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  • Vírus mais agressivo da dengue avança no Brasil

    Vírus mais agressivo da dengue avança no Brasil

    Embora a maioria dos casos de dengue no Brasil ainda seja causada pelo tipo 1 da doença, cresce em alguns Estados a circulação do sorotipo 2, o mais agressivo dos quatro vírus existentes. Dados do mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com estatísticas de 3 de janeiro até 28 de maio, mostram que, de um total de 2,2 mil amostras positivas para dengue analisadas em laboratório neste ano, 6,4% já são do tipo 2, ante 0,7% no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de vírus já é responsável por 13,6% dos casos da doença, ante 0,5% em 2015.
     
    Além de ser considerado por especialistas o mais violento dos quatro sorotipos da dengue, o tipo 2 ainda está relacionado a outro risco no País. Como parte da população brasileira já foi infectada pelo tipo 1, a ocorrência de uma segunda infecção por outro sorotipo aumenta o risco de desenvolvimento de uma das formas graves da doença, que podem levar à morte, como a febre hemorrágica.
     
    Segundo o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o risco maior em uma segunda infecção pela doença está relacionado à resposta imunológica do paciente que já contraiu o vírus uma vez. “Como já existem anticorpos contra um tipo de dengue no organismo, há uma reação inflamatória exacerbada, que prejudica o organismo, mas que não consegue neutralizar o novo sorotipo. O risco de desenvolvimento de uma forma grave da dengue é de 15 a 20 vezes maior quando se trata de uma segunda infecção.”
     
    O grande número de brasileiros infectados pelo tipo 1 nas epidemias de dengue dos últimos anos é uma das razões que explicam o crescimento dos casos provocados pelo tipo 2, segundo especialistas. “Como o vírus tipo 1 da dengue está circulando há muito tempo no Brasil, já temos muitas pessoas imunes a ele. Quando há o contato dessa população com outro sorotipo, aumenta mesmo o número desses tipos de casos porque há mais pessoas suscetíveis a ele. E uma segunda infecção por dengue tem tendência a uma gravidade maior”, explica Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde.
     
    Além de São Paulo, outros Estados registram circulação do tipo 2 da dengue acima da média nacional. No Pará, 33,3% das amostras analisadas correspondem a esse sorotipo. No Distrito Federal, esse índice é de 26,8% e em Rondônia, de 13,1%.
     
    Interior
     
    Segundo Boulos, no Estado de São Paulo, esse sorotipo está presente predominantemente na região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde do município, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto têm feito a vigilância virológica dos casos de dengue na cidade para estabelecer qual é o porcentual de casos de cada sorotipo.
     
    “O que a gente tem visto é que, do fim do último ano para cá, houve mesmo um aumento dos casos de dengue tipo 2. Dependendo do mês, eles já representam cerca de 25% a 30% dos casos na cidade. Mas não acho que isso seja restrito a Ribeirão. Esse aumento deve estar acontecendo em outras áreas do Estado também”, afirma Benedito Antonio Lopes da Fonseca, professor de Infectologia da faculdade e um dos coordenadores do monitoramento virológico no município.
     
    O pesquisador disse ainda que pelo menos uma das sete mortes por dengue registradas neste ano na cidade aconteceu por uma infecção provocada pelo tipo 2 da doença. A paciente apresentava uma doença crônica, condição que aumenta o risco de complicações.
     
    Segundo Boulos, diante do avanço do tipo 2 da dengue no Estado, a Secretaria Estadual da Saúde deverá reforçar com médicos e outros profissionais de saúde as diretrizes de atendimento a pessoas com suspeita da doença. “Todos têm de ficar mais atentos aos sinais de agravamento da dengue. Teremos de pensar duas vezes antes de liberar o paciente.”
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
  • Subsecção do CRF/AL em Arapiraca apresenta resoluções farmacêuticas a SMS

    Subsecção do CRF/AL em Arapiraca apresenta resoluções farmacêuticas a SMS

    A subsecção do Conselho Regional de Farmácia (CRF-AL) em Arapiraca esteve reunida, nesta terça-feira, 19, com a coordenadora de doenças crônicas da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, Jéssika Bezerra e com a coordenadora do NASF (Núcleo de apoio à saúde da Família), Jenise Melo apresentando as resoluções da prescrição farmacêutica e das atribuições clínicas do farmacêutico.

