia e a espera por auditoria.

    Ao dar detalhes sobre a portaria, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse “É um dever de todos nós trabalharmos juntos para evitar a corrupção. Temos que utilizar o poder do Estado para identificar aqueles que se colocam na frente da concretude das políticas públicas. Assino feliz essa portaria”.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, considerou que essa ação é mais uma do governo de modernização da sua gestão. “Seguimos com a finalidade de sempre atingir a diretriz de identificar cada centavo do orçamento deste Ministério para políticas públicas efetivas para os cidadãos brasileiros”.

    A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas implementadas pela Pasta para o aprimoramento das auditorias, que inclusive contará com ferramentas de Inteligência Artificial para impedir as possíveis fraudes no programa.

     

    Conselho Federal de Farmácia, com informações de Gustavo Frasão e Nathan Victor

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança concurso sobre uso racional de medicamentos

    O Ministério da Saúde acaba de lançar a V Edição do Prêmio Nacional de Incentivo à Promoção do Uso Racional de Medicamentos “Lenita Wannmacher” – 2022. O concurso visa incentivar produções técnicas, científicas, artísticas, culturais e de intervenção social voltadas à promoção do uso racional de medicamentos com aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Criada em 2009, a premiação visa dar destaque às ações que promovem o uso racional de medicamentos pela população, o que envolve a prescrição, a dispensação até o consumo desses produtos pelas pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se que há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. “O prêmio tem a finalidade de premiar e reconhecer o mérito dos serviços de saúde e o mérito científico dos pesquisadores que investigam temas relacionados ao uso de medicamentos pelos pacientes nos diversos contextos. Podem ser inscritos trabalhos que relatem ações para inibir e reduzir o uso inadequado de medicamentos e relatos de estratégias inovadoras para monitoramento automatizado do uso de medicamentos”, destacou a farmacêutica Pâmela Saavedra, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) e membro do Comitê Nacional de Promoção do Uso Racional de Medicamentos, organizador do prêmio.

    A premiação é realizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Podem participar pesquisadores, gestores, trabalhadores, artistas, representantes de instituições culturais e de organizações da sociedade civil com atividades desenvolvidas entre os anos de 2018 a 2022. Todas as iniciativas premiadas receberão menção honrosa, gravação de vídeo apresentando a experiência, publicação da experiência em capítulo dentro de e-book. As experiências da gestão e/ou clínica que conquistarem o primeiro lugar nas áreas prioritárias definidas no edital receberão 10 mil reais em prêmios.

    As inscrições poderão ser realizadas no período de 20 de junho até 18 de julho de 2022. Cadastramento deve ser feito exclusivamente via internet, em sistema informatizado disponível no site: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sctie/daf/eventos/2022/PremioUsoRacionalMedicamentos

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Seis farmacêuticos estão entre os principais cientistas de Imunologia do Brasil

    A organização científica Research.com, que avalia o desempenho de cursos, universidades, publicações e pesquisadores em diferentes áreas do conhecimento, publicou a 1ª edição do ranking dos principais cientistas da área de Imunologia. Seis farmacêuticos estão no ranking que reúne os 30 principais cientistas de imunologia do Brasil. A lista é baseada num rigoroso exame feito entre 166.880 cientistas de todo o mundo, por meio do Google Scholar e do Microsoft Academic Graph.

    O ranking leva em consideração o número de publicações na área da Imonologia, total de citações do autor em artigos científicos e o índice H, ou h-index em inglês, cuja proposta é quantificar a produtividade e o impacto de cientistas, baseando-se nos seus artigos mais citados. O limite do índice h a ser considerado para aprovar um acadêmico é definido como 40 se a maioria de suas publicações for na área de Imunologia.

    O objetivo é inspirar acadêmicos, empresários e tomadores de decisão saberem onde os principais especialistas estão e fornecer uma oportunidade para toda a comunidade científica descobrir quem são os principais especialistas em campos de pesquisa específicos, em diferentes países. “É uma métrica interessante e, para mim, funciona como uma espécie de avaliação de parte da minha carreira como pesquisador que é medida pelas minhas publicações”, afirmou Alexandre Barbosa Reis, que ocupou a 27 posição no ranking.

    O farmacêutico Olindo Assis Martins Filho figura na 13ª posição entre os 30 imunologistas do Brasil e na 2.171ª colocação no ranking mundial. Olindo Assis Martins-Filho se destacou pelas contribuições à área de Imunologia, por meio de 280 publicações, 9.098 citações e valor 56 do índice H. Olindo atua como pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Chefe do laboratório de Biomarcadores de Diagnóstico e Monitoração do Centro de Pesquisas René Rachou/Fiocruz-Minas.

