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  • Pesquisa sobre células-tronco é investigada no Japão

    Pesquisa sobre células-tronco é investigada no Japão

    O sempre promissor e frequentemente polêmico campo das pesquisas com células-tronco embrionárias – e suas equivalentes, produzidas via reprogramação genética em laboratório – pode estar à beira de mais um escândalo internacional. Os dados fundamentais de um estudo potencialmente revolucionário, publicado há menos de um mês na revista Nature, estão sendo investigados pelo instituto Riken, no Japão, onde a pesquisa foi realizada.
     
    A notícia foi publicada na segunda-feira, 17, no site da própria Nature, que informou estar investigando o caso também. A pesquisa em questão, liderada pela jovem bióloga Haruko Obokata, apresenta uma nova técnica para conversão de células adultas em células pluripotentes – equivalentes às células-tronco embrionárias, com capacidade para se diferenciar em qualquer tipo de tecido do organismo.
     
    Seria, segundo o trabalho, uma técnica mais simples e segura, baseada apenas na exposição das células a um meio de cultura de pH mais ácido; sem a necessidade de manipulações genéticas ou da clonagem de embriões humanos. Parecia ótimo, até que vários pesquisadores de outros laboratórios começaram a tentar reproduzir a técnica e não conseguiram. Também surgiram denúncias na internet de que algumas das imagens técnicas do trabalho estariam adulteradas.
     
    Alguns coautores defenderam o trabalho, dizendo se tratar de erros não intencionais e irrelevantes para as conclusões da pesquisa. Haruko não fez qualquer declaração. Há menos de um ano, um outro trabalho de grande repercussão, que descrevia a primeira clonagem de embriões humanos para obtenção de células-tronco, passou pelo mesmo problema. Foram identificados erros na redação do trabalho, mas os resultados, no fim, foram considerados válidos.
     
    O grande escândalo ocorreu dez anos atrás, quando o sul-coreano Hwang Woo-suk publicou dois trabalhos totalmente forjados sobre a mesma clonagem de embriões humanos. Ele foi expulso da universidade. A ciência, agora, aguarda um veredicto sobre a pesquisa da japonesa Haruko.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Ansiedade atinge um em cada três brasileiros endividados, diz pesquisa

    Ansiedade atinge um em cada três brasileiros endividados, diz pesquisa

    Pesquisa foi feita por entidade de defesa do consumidor em cinco países.
    Além da ansiedade, endividado tem problemas para dormir e dor de cabeça.
     
    Uma pesquisa feita por entidades de defesa do consumidor em cinco países aponta que os brasileiros apresentam mais sintomas de doenças decorrentes de problemas financeiros do que os europeus que enfrentam aguda crise econômica. Além disso, segundo o estudo, um em cada três brasileiros endividados têm problemas de ansiedade, além de falta de sono e dores de cabeça. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Proteste Associação de Consumidores.
     
    No Brasil, a saúde das pessoas é mais afetada do que a dos belgas, italianos, portugueses e espanhóis que têm dificuldades financeiras. Entre os brasileiros que estão endividados, 32% têm ansiedade; 24% problemas para dormir; 24% sentem irritabilidade e 17% dor de cabeça.
     
    O levantamento mostra que em situação financeira desfavorável no Brasil são consumidos mais ansiolíticos e antidepressivos (30%) do que nos países europeus pesquisados – o percentual só é maior em Portugal (33%). A incidência do uso desses medicamentos ficou em 29% na Espanha, 18% na Itália e 17% na Bélgica.
     
    O estudo também aponta que a confiança nas entidades de defesa do consumidor se mantém elevada nas situações de crise financeira e endividamento. O Brasil lidera esse quesito, com 69,7%, seguido de Portugal com 67,8%.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Mudança em estilo de vida pode prevenir aborto natural, diz pesquisa

    Mudança em estilo de vida pode prevenir aborto natural, diz pesquisa

    Estudo dinamarquês revela que pequenas mudanças de hábito podem evitar encerramento espontâneo da gravidez.
     
    Mais de um quarto dos abortos espontâneos ocorridos pela primeira vez poderia ser prevenido por uma combinação de mudanças no estilo de vida, sugere uma pesquisa realizada na Dinamarca.
     
    Os cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, constataram que mulheres a partir de 30 anos que consumiam álcool com frequência e trabalhavam à noite durante a gravidez tinham maiores chances de sofrer abortos espontâneos.
     