    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, explicou que o encontro foi importante porque esse é um projeto que tramitava na Câmara Técnica do CRF/AL Arapiraca e agora, já pode ser colocado em prática. “Estamos viabilizando a solicitação de exames laboratoriais pelos colegas do NASF e isso foi possível porque o farmacêutico Samuel Luz apresentou a proposta junto a Secretaria”, revelou.

    Esta semana os representantes deverão se reunir novamente para elaboração de uma nota técnica e posterior aprovação e publicação da mesma. 

    Ascom/ CRF-AL

  • Obesidade é três vezes mais mortal entre os homens, diz estudo

    Obesidade é três vezes mais mortal entre os homens, diz estudo

    A obesidade é três vezes mais mortal para os homens do que para mulheres, e mesmo um singelo aumento de peso eleva o risco de morte prematura, segundo um estudo internacional publicado na revista “Lancet”.
     
    Os obesos podem perder até três anos de vida, enquanto pessoas com sobrepeso morrerão um ano mais cedo do que se mantivessem condições de vida saudáveis.
     
    O levantamento, assinado pelas universidades Harvard (EUA), Oxford e Cambridge, ambas britânicas, é o mais ambicioso relato sobre a relação entre morte e obesidade.
     
    Normalmente, menos de um em cada cinco homens morrerão antes de completar 70 anos de idade, mas este índice salta para quase um em três na população moderadamente obesa, e oito em dez entre os obesos mórbidos.
     
    — Descobrimos que os homens obesos têm risco de morte prematura muito maior do que as mulheres obesas — revela Emanuele Di Angelantonio, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Cambridge. — Isso é consistente com observações anteriores de que homens obesos têm índices maiores de resistência à insulina, gordura no fígado e risco de diabetes do que as mulheres.
     
    Atualmente, no Reino Unido, cerca de 61% dos adultos estão com sobrepeso ou obesidade. O peso médio médio da população cresce constantemente desde a década de 1970. Em 1975, o britânico médio tinha um IMC (índice de massa corporal) de 23, que é considerado um peso saudável. Hoje, porém, que subiu para 27, o que já se encaixa na categoria de pessoas acima do peso.
     
    Dez tipos de câncer estão ligados a sobrepeso e obesidade, além de enfermidades como a diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias.
     
    Os pesquisadores compilaram dados de 10,6 milhões de pessoas que participaram de 239 estudos entre 1970 e 2015, em 32 países diferentes. O levantamento apontou riscos maiores de morte prematura para as pessoas que estavam classificadas como abaixo do peso ou acima do peso.
     
    Ao atingir a obesidade mórbida, nível mais elevado do IMC, o risco de morte prematura aumentava mais de quatro vezes em homens. Para as mulheres, este nível cresceu 2,7 vezes.
     
    De acordo com o estudo, uma em cada sete mortes prematuras poderia ser evitada, se as pessoas obesas ou com sobrepeso emagrecessem.
     
    — A obesidade é a segunda maior causa de morte prematura na Europa, perdendo apenas para o câncer de pulmão — destaca Richard Peto, pesquisador da Universidade de Oxford, que também assina o levantamento.
     
    Segundo Peto, a pesquisa refuta o “paradoxo da obesidade”, uma teoria em voga em diversos estudos recentes, que sugerem que, em alguns casos, a gordura poderia proteger o organismo.
     
    Fonte: O Globo / Site
  • Farmácias de elite

    Farmácias de elite

    Quando se trata de mercado farmacêutico, podemos dizer que o Brasil é uma potência mundial, pois ocupa a sexta posição entre os maiores mercados consumidores de medicamentos no cenário mundial. Mesmo com a economia abalada, a expectativa é de que, até 2018, o País alcance a quarta posição, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão, segundo projeções do IMS Health.
     
    Uma conjunção de acontecimentos permitiu que se alcançasse esse nível. Um dos fatores dessa equação é o envelhecimento da população brasileira, que vem avançando ano a ano. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população acima dos 60 anos de idade deve passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total) até 2060, devido ao contínuo aumento da expectativa de vida.
     
