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  • Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Segundo estudo, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver desde autismo a comportamento suicida.
     
    Uma pesquisa realizada por cientistas americanos e suecos sugere que a paternidade tardia está ligada ao aparecimento de inúmeros problemas de saúde em crianças.
     
    Segundo os pesquisadores, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, transtorno de bipolaridade, esquizofrenia e comportamentos suicidas.
     
    Além disso, essas crianças também seriam mais propensas a um maior consumo de entorpecentes.
     
    O estudo sugere que a razão disso estaria em mutações nos espermatozoides que ocorrem com o avanço da idade nos homens.
     
    No entanto, especialistas afirmam que benefícios trazidos pela idade avançada dos pais, como um relacionamento mais estável, poderiam 'compensar' o revés biológico.
     
    Conduzida na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e no Instituto Karolinska, na Suécia, a pesquisa foi descrita como uma das maiores e melhor planejadas já feitas sobre o tema.
     
    Para conduzir o estudo, cientistas analisaram dados de 2,6 milhões de pessoas, incluindo irmãos e irmãs nascidos do mesmo pai.
     
    Os pesquisadores também investigaram fatores externos, como a educação dada pelos pais às crianças, no surgimento desses problemas de saúde.
     
    Ao comparar filhos de pais de 45 anos com aqueles de pais de 24 anos, o estudo constatou nos primeiros que:
     
    – O risco de desenvolver autismo triplicou.
    – O risco de desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade aumentou 13 vezes.
    – O risco de desordem psicopática dobrou.
    – O risco de desenvolver desordem bipolar aumentou 25 vezes.
    – O risco de desenvolver comportamento suicida ou problemas com drogas elevou 2,5 vezes.
    – O desempenho escolar era mais baixo.
     
    Os cientistas salientaram, entretanto, que o risco geral permaneceu baixo. Ou seja, mesmo que o risco de desenvolvimento de uma desordem rara dobre ou triplique em filhos de pais mais velhos, atinge apenas uma pequena parcela dessa população.
     
    Entretanto, um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Brian D'Onofrio, afirmou que ficou chocado com as descobertas, que sugeriram um risco mais elevado do que o previamente estimado.
     
    'O estudo chama a atenção da comunidade médica, dos pais e da sociedade sobre os riscos da paternidade tardia'.
     
    Espermatozoide
     
    O espermatozoide é produzido constante durante a vida de um homem. E, ao passo que o mecanismo de produção envelhece, também cresce o número de defeitos e mutações no espermatozoide.
     
    Mas, para o professor James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria do Reino Unido, os homens 'não devem decidir se e quando querem ter filho baseados em um único estudo'.
     
    Ele reiterou que os riscos envolvendo filhos de pais mais velhos, apesar de mais elevados, afetam somente uma pequena parcela desse grupo.
     
    'É claro que que esses casos isolados acabam se tornando mais numerosos quando observando a população como um todo', ressalvou MacCabe.
     
    Ele acrescenta que pais mais velhos trazem muitos benefícios às crianças, como relações mais estáveis e maior renda, o que 'provavelmente compensa' tal revés biológico.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    23 voluntários comeram 500 g da fruta diariamente por um mês em testes.
    No período, houve redução do nível do mau colesterol e triglicérides.
     
    Pesquisadores da Itália e da Espanha sugerem em estudo que comer morangos ajuda a reduzir significativamente índices do mau colesterol e do triglicérides. As conclusões foram publicadas nesta terça-feira (25) no “Journal of Nutritional Biochemistry”.
     
    Segundo a investigação científica, 23 voluntários saudáveis adicionaram, cada um, 500 gramas de morango por dia à dieta alimentícia por pouco mais de um mês. Foram colhidas amostras de sangue antes e depois do consumo da fruta para comparar diversos índices.
     
    Os resultados apontaram que a quantidade total de colesterol caiu 8,78%, os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, também conhecido como colesterol ruim) caíram 13,72% e a quantidade de triglicérides caiu 20,8%. Já o HDL (colesterol bom) permaneceu inalterado.
     
    De acordo com cientistas, o consumo de morango também melhorou outros índices como o de biomarcadores antioxidantes. Todos os parâmetros retornaram aos valores iniciais após os voluntários “abandonarem” o tratamento com a fruta.
     
