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  • Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Experimentos feitos com macacos apresentaram resultados promissores.
    Foco é obter vacina que proteja humanos que contraírem o vírus da Aids.
     
    Pesquisadores brasileiros deram mais um passo para a obtenção de uma vacina anti-HIV.
    Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) testaram em primatas uma vacina com 18 fragmentos do HIV (causador da Aids) e constataram que o sistema imunológico dos primatas – parecido com o dos humanos – conseguiu se fortalecer para combater o vírus.
     
    Segundo o pesquisador Edécio Cunha-Neto, do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, ligado à USP, o resultado é considerado positivo, pois se mostrou mais eficaz  que os experimentos feitos com camundongos que tiveram o DNA modificado para imunologia similar à dos seres humanos.
     
    “A pior e a melhor respostas obtidas nos testes com macacos foram de quatro a dez vezes maiores que os resultados com os camundongos”, disse o especialista ao G1.
     
    Na prática, o sistema imunológico dos primatas, mais parecido com o dos humanos, ficou mais fortalecido para combater o vírus da Aids em caso de contaminação.
     
    O objetivo dos pesquisadores é chegar o mais próximo da realidade humana, até que os testes clínicos com pessoas, previstos para começar em três anos, tenham início.
     
    Projeto de longo prazo
     
    O desenvolvimento desta vacina começou em 2002 e se baseia premissas jamais pesquisadas no mundo. O imunizante contido nela, batizado de HIVBr18, foi desenvolvido e patenteado pela USP.
     
    Para criá-la, os pesquisadores resolveram identificar fragmentos do HIV que pudessem desencadear uma reação ao vírus no corpo humano, por meio de um software. Foram encontrados 18 e todos eles foram embutidos na vacina de DNA.
     
    Em testes feitos com camundongos, e agora com os macacos, esses fragmentos, chamados de peptídeos, se mostraram eficazes em gerar uma reação para combater o vírus HIV.
     
    A próxima etapa dos testes deve acontecer com outros 28 primatas ao longo de 24 meses. Eles serão divididos em quatro grupos e receberão duas ou três doses da vacina, com diferentes combinações de três vetores virais (adenovírus 68, que causa resfriados em chimpanzés; vírus da vacina da febre amarela e um derivado da vacina da varíola).
     
    A equipe acredita que os fragmentos de HIV contidos na vacina já sejam suficientes para o hospedeiro (macaco) combater uma infecção.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Cem pessoas vão passar por diversos testes nos Estados Unidos.
    Pesquisa sobre bem-estar deve iniciar no próximo mês.
     
    Cem pessoas concordaram em emprestar seus corpos para a ciência em um estudo inovador que vai pesquisar como melhorar a saúde pessoal, anunciaram cientistas na última semana.
     
    O projeto “The Hundred Person Wellness” (O bem-estar de cem pessoas), que começa em março, vai demandar um acompanhamento detalhado dos voluntários, que devem gozar de boa saúde no início do estudo.
     
    Os cientistas começarão decodificando o DNA inteiro de cada participante. Nos 25 anos seguintes, farão medições regulares de seus padrões de sono, ritmo cardíaco, bactérias estomacais, proteínas que marcam a saúde dos órgãos, amostras de sangue e atividade das células imunológicas, entre outras variáveis.
     
    “O que é único dos humanos é a sua individualidade”, afirmou Leroy Hood na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que ocorreu em Chicago até este domingo (17).
     
    A ideia é “realmente acompanhar a transição do coração, do cérebro e do fígado da saúde à doença”, explicou Hood, presidente do Instituto de Sistemas Biológicos (ISB) com sede em Seattle, Washington (noroeste dos EUA).
     
    O foco do programa piloto de nove meses, cujo objetivo é se expandir para 100 mil pessoas nos próximos quatro anos e continuar seu acompanhamento durante três décadas, é melhorar o bem-estar individual tomando como base a constituição única de cada pessoa.
     
