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  • Medicamentos influenciam capacidade de condução de veículos

    Medicamentos influenciam capacidade de condução de veículos

    O ato de dirigir um veículo pode parecer algo relativamente simples, no entanto, é uma atividade complexa. Conduzir um veículo exige concentração, atenção, rapidez nos reflexos, coordenação motora, equilíbrio, boas condições de visão e de audição, além de discernimento para avaliar riscos. O uso de álcool e de determinados medicamentos, não dormir ou não descansar de forma adequada são fatores que podem levar à ocorrência de acidentes de trânsito.



    O Código Brasileiro de Trânsito não traz regra específica sobre o uso de medicamentos e direção de veículos. Porém, a utilização de certos medicamentos tem efeitos nocivos sobre a concentração, a coordenação motora, a vigília e os reflexos. Os efeitos podem ser semelhantes aos provocados pela ingestão de bebida alcoólica. A preocupação também se aplica aos pedestres, pois a falta de atenção ao atravessar uma via também pode causar acidentes. Dessa forma, campanhas educativas e a oferta de informação para a população são muito úteis e necessárias não só para os condutores, mas também para os pedestres.



    Entre os medicamentos que podem interferir nas habilidades necessárias para uma direção e tráfego seguros no trânsito estão os antidepressivos (fluoxetina, amitriptilina), ansiolíticos e sedativos (diazepam, lorazepam), antialérgicos (dexclorfeniramina), anticonvulsivantes (carbamazepina, fenobarbital), medicamentos que reduzem a glicose no sangue (glibenclamida, gliclazida), analgésicos opioides (tramadol, metadona), relaxantes musculares (ciclobenzaprina, orfenadrina), alguns antiparasitários (praziquantel), entre outros.



    Recomenda-se, portanto, que as pessoas em uso de medicamentos busquem sempre a orientação do farmacêutico, incluindo os cuidados que devem adotar em relação à condução de veículos.



    Os usuários de medicamentos devem estar atentos ao que sentem após tomá-los. Se apresentar algum sintoma que coloque em dúvida seu desempenho seguro ao volante, o recomendado é evitar dirigir. Importante frisar que nenhum tratamento deve ser interrompido sem orientação profissional.

    Fontes consultadas:



    1. Santos, J. Consumo excessivo de medicamentos, um problema de saúde pública. Ret-SUS, 2012. Disponível em:http://www.retsus.epsjv.fiocruz.br/upload/55/Retsus_55_EmRede02.pdf

    2. Rapkiewicz JC, Grobe R. Influência de medicamentos sobre a condução de veículos. Curitiba: Centro de Informação sobre Medicamentos, Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná; 2011.?

    Autor: Fernanda Alves França e Rogério Hoefleff

    Fonte: CFF

  • Novo documento define normas no controle da pressão alta

    Novo documento define normas no controle da pressão alta

    Os números associados à hipertensão são impressionantes. Trata-se de uma doença que acomete 36 milhões de brasileiros adultos. Seis em cada dez idosos sofrem dela. Quando não tratado devidamente, o problema tira dezesseis anos da vida do paciente. Pois um documento que será divulgado no 71º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que começa amanhã em Fortaleza, define os cuidados que se deve ter com o portador da doença. Com o nome de 7a Diretriz Brasileira de Hipertensão, o texto foi elaborado pelas três maiores entidades de referência na área, as sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão. A seguir, as principais observações.



    Cerca de 90% dos hipertensos necessitam de tratamento com medicamentos de uso contínuo. Pois esses casos estão associados a alterações genéticas.



    O estilo de vida é fundamental para controlar a pressão. Controlar o peso, reduzir o consumo de sal, fazer um mínimo de 150 minutos de caminhadas ou exercícios por semana, atenuar o stress e preservar o sono, são ações que podem reduzir a necessidade de medicamentos.



    Os pacientes devem medir a pressão também fora do consultório. Não só a medição feita pelo médico é importante. Medidas realizadas em casa, no trabalho e em atividades cotidianas podem ajudar a compreender o comportamento da pressão, contribuindo para o melhor tratamento.



    Consulte sempre um médico para comprar um equipamento confiável. Nem todos os aparelhos eletrônicos são bons. Evite os que medem a pressão no punho. Além disso, pessoas obesas, ou muito magras e crianças frequentemente necessitam de equipamentos especiais e braçadeiras de tamanhos específicos.