    De acordo com Maurizio Battino, pesquisador da Universidade Politécnica de Marche, é a primeira vez que um estudo mostra o papel protetor de compostos bioativos presentes em morangos.
     
    O pesquisador admite que não há evidência direta de quais componentes da fruta têm efeito benéfico, mas, segundo Battino, todos os estudos epidemiológicos feitos apontam para as antocianinas, um corante natural que dá a cor vermelha à fruta.
     
    Outras pesquisas realizadas pela mesma equipe apontam ainda que os morangos ajudam a proteger o corpo da radiação ultravioleta, reduz os efeitos do álcool no estômago e ainda fortalece as células vermelhas do sangue, aumentando sua capacidade de antioxidação.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Alteração gênica reduz índices de tumor em células-tronco, mostra estudo

    Alteração gênica reduz índices de tumor em células-tronco, mostra estudo

    Pesquisadores do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) conseguiram reduzir de forma significativa o desenvolvimento de tumores em células-tronco embrionárias a partir do silenciamento (redução da expressão) de um gene específico. Trata-se do gene E2F2, que se manifestava de forma aberrante em diversos tipos de cânceres.
     
    O coordenador da pesquisa, Oswaldo Keith Okamoto, é professor do IB e pesquisador do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-tronco (CEGH-CEL). Desde 2003, seu grupo estuda tumores e, em 2008, passou também a estudar células-tronco embrionárias.
     
    Os resultados do projeto “Fator de transcrição E2F2 e expressão de proto-oncogenes em células-tronco embrionárias humanas” foram divulgados em janeiro deste ano na revista Stem Cells and Development. Ele teve verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os estudos foram desenvolvidos no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB.
     
    As células-tronco embrionárias têm como característica a pluripotência, isto é, a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de célula dos tecidos biológicos. Porém, o professor Okamoto ressalta: “as células pluripotentes também têm capacidade de gerar tumores”.
     
    Do total de genes presentes nas células humanas, normalmente, apenas um conjunto deles encontra-se ativo. “O comportamento aberrante de um gene é dado, por exemplo, pelo fato de ele estar ativo quando não deveriam estar, ou estar inativo quando deveria ter atividade”, diz ele. Essa alteração de expressão gênica forma um padrão completamente anormal e acaba afetando o comportamento celular, podendo desencadear a geração de um tumor.
     
    Durante os estudos sobre câncer, observou-se que células com maior grau de malignidade em tumores cerebrais agressivos, do tipo glioblastoma, apresentavam alta expressão do gene E2F2. A partir disso, o grupo desconfiou que o gene poderia também estar relacionado à capacidade tumorigênica das células-tronco embrionárias. Estas costumam desenvolver teratomas, que são tumores em geral benignos, mas que podem, sim, apresentar malignidade.
     
    Metodologia
     
    Após obter um resultado positivo in vitro, os pesquisadores testaram o efeito em camundongos imunossuprimidos, pois assim não haveria rejeição, por parte do sistema imunológico, às células humanas. Metade deles recebeu células-tronco embrionárias comuns e a outra metade, células modificadas (com o gene E2F2 silenciado).
     
    Em todos os momentos observados, os camundongos que foram inoculados com células modificadas tiveram incidência menor de tumores.
     
    Após esse primeiro êxito, o grupo passou a analisar se as células modificadas ainda teriam a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de tecido. “Na literatura, todos os trabalhos que estudam pluripotência a correlacionam com potencial tumorigênico”, afirma Okamoto. Porém, após serem estimuladas in vitro a se diferenciarem em células dos três tipos de folhetos germinativos (endoderma, mesoderma e ectoderma), observou-se que tal capacidade não foi afetada. Foi possível notar, ainda,  a preservação da expressão de fatores de pluripotência.
     
    Para o futuro, Okamoto espera combinar suas pesquisas com os estudos sobre células pluripotentes induzidas, cuja sigla em inglês é IPS. Estas são obtidas a partir do próprio paciente e podem ser reprogramadas para gerarem outros tecidos.
     