    Medicina personalizada
     
    Hood disse que os cientistas tentarão buscar “oportunidades de ação para cada indivíduo”, como por exemplo, mudar sua nutrição para melhorar sua saúde ou evitar certo tipo de remédios potencialmente perigosos devido à composição genética.
     
    O instituto de Hood orçou em US$ 10.000 o custo por participante e está financiando a pesquisa através de doações privadas, segundo um relatório divulgado na revista “Nature” desta semana e que descreveu o projeto como “incomumente exaustivo”.
     
    Também desafiou muitas convenções dos testes clínicos por não prever grupos de controle com os quais comparar os resultados e por se propor a intervir pessoalmente com os indivíduos à medida que o estudo se desenvolve.
     
    Como exemplo de como uma intervenção assim pode funcionar, Hood citou o caso de um amigo que de repente se deu conta de que sofria de uma grave osteoporose aos 35 anos.
     
    Foi feita uma análise de DNA e descobriu-se que ele tinha uma grave deficiência em um dos principais transportadores de cálcio, relatou Hood. Pouco depois, começou a tomar suplementos de cálcio e agora está com boa saúde. “Se alguém tem este transtorno, gostaria de saber antes de desenvolver a osteoporose”, disse o pesquisador.
     
    Dados anônimos
     
    As primeiras cem pessoas selecionadas para o projeto foram eleitas entre “locais e amigos”, afirmou. Mas são necessários muitos mais representantes de todos os âmbitos da vida para a nova fase do estudo, à medida que este evoluir. A diversidade é uma parte “incrivelmente importante disso tudo”, explicou Hood.
     
    Os dados serão anônimos e colocados à disposição de pesquisadores qualificados para que possam determinar pela primeira vez qual marca na realidade um bom estado de saúde.
     
    Um objetivo-chave é coletar grande quantidade de dados para analisar a transição de bem-estar à doença, prestando atenção às primeiríssimas mudanças que possam indicar o surgimento de uma doença.
     
    Em um momento em que o monitoramento da saúde pessoal através de diversos dispositivos eletrônicos está no auge, Hood previu que os dados de seu projeto serão uma bênção para os investidores. “Será uma oportunidade como a do Vale do Silício”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • País tem a 2ª maior prevalência de hanseníase, diz pesquisa

    País tem a 2ª maior prevalência de hanseníase, diz pesquisa

    O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de hanseníase, aponta estudo de Lilian Pinheiro, fisioterapeuta do Ambulatório Souza Araújo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Os dados foram expostos em palestra promovida pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). 
     
    “A hanseníase é um problema de saúde pública e possui um alto potencial incapacitante”, disse a especialista, fazendo questão de lembrar que, apesar de ser infectocontagiosa, a doença tem tratamento e é curável. 
     
    A fisioterapeuta explicou, segundo o site da Fundação Osvaldo Cruz, que muitos dos efeitos da hanseníase podem ser evitados com o diagnóstico precoce da doença e o tratamento imediato. As pessoas em tratamento podem levar uma vida normal no trabalho, na família e na sociedade. “A hanseníase é transmitida por via respiratória (tosse e espirro) e convívio prolongado. Ela não se passa por abraços ou apertos de mão. Além disso, existem ainda formas não-contagiosas”, afirmou Lilian.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Em guia alimentar, Ministério recomenda consumo de produtos naturais

    Em guia alimentar, Ministério recomenda consumo de produtos naturais

    O novo Guia Alimentar da População Brasileira (edição 2014), elaborado pelo Ministério da Saúde, orienta os brasileiros sobre os cuidados com a saúde e como manter uma alimentação saudável e balanceada: a recomendação é pelo consumo de alimentos frescos, de procedência conhecida e utilizando como base da dieta alimentos in natura (de origem vegetal e animal), como carnes, verduras, legumes e frutas. O manual também recomenda que as pessoas optem por refeições caseiras e evitem a alimentação em redes de fast food.
     
