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  • Avanços no tratamento de lesões cerebrais podem reduzir doações de órgãos

    O êxito na prevenção e no tratamento de traumas cerebrais na última década teve como consequência indesejada uma redução nos órgãos disponíveis para transplante, revelou um novo estudo canadense apresentado nesta terça-feira (29).

    Cientistas da Universidade de Calgary examinaram 2.788 pacientes adultos com lesões cerebrais, que deram entrada nos hospitais do sul de Alberta durante um período de 10,5 anos.

    Eles descobriram que o número de pacientes com morte cerebral declarada caiu de 8,1% em 2002 para 4% em 2012.

    Esta forte queda refletiu uma redução no número de mortos e feridos em acidentes de trânsito, um aumento no uso de capacetes em bicicletas e esquis, assim como avanços na hora de tratar traumas cranianos, afirmaram os cientistas.

    Embora pareçam boas notícias, esses fatos não são tão bons para quem está na fila aguardando a doação de um órgão, concluíram.

    “Estes resultados podem refletir evoluções positivas na prevenção e no tratamento de traumatismos cerebrais”, afirmaram os pesquisadores.

    “No entanto, a doação de órgãos após a morte cerebral constitui uma das principais fontes de órgãos para transplantes”, acrescentaram.

    “Sendo assim, as descobertas podem ajudar a explicar as taxas relativamente paralisadas de doações de órgãos de pessoas falecidas em algumas regiões do Canadá, que ao mesmo tempo têm implicações importantes no cuidado dos pacientes com insuficiência terminal de órgãos”, prosseguiram.

    Os resultados da pesquisa foram publicados esta semana na última edição da revista científica da Associação Médica Canadense.

    Fonte: Uol Saúde

  • Pesquisadores chineses anunciam vacina contra gripe aviária

    Pesquisadores chineses anunciam vacina contra gripe aviária

    Eles tiveram sucesso no desenvolvimento da vacina, diz agência estatal.

    É a 1ª vez que vacina para combater a gripe é desenvolvida no país.

     
    Cientistas chineses anunciaram neste sábado (26) que obtiveram sucesso no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus H7N9, um dos causadores da gripe aviária, informou a agência estatal chinesa Xinhua.
     

    Segundo Shu Yuelong, diretor do Chinese National Influenza Center, esta é a primeira vez que uma vacina para combater a gripe é desenvolvida no país.

    “A vacina é um importante aliado no combate a esta nova cepa de vírus da gripe e vai contribuir para o controle da epidemia em todo o mundo”, disse Shu.

    A vacina foi desenvolvida em parceira com vários institutos nacionais e faculdades de medicina, entre elas a da Universidade de Zhejiang e de Hong Kong.

    O país asiático detectou o primeiro caso de gripe aviária provocada por esse tipo de vírus em março.



    Até a sexta-feira (25), 136 pessoas já tinham sido contaminadas e 45 morreram em consequência da doença, segundo dados oficiais.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Brasil vai exportar vacina contra sarampo e rubéola

    Brasil vai exportar vacina contra sarampo e rubéola

    Rio (AE) – O Brasil produzirá pela primeira vez vacina exclusivamente para exportação. A previsão é de que o País exporte 30 milhões de doses da vacina dupla contra sarampo e rubéola, a partir de acordo firmado entre o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, e a Fundação Bill & Melinda Gates. O anúncio da parceria será feito nesta segunda-feira, 28, no Rio, pelo ministro Alexandre Padilha.



    O sarampo mata 158 mil pessoas por ano em todo o mundo e a rubéola provoca graves consequências para mulheres grávidas. Atualmente, somente um laboratório indiano produz a vacina dupla.



    Bio-Manguinhos já produz a tríplice viral MMR (caxumba, sarampo e rubéola), utilizada nas campanhas de vacinação brasileiras. A nova vacina, mais barata, será exportada para países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, onde a caxumba não tem impacto significativo.