    Maior número de idosos significa crescimento no consumo de medicamentos, já que doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, tendem a surgir com o avançar da idade. As farmácias e drogarias são o principal canal de dispensação de medicamentos, logo, não há crise capaz de frear o crescimento do varejo farmacêutico, impulsionado por uma demanda natural.
     
    No entanto, ainda que o setor como um todo se encontre em solo fértil para crescimento, nem todos os modelos de farmácias existentes no País crescem na mesma proporção. Atualmente, o Brasil possui em torno de 70,4 mil farmácias, das quais 72% são representadas pelas independentes e 14% são ocupadas pelas grandes redes – conglomerados de lojas com expansão agressiva e alto poder de investimento.
     
    DOMÍNIO DE FATURAMENTO
     
    É preciso ter cautela na análise dos percentuais para que não se chegue a conclusões errôneas. Quantidade não significa domínio de mercado, quando se trata de varejo econômico. Um grupo de 28 redes, todas ligadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), concentra 44,5% das vendas de medicamentos, mesmo tendo apenas 7% dos pontos de venda (PDVs) instalados no País, segundo indicadores divulgados pelo IMS Distribution Services.
     
    Em relação ao volume de vendas, a representatividade dessas grandes redes cresceu de 42% para 56% entre 2007 e 2015. Enquanto isso, as farmácias independentes encolheram de 55% para 30%.
     
    Para o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, a explicação para um desempenho tão superior está em um cenário favorável surgido a partir do fim da década passada. O aumento da renda da população brasileira promoveu uma mudança no perfil do consumidor e estimulou a abertura de novos PDVs.
     
    “A necessidade de absorver a crescente demanda e o maior grau de exigência do consumidor favoreceu as marcas com mais representatividade geográfica e fôlego financeiro. Além disso, as principais redes do País se beneficiaram com a maior capacidade de gerenciar estoques e a compra em grande escala de medicamentos e não medicamentos”, argumenta Mena Barreto, que ainda atribui o desempenho à boa gestão de estoque e à abrangência geográfica.
     
    Mesmo a inserção de grupos estrangeiros, como a norte-americana CVS, no mercado nacional, colaborou para impulsionar o grande varejo farmacêutico. Antes vista como ameaça, a expectativa de uma internacionalização acabou por estimular que redes locais investissem em lojas maiores e mais modernas, com diferenciais, como pequenas clínicas instaladas no interior da farmácia. Diante disso, pequenos e médios empresários, que trabalham com capital limitado, perdem poder de concorrência e as grandes redes saltam à frente.
     
    FIRMES NA CRISE
     
    O único obstáculo que parece ser capaz de reduzir os bons resultados obtidos pelas grandes redes é a crise econômica brasileira. O varejo farmacêutico como um todo foi pouco abalado e segue crescendo acima de dois dígitos, embora em ritmo mais lento. No primeiro trimestre de 2016, o setor movimentou R$ 22 bilhões no preço consumidor – montante 15% maior que o mesmo período do ano passado. No mesmo período, as grandes redes ligadas à Abrafarma faturaram, juntas, cerca de R$ 9,3 bilhões -um valor 13,3% superior ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de mercado.
     
    O resultado é inferior ao apresentado por outro modelo de negócio: o associativismo. As farmácias ligadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) conseguiram crescer 16,8% na venda de unidades, no primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado.
     
    De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, o associativismo encontrou uma maneira de se imunizar contra as ameaças de capitais maiores. “É necessário se unir para ganhar escala, aumentar o nível de profissionalização. Quinze anos atrás, as redes regionais eram maioria nos Estados Unidos, mas, aos poucos, foram sendo absorvidas pela Walgreens e CVS”, conta.
     
    Uma explicação para o crescimento abaixo da média do mercado apresentado pelas grandes redes pode estar na venda de medicamentos. Enquanto no acumulado dos três primeiros meses de 2016 o mercado farmacêutico como um todo cresceu 16% na venda de medicamentos de prescrição e 11% nos produtos isentos de receita médica, as redes da Abrafarma cresceram apenas 7,54% nos medicamentos em geral.
     
    Já nos itens da categoria “não medicamentos”, que inclui produtos de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria, xampus, absorventes íntimos, adoçantes, tinturas de cabelo, preservativos e protetores solares, entre outros, os números superaram a média de mercado, o que mostra que a força das grandes redes está concentrada em produtos diferenciados e não apenas em medicamentos.
     
