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  • Webinar internacional virtual sobre Covid-19 recebe inscrições

    O Instituto Aggeu Magalhães e British Consulate Recife realizam de 14 e 15 de outubro, o webinar internacional Covid-19: Cenários Atuais e Perspectivas Pós-Pandemia. O evento tem o objetivo de discutir os cenários epidemiológicos da pandemia no Brasil em relação a outros países da Europa. No evento, serão a abordados os seguintes temas: Sistemas de Vigilância e Controle do COVID-19; Coortes clínicas, Riscos e Intervenções; Diagnóstico, resposta imune, perspectivas em vacinas e Impactos Sociais.

    Participarão das discussões, pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães/ Fiocruz Pernambuco, Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, Instituto Oswaldo Cruz/ Fiocruz, entre outros, e pesquisadores de instituições britânicas como London School of HygieneTropical Medicine, Imperial College, University of Liverpool e University of Oxford, que desenvolvem estudos em cooperação com pesquisadores do Brasil.

    O webinar será transmitido por meio da plataforma Zoom e pelo canal do YouTube da Fiocruz Pernambuco. Para baixar a plataforma, clique no link de acesso e siga o passo a passo usando tablet, smartphone ou desktop. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do site. O participante receberá o link de transmissão diretamente no seu e-mail.

    Todos os certificados do WEBINAR COVID-19 estarão disponíveis no site oficial do evento três dias úteis depois da transmissão. Para o acesso, bastará ao participante entrar em sua conta pessoal cadastrada no Sympla e clicar no menu “Meus Pedidos”. Mais informações podem ser obtidas por telefone – + 55 (81) 9 9849-2526 – ou pelo e-mail [email protected]

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Justiça atesta proibição do uso de Cannabis por farmácias

    Após acolhimento dos argumentos da Advocacia Geral da União (AGU) a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, negou o requerimento de uma farmácia de manipulação de alimentos naturais e cosméticos deseja manipular produtos com princípios derivados da Cannabis sativa sem restrição de aprovação sanitária. Em sua justificativa a farmácia alegava não se diferenciar da indústria farmacêutica.

    Utilizada em vários produtos a Cannabis é uma planta que proporciona a extração de substâncias para utilização em tratamento de epilepsias, a exemplo do canabidiol. Segundo o tribunal, a deliberação está de acordo com os preceitos adotados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária na normatização de produtos a base da cannabis. “Com essa decisão, o Judiciário reafirma a legalidade da atuação da Agência na liberação de produtos à base de cannabis para fins essencialmente medicinais. A Anvisa vem adotando cautela nesse assunto, já que são produtos que ainda não tem eficácia, segurança e qualidade totalmente estabelecidos, então é preciso que se sigam as etapas necessárias para que ao final esses produtos apresentem os benefícios”, apontou a Procuradora Federal, Lucia Penna.

    A AGU afirmou que é a possibilidade da extração de substâncias entorpecentes da Cannabis responsáveis por causar efeitos nocivos à saúde, tais como, alucinações, distúrbios e confusão mental. Também esclareceu que é necessário preconizar complexos requisitos técnicos para fabricação, prescrição, importação, comercialização, monitoramento e fiscalização de produtos derivados da Cannabis para uso terapêutico, pois o princípio da planta direcionado para práticas ilícitas.

    Na ação impetrada, a farmácia pleiteava que dois artigos de uma resolução da ANVISA fossem considerados como ilegais. De acordo com a autora da ação, a delimitação caracterizada pela Agência originaram “uma reserva de mercado que violaria a livre iniciativa e a liberdade econômica”.

    A empresa recorreu à instância superior após a negativa da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

    Fonte: Comunicação do CFF com informações do R7

  • CFF lança livro voltado ao público infantil sobre a pandemia da Covid-19

    A Turma da Cacilda chegou! O Conselho Federal de Farmácia (CFF), através do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim/CFF), lança na sexta-feira, 21 de agosto, o livro infantil “SOS O Corona Chegou”. Como parte do “Projeto em Educação em Saúde Pública na Pediatria”, também conhecido como “Cacilda, Saúde e Cia”, o material foi produzido por uma equipe multiprofissional de saúde, coordenado por farmacêutica integrante do CFF, e conta a história da personagem Cacilda com relatos, dúvidas e dicas sobre o novo dia a dia que as crianças enfrentam com a pandemia da Covid-19.

    O livro conta com ilustrações e linguagem adequada ao público infantil, além de atividades lúdicas como questionários, brincadeiras, exercícios e receitas. Dra. Carolina Maria Xaubet Olivera, pesquisadora responsável pelo projeto, explica como foi o processo de produção do material. “Diante do cenário da pandemia de Covid-19 em que vivemos e da necessidade urgente de informação pela população, o grupo do projeto Cacilda, Saúde e Cia se reuniu para escrever um livro sobre o novo coronavírus para crianças na faixa etária de 7 a 11 anos de idade. O material possui uma abordagem multiprofissional, incluindo a participação de autores e revisores farmacêuticos, nutricionista, médica veterinária, cirurgião-dentista e médico”, destacou a farmacêutica.

    Dra. Carolina destaca que o livro busca esclarecer dúvidas relacionadas ao assunto com informação atualizada, baseada em evidências, relacionadas principalmente às medidas de prevenção do contágio pelo coronavírus e dicas para se manter saudável. “As ilustrações tornam a informação mais atrativa e convidativa para a leitura. O livro foi planejado e elaborado com muito carinho, e apesar de ser dirigido às crianças, pode ser uma ótima opção de leitura para as outras faixas etárias”, salientou a pesquisadora responsável pelo projeto.

    Clique aqui e acesse já o livro.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Conselhos garantem vitória no julgamento do processo contra técnico em farmácia

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu: a responsabilidade técnica em farmácias e drogarias é exclusiva do farmacêutico registrado nos conselhos profissionais, conforme previsão da Lei nº 13.021/14. Essa importante vitória da profissão farmacêutica foi obtida no julgamento do recurso movido pelo proprietário de farmácia que pleiteava a responsabilidade técnica em sua drogaria no município de Contagem (MG). O processo, que começou a ser julgado na sexta-feira, 14/08, foi definido nesta quinta-feira, dia 20/08, com o sexto voto favorável ao Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG) e ao Conselho Federal de Farmácia (CFF), completando a maioria do Pleno.

    O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, destacou que essa vitória é fruto da vigilância, da seriedade e do empenho dos conselhos de Farmácia na defesa do âmbito de atuação da profissão. “Neste caso específico, os conselhos de Farmácia, como os únicos e legítimos representantes da categoria no processo, tiveram uma atuação especialmente contundente, que garantiu a vitória em todas as instâncias. E no julgamento do recurso pelo STF, foi primordial a contratação, pelas entidades, de um dos escritórios de advocacia mais importantes do país, além da obtenção de cinco pareceres favoráveis, de órgãos de peso na área jurídica e da saúde”, comenta.

    Walter Jorge João refere-se aos pareceres da Procuradoria Geral da República (PGR), Advocacia-Geral da União (AGU), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde e Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, juntados ao processo. Os órgãos foram unânimes em reconhecer o farmacêutico como o único profissional legalmente autorizado e habilitado a assumir a responsabilidade técnica em farmácias e drogarias.

    A presidente do CRF-MG, Júnia Célia de Medeiros destacou a importância da união da classe neste momento crucial para a profissão farmacêutica. “Essa união foi fundamental para que os conselhos permanecessem fortes e vigilantes na defesa da nossa profissão”, observou. Junia Célia lembrou que a decisão do STF abrange os mais de 200 mil farmacêuticos no país. “Por isso, juntamente com o CFF foram tomadas todas as providências cabíveis para assegurar o nosso direito como farmacêuticos”, enfatizou a presidente, em referência ao investimento feito na defesa da profissão no processo.

    Em sua sustentação oral, o advogado Luiz Carlos Damas Júnior defendeu que oficiais de farmácia e até freiras, sem nenhum tipo de formação técnica, poderiam exercer a função de RT. Damas Júnior justificou o pleito de seu cliente alegando que “o farmacêutico não é valorizado” e que “ninguém o consulta na hora de tomar medicamento”.  Ainda segundo o advogado, o “fator mais relevante na hora da compra do medicamento é o preço”, a orientação do farmacêutico não importa! Os argumentos, no entanto, só reforçam a competência técnica e a importância do trabalho farmacêutico. Presentes nas farmácias, eles têm muito a contribuir para mudar a cultura da automedicação, frequente entre 77% da população, conforme pesquisa do CFF e do instituto Datafolha.

    Entenda o caso

    O processo em questão teve início quando o CRF-MG negou, a um profissional sem curso superior, pedido de inscrição como técnico em farmácia para assumir a responsabilidade técnica da sua drogaria, em Contagem. A questão foi judicializada. Em 1º grau, foi assegurado o autor o direito de inscrição no conselho regional. Porém, foi negada a sua assunção à condição de RT. Essa decisão foi mantida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Porém, o técnico apelou ao Supremo, “alegando violação ao trabalho e dignidade humana, à livre iniciativa, à auto-organização, à livre concorrência e à saúde”.

    O primeiro voto favorável aos farmacêuticos no julgamento do recurso foi justamente o mais importante, ou seja, o do relator do processo, ministro Marco Aurélio de Mello. Na visão do relator, a responsabilidade técnica por drogaria, sem diploma universitário, causa prejuízo ao cliente, deixando-o desguarnecido de informações em relação ao medicamento prescrito, bem como ao uso inadequado e irracional. “Também revela lesão à coletividade, considerada a proteção à saúde”, escreve. Ainda segundo o ministro Marco Aurélio de Mello, “as limitações à liberdade de ofício hão de ficar orientadas pelo interesse público, jamais pelo da categoria”.

    Acompanhando o voto do relator, o ministro Alexandre de Morais argumentou que, “não há dúvidas que farmácias e drogarias são estabelecimentos cujas atividades, quando desempenhadas por profissionais desqualificados, têm o potencial de gerar nocividade à saúde da população, em virtude de serem unidades de prestação de assistência diretamente ligada à saúde”. Alexandre Morais cita em seu voto o parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), juntado pela defesa ao processo, segundo o qual “a Lei 13.021/2014, publicada em 11.8.2014, muda o conceito de farmácia no Brasil: farmácias e drogarias deixam de ser estabelecimentos comerciais para se transformar em unidades de prestação de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva”. Também acompanharam o voto do relator os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CRF/AL promove curso de capacitação para membros do GT de ensino e pesquisa

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu nos dias 20 e 21 de agosto o curso de capacitação para os membros do grupo de trabalho de ensino e pesquisa que irão avaliar as solicitações de notificação em carteira dos cursos de especialização seja ela profissional, latu sensu ou um curso livre.

    Daniel Fortes, secretário geral do CRF/AL, explica que os membros do grupo de trabalho irão analisar toda documentação apresentada para ver se estão dentro dos requisitos exigidos pelo MEC e Conselho Federal de Farmácia. “Os Conselheiros emitem o parecer e a diretoria do CRF/AL é quem vai aprovar a solicitação”, falou.

    A capacitação está sendo ministrada pelos membros do Conselho Federal de Farmácia Rui Reys e Jairo Sotero e vai permitir que os conselheiros alagoanos possam avaliar os processos que estão em atraso de gestões anteriores. “A ideia é que possamos dar agilidade a estes processos e reconhecer o título dos profissionais alagoanos”, afirmou.

    Flávia Dabbur, conselheira e membro do GT do CRF/AL, disse que o curso foi importante porque esclareceu sobre as normas e instituições que promovem cursos de pós-graduação além da diferenciação entre as especializações. “De posse destas informações, a gente consegue validar estes cursos com mais clareza. Nos foi disponibilizado todo material e futuramente teremos um sistema integrado dos CRF´s com o CFF que ajudará na validação destes cursos”, pontuou.

    Daniel Lira, que também é membro do GT de ensino e pesquisa, ressaltou a importância da capacitação promovida pelo CRF/AL. “Além de capacitar os membros da comissão, os farmacêuticos alagoanos ganham também porque estaremos a disposição para orientá-los quanto a escolha do curso, a instituição, se tem benefícios salariais e sem dúvida todos saem ganhando”, assegurou.

    O presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, informa que esta é uma iniciativa inovadora. “Com a capacitação, o grupo de trabalho irá efetivamente exercer o seu papel, o que há muito tempo não vinha acontecendo. Existem processos de gestões anteriores que não foram analisados e que precisam ser validados para que os farmacêuticos tenham em suas carteiras a anotação da especialização”.

    Fonte: Ascom CRF/AL

     

  • Covid-19: Anvisa autoriza novo ensaio clínico de vacina

    A Anvisa publicou, na terça-feira (18/8), a aprovação para condução de um ensaio clínico que estudará uma potencial vacina denominada Ad26.COV2.S, que é composta de um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26), construído para codificar a proteína S (Spike) do vírus SARS-CoV2.

    O ensaio clínico aprovado é um estudo fase 3, randomizado, duplo cego, controlado por placebo, para avaliar a eficácia e segurança de Ad26.COV2.S na prevenção de COVID-19 mediada por SARS-CoV-2 em adultos com 18 anos ou mais (código do estudo VAC31518COV3001). Será uma dose única da vacina ou placebo e o estudo prevê a inclusão de até 60 mil voluntários, sendo 7 mil no Brasil, distribuídos em diversas regiões do país (nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte). O recrutamento dos voluntários é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa.

    Autorização

    Os dados que embasaram a autorização da Anvisa incluíram estudos não clínicos com a vacina e dados não clínicos e clínicos acumulados de outras vacinas que utilizam a mesma plataforma Ad26. O estudo fase 1/2 com a vacina candidata foi iniciado em Julho/20 nos EUA e Bélgica. O ensaio clínico fase 3 aprovado será conduzido em etapas e cada etapa só será iniciada se os resultados que estiverem disponíveis no momento, obtidos do estudo de fase 1/2 e do próprio estudo de fase 3, sejam satisfatórios para continuidade do estudo.

    Este é o quarto estudo de vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa no Brasil. No dia 2 de junho, a Agência  autorizou o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, para prevenir a Covid-19, no dia 3 de julho, o da vacina desenvolvida pela empresa Sinovac Research & Development Co. Ltd. em parceria com o Instituto Butantan e no dia 21/07, o das vacinas desenvolvidas pela BioNTech e Wyeth/Pfizer.

    Priorização de análise

    Para a aprovação do ensaio clínico, a Anvisa realizou reuniões com a equipe da Janssen a fim de alinhar todos os requisitos técnicos necessários para os testes.

    Desde o reconhecimento de calamidade pública no Brasil em virtude da pandemia do novo coronavírus, a Anvisa tem adotado estratégias para dar celeridade às análises e às decisões sobre qualquer demanda que tenha como objetivo o enfrentamento da Covid-19.

    Uma dessas estratégias foi a criação de um comitê de avaliação de estudos clínicos, registros e mudanças pós-registros de medicamentos para prevenção ou tratamento da doença. O grupo também atua em ações para reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos com impacto para a saúde pública devido à pandemia.

    O que são ensaios clínicos

    Os ensaios clínicos são os estudos de um novo medicamento realizados em seres humanos. A fase clínica serve para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para validar novas indicações terapêuticas.

    Dentro desse ensaio, existem três fases (I, II, III), onde são colhidas informações sobre atividade, funcionamento e segurança para que o produto possa ser liberado ao mercado e ser usado em pacientes junto com o tratamento padrão da pesquisa.

    Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A anuência de pesquisa clínica pela Anvisa se aplica somente às pesquisas clínicas que têm a finalidade de registro e pós-registro de medicamentos, por solicitações de empresa patrocinadoras ou seus representantes.

    O prazo para início do estudo clínico após a aprovação ética e regulatória é definido pelo patrocinador do estudo. Veja os ensaios clínicos de Covid-19 autorizados pela Agência.

    Fases da pesquisa clínica de vacinas

    Durante a fase I, pequenos grupos de indivíduos, normalmente adultos saudáveis, são avaliados para verificação da segurança e determinação do tipo de resposta imune provocada pela vacina. Nessa fase também podem ser realizados estudos de desafio, a fim de selecionar os melhores projetos de vacina para seguirem à fase seguinte.

    Na fase II, há a inclusão de um maior número de indivíduos e a vacina já é administrada a indivíduos representativos da população-alvo da vacina (bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos ou imunocomprometidos). Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade, posologia e modo de administração.

    Na fase III, a vacina é administrada a uma grande quantidade de indivíduos, normalmente milhares de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações adversas.

    O início dos testes em seres humanos dependerá de dois fatores: aprovação no Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) – órgão do Ministério da Saúde responsável pela avaliação ética de pesquisas clínicas – e da própria organização interna dos pesquisadores para recrutamento dos voluntários. A Anvisa não define esta data.

    Consulte todos os estudos clínicos para a Covid-19 autorizados pela Anvisa.

    Fonte: Anvisa

  • Juízas explicam a farmacêuticos que o sofrimento da mulher não deve ser minimizado

    “O termômetro da violência doméstica está na mulher. Você não pode minimizar o sofrimento dela porque a agressão nem sempre é física”, explicou a juíza Carolina Valões para farmacêuticos e trabalhadores de farmácias que aderiram à campanha Sinal Vermelho. O evento contou ainda com a participação das magistradas Marcella Garcia e Eliana Machado, e da major Danielli Assunção, responsável pela Patrulha Maria da Penha.

    Para a magistrada, é comum associarmos violência doméstica apenas com agressões físicas e por isso é mais difícil de identificar e denunciar os outros tipos de violência. “A violência física chacoalha, é perceptível no exato momento em que é praticada, já a violência psicológica vai minando a vida da mulher, é silenciosa e é muito perigosa. Nós precisamos nos comprometer a romper o ciclo da violência”, destacou.

    Além de investir em campanhas de incentivo às denúncias, a juíza Carolina Valões frisou que é importante preparar as pessoas que atuam na rede de apoio para acolherem as mulheres e não as revitimizarem. As dúvidas dos participantes foram sanadas pela magistrada Marcella Garcia, que também colocou a Coordenadoria da Mulher à disposição para novos debates e capacitações sobre o tema.

    Na ocasião, a juíza Eliana Machado explicou que muitos agressores deixam suas vítimas incomunicáveis e que as farmácias podem funcionar como um canal fundamental para as denúncias. “O farmacêutico não precisa perguntar nada à vítima, basta fornecer um meio de que a denúncia seja feita”, disse.

    A major Danielli Assunção falou sobre a experiência exitosa da Patrulha Maria da Penha, que funciona 24 horas por dia e que atualmente garante a segurança de 448 vítimas. A major também explicou a diferença entre os canais de denúncia 190 e 180.

    “É muito importante enfatizar que, quando a violência está acontecendo, você deve ligar para o 190, que irá enviar a viatura mais próxima. A ocorrência acabou? Eu não quero me envolver, mas estou inquieta, então eu devo ligar para o 180. Quando você liga para 180, a Polícia Civil começa uma investigação”, informou.

    O evento foi realizado pelo Judiciário alagoano, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher, em parceria com o Conselho Regional de Farmácia, com o objetivo de capacitar os trabalhadores de farmácias sobre a campanha de combate à violência contra mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB).

    Fonte: Dicom TJ/AL

  • Campanha Sinal Vermelho: saiba como participar

    Mais de 400 farmácias já aderiram à campanha Sinal de Vermelho contra violência doméstica no Estado de Alagoas. Lançada em junho, a campanha Sinal Vermelho tem como objetivo auxiliar mulheres a denunciarem seus agressores.

    As vítimas podem se apresentar nos estabelecimentos com um “X” escrito de batom ou outro material na palma da mão. O farmacêutico ou atendente conduzirá essa mulher até uma sala reservada, discará 190 e chamará a Polícia Militar. Caso a vítima sinta necessidade de deixar o local, o profissional da farmácia anotará o nome completo, endereço e telefone dela.

    O farmacêutico ou trabalhador de farmácia não precisa perguntar nada à vítima, basta fornecer um meio de que a denúncia seja feita, ele não será arrolado como testemunha, será apenas o comunicante do fato. As farmácias podem funcionar como um canal fundamental para as denúncias.

    A campanha é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e conta com o apoio do TJAL, CRF/AL, Asa Branca Farma, Abrafarma, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma/AL), entre outras entidades.

    Como participar

    As farmácias interessadas em auxiliar no combate à violência contra a mulher devem preencher o formulário de adesão e enviar para o e-mail [email protected]. Em caso de dúvida, podem ligar para (82) 4009.3048.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações do TJ/AL

  • COVID-19: UFSC realiza pesquisa para conhecer ensino superior no Brasil

    A Universidade Federal de Santa Catarina, por meio do comitê de ética em seres humanos, está realizando uma pesquisa para conhecer como está sendo o processo de ensino nos cursos de farmácia de instituições de ensino superior do Brasil.

    Em parceria com a Escola Nacional dos Farmacêuticos, a pesquisa é intitulada: “Diagnóstico da educação farmacêutica em tempos de Covid-19 no Brasil”, e-Farma e não conta com nenhum financiamento público ou privado e tampouco visa qualquer compensação financeira associada aos seus resultados.

    A ideia da pesquisa é entender a percepção de docentes e alunos diante das mudanças trazidas pela epidemia. Para participar acesse: https://pt.surveymonkey.com/r/efarma

    Você pode indicar colegas para responder a pesquisa – basta encaminhar este link.

  • Uso racional de psicotrópicos durante a pandemia

    Em tempos de isolamento social e muitas mudanças comportamentais provocadas pela chegada do novo coronavírus, muitas pessoas têm se sentido ansiosas, perdidas e até desorientadas. Em meio a essa nova realidade, as farmacêuticas Ane Trento e Sheilla Fernandes avaliam o contexto da medicalização e do uso irracional de psicotrópicos e destacam a importância de iniciativas não medicamentosas para a manutenção da saúde mental.

    Ane Trento explica que esse período de pandemia acaba afetando a saúde mental de algumas pessoas por se tratar de um momento inédito, com alterações abruptas nas rotinas, nas atividades da vida diária e na maneira como essas pessoas se sentem em relação as outras e em relação ao mundo. “É muito comum eu ouvir as pessoas dizerem que sua saúde mental não está bem ou que possuem um problema de saúde mental, que precisam sair da quarentena porque acreditam que estão com a saúde mental comprometida”.

    Saúde Mental é muito mais que a ausência de doenças mentais. É, na verdade, um estado de bem estar em que o indivíduo consegue ser produtivo, realizar as suas habilidades e se recuperar do estresse causado pela rotina. “O estresse rotineiro é inerente à existência humana. Todos nós estamos sujeitos a condições de estresse: para crescer, para comer, até para dormir. O importante para a manutenção da saúde mental é que a gente seja capaz de se recuperar desse estresse e participar da vida em comunidade, ser produtivo e participativo das atividades sociais, sejam elas quais forem importantes para o indivíduo como pessoa”, destaca.

    Porém, em cenário de pandemia e todas essas mudanças no dia a dia, principalmente a necessidade do distanciamento social e as novas condições de trabalho, acabam provocando uma situação de estresse extremo, o que leva alguns indivíduos ao adoecimento mental. “Aí surge, obviamente, a ferramenta que mais se usa para tratar qualquer condição clínica, que é o medicamento. Então, a gente começa a medicalizar não só as questões clínicas mas também as questões sociais”, expõe a farmacêutica.

    A professora Sheilla Fernandes explica que esta medicalização ocorre porque a sociedade, em geral, vem utilizando medicamentos para tentar sanar condições inerentes ao ser humano como se fossem problemas de saúde. “É claro que eu não estou dizendo que não exista transtorno de ansiedade, ou que não exista depressão, ou estresse, ou a fadiga vinda da quarentena. Mas é bom deixar claro que nem toda insônia é um transtorno. Nem toda ansiedade, em dias pontuais, é transtorno de ansiedade. E nem sempre, por mais que seja um transtorno, precisará de entrar logo com medicamento”.

    A docente diz que as principais preocupações no uso dos psicotrópicos são o autodiagnóstico e o fácil acesso aos medicamentos no Brasil. “Como vivemos na sociedade ocidental, já é normal pensar logo em medicamentos. Claro que eles são importantes e a gente precisa deles, mas é preciso pensar também em alternativas não farmacológicas. E nós, enquanto farmacêuticos, devemos discutir esse aspecto da psicoeducação”.

    As profissionais lembram que muitos pacientes se automedicam até mesmo com os benzodiazepínicos, ainda que esses medicamentos sejam controlados e vendidos sob notificação de prescrição médica. A auto medicação ocorre modificando-se as doses, a frequência de administração ou usando o medicamento que foi prescrito para outra pessoa. Ane Trento diz que sempre busca orientar sobre os riscos e os benefícios dos medicamentos de tarja preta conhecidos como ansiolíticos. “Eles podem oferecer uma melhora significativa na qualidade de vida desde que utilizados de maneira racional. Precisamos deixar claro para esses pacientes que o medicamento só deve ser usado em uma situação clínica definida e avaliada por um profissional habilitado, em doses adequadas, por um tempo determinado, adequado àquele quadro específico e de maneira individual”, pondera.

    O Brasil é um dos países no mundo onde os benzodiazepínicos, medicamentos indicados para ansiedade, são mais utilizados. “As pessoas começam tomando meio comprimido, dez gotinhas. A sensação de bem estar é muito grande. Para quem tem um sono intermitente, quem não acorda bem disposto, não tem um sono reparador, o indivíduo toma clonazepam, por exemplo, e entende que aquele medicamento é muito bem-vindo na vida dele. Mas sabemos que quatro semanas já são suficientes para que comecem os efeitos que não são desejados”. Entre os efeitos colaterais dos ansiolíticos, Ane Trento cita a tolerância e a dependência e, a longo prazo, efeitos muito mais drásticos, como déficit cognitivo e, paradoxalmente, a própria insônia.

    Sheilla Fernandes acredita que o desconhecimento desses efeitos colaterais seja a principal causa do uso irracional e faz um apelo àquelas pessoas que insistem em utilizar esses medicamentos tarja preta sem orientação. “É preciso tratar a doença de base e não a insônia! Se a pessoa está ansiosa e com insônia e não procura um psiquiatra ou psicoterapeuta, já busca um ansiolítico. Mas o ansiolítico é um adjuvante, não a terapia principal. O tratamento com ansiolítico deve ter dia e hora para acabar, pois gera dependência. E, por falta dessa psicoeducação e a de um diagnóstico preciso, as pessoas insistem em tomar ansiolítico, sem mesmo saber diferenciá-lo do antidepressivo, por exemplo, que é o ‘padrão ouro’ no tratamento de transtornos psicológicos”.

    Alternativas não medicamentosas

    As farmacêuticas destacam que, além da psicoterapia, outras estratégias não farmacológicas para evitar o surgimento desses transtornos ou agravamento deles nesse período de pandemia podem ser empregadas antes do emprego de medicamentos, como o uso da fitoterapia, homeopatia, aromaterapia e de práticas integrativas para relaxar. Recriar a rotina também é uma boa iniciativa. De acordo com as profissionais, fazer a higiene do sono, com iniciativas simples como apagar a luz, evitar o uso de aparelho celular e aparelhos eletrônicos antes de dormir, fazer uma alimentação mais leve durante a noite, evitar a ingestão de bebidas alcóolicas e bebidas estimulantes como café, é essencial para manter a mente saudável. Faz parte das recomendações usar a cama apenas para dormir e, ao acordar, se arrumar para iniciar o trabalho em home office, por exemplo. Diminuir o uso das redes sociais, tomar sol e praticar exercícios físicos também são atividades que podem ajudar a manter a sanidade mental.

    Especialmente neste momento, é importante que os farmacêuticos estejam preparados e seguros para acolher as demandas relacionadas a saúde mental, avaliá-las da melhor maneira possível e aconselhar os pacientes de modo a proporcioná-los uma boa qualidade de vida.

    Fonte: Comunicação CFF