    A vacina dupla será produzida na nova fábrica de Bio-Manguinhos, em Santa Cruz. A Fundação Gates contribuirá com financiamento de 1,1 milhão de dólares para apoiar testes clínicos.

     
    Fonte: Estadão
  • Cientistas descobrem mapa de resistência humana ao vírus da Aids

    Cientistas descobrem mapa de resistência humana ao vírus da Aids

    Objetivo foi entender estratégias do corpo para se defender contra o HIV.

    Pesquisa cruzou 3 mil mutações de vírus com genoma de 1.071 pessoas.

     

    Um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da Aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados.

    Cientistas da Escola Politécnica de Lausanne (EPFL, sigla em francês) e do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, ambos na Suíça, publicam nesta terça-feira (29) os resultados de seu estudo conjunto sobre a doença na revista científica “E.Life”.

    Através da pesquisa com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico.

    Com esse sistema, os cientistas podem reconhecer as variações genéticas que ocorrem em algumas pessoas mais resistentes ao vírus e em outras mais vulneráveis, além de usar essa informação para criar tratamentos individualizados.

    Com a ajuda de um supercomputador, os cientistas cruzaram mais de 3 mil mutações possíveis no genoma do vírus, com mais de 6 milhões de variações do genoma de 1.071 pessoas soropositivas.

    “Tínhamos que estudar as cepas virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum”, explicou o pesquisador da EPFL, Jacques Fellay, através de um comunicado.

    Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.

    Fellay detalhou que o corpo humano desenvolve sempre estratégias de defesa contra o HIV, mas infelizmente “o genoma do vírus muda rapidamente, na razão de milhões de mutações por dia”, o que dificulta a tarefa de combatê-lo.

    Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e a resistência imune ao HIV, o que pode gerar novos tratamentos inspirados nas defesas genéticas naturais do corpo humano.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Dengue tipo 5 é descoberta após análise de amostras colhidas na Malásia

    Dengue tipo 5 é descoberta após análise de amostras colhidas na Malásia

    Cientistas descobriram um novo tipo do vírus da dengue na Ásia, segundo notícia publicada na Science. Os dados sobre o suposto vírus de tipo 5 da doença foram apresentados em uma conferência realizada esta semana em Bancoc, na Tailândia. A descoberta pode tornar ainda mais difícil o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.

    Pesquisadores encontraram o vírus por acaso em amostras coletadas durante um surto em uma região da Malásia, em 2007. O micro-organismo era diferente dos quatro sorotipos conhecidos da dengue, o que foi confirmado por sequenciamento genético. O anúncio foi feito pelo virologista Nikos Vasilakis, da Universidade Texas Medical Branch, nos EUA.

    Ainda não existe vacina nem medicamento contra a doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são febre e dores musculares e nas articulações. Eventualmente, a doença progride para a forma hemorrágica, o que acontece com mais frequência quando a pessoa se infecta pela segunda vez, mas com um tipo diferente de vírus. A descoberta de um novo sorotipo só aumenta esse risco.

    Apesar de programas de controle lançados na década de 2000 , os casos de dengue estão aumentando no mundo , apesar de o número de mortes ainda ser considerado baixo, no geral, porque a gestão de casos graves melhorou. A incidência anual global é estimada em 390 milhões de casos, segundo estudo publicado em abril na Nature.

    Fonte: Uol Saúde

  • Cientistas ligam níveis elevados de açúcar no sangue a problemas de memória

    Cientistas ligam níveis elevados de açúcar no sangue a problemas de memória

    As pessoas com níveis elevados e permanentes de açúcar no sangue têm mais problemas de memória do que os que registam menores taxas, conclui um estudo do Hospital Universitário de Berlim, na Alemanha.

    Para chegar a essa conclusão, uma equipe de médicos, liderados por Agnes Flöel, chefe do Serviço de Neurologia Cognitiva do Centro de Investigação Clínica Neurocure, examinou a capacidade de memorização de 141 doentes com idade média de 63 anos.

