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  • Pesquisa sobre células-tronco é investigada no Japão

    Pesquisa sobre células-tronco é investigada no Japão

    O sempre promissor e frequentemente polêmico campo das pesquisas com células-tronco embrionárias – e suas equivalentes, produzidas via reprogramação genética em laboratório – pode estar à beira de mais um escândalo internacional. Os dados fundamentais de um estudo potencialmente revolucionário, publicado há menos de um mês na revista Nature, estão sendo investigados pelo instituto Riken, no Japão, onde a pesquisa foi realizada.
     
    A notícia foi publicada na segunda-feira, 17, no site da própria Nature, que informou estar investigando o caso também. A pesquisa em questão, liderada pela jovem bióloga Haruko Obokata, apresenta uma nova técnica para conversão de células adultas em células pluripotentes – equivalentes às células-tronco embrionárias, com capacidade para se diferenciar em qualquer tipo de tecido do organismo.
     
    Seria, segundo o trabalho, uma técnica mais simples e segura, baseada apenas na exposição das células a um meio de cultura de pH mais ácido; sem a necessidade de manipulações genéticas ou da clonagem de embriões humanos. Parecia ótimo, até que vários pesquisadores de outros laboratórios começaram a tentar reproduzir a técnica e não conseguiram. Também surgiram denúncias na internet de que algumas das imagens técnicas do trabalho estariam adulteradas.
     
    Alguns coautores defenderam o trabalho, dizendo se tratar de erros não intencionais e irrelevantes para as conclusões da pesquisa. Haruko não fez qualquer declaração. Há menos de um ano, um outro trabalho de grande repercussão, que descrevia a primeira clonagem de embriões humanos para obtenção de células-tronco, passou pelo mesmo problema. Foram identificados erros na redação do trabalho, mas os resultados, no fim, foram considerados válidos.
     
    O grande escândalo ocorreu dez anos atrás, quando o sul-coreano Hwang Woo-suk publicou dois trabalhos totalmente forjados sobre a mesma clonagem de embriões humanos. Ele foi expulso da universidade. A ciência, agora, aguarda um veredicto sobre a pesquisa da japonesa Haruko.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • “Biópsia líquida” identifica câncer no sangue

    “Biópsia líquida” identifica câncer no sangue

    Dois estudos publicados nesta quarta-feira (19), nos Estados Unidos comprovam a eficácia de uma técnica que, num futuro próximo, poderá permitir o monitoramento do câncer por meio de exames de sangue e, talvez, num futuro um pouco mais distante, a detecção superprecoce de tumores pequenos demais para serem percebidos pelos métodos de diagnóstico convencionais.
     
    Apelidada de “”biópsia líquida””, a estratégia é baseada na análise de pedaços de DNA que vazam dos tumores para a corrente sanguínea, chamados de DNA tumoral circulante (ou ctDNA, na sigla em inglês). Eles funcionam como impressões digitais da doença, que os cientistas podem “ler” para extrair informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor e a seleção do melhor tratamento.
     
    A ideia não é nova; já vem sendo testada há alguns anos por vários laboratórios ao redor do mundo. O que os novos trabalhos trazem é uma “prova de conceito” contundente do seu potencial para aplicações práticas na medicina. A principal vantagem seria a possibilidade de monitorar continuamente a doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo – muito mais prático do que a realização de biópsias “sólidas” de tumores (que muitas vezes estão em locais de difícil acesso no corpo) e muito mais informativo do que o monitoramento de outros marcadores moleculares – como o PSA, relacionado ao câncer de próstata.
     
    “”É uma estratégia que, provavelmente, vai ter uma utilidade clínica muito grande””, prevê a pesquisadora Suely Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela e a colega Sueli Shinjo são coautoras em um dos trabalhos, que testou o uso do ctDNA na detecção e caracterização de tumores de 640 pacientes com vários tipos de câncer. A eficácia da técnica variou entre 50% e 75%, dependendo do tipo de tumor e do estágio da doença. A eficiência mais alta foi na detecção de tumores avançados do pâncreas, ovários, intestino, bexiga, esôfago, mama e pele. A mais baixa foi para tumores primários nos rins, próstata, tireoide e no cérebro – órgão no qual o trabalho das pesquisadoras brasileiras está mais focado.
     
    “”Estamos na luta ainda para encontrar biomarcadores eficientes para tumores do sistema nervoso central””, afirma Suely. A dificuldade, neste caso, deve-se a uma barreira natural de membranas que isolam o cérebro e a medula espinhal do sistema circulatório em geral.
     