    A população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública no site até o dia 7 de maio www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão fazer parte do documento final.
     
    De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade. A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.
     
    O manual foi elaborado com linguagem acessível e destina-se tanto ao cidadão como a educadores e profissionais de saúde. O documento foi formulado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Universidade de São Paulo) e da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), ligada à OMS (Organização Mundial de Saúde).
     
    O novo guia orienta os brasileiros a desfrutarem a alimentação, e evitar à refeição assistir televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais, além de privilegiar o preparo da própria refeição sempre que possível. Para a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, precisamos resgatar e valorizar a culinária, planejar as nossas refeições, trocar receitas com amigos e envolver a família na elaboração das refeições.
     
    O guia também recomenda a utilizar com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar. Produtos industrializados devem dar lugar aos alimentos in natura. Isso porque os produtos processados têm adição de sal ou açúcar para torná-los mais duráveis, palatáveis e atraentes. Segundo Jaime, neste caso, o recomendado é sempre que possível evitar o consumo de produtos industrializados e fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evitar aqueles que só vendem produtos prontos para consumo.
     
    Conheça a diferença entre alimento e produto alimentício
     
    Alimentos in natura: são essencialmente partes de plantas ou de animais. Ex: carnes, verduras, legumes e frutas.
     
    Alimentos minimamente processados: quando submetidos a processos que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Ex: arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho de tapioca ou de trigo e massas frescas.
     
    Produtos processados: são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Ex: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum de latinha, queijos e pães.
     
    Produtos ultraprocessados: são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • MAMOGRAFIAS ANUAIS NÃO REDUZEM MORTES MAIS QUE EXAMES FÍSICOS

    MAMOGRAFIAS ANUAIS NÃO REDUZEM MORTES MAIS QUE EXAMES FÍSICOS

    As mamografias anuais realizadas de forma preventiva a mulheres entre 40 e 59 anos não reduzem a mortalidade por cancro da mama mais do que os exames físicos ou cuidado habitual, indica um estudo publicado hoje pelo British Medical Journal. 
     
    A investigação levada a cabo por uma equipa do Estudo Nacional de Mamografias do Canadá num período de 25 anos revelou, também, que 22% dos cancros detectados por mamografia eram na realidade inofensivos e não teriam causado sintomas ou a morte das pacientes.
     
    Uma em cada 424 mulheres que se submeteram a mamografias para este estudo foi vítima de um sobrediagnóstico, segundo as conclusões dos cientistas.
     
    Em muitos países são realizadas mamografias anuais de prevenção a mulheres de diferentes idades para reduzir a mortalidade por cancro da mama.
     
    Ainda que as mulheres com pequenos cancros não palpáveis detetados por mamografia tenham melhores expectativas de sobrevivência do que as mulheres com cancros palpáveis, os cientistas apontam que não está claro que essa diferença se explique pelos controlos mamográficos rotineiros e periódicos.
     
    Especialistas sublinham que estes resultados não podem ser extrapolados para todos os países, mas recomendam aos governos a reverem os seus programas de mamografias anuais dentro de suas estratégias nacionais de combate ao cancro da mama.
     
    Na opinião dos cientistas, embora a educação, diagnóstico precoce e excelente atendimento clínico deva continuar, as “mamografias anuais não contribuem para reduzir a mortalidade em mulheres entre 40 e 59 anos”, mais do que os exames físicos.
     
    Fonte: Zap.aeiou
  • NOTA DE DESAGRAVO

    NOTA DE DESAGRAVO

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) vem a público contestar e repudiar todos os dados relacionados ao número de estabelecimentos farmacêuticos ilegais do estado de Alagoas fornecidos pelo Instituto de Pesquisa e Pós Graduação do Mercado Farmacêutico e publicados, nos dia 20 e 21 de janeiro de 2014, nos telejornais da TV Gazeta de Alagoas filiada da TV Globo, em Alagoas, com o Título “Pesquisa revela que 97% das farmácias em Alagoas não possuem farmacêutico em tempo integral”.
     