    A categoria foi responsável por movimentar R$ 3,21 bilhões entre janeiro e março deste ano nas grandes redes – um acréscimo de 12,9% em relação ao mesmo trimestre de 2015 enquanto o mercado cresceu 12%. “Os não medicamentos já representam 34,43% do total comercializado. Isso mostra que, cada vez mais, os clientes querem mais conveniência, buscando um mix de produtos em um único lugar”, avalia Mena Barreto.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
  • Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste

    Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste

    O alto número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal. A doença é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
     
    A chikungunya foi motivo confirmado de 45 mortes no 1° semestre na região, contra 35 mortes por dengue e cinco pelo vírus da zika. O número de mortes ainda deve crescer consideravelmente, já que há outras 400 mortes por arboviroses em investigação nesses Estados, todas sem causa confirmada.
     
    O levantamento feito pelo UOL inclui dados das secretarias estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O governo de Sergipe não indica a quantidade de mortes em seus boletins divulgados nem a secretaria estadual de Saúde informou o número.
     
    O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 107 mil pessoas foram infectadas pela febre chikungunya –a região tem 87% das infecções registradas em todo o país. O número de pessoas infectadas no Brasil em 2016 já é quase nove vezes maior que as registradas em todo o ano passado: 13 mil.
     
    Assim como dengue e zika, não existe um tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e dores articulares.
     
    GRAVIDADE DA DOENÇA ASSUSTA
     
    A dispersão da febre chikungunya pelo Nordeste tem deixado um rastro de adultos e idosos com dores crônicas graves que sobrecarrega os serviços de saúde, além de um número ainda não explicado de mortes. Os boletins das secretarias de saúde estaduais trazem aletas da gravidade da situação.
     
    No primeiro semestre de 2016, o número de mortes por arbovirores cresceu 426% no Rio Grande do Norte. O Estado é o que tem maior incidência de chikungunya do país.
     
    MAIS FATAL QUE DENGUE
     
    Os índices de mortes dos Estados apontam para mais vítimas fatais entre os infectados por chikungunya do que entre os infectados por dengue. Em Pernambuco, Estado líder em mortes pela doença na região, o índice de mortalidade de chikungunya é seis vezes maior que o da dengue.
     
    Até junho, foram sete mortes confirmadas de dengue para 19.304 pessoas infectadas (média de 0,4 morte para mil casos). Já no caso da chikungunya, são 11.273 casos confirmados de infecção, com 26 mortes: 2,1 para cada mil casos. O índice é maior do que o apresentado na literatura médica. A letalidade de dengue nas Américas em 2014 foi de 0,7 óbitos por mil casos, enquanto o de chikungunya era de 0,2 por mil casos.
     
    O infectologista Kleber Luz, integrante do grupo de cientistas do Ministério da Saúde que investiga o problema, diz que essa taxa de mortalidade “aparentemente” maior para a febre que no caso de outras arboviroses intriga os especialistas.
     
    Para o Ministério da Saúde ainda é preciso investigar mais detalhadamente as mortes por chikungunya “para que seja possível determinar se há outros fatores associados, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros”. Luz diz que o Ministério da Saúde vai debater um protocolo para investigar o problema. Ele diz que, no final de julho, um grupo da comunidade científica deve se reunir em João Pessoa para essa discussão.
     
    Luz indica que há duas teorias mais prováveis para as mortes. “Temos vistos alguns casos em que o vírus tem invadido o sistema neurológico, causando encefalite grave, e em crianças há um quadro clássico com múltiplas lesões de pele, mas isso já era esperado. Uma outra possibilidade é que, no Brasil, a venda é livre de todos os remédios, com exceção dos antibióticos; ao adoecerem e por terem muita dor, os pacientes talvez estejam usando anti-inflamatórios e corticoides”, diz.
     
    O uso de remédios pode, ao mesmo tempo, tornar a doença mais grave e comprometer a imunidade dos infectados. “É como se deixasse o caminho livre para o vírus matar”, explicou o infectologista.
     
