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  • Uso excessivo de Tylenol causa 150 mortes por ano nos EUA, diz ONG

    Uso excessivo de Tylenol causa 150 mortes por ano nos EUA, diz ONG

    Um levantamento feito pela organização sem fins lucrativos Pro Publica, dos EUA, mostra que, de 2001 a 2010, cerca de 150 americanos morreram por ano por intoxicação após o consumo de paracetamol, princípio ativo do analgésico Tylenol.

    Segundo a Pro Publica, que consultou dados dos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), essas mortes ocorreram por ingestão acidental de doses maiores do que as recomendadas na bula.

    O problema, diz a organização, é que a diferença entre a dose máxima por dia para adultos (4 g) e a quantidade que pode causar danos ao fígado é pequena, facilitando a overdose acidental.

    Outro problema é que a FDA (agência reguladora de remédios nos EUA) demorou muito para incluir na bula alertas importantes sobre o uso da droga, em especial para pessoas que bebem álcool regularmente ou tomam outros remédios.

    FÍGADO

    O paracetamol é metabolizado no fígado. Em caso de doses excessivas ou de pessoas desnutridas, que bebam álcool regularmente ou que tomem outros remédios, esse metabolismo produz uma substância tóxica que pode levar à falência hepática.

    No Brasil, segundo o hepatologista Raymundo Paraná, não há dados sólidos sobre intoxicações por paracetamol, mas a Sociedade Brasileira de Hepatologia está iniciando um estudo em oito centros de referência para doenças do fígado e em uma unidade básica de saúde para medir sua ocorrência.

    O hepatologista, que é professor da faculdade de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), afirma que a dose máxima do remédio deveria ser reduzida de 4 g por dia para 3 g.
    “É uma droga segura, mas se usada no limite terapêutico. Até 3 g por dia não causa problemas. Entre 3 g e 4 g já houve casos [de intoxicação] em pacientes que usavam outras medicações.”

    Ele destaca que o efeito colateral causado pelo paracetamol é previsível e proporcional à dose tomada, diferentemente dos problemas que podem ocorrer com o uso do analgésico que encabeça a lista dos remédios mais vendidos no Brasil, a dipirona.

    A droga já foi ligada a um problema raro que leva a medula óssea a parar de produzir células de defesa. Nos EUA e em alguns países da Europa, a dipirona não é vendida.

    Já para Aurélio Saez, diretor de relações institucionais da Abimip (associação de fabricantes de remédios isentos de prescrição), o fato de o Brasil e outros países onde a dipirona é vendida não terem números tão grandes de intoxicação por paracetamol fala a favor da dipirona.

    Mas ele lembra que nos EUA e em outros países com altas taxas de intoxicação por paracetamol, é comum o uso desse remédio em tentativas de suicídio.

    OUTRO LADO

    Em nota, a Johnson&Johnson, fabricante do Tylenol, afirma que, quando usado de acordo com a bula, o paracetamol tem “um dos melhores perfis de segurança entre os analgésicos isentos de prescrição”. Mas, como qualquer remédio, pode trazer riscos acima das doses recomendadas. “Os consumidores devem sempre ler a bula, não ingerir mais do que a dose recomendada e seguir sempre a orientação de um médico.”

    À Pro Publica, a FDA admitiu que houve demora em acrescentar alertas às bulas do Tylenol, mas que isso foi feito conforme a evolução das evidências científicas.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Um terço dos usuários de planos de saúde recorre ao SUS ou paga consulta

    Um terço dos usuários de planos de saúde recorre ao SUS ou paga consulta

    Tantos são os problemas e dificuldades enfrentados com planos de saúde no país que 30% dos usuários recorrem ao SUS (Sistema Único de Saúde) ou ao atendimento particular para receber cuidado médico adequado. É o que mostra uma pesquisa da Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com o Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (17), às vésperas do Dia do Médico.

     

    O levantamento indica que houve um aumento de 50% na procura de usuários de convênios por atendimento particular ou pelo SUS em relação à apuração anterior, feita no ano passado. Em 2013, 22% das pessoas que têm plano de saúde tiveram que recorrer ao sistema público, contra uma proporção de 15% registrada no ano passado. E 12% tiveram que arcar com o atendimento este ano, contra 9% em 2012.