    Durante o estudo, foram feitos diferentes testes de memória, que consistiam, por exemplo, em recordar durante meia hora uma lista de quinze palavras, e incluiam análises dos níveis de açúcar e ressonâncias magnéticas ao hipocampo, uma das zonas do cérebro mais importantes para a memória.

    Os resultados mostraram que os pacientes que apresentam nível menor de açúcar no sangue obtiveram melhores pontuações nas provas de memória. Aqueles com maiores níveis de açúcar conseguiram recordar em média duas palavras menos que os seus companheiros com menor quantidade de açúcar. A análise das ressonâncias mostrou que o hipocampo naqueles pacientes tinha menor dimensão e apresentava “pior estrutura”.

    Para a doutora Flöel, os pacientes poderiam “conservar a capacidade de memória em idade avançada por meio de uma redução do nível de açúcar”. Flöel insistiu, por outro lado, na importância de uma dieta rica em verduras, frutas, cereais integrais e peixe, bem como de “uma atividade física regular que influencie positivamente o nível de açúcar no sangue”.

    Fonte: Uol Saúde

  • EUA vão aumentar controle sobre venda de analgésicos

    EUA vão aumentar controle sobre venda de analgésicos

    A FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA) anunciou ontem a recomendação para que haja maior controle sobre a venda de um dos analgésicos mais vendidos naquele país.

    A mudança vem após anos de debate sobre a restrição às vendas de remédios que combinam o opioide hidrocodona e o paracetamol, como o Vicodin. Os opioides podem trazer risco de dependência.

    No Brasil, não há remédios com hidrocodona, mas segundo o médico Manoel Jacobsen, chefe do grupo de dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, aqui são vendidos outros medicamentos que também associam um tipo de opioide fraco com um analgésico comum, caso da combinação da codeína com o paracetamol.

    Nos EUA, esse tipo de remédio é vendido com receita que pode ter validade de até seis meses –o paciente pode comprar o remédio na farmácia com a mesma prescrição por todo esse período sem ter que ir ao médico de novo.

    Segundo a nova norma, que ainda precisa ser aprovada pelo Departamento de Saúde, o prazo de validade da receita cairia para 90 dias.

    No Brasil, remédios desse tipo são vendidos com receita controlada carbonada com validade de 30 dias.

    A FDA resistiu por anos em tomar essa medida alegando que a validade mais curta da receita criaria dificuldades para os pacientes, que teriam de ir mais vezes ao médico. Mas agora a agência diz que o impacto do abuso dos medicamentos na saúde pública chegou ao limite.

    Segundo Janet Woodcock, diretora do centro de avaliação de drogas da FDA, as novas regras podem começar a valer no próximo ano.

    “A razão pela qual aprovamos esses remédios é a dor das pessoas, mas não podemos ignorar a epidemia do outro lado.”

    A preocupação com o número cada vez maior de overdoses com analgésicos nos EUA vem crescendo junto com o uso desses remédios na última década.

    Em 2011, foram escritas 131 milhões de receitas de remédios com hidrocodona para cerca de 47 milhões de pacientes, segundo dados do governo.

    De acordo com Jacobsen, no Brasil não há um problema tão grande com dependência de opioides como nos EUA, mas é preciso acompanhar os pacientes que usam esses remédios para detectar o risco de abuso.

    A indicação da combinação de opioide com analgésicos comuns, como paracetamol e dipirona, é necessária para pacientes com dores mais fortes, que precisariam de doses mais altas do que as recomendadas se fossem tomar os analgésicos sozinhos.

    Doses maiores do que 3 g por dia de paracetamol, por exemplo, podem causar danos ao fígado. Um levantamento recente divulgado pela organização americana sem fins lucrativos Pro Publica mostrou que 150 americanos morreram por ano na última década por uso excessivo de paracetamol.