    A aplicação mais imediata da técnica, segundo Suely, deverá ser no monitoramento de casos de câncer já diagnosticados. As informações genéticas contidas no ctDNA podem dar pistas importantes sobre a melhor maneira de combater a doença, tornando a terapia mais personalizada e, consequentemente, mais eficiente. Os estudos saíram na revista Science Translational Medicine.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Estudo aponta que imunoterapia cura leucemia em 88% dos casos

    Estudo aponta que imunoterapia cura leucemia em 88% dos casos

    Abordagem consiste em usar próprio sistema imunológico contra câncer.
    Pesquisa foi publicada esta semana na 'Science Translational Medicine'.
     
    Uma nova abordagem para tratar a leucemia, que consiste em usar o próprio sistema imunológico para matar as células cancerígenas, conseguiu resultados positivos contra a doença em 88% dos adultos afetados e submetidos ao procedimento, de acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira (19) na revista “Science Translational Medicine”.
     
    O relatório traz novas e boas notícias para o florescente campo da imunoterapia contra o câncer, que usa o que alguns descrevem como uma “droga vivente” e foi considerado pela revista “Science” como o maior avanço de 2013.
     
    O último teste foi feito com 16 pessoas com um tipo de câncer no sangue conhecido como leucemia linfoblástica aguda (LLA). Mil e quatrocentas pessoas morrem de LLA nos Estados Unidos todos os anos e, embora seja um dos tipos de câncer mais tratáveis, os pacientes frequentemente se tornam resistentes à quimioterapia e sofrem recaídas da doença.
     
    Neste estudo, entre 14 e 167 pacientes tiveram uma remissão completa, depois que suas células T foram modificadas para se concentrar na erradicação do câncer.
     
    A idade média dos pacientes foi de 50 anos e todos estavam à beira da morte quando ingressaram no teste, uma vez que a doença tinha voltado ou eles tinham percebido que a quimioterapia não funcionava mais.
     
    A maior remissão tem dois anos de duração, disse o autor Renier Brentjens, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center.
     
    Sem este tratamento, só 30% dos pacientes que sofreram recaída da doença responderiam à quimioterapia, segundo estimativas dos pesquisadores.
     
    Educar as células T 
     
    O processo supõe remover algumas das células T dos pacientes e alterá-las com um gel para que reconheçam uma proteína – conhecida como CD19 – nas células cancerígenas e atacá-las. As células T sozinhas conseguem atacar outros invasores nocivos ao corpo humano, mas permitiriam que o câncer cresça de forma ininterrupta.
     
    “Basicamente o que fazemos é reeducar as células T no laboratório, com terapia genética, para reconhecer e matar células com tumores”, disse Brentjens, acrescentando que após 15 anos de trabalhos, esta tecnologia “parece realmente funcionar em pacientes com este tipo de câncer”.
     
    No ano passado, sua equipe divulgou os primeiros resultados promissores em cinco pacientes adultos, curados após fazer o tratamento. O pesquisador avaliou que entre 60 e 80 pessoas nos Estados Unidos ingressaram desde então nos testes experimentais do novo tratamento, também estudado na Europa.
     
    Não é acaso 
     
    Em dezembro de 2013, especialistas de vários centros americanos onde se realizam testes apresentaram suas descobertas no encontro anual da Sociedade Americana de Hematologia, inclusive a Universidade da Pensilvânia.
     
    Brentjens explicou que outros centros de pesquisa conseguiram taxas de remissão similares em seus estudos até o momento, “demonstrando que isto não é um acaso”. “Este é um fenômeno real”, que pode se tornar uma “reviravolta paradigmática na forma como nos aproximamos do tratamento do câncer”, disse o especialista.
     
    Os cientistas tentam agora averiguar porque o tratamento funciona em todos os pacientes e identificar células receptivas de tipos de câncer específicos que poderiam fazer com que, no futuro, a técnica servisse para remover outros tipos de tumores.
     
    A terapia continua sendo cara (100 mil dólares por pessoa), embora os especialistas acreditem que o preço diminuirá uma vez que as empresas farmacêuticas se envolvam mais e a técnica se expanda.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Ansiedade atinge um em cada três brasileiros endividados, diz pesquisa

    Ansiedade atinge um em cada três brasileiros endividados, diz pesquisa

    Pesquisa foi feita por entidade de defesa do consumidor em cinco países.
    Além da ansiedade, endividado tem problemas para dormir e dor de cabeça.
     