    É citado na matéria que todas as farmácias e drogarias de Alagoas, cerca de 1400 estabelecimentos comerciais estão regularizados e funcionando de forma legal, com a presença do responsável técnico, um erro grave cometido pelo presidente afastado do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Alagoas (SINCOFARMA – AL), José Antônio Vieira. 
     
    Visto que, o CRF/AL realizou 4363 inspeções e detectou que  99 estabelecimentos comerciais estão atuando de maneira ilegal e sem a presença do farmacêutico, tendo sido estas autuadas e multadas várias vezes, inclusive a do presidente do Sincofarma. Esses dados são reais e apresentados pelo Conselho Regional de Farmácia de Alagoas e não foram fornecidos ao Instituto de Pesquisa e Pós Graduação do Mercado Farmacêutico. 
     
    Além disso, na matéria citada acima, a senhora apresentada como Evanize Amorim, não é a farmacêutica responsável pela farmácia da reportagem, se chama Rita e é auxiliar de enfermagem. A farmacêutica responsável encontra-se fazendo mestrado no Estado do Rio Grande do Norte e chama-se Evanizia Silva Amorim. Informamos que medidas cabíveis já foram tomadas em relação a responsável técnica da farmácia mencionada.
     
    A população, vem sendo testemunha da atuação deste conselho, entende a importância de exigir a presença do profissional dentro dos estabelecimentos comerciais.  Afinal, nosso maior fiscal é a sociedade.
     
    O CRF/AL informa que órgãos como Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Vigilâncias Sanitárias (Estaduais e Municipais) e Procon foram comunicados sobre o fato de muitos destes estabelecimentos estarem funcionando sem o devido responsável técnico, o que é crime.
     
    Por fim, a divulgação de dados falsos e prejudiciais à imagem configura em crime, usar identidade de outra pessoa, configura-se também em crime de falsidade ideológica. Diante disso, o CRF/AL adotará as medidas judiciais cabíveis em todas as mídias que repercutiram tal falácia, além de adotar medidas jurídicas contra os personagens da matéria.
     
    Alexandre Correia dos Santos
    Presidente Conselho Regional de Alagoas
     
  • Estudo sugere ser possível apagar memórias específicas

    Estudo sugere ser possível apagar memórias específicas

    Pesquisa holandesa usando terapia de eletrochoque conseguiu destruir a lembrança de uma situação criada em pacientes.
     
    Pesquisadores holandeses podem ter encontrado uma forma de apagar memórias indesejadas – uma façanha que até agora parecia ser restrita a filmes de ficção científica.
     
    Um novo experimento da Radboud University Nijmegen sugere que pode ser possível destruir memórias específicas do cérebro com a ajuda da terapia eletroconvulsiva ou de eletrochoques – tratamento psiquiátrico que conta com a aplicação de correntes elétricas no cérebro, provocando uma convulsão temporária.
     
    A terapia eletroconvulsiva, realizada normalmente em pacientes sob anestesia, é usada como tratamento psiquiátrico há mais de 75 anos, mas costuma ser vista como 'desumana' e 'antiquada'.
     
    Na Holanda, a prática é usada frequentemente como último recurso para tratar distúrbios como a depressão aguda. Para deixar a experiência o mais confortável possível para o paciente, os médicos usam relaxantes musculares e anestésicos.
     
    Mas para este estudo específico, os médicos usaram a técnica para destruir memórias que foram 'construídas' em pessoas que já faziam tratamentos eletroconvulsivos.
     
    Sem lembranças
     
    Os pacientes recebiam dois grupos de fotografias, cada um deles contando uma história diferente. Logo antes da sessão de eletrochoque, eles tinham que observar uma das duas histórias novamente, para reativar aquela memória específica.
     