    Jacobsen também lembra que o uso contínuo de anti-inflamatórios, outra alternativa para reduzir a dor, pode causar problemas cardíacos. “Os opioides são importantes. Se usados conforme a prescrição, o risco de dependência é baixo.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Cientistas da USP desenvolvem método para acelerar diagnóstico de leucemia

    Cientistas da USP desenvolvem método para acelerar diagnóstico de leucemia

    Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram um método que usa nanopartículas para fazer um diagnóstico mais rápido da leucemia, que está ainda em fase experimental, disseram nesta quarta-feira (23) os responsáveis do estudo.

    O pesquisador Valtencir Zucolotto, do grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia da USP, disse a jornalistas que “uns dos principais obstáculos no atendimento sanitário no Brasil é o diagnóstico e que com estratégias para que seja mais rápido e mais barato muitas vidas poderiam ser salvas”.

    A leucemia é o câncer mais complicado de localizar uma vez que não se forma um tumor sólido, mas as células cancerígenas ficam em circulação. Por isso, o processo de detecção é mais longo e implica em uma série de componentes necessários nos laboratórios, que representam um alto custo.

    Segundo Zucolotto, o método desenvolvido na universidade pública poderia ser uma alternativa para um diagnóstico rápido em pacientes com sintomas da doença, “uma primeira abordagem para ver se há necessidade de fazer exames mais completos”.

    Na pesquisa, os cientistas aproveitaram a produção excessiva de açúcares, própria das células cancerígenas, e a partir daí isolaram uma proteína, a jacalina (extraída da jaca, uma fruta) que é fortemente atraída por esses açúcares.

    Durante o estudo, a proteína foi revestida em uma nanopartícula, uma bola de ouro mil vezes menor que o tamanho da célula cancerígena. Depois, a proteína foi colocada em uma amostra de sangue do paciente afetado durante três horas, enxaguada e centrifugada e, finalmente, analisada.

    Dessa forma, as células cancerígenas são “identificadas facilmente” já que passam a ter uma coloração “fluorescente”, ao contrário das células saudáveis que não são modificadas.

    Apesar de a pesquisa poder significar um grande avanço na luta contra a leucemia, o trabalho ainda está no laboratório e os pesquisadores buscam apoio para transformá-lo “em uma opção real de diagnóstico”.

    Diante dessa situação, Fernando Augusto Soares, diretor de Anatomia Patológica do A.C. Camargo Cancer Center, expressou que o estudo está em um caminho “muito promissor”, mas que “ainda parece longe da aplicação”.

    Fonte: Uol Saúde

  • Japoneses criam aparelho para detectar câncer de mama em casa

    Japoneses criam aparelho para detectar câncer de mama em casa

    Mecanismo facilitaria a detecção de tumores em fase inicial.

    Pesquisadores de universidade buscam empresa para fabricar dispositivo.

     

    Cientistas japoneses apresentaram nesta quinta-feira (24) um dispositivo para detectar o câncer de mama na casa da paciente, aparelho que pode revolucionar a detecção da doença no estágio inicial.

    O dispositivo, produzido após oito anos de pesquisas pelo laboratório de engenharia médica Newcat da Universidade Nihon, tem a forma de uma bola que cabe na palma da mão.

    O aparelho possui um mecanismo captor de diodo emissor de luz LED e um fototransistor que, ao entrar em contato com o seio, detecta um eventual acúmulo de sangue, o que pode estar relacionado a um tumor cancerígeno, explicou o professor Mineyuki Haruta.

    Este pequeno instrumento permite a detecção prematura do câncer de mama, um fator decisivo que aumenta as probabilidades de cura.

    'O aparelho está pronto, mas somos uma universidade e não temos possibilidades de fabricá-lo e vendê-lo. Estamos buscando uma empresa que possa produzi-lo e comercializá-lo', disse Haruta. 'Esperamos que as mulheres possam utilizar algum dia este aparelho, a um preço inferior a 20 mil ienes (450 reais)', completou.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Vacina brasileira surge como promissor tratamento contra câncer de próstata

    Vacina brasileira surge como promissor tratamento contra câncer de próstata

    Uma vacina desenvolvida no Brasil e que obteve resultados bem-sucedidos em testes com humanos promete ser um tratamento mais eficaz e barato que o lançado nos Estados Unidos em 2010 e até agora considerado referência para tratar o câncer de próstata.