    O estudo, que analisou 91.247 mulheres, disse ainda que levantar mais de 20 kg por dia durante a gestação e estar abaixo ou acima do peso ideal também aumenta o risco de aborto espontâneo.
     
    O aborto espontâneo atinge milhares de mulheres ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que uma a cada dez grávidas perca o bebê nos primeiros meses de gravidez.
     
    Prevenção
     
    Os pesquisadores concluíram que somente uma redução dos fatores de risco poderia prevenir os abortos espontâneos. O estudo foi publicado na revista científica International “Journal of Obstetrics and Gynaecology”.
     
    “A principal mensagem de nossa pesquisa é que os abortos naturais podem ser prevenidos”, diz Anne-Marie Nybo Andersen, pesquisadora-sênior da Universidade de Copenhague.
     
    Segundo ela, a pesquisa mostra a relativa importância do estilo de vida na incidência de aborto natural, em detrimento de fatores específicos, como a ingestão de determinados medicamentos.
     
    Andersen afirma que, como as descobertas vieram da análise de uma população, elas podem ser aproveitadas por grupos diversos – desde casais a pessoas responsáveis por políticas de maternidade, regulações trabalhistas e apoio a gravidez precoce.
     
    “Todo mundo, jovens homens e mulheres, assim como aqueles que têm responsabilidades políticas, devem ter em mente que a gravidez acima dos 30 anos implica um risco elevado de aborto natural”, acrescenta.
     
    Recomendação médica
     
    O estudo analisou gravidezes ocorridas na Dinamarca entre 1996 e 2002. Os pesquisadores constataram que 3,5% das mulheres sofreram aborto espontâneo.
     
    Os pesquisadores analisaram possíveis conexões entre os abortos naturais e o estilo de vida das grávidas ao coletar dados por meio de entrevistas telefônicas feitas pelo computador.
     
    “Esse estudo é muito interessante em termos de abrangência da população”, afirmou Caroline Overton, porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, associação britânica que reúne profissionais da ginecologia e obstetrícia.
     
    Segundo ela, mulheres que queiram engravidar devem ter uma dieta balanceada, assegurar que não estão “muito magras” ou “com sobrepeso”, parar de fumar e pedirem a seus parceiros para fazerem o mesmo.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Vacina contra HIV deve ser testada em humanos no prazo de três anos

    Vacina contra HIV deve ser testada em humanos no prazo de três anos

    A vacina desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) contra o HIV, o vírus causador da Aids, deverá começar a ser testada em humanos em três anos. A informação é do pesquisador que coordena o projeto da vacina, Edecio Cunha Neto.
     
    “[Um novo] estudo com os macacos deve acontecer dentro de uns cinco meses. É o tempo para a gente desembaraçar uma área de maior segurança. Esse estudo vai demorar de 20 meses a 24 meses. A partir desse momento, nós já poderemos fazer estudos em humanos. Isso significa que o estudo em humanos vai ser em uns três anos”, disse, em entrevista a Agência Brasil.
     
    De acordo com o coordenador, o estudo em humanos servirá para avaliar se a vacina é capaz de apresentar uma resposta imune eficaz e se é segura.
     
    A vacina, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, já foi testada, com sucesso, em camundongos e em quatro macacos rhesus. O resultado obtido com os primatas surpreendeu os pesquisadores. “Fizemos esse teste piloto com um pequeno número de animais, com metodologia de vacinação que a gente imaginava que iria dar [certo] ou uma intensidade de resposta semelhante ou até menor do que a gente viu em camundongos. E a nossa surpresa foi que a resposta foi muito maior”, destacou Edecio.
     
    Dos quatro macacos testados, o que obteve pior resultado apresentou resposta quatro a cinco vezes maior do que a dos camundongos. O que respondeu melhor teve uma intensidade de resposta dez vezes maior. “Isso foi algo inesperado para nós, e foi alvissareiro [promissor]. Foi alguma coisa que nos estimulou a continuar trabalhando com o material.”
     
    Segundo Edecio Cunha Neto, o diferencial da vacina, em relação a outras em análise, é que ela tem como alvo partes do vírus que não se alteram na transmissão entre indivíduos. Segundo o pesquisador, um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV é que o vírus tem uma variação muito grande: seu genoma pode variar até 20% entre dois pacientes.
     