    “Qualquer célula deste tipo seria geneticamente compatível com o paciente, o que diminui a chance de destruição pelo sistema imune”, diz ele. Interligar esses estudos seria um grande avanço no sentido de tratar doenças que hoje são de difícil tratamento, como lesões medulares, degeneração macular, diabetes, parkinson, alzheimer e distrofia muscular.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uso de analgésico na gravidez teria elo com risco de THDA em crianças

    Uso de analgésico na gravidez teria elo com risco de THDA em crianças

    Dados foram publicados em estudo científico feito nos Estados Unidos.
    Déficit de atenção e hiperatividade afeta 5% das crianças americanas.
     
    O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de desenvolvimento do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (THDA) em crianças, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (25) nos Estados Unidos.
     
    Serão necessários mais pesquisas para confirmar as descobertas.
     
    No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que poderiam ter transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severa de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção (THDA).
     
    A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida.
     
    Segundo a investigação, publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres grávidas que não tomaram o analgésico, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o THDA e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do THDA por volta dos sete anos.
     
    Pesquisas anteriores tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir no funcionamento normal dos hormônios e poderia afetar o desenvolvimento cerebral do feto. A pesquisa se baseou em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002. Mais da metade delas disse ter tomado acetaminofeno pelo menos uma vez durante a gravidez.
     
    Especialistas advertiram que os resultados da pesquisa não provam que o medicamento seja a causa do TDAH nas crianças, mas apenas um vínculo preliminar entre os dois fatores. “Os resultados deste estudo deveriam ser interpretados com cautela e não deveriam mudar as práticas habituais”, afirmou, em um editorial da revista, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff.
     
    Fonte: Bem Estar
  • ” da aids chega ao SUS em março

    ” da aids chega ao SUS em março

    O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País. 
     
    Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.
     
    A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.
     
    Parceria.
     
    Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.
     
    “Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. 
     
    O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Campanha contra Aids quer atingir 100 mil pessoas que não sabem ter o vírus

    Campanha contra Aids quer atingir 100 mil pessoas que não sabem ter o vírus

    Foi lançada nesta terça-feira (25) a Campanha de Carnaval deste ano do Ministério da Saúde com o slogan “Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha” que entra no ar na quarta-feira (26). Segundo Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde, a intenção é associar os momentos de alegria e a conscientização para que as pessoas não se esqueçam dos cuidados básicos. Para isso, serão distribuídos 104 milhões de preservativos até o final de março.
     
    Barbosa lembra que foi divulgado no final de 2013 que 340 mil pessoas estão em tratamento de Aids, com acesso aos medicamentos mais modernos. Porém, mais de 150 mil portadores do vírus HIV não sabem disso ou relutam em saber. Ele fala que, graças ao novo protocolo, com testagem e oferta de tratamento mais rápidos, ao invés de 40 mil pessoas entrando em tratamento em 2014, o Ministério da Saúde quer alcançar 100 mil das 150 mil pessoas que ainda não tomaram conhecimento de serem portadoras do vírus. “Queremos produzir uma redução efetivamente positiva nos casos”.
     
    “A ideia é que onde houver festa, levemos uma mensagem para as pessoas se cuidarem. Especialmente para adolescentes e jovens. Não vamos trabalhar a campanha só no Carnaval, mas durante o ano todo, pois temos Copa do Mundo, o que vai gerar 'carnaval fora de época' e também há as festas juninas”, conta Barbosa, lembrando que o país é o maior comprador de preservativos do mundo: “Compramos de uma fábrica brasileira em Xapuri (AC), mas também de todos os produtores mundiais”.
     
    Slogan que pega
     
    O Ministro da Saúde Arthur Chioro elogiou o slogan: “Ele pega fácil,  se comunica direto com a juventude. Gostei muito das peças da publicidade, por mostrarem as diferentes formas de organizações sociais. Temos de trabalhar com o conjunto da sociedade. Sem perder a dimensão do diagnóstico precoce e do tratamento”.
     
    “É melhor saber se é portador do vírus. Qualquer pessoa de vida sexual ativa deveria fazer o teste. Com o novo protocolo, após o diagnóstico positivo, a pessoa começa a fazer o tratamento imediatamente. Do ponto de vista da saúde pública, quanto antes o paciente tomar medicamento antirretroviral, a chance de transmissão cai muito. É uma ferramenta de prevenção junto com o preservativo fará o número cair. Temos de facilitar o diagnóstico”, admite Barbosa.
     