    A farmacêutica Andréia Teixeira Carvalho, da Fundação Oswaldo Cruz, ficou na 16ª posição no ranking nacional e na 2.485ª colocação entre os imunologistas de todo o mundo. Ela se destacou com 202 publicações, 7.178 citações e valor 53 do índice H. Pesquisadora do Instituto René Rachou Fiocruz-Minas, Andréia tem experiência na área de Saúde Pública, com ênfase em Imunologia e foi coordenadora do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde do instituto (2018 a 2021).

    Na 19ª posição, está o farmacêutico José Carlos Farias Alves Filho, que se destacou com 133 publicações, 7.335 citações e valor de índice H 47. Professor Associado do Departamento de Farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), José ocupou a 3.013ª colocação em nível mundial. Atualmente, José é membro da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental, da Sociedade Brasileira de Imunologia e da British Society for Immunology.

    Thiago M. Cunha ficou na 20ª posição, com 158 publicações, 8.001 citações e valor H de 44. No ranking mundial, Thiago ficou em 3.224 lugar. Ele possui graduação em Farmácia-Bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1999-2003), mestrado (2003-2005) e doutorado (2016) em Farmacologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

    Luiza Guilherme Guglielmi ficou na posição 25, com 87 publicações, 5.087 citações e índice H 43. Ela ocupou a 3401 colocação mundial. A pesquisadora líder de grupo pelo CNPq em Imunopatologia da Febre Reumática e Desenvolvimento de Vacina contra o S. pyogenes, possui graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal do Paraná (1976), Mestrado em Imunopatologia e Imunogenética – Universidade Paris VII (1982), doutorado em Imunologia pela Universidade de São Paulo (1992) e Livre Docência em Imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas, Departamento de Imunologia, ICB-USP (2003).

    O farmacêutico Alexandre Barbosa Reis, da Universidade Federal de Ouro Preto, figura na 27ª posição nacional e 3.459ª colocação no ranking mundial. Ele se destacou com 118 publicações, 5.684 citações e valor 42 do índice H. Alexandre é professor titular de Parasitologia Clínica do Departamento de Análises Clínicas da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Doenças Tropicais (INCT – DT).

    Ele conta que soube da classificação no ranking por um e-mail recebido do site research.com e comemorou por ter sido classificado entre os 30 pesquisadores brasileiros na área da Imunologia. “O ranking veio não só para me encher de vaidades, mas para reafirmar que nosso esforço enquanto pesquisadores “resilientes e guerreiros” valeu a pena, mesmo lutando contra a corrente de um país que ainda não tem uma política de Estado em ciência e tecnologia. E, por isto, sofre com governantes e políticos negacionistas que não valorizam a ciência como mola propulsora do desenvolvimento e da igualdade social, afirmou Alexandre.

    Os farmacêuticos que se destacaram:
    – Olindo Assis Martins Filho (13)
    – Andréia Teixeira Carvalho (16)
    – José Carlos Farias Alves Filho (19)
    – Thiago M. Cunha (20)
    – Luiza Guilherme Guglielmi (25)
    – Alexandre Barbosa Reis (27)

    Veja o ranking completo em https://research.com/scientists-rankings/immunology/br

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CRF/AL promove talk show e atendimentos no dia do Uso Racional de Medicamentos

    No último dia 05 de maio, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu, no shopping Maceió, uma ação em comemoração ao Uso Racional de Medicamentos. Com o tema, Medicamentos: a segurança está na informação, farmacêuticos e estudantes de farmácia estiveram durante todo horário de funcionamento do shopping atendendo a população.

    O vice-presidente do CRF/AL, Daniel Fortes, ressaltou a importância destes momentos com a população. “Nós, farmacêuticos, somos responsáveis por promover o uso racional de medicamentos, e é por meio da Educação em saúde que vamos mostrando os riscos de usá-los sem orientação de um profissional capacitado”, disse.

    Ao longo do dia foram promovidas palestras relacionadas ao tema, como, armazenamento de medicamentos em casa, uso de medicamentos em crianças, uso de medicamentos em idosos, automedicação, acompanhamento do farmacêutico no uso correto de medicamentos e outros.

    A estudante de farmácia Teresa Calantino esteve presente na ação e aprovou a iniciativa do CRF/AL. “Foi muito enriquecedor para mim, e acredito que para todos os meus colegas também. Poderíamos fazer mais ações como essas em locais públicos, para abordar realmente as pessoas e fazer o olho no olho”, pontou a estudante.

    Fonte: Ascom CRF/AL