    “A maior parte das vacinas experimentais hoje, em teste contra HIV, tanto em nível experimental, quanto em nível de teste em humanos, usa as proteínas inteiras do HIV como alvo. Nós não. Nós fizemos uma espécie de desvio para forçar que a resposta imune seja feita com determinadas regiões [que têm característica de não variar]. Temos um pacote que são 18 fragmentos do HIV, que têm essas capacidades [de não variar]”, explicou.
     
    Na próxima fase de teste, com macacos, deverão ser usados 28 animais. Para injetar os genes dos fragmentos do HIV, nos primatas serão usados vírus atenuados, como os das campanhas de vacinação. Dessa forma, espera-se que os macacos desenvolvam uma reação imunológica contra os fragmentos – que não variam – do HIV.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vacina da USP contra HIV passa em teste com macacos

    Vacina da USP contra HIV passa em teste com macacos

    Uma vacina contra o vírus HIV desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou resultados positivos quando testada em macacos. Na pesquisa, quatro macacos resus do Instituto Butantã receberam doses de uma vacina desenvolvida com 18 fragmentos do HIV, vírus causador da aids. Os fragmentos foram identificados e isolados a partir da análise do DNA de pacientes soropositivos, mas que ainda não haviam manifestado a doença.
     
    Segundo Edecio Cunha Neto, professor de imunologia clínica da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do Instituto do Coração (Incor), a resposta do sistema imunológico dos animais foi melhor do que os cientistas esperavam.
     
    “Em 2006, a vacina já havia sido testada em camundongos, que costumam responder melhor do que macacos à imunização. Para nossa surpresa, a resposta imune dos macacos foi de 4 a 10 vezes maior do que a dos camundongos”, diz Cunha Neto, um dos coordenadores do estudo da USP.
     
    A resposta indica que as células de defesa dos macacos, que têm um sistema imune parecido com o dos homens, reconheceram o vírus HIV e manifestaram uma resposta para combatê-lo, o que seria o primeiro passo em busca de uma vacina para humanos. O reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico sempre foi um dos grandes desafios dos pesquisadores, uma vez que a doença ataca exatamente o sistema de defesa.
     
    Próximos passos
     
    Após esse primeiro teste em macacos, iniciado em novembro do ano passado e considerado piloto pelos cientistas, outros 28 animais do Instituto Butantã receberão a vacina. Desta vez, os pesquisadores dividirão os primatas em quatro grupos e aplicarão diferentes combinações da vacina para avaliar qual versão provocará as melhores respostas imunes. 
     
    A ideia é que, se os bons resultados se repetirem no novo grupo de macacos, os pesquisadores possam, em aproximadamente três anos, iniciar os testes da vacina em humanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde apresentou, em reunião realizada nos dias 27 e 28 de janeiro, o projeto Viva Melhor Sabendo, que está implementando o teste rápido por fluido oral para aids. Para a execução do projeto, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entregou 26.600 testes de reativos para diagnóstico do HIV – que fazem a detecção em cerca de 20 minutos. O site da Fundação Oswaldo Cruz informa que os testes estão sendo conduzidos por representantes de 40 ONGs capacitadas pelo D-DST a realizar o procedimento.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Resultado tinha sido recebido com entusiasmo pela comunidade científica.
    Estudo propunha método simples e barato de obtenção de célula-tronco.
     
    Uma pesquisa japonesa publicada no final de janeiro na revista “Nature” – que anunciou a descoberta de um método extremamente simples para transformar células maduras em células pluripotentes – está sob investigação.
     
    Os resultados do estudo foram recebidos com entusiasmo pela comunidade científica, pois as células pluripotentes têm um grande potencial terapêutico, podendo se transformar em quase qualquer outro tipo de célula do corpo humano.
     
    Se, antes, se acreditava que a obtenção desse tipo de célula a partir de células maduras só era possível por meio de complexos processos de manipulação genética, o estudo concluiu que a simples exposição dessas células a um ambiente ácido faria com que elas obtivessem o caráter pluripotente. Os cientistas chamaram esse novo método de reprogramação celular de Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo (STAP, na sigla em inglês)
     
    A investigação está sendo conduzida pelo Centro de Biologia do Desenvolvimento Riken, no Japão, onde trabalha a principal autora dos dois artigos que descrevem a técnica revolucionária, a bióloga Haruko Obokata.
     