    “Obtivemos taxas espetaculares de redução da doença e de diminuição da mortalidade por câncer de próstata”, disse à Agência Efe o pesquisador Fernando Kreutz, responsável pela inovação e proprietário do FK Biotec, o laboratório com sede em Porto Alegre que patenteou a vacina.

    O produto estimula o sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas e a previsão do laboratório é lançar a vacina em, no máximo, três anos.

    Apesar dos testes clínicos demonstrarem a eficácia da vacina no tratamento do câncer de próstata, os responsáveis da inovação consideram que também poderá ter resultados bem-sucedidos com outros tipos da doença.

    “Já fizemos pequenos estudos com a vacina para tratar câncer de mama, de pâncreas, de intestino e melanoma. O pequeno número de pacientes ainda não nos permite ter conclusões clínicas, mas nos impressionou uma resposta clínica parcial em um paciente com câncer de pâncreas, que é um dos mais agressivos e mortais, com um índice de sobrevivência de apenas três meses”, explicou Kreutz.

    O fármaco é desenvolvido a partir das células tumorais do próprio paciente e tem o objetivo de tratar pessoas que já foram diagnosticadas com câncer para evitar a reaparição da doença ou sua morte.

    “Trata-se de uma tecnologia que prevê o tratamento particular, já que cada vacina é elaborada a partir de células do paciente. Trata-se, além disso, de uma vacina terapêutica e não preventiva. Seu objetivo é tratar as pessoas com o tumor e não prevenir o surgimento da doença”, acrescentou o pesquisador.

    Os primeiros testes foram realizados em 107 pacientes com câncer de próstata em estado avançado, ou seja, já submetidos à cirurgia ou que já tinham retirado a próstata, que passaram por revisões periódicas durante cinco anos depois da vacinação.

    Enquanto em 85% dos pacientes vacinados foi impossível detectar o PSA cinco anos depois, essa porcentagem foi de apenas 48% entre os pacientes não vacinados. O PSA é a proteína utilizada como marcador nos exames para diagnosticar câncer de próstata.

    Entre os pacientes vacinados a taxa de mortalidade se reduziu a 9%, muito abaixo dos 19% registrados entre os não vacinados.

    “Neste tipo de câncer a taxa de mortalidade média é de um em cada cinco pacientes, mas com a vacina conseguimos reduzir as possibilidades de morte para um em cada 11 pacientes”, comemorou o proprietário do KF Biotec, que é vinculada a programa da Finep (empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

    Os testes clínicos, que agora entrarão em sua terceira fase com outros 416 pacientes, também demonstraram que o produto é seguro.

    De acordo com Kreutz, a vacina brasileira poderá ser uma alternativa a uma mais cara e menos eficaz lançada há três anos pelo laboratório americano Dendreon, cujo valor de mercado chegou a US$ 6 bilhões graças à inovação.

    Enquanto o tratamento americano é oferecido por US$ 91 mil por paciente, o brasileiro pode ser colocado no mercado por US$ 35 mil dólares no exterior e US$ 15 mil no Brasil, segundo seu criador.

    A outra vantagem é que enquanto o tratamento americano tem como alvo um único antígeno, o brasileiro foi desenvolvido para trabalhar com múltiplos antígenos, o que aumenta sua eficácia para destruir elementos estranhos e reduz as possibilidades de resistência.

    “A importância deste projeto é que, além de oferecer um novo tratamento oncológico no mundo com base na imunoterapia, estamos introduzindo uma tecnologia inédita no Brasil”, concluiu Kreutz.

    Fonte: Uol Saúde