    A DOENÇA
     
    A transmissão da febre chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. Os sintomas da doença são: febre acima de 39 graus e de início repentino e dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer, também, dores de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
     
    Contra o avanço da doença e reações mais graves, o Ministério da Saúde já formulou o Guia de Manejo Clínico, com orientações sobre o diagnóstico precoce e manejo para profissionais de saúde.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • EUA: diretriz para diagnóstico de diabetes exclui metade de pacientes de risco

    EUA: diretriz para diagnóstico de diabetes exclui metade de pacientes de risco

    Mais da metade das pessoas com alto risco de diabetes não se enquadram nas diretrizes atuais para diagnóstico da doença nos Estados Unidos, incluindo muitos afro-americanos, hispânicos e pessoas que não estão acima do peso, segundo estudo publicado na revista científica PLOS Medicine nesta terça-feira.
     
    As diretrizes do governo, emitidas no ano passado, falham em incluir 55% das pessoas com pré-diabetes ou diabetes, disse o estudo realizado pelo instituto Northwestern Medicine, em Chicago.
     
    As diretrizes de 2015, criadas pela Força-tarefa de Serviço Preventivo dos Estados Unidos (USPSTF), recomendam que as pessoas com entre 40 e 70 anos que estão acima do peso ou obesas façam exames para diabetes.
     
    “Nós estávamos interessados em fazer este estudo por causa de tendências populacionais que mostram que as minorias raciais e étnicas estão desenvolvendo diabetes com idades mais jovens e pesos mais baixos que os brancos”, disse o autor sênior Matthew O’Brien, professor assistente de medicina na Universidade Northwestern.
     
    As conclusões se baseiam em dados de registos eletrônicos de saúde de mais de 50.000 pacientes adultos em centros de saúde comunitários do centro-oeste e sudoeste dos Estados Unidos, entre 2008 e 2013.
     
    Apenas metade dos pacientes afro-americanos que apresentaram níveis anormais de glicose no sangue – condição conhecida como disglicemia – preencheram os critérios de triagem, assim como 37% dos pacientes hispânicos.
     
    “Digamos que eu estou cuidando de uma mulher latino-americana de 32 anos de idade e obesa, com histórico familiar de diabetes e que teve diabetes gestacional em uma gravidez anterior”, disse O’Brien.
     
    “Ela não deve ser examinada, de acordo com as orientações, mas ela é muito propensa a ter pré-diabetes ou diabetes”, completou.
     
    As diretrizes também têm implicações financeiras para os pacientes.
     
    Sob a lei do sistema de saúde do presidente Barack Obama, o Affordable Care Act, todos os serviços recomendados pelo USPSTF devem ser totalmente cobertos pelos seguros.
     
    Mas se um paciente não se enquadra nos critérios das diretrizes, ele pode ter que pagar por um exame de diabetes.
     
    Aqueles que passaram despercebidos pelas diretrizes podem vir a desenvolver diabetes ou complicações, incluindo ataque cardíaco e derrame cerebral.
     
    “Ao relatar a eficácia limitada deste programa de triagem, este estudo levanta preocupações sobre a utilidade do programa, particularmente entre grupos minoritários étnicos e raciais”, disse o estudo.
     
    Fonte: IstoÉ Online
     
  • Nº de casos de aids no Brasil volta a crescer e já supera 5 registros por hora

    Nº de casos de aids no Brasil volta a crescer e já supera 5 registros por hora

    O número de infectados pelo vírus da aids voltou a subir no Brasil, conforme os números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). A população vivendo com a doença no País passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano. “O Brasil sozinho responde por mais de 40% das novas infecções de aids na América Latina”, alertou o Unaids. De cerca de 43 mil novos casos em 2010, o País passou para 44 mil em 2015 (mais de 5 por hora).
     
    Em termos globais, o número de novas infecções pelo mundo caiu apenas de forma modesta, de 2,2 milhões, em 2010, para 2,1 milhões em 2015.
     
    Entre os adultos, ela se manteve inalterada em 1,9 milhão. O Brasil e a América Latina, porém, caminharam em direção oposta, de alta. “No Brasil, vemos um aumento da aids e em parte por complacência”, disse ao Estado o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé. “O País era o melhor aluno da classe.
     
    Por anos, vimos a força incrível do Brasil, liderando o debate mundial. Hoje, essa força foi perdida. Isso deixa claro que não se pode baixar a guarda.” Entre adultos brasileiros, os novos casos subiram 18,91% em 15 anos – eram 37 mil em 2000.
     
    Uma cabeleireira de 27 anos, que preferiu não se identificar, contou que recebeu o diagnóstico após perder um bebê. Ela estava grávida de 8 meses e vivia em um relacionamento estável. Para ela, o excesso de confiança faz as pessoas terem comportamentos de risco. “Elas acham que podem confiar por estar em um relacionamento estável. E, como tem a medicação (coquetel de drogas), pensam que é tranquilo, mas isso é uma zona de conforto ilusória.
     
    Além disso, a minha geração não viu ícones (grandes cantores, por exemplo) definharem com a doença.” Segundo o Unaids, o principal fator de alta no Brasil foi o avanço de novos casos entre gays e homens que mantêm relações com homens (heterossexuais que admitem fazer sexo ocasionalmente com outros homens). Citando estudos de 2009, a agência já apontava que a prevenção poderia estar falhando: quase metade dos homens que têm relações com outros homens nunca foi testada. Para Sidibé, os governos precisam indagar-se por que tais populações não estão recebendo a atenção necessária.
     
    No Brasil, apenas 6% do orçamento contra a aids seria para prevenção. Há três anos, um exame de rotina mostrou para um analista de sistemas de 23 anos, que também não quis informar o nome, a infecção pelo vírus. “Sempre pensava que nunca ia acontecer algo ruim e não me preocupava com isso.” Ele já está adaptado ao tratamento. “Só tomo os cuidados e faço o tratamento.” No País, 452 mil pessoas recebem essa terapia.
     
    Procurado, o Ministério da Saúde confirmou os dados, mas considerou que indicam “estabilidade”. “O que se observa é tendência de redução da taxa de incidência: em 2010, era 22,5 casos por 100 mil habitantes; em 2014, eram 21,5 casos por 100 mil. A mortalidade passou de 6 óbitos a cada 100 mil, em 2005, para 5,7.” O governo ainda ressalta que o gasto de 6% em prevenção é apenas o federal.
     
    Alerta global
     
    Mas a preocupação dos especialistas da ONU não é apenas com o Brasil. “Estamos soando o alarme em todo o mundo. O progresso parou”, disse Michel Sidibé. “Falta prevenção. Se houver um aumento de novos casos de infecção agora, a epidemia será impossível de ser controlada. O mundo precisa tomar medidas urgentes e imediatas, com enormes perdas econômicas.” Hoje há 36,7 milhões de pessoas vivendo com a doença no mundo.
     
    Em média, 1,9 milhão de adultos a cada ano foram infectados com o vírus desde 2010. A ONU esperava acabar com a aids até 2030. “Agora corremos o risco de ver todos os avanços se perderem”, afirmou Sidibé. Na avaliação do Unaids, governos precisam focar esforços em populações mais vulneráveis, além de reforçar a prevenção e dar mais opções aos jovens. Apesar dos avanços, só 57% dos infectados sabem ter o HIV e apenas 46% dos doentes (17 milhões) têm acesso a tratamentos.
     
    Ações do governo levaram País a perder protagonismo
     
    Os retrocessos no combate à aids no Brasil são muito mais alarmantes do que revela o relatório anual do Unaids. Nos últimos anos, o ufanismo do governo federal consistiu na divulgação seletiva de dados que pudessem corroborar a tese da aparente estabilidade da epidemia. No entanto, a reemergência da aids já estava evidente nas novas infecções, no aumento de óbitos no Norte e no Sul, na queda drástica do uso de preservativos pelos jovens e na baixíssima realização de testes de HIV entre populações mais vulneráveis.
     
    Sem diagnóstico, muitos seguem sem saber que têm o vírus, continuam infectando os parceiros ou morrem sem acesso ao tratamento. Aumentou o tempo entre o teste positivo e a primeira consulta, e piorou a assistência, com serviços lotados e falta de médicos.
     
    Mas foi mesmo na prevenção, como ressalta o Unaids, que o Brasil baixou a guarda. Ultimamente, impôs-se um modelo com base apenas em testes, remédio e camisinha. Foram censuradas campanhas e descartadas ações sobre os determinantes sociais da epidemia, como o preconceito e a homofobia. As organizações da sociedade civil deixaram de ter voz ativa na definição dessa política.
     
    Arrogância técnica, intolerância ao diálogo, aliança com forças retrógradas e o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) levaram à perda do protagonismo internacional e ao isolamento interno na resposta brasileira à aids. O resultado: milhares de infecções e mortes que poderiam ter sido evitadas.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Novas abordagens contra o câncer

    Novas abordagens contra o câncer

    Trinta mil especialistas reunidos no maior congresso de oncologia do mundo: assim é a American Society of Clinical Oncology (Asco). A cada ano, a Asco aborda avanços no tratamento da doença que, só neste ano, deve acometer 596 mil pessoas no Brasil, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). É durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica que são apresentados os principais estudos e novidades na área. Segundo o oncologista Israel Vilaça, da Oncomed-BH e do Instituto Mario Penna, ambos em Belo Horizonte, diferentemente da edição do ano passado, quando se destacaram pesquisas sobre o uso da imunoterapia no tratamento de carcinomas no pulmão, a edição de 2016, feita em junho, aprofundou pesquisas desse tipo e trouxe novos estudos e mudanças nos modos de tratar os tumores.
     
    “Há várias avanços no conhecimento da biologia do câncer, além de novos exames e medicamentos”, afirma Vilaça, que destaca quatro estudos em especial. Um deles avaliou o uso da hormonoterapia para evitar a recidiva de câncer de mama. Até então, eram indicados cinco anos de hormonoterapia, mas o estudo mostrou que dobrar esse período resulta em redução de 34% do risco de recorrência da doença, se comparada a abordagem com placebo, confirmando dados de estudos anteriores. Foram analisadas 1.918 pacientes tratadas com letrozol. A substância é indicada após a cirurgia para mulheres com câncer de mama inicial na pós-menopausa. “Precisamos orientar que prolongar o tratamento pode reduzir ainda mais a recidiva, mas, sempre que possível, devemos pesar o risco/benefício. Nenhuma medicação é isenta de efeitos colaterais”, ressalta o oncologista.
     
    A Asco também trouxe avanços na abordagem do câncer de pâncreas. Um estudo de fase 3 é, segundo Vilaça, visto como um marco histórico para a doença porque implica mudanças de conduta. Antes, o paciente, mesmo com a doença avançada, fazia o tratamento com o quimioterápico gencitabina após ser submetido a uma cirurgia. A nova abordagem concluiu que adicionar outra quimioterapia oral, a capecitabina, ao tratamento padrão prolonga a sobrevida dos pacientes sem aumentar muito a toxicidade. “A sobrevida global mediana foi de 28 meses para quem usou a terapia combinada e de 25,5 meses para quem recebeu só um medicamento. É um ganho de 12% de sobrevida global em cinco anos. Um resultado significativo”, comemora o médico. “Trata-se de uma doença de prognóstico muito reservado. Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre em estágios avançados.”
     
    Idosos
     
    Há também novidades para o enfrentamento do glioblastoma multiforme (GBM), que acomete o sistema nervoso central. Médicos e cientistas sabem do beneficio da droga temozolomida em associação com a radioterapia depois da intervenção cirúrgica, mas desconheciam os efeitos desse tratamento na população idosa, que representa cerca de metade dos casos. “O estudo apresentado fornece a primeira evidência de que a quimioterapia com temozolomida em associação à radioterapia com um fracionamento mais curto aumenta significativamente a sobrevida sem prejudicar a qualidade de vida, com uma redução do risco de morte em torno de 33%. Antes, não tínhamos uma diretriz clara para tratar esse grupo de pacientes”, explica Vilaça.
     
    Mas um dos estudos mais comentados foi o que testou a adição do anticorpo monoclonal daratumumab a um regime de duas drogas: a bortezomibe e a dexametasona. “Esse é o primeiro anticorpo monoclonal aprovado para o tratamento do mieloma múltiplo e tem como alvo uma proteína presente na superfície das células tumorais. Quando adicionamos esse anticorpo, o tumor responde mais rápido e permite maior controle de dor, em curto espaço de tempo, e possibilita melhor qualidade de vida. O estudo mostrou melhora na resposta do paciente com mieloma múltiplo recorrente. A combinação reduziu o risco de progressão em 70%”, detalha o oncologista.
     