    Pressão próxima a 12 por 8 continua sendo a melhor. Essa é uma forma simples de dizer que a pressão máxima (a sistólica), está em 120, e a mínima (a diastólica), em 80 milímetros de mercúrio (mmHg). No Brasil, popularmente eliminam-se os zeros e, em vez de dizermos 120 por 80, dizemos apenas 12 por 8. Depois de recomendações díspares em passado recente, chegou-se à conclusão que o melhor mesmo é ter a pressão menor que 13 por 8 (130/80 mmHg).



    Algumas pessoas podem e devem ter a pressão acima de 12 por 8. A pressão próxima a 12 por 8 continua sendo a melhor. Mas algumas pessoas, em especial os idosos, não toleram esse nível de pressão. Elas sentem tonturas, sofrem risco de quedas, podem ter alterações nos rins. Elas podem, portanto, manter as taxas um pouco mais elevadas.



    A hipertensão não costuma ser uma doença isolada. Colesterol elevado, diabetes, sobrepeso, distúrbios hormonais, disfunções dos rins, alterações circulatórias, gota e muitas outras afecções tendem a estar presentes em quem tem hipertensão. Essas condições agravam o risco da doença e podem determinar caminhos especiais para o tratamento.

    Fonte: CFF 

  • Farmacêuticos em ação: CRF/AL atende 1.500 pessoas na orla da Pajuçara

    Farmacêuticos em ação: CRF/AL atende 1.500 pessoas na orla da Pajuçara

    Neste domingo, 25 de setembro, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) esteve na orla da Pajuçara prestando atendimento a população maceioense. Cerca de 20 profissionais estiveram participando da ação que atendeu aproximadamente 1.500 pessoas, no horário de 8 às 12hs.

    O presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, disse que o evento foi um sucesso já que o objetivo era prestar esclarecimento a população sobre os sintomas da dengue, zika e chikunguya e isso foi alcançado. “Nós distribuímos mais de dois mil folders explicativos e mostramos que ao detectar alguns dos sintomas, se deve procurar o serviço médico e não se automedicar porque isso pode mascarar e trazer agravos a doença”, pontuou.

    De acordo com ele, essas ações aproximam o profissional da comunidade e com isso a população começa a entender o papel do farmacêutico como um profissional da saúde. “Isso só fortalece o nosso papel e mostra que nós somos um profissional da saúde que compõem a equipe multidisciplinar e que a população tem em cada farmácia um profissional capacitado para fazer esse atendimento”, destacou.

    Para o aposentado Expedito Ferreira o atendimento foi importante porque identificou que ele estava acometido de hipertensão. “Eu não sabia e a minha pressão está um pouco alta, foi por conta do atendimento que descobri e agora vou ter que cuidar da minha pressão. Eu pensei porque eu ando, danço estava sadio, mas ao contrário, agora estou sabendo que não sou aquele cara que eu pensei que era. Para mim foi 10”, revelou.

    Expedito disse que foi muito bem orientado e percebeu que a partir de agora terá que cuidar mais da saúde. “Eu estava parado quando o assunto era a minha pressão e por sorte hoje encontrei vocês aqui e fui atendido. Ele (o farmacêutico) disse que eu tenho que cuidar da minha alimentação, e eu concordo com ele. Para mim foi ótimo, tudo muito organizado, vocês estão de parabéns”, falou o aposentado.

    Rodeck Borges, que estava caminhando pela orla, decidiu para no estande e auferir sua pressão e fazer o teste de glicemia, e o resultado foi positivo com todas as taxas dentro da normalidade. “Foi muito bom, fazia cinco meses que eu não fazia esse exame e estou com tudo normal, eu adorei a iniciativa e é muito importante esse atendimento. Saio daqui satisfeito”, ressaltou.

    A campanha Farmacêuticos em Ação – todos contra o Aedes aegypti aconteceu no dia Internacional do Farmacêutico simultaneamente na Argentina, Costa Rica, Paraguai, Uruguai e Venezuela, em uma iniciativa do Fórum Farmacêutico das Américas (FFA), com apoio da Fundação Internacional Farmacêutica (FIP) e Fundação FIP. No Brasil, a campanha foi desenvolvida pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), os conselhos regionais e as entidades parceiras – Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh).

    ASCOM- CRF/AL

  • Projeto Farmácia Viva tem apoio do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas

    Projeto Farmácia Viva tem apoio do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas

    Com uma realidade de crianças acometidas de doenças e da proliferação delas, a professora Ednalva Pinheiro- coordenadora do projeto- implantou o programa Farmácia Viva na comunidade Gruta D’Água no município de Arapiraca. Com o objetivo prevenir que doenças corriqueiras se tornem um problema para aquela população, a escola criou um horto com plantas medicinais onde são produzidos os medicamentos fitoterápicos. “Não foi apenas a plantação de mudas, nós contextualizamos com o currículo escolar e hoje nossas crianças aprendem todas as disciplinas através da farmácia viva e da horta escolar”, pontuou a coordenadora.