    Em 2013, segundo o ministério, foram gastos R$ 600 mi e para este ano serão mais de R$ 1,2 bilhão voltados à Aids, seja em tratamentos como em publicidade. Só para esta campanha foram gastos R$ 15 milhões. Além dos 104 milhões de preservativos que serão distribuídos até março, estarão disponíveis 4,7 milhões de testes rápidos, mais os tradicionais, totalizando quase 9 milhões. “O teste de HIV deve ser pedido pelo médico sempre, fazendo parte da rotina”, conta Barbosa.
     
    Segundo o Ministério da Saúde,  este tipo de campanha não é algo comum em nenhum lugar do mundo. Chiro diz que o objetivo é que as redes de saúde ampliem a atenção básica ainda mais, graças ao Mais Médicos.
     
    Chioro frisa a importância do preservativo, pois a ideia da campanha é passar a mensagem 'use sempre camisinha”. Ele afirma que além disso, hoje há estrutura no país para se desenvolver o diagnóstico precoce da doença e um volume de recursos garantido para o tratamento. “Há um aspecto importante que nos reporta aos números mencionados, são 340 mil brasileiros em tratamento e 150 mil portadores do vírus que não têm noção de sua situação. A campanha vai chamar a população para o uso da camisinha, mas também para o diagnóstico precoce”.
     
    Ele lembra que os vídeos da campanha mostram o cidadão comum buscando um centro de saúde, não só nas grandes cidades. “As pessoas podem contar com uma rede pronta, qualificada, de forma segura, sigilosa e gratuita para o teste rápido, não só para o HIV, mas para sífilis, hepatites B e C. Em 30 minutos temos condições de dar o diagnóstico. Vamos chamar os brasileiros para que façam este teste. Há uma dimensão coletiva, sempre que tratarmos o usuário estamos interceptando a cadeia de transmissão das doenças. É um desafio ter uma rede que permita que os pontos do SUS (Sistema Único de Saúde) tenham capacidade de diagnóstico e orientação, para ganhar a segurança de jovens, adolescentes ou  idosos e se tornar uma ferramenta forte”, afirma o ministro.
     
    “É preciso integrar e qualificar a situação, com clareza e divisão de responsabilidades, não só para podermos enfrentar a Aids, mas outras doenças como a hepatite. E que a pessoa aprenda a lidar com seu corpo da forma mais solidária possível. A prevenção não pode ser só feita pelo poder público e pela imprensa, mas por cada brasileiro, é preciso ter responsabilidade e solidariedade, pois estamos falando da vida”, encaerra Chioro.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas do Japão criam recipientes portáteis para células-tronco

    Cientistas do Japão criam recipientes portáteis para células-tronco

    Protótipo permite conservação de células-tronco por 24 horas. 
    Dispositivos pesam de três a quatro quilos, o que facilita o transporte.
     
    A universidade japonesa de Kioto apresentou nesta segunda-feira (24) um protótipo de recipiente portátil para as células-tronco usadas na medicina regenerativa, que permite sua conservação durante 24 horas e facilita assim seu transporte por grandes distâncias.
     
    O projeto foi desenvolvido por pesquisadores dessa universidade do oeste do Japão em cooperação com 14 companhias privadas, entre elas alguns fabricantes eletrônicos, segundo informou a agência 'Kyodo'.
     
    O transporte de células-tronco por grandes distâncias 'é uma prática cada vez mais importante', devido à extensão da medicina regenerativa, assinalou a professora associada da universidade de Kioto, Tomoki Aoyama, em declarações ouvidas pelo mesmo veículo.
     
    Os recipientes permitirão conservar e transportar durante 24 horas as células-tronco mesenquimais, usadas habitualmente na regeneração de ossos e cartilagens.
     
    Os dispositivos têm peso de entre 3 e 4 quilos, o que facilita que sejam transferidos por apenas uma pessoa, e estão construídos com materiais que conservam o interior a uma temperatura estável e em condições assépticas.
     