    A técnica proposta por Haruko foi posta em dúvida depois que cientistas encontraram problemas em algumas imagens do trabalho, que aparentam estar duplicadas, e também depois que outros cientistas relataram não terem conseguido reproduzir os resultados.
     
    O anúncio de que o trabalho está sob investigação foi tema de reportagem da própria “Nature”, que publicou os artigos originais.
     
    Apesar dos relatos de que vários pesquisadores não conseguiram chegar ao mesmo resultado que o grupo japonês, mesmo seguindo os passos descritos nos artigos, cientistas ouvidos pela “Nature” ponderam que é prematuro emitir qualquer julgamento. 
     
    A pesquisadora Haruko Obokata não tem respondido aos pedidos de entrevista nem aos e-mails com dúvidas sobre o trabalho enviados por seus colegas cientistas. Outros pesquisadores que participaram do estudo afirmaram que os erros em relação às imagens podem ter resultado de uma “confusão” e que não comprometem o resultado final do trabalho, segundo declarações dadas à “Nature”.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Um novo estudo sugere que o risco de ter um filho com asma pode aumentar caso a gestante fique gripada com frequência durante a gestação.
     
    Pesquisadores da Alemanha acompanharam 526 crianças de uma zona razoavelmente abastada de Munique. Eles entrevistaram os pais em três momentos: durante a gestação, quando as crianças tinham entre 3 e 12 meses e aos 5 anos de idade. As perguntas foram sobre os sintomas da asma e outras alergias, o histórico médico geral e fatores ambientais e socioeconômicos. O estudo foi publicado na edição de fevereiro do periódico “Annals of Allergy, Asthma & Immunology”.
     
    Após o controle dos fatores alergia e tabagismo paternos, existência de animais e presença de irmãos mais velhos no ambiente familiar, bem como outros fatores que se acredita possam ter efeito sobre o risco de asma, os pesquisadores descobriram que esse risco aumentou em relação à quantidade de gripes contraídas.
     
    A probabilidade de ter um filho com asma na idade de 5 anos mais que dobrava para as gestantes que ficaram gripadas mais de três vezes. A ingestão de antibióticos ou de Tylenol pelas mães não teve efeito protetor nem causou outros efeitos.
     
    Sabina Illi, principal autora do estudo e pesquisadora do Hospital Infantil da Universidade de Munique, deixou claro que o estudo é observacional e não clínico, e, por essa razão, não pôde comprovar que a gripe durante a gestação cause asma nas crianças. “É a infecção nas vias respiratórias superiores o que realmente afeta as crianças? E se a gestante evitar pegar gripe?  Não sabemos se isso contribui.”, afirmou.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

    Experimentos feitos com macacos apresentaram resultados promissores.
    Foco é obter vacina que proteja humanos que contraírem o vírus da Aids.
     
    Pesquisadores brasileiros deram mais um passo para a obtenção de uma vacina anti-HIV.
    Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) testaram em primatas uma vacina com 18 fragmentos do HIV (causador da Aids) e constataram que o sistema imunológico dos primatas – parecido com o dos humanos – conseguiu se fortalecer para combater o vírus.
     
    Segundo o pesquisador Edécio Cunha-Neto, do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, ligado à USP, o resultado é considerado positivo, pois se mostrou mais eficaz  que os experimentos feitos com camundongos que tiveram o DNA modificado para imunologia similar à dos seres humanos.
     
    “A pior e a melhor respostas obtidas nos testes com macacos foram de quatro a dez vezes maiores que os resultados com os camundongos”, disse o especialista ao G1.
     
    Na prática, o sistema imunológico dos primatas, mais parecido com o dos humanos, ficou mais fortalecido para combater o vírus da Aids em caso de contaminação.
     
    O objetivo dos pesquisadores é chegar o mais próximo da realidade humana, até que os testes clínicos com pessoas, previstos para começar em três anos, tenham início.
     
    Projeto de longo prazo
     
    O desenvolvimento desta vacina começou em 2002 e se baseia premissas jamais pesquisadas no mundo. O imunizante contido nela, batizado de HIVBr18, foi desenvolvido e patenteado pela USP.
     
    Para criá-la, os pesquisadores resolveram identificar fragmentos do HIV que pudessem desencadear uma reação ao vírus no corpo humano, por meio de um software. Foram encontrados 18 e todos eles foram embutidos na vacina de DNA.
     