    O projeto deu tão certo que já foi premiado 14 vezes a nível nacional e também foi reconhecido pela Unicef ( Fundos das Nações Unidas para a Infância). De acordo com a coordenadora somente no ano de 2011 foram preparados mais de 100 litros de xarope para as crianças, foram feitas pomadas, tinturas e até balas. “É muito comum nas escolas ter os piolhos e nós tratamos nossas crianças com os fitoterápicos. Começamos aplicando as mudas na cabeça delas, fizemos os sabonetes e agora já temos os shampoos”, comemorou.

    Em funcionamento desde 2006, a coordenadora explicou que em virtude desse crescimento sentiu-se a necessidade de se ter um novo projeto de assistência farmacêutica de plantas medicinais e fitoterápicos. “Percebemos que era importante sair um pouco mais do popular e criar um projeto mais científico. Esse é um trabalho que precisa ser expandido para outras comunidades porque os fitoterápicos ajudam bastante já que trabalhamos com as comunidades carentes”, revelou.

    Neste sentido, o projeto hoje conta com o apoio do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), que segundo ela, é muito importante para a assistência farmacêutica já que se trabalha hoje com a manipulação, capacitação e dispensação de medicamentos. “A nossa meta é efetivar o cultivo de muda das espécies selecionadas para produção, estudo e manipulação. Estamos recebendo três mil mudas e vamos trabalhar primeiramente com seis espécies: aroeira, babosa, espinheira santa, guaco, hortelã e a unha de gato”, comentou.

    Ela faz questão de ressaltar que os moradores daquela comunidade tem todo conhecimento dessa medicação, isso porque o trabalho não é apenas da criação desses medicamentos, mas, sobretudo voltado para a educação e orientação. “Por meio da educação nós podemos transformar o nosso cotidiano”, pontuou.

    Cristiane Barros, farmacêutica responsável pelo projeto, acompanha todo o processo desde a aquisição das mudas, da plantação no horto, do armazenamento, da prescrição farmacêutica, da dispensação das preparações até o transporte. Hoje, os produtos devem seguir para os postos de saúde e sendo assim, ela garantiu que vai acompanhar o trabalho os responsáveis pelas farmácias vivas. “O objetivo do farmacêutico é expandir o uso racional desses medicamentos nos postos de saúde e para isso será feito cursos de capacitação para toda equipe multidisciplinar, médicos, enfermeiros, que trabalham naquela unidade de saúde”, assegurou.

    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, destacou que o conselho sente-se orgulhoso em apoiar essa iniciativa da comunidade que tem apresentado resultados positivos e salvado vidas. “Nosso intuito é que a fitoterapia seja feita de forma profissionalizada e jamais poderíamos nos distanciar desse tratamento que é tão benéfico à população. Nós temos um profissional capacitado que vai auxiliar todas as pessoas envolvidas nesta iniciativa”, pontuou.

    Em visita ao projeto, o vice-presidente reconheceu o sucesso e disse que juntamente com outros profissionais farmacêuticos tentarão levar o projeto para dentro das unidades de saúde. Participaram da visita: Saulo Sales, farmacêutico da Vigilância Sanitária, Samuel Luz, farmacêutico Nasf (Núcleo de apoio à saúde da Família) e Fernando Minervo, farmacêutico da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca. 

    Luciana Martins-Ascom/CRF-AL

  • Confira a nova edição de

    Confira a nova edição de

    Foi lançada a 3ª edição, do volume 28, do “Infarma – Ciências Farmacêuticas”. O tema de abrangência dos artigos é Uso Racional de Medicamentos. O editorial foi escrito por Patrícia de Carvalho Mastroianni, do Departamento de Fármacos e Medicamentos, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, UNESP, e aborda o assunto do Acesso à Atenção Farmacêutica.

    O periódico é editado pelo Conselho Federal de Farmácia e está disponível exclusivamente por meio eletrônico. Ele tem o compromisso de divulgar trabalhos científicos na área farmacêutica e seu conteúdo contribui com a formação acadêmica de estudantes de graduação e pós-graduação e para a informação de pesquisadores e profissionais.

    O conteúdo do Infarma é livre para leitura. Só para o envio de artigos à submissão da Comissão Editorial o usuário deve se cadastrar. Os textos dos artigos são submetidos à avaliação de um corpo de revisores especializados e os autores podem acompanhar, em tempo real, todos os estágios da análise de sua publicação. O sistema também permite a busca, por meio de palavras chaves, dos artigos já publicados na revista.