    Embora tenham sido desenhados de forma específica para as células-tronco mesenquimais, os pesquisadores disseram que estão trabalhando no desenvolvimento de outros recipientes para células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), capazes de gerar a maioria dos tecidos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Movimento antivacina gera surto de doenças nos EUA

    Movimento antivacina gera surto de doenças nos EUA

    Surtos de doenças como sarampo, caxumba ou coqueluche costumam ser associados a países pobres da África ou da Ásia, onde grande parte da população não tem acesso a vacinação e cuidados médicos.
     
    No entanto, nos últimos anos essas doenças vêm ressurgindo com força nos EUA. Somente no ano passado, foram registrados mais de 24 mil casos de coqueluche no país, segundo dados preliminares do Centers for Disease Control and Prevention (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças, ou CDC, na sigla em inglês), ligado ao Departamento de Saúde dos EUA.
     
    No ano anterior, o número chegou a 48,2 mil, o maior desde 1955. Em 2013, o país registrou ainda 438 casos de caxumba e 189 de sarampo, todas doenças que podem ser prevenidas por vacinas existentes há vários anos.
     
    O fenômeno vem chamando a atenção de especialistas, que relacionam muitos dos surtos ao movimento antivacina, encabeçado por pais que decidem não vacinar seus filhos por motivos que incluem o temor de efeitos colaterais que prejudiquem a saúde da criança.
     
    “No caso da coqueluche, parte dos surtos parece estar ligada ao problema de que a vacina mais amplamente usada não é tão eficaz quanto costumava ser. Mas os casos de caxumba e, especialmente, sarampo, acho que estão relacionados ao movimento antivacina”, disse à BBC Brasil a especialista em saúde global Laurie Garrett, do Council on Foreign Relations (CFR).
     
    Garrett é a principal autora de um lançado pelo CFR que mostra os surtos de doenças evitáveis por vacinas ao redor do mundo de 2008 a 2014.
     
    No mapa, chama a atenção não apenas a alta incidência dessas doenças nos EUA, mas também em países europeus, como a Grã-Bretanha.
     
    “Os níveis de vacinação na Grã-Bretanha para doenças como sarampo, caxumba e rubéola vêm despencando. Há comunidades inteiras em que a cobertura está abaixo de 50%. No caso de uma doença tão contagiosa como o sarampo, qualquer nível abaixo de 90% é perigoso”, diz Garrett.
     
    Autismo
     
    O movimento antivacina ganhou força a partir de 1998, quando o pesquisador britânico Andrew Wakefield publicou um estudo que relacionava a vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) ao autismo.
     
    Diversas pesquisas posteriores nunca acharam qualquer ligação entre a vacina e o autismo, e em 2010 uma comissão de ética descobriu que Wakefield havia falsificado dados de seu estudo. Wakefield teve sua licença médica cassada e o estudo foi retirado das publicações.
     
    Mas apesar do descrédito do estudo e de seu autor, a teoria se espalhou, com a ajuda da internet, entre pais temerosos de que a vacina pudesse causar problemas a seus filhos.
     
    Nos EUA, a onda antivacina ganhou visibilidade com a militância de nomes como Jenny McCarthy, ex-coelhinha da Playboy que se tornou uma das porta-vozes do movimento a partir de 2007, depois que seu filho, Evan, foi diagnosticado com autismo.
     
    Hoje há no país diversas entidades destinadas a fornecer informações sobre os supostos riscos das vacinas. Uma das mais antigas e influentes é o National Vaccine Information Center (Centro Nacional de Informações sobre Vacinas, em tradução livre), presidido por Barbara Loe Fisher.
     
    Pioneira do movimento antivacina, Fisher foi uma das fundadoras do centro em 1982 e é autora de três livros sobre o tema.
     
    Ela diz que seu filho, Chris, sofreu uma reação severa à vacina tríplice DPT (contra difteria, coqueluche e tétano) quando tinha dois anos e meio de idade, em 1980, e ficou com sequelas e problemas de aprendizagem.
     
    Número de vacinas
     
    Fisher diz que seu objetivo não é convencer pais a não vacinarem seus filhos, mas lutar pelo direito à informação.
     
    “Queremos educar as pessoas para que entendam sobre os riscos de complicações das vacinas, para que possam tomar decisões bem informadas”, disse Fisher à BBC Brasil.
     