    Os resultados da experiência foram impressionantes. Logo após o tratamento, eles haviam esquecido a história do grupo de fotos que tinham acabado de ver, pela segunda vez. A memória da outra história – que só havia sido vista uma vez – não foi afetada pela corrente elétrica.
     
    'Não me lembro. Sei que eles me mostraram alguma coisa, mas não lembro o que era', disse à BBC a holandesa Jannetje Brussaard-Nieuwenhuizen, que faz terapia de eletrochoque desde 1969 para tratar da depressão e participou do estudo.
     
    Seu depoimento encorajou os pesquisadores. Eles esperam que o estudo possa eventualmente ajudá-los a tratar distúrbios como o transtorno do estresse pós-traumático.
     
    Mesmo se a eficácia da técnica for cientificamente comprovada, ainda restam dúvidas sobre as justificativas e implicações de uma prática capaz de destruir memórias.
     
    Os pesquisadores também ressaltam que o estudo foi feito com memórias artificiais, mas as conexões profundas que existem sob as memórias reais podem ser mais difíceis de apagar.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Cientistas localizam gene que liga massa cinzenta à inteligência

    Cientistas localizam gene que liga massa cinzenta à inteligência

    Descoberta pode ajudar a entender dificuldades de aprendizado.
    Equipe analisou DNA e exames cerebrais de mais de 1.500 adolescentes.
     
    Pesquisadores encontraram um gene que vincula a inteligência à espessura da chamada “massa cinzenta” cerebral e disseram que a descoberta poderá ajudar os cientistas a entenderem como e por que algumas pessoas têm dificuldades de aprendizado.
     
    Uma equipe científica internacional analisou amostras do DNA e exames cerebrais de mais de 1.500 adolescentes saudáveis de 14 anos, os quais foram submetidos a testes para determinar sua inteligência verbal e não verbal.
     
    Os pesquisadores examinaram o córtex cerebral – a camada mais externa do cérebro, também conhecida como “massa cinzenta”, com papel fundamental para a memória, a atenção, a percepção, a consciência, o raciocínio e a linguagem.
     
    Eles então analisaram mais de 54 mil variáveis genéticas possivelmente envolvidas no desenvolvimento cerebral, e descobriram que, em média, os adolescentes com uma variante genética específica tinham um córtex mais fino no hemisfério cerebral esquerdo – e se saíam pior nos testes de capacidade intelectual.
     
    Comunicação dos neurônios
     
    “A variação genética que identificamos está associada à plasticidade sináptica – como os neurônios se comunicam”, disse Sylvane Desrivieres, que comandou o estudo no Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres.
     
    “Isso pode nos ajudar a entender o que acontece em um nível neuronal em certas formas de deficiências intelectuais, nas quais a capacidade de comunicação efetiva dos neurônios está de alguma forma comprometida.”
     
    Ela salientou, no entanto, que suas conclusões não equivalem à descoberta de um “gene da inteligência”. “É importante frisar que nossa inteligência está influenciada por muitos fatores genéticos e ambientais. O gene que identificamos explica apenas uma pequena proporção das diferenças na capacidade intelectual.”
     
    As conclusões, publicadas na edição de terça-feira da revista “Molecular Psychiatry”, podem ajudar os cientistas a entenderem melhor os mecanismos biológicos subjacentes a vários transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia e o autismo, já que pessoas com essas condições têm capacidade cognitiva afetada.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Governo põe em consulta protocolo para tratamento de HIV

    Governo põe em consulta protocolo para tratamento de HIV

    Brasília – O Ministério da Saúde colocou em consulta pública um novo protocolo para o tratamento de crianças e adolescentes com HIV. A proposta da pasta é reduzir de seis para quatro semanas o uso de AZT para filhos de gestantes soropositivas que receberam tratamento durante o pré-natal. Além do AZT, crianças deverão fazer uso de três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil (quantidade considerada alta de HIV circulante no sangue) iniciem o tratamento. O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. Pelo cronograma divulgado pelo ministério, ele deverá ser concluído até julho.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisadores da USP usam corrente elétrica para tratar depressão

    Pesquisadores da USP usam corrente elétrica para tratar depressão

    Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram uma nova técnica para o tratamento da depressão. Uma estimulação elétrica indolor feita com a ajuda de dois eletrodos, colocados na cabeça do paciente, poderá servir como alternativa para quem sofre da doença, mas não toma os medicamentos antidepressivos devido aos fortes efeitos colaterais.
     