    Caso tenha interesse em enviar sua contribuição, acesse este link, onde encontrará instruções detalhadas para preparar seu manuscrito, bem como proceder para a submissão online.

    Fonte: CFF

     

  • Anvisa alerta para risco de superbactérias

    Anvisa alerta para risco de superbactérias

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai divulgar um alerta sobre a confirmação da presença no Brasil de bactérias portadoras do gene mcr-1, capaz de torná-las imunes à Colistina, uma classe de antibióticos considerada como a última arma para combater bactérias multirresistentes.



    O comunicado de risco será encaminhado para todos os hospitais com leitos de unidade de terapia intensiva.



    No documento, a Anvisa reforça a necessidade de equipes de saúde ficarem atentas para o risco, lista quais medidas são necessárias para diagnóstico e quais providências devem ser adotadas no caso de confirmação da presença de bactérias portadoras desse gene. Foram confirmados no Brasil até o momento três pacientes contaminados pela bactéria Escherichia coli, portadora da mutação – dois casos em São Paulo e um no Rio Grande do Norte. Há ainda outros três casos em análise, no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.



    “Estamos preocupados. Uma das últimas armas que temos para combater infecções multirresistentes pode tornar se também inútil”, afirmou a gerente da área de Vigilância e Monitoramento da Anvisa, Magda Machado de Miranda. “Ficaríamos sem opção terapêutica”, completou. Magda aponta ainda outro risco envolvendo o gene mcr-1. “Seu poder de transmissão é muito alto.



    Há possibilidade de ele se transferir de uma espécie bacteriana para outra.” O coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, Marcos Boulos, afirmou que, entre os casos confirmados no Estado, um foi detectado no Hospital das Clínicas, em março. “O achado é muito importante. É preciso agora reforçar o alerta para que profissionais e instituições redobrem os cuidados para identificação de controle de casos suspeitos”, completou.



    Pelo mundo. O gene mcr-1 foi descoberto na China. Países da Europa, África e Ásia já confirmaram a presença de bactérias com essa mutação. “O gene não significa, por si só, que a bactéria será multirresistente”, explicou o gerente de tecnologia e serviços de saúde, Diogo Soares.



    Ele compara o gene mcr-1 a uma armadura, que pode ser usada para proteger a bactéria do ataque de antibióticos. “A ferramenta está disponível. Basta agora que a bactéria faça uso da nova proteção.

    Fonte: O Estado de S.Paulo 

    Autor: Lígia Formenti

  • Suspensa propaganda de dois suplementos vitamínicos

    Suspensa propaganda de dois suplementos vitamínicos

    A Anvisa determinou a suspensão de todas as propagandas dos produtos Suplemento Vitamínico e Mineral Modulare / Picolinato de Cromo, distribuído e divulgado pela empresa Mafi Distribuidora Ltda e do produto Suplemento Vitamínico e Mineral Optimemory e Novo Alimento, 60 cápsulas.

    A medida foi motivada pela divulgação de propaganda irregular dos produtos, atribuindo propriedades de saúde não permitidas nos alimentos.

    As Resoluções RE 2.674/16 e RE 2.675/16, publicadas nesta segunda-feira (03/10) estão disponíveis no Diário Oficial da União (DOU).

    Palmitos Liberados

    A Anvisa revogou a Resolução RE n. 3.363 e RE n. 3.364 liberando a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes do produto Palmito em Conserva da marca Conservas Serra Azul, fabricado por Elizete Lummertz Borges e da marca Conservas Manzan, fabricado por Celso Alvino Mansan.

    A Vigilância Sanitária do Estado do Rio Grande do Sul atestou que as empresas estão aptas para o funcionamento, motivando a decisão de revogar as Resoluções. 



    As novas medidas estão disponíveis no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (03/10).

    Fonte: Anvisa

  • Outubro Rosa: CRF/AL apoia essa causa

    Outubro Rosa: CRF/AL apoia essa causa

    O mês de outubro foi dedicado ao combate ao câncer de Mama e o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) apoia essa causa.

    Conheça um pouco mais da história do outubro rosa:

    O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. Ele  nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

    A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).

    Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

    A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

    A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos  em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

    Fonte: outrubrorosa.org.br

  • TRF 5º reformula decisão e determina a presença de farmacêutico em hospital

    TRF 5º reformula decisão e determina a presença de farmacêutico em hospital

    O Tribunal Regional Federal da 5ª região julgou no dia 08 de setembro, o agravo de instrumento ingressado pelo Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) pedindo que fosse reformulada a decisão de 1º grau em que havia suspendido o direito de aplicar multa ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos por não possuir em seu quadro um profissional farmacêutico.

