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  • Gordura saturada não é a vilã para o coração, diz artigo

    Gordura saturada não é a vilã para o coração, diz artigo

    As gorduras saturadas da manteiga, do queijo e da carne vermelha não são tão prejudiciais para o coração como se pensava até agora, de acordo com um artigo publicado nesta quarta-feira na revista “British Medical Journal” por Aseem Malhotra, um dos cardiologistas mais prestigiados do Reino Unido e especialista do hospital universitário de Croydon, em Londres.

    Em seu artigo, Malhotra afirma que o consumo de produtos com pouca gordura “paradoxalmente” aumentou o risco de ter doenças cardiovasculares.

    Segundo o especialista, as pessoas consomem todo tipo de produtos desnatados pensando que são melhores para a saúde e que ajudarão a perder peso, mas que, na realidade, muitos deles contêm grandes quantidades de açúcar adicionado.

    A explicação é que a indústria alimentícia substitui as gorduras eliminadas nos alimentos por açúcares e adoçantes, já que a comida livre de gordura não é tão saborosa, acrescentou Malhotra.

    No entanto, afirma o especialista, é necessário diferenciar as chamadas “gorduras trans” (encontradas em fast food, produtos de confeitaria e margarina), que são prejudiciais, e as gorduras do leite, do queijo e da carne, que não são ruins para a saúde.

    O especialista criticou a “obsessão” médica com os níveis de colesterol, que levou milhões de pessoas a tomarem remédios para reduzir a quantidade de gorduras prejudiciais no sangue.

    Para isso, o cardiologista recomenda que as pessoas com risco de sofrer doenças cardiovasculares façam uma dieta mediterrânea rica em peixes oleosos, azeite de oliva, verduras e frutos secos.

    “É hora de romper o mito do papel das gorduras saturadas nas doenças do coração” que esteve presente na indicação dietética e nas recomendações nutricionais durante quase quatro décadas, afirmou Malhotra.

    A teoria foi respaldada por outros especialistas como David Haslam, Chefe do Fórum Nacional sobre a Obesidade, que afirmou que a evidência científica está demonstrando atualmente que os carboidratos refinados e o açúcar são na realidade os culpados pelo aumento da gordura no sangue.

    Timothy Noakes, professor de ciências do esporte e da atividade física na Universidade da Cidade do Cabo, acrescentou que “o pior erro médico de nossa época foi considerar a alta concentração de colesterol no sangue como a causa exclusiva da doença cardíaca coronária”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Resistência a remédios ameaça progresso global contra a tuberculose

    Resistência a remédios ameaça progresso global contra a tuberculose

    Os casos de tuberculose e as mortes pela doença diminuíram desde 2012, mas avanços no controle da infecção pulmonar estão sob ameaça pela crescente resistência aos medicamentos.

    Em seu relatório anual sobre a tuberculose, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o mundo se encaminha para cumprir a meta da ONU de reverter a incidência a tuberculose até 2015 e reduzir sua mortalidade pela metade em relação a 1990.

    No entanto, 3 milhões de tuberculosos estão fora dos sistemas de saúde, e cepas bacterianas super-resistentes estão ameaçando o progresso.

    “Um número muito grande de pessoas está ainda deixando de ser atendido, e sofrendo como resultado disso”, afirmou Mario Raviglione, diretor do Programa Global de Tuberculose da OMS. “Elas não são diagnosticadas, ou não são tratadas, ou as informações sobre a qualidade do atendimento que elas recebem é desconhecida.”

    A tuberculose costuma ser vista como uma doença do passado, mas o surgimento na última década de cepas intratáveis com as drogas existentes fez desse um dos mais prementes problemas de saúde do mundo.

    De todas as doenças infecciosas, só a Aids mata mais que a tuberculose.

    Em 2012, estimadas 8,6 milhões de pessoas desenvolveram tuberculose, e 1,3 milhão morreram por causa da doença, incluindo 320 mil mortes entre pessoas portadoras do vírus da Aids, segundo o relatório de quarta-feira da OMS. Em 2011, havia 8,7 milhões de casos, e ocorreram 1,4 milhão de mortes.