    O maior crescimento na procura por outras opções de atendimento ocorreu principalmente na capital, entre as mulheres e entre os usuários com idade entre 25 e 34 anos.

    Metodologia

    A pesquisa foi realizada junto à população adulta do Estado de São Paulo que utilizou planos de saúde dos últimos 24 meses. Foram consultados homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, que possuem plano ou seguro saúde como titulares ou dependentes.

    A amostra total é de 861 entrevistas, feitas em setembro deste ano. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

    Os entrevistados apontaram queixas como a dificuldade para marcar consultas e para realização de exames, cirurgias e procedimentos de maior custo, entre outros pontos.

    Entre os usuários, 79% relataram problemas. A APM diz que, projetando-se a proporção para os 10,4 milhões de usuários, há 8,2 milhões de pessoas com queixas. Cada pesquisado apontou mais de quatro problemas referentes ao plano de saúde.

    Queixas

    Questionados sobre a utilização de serviços e a percepção de problemas, 66% dos entrevistados reclamaram de dificuldades em consultas médicas e 47%, na realização de exames. Já o pronto atendimento, terceiro em uso, é o serviço com maior índice de problemas: 80% dos usuários apresentaram queixas.

    No item consultas médicas, demora na marcação (52%), médico que saiu do plano (28%), e demora na autorização da consulta (25%) são as queixas mais citadas pelos usuários.

    Quando aos exames e diagnósticos, as queixas são recorrentes para demora para marcação (28%), poucas opções de laboratórios e clínicas especializadas (27%), e tempo para autorização do exame ou procedimento (18%).

    Local de espera lotado é o principal problema apontado pelos usuários do pronto atendimento (74%).  Demora para ser atendido também é um aspecto importante, mencionado por 55% dos usuários. Outras reclamações citadas são demora ou negativa para realização de procedimentos necessários (16%), locais inadequados para receber medicação (13%) e negativa de atendimento (9%).

    Internações

    Quarenta e um por cento dos usuários que precisaram ser internados relataram problemas, o que foi projetado para um total de 800 mil pessoas. Do total, 30% reclamaram da falta de opções de hospitais; 12% de dificuldade ou demora para o plano autorizar a internação; e 8% da falta de vaga no hospital procurado.

    Dos 16% de usuários que passaram por cirurgia, um quarto relatou problemas como a demora na autorização (17%) e falta de cobertura para materiais especiais (9%).

    Entre os entrevistados, 15% já fizeram alguma reclamação, recurso ou notificação contra o plano de saúde. A negativa para cirurgia foi o motivo mais apontado pelos beneficiários que recorreram à Justiça.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Exame de sangue pode ajudar a detectar câncer de pulmão, afirma estudo

    Exame de sangue pode ajudar a detectar câncer de pulmão, afirma estudo

    Um exame de sangue experimental demonstrou ser promissor para a detecção do câncer de pulmão em estágio inicial e poderá ser um instrumento de diagnóstico mais preciso do que os escâneres e as biópsias invasivas, disseram pesquisadores nesta quarta-feira (16).



    Só um a cada cinco pacientes submetidos a cirurgia ou biópsia de uma pequena massa pulmonar detectada durante escâner de tomografia computadorizada (TC) pode realmente ter câncer e os especialistas afirmam que há grande necessidade de uma tecnologia melhor.



    “Levando em conta que os oncologistas recorrem frequentemente a biópsias e intervenções cirúrgicas que comportam riscos para determinar a natureza de uma lesão, há necessidade de (métodos de) diagnósticos que permitam evitar estes procedimentos”, destacou o pneumonologista Kenneth Fang, responsável pela divisão médica da Integrated Diagnostics (Indi), laboratório americano que patenteou o teste e é co-autor do estudo.



    O câncer de pulmão, o mais comum no mundo e um dos mais perigosos, mata 1,3 milhão de pessoas a cada ano segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O tabagismo é a causa principal.



    A prova experimental, descrita em um estudo na revista Science Translational Medicine, foi aplicada em 143 pacientes em três lugares diferentes dos Estados Unidos.



    Todos os pacientes tinham pequenas massas chamadas nódulos nos pulmões. Alguns apresentavam câncer em estágio 1, em outros casos tratou-se de tumores benignos.



    A partir da identificação de 13 proteínas no plasma, o teste determinou de forma precisa se os nódulos eram benignos em 90% dos casos. A prova se apoia em bioinformática, que permite analisar simultaneamente 371 potenciais marcadores de câncer de pulmão.



    “O estudo sugere ser possível detectar a assinatura molecular do câncer de pulmão ao medir a presença de múltiplas proteínas no sangue de um paciente”, explica Paul Kerney, encarregado científico de Indi e um dos principais autores do estudo.



    Os pesquisadores a cargo do projeto procedem do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York, a Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia e o Centro Médico da Universidade Vanderbilt.



    “Os médicos que tratam estes casos têm com frequência muitas dificuldades em decidir os passos a seguir, após terem detectado um nódulo no pulmão de um paciente, vista a dificuldade de saber se esta lesão representa ou não risco de ser cancerosa”, diz Fang.



    Um porta-voz da companhia declarou à AFP que uma versão comercial do teste deve estar disponível nos Estados Unidos este ano. Seu preço ainda não foi determinado, disse.



    Os nódulos de pulmão costumam ter entre 5 e 25 milímetros de comprimento. Os maiores têm mais possibilidades de ser cancerosos do que os menores.



    O procedimento padrão de tratamento atual implica comparar os raios X do tórax com escâner de TC ao longo do tempo e fazer uma biópsia em caso de suspeita de câncer.



    “Este trabalho não é mais que um começo, mas os princípios nos quais esta tecnologia de diagnóstico se baseia deveriam poder ser aplicados a outros cânceres e patologias”, concluiu Fang, abrindo o caminho para aplicações potenciais no futuro.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Efeito da talidomida pode ter sido mais amplo do que se supunha, diz pesquisador

    Efeito da talidomida pode ter sido mais amplo do que se supunha, diz pesquisador

    Em vários países, grupos que nunca receberam indenização se mobilizam para entra com ações na Justiça.

     

    Estudos recentes indicam que a droga talidomida pode ter causado uma gama mais ampla de más-formações do que se imaginava.

    Como resultado, em vários países, indivíduos que nasceram com deficiências físicas e tiveram recusados seus pedidos de indenização estão agora exigindo que seus casos sejam reconsiderados.

    Criada pela companhia farmacêutica alemã Grunenthal, a talidomida começou a ser vendida em 1957, inicialmente como um sedativo leve. Depois, passou a ser receitada a mulheres grávidas, para combater o enjoo.

    Em 1961, já havia ficado claro que o remédio estava levando ao nascimento de bebês com problemas de formação graves, como o encurtamento de braços e pernas. Ainda em 1961, a droga foi retirada do mercado em vários países.

    Segundo números oficiais, cerca de 10 mil pessoas em todo o mundo nasceram com más-formações provocadas pela talidomida. Acredita-se que muitas mortes ocorreram ainda no útero.

    Hoje, a talidomida ainda é utilizada para tratar a hanseníase (lepra) e o mieloma múltiplo (um tipo de câncer).

    No Brasil – segundo país do mundo em casos de hanseníase, superado apenas pela Índia – milhões de comprimidos da droga são consumidos por milhares de pacientes. Recentemente, um estudo brasileiro vinculou 100 casos de bebês nascidos com deformidades à ingestão de talidomida.

    Nova pesquisa

    Em 1973, na Grã-Bretanha, após longas batalhes em tribunais, os distribuidores britânicos da Talidomida – a empresa Distillers – concordaram em compensar financeiramente as vítimas.

    O Thalidomide Trust foi criado, e mais de 400 crianças foram beneficiadas.

    No entanto, os critérios para a determinação dos casos que se qualificam para receber indenizações são, na opinião de alguns, inapropriados.

    Muitos indivíduos que nasceram com deformidades mas foram excluídos do grupo que recebe ajuda financeira para conviver com suas deficiências acompanham com atenção os estudos do pesquisador Neil Vergesson, da University of Aberdeen, Escócia.

    Vergesson vem observando os efeitos da talidomida no desenvolvimento de embriões de pintinhos e peixes.

    No passado, o especialista escreveu relatórios para advogados que representavam alguns dos pacientes excluídos da lista oficial de vítimas.

    Na década de 1960, especialistas decidiram que os fetos eram afetados pela droga durante um período muito curto da gestação – entre o vigésimo e o trigésimo-sexto dia após a concepção.

    Vargesson questiona essa teoria. E afirma também que a droga afeta indivíduos de maneiras diferentes.

    'Esse intervalo de tempo (durante o qual o feto seria sensível à droga) foi baseado em entrevistas com pais de crianças seriamente afetadas e está relacionado a danos externos e danos internos graves', disse.

    E acrescentou: 'Tendo em vista a diversidade dos danos em sobreviventes da talidomida e estudos em animais que mostram que em uma mesma ninhada cada feto é danificado de forma diferente, está claro para mim que a droga age de maneira diferente em cada indivíduo e embrião'.

    Para Vergesson, é possível que a talidomida provoque uma gama mais ampla de danos do que se imaginava.

    No entanto, ele admite que é difícil saber com exatidão que danos são esses.

    'Jamais saberemos a gama verdadeira (de efeitos da droga), é tão difícil voltar 55 anos e dizer, bem, vamos dar uma olhada nessas pessoas, porque na maioria dos casos, nem sabemos quem são essas pessoas'.

    O trabalho de Vergesson é polêmico e há especialistas que discordam de suas conclusões.

    Para alguns, porém, as pesquisas do especialista oferecem alguma possibilidade de justiça.

    Injustiça?

    O britânico Gary Grayson, da cidade inglesa de Ipswich, nasceu em 1961. Suas pernas tinham deformidades graves e foram amputadas antes de ele completar dois anos de idade.

    Poucos meses depois, ele passou a usar pernas artificiais.

    A mãe de Grayson tomou talidomida, mas ele nunca recebeu qualquer indenização.

    Médicos do Thalidomide Trust disseram que as deformidades que Grayson apresentava não eram típicas da talidomida.

    Ele não deixou que a deficiência atrasasse seu desenvolvimento e se saía bem na escola. Hoje, casado e pai de família, trabalha no Ministério da Defesa britânico.

    'Na minha juventude, nunca me considerei uma vítima'.

    Mas agora, depois de investigar mais a fundo seu próprio histórico médico, ele acha que tem provas suficientes para brigar na Justiça por uma indenização.

    Indenizações

    Várias firmas de advocacia vêm cuidando do caso de Grayson e de outras supostas vítimas – muitas delas britânicas. O grupo se autodenomina Thalidomiders.

    Em outros países, há mais processos estão em andamento.

    Na Espanha, 185 pessoas estão levando o fabricante alemão Grunenthal para o tribunal. Elas nunca receberam qualquer indenização da empresa.

    No ano passado, na Austrália, os distribuidores da droga concordaram em indenizar uma vítima, Lynette Rowe, de 50 anos. Mais casos são esperados ainda neste ano.

    No Brasil, vítimas da talidomida ganharam direito a indenizações pelo governo brasileiro em 2010. O governo foi responsabilizado porque, ao contrário de outros países, que retiraram a droga de circulação em 1961, o Brasil só suspendeu o uso do medicamento quatro anos depois.

    Segundo estimativas de 2010, 650 brasileiros se qualificavam para receber compensação financeira.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Médico será investigado por superdosagem de antibiótico

    Médico será investigado por superdosagem de antibiótico

    Porto Alegre – Ganhou repercussão nas redes sociais a imagem de um receituário médico preenchido por um profissional argentino, pertencente ao programa Mais Médicos, do governo, no qual uma dosagem de um antibiótico indicada ao paciente é três vezes superior à usual. O médico Juan Pablo Cazajus está registrado no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) com o número 38.128 e tem atendido numa Unidade Básica de Saúde (UBS) de Nova Tramandaí, em Tramandaí, no litoral norte do Estado.



    Cazajus médico receitou na semana passada a um paciente idoso, fumante, com infecção pulmonar, o antibiótico azitromicina de oito em oito horas. A dosagem seria prejudicial. “Dentro da nossa Farmacologia, esse antibiótico é receitado 500 miligramas por dia, no máximo por cinco dias. Ou seja, um comprimido por dia. Há uma superdosagem”, afirma o presidente do Cremers, Fernando Matos. Ele, que é cirurgião gastrointestinal, completa: “Nesse caso, é um medicamento controlado e tem de ser dado com cuidado, principalmente para crianças e idosos. Uma superdosagem poderá acarretar danos, tanto no fígado, como nos pulmões e no sistema gastrointestinal.” 



    O conselho abrirá uma sindicância para apurar o caso. “Queremos saber do médico a razão para essa dosagem, que aparentemente não tem o porquê de se fazer. Assim como ouvimos médicos brasileiros nesses casos, também temos de ouvir esse médico estrangeiro, pois a lei é única”, afirma. O secretário de Saúde de Tramandaí, Mário Morita, não atendeu aos telefonemas da reportagem. Já o Ministério da Saúde afirmou por nota que “um médico supervisor vinculado ao programa foi encaminhado ao local para acompanhar e avaliar a atuação do profissional”.



    De acordo com o Cremers, dados em branco no registro do médico argentino deixados pelo ministério dificultam a apuração da suposta irregularidade. “Até agora, o ministério não informou o endereço do médico na cidade, nem o do seu preceptor e do seu tutor, que seriam os médicos responsáveis por acompanhar o trabalho desse médico. Esses dados facilitariam muito para averiguarmos a situação.” Esses dados não constam em nenhum dos 45 registros de médicos do programa no Estado, diz Matos. Cazajus, assim como o paciente que teve o antibiótico receitado, não foram encontrados pela reportagem.

     
    Fonte: Estadão
  • Cirurgia desenvolvida em SP devolve ereção a homens que operaram a próstata

    Cirurgia desenvolvida em SP devolve ereção a homens que operaram a próstata

    Uma técnica cirúrgica desenvolvida por professores da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (a 238 km de São Paulo) pode ser a solução para casos de impotência sexual de homens que extraíram a próstata após diagnóstico de câncer.

    A técnica faz com que os nervos responsáveis pela ereção rompidos durante a extração da próstata sejam reatados ao nervo femoral dos pacientes. Em outras palavras, é como religar os fios de uma casa às escuras à rede elétrica.

    De acordo com o urologista José Carlos Souza Trindade, quatro de um total de dez homens submetidos à técnica, a partir de março de 2011, retomaram suas atividades sexuais após um período entre 12 e 18 meses.  As respostas ao tratamento variam conforme os pacientes. Os outros seis casos ainda estão na fase pós-operatória, mas com evolução favorável.

    Injeções e comprimidos

    Tradicionalmente, segundo Trindade, pacientes com impotência sexual decorrente da retirada da próstata costumam ser submetidos a tratamentos à base de injeções no órgão sexual e de comprimidos estimulantes, mas nem sempre o resultado é positivo.

    A técnica de reatamento de nervos dos corpos cavernosos do pênis, para reativar a ereção, já havia sido colocada em prática antes, mas com resultado insatisfatório porque os médicos uniam os feixes nervosos pelas extremidades, segundo o urologista da Unesp. A inovação dos professores de medicina da Unesp de Botucatu consistiu em religar os nervos não mais pela extremidade, mas pelas laterais. A técnica foi batizada de neurorrafia término lateral.

    Os nervos femorais de ambos os lados são ligados lateralmente aos nervos dos corpos cavernosos do pênis mediante “pontes” nervosas de 16 centímetros de comprimento.  Esse nervo que serve de ponte é retirado das pernas. As novas fibras nervosas geradas pelo nervo femoral avançam do nervo doador (nervo femoral) ao nervo receptor (no pênis) na base de meio a um centímetro por mês. “É como um gato na fiação elétrica”, afirma Fausto Viterbo, cirurgião plástico da equipe.

    Fonte: Uol Saúde

  • Plano de trabalho relata caos existente na saúde pública de Maceió

    Plano de trabalho relata caos existente na saúde pública de Maceió

    Secretário municipal apresenta levantamento de problemas na área.

    Publicação foi feita após decreto de situação de emergência na pasta.

     

    Depois que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), decretou situação de emergência na saúde pública do município, o secretário da pasta, Jaelson Gomes Ferreira, apresentou um plano detalhado de trabalho. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Município desta terça-feira (15).

    O plano de trabalho havia sido determinado no decreto de situação de emergência, publicado no último dia 9. A secretaria tinha um prazo de cinco dias para apresentar um cronograma de atividades de acordo com a criticidade das ações propostas, e certificando que são elas as vias adequadas e efetivas para a normalização do atendimento à saúde.

    O plano também traz as justificativas para o decreto. Dentre elas está a falta de atendimento para tratamento de tuberculose, por força da falta de medicamentos e estrutura física; a falta de medicamentos básicos e médicos no posto de saúde; ausência de insulinas para pacientes que sofrem de diabetes e a superlotação da Maternidade Santa Mônica.

    O levantamento aponta ainda a falta de estrutura para atividades de suporte, como 90% dos contratos com prestadores de serviço vencidos e sem solução, falta de material para expediente, dificultando as atividades de rotina e a falta de contratos para fornecimento de serviços essenciais nas unidades de saúde.

    “A gestão desta pasta não tem condições de aguardar o desfecho de procedimentos licitatórios e de contratualizações, uma vez que, conforme desenharemos a seguir, a situação é inegavelmente crítica”, traz a publicação, ao relatar alguns dos principais problemas enfrentados pelas coordenações que compõem a secretaria.

    A publicação traz ainda que vem sendo tomadas providências para evitar o agravamento da situação, e que atualmente tramitam vários processos administrativos para a aquisição anual dos serviços. No entanto, o plano aponta que “o município de Maceió vive uma problemática que não pode aguardar tal desfecho, pois, a título de exemplificação, o problema do desaparecimento de medicamentos vem causando sérios problemas, inclusive podendo ocasionar o óbito de pacientes”, diz o texto.

    Dentre as medidas a serem executadas, o plano de trabalho apresenta uma comissão especial designada para conduzir as compras e as contratações de obras e serviços referentes ao decreto de situação de emergência. Ele também traz um cronograma de atividades deste mês até março do ano que vem.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

    Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

    Hoje, terapia só é indicada quando exames mostram resultados alterados.

    Ministério abriu consulta pública sobre novo protocolo de tratamento.

     
    Pessoas com HIV poderão iniciar o tratamento antirretroviral assim que receberem o diagnóstico. A mudança faz parte das novas diretrizes terapêuticas para o cuidado do HIV no Brasil, aprovadas pelo Comitê Assessor para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e Aids, do Ministério da Saúde.



    Até o dia 5 de novembro, o texto do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos” estará aberto para consulta pública e poderá receber sugestões.



    Atualmente, a indicação para início da terapia antirretroviral ocorre quando o paciente já apresenta sintomas da Aids – como perda de peso, febre, diarreia e fadiga – ou quando o exame de contagem de linfócitos CD4 apresenta resultados alterados (abaixo de 500 células/mm3).
     
    Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, o objetivo da estratégia é diminuir a transmissão do HIV por pessoas já diagnosticadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.



    Outra alteração trazida pelo protocolo é a definição do tratamento de primeira linha, que passa a ser composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz. Os medicamentos da classe de inibidores de protease passam a constituir a segunda linha de tratamento, ou seja: são a opção caso o paciente não responda bem à primeira linha.



    Depois de terminada a consulta pública, o novo protocolo deve ser publicado em forma de portaria. Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a partir dessa publicação, o protocolo determinará claramente a conduta que deve ser adotada pelos médicos em relação ao HIV. Anteriormente, existiam apenas recomendações, que os médicos poderiam acatar ou não.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Horário irregular para dormir afeta desenvolvimento infantil

    Horário irregular para dormir afeta desenvolvimento infantil

    As crianças que não têm horário para dormir correm maior risco de enfrentar problemas de desenvolvimento e de comportamento, revela um estudo britânico publicado nesta segunda-feira (14) na revista americana Pediatrics.

    “Não ter horários fixos para dormir cria um estado físico e mental nas crianças similar ao efeito provocado pela diferença de fuso horário (…), o que é nefasto para o desenvolvimento saudável e a atividade diária”, explica o professor Yvonne Kelly, epidemiologista da Universidade College London (UCL) e principal autor do estudo.

    Segundo os investigadores, a irregularidade nos horários pode perturbar os ciclos naturais do organismo e provocar uma falta de sono que coloca em risco o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de controlar certos comportamentos.

    “Sabemos que os primeiros anos de desenvolvimento das crianças têm uma profunda influência na saúde e no bem-estar durante toda sua vida”, destaca Kelly. “As perturbações do sono, especialmente em momentos-chave do crescimento, podem ter importantes consequências para a saúde durante toda a vida”.

    Os autores analisaram dados sobre os hábitos de sono de mais de 10 mil crianças – com três, cinco e sete anos – no Reino Unido, incluindo seu comportamento, por meio de depoimentos de pais e professores.

    O estudo estabeleceu um vínculo clínico e estatístico muito claro entre horários irregulares para dormir e problemas entre as crianças, resultado da mudança de seus ciclos circadianos, já que a falta de sono afeta o desenvolvimento do cérebro.

    As crianças com horários mais irregulares ou que dormem após às 21h pertencem – na maior parte dos casos – a famílias socialmente desfavorecidas, destaca a pesquisa.

    “Parece que os efeitos nefastos dos hábitos irregulares para dormir são reversíveis”, explica o professor Kelly, que defende que pediatras controlem os problemas do sono com exames periódicos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Fabricante de talidomida será julgada por malformações na Espanha

    Remédio era receitado para tratar enjoos da gravidez nos anos 50 e 60.

    Uso do medicamento provocou malformação em milhares de crianças.

     

    Cinquenta anos depois de sua retirada do mercado, começou nesta segunda-feira (14) em Madri o primeiro julgamento na Espanha contra a empresa alemã Grünenthal, que produzia a talidomida, um medicamento que provocou malformações em crianças em todo o mundo, segundo a AFP.

    “Com este julgamento histórico, os afetados espanhóis pela talidomida esperam que (…) depois de mais de meio século de espera infinita, as vítimas espanholas vejam recompensado o seu sofrimento, que começou no feto de suas mães antes de nascer e se prolonga até nossos dias, com a amputação de seus braços e pernas”, declarou antes do julgamento a Associação de Vítimas da Talidomida na Espanha, Avite.

    A Avite exige da empresa Grünenthal 204 milhões de euros para seus cerca de 180 membros em função da gravidade de suas malformações.

    Denunciando uma falta de reconhecimento público em seu país, onde 'a mera existência oficial das vítimas espanholas não ocorreu até 2010', a Avite estima que o número total de vítimas, muitas das quais já faleceram, pode chegar a 3.000 pessoas.

    'Com uma sentença favorável à nossa demanda, o laboratório alemão Grünenthal seria considerado oficialmente, pela primeira vez na história, responsável pelo ocorrido', explicou a Avite.

    A Grünenthal pediu publicamente perdão em setembro de 2012, ou seja, 50 anos depois dos primeiros casos de malformações, afirmando que sentia muito por seu longo silêncio.

    O medicamento

    Este medicamento, que era prescrito às mulheres grávidas no fim dos anos 50 e início dos 60 contra as náuseas, acabou provocando danos irreversíveis no desenvolvimento do feto.

    No Brasil, o medicamento é, ainda hoje, indicado para doenças como hanseníase e mieloma múltiplo. Mas mulheres que tomam o remédio devem usar dois métodos contraceptivos, para garantir que não ficarão grávidas durante o tratamento.

    Fonte: G1 Saúde