    Biópsia líquida
     
    Há mais perspectivas em relação aos exames e aos métodos diagnósticos. Está em evidência, por exemplo, a biópsia líquida, usada principalmente no câncer de pulmão. Trata-se de um método que pode ser utilizado periodicamente para avaliar a progresso da doença, a resposta à terapia e o desenvolvimento de resistência ao tratamento. Comparando resultados do procedimento, por meio da coleta de material de sangue e urina, com os da tradicional análise do tecido tumoral, observou-se que 57% dos pacientes coincidiram na positividade.
     
    “Isso mostra que não se pode substituir um método pelo outro e que eles são complementares. Às vezes, temos um paciente idoso que não consegue fazer biópsia do tumor pelo risco cirúrgico do procedimento invasivo. Nessas pessoas, podemos usar amostras do próprio sangue para avaliar se com aquele material é possível detectar e fazer o diagnóstico. Se por ali for possível identificar o tumor, não é preciso recorrer ao método invasivo”, acrescenta Vilaça.
     
    596 mil 
     
    Quantidade de diagnósticos de câncer que serão feitos no Brasil, neste ano, segundo o Inca.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Saúde libera R$ 6,4 milhões para aprimorar assistência farmacêutica

    Saúde libera R$ 6,4 milhões para aprimorar assistência farmacêutica

    Cerca de mil municípios brasileiros vão receber R$ 6,4 milhões para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). O recurso poderá ser destinado para a contratação de novos profissionais, além do aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais, para dar maior agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. A portaria de liberação financeira já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
     
    A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede. Desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, o Programa já proporcionou compra de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de cinco mil profissionais de saúde. Desde a criação do Programa, em 2012, o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios, 70% deles está inserido no Programa Brasil sem Miséria.
     
    A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é uma dos principais objetivos do Ministério da Saúde. “Temos que melhorar a qualidade dos serviços ofertados com recursos que temos disponíveis e, sem dúvidas, o investimento na informatização é um dos caminhos. Organizar as farmácias nas unidades públicas de saúde promoverá maior rapidez no atendimento” afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
     
    Fonte: Portal Snif Brasil
  • Turbinagem celular cura doença autoimune

    Turbinagem celular cura doença autoimune

    Uma nova técnica de turbinagem de células fora do organismo pode ser a cura de doenças autoimunes, condição em que o organismo é atacado pelo próprio sistema imunológico.
     
    A novidade está em um estudo realizado na Universidade da Pensilvânia (EUA) e publicado recentemente pela revista científica “Science”. Nas doenças autoimunes, as células de defesa passam a reconhecer componentes do próprio organismo como patógenos e atacá-los. Os tratamentos atuais requerem supressão de toda a imunidade, deixando o organismo suscetível a infecções.
     
    O estudo foi baseado em uma doença chamada pênfigo vulgar, que causa bolhas na pele e nas mucosas (como boca e garganta), e que pode levar à morte. No Brasil, existe um tipo de pênfigo, conhecido como “fogo selvagem”.
     
    Os pênfigos são doenças causadas pela alteração de um subgrupo de linfócitos B que, durante a condição, produzem anticorpos contra uma proteína que funciona como “cola”,a desmogleína. A consequência é o descolamento de porções da pele, fazendo com que apareçam as bolhas.
     
    Com a nova técnica proposta, os pesquisadores reprogramam um grupo de linfócitos T para que eles reconheçam e eliminem especificamente as células B anormais. Dessa forma, o sistema imunológico passa a corrigir suas próprias falhas.
     
    O tratamento para pacientes com doenças autoimunes ainda deve demorar para ser aplicado na prática. No estudo, a técnica foi testada apenas em camundongos.
     
    “Nossa próxima meta é usar essa tecnologia para curar o pênfigo em cachorros”, diz uma das autoras da pesquisa, Aimee Payne. Poucos animais, além dos humanos, desenvolvem a doença.
     
    “Se nós pudermos tratar e potencialmente curar esses cães, será um importante avanço na medicina veterinária, e também irá encorajar médicos e pacientes a fazerem testes clínicos dessa promissora técnica”, afirma.
     
    Payne diz que, caso a tecnologia se mostre eficaz, poderá ser utilizada como tratamento para qualquer doença autoimune mediada por anticorpos. Ela cita como exemplos a miastenia grave (fadiga acelerada nos músculos) e a neuromielite óptica (inflamação do nervo óptico).
     
    Fonte: Folha de S.Paulo