    Assim como outros adeptos do movimento, Fisher reclama do poder da indústria farmacêutica e do número de vacinas recomendadas pelo governo americano.
     
    “Esse número triplicou nos últimos 30 anos. Em 1982, eram 23 doses de sete diferentes vacinas até os seis anos de idade. Hoje, o governo recomenda 69 doses de 16 vacinas até os 18 anos”, afirma.
     
    As crianças americanas são obrigadas a apresentarem comprovante de vacinação para ingressar na escola. Mas todos os 50 Estados do país permitem isenções médicas, para crianças que, por motivos de saúde, não podem ser vacinadas.
     
    Em 48 Estados também há isenções por motivos religiosos e, em 18 deles, a chamada isenção por crenças pessoais.
     
    Segundo o CDC, no ano escolar de 2012-2013 a taxa de isenção média entre alunos do jardim de infância foi de 1,8%. Em alguns Estados, como Oregon, chegou a 6,5%.
     
    Perfil
     
    “Estudos mostram que muitas crianças não vacinadas têm pais com altos níveis de educação e renda”, disse à BBC Brasil a epidemiologista Allison Fisher, do CDC.
     
    Uma análise das áreas onde ocorrem os surtos também dá dicas sobre o perfil das famílias que optam por não vacinar seus filhos.
     
    “Se nosso mapa interativo englobasse os anos 1950, veríamos que, naquela época, os surtos estavam associados à falta de infraestrutura para levar as vacinas às crianças pobres”, diz Garrett.
     
    “Isso não ocorre mais. Atualmente o governo federal dos EUA e a maioria dos governos estaduais têm programas de vacinação muito fortes nas comunidades carentes e áreas rurais”, afirma.
     
    “Hoje, os surtos nos EUA ocorrem entre populações mais ricas. E isso tem relação com comunidades em que há maior pressão política para acabar com as exigências de vacinação para crianças na escola”, diz Garrett.
     
    Riscos
     
    Segundo Allison Fisher, do CDC, como certas doenças não eram vistas havia muito tempo nos EUA, alguns pais simplesmente pensam que elas não existem mais.
     
    “Tentamos chegar aos pais e profissionais de saúde e reforçar que a decisão de não vacinar traz riscos”, diz.
     
    Garrett observa que, antes da introdução das vacinas, doenças como sarampo estavam entre as principais causas de morte de crianças nos EUA.
     
    “É imperdoável que hoje em dia, em um país como os EUA, uma criança pegue sarampo”, afirma.
     
    Acostumada a viajar pelo mundo em áreas onde o sarampo e outras doenças ainda matam milhares de crianças, por falta de acesso a vacinas, Garrett diz que costuma ouvir nesses países a mesma reclamação.
     
    “Me perguntam por que não têm acesso a vacinas como nós temos nos EUA, pedem por isso”, diz.
     
    “A ironia é que você volta aos EUA e ouve todas essas pessoas dizendo: 'Não queremos vacinas'.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Planos de saúde terão de informar qualidade dos serviços

    Planos de saúde terão de informar qualidade dos serviços

    A partir do mês que vem, todas as operadoras de planos de saúde serão obrigadas a informar aos clientes indicativos de qualidade de sua rede de prestadores de serviço. Em entrevista ao Estado, o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, revelou que hospitais, laboratórios e médicos serão qualificados de acordo com uma série de critérios estabelecidos pela agência.
     
    O resultado dessa avaliação deverá ser publicado pelas operadoras em todo o material de divulgação de sua rede assistencial, nas versões online e impressa. A iniciativa faz parte do programa Qualiss, desenvolvido pela ANS para tentar melhorar o controle sobre a qualidade do serviço prestado. 
     
    “O programa vai pontuar, por um conjunto de atributos de qualificação, tanto os profissionais quanto a rede hospitalar, clínica e de laboratórios que têm convênio com operadoras. Queremos avaliar a qualidade desse serviço que está sendo prestado ao consumidor para dar mais segurança e, também, para dar uma divulgação desses indicadores e facilitar a escolha do consumidor quando for buscar algum tipo de serviço”, disse Longo.
     