    Uma pesquisa feita por entidades de defesa do consumidor em cinco países aponta que os brasileiros apresentam mais sintomas de doenças decorrentes de problemas financeiros do que os europeus que enfrentam aguda crise econômica. Além disso, segundo o estudo, um em cada três brasileiros endividados têm problemas de ansiedade, além de falta de sono e dores de cabeça. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Proteste Associação de Consumidores.
     
    No Brasil, a saúde das pessoas é mais afetada do que a dos belgas, italianos, portugueses e espanhóis que têm dificuldades financeiras. Entre os brasileiros que estão endividados, 32% têm ansiedade; 24% problemas para dormir; 24% sentem irritabilidade e 17% dor de cabeça.
     
    O levantamento mostra que em situação financeira desfavorável no Brasil são consumidos mais ansiolíticos e antidepressivos (30%) do que nos países europeus pesquisados – o percentual só é maior em Portugal (33%). A incidência do uso desses medicamentos ficou em 29% na Espanha, 18% na Itália e 17% na Bélgica.
     
    O estudo também aponta que a confiança nas entidades de defesa do consumidor se mantém elevada nas situações de crise financeira e endividamento. O Brasil lidera esse quesito, com 69,7%, seguido de Portugal com 67,8%.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Mudança em estilo de vida pode prevenir aborto natural, diz pesquisa

    Mudança em estilo de vida pode prevenir aborto natural, diz pesquisa

    Estudo dinamarquês revela que pequenas mudanças de hábito podem evitar encerramento espontâneo da gravidez.
     
    Mais de um quarto dos abortos espontâneos ocorridos pela primeira vez poderia ser prevenido por uma combinação de mudanças no estilo de vida, sugere uma pesquisa realizada na Dinamarca.
     
    Os cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, constataram que mulheres a partir de 30 anos que consumiam álcool com frequência e trabalhavam à noite durante a gravidez tinham maiores chances de sofrer abortos espontâneos.
     
    O estudo, que analisou 91.247 mulheres, disse ainda que levantar mais de 20 kg por dia durante a gestação e estar abaixo ou acima do peso ideal também aumenta o risco de aborto espontâneo.
     
    O aborto espontâneo atinge milhares de mulheres ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que uma a cada dez grávidas perca o bebê nos primeiros meses de gravidez.
     
    Prevenção
     
    Os pesquisadores concluíram que somente uma redução dos fatores de risco poderia prevenir os abortos espontâneos. O estudo foi publicado na revista científica International “Journal of Obstetrics and Gynaecology”.
     
    “A principal mensagem de nossa pesquisa é que os abortos naturais podem ser prevenidos”, diz Anne-Marie Nybo Andersen, pesquisadora-sênior da Universidade de Copenhague.
     
    Segundo ela, a pesquisa mostra a relativa importância do estilo de vida na incidência de aborto natural, em detrimento de fatores específicos, como a ingestão de determinados medicamentos.
     
    Andersen afirma que, como as descobertas vieram da análise de uma população, elas podem ser aproveitadas por grupos diversos – desde casais a pessoas responsáveis por políticas de maternidade, regulações trabalhistas e apoio a gravidez precoce.
     
    “Todo mundo, jovens homens e mulheres, assim como aqueles que têm responsabilidades políticas, devem ter em mente que a gravidez acima dos 30 anos implica um risco elevado de aborto natural”, acrescenta.
     
    Recomendação médica
     
    O estudo analisou gravidezes ocorridas na Dinamarca entre 1996 e 2002. Os pesquisadores constataram que 3,5% das mulheres sofreram aborto espontâneo.
     
    Os pesquisadores analisaram possíveis conexões entre os abortos naturais e o estilo de vida das grávidas ao coletar dados por meio de entrevistas telefônicas feitas pelo computador.
     
    “Esse estudo é muito interessante em termos de abrangência da população”, afirmou Caroline Overton, porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, associação britânica que reúne profissionais da ginecologia e obstetrícia.
     
    Segundo ela, mulheres que queiram engravidar devem ter uma dieta balanceada, assegurar que não estão “muito magras” ou “com sobrepeso”, parar de fumar e pedirem a seus parceiros para fazerem o mesmo.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Vacina contra HIV deve ser testada em humanos no prazo de três anos

    Vacina contra HIV deve ser testada em humanos no prazo de três anos

    A vacina desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) contra o HIV, o vírus causador da Aids, deverá começar a ser testada em humanos em três anos. A informação é do pesquisador que coordena o projeto da vacina, Edecio Cunha Neto.
     
    “[Um novo] estudo com os macacos deve acontecer dentro de uns cinco meses. É o tempo para a gente desembaraçar uma área de maior segurança. Esse estudo vai demorar de 20 meses a 24 meses. A partir desse momento, nós já poderemos fazer estudos em humanos. Isso significa que o estudo em humanos vai ser em uns três anos”, disse, em entrevista a Agência Brasil.
     
    De acordo com o coordenador, o estudo em humanos servirá para avaliar se a vacina é capaz de apresentar uma resposta imune eficaz e se é segura.
     
    A vacina, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, já foi testada, com sucesso, em camundongos e em quatro macacos rhesus. O resultado obtido com os primatas surpreendeu os pesquisadores. “Fizemos esse teste piloto com um pequeno número de animais, com metodologia de vacinação que a gente imaginava que iria dar [certo] ou uma intensidade de resposta semelhante ou até menor do que a gente viu em camundongos. E a nossa surpresa foi que a resposta foi muito maior”, destacou Edecio.
     
    Dos quatro macacos testados, o que obteve pior resultado apresentou resposta quatro a cinco vezes maior do que a dos camundongos. O que respondeu melhor teve uma intensidade de resposta dez vezes maior. “Isso foi algo inesperado para nós, e foi alvissareiro [promissor]. Foi alguma coisa que nos estimulou a continuar trabalhando com o material.”
     
    Segundo Edecio Cunha Neto, o diferencial da vacina, em relação a outras em análise, é que ela tem como alvo partes do vírus que não se alteram na transmissão entre indivíduos. Segundo o pesquisador, um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV é que o vírus tem uma variação muito grande: seu genoma pode variar até 20% entre dois pacientes.
     
    “A maior parte das vacinas experimentais hoje, em teste contra HIV, tanto em nível experimental, quanto em nível de teste em humanos, usa as proteínas inteiras do HIV como alvo. Nós não. Nós fizemos uma espécie de desvio para forçar que a resposta imune seja feita com determinadas regiões [que têm característica de não variar]. Temos um pacote que são 18 fragmentos do HIV, que têm essas capacidades [de não variar]”, explicou.
     
    Na próxima fase de teste, com macacos, deverão ser usados 28 animais. Para injetar os genes dos fragmentos do HIV, nos primatas serão usados vírus atenuados, como os das campanhas de vacinação. Dessa forma, espera-se que os macacos desenvolvam uma reação imunológica contra os fragmentos – que não variam – do HIV.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vacina da USP contra HIV passa em teste com macacos

    Vacina da USP contra HIV passa em teste com macacos

    Uma vacina contra o vírus HIV desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou resultados positivos quando testada em macacos. Na pesquisa, quatro macacos resus do Instituto Butantã receberam doses de uma vacina desenvolvida com 18 fragmentos do HIV, vírus causador da aids. Os fragmentos foram identificados e isolados a partir da análise do DNA de pacientes soropositivos, mas que ainda não haviam manifestado a doença.
     
    Segundo Edecio Cunha Neto, professor de imunologia clínica da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do Instituto do Coração (Incor), a resposta do sistema imunológico dos animais foi melhor do que os cientistas esperavam.
     
    “Em 2006, a vacina já havia sido testada em camundongos, que costumam responder melhor do que macacos à imunização. Para nossa surpresa, a resposta imune dos macacos foi de 4 a 10 vezes maior do que a dos camundongos”, diz Cunha Neto, um dos coordenadores do estudo da USP.
     
    A resposta indica que as células de defesa dos macacos, que têm um sistema imune parecido com o dos homens, reconheceram o vírus HIV e manifestaram uma resposta para combatê-lo, o que seria o primeiro passo em busca de uma vacina para humanos. O reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico sempre foi um dos grandes desafios dos pesquisadores, uma vez que a doença ataca exatamente o sistema de defesa.
     
    Próximos passos
     
    Após esse primeiro teste em macacos, iniciado em novembro do ano passado e considerado piloto pelos cientistas, outros 28 animais do Instituto Butantã receberão a vacina. Desta vez, os pesquisadores dividirão os primatas em quatro grupos e aplicarão diferentes combinações da vacina para avaliar qual versão provocará as melhores respostas imunes. 
     