    Raviglione disse que a insuficiência de recursos está no centro de todos os obstáculos para novos avanços no combate à tuberculose. A OMS diz que seriam necessários 7 a 8 bilhões de dólares por ano para uma reação completa à epidemia global de tuberculose até 2015, e que há uma escassez orçamentária de cerca de 2 bilhões de dólares.

    De acordo com o relatório, muitos programas são incapazes de atender grupos de difícil acesso –como sem-teto, miseráveis e indivíduos marginalizados–, por causa da existência de elos fracos naquilo que os especialistas chamam de “cadeia da tuberculose”, associando o diagnóstico adequado a um tratado de qualidade.

    A OMS estima que 75 por cento dos 3 milhões de casos desassistidos da tuberculose se concentrem em apenas 12 países, entre os quais África do Sul, Bangladesh, Índia e Paquistão.

    Segundo cálculos citados no relatório, 450 mil pessoas contraíram o bacilo resistente a múltiplas drogas em 2012. Esse problema foi detectado em 27 países, principalmente China, Índia e Rússia.

    Fonte: Uol Saúde

  • Lei que institui o programa Mais Médicos é publicada

    Lei que institui o programa Mais Médicos é publicada

    A partir da publicação, governo poderá fazer registro de estrangeiros.

    Sanção de Dilma ocorreu em evento no Planalto na terça-feira (22).

     

    A lei que cria o programa Mais Médicos, do governo federal, foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (23). Com a publicação, o Ministério da Saúde poderá emitir registros provisórios para profissionais estrangeiros que ainda não obtiveram o documento.

    A sanção da lei pela presidente Dilma Rousseff ocorreu nesta terça-feira (22), em cerimônia no Palácio do Planalto. O Mais Médicos tem o objetivo de levar profissionais brasileiros e estrangeiros para atender a população em áreas carentes das periferias de grandes cidades e no interior do país. O texto foi aprovado por Câmara e Senado no início do mês.

    A possibilidade de o ministério conceder os registros foi incluída no texto porque médicos estrangeiros contratados pelo programa estavam com dificuldades para conseguir os registros nos conselhos regionais de medicina. De acordo com o governo, em alguns casos os conselhos estavam exigindo dos profissionais estrangeiros documentos para obter o registro além daqueles exigidos pela MP.



    Ainda segundo o Ministério da Saúde, atualmente 196 médicos estrangeiros contratados pelo Mais Médicos estão no país sem poder atuar por falta do registro.

    De acordo com o ministro, Alexandre Padilha, já houve 360 mil consultas no primeiro mês do Mais Médicos.

    “Nós já tivemos 360 mil consultas médicas no primeiro mês do programa Mais Médicos. Por isso que nós queremos a atuação plena desses médicos, que estão preparados para fazer as ações de prevenção, orientação, mas de atender problemas de saúde da nossa população”, disse o ministro na sexta feira passada.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Cientistas fazem crescer cabelo humano em ratos

    Cientistas fazem crescer cabelo humano em ratos

    Cientistas britânicos e americanos anunciaram o desenvolvimento de cabelo humano em laboratório, o que pode deixar homens e mulheres mais próximos do fim da calvície.

    Pesquisadores da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, e do Centro Médico da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, desenvolveram o cabelo a partir de vários tipos de tecido capilar.

    O estudo publicado no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” não é conclusivo e demanda ainda mais pesquisa, segundo os acadêmicos.

    Medicamentos que inibem a queda e transplantes já estão disponíveis no mercado. A novidade da pesquisa é justamente o desenvolvimento do cabelo em laboratório.

    TÉCNICA

    Para a pesquisa, a equipe usou tecido da base do cabelo. Apesar do êxito em testes com animais, o experimento com os humanos não funcionou inicialmente.

    Toda vez que o tecido foi retirado da chamada papila dérmica (células que formam a base do folículo capilar), as células acabaram se transformando em pele ao invés de novos cabelos.

    O grupo então decidiu reunir as células em um esferóide 3D. Nesse caso, as células mantiveram sua “identidade capilar”.

    O tecido de sete pessoas foi usado junto a esferóides 3D. Eles foram então transplantados em tecido humano, enxertados nas costas de ratos.

    Após seis semanas, novos folículos capilares se formaram em cinco dos sete experimentos e novos pelos começaram a crescer.

    CAUTELA

    Para o professor Colin Jahoda, da Universidade de Durham, a pesquisa abre caminho para o fim da calvície, mas ainda é muito cedo para os calvos voltarem a sonhar com os cabelos.

    “Está mais perto, mas ainda há muito caminho pela frente, já que o que as pessoas querem cosmeticamente é o crescimento do cabelo no mesmo formato, no mesmo tamanho, tão grande quanto antes. Isso quase requer soluções de engenharia”, disse.

    Jahora disse que a calvície será tratável, mas prefere a cautela.

    “É dificil dizer exatamente quanto tempo isso vai levar, mas o fato de que já conseguimos isso só deve reavivar o interesse”, disse.

    Como um eventual tratamento deve incluir o transplante de células desenvolvidas em laboratório, a segurança é uma preocupação. Há o risco de infecção e do crescimento anormal das células, inclusive o risco de câncer.

    A primeira aplicação prática do estudo, no entanto, pode se dar no enxerto de pele em caso de queimadura, segundo Jahora.

    Para a professora Angela Christiano, da Universidade de Columbia, a pesquisa “tem o potencial de transformar o tratamento médico para a queda de cabelo”.

    Fonte: BBC Brasil

  • Veja testes que já não exigem cobaias e aqueles em que são necessárias

    Veja testes que já não exigem cobaias e aqueles em que são necessárias

    Cientistas dizem que fim de testes com bichos é projeto de longo prazo.

    Brasil tem projeto para produzir pele a ser usada em pesquisas.

     

    A invasão, na última semana, do Instituto Royal, em São Roque (SP), por ativistas que levaram do local cães e coelhos usados em testes levantou a polêmica sobre a necessidade do uso de bichos em experimentos.

    A ciência tem se esforçado para reduzir e, na medida do possível, eliminar o uso de animais em pesquisas biomédicas, em testes de segurança de produtos e no ensino e treinamento de estudantes.

    A maioria das instituições de pesquisa busca seguir, ao utilizar as cobaias, uma linha de princípios conhecida como “3R” – sigla que se refere aos termos em inglês replacementreductionrefinement – ou “substituição, redução e refinamento”, em português.

    Enquanto ativistas que lutam pelos direitos dos bichos pedem o banimento do uso de cobaias alegando existirem alternativas eficazes para substituí-las, cientistas ouvidos pelo  G1 afirmam que a substituição total dos testes em animais ainda está longe de se tornar realidade.

    G1 recorreu a especialistas e a instituições cujos trabalhos estão voltados para as questões éticas envolvendo os testes com animais para traçar um panorama de quais são os testes que, atualmente, já podem ser feitos sem animais, e quais ainda dependem das cobaias para a obtenção de resultados seguros.



    Olhos e pele

    Testes que buscam identificar a ação de medicamentos ou produtos cosméticos na pele ou nos olhos já possuem métodos validados que substituem o uso de animais.



    Para avaliar a irritação cutânea e a corrosividade de determinada substância em contato com a pele, não são mais necessários testes que expõem coelhos ou outras cobaias ao produto. Esses estudos podem ser feitos em pele humana reconstituída, ou seja, tecidos produzidos em laboratório por meio de cultura de células. 



    De acordo com o pesquisador Octavio Presgrave, coordenador do Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam), a aplicação desse método ainda apresenta um obstáculo no Brasil: o material utilizado na produção da pele reconstituída é importado e tem validade de apenas uma semana.

    Segundo Presgrave, o país já trabalha no desenvolvimento de um modelo brasileiro de pele reconstituída. Foi o primeiro projeto voltado exclusivamente para a substituição do uso de testes animais a receber apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).



    Testes de permeação cutânea, que avaliam a capacidade de determinado produto penetrar na pele, também podem funcionar com um sistema in vitro, ou seja, que envolve apenas a análise de células em laboratório e não o animal vivo.