    Em testes feitos com camundongos, e agora com os macacos, esses fragmentos, chamados de peptídeos, se mostraram eficazes em gerar uma reação para combater o vírus HIV.
     
    A próxima etapa dos testes deve acontecer com outros 28 primatas ao longo de 24 meses. Eles serão divididos em quatro grupos e receberão duas ou três doses da vacina, com diferentes combinações de três vetores virais (adenovírus 68, que causa resfriados em chimpanzés; vírus da vacina da febre amarela e um derivado da vacina da varíola).
     
    A equipe acredita que os fragmentos de HIV contidos na vacina já sejam suficientes para o hospedeiro (macaco) combater uma infecção.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Estudo sobre melhorias na saúde vai monitorar grupo por 25 anos

    Cem pessoas vão passar por diversos testes nos Estados Unidos.
    Pesquisa sobre bem-estar deve iniciar no próximo mês.
     
    Cem pessoas concordaram em emprestar seus corpos para a ciência em um estudo inovador que vai pesquisar como melhorar a saúde pessoal, anunciaram cientistas na última semana.
     
    O projeto “The Hundred Person Wellness” (O bem-estar de cem pessoas), que começa em março, vai demandar um acompanhamento detalhado dos voluntários, que devem gozar de boa saúde no início do estudo.
     
    Os cientistas começarão decodificando o DNA inteiro de cada participante. Nos 25 anos seguintes, farão medições regulares de seus padrões de sono, ritmo cardíaco, bactérias estomacais, proteínas que marcam a saúde dos órgãos, amostras de sangue e atividade das células imunológicas, entre outras variáveis.
     
    “O que é único dos humanos é a sua individualidade”, afirmou Leroy Hood na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que ocorreu em Chicago até este domingo (17).
     
    A ideia é “realmente acompanhar a transição do coração, do cérebro e do fígado da saúde à doença”, explicou Hood, presidente do Instituto de Sistemas Biológicos (ISB) com sede em Seattle, Washington (noroeste dos EUA).
     
    O foco do programa piloto de nove meses, cujo objetivo é se expandir para 100 mil pessoas nos próximos quatro anos e continuar seu acompanhamento durante três décadas, é melhorar o bem-estar individual tomando como base a constituição única de cada pessoa.
     
    Medicina personalizada
     
    Hood disse que os cientistas tentarão buscar “oportunidades de ação para cada indivíduo”, como por exemplo, mudar sua nutrição para melhorar sua saúde ou evitar certo tipo de remédios potencialmente perigosos devido à composição genética.
     
    O instituto de Hood orçou em US$ 10.000 o custo por participante e está financiando a pesquisa através de doações privadas, segundo um relatório divulgado na revista “Nature” desta semana e que descreveu o projeto como “incomumente exaustivo”.
     
    Também desafiou muitas convenções dos testes clínicos por não prever grupos de controle com os quais comparar os resultados e por se propor a intervir pessoalmente com os indivíduos à medida que o estudo se desenvolve.
     
    Como exemplo de como uma intervenção assim pode funcionar, Hood citou o caso de um amigo que de repente se deu conta de que sofria de uma grave osteoporose aos 35 anos.
     
    Foi feita uma análise de DNA e descobriu-se que ele tinha uma grave deficiência em um dos principais transportadores de cálcio, relatou Hood. Pouco depois, começou a tomar suplementos de cálcio e agora está com boa saúde. “Se alguém tem este transtorno, gostaria de saber antes de desenvolver a osteoporose”, disse o pesquisador.
     
    Dados anônimos
     
    As primeiras cem pessoas selecionadas para o projeto foram eleitas entre “locais e amigos”, afirmou. Mas são necessários muitos mais representantes de todos os âmbitos da vida para a nova fase do estudo, à medida que este evoluir. A diversidade é uma parte “incrivelmente importante disso tudo”, explicou Hood.
     
    Os dados serão anônimos e colocados à disposição de pesquisadores qualificados para que possam determinar pela primeira vez qual marca na realidade um bom estado de saúde.
     
    Um objetivo-chave é coletar grande quantidade de dados para analisar a transição de bem-estar à doença, prestando atenção às primeiríssimas mudanças que possam indicar o surgimento de uma doença.
     
    Em um momento em que o monitoramento da saúde pessoal através de diversos dispositivos eletrônicos está no auge, Hood previu que os dados de seu projeto serão uma bênção para os investidores. “Será uma oportunidade como a do Vale do Silício”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar