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  • Farmacêuticos peritos analisam amostras de álcool gel apreendidas pela Polícia Civil de Alagoas

    Numa operação realizada pela Polícia Civil de Alagoas, nos municípios de Maceió, Arapiraca e Igaci nos meses de março e abril uma grande quantidade de álcool gel falsificado que estava sendo comercializado foi apreendido e retirado de circulação. Amostras do material foram encaminhadas para a Perícia Oficial de Alagoas para que a análise fosse feita e os responsáveis são os farmacêuticos e peritos criminais Thalmanny Fernandes Goulart e Ken Ichi Namba.

    Segundo Thalmanny Fernandes Goulart, chefe do Laboratório de Química do Instituto de Criminalística de Alagoas, estas amostras são analisadas para que a polícia civil tenha provas técnicas de possível adulteração, e ou falsificação no processo de produção clandestina ou oficial de álcool em gel a fim de que sejam incluídas no inquérito policial.

    Nas análises das amostras os peritos encontraram vários hidrocarbonetos comumente encontrados no etanol (álcool de posto), dentre eles as substâncias químicas xileno, tolueno e benzeno. Uma alerta feito pelo farmacêutico perito é que muitos vídeos tem circulado ensinando a produção deste tipo de produto de forma caseira.

    “O que acontece é que os resíduos que ficam nos tanques internos acabam se misturando com o álcool por isso ele é totalmente contra indicado. Estas substâncias em contato com a pele pode provocar desde ressecamento exagerado, irritabilidade da pele e mucosa, dermatite de contato, até o risco de morte por depressão do Sistema Nervoso Central (SNC).”, pontuou.

    O farmacêutico perito revela ainda que o contato com o Benzeno pode causar Anemia Aplástica, que repercute diretamente com a diminuição da defesa imunológica do corpo humano.

    Apreensões

    De acordo com os peritos criminais, alguns desses produtos estavam sendo vendidos em estabelecimentos regulares, a exemplo de farmácias e outros foram apreendidos nas instalações industriais onde esses produtos estavam sendo fabricados. Durante o exame em laboratório foram encontradas várias irregularidades, desde a embalagem, até a composição química do produto.

    “No produto que analisei, o rótulo indicava uma empresa fictícia, sem CNPJ e sem registro na ANVISA. O exame realizado no laboratório apontou teores alcoólicos abaixo da concentração de 70%. Isso também é muito grave, pois para ter eficácia como desinfetante, o álcool gel deve ter a concentração de 70%,” explicou pelo perito criminal Ken Ichi.

    Os peritos alertam que ao escolher o álcool em gel a 70% ou o álcool etílico (líquido) 70% é necessário ler o rótulo para se certificar se é 70%, e verificar a procedência. Caso desconfie que seja falsificado, a orientação é não comprar, e denunciar o estabelecimento para que o material seja apreendido e analisado.

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações da Perícia Oficial

  • Annita: sem comprovação científica, CRF/AL alerta para o risco da automedicação

    O dia 05 de maio foi instituto como o dia nacional do Uso Racional de Medicamentos. Este ano, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas faz um alerta especial quanto a automedicação com fármacos que tem sido apontados no tratamento do Covid-19 e que tem levado a população adquirir estes medicamentos sem qualquer orientação.

    A farmacêutica e membro do grupo de trabalho de farmácia comunitária do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Jéssica Costa, fala sobre a nitazoxanida, conhecida como Annita, cujos testes estão sendo realizados. De acordo com ela, este é um medicamento usado para tratamento de gastroenterites virais provocadas por rotavírus ou norovírus, helmintíases, amebíase, giardíase, criptosporidíase, blastocistose, balantidíase e isosporíase.

    “Assim como a ivermectina que também se enquadra como anti-helmíntico, eles estão sendo estudados e acrescentados aos protocolos de possível tratamento ao Codiv -19. Contudo, ainda não existem comprovações cientificas sob sua eficácia no tratamento, portanto não é recomendado a automedicação”, informou.

    A farmacêutica relembra que ao ser anunciado que o medicamento estava sendo testado muitas pessoas foram as farmácias e drogarias adquirir o produto e como qualquer outro medicamento ela apresenta efeitos colaterais. “Ele pode parecer um medicamento inofensivo, mas ele é contraindicado para crianças com menos de 1 ano, pacientes com diabetes, doenças no fígado ou rins e para pacientes com alergia à Nitazoxanida ou a algum dos componentes da fórmula”, pontuou.

    De acordo com ela, o uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, ou mesmo esconder determinados sintomas. Além disso, a automedicação pode trazer, ainda, consequências como: reações alérgicas, dependência e até a morte. “Entre os riscos mais frequentes para a saúde daqueles que estão habituados a se automedicar estão o perigo de intoxicação e resistência aos medicamentos. Todo medicamento possui riscos que são os efeitos colaterais”, alertou.

    Jéssica informa que segundo o Ministério da Saúde, uma das principais causas da automedicação é a variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica, a facilidade de comercialização deles e a própria cultura e comodidade assimilada pela sociedade que vê na farmácia um local onde se vende de tudo. “A grande variedade de informações médicas disponíveis, sobretudo em sites, blogs e redes sociais, também está entre os fatores que contribuem para a automedicação”, lamentou.

    A orientação da farmacêutica é que neste momento que estamos vivendo, o melhor é se resguardar e seguir as normas da Organização Mundial de Saúde, como ficar em casa e fazer a higienização de forma adequada. “O farmacêutico, assim como tantos outros profissionais da saúde, estão na linha de frente contra o Covid-19. Somos contra qualquer tipo de automedicação e estamos prontos para sanar suas dúvidas e auxiliar em qualquer eventualidade sobre seu tratamento”, garantiu.

    Prescrição Médica

    Desde o dia 15 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), inclui este medicamento na lista de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial, com isso, a venda do medicamento Annita também fica sujeita à retenção da receita de controle especial em duas vias, sendo a 1ª via retida no estabelecimento farmacêutico e a 2ª via devolvida ao paciente.

    No cenário atual do tratamento para covid-19, se enquadra a inclusão de antibiótico aos protocolos prescritos. Porém, vale salientar que de acordo com o artigo 7º da RDC 20/2011, “a receita poderá conter a prescrição de outras categorias de medicamentos desde que não sejam sujeitos a controle especial”.

    Prescrição de antimicrobianos e medicamentos contendo substâncias controladas pela Portaria SVS/MS nº 344/98 na mesma receita, como se enquadra o Annita, impossibilita a compra de ambos, dando possibilidade de dispensação apenas do medicamento controlado.

    Logo, faz-se necessário que sejam prescritos em receituários distintos, evitando assim a impossibilidade de dispensação e atraso no tratamento necessário para  o paciente.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Crianças e covid-19, farmacêutica orienta sobre automedicação

    Os casos de crianças infectadas pelo Covid-19 ainda é pequeno, isso porque normalmente são vistas como portadores assintomáticos, contudo elas estão sendo acometidas pelo vírus levando inclusive a morte. A farmacêutica Sabrina Neves, integrante do Grupo de Trabalho de Ensino e Pesquisa do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explica que um dos motivos que pode ter levado o aumento de casos em crianças é o maior tempo que os adultos estão convivendo com elas. 

    “As crianças apresentam menor risco de desenvolverem sintomas e apresentarem COVID-19. Muito, tem se falado que são assintomáticas e que o maior risco está associado a possibilidade de serem agentes transmissoras”, analisou.

    Sabrina revela que um estudo chinês sobre a covid-19 em crianças mostrou que pouco mais da metade das crianças apresentam sintomas leves de febre, tosse, dor de garganta, nariz escorrendo, dores no corpo e espirros. “Somente um terço desenvolvia sinais de pneumonia, com febre constante, tosse e chiados no peito, mas sem a falta de ar e a dificuldade para respirar vistas nos casos mais severos da doença”, pontuou.

    Já para os sintomas mais graves, ou críticos de covid-19, como falta de ar, síndrome do desconforto respiratório agudo e situação de choque, o estudo mostrou que menos de 6% das crianças desenvolvem estes sintomas. Entre as faixas etárias, crianças pequenas, bebês em particular, são mais vulneráveis à covid-19 do que outros grupos etários infantis. “As crianças que apresentam comorbidades, como asma, diabetes e obesidades e podem ser mais propensas a complicações”, comentou.

    Neste momento de pandemia, segundo a farmacêutica, a recomendação continua sendo evitar aglomerações, não deixar as crianças brincarem com outras crianças fora de sua residência, evitar os parquinhos e praia. Em caso de sintomas leves orienta-se a observação em casa.

    “Evitem a automedicação, principalmente, a nebulização como forma de reduzir a dispersão de aerossóis, bem como evitar o uso de corticoides sistêmicos. Apenas crianças que já fazem tratamento para asma devem manter o tratamento de manutenção”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • CFF alerta sobre risco da ivermectina de uso veterinário em humanos

    O Conselho Federal de Farmácia promove neste mês uma campanha pela promoção do uso consciente de medicamentos. A iniciativa é alusiva ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. O objetivo é evitar a automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos, bem como alertar a população sobre os riscos do uso desses fármacos sem a orientação profissional, mesmo aqueles vendidos sem receita médica.

    A ivermectina, por exemplo, é indicada para o tratamento de diversas infecções causadas por vermes e parasitas. Devido a estudos científicos promissores como opção para tratamento de Covid-19, houve aumento da venda inclusive da formulação voltada para o tratamento de animais. É o que relata o conselheiro federal de farmácia pelo Amapá, Carlos André Sena. “Detectamos que muitas farmácias estão com seus estoques de ivermectina encerrados. E por, conta disso, recebemos denúncia que a população está em busca desse medicamento nas clínicas e locais que vendem medicamentos veterinários”.

    O farmacêutico reforça que isso é muito preocupante, pois os medicamentos veterinários possuem formulações diferentes do medicamento para humano. Tanto que eles são registrados no Ministério da Agricultura, enquanto os medicamentos para humano são registrados na Anvisa.

    Diante desse comportamento no mercado, o Conselho Federal de Farmácia alerta sobre a falta de estudos conclusivos sobre o resultado de medicamentos para o tratamento de Covid-19, bem como sobre as consequências do uso do medicamento veterinário ivermectina em humanos. “O uso desse medicamento veterinário pela população traz grande risco e efeitos colaterais. As formulações são feitas para animais e não podem ser utilizadas por humanos, com grande risco de sofrerem os sintomas de dor de cabeça, diarreia, vômitos, e outros que podem ser ocasionados pelo consumo de produtos desconhecidos em suas formulações. Então, fazemos o alerta para que a população não consuma esses medicamentos por conta de não eficácia e segurança na sua formulação”.

    Carlos André Sena é farmacêutico-bioquímico e especialista em Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. É ainda pós-graduado em farmacologia clínica e prescrição farmacêutica e atua nas áreas de assistência farmacêutica e saúde Pública.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Covid -19: Fiocruz lança curso EaD de Atenção Psicossocial e Saúde Mental

    A Fiocruz Brasília divulgou, na última quinta-feira (7/5), chamada pública para seleção do Curso de Atualização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19, na modalidade a distância, voltado a profissionais de saúde e áreas afins. O curso foi desenvolvido pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres (Cepedes/Fiocruz).

    As inscrições podem ser feitas entre os dias 7 de maio e 7 de junho. As vagas são limitadas. A atualização é voltada aos profissionais de saúde e áreas afins no campo da Saúde Mental e Atenção Psicossocial (SMAPS) que estejam trabalhando ou venham a trabalhar durante a pandemia Covid-19, e tem como objetivo proporcionar subsídios para o entendimento global do cuidado em Saúde Mental e Atenção Psicossocial em situações de pandemia do novo coronavírus, bem como oferecer ferramentas que auxiliem a compreender e a elaborar estratégias de planejamento, preparação e resposta para população em geral, pacientes infectados, familiares e trabalhadores da linha de frente. O curso foi construído com base nas cartilhas da Série Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19 da Fiocruz.

    Inscrições

    Para inscrições, os interessados devem acessar esse link e seguir as orientações. Em casos de dúvidas, informações podem ser obtidas pelo email: [email protected]

    Saiba mais no site da Fiocruz Brasília.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Dia Mundial da Cruz Vermelha é celebrado em 8 de maio

    No dia 8 de maio é celebrado o Dia Mundial da Cruz Vermelha. A data faz referência ao aniversário de nascimento do fundador do movimento de ajuda humanitária do mundo, o suíço Henry Dunant. A Cruz Vermelha é a principal instituição de ajuda humanitária do mundo. No Brasil, está presente em 21 estados. A cada ano, a Cruz Vermelha Brasileira presta assistência a mais 60 mil pessoas, com a oferta de uma ampla gama de serviços adaptados às necessidades locais.

    São três mil voluntários envolvidos no combate à covid-19 e há farmacêuticos entre eles, mas a entidade não soube precisar o número exato desses profissionais cadastrados. Eles também atuam em ações de prevenção e combate a doenças, como a febre amarela e a tuberculose, bem como ações emergenciais em tragédias, que ajudam pessoas a enfrentar, superar e se recuperar de crises.
    A Cruz Vermelha Brasileira vem atuando no enfrentamento à covid-19, por meio da campanha “Estamos Prontos”. Do mês de março ao final do mês de abril, mais de 50 mil pessoas foram beneficiadas pela instituição. Entre as atividades realizadas pelas diversas filais espalhadas pelo país, estão as campanhas de vacinação, distribuição de doações, higienização de cidades e até testes rápidos da covid-19.
    Nesse período (março/abril), foram distribuídas 4.380 cestas básicas, 510 galões de água, 15.600 luvas de proteção e cerca de 22.649 máscaras. Além disso, algumas filiais também distribuíram outros produtos de higiene, como barbeador e álcool 70. Durante as campanhas de vacinação, mais de 27 mil pessoas foram vacinadas contra a influenza.
    O presidente nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Julio Cals, destaca a importância dos parceiros nessa missão. “As doações estão chegando no momento certo, a campanha “Estamos Prontos” tem como objetivo atender e prestar apoio às pessoas que se encontram em vulnerabilidade nessa situação de combate à covid-19, muitas pessoas precisam trabalhar como os profissionais de saúde, doações de EPIs para esses setores nesse momento de calamidade estão sendo essenciais”.
    Julio Cals elogiou o trabalho desses voluntários nessa desafiadora missão. “Tenho muito orgulho dos nossos voluntários, estamos trabalhando dia e noite, nos expondo a esse vírus por amor ao próximo, em sintonia com a missão da instituição, de atenuar o sofrimento humano. É um momento de muito trabalho, mas de muita união”, concluiu.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • Baixa de RT: farmacêutico é obrigado a comunicar ao CRF/AL

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas tem identificado que farmacêuticos responsáveis técnicos que encerram suas atividades junto as empresas não tem comunicado o seu desligamento ao CRF/AL.

    O artigo 19 do Código de Ética da profissão deixa claro que o farmacêutico é obrigado a informar por escrito, todos os seus vínculos, mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição.

    Aquele profissional que deixa de comunicar o seu desligamento continua assumindo a função junto a empresa, mesmo que tenha sido desligado do quadro de funcionários, podendo assim responder solidariamente por eventuais ilícitos cometidos sejam eles administrativos e/ou criminais.

    Para dar baixa de responsabilidade técnica, o farmacêutico pode acessar o site do Conselho Regional de Farmácia, ir na aba serviços, imprimir o formulário, e entregar assinado por ele e pelo responsável legal da empresa juntamente com a cópia de rescisão contratual.

    Mais informações com assessoria técnica pelo email: [email protected] ou pelo telefone: (82) 98138-8512

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Vendas de medicamentos crescem durante pandemia do Covid-19

    Na terça-feira, 05 de maio, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas juntamente com o Conselho Federal de Farmácia lançam a campanha do Uso Racional de Medicamentos cujo tema é: não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico.

    A escolha do tema se deu após a realização de uma pesquisa pelos conselhos regionais em que se constatou um aumento na venda de medicamentos relacionados à Covid-19 nos três primeiros meses desse ano, comparado ao mesmo período do ano passado. A vitamina C, por exemplo, registrou um aumento de mais 180% nas vendas, seguido pelo paracetamol que foi de 77,35% e do sulfato de hidroxicoloroquina que foi de 67, 93%.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, explica que estes dados reforçam a preocupação por partes dos farmacêuticos com relação a automedicação cujo hábito é comum em 77% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Datafolha de 2019. “Essa cultura da automedicação traz prejuízos à saúde, que podem ser resistência quanto ao uso daquela droga, alergias e reações que podem levar a morte”, alertou.

    O presidente pontua que mesmo que sejam medicamentos livres de prescrição médica a orientação por parte do profissional farmacêutico é fundamental. Por exemplo, o uso excessivo da vitamina C pode levar ao surgimento de cálculo renal. No caso do paracetamol, pode causar lesões hepáticas e do sulfato de hidroxicloroquina problemas de arritmias e até parada cardíaca.

    Neste período de pandemia foram divulgadas informações de que certos medicamentos trazem a cura para o Covid-19, contudo, o presidente ressalta que os estudos ainda não tem evidências clínicas, portanto, não há necessidade de se estocar estes medicamentos em casa. “O farmacêutico é o profissional responsável dentro da farmácia para orientar o paciente quanto a uso racional deste medicamento, como ele deve ser tomado, qual o melhor horário, e qual o medicamento adequado para tratar os sintomas relatados pelo paciente”, reforçou.

    Um relatório publicado por entidades ligadas à ONU (Organização das Nações Unidas) em 2019 demonstrou que o uso excessivo de medicamentos pode levar a morte de 10 milhões de pessoas por ano até 2050. Além disso, as infecções resistentes a antibióticos já causam, pelo menos, 700 mil mortes todo ano. Dessas, 230 mil são por causa da tuberculose multirresistente.

    O relatório do Banco Mundial, publicado em 2016, mostrou que os prejuízos econômicos nos sistema de saúde causado pela resistência dos micróbios a medicamentos terão um impacto global de cerca de 1 trilhão de dólares (R$ 3,9 trilhões) até 2050. “Neste momento de pandemia tudo o que precisamos é ter leitos disponíveis, prevenir a automedicação é resguardar a saúde da população. Sem esquecer claro, de cumprir o isolamento social. Estas medidas conjuntas ajudarão a não disseminar o vírus para que esta fase passe com mais tranquilidade”, falou Robert.

    CFF

    O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva, lembra que os farmacêuticos sempre apoiaram a saúde em pandemias e estão na linha de frente do combate nessa também. Por isso, eles devem continuar observando as recomendações da Anvisa e as boas práticas farmacêuticas para realizar as dispensações desses medicamentos, e que orientem os usuários, pois a desinformação é um inimigo tão poderoso quanto o novo coronavírus.

     

    MEDICAMENTO/PRINCÍPIO ATIVO JAN A MAR/2019 JAN A MAR/2020 %
    HIDROXICLOROQUINA SULFATO 231.546 388.829 67,93%
    IBUPROFENO 15.010.195 14.615.066 -2,63%
    PARACETAMOL 11.150.452 19.774.819 77,35%
    DIPIRONA SÓDICA 30.226.256 46.716.599 54,56%
    COLECALCIFEROL (VITAMINA D) 4.440.289 6.019.038 35,56%
    ACIDO ASCÓRBICO (VITAMINA C) 9.327.016 26.116.340 180,01%

    Fonte: Ascom CRF/AL com informações do CFF

  • Posto de medicamento: farmacêutico responde solidariamente

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas recebeu denúncias de que pessoas interessadas em abrir postos de medicamentos tem oferecido aos farmacêuticos alagoanos vantagens financeiras para que eles forneçam a declaração farmacêutica, exigida pela Lei Estadual 4.406/82 e Deliberação 003/16 do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas.

    Sendo assim, o CRF/AL alerta aos profissionais farmacêuticos que, ao fornecer esse tipo de declaração, ele assume de forma solidária a responsabilidade administrativa e criminal nos casos de eventuais ilícitos cometidos no posto de medicamento para o qual forneceu a referida declaração.

    Conforme a Lei Federal 5.991/73, em seu artigo 4°, inciso XIII, os postos de medicamentos só podem vender medicamentos em suas embalagens originais e estão dispensados da assistência técnica de um farmacêutico, ou seja, não é exigida a presença de um farmacêutico neste local durante o horário de funcionamento porque eles não contam com assistência técnica.

    Deste modo, o CRF/AL reitera a importância de o farmacêutico estar atento ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica e ciente da possibilidade de responsabilização administrativa e criminal quando da concessão da Declaração Farmacêutica a proprietários de postos de medicamentos que eventualmente venham a cometer ilícitos relacionados a esta atividade.

    Fonte: Ascom CRF/AL

     

  • Coronavírus pode causar sintomas na pele?

    É possível que a lista de sintomas causados pelo coronavírus (Sars-CoV-2) ganhe mais um item. Estudos pequenos e relatos de médicos sugerem que alguns pacientes acometidos pela Covid-19 podem apresentar problemas na pele.

    Um dos comunicados mais recentes sobre o tema foi escrito por pesquisadores italianos no Journal of the European Academy of Dermatology. Eles afirmam ter encontrado alterações dermatológicas em 20% de um grupo de 88 italianos infectados pelo coronavírus.

    A maioria possuía manchas e lesões avermelhadas, chamadas de exantema ou rash cutâneo. Erupções parecidas com as do sarampo foram detectadas em um dos participantes, e outros três manifestaram urticária.

    “Dedos do pé de Covid”

    De olho nesses e em outros relatos, a Associação Americana de Dermatologia está pedindo informações aos médicos sobre manifestações cutâneas do novo coronavírus A entidade declarou ao site USA Today que já recebeu mais de 300 contribuições — e uma parte considerável descreve uma alteração peculiar, apelidada de “dedos do pé de Covid”.

    Trata-se de um fenômeno observado em alguns países, principalmente em crianças e pessoas mais jovens, em que os dedos dos pés ficam avermelhados e até arroxeados. Alguns descrevem ainda sensação de ardência na área. A lesão some em poucos dias e não parece relacionada à gravidade da doença.

    Em comunicado, o Sindicato Nacional de Dermatologistas e Venereologistas da França destaca que seus associados também têm notado, nos indivíduos infectados com Sars-CoV-2, manchas escuras parecidas com as de queimaduras de frio, com ou sem males respiratórios associados. Outros portadores exibiriam sinais passageiros de urticária.

    Até agora, dois relatos oficiais de “dedos do pé de Covid” foram publicados em periódicos científicos: um jovem de 23 anos e um adolescente italiano de 13. Ou seja, estamos falando de uma suspeita inicial a ser investigada.

    Elo entre sintomas na pele e coronavírus não está comprovado

    Em posicionamento, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) avaliou diversas publicações já conduzidas e ressalta que é cedo para tirar uma conclusão definitiva sobre o tema.

    Entre as limitações, há o fato de os estudos serem pequenos e com falhas metodológicas. As publicações disponíveis até agora são relatos de caso e cartas ao editor — quando os pesquisadores trazem um resultado sem mostrar o trabalho na íntegra ou submetê-lo a colegas isentos para uma checagem.

    A SBD também destaca a ausência de imagens ou biópsias que comprovem a relação e permitam a avaliação aprofundada das lesões. Não dá para afirmar se elas aparecem antes ou depois dos sintomas clássicos — ou mesmo por causa de medicamentos e outras infecções coexistentes.

    Conclusão: apesar das suspeitas, sintomas na pele não são considerados indícios de Covid-19 por enquanto. De qualquer maneira, a SBD pede aos médicos e dermatologistas que documentem com precisão as possíveis lesões observadas em vítimas do coronavírus para entender melhor a relação entre uma coisa e outra.

    Fonte: Chloé Pinheiro Saúde Brasil