    Experimentos de irritação dos olhos apresentam alternativas que substituem parcialmente o uso de animais. Em vez de submeter o animal vivo ao depósito de grandes quantidades da substância em seus olhos, é possível utilizar olhos de bois ou de galinhas que já foram abatidos para a alimentação.

    Temperatura

    De acordo com a organização britânica “Fundo para a Substituição de Animais em Experimentos” (Frame, na sigla em inglês), outro teste alternativo disponível é o que avalia se determinado produto é capaz de provocar o aumento da temperatura corporal. Se antes a única possibilidade era o uso de coelhos, hoje existe uma tecnologia para realizar esse experimento no sangue de voluntários humanos.



    Ainda segundo a Frame, testes de fototoxicidade, que verificam se o produto torna-se prejudicial quando a pele é exposta ao sol, também podem ser feitos sem o uso de cobaias vivas. Nesse caso, uma cultura de células de camundongos é exposta ao produto e à luz ultravioleta.

    Testes virtuais

    Modelos computacionais também podem substituir animais em testes para verificar a toxicidade de uma substância ou de que maneira ela será metabolizada pelo organismo. Isso pode ser feito pela análise de moléculas por programas de computador que permitem compará-las com dados referentes a outras moléculas. “São modelos de predição muito úteis quando se começa a pesquisa. Daí, parte-se para os métodos in vitro e, quando se usa o animal, ele não tem grande risco de ser exposto a substâncias muito tóxicas”, diz Presgrave.



    Alternativas ainda mais ambiciosas, como a simulação do funcionamento de um órgão completo, estão em desenvolvimento pelo “Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia”, ligado à Universidade de Harvard. O instituto desenvolve microchips capazes de simular a reação dos órgãos humanos a determinados produtos ou microorganismos. Segundo Presgrave, porém, a alternativa ainda não está disponível no país.



    Ensino

    O médico veterinário Marcelo Winstein Teixeira, membro da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), observa que uma das áreas em que a substituição do animal tem ocorrido com sucesso no Brasil é a do ensino. Se antigamente universidades recorriam com mais frequência ao sacrifício de animais para a observação e prática de técnicas, hoje existem alternativas como vídeos, simuladores e ferramentas de realidade virtual disponíveis para os estudantes.



    Animais ainda são indispensáveis

    Enquanto a adesão a essas alternativas citadas é capaz de substituir o uso de animais em determinadas situações, os bichos ainda são imprescindíveis para demonstrar os efeitos do produto no organismo vivo como um todo, de acordo com os pesquisadores.



    A médica veterinária Denise Fantoni, presidente do Comitê de Ética em Experimentação da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, exemplifica: “Imagine que se está testando um fármaco para pressão arterial. Como o pesquisador vai avaliar esse efeito em um tecido, em uma célula? É preciso ter o organismo todo para saber se aquilo vai ser tóxico para outros órgãos”.

    Organismos inteiros

    Segundo a pesquisadora Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL), métodos alternativos ainda não são capazes de simular a interação de todos os sistemas de um organismo vivo. Determinado fármaco que tem como alvo o fígado, por exemplo, pode trazer efeitos colaterais nos rins ou nos pulmões. 



    “Essas alternativas ao uso de animais são ferramentas que nos ajudam nas primeiras etapas da pesquisa. Mas chega um momento em que é preciso ter o organismo vivo”, diz Ekaterina.



    Mesmo na indústria cosmética, que é alvo frequente de campanhas internacionais que demandam o fim da experimentação em animais, ainda há testes que não podem ser feitos sem cobaias.

    Reprodução

    De acordo com o biólogo Frank Alarcón, representante no Brasil da organização Cruelty-Free International, que apoia o banimento total dos testes animais em cosméticos, ainda não existem instrumentos para avaliar o efeito de determinado produto na reprodução humana sem o uso de animais, por exemplo. “Reproduzir um sistema complexo como o gestacional ainda é um desafio, mas também é um desafio descobrir se o sistema gestacional de um camundongo equivale ao do ser humano”, diz.