    A ideia é que, se os bons resultados se repetirem no novo grupo de macacos, os pesquisadores possam, em aproximadamente três anos, iniciar os testes da vacina em humanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    Instituto Oswaldo Cruz fornece kit de teste rápido para aids

    O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde apresentou, em reunião realizada nos dias 27 e 28 de janeiro, o projeto Viva Melhor Sabendo, que está implementando o teste rápido por fluido oral para aids. Para a execução do projeto, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entregou 26.600 testes de reativos para diagnóstico do HIV – que fazem a detecção em cerca de 20 minutos. O site da Fundação Oswaldo Cruz informa que os testes estão sendo conduzidos por representantes de 40 ONGs capacitadas pelo D-DST a realizar o procedimento.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Pesquisa que revolucionou obtenção de célula-tronco está sob investigação

    Resultado tinha sido recebido com entusiasmo pela comunidade científica.
    Estudo propunha método simples e barato de obtenção de célula-tronco.
     
    Uma pesquisa japonesa publicada no final de janeiro na revista “Nature” – que anunciou a descoberta de um método extremamente simples para transformar células maduras em células pluripotentes – está sob investigação.
     
    Os resultados do estudo foram recebidos com entusiasmo pela comunidade científica, pois as células pluripotentes têm um grande potencial terapêutico, podendo se transformar em quase qualquer outro tipo de célula do corpo humano.
     
    Se, antes, se acreditava que a obtenção desse tipo de célula a partir de células maduras só era possível por meio de complexos processos de manipulação genética, o estudo concluiu que a simples exposição dessas células a um ambiente ácido faria com que elas obtivessem o caráter pluripotente. Os cientistas chamaram esse novo método de reprogramação celular de Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo (STAP, na sigla em inglês)
     
    A investigação está sendo conduzida pelo Centro de Biologia do Desenvolvimento Riken, no Japão, onde trabalha a principal autora dos dois artigos que descrevem a técnica revolucionária, a bióloga Haruko Obokata.
     
    A técnica proposta por Haruko foi posta em dúvida depois que cientistas encontraram problemas em algumas imagens do trabalho, que aparentam estar duplicadas, e também depois que outros cientistas relataram não terem conseguido reproduzir os resultados.
     
    O anúncio de que o trabalho está sob investigação foi tema de reportagem da própria “Nature”, que publicou os artigos originais.
     
    Apesar dos relatos de que vários pesquisadores não conseguiram chegar ao mesmo resultado que o grupo japonês, mesmo seguindo os passos descritos nos artigos, cientistas ouvidos pela “Nature” ponderam que é prematuro emitir qualquer julgamento. 
     
    A pesquisadora Haruko Obokata não tem respondido aos pedidos de entrevista nem aos e-mails com dúvidas sobre o trabalho enviados por seus colegas cientistas. Outros pesquisadores que participaram do estudo afirmaram que os erros em relação às imagens podem ter resultado de uma “confusão” e que não comprometem o resultado final do trabalho, segundo declarações dadas à “Nature”.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Gripes na gestação aumentam risco de a criança ter asma, sugere estudo

    Um novo estudo sugere que o risco de ter um filho com asma pode aumentar caso a gestante fique gripada com frequência durante a gestação.
     
    Pesquisadores da Alemanha acompanharam 526 crianças de uma zona razoavelmente abastada de Munique. Eles entrevistaram os pais em três momentos: durante a gestação, quando as crianças tinham entre 3 e 12 meses e aos 5 anos de idade. As perguntas foram sobre os sintomas da asma e outras alergias, o histórico médico geral e fatores ambientais e socioeconômicos. O estudo foi publicado na edição de fevereiro do periódico “Annals of Allergy, Asthma & Immunology”.
     
    Após o controle dos fatores alergia e tabagismo paternos, existência de animais e presença de irmãos mais velhos no ambiente familiar, bem como outros fatores que se acredita possam ter efeito sobre o risco de asma, os pesquisadores descobriram que esse risco aumentou em relação à quantidade de gripes contraídas.
     
    A probabilidade de ter um filho com asma na idade de 5 anos mais que dobrava para as gestantes que ficaram gripadas mais de três vezes. A ingestão de antibióticos ou de Tylenol pelas mães não teve efeito protetor nem causou outros efeitos.
     
    Sabina Illi, principal autora do estudo e pesquisadora do Hospital Infantil da Universidade de Munique, deixou claro que o estudo é observacional e não clínico, e, por essa razão, não pôde comprovar que a gripe durante a gestação cause asma nas crianças. “É a infecção nas vias respiratórias superiores o que realmente afeta as crianças? E se a gestante evitar pegar gripe?  Não sabemos se isso contribui.”, afirmou.
     
    Fonte: Uol Saúde