    Entre os atributos que serão medidos estão, entre os hospitais, taxa de infecção hospitalar, taxa de mortalidade cirúrgica, acessibilidade à pessoa com deficiência, tempo de espera na urgência e emergência e satisfação do cliente. Os médicos que atendem em consultórios também serão avaliados. 
     
    “Vamos ver se ele tem residência médica, se tem alguma especialização, se atende aos registros necessários da Vigilância Sanitária, se participa de programas como o Notivisa, que é de notificação compulsória de eventos junto à Vigilância Sanitária”, explica o diretor-presidente da ANS. As operadoras que não publicarem as informações passadas pelo prestador de serviço receberão multa de R$ 35 mil.
     
    Reclamações.
     
    Longo contou ainda que, também em março, a ANS atuará com o mesmo rigor com todos as reclamações recebidas contra planos de saúde, incluindo as falhas não relacionadas à cobertura. Hoje, a agência só dá prazo máximo para as operadoras responderem esse tipo de problema. A partir do dia 17 do mês que vem, as reclamações sobre outros assuntos, como reajustes abusivos e quebras de contrato, receberão o mesmo tratamento.
     
    “Hoje, essas demandas são tratadas sem um fluxo de tempo para a resposta. Isso vai passar a existir e o consumidor vai poder, até mesmo, acompanhar as suas demandas no site da agência”, disse. Segundo Longo, somente no ano passado, a ANS recebeu mais de 100 mil reclamações. Cerca de 70 mil delas foram relacionadas à cobertura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol Saúde
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    ” luz

    Remédio testado em camundongos restaurou habilidade da retina de perceber luz.
     
    Um medicamento ainda em fase de testes poderá dar a cegos a capacidade de perceber a luz.
     
    Estruturas da retina conhecidas como cones e bastonetes são responsáveis pela reação à luz, mas estas estruturas podem ser afetadas e destruídas por doenças.
     
    Um estudo dos pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley sugere que uma droga poderá dar a estas células no olho o poder de responder rapidamente à luz.
     
    O olho é formado por camadas que incluem os bastonetes e cones.
     
    Outras camadas mantêm os bastonetes e cones vivos, além de passar os sinais elétricos produzidos pelas células sensíveis à luz para o cérebro.
     
    Os cientistas se concentraram em um tipo de neurônio presente no olho, as células ganglionares da retina.
     
    Eles desenvolveram um composto químico, chamado Denaq, que muda de forma em resposta à luz. Esta mudança de forma altera a química da célula nervosa e o resultado são sinais elétricos enviados ao cérebro.
     
    O estudo foi publicado na revista especializada 'Neuron'.
     
    Até certo ponto
     
    Os testes mostraram que, ao injetar o Denaq nos olhos de camundongos cegos, os cientistas restauraram parcialmente a visão dos animais. Ocorreram mudanças no comportamento mas não foi possível determinar o quanto os camundongos estavam enxergando.
     
    O efeito da droga acabou rapidamente, mas os camundongos ainda conseguiam detectar a luz uma semana depois da aplicação.
     
    'São necessários mais testes em mamíferos maiores para avaliar a segurança do Denaq no curto e no longo prazo. Serão necessários vários anos, mas se a segurança puder ser estabelecida, estes compostos poderão finalmente ser úteis para restaurar a sensibilidade à luz em humanos cegos', disse Richard Kramer, um dos pesquisadores.
     
    'Ainda precisamos ver o quão perto vão chegar de restabelecer a visão normal', acrescentou.
     
    Os cientistas esperam que a droga possa, no futuro, ajudar no tratamento de doenças como a retinite pigmentosa e degeneração macular relacionada à idade.
     
    Para Astrid Limb, do Instituto de Oftalmologia do University College de Londres, o conceito do Denaq 'é muito interessante, poder estimular as células que restam' na retina.
     
    'Mas, ainda é preciso muito trabalho antes de esta pesquisa ser aplicada em humanos', afirmou.
     
    De acordo com ela, a duração do efeito da droga é outra questão que precisa ser resolvida.
     
    A pesquisa dos cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley é mais uma de uma série de estudos que visa restaurar a visão em casos de cegueira, junto com pesquisas com células-tronco e manipulação de DNA para corrigir problemas genéticos que levem à perda da visão.
     
    Fonte: BBC Brasil