    Em março deste ano, a União Europeia anunciou o banimento total da comercialização de produtos cosméticos testados em animais. “Alguns testes não podem ser feitos sem animais. Ainda assim, a União Europeia entende que somente através da proibição total, empurra-se a comunidade cientifica a desenvolver métodos alternativos”, completa Alarcon.

    Segundo Presgrave, a eliminação total do uso de animais em pesquisa é o objetivo final de órgãos como o Bracvam. Porém, o projeto pode levar ainda muitos anos para ser concretizado, já que todas as alternativas devem ser validadas cientificamente.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Dilma sanciona lei do Mais Médicos em cerimônia no Planalto

    Dilma sanciona lei do Mais Médicos em cerimônia no Planalto

    Presidente disse que considera programa 'dos mais importantes' do governo

    Ela pediu desculpas a médico cubano que foi hostilizado em Fortaleza.

     

    A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (22) a medida provisória que institui o Mais Médicos, programa do governo federal que tem o objetivo de levar profissionais brasileiros e estrangeiros para atender a população em áreas carentes das periferias de grandes cidades e no interior do país. O texto foi aprovado por Câmara e Senado no início do mês.

    “É um programa que eu considero dos mais importantes do meu governo. E eu quero manifestar aqui publicamente o meu agradecimento à Câmara e ao Senado que, mais uma vez, demonstraram sua sensibilidade aos grandes problemas nacionais e também uma capacidade de compartilhar decisões que são cruciais e que são importantes para o país com o Executivo”, afirmou.

    O Ministério da Saúde poderá, a partir desta quarta (23), quando a lei for publicada no “Diário Oficial da União”, emitir registros provisórios para profissionais estrangeiros que ainda não obtiveram o documento. A possibilidade de o ministério conceder os registros foi incluída no texto da MP porque médicos estrangeiros contratados pelo programa estavam com dificuldades para conseguir os registros nos conselhos regionais de medicina. De acordo com o governo, em alguns casos os conselhos estavam exigindo dos profissionais estrangeiros documentos para obter o registro além daqueles exigidos pela MP.

    Ainda segundo o Ministério da Saúde, atualmente 196 médicos estrangeiros contratados pelo Mais Médicos estão no país sem poder atuar por falta do registro.

    Antes de começar seu discurso no evento, a presidente fez um pedido de desculpas ao médico cubano Juan Delgado, presente à cerimônia, que foi hostilizado em Fortaleza durante um ato contra o Mais Médicos. Na ocasião, em agosto, os estrangeiros que tinham chegado recentemente ao país foram xingados de “escravos” e “incompetentes” por manifestantes contrários ao programa.

    “Primeiro eu quero cumprimentar o Juan, não apenas pelo fato de ele ter sofrido um imenso constragimento quando chegou ao Brasil, porque do ponto de vista pessoal e em nome do governo, eu tenho certeza, do povo brasileiro, eu peço nossas desculpas a ele”, afirmou.

    Ela ainda dirigiu um agradecimento a todos profissionais que vieram de fora do país. Para ela, eles demonstram “imenso carinho” com o povo brasileiro.

    “Mais uma vez finalizo agradecendo aqueles que não trouxeram sua família, que estão com saudade e que demonstram imenso carinho ao povo brasileiro. Eles vieram nos apoiar, nos ajudar. Esse país vai ficar eternamente grato a vocês. Talvez essa participação de vocês seja a mais perfeita, a mais completa, não só forma de integração da América Latina e dos outros países, mas também é um atestado de cidadania brasileira”, disse Dilma.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Campanha pede redução de impostos sobre remédios

    Campanha pede redução de impostos sobre remédios

    Uma campanha lançada neste mês quer pressionar o governo a reduzir os impostos –e, consequentemente, o preço– de medicamentos no Brasil.

    Quem está por trás da iniciativa é a Abrafarma (associação de redes de farmácias e drogarias) e a Interfarma (associação que representa a indústria farmacêutica).

    Segundo as entidades, o Brasil é um dos campeões de impostos sobre medicamentos, com uma carga tributária de 34%. A conta foi feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

    O ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) abocanha a maior parte desse percentual. O tributo fica entre 17% e 19% do preço do remédio, dependendo do Estado. Em São Paulo ele é de 18%. Só no Paraná o imposto é mais baixo, de 12%.

    Em países como Portugal, Suíça e Holanda, os medicamentos são tributados em, no máximo, 10%, afirmam as associações. A média em outros países é de 6,3%, mas no Reino Unido e Canadá não há impostos sobre remédios.

    “Não faz sentido que remédio pague mais impostos que biquíni ou urso de pelúcia”, diz Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

    “A Constituição afirma que a tributação de um produto deve ser feita de acordo com sua essencialidade, mas acho que houve uma inversão das prioridades, já que automóvel tem imposto menor que medicamentos no país”, diz Pedro Bernardo, diretor da área de acesso da Interfarma.

    Cassio Zocolotti, diretor de consultoria tributária do grupo FBM, afirma que a redução de impostos estaduais e federais teria um impacto direto na diminuição do preço dos remédios para o consumidor final, já que, por força de lei, os valores desses produtos são determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

    “Impostos menores significariam maior acesso da população aos remédios, menos hospitalizações e menor uso de dinheiro público na saúde”, diz Britto.

    De acordo com Zocolotti, que não está envolvido com a campanha, a redução de impostos poderia aumentar a arrecadação, já que, com remédios mais baratos, o consumo deve crescer.

    Foi o que aconteceu no Paraná, que reduziu o ICMS para remédios em 2008: a arrecadação com medicamentos aumentou de R$ 50 milhões antes da mudança para cerca de R$ 170 milhões em 2010.

    A campanha está coletando adesões por meio de abaixo-assinados disponíveis em cerca de 6.000 farmácias do país. A iniciativa já conseguiu mais de 2 milhões de assinaturas desde o dia 1º.

    O próximo passo, segundo Britto, é entregar o resultado da campanha para senadores e deputados federais em novembro e pressioná-los a reduzir ou até eliminar os impostos de medicamentos.

    Outro objetivo é colocar em pauta alguns dos mais de 20 projetos de lei que defendem a redução de impostos dos medicamentos.

    OUTRO LADO

    Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda afirmou que não estão previstos novos cortes de impostos sobre produtos, mas não se manifestou sobre a diferença entre a carga tributária dos remédios e a de outros produtos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disse apenas que “por ora, é contra a redução”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Planos de saúde terão que cobrir 37 remédios orais contra câncer em 2014

    Planos de saúde terão que cobrir 37 remédios orais contra câncer em 2014

    A partir de 2 de janeiro de 2014, todos os planos de saúde do país terão de cobrir 37 medicamentos orais para o tratamento em casa para diferentes tumores de grande prevalência entre a população, como câncer de útero, mama, ovário, testículo, estômago, fígado, intestino e rim. O reajuste nos valores dos planos por conta dessas inclusões, se houver, será apenas em 2015.

     

    No total, foram incluídos 87 novos procedimentos na lista que obrigatoriamente terá de ser oferecida pelos planos, como cirurgias por videolaparoscopia, menos invasivas, e o fornecimento de bolsas coletoras intestinais ou urinárias para pacientes ostomizados.

    A medida foi anunciada nesta segunda-feira (21) pelo Ministério da Saúde e pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, o objetivo é dar mais conforto ao paciente e também reduzir os custos de internação em hospitais.

    A forma como será feita a distribuição dos remédios dependerá da operadora, que poderá entregá-los diretamente na casa do paciente, distribuí-los em algum centro ou por meio de reembolso. Segundo Longo, o reajuste das mensalidades dos planos por conta desses novos procedimentos só será conhecido em 2015. Ele explicou que a demanda por esses remédios e serviços será avaliado ao longo de 2014 e somente no ano seguinte é que se saberá se haverá algum impacto nos valores dos planos.