    Na nova decisão, a corte entendeu que deveria ser levado em consideração a atualização do conceito de “pequena unidade hospitalar ou equivalente”, formalizado pelo Ministério da Saúde, e que, havendo dispensação de medicamentos por meio de farmácias ou drogarias ali instaladas, estão aquelas unidades médicas obrigadas a manter farmacêutico credenciado pelo Conselho de Fiscalização Profissional.

    De acordo o desembargador federal Manuel Maia, relator do processo, o hospital possui 132 leitos, conforme informações encaminhadas à justiça, o que a obriga manter um farmacêutico credenciado pelo Conselho de Fiscalização Profissional. “Por tais razões, dou provimento ao agravo de instrumento para reformar a decisão vergastada e autorizar o CRF no Estado de Alagoas, no exercício do seu poder de polícia, a exigir Certidão de Regularidade Técnica da Presença do Profissional Farmacêutico da agravada”, diz um trecho da decisão.

    Ascom-CRF/AL

  • Farmacêuticos e educadores criam Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica

    Farmacêuticos e educadores criam Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica

    Trinta e sete anos depois do surgimento do primeiro serviço de Farmácia Clínica do Brasil, um grupo de farmacêuticos e educadores ligados à área deliberou pela criação da Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica. A decisão aconteceu durante o II Encontro Nacional de Educadores em Farmácia Clínica, na cidade de Natal. A sociedade nasceu do anseio dos farmacêuticos clínicos de ter uma entidade que lutasse pelo desenvolvimento desta área de atuação farmacêutica no país, sem a segmentação por local de atuação.

    O primeiro presidente eleito foi o professor Tarcisio José Palhano, pioneiro da Farmácia Clínica no Brasil. Em seu discurso, ele conclamou a todos a trabalhar para que a entidade seja efetiva em seus propósitos. “ Espero que as pessoas que estão assinando o manifesto não negligenciem a intenção e o esforço para que o estatuto a ser criado, não se torne uma letra morta. Que todos nós estejamos com o propósito de um final feliz. Que não façamos das dificuldades, barreiras intransponíveis que possam vir a inviabilizar essa ideia tão boa e tão salutar que é criar essa sociedade”, alertou.

    Outros participantes do encontro destacaram a preocupação de que a criação da entidade viesse a contribuir para a fragmentação da unidade dos profissionais que atuam no segmento. Mas, ao mesmo tempo, todos os que se pronunciaram reconheceram como legítima e oportuna a proposta, e manifestaram seu apoio incondicional à iniciativa.

    A presidente do Fórum Nacional de Farmácias Universitárias (FNFU), Silvia Storpirts, confessou sua dúvida inicial em apoiar a criação da nova entidade, mas disse estar segura já que a proposta é legítima e pertinente, sobretudo pelo crescimento do segmento.  Carmen Iris Tolentino, presidente da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), disse estar tranquila por ver que à frente dessa nova entidade estão o professor Tarcisio Palhano e um grupo de farmacêuticos comprometidos, sérios e muito capazes. “Tenho certeza que vou poder realizar um trabalho conjunto pelo desenvolvimento da nossa profissão”, afirmou.

    A coordenadora-geral do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), do Ministério da Saúde, Mirna Poliana Furtado de Oliveira Martins, que é farmacêutica clínica, declarou o seu apoio e falou também em nome do diretor do DAF, Renato Alves Teixeira Lima. “Ele tem ciência desse movimento, de sua importância. E em seu nome, digo que o Ministério da Saúde apoia a iniciativa de criação da sociedade, estando disposto a trabalhar conjuntamente em projetos em favor da saúde da população.”

    A assessora da Presidência do Conselho Federal de Farmácia, Josélia Frade, destacou a satisfação de ver reunidas na assembleia e no movimento clínico várias gerações de farmacêuticos e educadores. Ela ressaltou a participação do Conselho como grande catalisador do segmento e pediu que os presentes se despissem de ideias preconcebidas, se engajando na luta por um sistema de saúde mais justo e por uma resposta ainda mais efetiva da profissão farmacêutica às necessidades de saúde das pessoas. “Vamos apoiar também essa entidade que está nascendo e as pessoas que farão parte dela, sem vaidades, de forma horizontal, para que essa ciranda cresça e se fortaleça ainda mais. Há muitas necessidades ainda para serem atendidas”, comentou.

    As professoras Ivonete Batista de Araújo e Lúcia de Araújo Costa Beisl Noblat auxiliaram o professor Aleixo na condução da nova entidade. 

    Fonte: CFF