    De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico psiquiatra Andre Russowsky Brunoni, pessoas jovens, as mais acometidas pela depressão, evitam remédios para a doença porque muitas vezes eles vêm acompanhados de ganho de peso e disfunção sexual. Mulheres grávidas ou que estão amamentando também são impedidas de ingerir essa medicação.
     
    Segundo o cientista, os eletrodos transmitem uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade para a área do cérebro que envolve a depressão, o córtex dorso lateral pré-frontal. A corrente corrige o baixo funcionamento dessa região cerebral, característica de quem sofre de depressão. “A estimulação elétrica aumenta a atividade dessa área do cérebro. Com isso, a gente tenta melhorar os sintomas depressivos”, explicou.
     
    O procedimento dura 30 minutos e é repetido por 15 dias consecutivos. “Algumas pessoas sentem um leve formigamento na cabeça, mas outras não sentem absolutamente nada”, conta.
     
    Outra vantagem da nova técnica em relação aos antidepressivos é a forma de atuação no organismo. Enquanto o remédio age em neurotransmissores que atuam no cérebro inteiro, ocasionando reflexos negativos em outras partes do corpo, a estimulação elétrica atua diretamente no córtex pré-frontal.
     
    Além disso, embora o resultado de ambos os tipos de tratamentos (remédio e estimulação elétrica) seja o mesmo, o medicamento acaba passando por outras áreas subcorticais para só depois chegar ao córtex pré-frontal.
     
    Esta não é a primeira vez que a eletricidade é usada no tratamento de transtornos mentais. Russowsky cita a tradicional técnica do eletrochoque, usada há 75 anos por psiquiatras. De acordo com ele, esse é um tratamento bem mais radical do que a estimulação que está sendo desenvolvida pela USP, destinado a pacientes com quadros muito graves. “É uma carga elétrica mil vezes maior do que a gente usa”, disse.
     
    O tratamento por eletrochoque tem como objetivo provocar uma crise convulsiva em pacientes que apresentam casos graves de transtornos mentais, o que estimula a regulação de hormônios e de alguns neurotransmissores. “A única semelhança entre as duas técnicas é que elas usam a eletricidade, mas de forma bem diferente. O eletrochoque é um pulso elétrico para fazer uma crise convulsiva, a gente usa uma corrente elétrica de baixa intensidade para aumentar a atividade no cérebro”, define.
     
    A estimulação criada pelo grupo de Russowsky já foi testada, há três anos, em 120 pacientes. “O resultado principal foi que a combinação da estimulação com o antidepressivo dava efeitos mais potentes que cada tratamento separado”, disse o médico.
     
    O próximo passo da pesquisa será testar a estimulação sozinha. Serão recrutados 240 voluntários, entre 18 e 75 anos, com diagnóstico de depressão, no mínimo, moderada e que apresentem sintomas da doença.
     
    Em um teste cego, metade dos pacientes vai receber o antidepressivo Escitalopram, e a outra metade recebe a estimulação elétrica. “Nem o paciente, nem o pesquisador saberão o que estão recebendo, senão favorece inconscientemente um dos grupos”, esclarece.
     
    Ao final da pesquisa, aqueles voluntários que foram testados com o antidepressivo, e que não tiveram melhora do seu quadro, poderão receber o tratamento com a estimulação elétrica.
     
    Nos próximos três anos, as equipes de Russowsky vão aceitar voluntários interessados em participar da pesquisa. Basta enviar e-mail para [email protected]. 
     
    Fonte: Uol Saúde