    A expectativa, porém, é que esse reajuste “não seja expressivo, muito menos abusivo”, de acordo com avaliação do diretor-presidente da ANS.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que, “historicamente, a ampliação do rol nunca foi o motivo de impactar o reajuste de forma significativa”. O maio reajuste, disse, foi de 1,1% em 2010.

    Para Padilha, o fornecimento desses  medicamentos é uma forma de modernização do rol de procedimentos que 'dá mais qualidade de vida ao paciente'.

    “Com o avanço do tratamento do câncer, que pode ser feito fora do ambulatório, esses medicamentos biológicos dão uma maior chance de cura do câncer aos pacientes e cria um novo ambiente para o tratamento”, disse Padilha.

    Mais cirurgias e consultas

    Sessões de fisioterapia passam a ter cobertura obrigatória a partir do ano que vem. Candidatos a laqueadura, vasectomia, cirurgia bariátrica, implante coclear e pacientes ostomizados terão direito a 12 sessões com psicólogo por ano. Portadores de transtornos de personalidade também poderão usar 12 consultas anuais.

    Foi ampliado ainda o número de sessões de fonoaudiologia para diferentes casos e de consulta com nutricionistas para pacientes com sobrepeso, obesidade e ostomizados após cirurgias gastrointestinal. 

    O novo rol permitirá também o paciente fazer exames de Pet Scan, especialmente em casos de câncer de mama metastático e de esôfago e o exame de angiotomografia coronariana para pacientes de risco baixo e moderado.

    Os procedimentos escolhidos foram baseados em uma consulta pública que, segundo o ministro, teve recorde de participação: 7.340, destes 50% de consumidores.

    A medida deve beneficiar 42,5 milhões de clientes de planos individuais e coletivos e vale para todos os 1.090 planos médico-hospitalares e 407 odontológicos que atuam no Brasil.

    Padilha ressaltou ainda que os pacientes que tiverem problemas em conseguir autorização dos planos de saúde em relação aos novos procedimentos deverão reclamar no telefone de atendimento da ANS: 0800 701 9656. 

    A lista completa dos procedimentos está no site do Ministério da Saúde.

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • Estudo acha substância protetora contra alzheimer

    Estudo acha substância protetora contra alzheimer

    Uma substância mostrou, em testes in vitro, que é capaz de bloquear uma interação entre moléculas que leva à doença de Alzheimer.

    O achado é de um grupo de pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center, que acabam de publicar um novo estudo no periódico “Journal of Neuroscience”.

    Estudos anteriores (incluindo trabalhos desse mesmo grupo) já haviam demonstrado que a proteína príon, que ocorre naturalmente no cérebro mas é mais conhecida como a causadora de doenças como a da vaca louca e de Creutzfeldt-Jakob, também tem funções benéficas.

    Um desses benefícios ocorre quando a príon se une à proteína STI1: a parceria leva à proteção de neurônios contra agressões.

    O problema é que a proteína príon também “gosta” de fazer ligações tóxicas, como a que acontece com oligômeros beta-amiloides e que leva ao mal de Alzheimer.

    O que os pesquisadores fizeram agora foi usar a proteína STI1 para se ligar à príon e impedir sua união com a beta-amiloide.

    “Mostramos em diferentes modelos bioquímicos e celulares que somos capazes de bloquear a interação da príon com a beta-amiloide e que a união da príon com a STI1 reverte a toxicidade no neurônio”, afirma Vilma Martins, diretora de pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center.

    O próximo passo é testar a proteína STI1 em animais. Ainda é cedo para pensar no uso da substância em humanos, mas Martins diz acreditar que, se os testes em laboratório derem certo, a molécula poderia servir de molde para uma droga no futuro.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Impressão 3D ajuda médicos a planejar cirurgias de coluna e fazer diagnósticos

    Impressão 3D ajuda médicos a planejar cirurgias de coluna e fazer diagnósticos

    As promessas da impressão 3D para a medicina regenerativa –a construção de órgãos e tecidos para substituir partes danificadas do corpo– ainda estão em fase de pesquisa e longe da realidade dos consultórios médicos.

    Mas aplicações mais simples dessa tecnologia já começam a ajudar médicos a planejar procedimentos e a explicar a estudantes e aos seus próprios pacientes qual é a doença em questão e como será feita uma cirurgia.

    O neurocirurgião Joel Teixeira, dos grupos de dor e de coluna do Hospital das Clínicas e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, começou a usar a impressora 3D em seu consultório particular há cerca de um mês.

    Seis pacientes com problemas de coluna de difícil diagnóstico ou que precisariam passar por cirurgias tiveram suas vértebras e articulações reproduzidas pelo aparelho.

    Para criar o protótipo, impresso em plástico, o médico usou os dados da tomografia computadorizada dos seus pacientes. Os pixels em três dimensões foram convertidos por um programa de computador em um “objeto” 3D virtual, enviado à impressora, que traduziu as informações em camadas de plástico depositadas sucessivamente até formar a parte da coluna que interessava ao médico.

    “Aquele desastre de coluna é a minha”, diz, aos risos, o gerente de contabilidade Antonio Carlos Sousa dos Santos, 53, que foi submetido há quase duas semanas a uma cirurgia minimamente invasiva para fixar uma parte de sua coluna.

    Teixeira usou a réplica da coluna do gerente para se certificar de como a coluna do paciente estava se apoiando em uma das vértebras, que estava deteriorada, e para simular a fixação dos parafusos que seriam usados.

    ENXERGANDO ALÉM

    A vantagem, diz o médico, é especialmente para a cirurgia minimamente invasiva, que usa só pequenos cortes na tentativa de reparar a coluna. Nesse tipo de operação, o médico não enxerga a coluna inteira do paciente, só pequenos pedaços. Exames de imagem ajudam nessa navegação, mas “é fácil se perder”, segundo Teixeira.

    Segundo o neurocirurgião Manoel Jacobsen, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do grupo de dor do HC, hoje, o comum é simular as cirurgias em modelos de coluna padronizados.

    O uso dos exames de imagem durante a cirurgia e a navegação por uma espécie de GPS que orienta o trabalho do médico também fazem parte dos procedimentos, em especial os pouco invasivos.

    Jacobsen afirma que já está sendo avaliada a compra de um equipamento de impressão 3D para uso na faculdade. “Essa tecnologia tem uso pertinente na educação de estudantes de graduação e de pós, além do treinamento dos cirurgiões e fisiatras.”

    João Amadera, fisiatra do Spine Center do HCor (Hospital do Coração), afirma que a função educativa dessas reproduções em 3D é válida, mas que a impressão com base na tomografia pode não reproduzir com exatidão a situação vivida na cirurgia. “O exame é feito de barriga para cima e a cirurgia, de barriga para baixo. Isso muda a posição da coluna.”

    O neurologista Jefferson Gomes Fernandes, superintendente de educação em ciências no hospital Oswaldo Cruz, diz que a instituição está incorporando essa tecnologia. “Para planejar a abordagem cirúrgica, a impressão 3D é muito útil. E o paciente vê o problema, pode levar aquilo para outro médico e ter uma segundo opinião.”

    AVANÇOS

    Fernandes diz que além dessa aplicação mais simples da impressão, o hospital planeja colaborar com pesquisas feitas pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) no campo da medicina regenerativa.

    A ideia é estudar a impressão de estruturas como cartilagens e suportes para o crescimento de células-tronco.

    Nos EUA, avanços nesse sentido vêm se acumulando. Em maio deste ano, por exemplo, médicos relataram o sucesso do implante de um brônquio impresso em 3D com plástico absorvível em um bebê.

    Silvio Duailibi, cirurgião-dentista, professor e pesquisador da Unifesp, estuda a criação de tecidos substitutos a partir de material biológico que, futuramente, poderá ser impresso em 3D.

    No Brasil, diz ele, essa tecnologia está em fase embrionária, mas é importante formar parcerias, como a que o laboratório onde ele trabalha está iniciando com o hospital Oswaldo Cruz, para que haja investimento na tecnologia.

    “Essa é uma área estratégica, que precisa de recursos públicos e privados.”

    Fonte: Folha de São Paulo